Tempestade

14 Apenas humanos


Notas iniciais
Obrigada pelos reviews Marcela, Raskia, Evelyn Cullen, Michelle R charret, Heloiseh, Ana, Jussara Rogers, bela02, Lígia Ribeiro, DaniDávi, Clara Farias, Víh Corrêa, novacullen, michele djenifer, SHIRLEY, Anny, LittleDoll, Teresinha e RoCullen, bjos. -;- Capítulo betado por Eclipse She, mais do que uma colaboradora. Obrigada amiga! Bjão. -;- Capítulo dedicado a linda Teresinha pela primeira recomendação a fic. Obrigadaaaaaaaaaaaaaa! Bjão. -;- Preparem-se porque tudo indica que vem aí uma tempestade de lagrimas...

"Um homem pode ser destruído, mas não derrotado" Ernest Hemingway.

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– Música sugerida (Human – Christina Perri) -

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Forks amanheceu sem chuva... As buscas por Edward continuavam no rio, uma equipe de três mergulhadores vasculhava o local desde o raiar do dia e até o presente momento nada encontraram... No hospital da pequena cidade a jovem Swan acordara desorientada e assustada...

Vai ficar tudo bem, querida, todos passamos por fortes emoções na vida e o que aconteceu com você foi realmente o que pode ser considerado um choque, mas vai passar. — Dizia a enfermeira retirando o acesso intravenoso do braço de Isabella... A vontade de nossa menina era apenas chorar, chorar e chorar sua dor... Sua desilusão... A enfermeira se retirou deixando a garota com o pai que calado estava recostado junto a janela do quarto... Isabella fitou a presença do pai e...

Papai... – Disse baixinho em tom de suplica, como se pedisse socorro e o Swan de forma monótona voltou os olhos para ela.

Que confusão foi essa Isabella? – Indagou contendo a rispidez.

Eu... Eu... – A jovem tentava coordenar as ideias, explicar a situação... Mas o que explicar? Decidira fugir, ir embora e isso implicava em quebrar qualquer contato com o pai... Ao menos por um tempo essa seria a ideia e agora com ele ali diante dela... O que dizer? — Eu sei que está decepcionado e... E aborrecido... Mas... Mas era a única escolha... Porque... Porque tinha a situação de Edward e...

– Você tem noção do que esse rapaz fez Isabella, sabe porque ele estava naquela instituição? – Questionou Charlie indignado ao cortar a filha depois de ouvir o nome do rapaz.

Eu sei que é difícil de entender e... É que... Ele... Edward não deveria estar ali e... – Tentar explicar a situação e ao mesmo tempo mencionar o nome de seu amor a levava outra vez a aquele momento... O som do tiro... A sensação dos corpos se desgrudando... A perda... A dor da perda de contato e a possibilidade...

Ele tentou matar o pai, tentou matar Isabella...

Era o padrasto e foi para defender a mãe. – Devolveu baixo... As lagrimas voltando ao rosto

Céus você ainda o defende... Que loucura... Isso é completamente sem cabimento. – Disse abismado e Isabella continuava chorando. – Minha filha chorar por ele, sofrer... Isabella entenda que foi melhor assim, antes isso do que você... Deus não quero nem pensar. – Colocava e a jovem chorava sua dor, os soluços cobrindo seu raciocínio.

**

Ela seguia temerosa pela rua... Levava o que conseguira... Iria ajuda-lo... Tinha que ajuda-lo... Devia isso ao único filho... Uma forma de se redimir, ao menos um pouco, pensava Elisabeth... Pelo caminho encontrou uma ou outra pessoa... Algumas senhoras idosas, pessoas que a conheciam a anos e sabiam de sua história como também sabiam da atual situação de seu filho...

Elisabeth... Como está minha filha? – Questionou dona Gertrudes Symor, uma velha conhecida de sua mãe... A expressão de dor nos olhos da senhora era o reflexo dos seus.

Bom dia senhora Symor. – Devolveu sem responder a pergunta da senhora e continuou em seu caminho sabendo que a mulher ainda parada onde estava permaneceu fitando-a por mais um tempo... Triste era a situação dos Masen, pensavam todos que os conheciam... Disfarçando a Masen entrou no pequeno mercado, fez uma pequenina compra, retornou a rua buscando um caminho menos movimentado... Ela estava decidida... Iria fazer o que estivesse ao seu alcance para ajudar...

**

Edward comia feito um desesperado, a dor do ferimento estava até esquecida diante de sua fome... As horas em que fora obrigado a se manter jejum haviam mostrado sua força e Lince satisfeito ao ver o garoto bem exibia a intensão de um sorriso, mas logo essa intenção se desfez ao pensar na situação do Masen... Edward percebendo que era observado...

Desculpe os mal... Modos. – Colocou engolindo a comida e Lince em negativa com a cabeça fez pouco caso...

Fique à vontade garoto... Coma... Pode comer. – Afirmou. – E enquanto isso me ouça... – Disse e Edward continuou comendo. – As coisas estão uma loucura lá fora... Agora estão fazendo buscas pelo rio... Tem uma equipe de mergulhadores por lá... Então... Isso significa que eles não vão parar tão cedo... Precisam de um desfecho... Uma solução...

– E eu... – Começou Edward parando de comer. – Eu preciso sair daqui... Evitar que você se envolva nisso e...

– Pare... A conversa não vai por aí! – Ordenou elevando a mão. – Eu já estou envolvido garoto e... Quero estar! – Afirmou.

Lince...

– Nós vamos tirar você daqui... Vou dar um jeito de leva-lo para longe...

– Eu não quero te prejudicar. – Disse cortando-o. – Eu só preciso saber onde Bella está e... E ai eu vou...

– Eu acho que você não entendeu o que eu disse ontem... Ir atrás da garota é suicídio Edward... Irão ficar com todos os olhos em cima dela e...

– Mas eu preciso...

– Edward... – Soltou um tanto áspero, fechando os olhos com força. – Isso é fria garoto... Uma grande fria...

– Eu não posso deixa-la assim Lince, você não entende? Eu... Eu preciso saber como ela está... Eu... Ela vai comigo e...

– Edward... – Cortou-o mais uma vez, um tanto comovido com a inocência e ao mesmo tempo insensatez do menino. – O pai dela está agora, com total certeza, com toda a atenção em cima da filha... Você, nem que quisesse conseguiria se aproximar... Quiçá leva-la consigo e vamos combinar... Sua situação já é complicada demais sendo apenas você e...

– Eu... Eu não posso Lince... Eu... – Dizia um Edward irredutível sendo interrompido por uma batida na porta... De olhos arregalados ele fitou as feições sérias do amigo mecânico... Lince de maneira muito calma fez sinal para que ele se escondesse no quarto e foi atender a porta...

**

Os pais de Vitoria haviam chegado ao internado a poucos minutos e encontraram a filha desolada... A mãe de Victoria agora ampara a filha em seus braços... As freiras já haviam sido informadas sobre a situação de Isabella e tinham passado a situação para a colega de quarto...

Querida... Tenha calma...

– Eu... Eu posso ir vê-la, mamãe? Por favor... – Pediu chorosa e a mãe voltando os olhos para o marido e em seguida para a filha.

Victoria, querida... Hospitais não são um bom lugar. – Afirmou a mãe.

Não disseram que ela está bem? Que o pai está com ela... Então, acho que o melhor é deixa-la descansar filha e... – Dizia o pai adentrando um pouco mais no dormitório.

Eu sei... Mas... Mas eu... Só queria ver como ela está. – Disse baixinho cortando o pai... Marido e mulher se entreolharam mais uma vez...

Eu acho que... Podemos passar rapidamente... Antes de irmos embora. – Declarou o pai e um triste sorriso surgiu nos lábios da jovem Lefevre.

**

Lince não se surpreendeu ao abrir a porta... Na verdade ele sentiu alivio... Enfim algo justo iria acontecer, pensou.

Seja bem-vinda Lizz. – Disse abrindo mais a porta e permitindo que ela entrasse.

– Ele... – Soltou temerosa... Lince fechou a porta atrás de si, indicou a ela o sofá. – Meu Edward... Lince... – Pronunciou baixinho.

Um momento. – Pediu se retirando... Não demorou muito para Lince retornar e atrás dele, de forma vagarosa e um tanto à contra gosto, vinha um Edward cabisbaixo... Elizabeth fitou o filho... A quanto tempo não o via? Questionou-se... Ele estava diferente, crescido... Abatido, abandonado... E tudo era culpa sua... As palavras gritadas pela desconhecida menina em frente a chefatura de polícia se fizeram ouvir em sua mente...

A culpa é sua... Você deveria ter cuidado melhor dele...

A voz de Isabella agora fazia eco de forma acusadora, uma condenação justa... Sim, ela era culpada...

Edward... Soltou baixinho, mas o garoto ouviu e levantando a cabeça mostrou-se para a mãe.

Como vai mamãe? – Perguntou carregando magoa em cada silaba dita... A mulher levou as mãos a boca enquanto lagrimas descia por seu rosto, uma fraqueza nas pernas a fez ceder e não fosse a rapidez de Lince, que próximo estava, em ampara-la ela teria ido ao chão... Edward permaneceu estático apenas observando... Lince colocou Elisabeth na cadeira próxima...

Desculpe! – Esboçou pesarosa, culpada, arrependida, amedrontada... Uma infinidade de sentimentos lhe transpassavam a alma... Respirando fundo ele enxugou o rosto e voltou a fitar o filho que agora sentado se encontrava no velho sofá do amigo que se encostara no batente da porta que levava a cozinha. – Como... Como você está, Edward? – Perguntou com coragem.

Vivo. – Respondeu com simplicidade, o abandono era tanto que o anestesiava.

Esse... Esse ombro... Enfaixado... Isso... Isso... – Questionava alarmando-se e buscando a face de Lince...

Ele levou um tiro de raspão Lizz... Mas vai ficar bem! – Respondeu o mecânico.

Deus... – Sussurrou a mãe. – Então é verdade, realmente atiraram em você e... E por isso acham que... Que está morto. – Concluiu.

Edward é forte. – Colocou Lince com o esboço de um orgulhoso sorriso enquanto as lagrimas voltavam aos olhos de Elisabeth e Edward teve vontade de revirar os olhos... Sua mente havia, é claro, registrado a presente histórica de sua mãe ali, mas o que lhe incomodava, lhe prendia atenção, lhe despertava profundo interesse... Era saber de Isabella... Ele precisava encontrar-se com sua Bella, pensava.

O que está fazendo aqui mãe? – Perguntou de forma profundamente direta e Elisabeth respirando fundo... Agora começava a sentir-se aliviada, mas não menos culpada.

Eu... Lince me contou que você estava aqui e...

– Você não deveria ter feito isso. – Vociferou na direção de Lince que franzindo a testa.

Alto lá rapaz, alto lá... – Soltou imperativo e o garoto abaixou a cabeça tentando manter-se quieto e não menos agradecido pela ajuda do amigo.

Ele... Lince... Ele fez o certo em me avisar. – Declarou decidida. – Edward...

– Olha mamãe, eu... Sinceramente não preciso de sua piedade ou...

– Edward. – Advertiu Lince mais uma vez.

Deixe ele... – Pediu Elisabeth. – Ele tem todo o direito de sentir raiva de mim ou... – Colocou sincera e voltando a olhar para Edward tudo o que pensara durante toda a madrugada voltou a sua mente e buscando forças de onde não tinha, nunca teve... – Estou aqui porque preciso falar e...

– Agora? – Jogou Edward com revolta. – Quando eu precisei que você falasse, quando necessitei que dissesse o que realmente aconteceu naquele dia... Você... Você simplesmente não apareceu, se quer deu as caras perante o juiz e eu... Eu fui preso... Mamãe, preso... Sabe o que é isso? – Dizia com rispidez...

Edward vamos com calma. – Jogou Lince dando um passo à frente, mas Elisabeth o impediu, com um gesto, de intrometer-se...

Vivi os piores dias da minha vida naquele inferno... Tenho marcas, muitas marcas que provam isso... E você mamãe... Apenas uma palavra sua teria mudado tudo isso, mas não... Por que ajudar o enjeitado... Por que dizer a verdade para salvar justamente o fruto do meu erro , não é mesmo mamãe? – Lançou e ele.

Edward... Por favor...

– Minha existência fere seus olhos não é? Sente vergonha, sensação de derrota... E aí pra ajudar, ou talvez me castigar você se junta com ele... Um homem que... Phil não é gente, aquilo é um animal que te maltrata e a senhora... A senhora ainda fica do lado dele... Ficou do lado dele contra o seu filho...

– Eu... Eu tive medo e...

– Sim, teve medo... E preferiu ceder ao medo do que ajudar o sangue do seu sangue... Seu filho. – Declarou duro e apontando para si mesmo. – Eu sou seu filho senhorita Elisabeth Masen e a senhora ao invés de estar ao meu favor ficou do lado do homem que a maltrata, abusa, machuca e para mim restou a prisão... O abandono... As surras... As marcas permanentes da humilhação... Então agora... Agora a senhora decide vir até mim? – Questionou e Elisabeth, já preparada para ouvir toda aquela verdade, respirando fundo e apresentando, naquele instante, uma altivez que não possuía e essa nasceu naquele instante vinda do amor que tinha pelo filho... amor por Edward... Na opinião qualquer um esse sentimento poderia não existir vindo dela para com ele, mas, sim ela o amava... Era bem verdade que via na existência dele o erro de sua vida, forma injusta de vê-lo, mas via, contudo ainda assim o amava... Fora fraca, omissa, mas o amava e agora chegara a hora de agir... Ao menos uma vez na vida iria corajosamente agir...

Sim, agora... Resolvi agir agora... Antes tarde do que nunca. – Devolveu firme e tanto Lince quanto Edward surpreenderam-se com o tom decidido que ela usou, algo incomum vindo dela. – Eu não fui a mãe que você merecia, precisava... Não fui essa pessoa... Pelo contrário, fui omissa, ausente quando você mais precisou de mim e...

– Por favor, mamãe... Isso... Isso é...

– Me deixe dizer, eu suplico, sei que não mereço, mas me deixe dizer e depois disso irei embora Edward... Apenas me deixe dizer. – Pediu levantando-se e se ajoelhando na frente do filho que em choque calou-se. – Eu permiti que minha vida se tornasse um fracasso completo... Isso foi escolha minha e... Deveria atingir apenas a mim... Mas não, eu permiti que atingisse a você também, tive vergonha sim... Meu pai... Seu avô teria agido diferente, aliás ele agiu diferente e se ainda fosse vivo jamais teria permitido que as coisas chegassem a esse ponto... Mas ele... Ele não está mais aqui e eu... Eu tinha me envolvido com alguém difícil e as coisas ficaram...

– Difícil? – Questionou Edward sem conter-se diante da colocação que com certeza dizia respeito a Phil, o tom de deboche em seu questionamento era nítido e Elisabeth...

Eu deixei-me levar e quando vi... Vivia debaixo do medo, da angustia de não ter coragem de dar um basta ou... Ou ao menos permitir que você se visse livre do meu tormento... Sim, Edward eu não agi como mãe e pior permiti que você sofresse e muito... – Falava com sinceridade... – Minhas escolhas não atingiram só a mim e isso é imperdoável... Você tem total razão, eu deveria ter ido diante do juiz aquele dia... É claro que deveria, era minha obrigação... Deveria ter na verdade impedido que as coisas chegassem aquele ponto, ao ponto em que estão hoje... Eu deveria, mas não fiz e por isso digo antes tarde... Do que nunca... Edward olhou fundo nos seus olhos e ali ela viu, lembrou-se, de quem a anos não via... A certeza mais uma vez lhe invadiu e decidiu contar tudo. – Seus olhos... Eles são iguais aos dele, é como se olhasse para Carlisle agora. – Esboçou e Edward surpreendeu-se ao ouvir o nome enquanto Lince sentia-se aliviado por não precisar quebrar o juramento que fizera ao velho Masen.

Como? – Perguntou Edward confuso.

Eu sempre o via, praticamente seguia seus passos... Carlisle... Era daqueles jovens idealistas, cheios de coragem e determinação... Mas... Era também um jovem decidido, corajoso que não aceitava injustiças... Cansei de presenciar a gentileza dele... Ele sempre estava disposto a ajudar e...

– Eu não estou entendendo. – Disse um Edward confuso.

Seu pai... Edward... Seu pai se chama Carlisle. – Confessou com um sorriso saudoso despejou tudo de uma vez. – Ele era estudante de Medicina em Vancouver... Nos conhecemos no laboratório de Anatomia... Sempre tão simpático e prestativo... – Divagava relembrando, mas a total atenção de Edward a fez voltar a realidade... – Eu me fiz prometer que nunca iria lhe contar isso, que nunca iria revelar quem era seu pai... Porque... Porque, quando fui procura-lo para contar sobre você... Bem, eu o descobri com outra e fui informada que o relacionamento era sério e... Eu... Eu não tive coragem de atrapalhar...

– Atrapalhar... – Repetiu Lince sem conter-se demonstrando sua inconformidade diante da história, mas Elisabeth e Edward pareciam em uma espécie de bolha, nada os atingia naquele instante.

Nosso envolvimento foi de apenas uma... Noite... Nunca tivemos nada, não houve romance, ou namoro... Nada... Apenas uma noite e... Eu... Eu confesso que nem ele e nem eu estávamos muito coerentes e... Bem, não achei justo contar... Pode parecer absurdo, de fato o é, mas foi essa a minha decisão e então eu resolvi voltar para casa... Não poderia continuar na universidade, não teria dinheiro para mim e para você... Eu... Então voltei, contei tudo ao seu avô e... – Jogava de uma vez e ao lembrar-se do pai sorriu saudosa. – Ele ficou uma fera, não falou uma palavra se quer por duas semanas... Apenas duas semanas... Um dia ele chegou em casa, me chamou... Tinha nas mãos uma aviãozinho de plástico... Me entregou e disse... – É para o meu neto, o primeiro brinquedo. – Contou e as lagrimas voltaram ao lembrar-se. – A vida seguiu e o resto é história. – Finalizou, mas Edward ainda queria mais, precisava de mais.

Eu deixei de ter um pai... Porque a senhora achou que não devia contar a ele? – Questionou inconformado e Elisabeth, envergonhada e ao mesmo tempo orgulhosa como sempre fora, nada disse... Edward levantou-se do sofá e se afastou dela que continuava ajoelhada. – Era sobre a minha vida... Era isso que estava em jogo e a senhora foi... Foi egoísta e... – Colocava elevando a voz...

– Eu sei, eu sei... E é por isso que vim aqui e...

– Eu não posso acreditar nisso, eu... – Disse tentando conter a revolta e passando por Lince, indo em direção a cozinha... A vontade era sair, fugir da presença da mãe... Desaparecer... Lince lhe tocou o ombro são e ele parou... Edward apesar dos momentos de revolta sempre fora obediente para com aqueles que respeitava e Lince era esse homem, com certeza.

Não vim em busca de perdão, meu filho... – Declarou Elisabeth. – Eu não mereço perdão, muito menos paz... Não depois de ter permitido que fizessem... O que fizeram com você e...

– Lizz...

– Eu vim aqui, porque você merecia saber toda a verdade e... Porque... Porque eu preciso fazer algo... Da forma que posso... Não é muito, mas... – Dizia e por fim retirando do bolso do casaco um papel embrulhado... levantou a mão em direção a um Edward que voltava a face para ela... – Pegue querido, saia daqui... Vá atrás de uma vida que lhe possa dar tudo o que você merece... – Disse firme pegando na mão de Edward e depositando o pequeno embrulho... Ali estavam contidas as poucas economias que ela conseguira até hoje... Edward fitou-a sem muito entender. — Seu pai... Ele se chama Carlisle Cullen, ele era de Seattle... Sua família tinha posses por lá, foi o que consegui saber na época... Eu... Eu acredito que com o sobrenome e com a profissão dele... Eu acredito que você consiga acha-lo. – Declarou por fim... Apertou a mão de Edward e fitando-o com profundidade nos olhos... – Vá ao encontro dele Edward, tente acha-lo meu filho... Eu desejo que consiga... Carlisle é daquelas pessoas que não se dobram diante de uma injustiça e é por isso que acho que ele... Ele não irá lhe dar as costas... Quem sabe assim, você tendo seu pai para lhe amparar eu tenha um pouco de paz, felicidade não... Porque meus erros e escolhas me impedem isso, não mereço isso... Mas a paz de saber que meu único filho está bem, sendo cuidado, amparado... Isso... Isso pode me trazer algum alento nessa triste vida. – Afirmou e chorando saiu da casa...

Spoiler —

Lembrou-se do resgate de sua filha das mãos do bastardo delinquente e de suas atitudes no momento... Puro desequilíbrio, lembrava...

Sabe Samuel... Você acaba de me dar uma ideia interessante.Jogou pensativo e o advogado mantendo o silencio esperou pela continuação, viu o sorriso atingir os lábios de Charlie e em seguida desaparecer dando lugar a uma seriedade diabólica, estranha... – Minha pobre menina vai precisar de ajuda...Soltou pensativo, o deboche e a ironia transbordavam em cada palavra sem contar com a toada maquiavélica que vinha ao fundo. — Digo uma ajuda psicológica porque é obvio que ela está abalada...

Notas finais
"Um homem pode ser destruído, mas não derrotado" Ernest Hemingway. Essa citação mais do que se encaixa na vida de Edward e Isabella e é a partir de agora que vamos presenciar isso... Os próximos capítulos nos levarão a uma gangorra, sim gangorra e logo você vai entender, logo, logo ;) -;- Novidades chegam antes no facebook, não se esqueça, Lu Nandes Fanfic's. -;- Bjos e obrigada, até mais com Tempestade!