Tempestade
29 Lar doce lar
Notas iniciais
“A dois, a tempestade é linda!”
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– Música sugerida (Thinking out loud – Ed Sheeran) –
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O pequeno Jacob sentiu-se traído, sim o garotinho vivia naquele instante sua primeira decepção amorosa... Engraçado e ao mesmo tempo trágico, mas na vida todos nós passamos por isso, mais cedo ou mais tarde... Isabella, sendo a pessoa doce de sempre, beijou a fronte do pequenino e sorrindo despediu-se dele no momento em que Sara Black chegava para levar o filho... As mamães, já conhecidas de algum tempo, se cumprimentaram e Isabella aproveitou para apresentar seu Edward... As despedidas logo foram realizadas e um Emmett falante adentrou ao carro do papai com entusiasmo...
– Precisamos comprar um assento para você, campeão. – Disse Edward sentando-se no banco do motorista.
– Você sabe o que, papai? Sabe o que? – Emmett lançou como sempre todo sabido e Isabella junto com Edward sorriram.
– Me conte, filho. – Pediu um Edward emocionado por poder colocar-se como pai, feliz pela sensação plena de viver aquele momento em família... Uma família que a poucos dias atrás nem imaginava possuir.
– Eu falei pra todo mundo... Todo mundo mesmo, na escola... Que o senhor vai me levar pra ver o Tempestade... Me levar pra ver de pertinho... – Dizia empolgado.
– Emm... Amigo... Vamos com calma. – Pediu Isabella e Edward cortando-a.
– Mas é claro que eu vou levar... Afinal você precisa cuidar do que é seu. – Colocou lançando a isca e Emmett que sorria franziu a testa instantes depois...
– Meu? Mas... Mas o Tempestade... Ele... Ele não é meu... Ele... É do senhor... O senhor quem fez ele. – Colocava intrigado e Edward sorrindo para uma Isabella atenta que lhe devolveu o sorriso...
– Eu construí ele, é verdade... Mas ele é seu... Tem até um documento sendo preparado para provar isso. – Afirmou Edward e Emmett ao ouvir as palavras e absorve-las deixou a boquinha escancarar-se em choque...
– Eu... O... O... O Tempestade... Ele... É... É meu? – Soltou com os olhinhos arregalados que Isabella fez questão de observar... O garotinho olhou de um papai sorridente para uma mamãe feliz que assentiu confirmando as palavras de Edward... Emmett piscou várias vezes, balançou a cabecinha em negativa e instantes depois deixou um largo sorriso surgir em seus lábios para com orgulho... – Eu sou o dono do Tempestade! – Esboçou com peito estufado.
– É isso aí, campeão. – Confirmou Edward.
– Eba! – Soltou com entusiasmo extra fazendo os pais gargalharem. – Sabem o que? Sabem o que? – Indagou com impaciência. – Eu vou crescer e pilotar o Tempestade e todo mundo vai ver. – Colocou orgulhoso.
– Exatamente, mas... Antes disso teremos muito trabalho. – Disse Edward despertando o interesse do filho que atento se colocou.
– Eu vou trabalhar, vou sim. – Devolveu e Isabella sorriu feliz pela alegria do filho.
– É assim que se fala... Não se esqueça que o Tempestade é ainda um projeto, temos muito o que fazer para melhora-lo e a partir da próxima semana vamos separar um dia para você ir comigo, depois da sua aula, até o hangar onde o Tempestade está... Lá você irá me ajudar a fazer alguns testes nele, ok? – Perguntou Edward e o pequenino com firmeza assentiu com a cabecinha. – Perfeito! – Declarou Edward voltando-se para o volante na intenção de colocar o carro em movimento.
– Mas... – Disse Emmett pouco convencido. – Eu só vou conhecer o Tempestade na semana que vem? – Questionou já desanimado pela resposta que viria.
– Emmett... Seu pai tem vários compromissos, tenha paciência, amigo. – Falou Isabella e o pequenino abaixando a cabecinha procurou se conformar.
– Mas é claro que não, ainda essa semana você irá ver o Tempestade de perto e juntos vamos dar uma volta nele, uma rápida volta... Porque a mamãe tem razão, tenho alguns compromissos por esses dias, tudo bem? – Perguntou e Emmett voltando a se empolgar assentiu sorrindo e...
– Sim, sim... Vai ser perfeito! – Lançou animado... O combinado era buscar Emmett e seguir para a casa dos Cullen e Edward o fez... Isabella sentiu-se apreensiva com a ideia... Conhecer a família de Edward era uma novidade inesperada aliada a tudo que estava acontecendo com ela nas últimas horas... O nervosismo tomou conta de seu corpo e um Edward atento e sensível percebeu isso... Tocando em sua mão que descansava na coxa...
– Vai ser tranquilo, eu garanto! – Afirmou enquanto parava seu carro em um farol... Isabella assentiu com um fraco sorriso e ele... – Estamos juntos! – Declarou levando os dedos de sua mão aos lábios e os beijando... Qualquer contato, por mínimo que fosse era intenso... Profundo... Tornava as coisas ainda mais reais... Isabella sorriu com aquela constatação... Sim, estavam juntos... Edward sorriu com a realidade vivenciada... Estava levando sua família em seu carro... Nem em sonho as coisas poderiam ser tão perfeitas, concluíam em suas mentes.
– Que casa grandona! – Disse Emmett ao ver o carro do pai adentrar a propriedade dos Cullen e a frente encontrar-se uma magnifica construção.
– Essa é a casa do seu vovô, campeão... Seu nome é Carlisle. – Explicou Edward e Emmett...
– Ele é o vovô da Rose. – Constatou.
– Exatamente, Emmett... A mamãe da Rosalie é minha irmã Alice. – Dizia Edward ao parar o carro e desliga-lo... Voltou os olhos para Isabella e sua garota corajosamente lhe sorriu.
– Isso... Isso quer dizer que... Que o treinador Whit... Whitlock é... É meu tio e a Rosalie é minha... Minha... Como é mesmo que chama, mamãe? – Perguntou pensativo enquanto os pais saiam do carro e o ajudavam a descer.
– Prima, querido... Rosalie é sua prima. – Explicou Isabella... Edward aproximou-se dela e pegou em sua mão colocando sua outra mão no ombro de seu garotinho e virando-se para frente viram a porta principal da residência ser aberta por uma Esme sorridente e ansiosa... A senhora Cullen, a anos via em Edward um filho querido e receber as pessoas que ele amava estava sendo uma grande alegria para ela... Estava ansiosa para conhecer e conviver com Emmett, ainda mais por ter ouvido várias e várias histórias sobre o garotinho, contadas pela neta.
– Vocês demoraram! – Exclamou ainda sorrindo e Carlisle apareceu logo atrás da esposa... Edward caminhou com sua família, subiram os poucos degraus que os levavam a entrada e Esme com carinho recebeu um Edward também carinhoso para um abraço... Os olhos de pai e filho se conectaram e Edward percebeu que Carlisle estava sério, muito sério... Já antevendo o motivo...
– Olá mamãe! – Disse baixo. – Eu vou explicar tudo. – Falou ainda fitando o pai que assentiu e passou a sorrir ao observar com atenção Isabella e Emmett.
– E você deve ser Isabella. – Disse Esme, Isabella aproximou-se um tanto acanhada tendo Emmett grudado ao seu quadril demonstrando estar envergonhado. – Me chamo Esme. – Disse abrindo os braços e Isabella não tendo como recusar aproximou-se e recebeu de bom grado o carinho.
– Como vai Emmett? – Disse Carlisle lembrando-se do pequeno que sua neta havia lhe apresentado e que agora sabia ser seu sangue.
– Eu tô bem. – Afirmou ainda acanhado... Carlisle agachou-se chegando à altura do pequeno...
– Então venha aqui dar um abraço no vovô, vamos. – Chamou trazendo um sorriso aberto nos lábios e Emmett aproximou-se deixando-se abraçar.
...
Esme levou a todos para a cozinha... Um lanche estava preparado a espera deles... A conversa foi amena... Carlisle e Esme procuraram mostrar-se carinhosos, como de fato eram, e tinham com sinceridade a intenção de que tanto Isabella quanto Emmett sentissem-se acolhidos e queridos ali... Foi fácil o entrosamento... A família estava crescendo ali, a olhos vistos... Laços sendo criados... Mas coisas precisavam ser ditas e Carlisle não perdeu tempo em levar o filho para seu escritório...
– Pode começar. – Exigiu o médico e Edward respirando fundo detalhou tudo o que ocorrera...
– Eu... Eu fiquei destroçado e ao mesmo tempo... Irado pai... Ele tentou matar meu filho... Roubou a filha e...
– Edward...
– Eu sei que não concorda com minha atitude e...
– Ele está neste momento passando por uma cirurgia reparadora, você destruiu parte da mandíbula do homem, Edward. – Antecipava um Carlisle que não havia ficado parado desde que descobrira o que o filho havia feito, antes procurara se inteirar da situação, descobrira onde Charlie Swan estava internado e se comunicara com os médicos daquele hospital.
– Desculpe pai... Me desculpe, sei que decepcionei o senhor... Mas eu... Não me arrependo do que fiz. – Declarou sincero e Carlisle ficou em silencio para depois...
– Você não é réu primário. – Esboçou com preocupação.
– James já está cuidando disso. – Devolveu Edward tentando tranquilizar o pai.
– Eu não aprovo, com certeza não aprovo... Não aprendeu isso comigo... O que pude lhe ensinar... No tempo que tive... Eu sempre procurei passar...
– Papai... – Soltou cortando o médico. – Me desculpe! – Pediu mais uma vez e Carlisle soltando o ar com força.
– O que não tem remédio, remediado está... Mas eu, sinceramente, espero que tenha visto nesse episódio um alerta... Você agora é pai... Emmett irá seguir os exemplos que você deixar para ele... – Dizia e Edward concordava, contudo mantinha-se firme em não se arrepender pelo que havia feito, mas sabia que o pai tinha razão e que pensar em Emmett dali em diante era primordial... Desejava que seu garotinho fosse ao menos um milésimo do que seu pai era... Um homem integro, equilibrado e de bom coração... Coisas que Edward também era, de fato era, mas a situação vivida, as descobertas recentes lhe deixaram desnorteado e completamente revoltado ao ponto de agir loucamente.
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James fez que fez... Depois de resolver a questão de titularidade da patente do Tempestade, o homem conseguiu levar Victoria e Jane para um almoço... Ruiva e loira ainda se estranhavam, mas aceitaram o convite e durante o almoço até que se aproximaram e Gigandet sentiu-se vitorioso em seu primeiro passo... O homem estava com planos, diria safados planos... James Gigandet, como diria Edward sobre o amigo, era uma causa perdida quando se tratava de seriedade fora do âmbito legal, ou seja, fora de sua área de trabalho, o Direito... O almoço estendeu-se até sua casa, mas dessa vez Jane declinou do convite deixando os dois sozinhos e retornando para a Volturi...
– Por onde quer começar? – Perguntou Victoria com respeito as investigações sobre a herança de Isabella.
– Acho que o primeiro passo seria sentar com seu amigo Paul Lahote e ver onde ele parou na época do processo de emancipação e começarmos daí. – Declarou entregando a Victoria uma taça de vinho branco e ela assentiu em concordância com a ideia. – Mas já antecipo... Acho prudente termos um investigador particular nos auxiliando... Para apressar os resultados tendo em vista que vamos correr contra o tempo com relação a essa queixa contra Edward... Charlie Swan não está nada bem, pelo visto vai ficar pelo menos com o nariz torto, o condenado. – Jogou fazendo Victoria rir.
– Bem feito! – Exclamou.
– Menina má, doutora Lefevre... A senhorita é uma menina má. – Lançou com provocativo bom humor.
– Conhece algum investigador? – Questionou Victoria e James dando um gole em seu vinho...
– Sim... Um muito bom... John Jenks é uma raposa nessa área e será de grande ajuda, já que penso e acredito que deva concordar comigo... Esse Charlie Swan e seu advogadozinho devem ter manipulado documentos e forjado tudo o que era possível na época. – Destacou e Victoria concordou.
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A reunião familiar na casa dos Cullen rendeu uma aproximação bem-vinda entre Isabella e seu filhote com a família de seu amor que a partir dali tornar-se-iam seus familiares também... Um Emmett ainda bem acordado foi acomodado no banco de trás do carro do papai...
– Eu vou mostrar minha coleção de aviões pra você, papai... – Dizia animado e Isabella rolou os olhos, sem perder o bom humor, já antevendo como seria seu final de noite. – E sabe o que? Sabe? Eu tenho um McDonnell Douglas F-4J... E... E eu tenho um Mirage 2000C... E... Tenho... Tenho também um Super Hornet, esse foi bem difícil de encontrar... – Dizia com empolgação.
– Céus, a noite vai ser longa. – Sussurrou Isabella e Edward riu, mas o pequenino Emmett continuava concentrado no que dizia e nem se dava conta dos comentários.
– Mas eu... Eu não tenho nenhum helicóptero... – Disse pensativo. – Mamãe eu preciso de um helicóptero. – Esboçou e Isabella aliviada...
– Isso é com o seu pai... Estou me aposentando do cargo... A partir de hoje você e seu pai é quem irão atrás dessas raridades que só faltam tirar o juízo para se encontrar. – Colocou piscando ao final para um Edward sorridente.
– Pois nós vamos fazer um bom trabalho juntos, certo campeão? – Provocou.
– É isso aí! – Exclamou Emmett mantendo a empolgação.
– Sintam-se à vontade. – Devolveu Isabella também sorrindo... Isabella fitou seu eterno namorado e sentiu-se mais do que sortuda... Tudo o que sonhara viver, o impossível que tanto desejava, estava acontecendo na sua frente... A poucas horas atrás ela vivia a eterna certeza de que nunca mais teria Edward por perto, vivenciava a angustiante certeza de que nunca poderia compartilhar com seu amor a alegria de ter Emmett e agora... Ali, naquele momento... Ela experimentava o impossível e aproveitava com todas as forças de seu ser... A vontade de chorar lhe atingiu, mas não era de tristeza e sim de profunda alegria... Mas não choraria, não estragaria aquele precioso momento nublando suas vistas e lhe impedindo de ver com clareza aquela maravilhosa realidade.
...
Emmett levou um papai animado para ver sua coleção e Edward sentado no chão do quarto de seu filho se pôs a conversar sobre cada uma das miniaturas... Quando criança o Cullen tivera o sonho de ter uma coleção como aquela e que feliz coincidência ver que seu filho, seu garotinho compartilhava dessa vontade... Cada um dos mini aviões chamavam a atenção de ambos... Isabella mesmo não estando interessada na conversa entre seus homens resolveu depois de um banho se juntar a eles... Sentou-se entre as pernas de seu amor e passou a apenas admirar e ouvir a conversa animada entre eles até que, por conta do horário, obrigou um Emmett agora emburrado a tomar banho...
– Eu me vejo nele anos atrás. – Disse Edward agora vendo seu filho adormecido em sua cama.
– Eu sei... Ele sempre se mostrou muito parecido com você... Algo que me deixava feliz e saudosa ao mesmo tempo... Eu... Não sabia da sua infância... Mas a certeza de que você foi assim sempre me atingia porque ele... Ele tem a mesma emoção nos olhos que você tem. – Colocava abraçada a ele... Saíram do quarto de Emmett e no corredor...
– Que dia! – Colocou Edward... A sensação de estar em um sonho ainda pairava acima deles, os deslumbrava a cada momento.
– Sim... Eu... Eu estou com medo de acordar amanhã e... E descobrir que foi só um... Sonho! – Disse baixinho escondendo-se no tórax de Edward que a apertou entre seus braços.
– Pois eu vou estar aqui quando você abrir os olhos para provar a você e a mim que isso não é um sonho. – Declarou e com o indicador elevou o queixo dela e buscou seus lábios... Um beijo doce se colocou para logo se tornar acalorado, afoito... Não demorou muito para que parassem no quarto dela... A cama seria a próxima parada... As mãos insistentes tocavam cada milímetro de seus corpos...
– Meu amor... – Ela disse baixinho, entre a suavidade e a excitação... Tantos anos longe um do outro... Tantos desejos reprimidos... Apenas duas vezes, eles haviam estado unidos apenas duas vezes e fora o suficiente para perpetuar e selar esse sentimento de amor profundo que invadia suas almas... As roupas começaram a ser descartadas e entre a ansiedade e a profunda emoção Isabella e Edward se redescobriam... Cada cantinho do corpo feminino foi pelo apaixonado Edward registrado em sua memória... Ela continuava linda! Constatava. Isabella fazia o mesmo admirando seu amor, o corpo hoje de um homem feito, com seus músculos definidos, um tórax largo... Os anos o tornaram ainda mais atraente e ela sentia-se privilegiada... Nus se colocaram um em frente ao outro... Um sorriso deslumbrante emoldurando seus rostos... – É de verdade! – Soltou embevecida.
– É de verdade! – Repetiu um Edward fascinado com o que via... – A sua beleza é ainda mais perfeita do que a imagem que eu tinha em minha memória... – Dizia totalmente embevecido ao admirar a mulher que transitara por todos esses anos em seus sonhos... Ela sorriu, emocionada, tremia como se fosse a primeira vez... Eles estavam juntos, era real...
– É como se o tempo não tivesse passado! – Disse uma Isabella com evidente emoção em seu tom de voz... Deitaram-se... O corpo masculino cobrindo o delicado corpo de Isabella... As explorações retornaram enquanto beijos e mais beijos eram reivindicados... A urgência ganhava mais e mais espaço com o passar dos minutos... Até que não suportaram mais e ele se colocando entre suas pernas começou a penetra-la... Para Isabella a sensação assemelhou-se como a sua primeira vez... A sete anos soubera o que era aquele contato... Um desconforto surgiu e Edward percebeu, mas sua garota não o deixou parar... — Tudo bem... – Disse puxando-o para um novo beijo... A penetração tornou-se completa... Voltavam a ser um e aquela realidade traspassou suas almas com uma intensidade ímpar... As lagrimas foram inevitáveis nas orbes esverdeadas dela... O intenso e profundo sentimento de lar tomou por completo cada fibra do corpo de Edward.
– Céus... Como eu amo você! – Afirmou iniciando o esperado vai e vem... Os corpos se chocando, o suor surgindo... Ela já não sentia mais desconforto... Só prazer... Só a certeza de que eram perfeitos juntos... Só a constatação de que o tempo não havia diminuído em nada o que sentiam, muito pelo contrário só aumentara cada sensação de necessidade de um pelo outro... As mãos continuavam vagando, explorando, memorizando até que aproximavam-se da reta final... O prazer supremo e incomparável... Um gritou o nome do outro... Palavras desconexas misturadas a juras de amor foram pronunciadas até que o silencio apenas testificou a realidade... Estavam juntos, finalmente estavam juntos!
...
– Eu não quero ficar longe de você! – Disse uma Isabella com medo... Já era madrugada... Eles ainda nus haviam se entregado mais uma vez um ao outro e agora apenas se mantinham grudados... A cabeça dela confortavelmente acomodada no tórax dele que mantinha suas mãos alisando cada porção da pele de sua amada.
– Você não vai! – Declarou sabendo o que ela queria dizer... E ele faria todo o possível para manter sua palavra e confiava que seus amigos se empenhariam em ajudá-lo a cumprir... Isabella se agarrou mais a ele.
– Eu não aguentaria Edward... Não suportaria mais uma noite sequer sem você ao meu lado. – Disse elevando a face e buscando seus olhos... Aqueles olhos que lhe traziam paz, segurança... Amor.
– Linda... Eu não vou sair de perto de você, nunca mais! – Afirmou beijando-a em seguida.
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– Ele foi detido, mas pagou fiança e o liberaram. – Disse Sam a um Charlie um tanto sonolento por conta da medicação, mas muito interessado na situação de seu agressor... O homem não podia falar e, portanto, estava fazendo uso de caneta e papel para se comunicar e a primeira coisa que perguntou foi sobre Edward... Em sua mente, Charlie, imaginava que o Cullen estivesse atrás das grades e que seus problemas com ele teriam parado ali, idealizou que por fim o veria preso, cumprindo pena, por quase tê-lo matado... Mas a resposta do Uley não o agradou, Sam estava preocupado com o rumo de tudo aquilo associado as decisões de Irina Denali... A mulher estava determinada a ter posse dos direitos de fabricação do Tempestade e acreditava piamente que conseguiria fabrica-lo. Para Irina conseguir financiamento para produzir o Tempestade em larga escala seria uma conquista rápida e fácil, certamente o seria, tendo em vista a intenção de todo ser humano com poder aquisitivo alto em ter uma maravilha tecnológica de ponta como o pequenino helicóptero... Mas para conseguir isso ela não contava com os problemas que iria enfrentar, já Sam Uley tinha a certeza de que aquela ideia não iria acabar bem. – Foi bom você ter acordado... Precisa pôr um freio em Irina, Charlie... A mulher acha que por conta dessa agressão que você sofreu, o tal Edward Cullen irá ceder os direitos sobre o Tempestade em troca de sua retirada das acusações. – Explicava e Charlie de imediato balançava a cabeça em negativa com insistência e logo escrevia sua resposta. –' Eu não vou retirar queixa nenhuma, quero esse arruaceiro atrás das grades.' – Leu Sam o que o amigo havia acabado de escrever, o Uley respirou fundo... – Charlie... Temos um problema aqui... Se ele e sua filha se juntarem... Eles... Eles podem querer cavar a história sobre a herança... A verdadeira história e isso não será bom... Você sabe... – Dizia baixo apenas para o Swan ouvir e mais uma vez Charlie balançava a cabeça em negativa e voltava a escrever... –' Isabella, não vai atrás de nada, nunca foi, não vai ser agora que vai querer ir, ainda mais que o delinquente voltou e agora é rico.' – Escrevia confiante e Sam lendo fitou o amigo... Rosto desfigurado e em parte enfaixado... Charlie Swan estava irreconhecível e não estava raciocinando direito o que para Sam o levava a pensar de uma única maneira e de imediato começou a analisar suas possibilidades.
**
O dia seguinte surgiu no apartamento de Isabella mantendo a atmosfera da noite anterior... Paz e alegria reinavam em harmonia... Um café da manhã em família se deu e Emmett estava adorando isso...
– Você vai morar com agente agora, papai? – Perguntou animado com a possibilidade... Agora tinha um papai e isso já o deixava radiante e aliado a possibilidade desse papai estar sempre por perto fazia o garotinho quase quicar na cadeira que ocupava a mesa do café... Edward sorriu dele para sua Isabella que se mostrava também feliz como na noite anterior.
– É isso aí, campeão... Vamos estar os três juntos a partir de agora... Morando aqui ou no meu apartamento ou em qualquer outro lugar. – Respondia pegando na mão de sua Isabella e levando-a aos lábios, uma atitude que seria comum entre o casal a partir de agora. – Isso me lembra uma coisa... Preciso ir ao meu apartamento... Trocar de roupa. – Colocou olhando para as roupas que usava, as mesmas de ontem e brincando com as mãos fazia como se estivesse fedido e Emmett riu.
– Tem que trazer todas pra cá. – Disse Isabella.
– Vamos ver, vamos ver... Antes eu preciso passar na Volturi... Não trabalhei nada ontem e as coisas devem estar se acumulando... – Dizia.
– Você precisa conversar com James e Victoria, saber como as coisas vão ser e...
– Nãos e preocupe com isso, com nada disso... Prometi que tudo se ajeitaria, e garanto vai se ajeitar. – Declarou buscando tranquiliza-la e Isabella aceitou ao menos por aquele momento.
– Podemos ver o Tempestade hoje? Podemos? – Indagou Emmett.
– Prometo tentar, mas não garanto, amigo... O que posso garantir é que de amanhã não passa, ok? – Lançou fazendo Emmett se conformar.
– Emm, amigo... Acabe logo com seu café, vamos... Sem atrasos para escola hoje. – Advertiu. – E eu preciso ir até a revista, ontem nem dei as caras por lá... Minha editora deve estar felicíssima. – Colocou fazendo Edward rir.
– Diga a ela que eu te sequestrei. – Soltou piscando em seguida e foi a vez de Isabella rir... Um Emmett obediente saiu da mesa para terminar de se arrumar como a mamãe ordenou e Isabella seguiu para o seu quarto na intenção de fazer o mesmo... Edward a seguiu... Ao chegar em seu pequeno closet sentiu os braços dele lhe envolverem por trás e um beijo ser depositado em seu pescoço. – Eu falei sério sobre te sequestrar, quero fazer isso hoje. – Colocou com certo humor e Isabella se virando de frente para ele questionou com o olhar a espera de uma explicação. – Consegue alguém para ficar com Emmett? Só esta noite? – Perguntou.
– O que está aprontando? – Inquiriu também com humor.
– Eu não quero me ver livre dele, não é isso... Nunca será... Mas eu quero te mostrar algo antes... Depois vou mostrar a ele também... Mas preciso que você veja antes e para isso precisamos passar a noite fora e...
– Leah pode ficar com ele, sem problema algum...
– Tem meus pais também e tem Alice... Emmett e Rosalie já são próximos, não teria problema e...
– Vamos com calma... Eu nem conheço sua irmã direito, na verdade só a vi de longe uma vez... Não quero que sua família já me veja como uma abusada largando meu filho com eles e...
– Nosso filho! – Pontuou cortando-a sem perder o humor e ela sorrindo.
– Sim, nosso filho. – Devolveu.
– Ok, ok... Você está certa, mas prepare-se porque eles vão querer ele por perto e dormir por lá vai ser algo comum. – Avisou trazendo-a mais perto de seu corpo.
– Tudo bem! Agora me diz onde vai me levar, senhor Edward Cullen? – Perguntou estreitando os olhos.
– Será uma surpresa, espero que uma agradável surpresa. – Destacou beijando-a em seguida.
**
O dia foi corrido... Edward reuniu-se com James e Victoria por alguns instantes... A situação do Cullen com relação a queixa de agressão estava controlada por enquanto, ainda estava passando por toda a burocracia habitual até chegar ao juiz e seus amigos advogados estavam aproveitando para intensificar as investigações com respeito a herança de Isabella... Jane comunicou ao primo de coração que seu pai estaria desembarcando em Seattle nos próximos dias e o Cullen não se surpreendeu com a novidade... Isabella teve o dia corrido na revista, organizando as fotos referentes ao seu último trabalho para que fossem publicadas na próxima edição da revista e por fim recebeu mais trabalhos previamente agendados por sua editora chefe... Emmett não ficou chateado com a ideia de passar a noite na casa de Seth ainda mais porque Edward fizera questão de na hora da saída de seu garoto, da escola, levar para ele mais um objeto para a sua coleção, dessa vez era um helicóptero... Um pouco maior que suas miniaturas de metal... E esse era único... Um pequeno helicóptero que tinha suas hélices movimentadas por energia solar... O garotinho ficara radiante com a novidade mostrando a todos os amiguinhos a sua volta...
– Isso é incrível, papai! – Disse pulando no mesmo lugar. – E sabe o que? Sabe? É o item mais maravilhoso de todos... De todos mesmo, de toda a minha coleção!– Esboçou derretendo um pouco o coração do papai coruja a sua frente.
– Que bom que gostou, filhão. – Disse sorrindo. – Agora você vai com sua tia Leah e Seth certo? Amanhã eu e a mamãe vamos te buscar, tudo bem? – Perguntou e Emmett assentiu sem tirar os olhinhos do objeto em suas mãos... Pai e filho despediram-se ali mesmo e Leah Clearwater, sorrindo, constatava que Edward era sim um bom homem, atento a seu filho.
...
Um ansioso Edward seguiu seu caminho em direção ao apartamento de sua Isabella... Estivera inquieto durante todo o dia na expectativa de saber o que ela acharia de sua surpresa... Isabella o recebeu com sorrisos e beijos e com uma pequena mala de viagem em mãos logo saíram com destino ao hangar onde o Tempestade era mantido... Isabella fitou com admiração o pequeno helicóptero...
– É lindo, amor! – Disse sincera.
– Não conte a Emmett que lhe mostrei primeiro ou pior, que andou nele primeiro, não quero que meu garotinho se sinta preterido por mim... Mas é que para onde vamos a melhor forma é usando ele. – Explicou piscando ao final e Isabella mais uma vez estreitou os olhos na direção dele...
– Edward, Edward... – Ameaçou fazendo-o rir.
– Calma, você irá saber já, já. – Disse colocando a pequena bagagem dela na parte traseira do Tempestade.
– E a sua bagagem? – Perguntou buscando uma resposta e Edward...
– Que garota curiosa essa minha, viu... – Provocou fazendo Isabella lhe mostrar a língua. – Venha, sente-se aqui... Vou te ajudar com o cinto de segurança. – Disse auxiliando-a... Edward tomou o seu assento e começou todo o procedimento de voo depois de ter fechado a aeronave com segurança. — Sea-Tac, torre... Aqui é Tempestade Alpha-Alpha City, pedindo liberação de voo via PDX... – Dizia e em Isabella crescia a cada instante admiração e orgulho por seu amor... Edward tornara-se um homem bem sucedido, vencera tudo que se colocara contra em sua vida... Para Isabella isso não era novidade, pois ela sempre acreditou que ele podia conquistar o mundo e hoje constatar que ele conquistara a deixava radiante e ainda mais apaixonada... Ela ainda ouviu ele expor para a torre de controle e tráfego aéreo as coordenados de seu plano de voo, o destino final ficara nublado em meio as informações porque Isabella não ouviu um nome de cidade ou algo do tipo e sim apenas latitudes e longitudes deixando-a ainda mais intrigada... O Tempestade ganhou o espaço aéreo e Isabella teve o privilégio de ver Seattle de cima... O dia estava declinando... O plano de voo foi seguido, a distância a ser percorrida não era longa, mas dava alguns bons minutos...
– Onde aprendeu a pilotar? – Perguntou sem tirar os olhos dele... Edward sorriu, falar desse assunto lhe trazia boas recordações...
– Em Londres mesmo... Quando ficou claro que eu iria projetar aviões, me tornar um engenheiro... Eu comecei a me envolver em todo tipo de pesquisa na universidade sobre o assunto... E um colega que já pilotava a tempos me incentivou a fazer um curso e tirar meu brevê... Então eu me dividi entre a universidade, o estágio com tio Aro na Volturi e o curso de piloto... Voar é muito bom!– Terminou virando para ela sorrindo... O sorriso se refletiu nos lábios dela, estava pra lá de feliz... O sol se punha dando ao céu um aspecto alaranjado misturado a vermelho... A paisagem era magnifica e ela percebendo para onde se encaminhava deixou a emoção fluir... Era como voltar no tempo... Fixou seus olhos nele que concentrado pilotava... Tornou a fitar o horizonte e logo viu...
– O penhasco! – Exclamou com a voz embargada e ele sorriu... A imagem seguinte se impôs esplendorosa... Moderna...
– Nosso palácio nas montanhas, meu amor. – Definiu utilizando a mesma frase que anos atrás pronunciara... Mas agora era diferente... Tudo era diferente e aquilo só fortalecia o que sentiam um pelo outro... O Tempestade parou de funcionar assim que aterrissou na grama bem aparada... A ansiedade dela em conhecer de perto toda aquela beleza se juntava a dele de lhe mostrar aquele cantinho que tanto sonhara compartilhar com ela... – Vamos? – Perguntou ao abrir a porta do helicóptero... Isabella tirou os olhos da linda e moderna cabana e voltou-os para o seu amor... O brilho em seus orbes evidenciava cada sentimento...
– Vamos fazer tudo diferente, não vamos? – Perguntou com a voz embargada... Edward sorrindo abriu o cinto de segurança liberando-a, ajudou para que ela saísse do Tempestade... Quando com os pés fincados na grama... De frente um para o outro... Olhos nos olhos...
– Nossa vida está apenas começando e se prepare, Linda... Ela vai ser fantástica e nós vamos nos apaixonar e nos apaixonar repetidas vezes... – Afirmava sendo abraçado por uma Isabella que não continha mais as lagrimas de alegria, de emoção... Lagrimas de realização de um sonho até então dito impossível!
Spoiler -
– O marcador de energia solar está caindo, papai... – Comunicou um pequenino Emmett concentrado na infinidade de instrumentos e marcadores a sua frente.
– Sim, campeão... Esse é um dos nossos problemas... O Tempestade não está armazenando a totalidade de energia que poderia armazenar. – Explicava concentrado entre pilotar e dar atenção a um garotinho que sentado ao seu lado parecia gente grande com fones de ouvido na cabeça e olhos brilhantes para um horizonte de possibilidades.
– Nós temos que fazer ele trabalhar direito! – Declarou Emmett cheio de decisão e Edward sorriu...
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