Tempestade

19 Esperança


Notas iniciais
Obrigada pelos reviews guerreira12, michele djenifer, Clara Farias, Evelyn Cullen, DEA, Heloiseh, Raskia, Jussara Stefanos, Lígia Ribeiro, ClaudiaMonteiro35, DaniDávi, novacullen, SHIRLEY, AlexandrinaC, RoCullen, Tatiane Aloquio, LittleDoll e Caly, bjos! -;- Capítulo betado por Eclipse She, obrigada amiga/irmã. Bjão -;- Continuando...

“Fazemos o que é preciso para recuperar a confiança perdida. Mas há certas feridas, certas traições, que são tão profundas... Que não há como recuperar o que foi perdido. E quando isso acontece... Não há nada a ser feito, a não ser esperar”. Autor Desconhecido

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– Música sugerida (Who You Love — John Mayer Feat. Katy Perry) -

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Aro Volturi era o típico inglês charmoso e sério, só até a primeira página, dali por diante encontrava-se um homem que mesmo bem-sucedido nos negócios era de uma simplicidade sem tamanho, viúvo e pai de uma pré-adolescente, o irmão de Esme era a figura mais carinhosa de que se tinha história ante as famosas características que os ingleses num modo geral levam nas costas... O homem era simplesmente dono de uma famosa e bem conceituada empresa de taxi aéreo na Inglaterra, um apaixonado por aviação.

Então agora tenho um sobrinho... – Concluiu como sempre sorrindo e a irmã lhe retribuiu o gesto.

Sim. – Devolveu Esme com orgulho em cada letra pronunciada... Ter Edward em sua casa havia se tornado uma bem-vinda experiência e a maternal Cullen estava pondo as maguinhas de fora e se apropriado sem culpa de um lado completamente maternal direcionado a Edward e o garoto, pela primeira vez na vida, se deliciava com a sensação de ter uma mãe... Acomodados na varanda da grande casa tinham a visão da sala de TV onde se encontravam Edward, Alice e a pequena Jane em uma conversa animada.

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A barriga crescia a olhos vistos, e apesar dos pesares Isabella se orgulhava disso... A sensação de não mais estar sozinha, de não ter Edward ao seu lado era preenchida em parte por aquele bebê que se desenvolvia no cerni do corpo de uma adolescente... Ao fitar o espelho ela sorria, a felicidade lhe invadia sempre que pensava no futuro que teria ao lado de seu bebê, mas esta mesma felicidade estava um tanto comprometida diante das atitude de Charlie... O homem se quer preocupava-se com o futuro da filha... Para ele tanto fazia se ela teria ou não seus estudos finalizados, adquiriria ou não uma profissão... Mas Isabella já não era mais a mesma... E decidida estava a reivindicar seus direitos... E ali diante do espelho registrou mais um momento para enviar a amiga Victoria, a ruiva acompanhava com olhar quase clínico a gestação de seu afilhado ou afilhada como ela mesma fazia questão de dizer.

É o que quer fazer filha? – Perguntou Sue acomodando-se no batente da porta que dava acesso ao banheiro de Isabella... A Clearwater estava insegura quanto a decisão da garota de aproveitar a ida até o médico para em seguida ir até seu pai... Sim, Isabella estava corajosamente decidida a dar sua cartada final diante de sua situação estudantil... Graças a Leah Clearwater que a incentivara a concluir seus estudos e o apoio mais do que incisivo de Victoria para que ela continuasse a estudar a jovem Swan queria, sim, concluir seus estudos e estava determinada a conseguir isso.

É o que quero e vou conseguir! – Afirmou segura terminando de se arrumar.

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O Instituto Correcional estava fechado, uma ordem judicial acabara por extinguir aquele estabelecimento que só causara terror para os adolescentes que ali estiveram...

Hunter e Phil irão ser condenados. – Afirmou Lince ao lado de Elisabeth que fitava os portões do Instituto Correcional lacrados e ostentando o emblema da Corte de Port Angeles, sede da justiça naquela região.

Só acreditarei no momento em que vê-los atrás das grades. – Esboçou Elisabeth e voltando-se para o mecânico, com um sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos... – Mas seja como for, esse lugar nunca mais vai machucar meu menino. – Declarou com a sensação de paz e para brindar o momento, de forma audaciosa, aproximou-se ainda mais de Lince e lhe beijou os lábios e o homem de surpreso passou a satisfeito. – Obrigada! – Declarou ainda com os lábios grudados aos dele.

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Não estou gostando do resultado desses exames, Isabella... – Afirmou a médica e Sue com olhos de reprovação se virou para a garota que abaixou os olhos sentindo-se condenada.

Eu... Andei um tanto sem apetite nos últimos dias... – Disse baixinho.

Pois eu falei que não podia ficar assim, doutora, eu falei, garanto... – Intrometeu-se Sue.

Mas... Eu vou mudar, já estou mudando na verdade. – Interveio Isabella elevando o semblante e mais uma vez se mostrando corajosa. – Eu vou me cuidar, prometo. – Declarou sincera.

Eu acho bom, muito bom... Porque esse garotinho só merece atenção e amor. – Soltou a médica.

Por Deus... É um menino? – Questionou Sue ao máximo da ansiedade e Isabella com um sorriso nos lábios.

Eu sabia... Tinha a certeza que seria um menino. – Disse suave, cheia de amor levando as mãos a barriguinha proeminente.

Vejam... Ainda não tenho cem por cento de certeza, porque a gestação ainda está no começo... Mas diante da minha experiência, e do que vi na ultrassom... Eu diria que sim, é um menino... E você, dona Isabella, tem que se cuidar e proteger esse pequenino. – Advertiu a médica... Sue se mantinha emocionada com a notícia e Isabella nas nuvens sentia o mesmo... Saíram do consultório felizes, cheias de esperança...

Um menino... – Disse Harry Clearwater feliz pela notícia... – O senhor Clarke ficaria radiante, com toda certeza ficaria. – Comentou nostálgico ao lembrar-se do avô materno de Isabella.

Filha... Já tem um nome em mente? – Perguntou Sue... A jovem Swan, pensativa lembrou-se de seu Edward... De suas palavras... Do orgulho que tinha do avô e sem qualquer dúvida...

Ele vai se chamar Emmett. – Anunciou satisfeita com a decisão.

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A chuva caía intensa naquele final de tarde... O friozinho batia a porta e o momento pedia uma boa xicara de chocolate quente acompanhada por deliciosos coockies que só Esme sabia fazer.

Iguaizinhos aos da mamãe. – Disse Aro com a boca cheia e Esme riu.

Você não muda, não é mesmo? – Perguntou brincalhona. – Sempre um moleque, nem os cabelos brancos mudam isso... – Comentava.

Ora essa... Eu não envelheço... Jamais envelhecerei... – Disse mantendo o tom de brincadeira e todos riram... A descontração se manteve e Aro percebeu o jovem Edward num canto da sala entretido com papeis a mais papeis... Aproximou-se e observou onde o garoto depositava sua concentração... Fascinado notou Edward tracejar com precisão o esboço de um avião... — Por que aviões? – Perguntou curioso debruçando-se ligeiramente sobre a mesa... Edward se pondo pensativo diante do questionamento...

Bem... Eu... Não sei... Gosto da ideia de voar. – Colocou. – Meu... Avô... me contava histórias de quando voava nos aviões do exército e isso me... Não sei, me fascinava eu acho... – Soltou pensativo... Nunca havia pensado no assunto, mas agora lhe parecia a definição certa sobre sua paixão por aviões ou qualquer objeto capaz de voar.

– Você desenha muito bem, garoto? Fez algum curso? – Questionou Aro ainda admirando os esboços de Edward... O jovem sem graça.

É... É só um passatempo. – Afirmou baixo um tanto envergonhado por sentir-se exposto... Mas nosso jovem não era de fugir de desafios, nunca seria...

Eu diria que seu passatempo pode se tornar algo de tempo integral, meu caro Edward. – Colocou puxando um dos desenhos e avaliando-o com um olhar clinico. – Carlisle. – Chamou o cunhado que se via entretido em uma conversa com a esposa... O Cullen aproximou-se deles sorrindo... – Seu garoto tem talento, muito talento. – Declarou seguro e Carlisle elevou uma das sobrancelhas...

**

Charlie Swan estava radiante... Eleazar Denali havia morrido... A DenaliAir estava sem presidente...

Acha que ela vai indicar você? – Questionou Sam com respeito a possibilidade de Irina indicar o noivo para o cargo que era de seu pai.

Mas é claro que sim. – Afirmou seguro. – Sou noivo dela, vamos nos casar daqui a dois meses... É natural que eu seja o presidente no lugar de Eleazar... A DenaliAir é uma empresa familiar deve portanto ficar dentro da família. – Declarou.

Irá para o hospital? – Perguntou o Uley mudando de assunto.

Não... Acabo de falar com Irina... Ela foi para casa, disse que quer se arrumar para o funeral... Enfim... Não tem porque babar o ovo no corpo... – Colocava sem emoção alguma diante da morte do homem que deveria lhe ser querido... A secretaria lhe despertou os pensamentos anunciando a presença da última pessoa que o Swan esperava receber... Isabella adentrou a sala no instante em que Sam deixou o amigo...

Não me lembro de chama-la ou permitir que viesse até Tacoma. – Disse sem ao menos cumprimentar a filha como se devia diante dos meses que não a via.

Preciso falar com o senhor. – Colocou cautelosa sem manter a firmeza de sua decisão... Charlie a observou, notou a barriga proeminente...

Céus... Está acabando com seu corpo menina... Um filho, dizem que destrói o corpo de uma mulher... Que infeliz decisão, minha filha. – Disse com desdém e Isabella respirando fundo conteve-se para não retrucar ou chorar diante da colocação infeliz do pai. – Mas enfim... O que lhe traz aqui desobedecendo a minha ordem de se manter afastada? – Inquiriu e a Swan percebendo que aquele era o momento...

– Vim falar de minha situação acadêmica.... A finalização dos meus estudos. – Respondeu altiva e Charlie teve vontade de rir...

Seus estudos? – Soltou. – Achei que tivesse sido claro que ao decidir por isso... – Falava apontando para a barriga da filha. – Que você perderia todas as regalias e ficaria confinada aquela fazenda. – Devolveu tranquilo... Custou a Isabella muito esforço para não voar no pescoço do homem que até bem pouco tempo atrás considerava como seu pai... Charlie Swan era escroto e sem escrúpulos foi o que constatou e teve vergonha de levar seu sobrenome... Contudo, manteve-se firme e com o discurso decorado começou...

Certo... Então... Vai permitir que sua filha seja uma pessoa sem instrução, sem nível universitário? O que os seus amigos... Clientes... Investidores, iriam achar, Charlie? – Lançou e o homem sorriu debochado, mas no fundo caíra na jogada da filha.

Charlie? Ora querida... Não sou mais o papai? – Devolveu com sarcasmo e Isabella retribuindo o sorriso.

Vamos combinar que o título não lhe cai bem, senhor Swan. – Disse mordaz...

Ok, ok... Você tem razão... Não cairia bem para mim ter uma filha inculta. – Concordou. – Façamos assim... Se alguma universidade lhe aceitar... Eu irei custear os seus estudos, querida filha. – Declarou ainda sorrindo e Isabella apenas assentiu mantendo para si a sensação de vitória, era a primeira vez que se colocava diante de quem quer que fosse com uma atitude adulta, segura e conseguira sair-se bem... Para Charlie a linha de pensamento ia por outro caminho... Ele estava de bom humor, tornar-se-ia presidente de uma das maiores empresas de taxi aéreo dos Estados Unidos, nada naquele dia iria afeta-lo e, portanto, ele iria dar essa esmola a menina, concluía ainda sorrindo.

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Ela estava enjoada... Uma sensação de queimação lhe atingia associada a um mal estar geral acompanhado de tontura... Alice não mais era uma garota ingênua... Sabia bem onde estava metendo-se, mas o medo agora lhe afligia e a imagem do pai a sua frente com a testa franzida, o olhar afetadamente decepcionado...

– Quando foi seu último ciclo? – Questionou Carlisle e Esme que amparava a filha prostrada diante do vaso...

Por Deus Carl... O que... – Soltou e arregalando os olhos entendeu a situação. – Alice? – Chamando buscou os olhos deu sua filha que agora chorava...

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O jantar daquela noite tinha sabor da vitória para Isabella... Todos os Clearwater estavam reunidos juntamente com Paul Lahote ao lado de sua esposa Leah...

Gostei de ver Bella... Você foi corajosa! – Afirmou Leah sorrindo e a menina lhe retribuiu o sorriso sem deixar de concluir as decisões que estava para tomar... – Mas... Como você pode ter certeza de que ele... Digo, seu pai... Vai cumprir o prometido?

– Leah... – Reprimiu Sue.

Ué... É verdade... Ele não tinha dito que ela iria ficar aqui, confinada como... Como se o bebê... Ou melhor... Emmett... – Soltou sorrindo e Isabella sorriu ainda mais em menção ao seu pequenino. – Fosse um erro... Coisa absurda de se pensar, mas...

– Eu terei a certeza. – Afirmou Isabella entendendo o ponto e aproveitando... – E aproveitando a presença do senhor... Doutor Lahote...

– Por favor, Isabella... Me chame apenas de Paul. – Pediu Lahote e Harry...

Ora Paul... Se estudou tem o direito de receber o título de doutor. – Declarou orgulhoso do genro.

Sim, o que é certo é certo. – Disse Isabella. – Por isso eu quero pedir ao doutor... Que... Que me represente. – Disse surpreendendo a todos.

Como? – Questionou Leah.

Eu sou herdeira dos Clarke... Lembro da minha mãe dizendo que eu teria responsabilidades quando fosse adulta... Ela dizia que eu teria que zelar pelo patrimônio que meu avô nos deixou... Eu... Me lembro dela dizendo que quando eu completasse a maioridade eu... Eu iria assumir tudo... – Dizia.

George Clarke tinha muitas posses. – Afirmou Harry e Sue assentiu.

Então... Eu sou a herdeira... E meu pai até onde sei é meu tutor deixado por mamãe... E eu penso que... Bem... Se sou a herdeira e em breve irei receber tudo... Posso então desde já com a permissão de algum juiz fazer valer meu direito de terminar os estudos... Eu... Eu pensei que assim, meu pai... Não vai poder se negar. – Dizia e Leah sorriu entendendo onde a garota queria chegar e Paul.

Se existe um testamento... Se tudo será seu... Não, nenhum juiz iria negar tal pedido... Seu pai apenas pode aceitar e nada fazer. – Afirmou e foi a vez de Isabella sorrir, ela estava esperançosa... As tempestades de sua vida a tinha afligido, derrubado, mas ela estava de pé, ficaria em pé e criaria seu pequenino pedaço de Edward... Ainda doía... A marca era indelével... Mas ela permaneceria firme... E seria feliz em honra ao seu amor.

Spoiler -

– Como assim você tem de herança apenas a fazenda, um apartamento em Seattle e cem mil dólares em uma conta? Tem alguma coisa errada aí... Mamãe... Você vivia dizendo que o senhor Clarke era um homem de visão... Que tinha um patrimônio imenso e... – Dizia Leah.

– Sim, vivia porque era uma verdade...

Notas finais
E a transição continua nos encaminhando para o futuro... Quer dizer que Emmett está chegando... rsrs... O que acharam disso? Ou melhor o que acharam de tuuuuudo? rsrsrs -;- Facebook é como sempre a fonte de novidades em spoiler's sobre a Fic - Lu Nandes Fanfic's... Apareça por lá. ;) -;- Bjos e mais uma vez obrigada por chegar até aqui, até mais com Tempestade!