Tempestade
25 Home Run histórico
Notas iniciais
“Você que me pega pelos braços me jogando no meio de uma tempestade afundando um olhar tão profundo que me toca, acorda os vulcões adormecidos: eu que adoro me queimar nesse que desperta em mim um furacão: eu que não sei lidar com os ventos, que perco o ar enquanto te admiro, eu que já me contento em soltar no teu pescoço um suspiro”. Cáh Morandi
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– Música sugerida (Storm – Lifehouse) –
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A moderna cabana estava terminada, uma decoradora havia dado os últimos retoques no ambiente seguindo à risca as instruções de Edward... Era pequena, mas completamente funcional e aconchegante, cheia de tecnologia sem perder o ar ecológico que o Cullen trouxera para sua vida nos últimos anos... O acesso ao local era restrito, nosso engenheiro havia requerido toda a privacidade possível, o terreno no topo do penhasco estava com sua grama bem aparada, uma estrada dava acesso as proximidades de Forks, mas só subiam pessoas autorizadas. A empresa de segurança que agora cuidava das futuras instalações do que seria o Instituto de Amparo a Jovens, onde antes era o Instituto Correcional, também cuidava da segurança do refúgio do Cullen, o acesso ao rio havia sido remodelado de forma a dar mais segurança... Enfim o local era completamente habitável e seguro... Edward sorriu ao caminhar pelo gramado e adentrar a cabana, observou o piso de madeira nobre e admirou ao redor... Ela teria gostado! – Afirmou seguro e no mesmo instante um tom de melancolia lhe atingiu... Ela nem se quer quisera saber dele, pensou em seguida... O semblante se entristeceu, mas em um esforço continuou a pensar nela, em seu sorriso, sempre pensaria nela... Lembrou-se do momento em que, debaixo daquela chuva torrencial, lhe mostrou a velha cabana... Isabella sorriu de alivio, alegria pela conquista, por finalmente estar em segurança... Ela sorria... Aquela Isabella... A minha Bella, pensava... Ela sorriria agora, com certeza sorriria, definia e aquilo lhe alegrava a alma... O celular tocou e sacando-o do bolso levou ao ouvido assim que vira de quem se tratava...
– Onde você está que não me buscou no aeroporto? – Questionou e era nítido o sorriso nos lábios do outro lado da linha... Edward riu.
– Finalmente resolveu dar as caras... Era para você ter chegado a quinze dias, Jane... Quinze dias! – Colocou.
– Eu sei que está com saudades minhas, querido... – Lançou debochada e Edward revirou os olhos ainda rindo. – Mas... James se demorou um pouco em NYC e eu educadamente resolvi espera-lo. – Disse dando uma desculpa esfarrapada como se Edward não soubesse que sua prima postiça e seu melhor amigo andavam mais unidos do que o normal e isso já vinha de tempos... Sem contar que a Volturi, com toda certeza teria aproveitado sua estadia na Big Apple para fazer compras... Quanto ao torto casal, hora distanciavam-se, hora voltavam, hora brigavam e no instante seguinte estavam agarrando-se em algum corredor.
– Sei, sei... E onde está o safado do Jimy, por falar nisso? – Perguntou aproveitando.
– Foi ver o pai dele e me deixou aqui no apartamento e você, desnaturado como é, nem está aqui para me receber... Onde você está, Edward? – Questionou aos resmungos expondo seu lado mimada.
– Estou próximo a Forks, Jane... Não esperava sua chegada hoje...O dia está declinando... Não retornarei hoje... Amanhã pela manhã nos vemos, ok? – Soltou ouvindo um suspiro do outro lado...
– É um desnaturado mesmo... Eu vou para a casa da tia Esme então, lá tenho certeza que vão querer me receber. – Resmungou e Edward riu mais uma vez antes de encerrar a ligação.
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– Mamãe... — Disse um Emmett ansioso enquanto Isabella mexia os ovos na frigideira... — Hoje podemos ligar para o senhor Cullen? Podemos? – Questionou ao que parecia ser a milésima vez e Isabella pretendia mais uma vez enrolar o pequeno... Para mamãe Bella o famoso criador do Tempestade havia sido apenas educado com o curioso Emmett e ela pretendia não permitir que o filho importunasse o homem que com certeza era muito ocupado.
– Amigo... Isso é complicado... Veja, o senhor Cullen é um homem muito ocupado e...
– Eu sei disso mamãe, eu sei... Mas ele me falou, prometeu me mostrar o Tempestade de perto e foi... Foi... Um convite... Eu não pedi... Foi um convite mesmo... – Argumentava.
– Eu sei o quanto você pode ser persuasivo pequenino. – Retrucou Isabella e Emmett, derrotado baixou o semblante...
– Você não vai ligar, não é? – Soltou entristecido. – Sabe o que mamãe? Sabe o que? – Lançou determinado e Isabella preparando-se fitou-o assim que desligou o fogo. – Isso é injusto porque eu tenho sido um bom menino... Tenho sido, sim... A vovó Sue disse isso pra mim outro dia... E... E... Eu... Eu me comportei na escola e... E não fiz mais bagunça em casa e... E... E a senhora não me deixa ver meu amigo Edward Cullen... Sim, meu amigo... Ele falou um tempão comigo e...
– Emm... Amigo... – Interveio e o pequeno em negativa com a cabeça continuava.
– Ele me falou do Tempestade e... E... E me disse que queria minha opinião porque eu iria, um dia, ser um piloto e... E... Veja mamãe, você está atrapalhando os meus negócios. – Colocou um pouco mais alto no final e Isabella que queria rir diante de toda a argumentação ficou no instante seguinte seria vendo o filho se mostrar bravo.
– Emmett Clarke... Você está me acusando de atrapalhar seus negócios? – Questionou e a forma como aquilo soou trouxe um sorriso aos lábios da mamãe que habilmente foi escondido antes que o garotinho visse... O pequeno, com a feição fechada, assentiu veementemente.
– A senhora está atrapalhando meus negócios, sim. – Afirmou com firmeza e Isabella teve vontade de agarra-lo.
– Emm... Filhote... – Disse sentando-se na cadeira ali próxima e puxando-o entre suas pernas fitou seus olhos... – Vamos fazer assim, eu... Vou ligar amanhã durante o dia... E verei se o senhor Cullen pode nos receber, ok? – Lançou tentando enrolar o garotinho um pouquinho mais e ele ingênuo...
– Ele vai nos receber sim mamãe, eu sei que vai. – Afirmou trazendo um sorriso confiante nos lábios.
– Certo, agora vamos comer e depois revisar o dever para amanhã. – Decretou e Emmett assentiu.
...
A chuva fina trazia sorriso aos lábios, estranho? Para os protagonistas dessa história, não...
– Droga! Justo hoje. – Reclamou o garoto formando um enorme bico nos lábios e Isabella manteve o sorriso que emoldurava sua face desde que vira o dia chuvoso em sua janela. – Eu não sei como você pode gostar de dias assim mamãe, não entendo. – Resmungava amuado sentado no banco do passageiro. O dia de hoje era importante para Emmett e seus amigos, finalmente havia chegado a data do primeiro jogo do ano na Liga Mirim de Baseball e as crianças estavam ansiosas... Seria um grande evento para todos e uma chuva atrapalharia com certeza as coisas.
– Amigo... – Chamou doce como de costume e o pequeno Emmett, derrotado fitou a mãe, e até mesmo os braços cruzados perderam a força. – Eu amo você. – Lançou fazendo-o sorrir e ganhar uma vermelhidão escandalosa sob as bochechas.
– Vamos mamãe, vou me atrasar. – Pediu envergonhado e Isabella elevando o queixo o desafiou. – Ok. – Admitiu resignado e a abraçou, aperta-lo entre os braços fazia as coisas se tornarem ainda mais reais. – Eu também te amo. – Disse baixinho.
– Obrigada meu amor. – Disse emocionada, como sempre, e as palavras, na verdade, não eram apenas para Emmett e sim também para o amor de sua vida... Isabella sonhara com Edward naquela madrugada e felizmente o sonho fora feliz, coisa rara, porque sempre ela tinha pesadelos levando-a ao fatídico dia, mas, não, naquele noite ela sonhara com seu amor lhe sorrindo, abraçando e beijando enquanto Emmett corria ao redor deles... Era perfeito, perfeito como deveria ter sido... Lagrimas quiseram brotar de seus olhos, porém ela as empurrou para longe e beijando a cabeça de seu pequeno afastou-o com carinho e deu partida no carro... Seguir em frente, esse era o lema, por Emmett, por seu amor e por ela.
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A cabana era definitivamente confortável, passar aquela noite ali havia feito bem a Edward... Sentia-se conectado de forma saudável a tudo que passara fosse bom ou ruim, era sua história e o desfecho embora não sendo o desejado o levara a bons caminhos... Hoje tinha uma família, uma vida digna... Essas coisas lhe completavam, mas estar ali... No lugar onde sua vida mudara em definitivo, no lugar onde seu coração batera de verdade pela primeira vez... Aquele sentimento estaria tatuado em suas entranhas pelo resto de seus dias... Estar ali lhe fazia bem, seu santuário onde tudo estava intacto, onde Isabella ainda existia em sua vida e sempre faria parte... Mas o dever lhe chamava... Teria uma reunião/almoço com a presidente da DenaliAir... A mulher havia sido insistente e ele sabia que se tratava de um rival antigo da Volturi... Então teria que ir, o dever lhe chamava e ainda tinha Jane... Arrumou-se deixando para trás algumas mudas de roupa, facilitaria quando voltasse e seria logo... A ideia era fazer da cabana seu segundo lar ou talvez seu primeiro lar... Caminhou para o Tempestade, o celular em seu bolso apitou... Um lembrete... Hoje era o dia do primeiro jogo da Liga Mirim de Baseball...
– Rose... – Esboçou sorrindo ao lembrar-se da sobrinha, que lhe convocara a estar presente no evento, e em seguida outro rostinho veio a lembrança... O garotinho que a dias não lhe saia da cabeça... – Emmett. – Soltou alargando o sorriso e embarcando no Tempestade... Voar com esse tempo, para alguns era uma escolha arriscada e desnecessária... Mas a sensação de plenitude que dias assim o traziam sobressaltava qualquer apelo por segurança... A chuva e os sentimentos de Edward sempre andariam de mãos dadas... Sem contar que os chuviscos não representavam de fato perigo eminente... Acomodou-se na pequena aeronave... — Sea-Tac, torre aqui é Tempestade Alpha-Alpha City, pedindo liberação de voo para Seattle via PDX... – Dizia tranquilo enquanto esperava o retorno da torre de trafico aéreo...
– Confirmado, torre, Tempestade posição conferida, liberado. – Soltou o interlocutor e os motores alimentados pelo sol começaram a fazer seu trabalho... Uma última checagem em todos os instrumentos de voo... As gotas de chuva acariciavam a carcaça metalizada do pequeno helicóptero solar... Levantou voo com suavidade e destreza... Seguia Seattle para um dia agitado.
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A hora do almoço, momento de resolver pendencias, pagar contas, detalhes que fazem parte da vida de qualquer mortal... Isabella saindo da redação do Seattle Met encaminhou-se para o banco e logo depois encontrou-se com Leah para um rápido almoço...
– Pode ficar tranquila... Pego os meninos na aula... – Dizia a Clearwater.
– Isso vai facilitar muito minha vida, Leah, vou ter uma reunião na redação sobre a pauta do próximo mês e com certeza vou sair em cima da hora para o jogo, sem contar que ainda vou pegar Victoria no caminho. – Explicava.
– Sem problemas, mesmo porque o uniforme de Emmett ficou comigo na confusão do último treino... Sem contar em Mike Newton dando em cima de você... – Provocou piscando os olhos com insistência.
– Ele não estava dando em cima de mim... Estava desabafando... O coitado está passando por um divórcio doloroso e não sabe o que fazer com os traumas de Riley. – Justificou.
– Ele estava dando em cima da você, sim, porque vamos combinar até um torcicolo ele adquiriu de tanto que seguia seus passos e olhava para a sua bunda. – Provocou um pouquinho mais e Isabella revirando os olhos...
– Quem vê pensa que estou com essa bola toda... E de mais a mais se existir nele algum interesse, o que acho não ser verdade, estará perdendo seu tempo porque eu... Não estou interessada. – Afirmou categórica e a Clearwater ficando séria...
– Bella... Isso não é saudável, sabia? Poxa, você é linda, super jovem ainda... É mais do que natural que se interesse por alguém e que alguém se interesse por você... Não o Newton com a bagagem mais do que carregada que ele tem... Sim, porque ter uma ex, histérica, por perto, deve ser o fim... Mas... Você merece construir uma vida com alguém... Merece ter alguém ao seu lado e....
– Leah... Eu não mando no meu coração... Ninguém manda... Eu já tentei, você é testemunha disso... Você e Victoria vivem me ajudando e se preocupam, eu sei... Mas eu... Eu simplesmente não consigo... Já tentei e até pensei que pudesse dar certo... Mas... Mas na hora H, não consigo e...
– Ele morreu... Isso dói, é injusto... Mas você não pode se privar pelo resto da vida! – Argumentava cortando-a e Isabella suspirando audivelmente e incrivelmente paciente...
– Eu não me privo de nada... Eu... Eu simplesmente não consigo... Mas, sinceramente... Isso não é tão doloroso quanto parece... Eu... Eu me acostumei a isso... Não dói, não me mata... Eu apenas vivo com isso... Com a lembrança do que poderia ter sido... E com a certeza que cresce a cada dia e se desenvolve e me enche de orgulho como, tenho certeza, teria enchido ele de orgulho... – Expunha tranquila. – Emmett me completa, Leah... Ele é minha razão e minha alegria e...
– Ok, ok... Ele é tudo isso... Eu te entendo... Seth também é tudo isso para mim... Mas... Eles vão crescer, Bella, ganhar o mundo e nos deixar para trás... É a lei da vida, o ciclo natural das coisas... E aí? Como você vai ficar? – Questionou e Isabella apenas sorrindo...
– Vou ficar bem! – Afirmou derrotando mais uma vez os argumentos da amiga.
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A reserva no Canlis deixara claro para Edward que a presidente da DenaliAir queria ostentar... Com um sorriso exagerado Irina levantou-se de sua cadeira...
– Senhor Cullen... É um prazer conhece-lo. – Destacou analisando Edward dos pés à cabeça e em sua mente deturbada um sorriso se instalou... Além de negócios pode se ter prazer por aqui, pensou apertando a mão do engenheiro que sóbrio se colocou mantendo o lado estritamente profissional... A mulher estava totalmente crédula que tendo Edward ao seu lado os investidores que lhe negaram verba para construir a montadora iriam no mesmo instante voltar atrás assim que soubessem que o Tempestade e o seu criador estavam a seu lado.
– Senhora Denali. – Soltou um Edward polido e Irina ainda mantinha o sorriso... Sentaram-se... — Acredito que prefira pedir primeiro? – Perguntou.
– Se não se importa, estou faminta. – Devolveu arregalando os olhos como se o cobiçasse e ele fingindo não notar.
– Vamos ao menu então. – Disse... Entediado talvez fosse a melhor definição de Edward naquele momento... O tom bajulador com que Irina se dirigia a ele irritava-o sobremaneira...
– Como certeza o senhor é uma sumidade, senhor Cullen...
– Senhora Denali... Sou obrigado a corrigi-la, ninguém com menos de trinta anos deve ser considerado uma sumidade em algo... Estou com meus vinte e cinco anos... Sou um recém formado em engenharia... Dizer que sou uma sumidade faria meus professores em Oxford esbravejarem e com razão... Não, eu não sou uma sumidade em nada... – Colocava e a mulher queria pronunciar-se, tentar reparar o que havia dito, abria e fechava a boca enquanto Edward continuava demonstrando sua irritação diante de tanta bajulação. – Sou um estudante ainda, tive sorte em encontrar algo inovador e colocá-lo em pratica, mas isso não me faz mais, nem menos do que qualquer outro engenheiro aeronáutico...
– Bem, eu... Eu... Me referi exatamente ao feito de criar o Tempestade... Isso lhe difere senhor Cullen. — Tentou arrumar agora sem graça e Edward lhe sorriu.
– Quanto ao Tempestade me sinto um privilegiado por tê-lo apresentado ao mundo, mas garanto que não demoraria muito mais para alguém fazê-lo. – Afirmou.
– Entendo... – Soltou maquinando algo... Todos tem um preço, analisava... Qual é o seu preço senhor Edward Cullen? Questionava sorrindo e fitando-o.
– Me diga... Seu interesse é na compra de novas aeronaves, certo? – Perguntou Edward tentando ir direto ao ponto... Pensava o Cullen que esse fosse o motivo, querer negociar com a Volturi, comprar jatinhos... Deveria ser esse o motivo dessa reunião já que ela era presidente de uma companhia de taxi aéreo... Irina ainda sorrindo resolveu arriscar... Não tinha nada a perder...
– Senhor Cullen... Fabricar o Tempestade em larga escala seria um grande negócio... – Começou. – Lhe garanto que conseguiria uma infinidade de investidores americanos afoitos para participar disso... Talvez a Volturi não tenha essa... Visão agora e... – Jogava e Edward irritou-se um pouco mais... Com um sorriso que escondia ou tentava conter o que sentia...
– O Tempestade é um projeto ainda... Ele não está preparado para ser comercializado... Senhora Denali... Lhe garanto que se ele estivesse terminado, seria com toda a certeza o principal produto da Volturi. – Afirmou seguro. – Meu presidente está muito interessado e tem investido pesado na concepção do Tempestade, portanto, lhe afirmo que até mesmo a senhora... Assim que for viável... Poderá comprar um Tempestade com o selo de qualidade que a Volturi carrega. – Definiu e Irina sorriu forçado, mas a vontade era de rosnar. – Agora, veja... Temos uma linha de jatos impecável que talvez possa lhe interessar... – Sugeriu e ela ainda sorrindo, engolindo a raiva... O olhar vidrado...
– O projeto Tempestade, pode tornar-se o lançamento do século. – Afirmou como se fosse uma profunda conhecedora.
– Tenho a certeza disso... Quando ele puder ser lançado... Será algo diferente e inovador. – Rebateu.
– Talvez a burocracia na Inglaterra tenha dificultado as coisas... Mas aqui... Bem, pode-se facilitar as coisas tendo as pessoas certas como aliadas. – Insinuava e Edward sorrindo.
– O Tempestade não está à venda! – Afirmou categórico e Irina sorriu mais uma vez.
– Ouvi dizer que é sobrinho de Aro Volturi. – Colocou baixo, quase ameaçador.
– Por consideração, grande consideração devo acrescentar. – Declarou e ela até mesmo tremula...
– Deve saber que a Denali e a Volturi carregaram uma rixa por anos e...
– Sim, eu sei... Mas também sei que estou diante de uma mulher forte, com pulso firme e que sabe negociar... A senhora não iria prender-se a uma infantil tradição... Haja vista que está aqui para negociar comigo, não é mesmo? E negociar comigo é negociar com a Volturi... E lhe afirmo, senhora, a Volturi está mais do que disposta a negociar. – Definiu... Irina tomou um gole de seu vinho, limpou o canto da boca com o guardanapo de linho e voltando os olhos para Edward... Um olhar ferino ... Resolveu dar sua última e decisiva cartada, pensava ela... Ainda na linha do... Todos tem seu preço...
– Vamos falar de valores... Senhor Cullen... Vamos falar de meios para um fim... O Tempestade deve ganhar o mundo e eu conheço as pessoas certas para viabilizar isso... Sim, eu tenho a certeza de que esse é o seu desejo... Ver o Tempestade ganhar o céu, se tornar o veículo mais comercializado dos últimos tempos... E pela minha experiência... Se o Volturi não realizou esse feito é porque com certeza queria ganhar em cima do senhor e é claro que não o permitiu...
– Senhora...
– Não, eu já entendi tudo senhor Cullen e serei direta... Consigo em tempo recorde um fundo investimento... Um giro de capital inigualável...
– Acho que a senhora está equivocada...
– Cem milhões de dólares... Em sua mão e a certeza de que vender a ideia lhe tornará o homem mais rico da atualidade e é claro o mais famoso. – Disse altiva e Edward teve vontade de rir...
– A senhora parece ter dificuldade de entender...
– Não, quem não está entendendo é o senhor... Eu posso fazer isso, tenho meios para isso... Basta o senhor colaborar...
– Isso se chama tráfico de influência, senhora. – Declarou mordaz e ainda sorrindo. – Senhora Denali... Começamos com os pés errados aqui... Nossa reunião, ao meu ver, era para tratar de uma parceria, uma futura venda entre a Volturi e a Denali... Infelizmente percebo tardiamente que não é o caso... Então façamos assim... Me esquecerei dessa conversa e manterei sua gafe para comigo. – Esboçou tranquilo, mas a mulher agora definitivamente raivosa.
– Como ousa? – Vociferou.
– Eu vou me levantar agora, preciso ir... Acredito que a senhora entenda... Volto a repetir que não irei lhe denunciar aos órgãos responsáveis. – Declarou levantando-se da cadeira e colocando o guardanapo de linho em cima da mesa. – Com sua licença. – Terminou e a mulher respirando pesadamente ficou sem rumo... Mas a vontade era voar no pescoço dele, mata-lo com suas próprias mãos... O tiro havia saído pela culatra e Irina Denali acabara de jogar-se um pouco mais na lama que já se encontrava ou onde sempre esteve... E Edward acabara de adquirir uma inimiga.
**
– Tio também participa! – Jogou com humor o Whitlock passando a maleta de primeiros socorros para Edward carregar.
– Estamos aqui para servir, cunhado. – Devolveu sorrindo.
– Senhor Cullen... – Disse Emmett aproximando-se cheio de empolgação por voltar a vê-lo.
– Campeão... Senti sua falta... Não me ligou, perdeu o cartão? – Perguntou colocando a maleta ao lado de um banco.
– Não... Não perdi o cartão, senhor... Eu... Eu nunca perderia. – Disse sério e Edward sorriu. – Eu dei para a minha mamãe como o senhor disse... Mas... Mas ela... Ela ainda não ligou... Mulheres... – Resmungou revirando os olhos e Edward riu alto.
– Tudo bem Emmett... Tudo bem... Ela vai estar aqui, certo? – Questionou e Emmett afirmou com veemência. – Então nós vamos combinar hoje o dia de sua visita ao Tempestade. – Afirmou piscando e Emmett arregalando os olhos sorriu maravilhado. Familiares e amigos estavam chegando, todo começo de temporada era eufórico... Um evento para a comunidade de Seattle... Os bairros da cidade se mobilizavam, cada qual com seu time... O primeiro jogo era um marco... E dessa vez o Tiger’s, time de Jasper, fora convidado a abrir o evento contra o campeão do ano passado... Os pequeninos Tiger’s estavam ansiosos... Era a primeira vez de todos eles, um grupo novo... Estavam se vestindo com a ajuda dos adultos...
– Vovô esse é o Emmett. – Disse Rosalie para um Carlisle sorridente com o taco de baseball nas mãos... Emmett, um tanto encabulado, estava ao lado da amiga... O médico fitou o garotinho...
– Olá Emmett. – Disse sorrindo ao abaixar-se para cumprimentar o pequeno.
– Oi senhor. – Devolveu encabulado... Jasper chamou seus pequeninos para o centro do campo e todos correram...
– Rose está empolgada com essa nova amizade. – Comentou Esme e Carlisle ainda fitando as crianças correndo.
– Emmett... – Pronunciou. – Era o nome do avô de Edward. – Comentou pensativo. – Incomum um nome desses hoje em dia. – Disse.
– É verdade, querido. – Esboçou Esme.
...
A movimentação nas arquibancadas ganhava força... Todos empolgados... Isabella estava atrasada, não por sua culpa, mas sim por conta da ruiva amalucada... Victoria lhe retardara no caminho...
– Espera... – Disse correndo atrás da amiga que se encaminhava para o campo.
– Já vai começar Vic... E eu não consegui falar com Emm... Queria lhe desejar boa sorte. – Disse chateada sacando sua câmera... Estava disposta a registrar cada instante de seu pequenino jogando.
– Garanto que ele nem deve lembrar-se de você agora... Só tem essa Rosalie na cabeça... Ontem parecia uma vitrola quebrada durante o lanche comigo. – Resmungou Victoria e Isabella riu buscando entre tantos pequeninos no meio do campo o seu filho.
– Ele está empolgado com ela... Conheci a garotinha no último treino... É um doce de menina apesar da personalidade forte... Você tem razão, Emm tem falado muito dela... Ou é ela ou o tio junto com o famoso Tempestade... – Dizia a Victoria que rolou os olhos em constatação. – É sério Vic, eu fico imaginando o quanto ele teve ter falado e falado com o tio da menina...
– Ele deve ter deixado o homem maluco com os seus “sabe o que”... – Comentava e mais uma vez Isabella riu. — Esses Cullen’s estão conquistando Emmett. – Comentou por fim enquanto Jasper estava dando as últimas instruções...
– Olá vocês. – Disse Leah com Sara Black ao seu lado.
– Cheguei atrasada, não é? – Lançou Isabella.
– Fique tranquila... Emmett está vestido e bem empolgado. – Piscou Leah e Isabella sorriu agradecida... A ruiva logo sentou-se na primeira fileira de arquibancadas ao lado da Clearwater enquanto Isabela preferiu ficar em pé ainda mais perto do campo.
– Billy e Paul estão com Mike Newton ajudando na organização... – Comentou Sara Black... Isabella com a câmera na mão visualizando pela lente o centro do campo começou a fotografar.
...
– Emmett, Jacob e Riley... Fiquem ao lado de Edward. – Disse Jasper com uma lista na mão tendo o cunhado ao lado, estavam agachados e eram encobertos pelas crianças. – Vocês serão os rebatedores da primeira rodada... Rosalie, Seth e Kebi fiquem aqui ao meu lado... Vocês iniciarão os primeiros lançamentos... Os demais entrarão na segunda rodada do jogo... – Explicava.
– Minha luva está com um fio solto. – Comentou Emmett e Edward ouviu... Pegou seu canivete, ou amuleto como chamava...
– Deixe-me ver Emmett... – Pediu já pronto para reparar o defeito e Emmett viu de perto o canivete vermelho.
– Nossa que bonito! – Declarou avaliando o objeto no instante em que entregava sua luva para o Cullen... Edward lhe sorriu.
– É bonito mesmo, certo? – Colocou avaliando a luva e ao achar o problema usou um dos itens do canivete para reparar.
– É muito bonito, sim. – Dizia Emmett.
– Foi um presente muito especial! – Afirmou Edward com certa nostalgia na fala... O canivete, um presente de sua Bella, lembrava-se melancólico... Devolveu a luva ao garoto e... – Quer ver? – Questionou e Emmett surpreso assentiu arregalando os olhinhos esverdeados... Edward colocou o canivete fechado na palma da mão do pequenino e os demais meninos aproximaram-se para também ver.
– Isso é coisa de escoteiro. – Disse Jacob admirando o objeto que Emmett alisava.
– Exatamente, Jacob. – Devolveu Edward... O juiz da partida soou o apito avisando que o jogo logo começaria... Jasper que terminava de conversar com seus lançadores chamou toda a equipe para sair do campo e esperar o momento de começar o jogo.
...
– Olá Bella. – Disse Mike Newton aproximando-se dela... Isabella, naquele momento, via Emmett afastando-se junto com os outros pequenos e ao seu lado, de costas, estava um homem que ela não conhecia... Intrigada...
– Olá Mike... – Disse sem tirar os olhos do campo e de seu menino. – Quem é aquele homem perto de Emmett? – Questionou e o Newton buscando visualizar...
– Aquele... É... Edward Cullen... Cunhado do treinador Whitlock. – Explicou Mike. – Então, Bella... Eu estava pensando que... Depois do jogo poderíamos, juntos, levar os meninos para um lanche. – Comentava concentrado nela que ainda nem tinha se virado para ele... A presença daquele homem, seu porte, despertavam sua atenção... Estreitou os olhos... Edward ainda de costas foi agarrado por uma Jane empolgada ostentando um boné virado para trás... Isabella não conseguia visualizar direito... O apito soou mais uma vez... O jogo iria ser iniciado... – E então, Bella? – Perguntou Mike mais uma vez e Leah percebendo o assédio...
– Bella, sente-se aqui... Você vai ter um bom ângulo para as suas fotos... – Colocou enquanto a partida começava... Edward ainda de costas desceu alguns degraus e acomodou-se nos bancos destinados aos jogadores tendo Jane pendurada em seu ombro e um James tagarela ao seu lado... Isabella sentou-se ao lado de Leah e distraída não deu resposta à pergunta de Mike que sem graça nada mais falou... O jogo teve seu início... Rose foi a primeira a lançar... Seguiu-se a sequencias... Os times equilibrados...
...
– Vai Rose! – Gritava Jane e os demais Cullen riam...
– É impressão minha ou Emmett Clarke encantou você do mesmo modo que encantou minha filha? – Comentou Alice sentando-se ao lado do irmão.
– Esse garoto... Eu não sei... Como não se encantar por ele? – Colocou demonstrando paixão e até mesmo a ele assustava essa constatação.
– Eu acho que está na hora de você ser pai, maninho... Eu acho. – Disse empurrando-o com o ombro... Eles riram enquanto os pequenos não tiravam os olhos do campos... Ansiosos por sua vez... Agora seria a vez dos rebatedores... Emmett era a primeira escolha de Jasper... O garotinho decidido avançou em direção ao seu lugar... O taco nas mãos... Isabella sorriu ao ver o filho com pose de profissional e por um instante se esqueceu do homem que mesmo sem um rosto lhe intrigava... Apenas as costas, fora o que vira, e já lhe despertara curiosidade... Edward M. Cullen, lembrou-se do cartão de visitas do engenheiro... Emmett rebateu com força... Um home run se deu... O garotinho com a boca escancarada e os olhos arregalados não acreditava no que tinha feito...
– Corre Emmett! – Gritou Jasper e o pequeno saiu feito bala... A torcida foi à loucura e Edward não se contendo saiu da área recuada e subia para a beirada do campo ficando ao lado e Jasper...
– Esse pequenino tem algo de magico! – Soltou Edward assoviando em seguida. – Boa campeão, muito boa! – Gritou fazendo Emmett sorrir ainda mais.
Foi naquele momento... Os olhos de Isabella saíram, em câmera lenta, das lentes da câmera, as mesmas lentes que lhe proporcionaram visualizar o instante em que Edward se achegou a Jasper tendo Emmett passando à frente deles... Ela o viu... Edward... Era ele... Não... Seus olhos não podiam estar lhe enganando... Um frio percorreu sua espinha ao mesmo tempo que um calor profundo lhe invadia... Queimava... Sua alma queimava... Ela se levantou... Alcançou mais uma vez a beirada do campo ficando ao lado dos homens... A câmera ainda em suas mãos... As mãos geladas... Suou frio... Um frio que lhe atingiu o estomago, mas que foi eliminado pelo calor da emoção... Choque essa era a palavra propicia... Estava ficando louca? Pensou... Tentou raciocinar e quando deu por si estava dentro do campo... Seus amigos não estavam entendendo o que acontecia com ela... Largou a câmera no meio do caminho e seguiu...
– Bella? O que você está fazendo? – Perguntou Victoria uma oitava acima... A algazarra ao redor era imensa...
– Onde ela vai? – Questionou Mike... E Isabella continuava caminhando... O jogo acontecendo e ela ganhando mais e mais passos em direção ao lado oposto do estádio... Passou por entre os jogadores... Emmett viu sua mãe quando alcançou a última base...
– Mamãe você não pode vir aqui! – Disse alto sendo puxado por Rosalie... Isabella continuava andando... Tremula... Choques e mais choques percorrendo o seu corpo... Ele a viu... Edward viu sua Isabella... O tempo não tinha lhe feito mal, estava ainda mais linda, pensou agora também em choque por ter a certeza de quem se tratava... Sem saber como agir manteve-se estático... E ela continuava caminhando, agora mais rápido... – Mamãe... – Disse Emmett agora confuso... Isabella não ouvia ninguém... Seguia seu caminho... Seu destino era um só... Ninguém desviaria seu foco...
– Bella... – Soltou Edward baixinho, assustado, confuso, sem saber como agir... Ao mesmo tempo em choque... A respiração agora ofegante... Toda a movimentação ao redor pareceu sumir... Barulho algum chegava até os ouvidos de Edward e Isabella... Ela estava, agora, a poucos passos dele... Sim, era Edward... Não, não tinha outra explicação... Era Edward, mais maduro, um homem feito, mas era Edward...
– Que diabos essa doida está fazendo? – Questionou Jane e James ao seu lado se via confuso... Vira Isabella apenas uma vez... Não se recordava dela nitidamente... Mas algo lhe dizia que aquele rosto era familiar... Um passo, um passo os separava e Isabella tendo todas as certezas se jogou... Edward a amparou, jamais faria diferente... O abraço se deu, braços e pernas envoltas no Cullen... O choro se fez ouvir... Um choro desesperado, um choro angustiado, um choro aliviado, um choro alegre...
– Edward... – Soltou abafado por conta do pescoço dele.
– Bella... – Devolveu sem folego... Emmett rapidamente aproximou-se e os demais pequenos fizeram o mesmo... O jogo estava parado... A cena desviou a atenção de todos... Ninguém entendia nada... Eles ainda abraçados...
– Meu amor... – Soltou Isabella baixinho em meio ao choro audível... Jacob aproximou-se ficando ao lado de Rosalie...
– Você fez a tia Bella chorar? – Questionou com a testa franzida, bravo. – Senhor Cullen, você fez? – Gritou com as mãozinhas em punho.
– Não grita com o meu tio! – Rebateu Rosalie empurrando Jacob que logo revidou...
– Não empurra ela, Jake! – Esbravejou Emmett agora empurrando o amigo... A confusão estava armada e Isabella não soltava Edward, não que ele quisesse ser solto... A conexão entre eles era inquebrável naquele momento... Emmett e Jacob começaram a rolar no chão até que Jasper e Carlisle separou-os... Os pais de cada pequeno jogador começaram a invadir o campo... Sim, a confusão era geral... E Isabella ainda agarrada a Edward chorava... Emmett se desvencilhou das mãos de Carlisle e atento a sua mãe... Caminhou decidido...
– Mamãe... – Disse puxando a barra da calça de Isabella que se encontrava grudada a cintura de Edward... O Cullen virou o rosto para o garotinho ao seu lado... Isabella não conseguia se mexer... Estava colada ao seu amor... Não, agora ninguém a tiraria de perto dele, pensava... Ninguém... – Mamãe por que está chorando? – Perguntou Emmett.
– O que está acontecendo aqui? – Questionou Victoria achegando-se a eles e James a vendo teve a certeza de quem se tratava, jamais esquecera a espevitada Vic...
– A mamãe tá chorando tia Vic. – Disse Emmett preocupado... Edward fitava o pequeno sem saber o que pensar... Os soluços de Isabella eram cada vez mais audíveis... Victoria fitou o rosto do Cullen banhado de lagrimas e quando James se aproximou a certeza também lhe invadiu... Com os olhos arregalados...
– Mãe do céu! – Esboçou em choque.
– Olá! – Disse James se pavoneando, Victoria o fitou, mas logo voltou os olhos para o casal... Edward procurou se recompor ao ver o semblante assustado de Emmett...
– Bella... – Disse puxando o rosto dela que grudado estava em seu pescoço... As lagrimas livres banhavam o rosto dela...
– Você está vivo! – Afirmou em um fio de voz a assustada e ao mesmo tempo feliz Isabella.
– Mamãe... – Disse Emmett demonstrando preocupação... Edward tentava entender, mas não conseguia, nada se encaixava... Uma pessoa que o rejeitara, como agora se mostrava surpresa em vê-lo? Demonstrando um amor gritante, torturante... Nada fazia sentido... As delicadas mãos dela emolduraram sua face, um reconhecimento a mais, a sensação prazerosa de poder toca-lo
– Meu amor... Edward... – Dizia maravilhada e ainda em prantos... Ele vagava seu olhar entre ela e Emmett... Não podia ser... Não podia, pensava... O choque lhe percorreu a alma... Uma certeza lhe atingiu... A raiva acomodou-se ali... E sem pensar...
– Ele é meu? Emmett é meu e você me tirou isso? – Jogou revoltado, a raiva evidente em seus olhos e Isabella assustou-se com a reação...
– Edward... – Sussurrou se desprendendo dele... Apoiando-se em seus pés novamente... Horrorizada por conta das palavras de revolta...
– Como você pode? Por que? Por que fez isso comigo? Por que fez isso com ele? – Lançava alto e ela deu um passo atrás... Um choro revoltado se fez presente em cada palavra do Cullen... Ela também, ainda chorando, se viu ultrajada...
– Você não sabe o que eu passei! – Afirmou imperativa.
– Eu desejei ansiosamente saber, todos os dias da minha miserável vida. – Disse cortando-a... Ainda mais alto... A revolta ainda nítida em suas palavras...
Spoiler -
– Então... Então... Eu não vou mais chamar você de senhor Cullen, agora? Eu não vou? Eu... Eu vou ter que chamar você... De... De papai? – Perguntou se mostrando perdido... Edward sorriu mais uma vez, as lagrimas querendo se pronunciar.
– Se você quiser, amigo... Se quiser eu... Ficarei feliz em ouvir e atender. – Destacou com a voz embargada.
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