Tempestade
28 Estratégicos
Notas iniciais
“Para quem já encarou tempestades, andar na chuva só me faz refrescar”.
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– Música sugerida (Lullaby — Daughtry) –
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Do outro lado da porta a aglomeração de ouvintes crescia... Edward continuava a esmurrar Charlie Swan e Irina assistia... Até que Samuel Uley aproximou-se da porta que os separava e entendendo a situação, resolveu agir... Chamou os seguranças da empresa e invadiu a sala... Irina estava no canto horrorizada e ao mesmo tempo eufórica... Algo de sádico parecia aflorar na mulher... A sala era um grande circo de horrores... Edward ainda batia em Charlie quando os seguranças o içaram imobilizando-o logo em seguida... Um Swan prostrado e completamente desfigurado permanecia estendido no chão acarpetado agora todo manchado de sangue.
– Me larguem... Seu desgraçado... Você ainda merece mais... – Esbravejava Edward sendo contido.
– O que está acontecendo aqui? – Questionou Sam olhando de Charlie para um Edward ainda afoito.
– Ele... – Começou Irina ainda confusa e um tanto decepcionada por perceber que Charlie ainda respirava. – Esse é Edward Cullen, Sam... – Afirmou enquanto Edward parecia rosnar... O homem estava totalmente descontrolado, comportando-se como um selvagem... A única coisa que Edward via era um filme do que imaginava ter sido os anos de sua Isabella e seu filho e aquilo o fazia enxergar vermelho, um vermelho vivo de revolta contra o Swan.
– Mas... Por que diabos... – Inquiria ainda o Uley agachando-se próximo a Charlie.
– Esse maldito... Você vai pagar por tudo o que fez Swan... Tudo o que fez a Isabella e a Emmett... – Continuava rosnando o Cullen. – Me soltem, vamos me soltem... – Exigia.
– Levem-no daqui... E esperem até a polícia chegar. – Ordenou Sam levantando-se e sacando o celular para chamar uma ambulância para o amigo... A polícia logo chegou juntamente com a ambulância e Charlie era retirado...
– É e... Ele, Sam... O... O delinquentezinho...Ed... Edward Masen... – Esboçou Charlie com dificuldade e o Uley abriu sua boca em choque entendendo de imediato tudo o que ocorrera... Voltou seus olhos para uma Irina pensativa.
– O maluco era o namorado de Isabella... O que estava preso, é isso? – Soltou vendo a maca sair da sala e o alvoroço do lado de fora presenciar a cena... Irina elevou os olhos...
– Ele é o criador do Tempestade... É isso que sei... Ele... Ele veio aqui para fabricarmos o mini helicóptero juntos, era essa a ideia... – Comentava com o olhar distante... – Ele pediu para chamar meu diretor financeiro... Para... Para iniciarmos os detalhes da negociação de forma... Forma oficial e aí quando Charlie entrou na sala... As... As coisas mudaram e o inferno se instalou... – Explicava ainda pensativa e Sam raciocinava com seus botões.
– Então o bandidinho virou um famoso engenheiro... – Concluía.
– Será que pode me explicar direito o que aconteceu? – Exigiu Irina e o Uley contou o que sabia...
**
Isabella acordou de forma lenta, ainda sonolenta... Contudo, mais calma... Tudo o que vivera no dia anterior pesava em sua mente ao mesmo tempo que a fazia duvidar de ter de fato vivenciado tudo aquilo... Edward, pensava... Acontecera mesmo? Ele havia ressurgido em sua frente? Questionava ao passo que retornava a sua realidade... Era uma sexta-feira, seria um dia comum... Levantar, levar Emmett na escola e trabalhar... Rotina diária... Mas algo lhe dizia que as sensações vividas no dia anterior não eram um sonho... Levantou, foi ao banheiro e em seguida rumou para a cozinha... Emmett estava sentado à mesa tomando seu café e Victoria lavava algo na pia... O cenário já era incomum... Seu filho percebeu sua presença...
– Oi mamãe... – Soltou chamando atenção de Victoria que virando -se, observou a amiga entrar na cozinha.
– Você está melhor? – Questionou a ruiva e Isabella adentrando por completo notou a presença de uma terceira pessoa e foi naquele instante que suas duvidas sobre o dia anterior se tornaram certezas... James estava sentado no canto oposto da cozinha e a vendo levantou-se.
– Bom dia, Isabella. – Disse sério.
– Não foi um sonho! – Afirmou mais para si mesma buscando a cadeira mais próxima... Uma tontura lhe atingiu.
– Olha... Não passa mal de novo, ok? – Pediu Victoria aproximando-se da amiga.
– Onde ele está? – Inqueriu com medo de pronunciar o nome de Edward e ser taxada como louca... Sim, ainda tinha dúvidas... Talvez efeito dos remédios...
– Edward teve que dar uma saída... Mas logo retorna. – Explicou James se antecipando... Isabella fitou Emmett que apenas observava a mãe, estava assombrado, o pequenino, por tudo o que vira na noite anterior sendo protagonizado por sua mãe... Voltou os olhos para a amiga...
– Sim, é tudo verdade! – Afirmou Victoria entendendo a confusão de Isabella... Ela fechou os olhos com força.
– Deus... Que loucura! – Esboçou escondendo o rosto com as mãos.
– Bella... Amiga... – Disse Victoria sentando-se ao lado dela, preocupada com sua reação... O interfone se fez soar...
– Deve ser o Edzinho. – Colocou James e Victoria prontamente atendeu.
– É a Leah... Deixei subir. – Declarou e Isabella apenas assentiu. – O que acha de tomar café? Eu já preparei o lanche de Emm... E ele já está terminando o café dele, certo príncipe? – Disse voltando os olhos para o garotinho ressabiado.
– Eu não quero ir à escola... Quero esperar o papai chegar. – Declarou decidido e ouvi-lo chamar Edward de pai mexeu com Isabella ainda mais... Ela não sabia o que dizer, tentava raciocinar com coerência... Sentia-se lenta por conta da medicação...
– Está difícil, eu imagino... Comer talvez ajude... Você vai precisar de energia para o que vem pela frente... – Insistia Victoria...
– Ele está vivo Vic... Edward... Está vivo. – Esboçou baixinho e a amiga lhe sorriu de forma triste entendendo as implicações de tudo aquilo no coração já tão castigado da amiga.
– Eu sei... Tive uma boa conversa com ele ontem. – Devolveu Victoria...
– Mamãe, não quero ir... – Exigiu Emmett quando a campainha soou anunciando a chegada de Leah Clearwater...
– Tenta respirar, vai por mim... Tudo vai se ajeitar. – Disse James tentando ajudar e Isabella apenas o fitava... Na sala a conversa rápida entre Victoria e Leah era audível... A ruiva tentava colocar a amiga a parte dos acontecidos... Seth apareceu na cozinha antes.
– E aí Emm? – Perguntou aproximando-se do amigo. – Bom dia, tia Bella. – Disse o garotinho e Isabella...
– Olá Seth. – Devolveu meio que no automático... Sua mente viajava a mil por hora com todos os detalhes da novidade que estava vivendo...
**
Edward fora levado para a chefatura de polícia mais próximo da DenaliAir... Apesar da denúncia contra ele, ao apresentar seus documentos o chefe de polícia notou de cara de quem se tratava, o Cullen tornara-se famoso nos últimos dias por conta do Tempestade e talvez por isso o oficial lhe tratara com certa deferência lhe permitindo fazer uso de seu telefone celular...
– Será que é briga entre concorrentes? – Questionou o escrivão para outro policial.
– Vai saber... Esses ricos se acham acima da lei... – Resmungava.
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James sentiu o seu celular vibrar e sacando-o saiu da cozinha se dirigindo a um lugar mais afastado... Viu de cara que se tratava de Edward...
– Ela acordou tem uns minutos e está meio confusa... Acho que é a medicação que seu pai deu a ela... – Antecipou-se Gigandet sem dar oportunidade ao amigo, imaginando que esse era único e exclusivamente o motivo da ligação, saber de Isabella.
– Ok... – Devolveu Edward. – Vou precisar de um novo favor... – Colocou sereno... No fundo, no fundo Edward não estava nem aí com as implicações do que acabara de fazer, estava na verdade ainda sentindo-se irado... Revoltado mesmo e com a ideia fixa de que ainda deveria fazer Charlie pagar pelo que havia feito. – Preste atenção Jimy... Estou na décima nona chefatura de polícia e preciso que venha me tirar daqui...
– O que? – Soltou uma oitava acima fazendo Leah e Victoria o fitarem com as testas franzidas e sorrindo sem graça abaixou o tom de voz virando-se de costas para as mulheres desconfiadas... – Que merda andou fazendo? – Indagou preocupado.
– Não fiz nem a metade do que precisava fazer, pode apostar. – Confessou sem medo o Cullen e James do outro lado da linha fechou os olhos com força. – Ligue para Jane... Ela tem acesso a minha conta bancaria... Na certa vou ter que pagar fiança aqui... Se puder fazer isso rapidinho serei eternamente grato. – Pediu encerrando a chamada em seguida não querendo abusar da concessão que a polícia lhe havia dado de forma educada... James saiu da casa de Isabella dando uma desculpa esfarrapada e avisando, mais uma vez, que logo Edward retornaria.
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James encontrou-se, na porta da chefatura de polícia indicada por Edward, com uma Jane escondendo os olhos sonolentos com óculos escuros...
– O que está acontecendo afinal? – Perguntou a loira um tanto mal-humorada.
– Seu primo fez merda, é isso que está acontecendo. – Respondeu James entrando no departamento e sendo seguido por ela... Aproximou-se da recepção... – Sou James Gigandet, advogado do senhor Edward Cullen. – Apresentou-se formalmente... Sam Uley, é claro, não perdeu tempo em prestar uma queixa contra Edward... Fizera com gosto sabendo que isso iria e muito complicar a vida do Cullen... Edward não era réu primário... O ocorrido com seu padrasto anos atrás ainda se mantinha em sua ficha e agora tendo uma outra queixa de agressão em suas costas colocava-o novamente em maus lençóis diante da justiça... Edward logo foi trazido... A quantia estipulada fora de mil dólares que logo foi paga por Jane.
– Pode agora me explicar? – Pediu James com Jane ao seu lado... Edward colocava seus pertences de volta aos bolsos...
– Esmurrei Charlie Swan. – Confessou sem culpa caminhando em direção a saída da delegacia e os amigos o seguiam com os olhos arregalados.
– Isso eu sei, acabo de assinar um documento assumindo isso e você também sabe na merda que se meteu, não sabe? – Lançou James.
– Sim, sei... Preciso buscar meu carro... Ficou em um estacionamento em frente a DenaliAir. – Colocava tranquilo e James inconformado.
– Espera um pouquinho aí. – Exigiu sério e Edward se voltando para o amigo.
– Quem é Charlie Swan? – Questionou Jane.
– O pai de Isabella. – Respondeu um Edward tranquilo.
– Pode tirar a pose de “tudo está bem” meu amigo... Você fez merda e da grande e sabe disso. – Afirmou James.
– Tenho um bom advogado. – Declarou Edward piscando ao final.
– Ótimo... Agora a bomba vem para a minha mão, é isso? – Colocou um James mal-humorado.
– Essa é das preocupações a menor sabe disso. – Devolveu Edward.
– Você quase mata o homem... O policial relatou que o estado de Charlie Swan é preocupante... Os médicos estão pensando em fazer uma cirurgia reparadora em sua face... Edward... Você quase MATOU o homem. – Disse preocupado. – Sem contar que devem ter inúmeras testemunhas... Não, caro amigo, não mesmo... Eu não faço milagres e nessa altura do campeonato... Ficar preso não vai ser uma coisa legal, vai? – Perguntava.
– Não vou ser preso... Confio no seu taco... Será que podemos ir? – Questionou e James balançava a cabeça em negativa, inconformado com a atitude do amigo...
– Certo... Você surrou o homem... Agora me diz, adiantou o que? – Soltou Jane quando todos entravam no carro de Gigandet.
– Excelente pergunta, gata. – Destacou James retirando o carro da vaga em que estava.
– Eu sei que fiz merda, como você mesmo disse, Jimy... Sei que vou ter problemas, inúmeros na verdade... – Dizia Edward tranquilo. – Mas não me arrependo... Fui um selvagem, concordo, mas não me arrependo mesmo... Pode seguir pela principal e quando chegar na Boulevard entre a direita. – Orientou dando o assunto como encerrado... Jane foi deixada por James no apartamento de Edward e os amigos seguiram de volta para o apartamento de Isabella...
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Emmett mesmo emburrado foi para a escola com Seth sendo levado por Leah... A Clearwater, agora mais calma, depois de ouvir um rápido relato de Victoria prontificou-se em trazer o pequeno no final da tarde... Isabella aceitara tomar café mesmo não estando com fome... Seu corpo parecia pesar toneladas... Estava confusa, um tanto assustada com a novidade que chegara de forma avassaladora e ao mesmo tempo sentia-se ansiosa por mais... Edward, queria-o ali... Precisavam conversar... Precisava ter ele por perto... Dissera que não demoraria e não estava cumprindo com a palavra o que a deixava ainda mais apreensiva...
– Eu contei tudo o que lembrava pra ele... – Confessou Victoria e Isabella a fitou. – Ele tem o direito de saber o que aquele ser que se diz seu pai fez. – Afirmou sem medo da reação de Isabella.
– Eu não sei o que pensar... Ou como agir... É muito... Louco... Tudo isso! – Afirmava sem rumo.
– Sim, muito mesmo. – Devolveu a ruiva e mais uma vez o interfone se fez soar... Não demorou para Edward adentrar no apartamento iluminando o dia de Isabella... Inevitável foi sorrir...
– Está melhor? – Questionou Edward ajoelhando-se de frente a ela que agora estava sentada em uma poltrona na sala de estar.
– Você voltou. – Disse baixinho, o rosto ruborizado... Parecia voltar no tempo... A menina inexperiente, sem noção alguma do que era a vida ressurgia na frente dele...
– É claro que voltei... Na verdade nunca deveria ter saído. – Afirmou, referindo-se ao fato de que nunca deveria ter se separado dela, e mais uma vez a raiva direcionada a Charlie crescia... Pegou nas mãos dela que descansavam no colo... O calor daquelas mãos, mãos masculinas... Isabella fitou a união delas e notou os nós dos dedos de Edward machucados, esfolados... Se ateve aquilo um tanto confusa... Soltou uma das mãos levando a um dos machucados.
– O que foi isso? – Perguntou com a testa franzida e Edward seguindo seus olhos observou pela primeira vez os machucados em sua própria mão... Sabia do que se tratavam... Como tinha ganhado... Isabella elevou os olhos encontrando os dele...
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James levou Victoria ao cômodo ao lado e lhe contou o que Edward havia feito...
– Ele está vivo? – Indagou apreensiva.
– Sim, mas o estado que Edward deixou ele... Não é dos melhores... A polícia disso algo sobre cirurgia reparadora... – Explicava.
– Bem feito. – Soltou Victoria e James a fitou inseguro. – O que? Você não tem a menor noção do que foi ver ela sofrendo... Edward devia ter feito pior...
– Mata-lo? – Questionou incerto.
– Não... Não precisava tanto... Mas a surra... Essa eu super apoio. – Declarou.
– É...mas isso implica problemas... Não sei se lembra... Mas Edward, assim como eu, esteve detido cumprindo pena... – Colocava cauteloso.
– Ele não vai ser considerado réu primário. – Antecipou-se e James assentiu...
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Edward puxou-a da poltrona sentando-se em seu lugar e levou-a ao seu colo... Isabella não devolveu resistência, deixou-se levar... Era o seu amor ali... Por um momento parecia que o tempo não havia passado.
– Emmett? – Questionou o Cullen.
– Leah... Uma amiga... Passou aqui e fez o favor de leva-lo a escola. – Declarou encostando o rosto no tórax de Edward que a abraçava por completo... Ela voltou os olhos para a face masculina... — Aonde foi? – Inquiriu.
– Fui resolver uma questão antiga. – Afirmou fazendo-a questionar ainda mais... Ele não iria esconder dela, não podia e sabia que seria em vão... Isabella permaneceu fitando-o... Ele mantendo o olhar... – Depois de toda a loucura de ontem... De ver você naquele estado... De entender tudo o que tinha acontecido... Ou pelo menos parte do que aconteceu... Eu... Eu fiquei tão revoltado e... Só uma coisa me vinha a mente... Eu... Eu sei que você não vai aprovar... Sei que talvez fique tão revoltada que não queria mais me ver, mas eu... Eu fui fazer o que minha alma irada pedia aos gritos... Eu...
– Edward...
– O que seu pai fez com você... O que quis fazer com Emmett... Eu...
– Edward... – Soltou mais uma vez sentindo-se angustiada.
– Eu fui até seu pai... Fui tirar satisfações com ele e...
– Deus...
– Agi sem pensar, na verdade não tinha o que pensar... Não conseguia pensar... Só imaginar a cena dele caído e... – Colocava sincero e Isabella levando as mãos a boca pensou no pior... Com medo...
– O que você... Fez? Edward? – Inquiriu levantando-se de seu colo.
– Eu bati em seu pai. – Confessou e foi nesse instante que Victoria e James retornaram à sala... Isabella tirou os olhos ainda chocados de Edward e levou-os até o casal que se achegara... Eles haviam entendido em que pé estava a conversa e adiantando-se...
– Não adianta florear a situação... – Dizia James e um Edward cabisbaixo mantinha-se em silencio. – A atitude de Edward... Bem...
– Ele não é réu primário Bella, essa é a questão... E isso quer dizer que espancando o seu pai ele ferrou com tudo! – Esboçou com impaciência a ruiva ao cortar Gigandet.
– Sutil como um elefante. – Esboçou James e Isabella viu-se mais do que preocupada com a situação instalada... Victoria revirou os olhos, Isabella soltou o ar com força... E foi a vez dela se agachar a frente dele, aproximou-se de um Edward ainda cabisbaixo... Os olhos se conectaram...
– Eu não me arrependo! – Afirmou baixo e ela levando as mãos ao rosto querido fazia um carinho delicado.
– Sujar suas mãos com ele...
– Ao menos consigo respirou um pouco melhor agora. – Afirmou cortando-a e Isabella levantando-se voltou a sentar-se no colo de seu amor abraçando-o... James pigarreou e Victoria notando seu esforço entendeu...
– Eu acho que eles têm muito para conversar... Agora... Agora que Bella está melhor...
– Com certeza eles têm. – Devolveu James... Saíram da sala de estar e seguiram para a cozinha... A ruiva buscou o bloquinho de anotações que ficava afixado na geladeira.
– Vou me despedir por aqui e nós vamos sair pelos fundos... Se Bella precisar de algo... Ela vai me ligar... – Dizia deixando o recado.
– É, o Edzinho tem meu telefone... A merda já está feita mesmo... Agora é correr atrás do prejuízo. – Esboçou e logo saíram.
**
Isabella e Edward estavam conscientes um do outro... Agora com calma poderiam conversar... Ponderar as coisas de forma coerente... Ela ainda no colo dele sentia-se protegida... Preocupada, era verdade, com a atitude que ele tomara... Apenas preocupada, sim porque a tempos deixara de nutrir alguma preocupação ou carinho por seu pai... Mas Edward fizera algo grave...
– O que Victoria falou...
– Eu não estou preocupado... Existem coisas mais interessantes que ocupam minha cabeça nesse momento. – Afirmou apertando-a mais em seus braços... Isabella levou as mãos sobre as dele tocando nos ferimentos e fechando os olhos pediu que nada lhe acontecesse, que ele nunca mais saísse do seu lado.
...
– Você me deu um filho. – Disse despertando-a de um quase sono... Ela abriu os olhos sorrido e voltando a fita-lo.
– Ele é a melhor porção de tudo. – Afirmou orgulhosa.
– Ele é incrível! – Afirmou Edward também cheio de orgulho... Os olhos concentrados um no outro. – Céus... Você passou por tudo isso sozinha... – Colocava angustiado e uma lagrima brotou no olho esquerdo dela escorrendo por sua face. – Me perdoe por não estar aqui. – Pediu tomando seu rosto nas mãos e Isabella fechando os olhos tentou segurar o choro... Não queria mais chorar... Queria viver aquela maravilhosa realidade. – Linda... Me perdoe, por favor...
– Você não teve culpa... Não teve. – Disse baixinho voltando a abrir os olhos. — Quando ele me falava de você... O criador do Tempestade... O Senhor Cullen... – Disse voltando a sorrir. – Existia um brilho radiante naqueles olhinhos... Admiração era pouco para definir... E... E no dia que ele te conheceu no estádio... Céus... Ele não parou mais de falar nisso... – Confessava fazendo Edward rir feliz...
– Ele é muito inteligente... Muito mesmo, Bella...
– Sim, ele é... Às vezes me assusta...– Dizia pensativa. — Eu devia ter notado os sinais... Só alguém como você para criar o Tempestade... Edward M. Cullen... Me lembro do cartão, queimou na minha mão no dia que Emm me deu... Eu devia ter desconfiado... Mas... Mas era impossível... Você tinha... Tinha... – Pronunciar a palavra talvez fizesse o sonho se desfazer... Sim, de instante em instante ela imaginava que era um sonho e não queria fazer nada para que ele terminasse.
– Eu consegui sair do rio, fui para outra margem... Me escondi... – Começou a contar e ela atenta ouvia, as lagrimas querendo retornar... – Fui até Lince... Em Forks... – Contou e Isabella sentiu-se curiosa. – O mecânico que ia até o Instituto para fazer reparos... Ele foi amigo do meu avô, o conhecia desde sempre... Eu fui até ele e ele me deu abrigo... Cuidou do meu ferimento... Me ajudou... Eu... Eu quis ir até você, mas ele e Elisabeth... Minha mãe... Não deixaram...
– Eu conheci sua mãe... Quer dizer, a vi, rapidamente na chefatura de polícia... Mas... Eu estava tão transtornada e... Eu gritei com ela e com... Com Hunter... Ele... Ele só falava besteiras, te acusava e...
– Eu sei... Esqueça isso. – Pediu tocando a face delicada e Isabella preferiu calar-se e sentir o calor de seu carinho.
– Cullen? – Questionou ansiosa por mais... Edward sorriu.
– Elisabeth me contou a verdade sobre meu pai... Achou que ele poderia me ajudar... E ela estava certa... Carlisle me ajudou... Vim para cá... Seattle... Procurei por ele em toda a cidade... Até que descobri o hospital onde trabalhava... Meu pai é médico... – Contava e sorrindo lembrou-se da primeira vez que viu Carlisle. – Vai gostar de conhece-lo, linda... Ele esteve aqui ontem... Cuidou de você... Você estava com febre, me deixou preocupado... – Explicava.
– Desculpe! – Pediu sem graça.
– Não se desculpe, amor. – Disse beijando sua testa. – Carlisle me ajudou, regularizou minha situação diante da justiça, colocou um advogado para resolver e... E me deu seu nome... Ganhei uma irmã, Alice, e uma mãe muito carinhosa, Esme... – Afirmava orgulhoso do pai, de sua família. – Então eu fui atrás de você em... Tacoma... E seu... Ele me disse que você não queria mais me ver...
– Edward...
– Eu fiz a merda de acreditar... É fiz, e perdi você e a oportunidade de ver Emmett nascer...
– Você não me perdeu, nunca...
– Deixei minha insegurança... Meus complexos falarem mais alto e...
– Por favor... – Pediu cerrando os lábios dele com os dedos e Edward aceitou seu pedido beijando seus dedos.
– Bem... Meu pai exigiu que eu usasse seu sobrenome... Alterou até minha certidão de nascimento. – Colocou explicando.
– Engenheiro? – Continuou a questionar, ela queria tudo... Saber tudo sobre ele... Fazia bem saber que era verdade e cada detalhe fazia mais e mais real... Edward sorriu ao lembrar-se de Aro e sua visão futura sobre um Edward projetista... Então ele continuou a contar... — Londres... – Soltou entre admirada e curiosa.
– Confesso que nem eu mesmo acreditei em tudo o que estava acontecendo... E a vida foi seguindo, as coisas surgiram e me apeguei em cada uma delas...
– Você... Você se casou? – Perguntou insegura. – Com essa Jane ou... – Soltou temerosa e Edward riu alto.
– Eu casado com Jane? – Indagou ainda rindo. – Seria quase um incesto... Jane é como uma irmã... Jamais iria acontecer... Na verdade acho que não aconteceria com ninguém. – Afirmou voltando a ficar serio em segundos os olhos mais uma vez se conectaram.
– Ficou famoso... Tem dinheiro... É bonito... As mulheres devem se atirar aos seu pés. – Comentou a contragosto e Edward notando.
– A mulher que amo, sempre amei... Não me quis, era o que eu pensava... Me fizeram pensar e eu acreditei. – Soltou. – Victoria me contou sobre você ter se emancipado e abrirem o testamento da sua mãe...
– Sim. – Disse baixo, não queria voltar a esse assunto, não valia a pena, sempre pensara.
– Ela acha que você foi roubada por ele. – Disse referindo-se a Charlie.
– Ela tem razão, mas isso não me interessa. – Declarou firme e Edward sentiu-se indignado.
– Como não? Além dele fazer o que fez conosco, ainda roubou você... É claro que interessa... Diz respeito a Emmett e não só a você. – Disse duro e ela o fitou incerta e no mesmo instante a Isabella decidida surgiu... Levantou de seu colo e afastou-se.
– Não precisei dele e nem do dinheiro... Me virei muito bem, cuidei de Emmett e...
– Não estou duvidando disso. – Rebateu cortando-a e também se levantando.
– Não me importo com o dinheiro... Eu... Eu me virei... Não vivemos no luxo, mas... Mas eu tenho conseguido dar tudo que Emm precisa e...
– Bella...
– Lutar com ele só iria me ferir mais e machucaria a Emm também... Eu não tinha mais forças e... E... Estava sozinha e era... Era injusto levar quem quer que fosse para essa luta... Então... Então eu escolhi seguir em frente, em paz e criar Emmett com o que podia... Nunca faltou nada a ele, o essencial sempre esteve presente... – Justificava e Edward sentiu-se chateado por tê-la pressionado, tomou sua face com as mãos, com carinho voltou a fita-la...
– Eu jamais acusaria você de ter sido negligente... Linda... Eu me orgulho de tudo o que fez... Por favor, me desculpe... Não queria pressionar...
– Vamos, por favor, mudar de assunto? – Pediu ainda contrariada e Edward assentiu aproximando-se dela e a abraçando.
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Uma Irina pensativa viu-se obrigada a ir até o hospital onde Charlie estava internado... O Swan estava desacordado, efeito das pancadas que havia levado e dos medicamentos recebidos durante os curativos feitos em seu corpo... O resultado, três costelas quebradas, uma fratura no antebraço esquerdo, maxilar e nariz quebrados, e por conta de sua idade o quadro era preocupante... É, Edward teria problemas a enfrentar e Irina iria se aproveitar disso... Sam estava com ela no hospital e a mulher começou ali a colocar seus planos em pratica... Maquinara e maquinara... Compartilhava agora com o Uley suas ideias...
– Talvez Charlie não concorde com isso... – Disse Sam.
– Quem se importa com o que ele pensa? – Destacou a Denali e Sam que estava com o olhar distraído a fitou. – Chegou a hora de mostrar o que você quer da vida Samuel... Charles está acabado para mim... O homem não tem mais serventia... Na verdade, me enganei achando que era a pessoa certa para conquistar espaço ao meu lado... Mas estava redondamente enganada, ele é apenas um medroso acomodado. – Dizia deixando o Uley cauteloso e curioso. – Estamos com a faca e o queijo nas mãos... – Argumentava e Sam, sabia no que a ideia dela implicava... Tinha total consciência das coisas que fizera junto com Charlie... Irina não tinha conhecimento das armações dos dois com relação a herança de Isabella... E agora compreendendo onde a mulher queria chegar ele sabia que as coisas poderiam se voltar também contra ele... Mexer com Edward Cullen seria arriscado... Ele não era mais um garoto desamparado e pelo visto estava para lá de enraivecido sem contar que tinha poder de fogo...
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Ela ainda estava nos braços dele... Sentir um ao outro era primordial e pelo visto jamais seria suficiente afinal para Isabella a vida lhe presenteara com algo impossível... Sim, impossível tendo em vista a certeza em que ela vivia... Edward estava morto, seu amor não existia mais e de repente vem a realidade e lhe mostra justamente o contrário... Tinha que aproveitar, muito... Essa ideia fixa não lhe saía da mente, se repetia... Ele estava vivo!
– Você ainda não me beijou. – Disse manhosa e ele sorrindo se deu conta da falta.
– Isso é irreparável, linda. – Afirmou aproximando-se e o beijo se deu... Calmo, carinhoso... Doce, saudoso... Céus, era mais uma comprovação, analisava uma Isabella apaixonada... Não era um sonho como tantos outros... Edward estava ali, pensava mais uma vez... As lagrimas se misturam ao beijo... E o beijo se tornou afoito, intenso, indecente... A saudade era perturbadora... Sufocante... Suplicante... Um reivindicava o outro... As mãos exploravam... Os lábios não se desgrudavam... Os corpos mais e mais se aqueciam até que o celular de Edward insistiu em atrapalhar...
– Não... – Reclamou quando ele se afastou para ver quem tanto insistia em falar com ele... Seu pai... Tinha que atender, por respeito, tinha...
– O que você andou fazendo? – Questionou Carlisle de forma exasperada e Edward sentiu-se intimidado pela autoridade de seu pai.
– Oi pai... – Disse baixo e Isabella o fitou.
– Irina Denali está no canal cinco acusando você de quase matar o marido dela... – Comentou e Edward estreitou os olhos já prevendo o que aquela cobra poderia estar fazendo... Irina decidira expor Edward diante da mídia, deixa-lo encurralado era sua ideia... Pensava que fazendo isso ele iria se render a qualquer proposta... Edward de imediato já imaginava qual era a proposta e iria se prevenir, pensava.
– Pai... Eu vou resolver isso, não se preocupe. – Disse decidido.
– Você fez isso? Fez o que ela está dizendo? – Perguntou e Edward sem poder mentir.
– Sim... Se ela diz que surrei o marido dela... Sim, é verdade!
– Edward...
– Pai, eu prometo lhe explicar tudo assim que possível... Agora eu preciso... Preciso agir... – Afirmou. – Logo nos vemos, eu vou em casa e conversamos, confie em mim, por favor. – Pediu.
– Venha logo, estou à sua espera. – Declarou desligando.
– O que está acontecendo? – Perguntou uma Isabella preocupada.
– Sua madrasta está me expondo na mídia. – Declarou enquanto pensava no que fazer... Ainda com o celular na mão...
– O que? Como? – Questionou preocupada.
– Canal cinco. – Disse ligando para sua secretaria e Isabella correu para a sala de TV... Edward a seguiu... Isabella ligou a televisão e a imagem de uma Irina chorosa se fez surgir...
– Senhor... – Disse Lucy a secretaria de Edward.
– Desgraçada! – Vociferou Isabella fitando a TV.
– Preciso que prepare toda a documentação necessária para realizar uma mudança de patente... – Disse um Edward direto e Lucy do outro lado da linha se pôs atenta. – Pegue toda a documentação do Tempestade e me aguarde, estou chegando aí em alguns minutos. – Afirmou encerrando a chamada... Isabella voltou os olhos para ele... Ela estava assustada e ao mesmo tempo revoltada, nunca gostara de Irina...
– Ela está... Ela... Edward... – Soltou receosa e ele aproximando-se dela...
– Tudo vai ficar bem, confie em mim, ok? – Disse seguro. – Eu preciso que você pegue os documentos de Emmett e venha comigo. – Solicitou.
– Mas...
– Meu amor, é no futuro dele que estou pensando... Sempre nele, certo? – Soltou e Isabella concordando saiu da sala depois de desligar a TV. – A que horas ele sai da escola? – Perguntou seguindo-a.
– Hoje... Sai as dezoito horas. – Respondeu buscando os documentos em seu armário.
– Certo...
– Leah, ficou de pega-lo para mim. – Destacou voltando-se para ele que estava parado na porta.
– Nós iremos pega-lo e depois vamos para a casa do meu pai, tudo bem? – Questionou e Isabella assentiu... Confiava nele, sempre confiara... Era o seu Edward... O seu amor... Saíram do apartamento e Edward, no caminho, ligou para James pedindo sua presença na Volturi...
...
Chegaram na empresa e Lucy à espera do chefe estava preparada com os documentos que ele pedira... A jovem secretaria era acima de tudo uma admiradora do trabalho de seu recém-chegado chefe... Imaginar o Tempestade mudando de mãos a fez intrigar-se sem contar que as notícias voavam e as declarações de Irina Denali já eram conhecidas de todos dentro da Volturi, inclusive Jane que estava nesse momento ao telefone com o pai... Isabella vinha de mãos dadas com um Edward concentrado... Todos observavam o Cullen caminhar com ela ao lado e o buchicho acontecia como rastilho de pólvora... Jane saiu da sua sala no instante em que Edward chegou a porta da sua... Os olhos dela e de Isabella se encontraram e a loira caminhou em direção a eles...
– Reuniu os documentos que pedi, Lucy? – Pediu Edward aproximando-se de sua mesa e Isabella parou no meio do caminho.
– Sim, senhor... Mas... Senhor... Cullen... Eu... Eu... Como assim mudar a titularidade da patente? – Questionou corajosa, sem importar-se em estar intrometendo-se e foi nessa hora que Jane adentrou a sala.
– Você vai o que? – Questionou e Isabella permanecia fitando-a... Edward respirou fundo já antevendo o temporal que iria cair...
– Já falou com seu pai? – Perguntou.
– Não mude de assunto, e sim... Papai já está sabendo de tudo! – Devolveu cortante e Edward sorriu.
– É claro que sim, do contrário não seria você. – Disse pegando os documentos das mãos de Lucy e Jane, mimada como sempre, quase bateu o pé...
– Eu não sou fofoqueira, se é o que está insinuando. – Resmungou e Isabella teve vontade de rir.
– Eu não disse nada. – Provocou Edward fazendo-a se emburrar ainda mais e Isabella não se contendo riu... Jane voltou seus olhos a ela que ainda rindo parou sem graça.
– Como você consegue gostar dele? Um insuportável é o que ele é! – Afirmou como sempre dramática e foi a vez de Edward rir.
– Sem drama Jay. – Pediu. – Linda, pode me dar os documentos de Emmett? – Pediu e Isabella prontamente atendeu, mesmo sem entender direito do que se tratava. – Respondendo à pergunta de todas... – Soltou olhando para cada uma delas, inclusive para Isabella. – Sim, eu vou mudar a titularidade da patente do Tempestade. – Disse vendo os documentos de Emmett... Ali dizia – Emmett Clarke – e Edward já pensava em mudar aquela realidade.
– Edward...
– Senhor...
– Você não pode...
– Eu vou mudar a titularidade por questões de segurança. – Afirmou cortando-as. – Uma garantia apenas... E de mais a mais vou na verdade transferir para o nome de seu futuro dono e isso seria inevitável... Seja hoje ou amanhã... Isso iria acontecer de forma natural... Questões de herança, se me entendem? – Soltou piscando para Isabella. – Lucy, James está chegando para oficializar isso junto com você...
– Que história é essa de “questões de herança”? – Perguntou Jane de braços cruzados ainda bancando a mimada.
– A patente do Tempestade vai para as mãos de Emmett, meu filho. – Afirmou e ninguém pensou em contestar, apesar da novidade ser um choque.
– Edward... – Disse Isabella aproximando-se dele.
– Ele vai gostar, não vai? – Perguntou ansioso e ela sorrindo.
– É claro que vai... Não vai se caber em si na verdade... Mas, Edward...
– Vocês não entendem? É o que ela quer... Irina Denali quer o Tempestade! – Lançou esclarecendo de uma vez por todas e James que chegava naquele instante...
– E você vai transferir a patente dele para outra pessoa e assim protege o projeto das mãos da cobra. – Antecipou-se.
– Exatamente! – Devolveu Edward.
– Se é o que a Denali quer... Quando souber que não vai conseguir... Vai por sua cabeça a prêmio. – Destacou Victoria que estava junto com James e Isabella se viu intrigada por ver a amiga ali... O que ela estaria fazendo com James? Pensava assim como Jane e não gostava das conclusões a que chegava... Colocou-se ainda mais emburrada e James entrando um pouco mais na sala aproximou-se dela lhe dando um beijo estalado nos lábios e a loira indignada o empurrou do mesmo modo Victoria franziu a testa não gostando do que via e James, esse sorria debochado.
– Edward... Vic tem razão. – Disse uma Isabella preocupada... Loira e ruiva voltaram seu foco para o casal enquanto James organizava as coisas com uma Lucy meio perdida... Edward lembrou-se das palavras de Victoria sobre a herança de Isabella, lembrou-se de como a ruiva quis investigar o que de fato havia acontecido...
– Victoria... Acho que está na hora de fazer o que você sempre quis. – Lançou fazendo todos se manterem a espera e sorrindo voltou os olhos para Isabella... – O que acha Jimy? Consegue descobrir o que de fato aconteceu com a herança da minha Bella? – Questionou ainda sorrindo... James elevando os olhos...
– Se eu não conseguir rasgo meu diploma! – Afirmou.
– É claro que eu estou dentro... Sempre quis fazer isso! – Disse uma Victoria eufórica.
– Não... Eu não quero. – Afirmou Isabella se mostrando contrariada e foi a vez de Edward agir.
– Ou isso ou eu irei cumprir alguma pena por ter surrado seu pai. – Destacou fazendo-a pensar e temer.
– Não...
– Bella... – Disse aproximando-se dela e pegando em suas mãos. – Se tivermos algo contra ele... Algo realmente grave... Como a usurpação de sua herança... Ele vai recuar e de quebra o que é seu irá voltar para suas mãos. – Explicou e ela tremia com a possibilidade de perder seu Edward de novo... Voltou seus olhos para Victoria e James...
– Bella... Você sabe que ele te roubou... Nós vamos descobrir o que de fato ele fez junto com aquele advogado chave de cadeia e vamos deixa-lo de pés e mãos atadas e assim ele vai pensar duas vezes antes de manter a queixa contra Edward. – Explicou Vitoria.
– Você fez de caso pensado... – Soltou interrogativa e temerosa... Teria sido essa a atitude de Edward? Questionava-se.
– Não! – Afirmou o Cullen sendo sincero. – O que eu fiz com seu pai... Foi impulsivo... E... Selvagem... Eu não estava raciocinando direito e agi... Mas se, a situação se encontra nesse pé... Por que não fazer isso? – Perguntou tomando o rosto dela nas mãos. – Linda, eu não me importo de ser preso... Não mesmo... Eu confio em Jimy... Sei que vai me conseguir uma pena branda... Mas...
– Não...
– Mas se podemos pega-lo e fazer justiça de fato... Então por que não fazer? – Dizia cortando-a e Isabella se escondendo no tórax dele.
– Está certo! – Soltou meio abafado pelo contado.
– Ótimo! – Declarou satisfeito.
**
Era horário de saída e Emmett nunca desejou tanto por aquele momento... Passara o dia pensando em seu papai... Em sua mamãe... Será que estariam bem? Será que papai estaria em casa quando ele voltasse? As perguntas perturbavam o pequenino que caminhava rápido puxando sua mochila junto com seus amigos... Edward aguardava ao lado de Isabella... Leah Clearwater cumprimentara rapidamente o jovem Cullen, ainda receosa se colocava, mas seria questão de tempo para se entenderem afinal Edward era um rapaz dócil e de fácil convivência... Emmett logo viu os pais e abriu um enorme sorriso... Correu feito um foguetinho...
– Papai! – Soltou alto despertando a atenção de todos... Edward o pegou nos braços... Seth e Jacob vinham logo atrás... O pequeno Black fitou a cena e não gostou de ver sua musa inspiradora agarrada ao cotovelo do senhor Cullen, emburrado se colocou, as mãozinhas em punho...
– Tia Bella, esse feioso fez a senhora chorar de novo? – Perguntou franzindo a testa e Edward notou a agressividade do garoto com certo humor... Sorriu contido.
– Pode parar Jake... Ele é meu papai. – Disse Emmett saindo dos braços do pai e se colocando a frente dele, braços cruzados como se quisesse defende-lo e Edward sorriu ainda mais... Isabella notou a atitude de Jacob e resolveu intervir... Agachou-se a altura dele.
– Olá querido, tudo bem? – Perguntou fazendo a expressão no rostinho de Jacob suavizar e ele assentindo. – Esse aqui é o Edward, pai do Emmett e não... Querido... Ele não me fez chorar. – Explicou e na mente infantil de Jacob as engrenagens imaginavam o que viria a seguir e antecipando-se.
– Ele... Ele é seu namorado, tia Bella? – Indagou um tanto entristecido... Mas foi Edward quem respondeu...
– É isso aí Jacob... Eu sou o namorado dela, por enquanto. – Afirmou fazendo Isabella voltar seus olhos para ele que ainda sorrindo... – Mas logo, logo ela irá ser minha esposa! – Declarou piscando e Isabella revirou os olhos sorrindo.
Spoiler -
– O penhasco! – Exclamou com a voz embargada e ele sorriu... A imagem seguinte se impôs esplendorosa... Moderna...
– Nosso palácio nas montanhas meu amor. – Definiu utilizando a mesma frase que anos atrás pronunciara...
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