Tempestade

13 À mercê


Notas iniciais
Obrigada pelos reviews Víh Corrêa, Clara Farias, Marcia, Heloiseh, Jussara Rogers, Marcela Machado, Evelyn Cullen, DaniDávi, Raskia, LittleDoll, SHIRLEY, DEA, Marcela, Anny e novacullen, Bjos. -;- Capítulo betado pela lindona Eclipse She. Bjão amigaaaaa -;- Depois da tempestade fica a bagunça...

“Isto não é o fim. Não é sequer o princípio do fim. Mas é, talvez, o fim do princípio.” Winston Churchill

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– Música sugerida (Waiting For The End — Linkin Park) -

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A água gélida misturada a forte correnteza arrastaram o jovem Masen... A dor lhe dava a sensação de queimar até a alma... Ele conseguiu, com muita dificuldade, segurar-se em um galho pendendo na margem do rio quase tocando as águas... Força, você não pode se deixar vencer, não agora, sua mente um tanto perturbada e perdida berrava e a duras penas ele conseguiu se esquivar da forte correnteza, as pernas trôpegas, o braço já anestesiado, o frio... Frio, muito frio... Edward chegava a conclusão de que nunca sentira tanto frio como agora... Sua mochila, presa em suas costas pesava mais do que seu peso real e isso se dava ao fato de estar encharcada bem como todos os itens ali contidos... Ele arrastou-se por entre a vegetação virgem, selvagem... A chuva agora uma insistente garoa parecia aumentar o frio... Sem forças ele deixou-se cair, agora em terra firme, escondido dos olhos de qualquer um, nem mesmo um helicóptero conseguiria vê-lo...

– Bella... – Pronunciou baixinho... O ferimento a bala transpassara seu ombro e por sorte não lhe atingira nenhuma zona vital, a perda de sangue era significativa, mas a água gélida fizera a hemorragia ceder pelo tempo em que ele ficara submerso, porém agora voltava a atingi-lo e em instantes ele desmaiaria não fosse sua força de vontade em viver... Piscando com força, concentrou-se e abriu o zíper da mochila, puxou o primeiro pano que lhe veio a mão... Uma de suas velhas camisetas... Fez do pano uma faixa e prendeu-a como pôde em seu ombro, um arranjo provisório... E mesmo tonto, pensou em seu próximo passo...

**

O xerife Lenox desembarcou da aeronave sendo recepcionado por um ansioso grupo... A suplica vinda dos lábios de Elisabeth Masen e o estado alterado de Isabella Swan deixaram o homem sem ação por instantes...

Então senhor... – Levantou Hunter tão ansioso quanto os outros... Lenox olhou para Elisabeth e em seguida para Isabella e soltando o ar com força...

Vamos manter a calma, ok? A forte correnteza do rio... Não nos deixa ter grandes expectativas, mas o rapaz é muito novo e nós vamos agir... – Soltou. — Scott entre e solicite a presença imediata de uma equipe de mergulhadores, vamos concentrar as buscas no rio. – Ordenou.

Meu Edward... Edward... – Dizia Isabella baixinho.

Eu acho que diante da situação senhor... Talvez seja tarde demais pedir uma busca... Aquele rio é traiçoeiro e... – Começou Hunter e todos se voltaram para ele, o xerife estreitando os olhos na direção de seu policial o fitou com intensidade e ele dando de ombros. – Bem... Senhor, sejamos sinceros é muito provável que a essa hora o corpo do garoto esteja bem longe e... Teve o tiro...

– MALDITO! – Soltou Isabella mais uma vez surpreendendo a todos e em uma atitude desesperada partiu para cima de Hunter, Elisabeth com a mão nos lábios deixava as lagrimas descerem...

Isabella... Que loucura é essa minha filha? – Soltou Charlie voltando a segura-la enquanto ouvia os rosnados saindo de seus lábios...

Sua filha não está bem senhor Swan. – Destacou Hunter tentando conter o sorriso que diabolicamente queria ganhar seus lábios, a maldade em seu coração parecia transbordar de alegria diante da possibilidade de Edward estar de fato morto.

Feche a matraca Hunter e vá fazer algo útil ajudando Scott, por exemplo. – Jogou o xerife e Hunter se afastou. – Senhor Swan eu sugiro que leve sua filha ao hospital de Forks para que ela possa ser avaliada... Uma viatura os levará. – Declarou e Isabella...

– Não... Eu... Edward... – Dizia com lagrimas também escorrendo de sua face... O clima ia da consternação ao choque, da esperança a quase certeza... Sim, os sentimentos ali contidos eram contraditórios, muito contraditórios em se tratando de cada um dos presentes...

– Calma querida, calma. – Disse Charlie interrompendo a filha que mais uma vez se mostrava transtornada. – Irei fazer isso xerife... Sam me ajude aqui. – Pediu.

**

Para onde ir... Isabella... O que fazer... Bella... A mente de Edward era um emaranhado de pensamentos e em todos eles a imagem de sua amada namorada se sobressaia... Ele precisava reencontra-la, precisava saber como ela estava... Ele precisava fugir, precisava de ajuda... Uma confusão de ideias e a necessidade de agir lhe atingiam e mesmo tonto e desnorteado, com dores, sangrando e com frio ele andava... Estava perdido... Sem saber ao certo que caminho tomar... O canivete preso a calça foi lembrado... Edward respirando com dificuldade puxou a pequena e avermelhada peça e tentou visualizar a minúscula bussola... Os olhos um tanto turvos pelo sofrimento exigia um esforço a mais e é claro ele não decepcionaria... Buscando toda a atenção possível observou a bussola e pensou sobre a direção que deveria tomar... Voltou a caminhar depois de retirar o blusão, que pesado, por estar molhado lhe incomodava ainda mais, o frio ainda continuava a lhe atingir, mas ele não se importou e permaneceu apenas com a camiseta...

Estou indo amor. – Declarou com determinação, em alto e bom som... Sua mente apontava Forks, era para lá que deveria ir... A polícia de Forks o estava caçando era verdade, mas era também o lugar para onde haviam levado sua namorada e era para lá que ele iria...

**

– Ela está dormindo? – Perguntou Sam sentando no sofá da pequena saleta no quarto do hospital... Isabella fora examinada e se constatou que estava com os nervos abalados, um choque emocional diante de tudo que passara nas últimas horas.

Teve que ser sedada, mas finalmente me deu um pouco de paz... Não aguentava mais ouvir aquele choro constante. – Resmungou o Swan.

É, caro amigo... O desequilíbrio dela assustou a todos, de fato ela tem sentimento por esse tal Edward. – Esboçou Uley fazendo Charlie se enfezar um pouco mais.

– Não vejo a hora de sair daqui, e vou agir como já tinha comentado, manda-la para o exterior o quanto antes. – Afirmou tentando conter a irritação.

**

Edward chegou até as proximidades de Forks... O dia declinava, esgueirar-se pelas esquinas e becos da pequena cidade era sua única alternativa, ele esperou que a noite chegasse em definitivo... Procurar a mãe não era uma opção... Uma única pessoa veio a sua mente, sua desnorteada mente, apenas ele poderia ajuda-lo, ao menos assim pensava e antes que a polícia o capturasse tentar um contato seria sua última chance... Edward se encaminhou para o único lugar onde achava ser possível conseguir ajuda... Deu a volta no terreno, encaminhando-se para o fundo da velha casa, Lince Tracker estava assistindo ao jogo dos Mariners televisionado, a cerveja ao seu lado e um imenso pacote de salgadinhos em seu colo... Ao inferno com o colesterol, pensava o homem torcendo por seu time... O velho cão ao seu lado rosnou uma, duas, três vezes...

Qual o problema Bud? Deixe-me assistir ao jogo em paz rapaz. – Resmungou. – Rebata direito inferno, assim vamos perder. – Dizia alto como se os jogadores pudessem ouvi-lo, Bud rosnou mais uma vez e caminhou até a porta dos fundos... – Bud? Venha aqui pulguento... Bud? – Chamou mais uma vez e percebendo que o cachorro não arredava pé da porta se interessou... Levantou da poltrona e foi ver o que tanto incomodava seu amigo peludo... – Qual o problema? – Questionou e Bud latiu. – Ok, ok... Vamos ver do que se trata. – Disse convencido, pegando uma velha lanterna abriu a porta dos fundos e com Bud ao seu lado ganhou o quintal que tinha em seus limites uma vasta vegetação... Com a lanterna em mãos apontou para a vegetação, vasculhando de longe o local e Bud continuava a rosnar... – Tem alguém aí? – Gritou questionador... Respirando fundo percebeu o Masen que aquele era o seu momento.

Sou eu Lince. – Disse um tanto envergonhado, rosto machucado, camisa ensanguentada.

Edward... – Disse surpreso. – O que no inferno você está fazendo aqui? Pensei que já estivesse longe... – Disse aproximando-se do garoto cabisbaixo. – Estão em uma verdadeira caçada atrás de você... Na verdade, alguns acham que você está morto, eu estava custando a acreditar... Na verdade achava que você estivesse bem longe daqui... Mas não, você pelo visto é maluco...

– Desculpe vir... Aqui... Eu não tenho... Para onde ir. – Disse Edward ainda envergonhado... Lince olhou para todos os lados daquela imensidão escura que era seu quintal naquele momento...

Maldição, venha vamos entrar... Sua aparência não é nada boa... – Lançou virando-se em direção a casa. – O que aconteceu com seu ombro? – Perguntou e Edward o seguindo direcionava-se para a casa.

Levei um tiro de raspão. – Confessou... Lince o acomodou na cadeira da modesta cozinha.

Deixe-me ver isso. – Pediu e sem cerimônia rasgou o que restava da velha camiseta que o garoto usava... Os suspiros de dor eram audíveis, mas o velho amigo não se deixou levar... – Ao menos a bala saiu, se estivesse alojada seria um problema... – Afirmou. – Venha... Você precisa de um banho, um curativo, roupas secas...

– Eu... Obri... Obrigado, Lince. – Declarou baixinho.

Cale a boca e levante, vamos cuidar logo disso... Vamos logo antes que você tinja toda a minha cozinha de vermelho... – Jogou com certo tom ranzinza e Edward teria sorrido se não estivesse com tanta dor... Dor no corpo e na alma... Sua Bella, como estava, onde estaria... Lince jogou o Masen no chuveiro... – Que confusão foi essa que você se meteu, garoto? – Questionou... O garoto respirou fundo, lutando com a dor...

Eu não podia continuar lá... Nem mais um segundo... Não dava Lince, simplesmente não dava e...

– E para piorar você ainda arrasta uma menina com você... – Disse cortando o garoto...

Bella...

– Me diz que você não a sequestrou, você não fez isso, certo? – Perguntou cauteloso... Edward em choque, olhos arregalados elevou o semblante...

É o que estão dizendo? Estão... Estão achando que eu... Eu a sequestrei? – Perguntou desnorteado e antes que Lince se pronunciasse. – Eu... Eu não fiz isso, jamais faria isso, Lince... Bella... Ela... Ela é minha namorada e...

– Como assim namorada, garoto? – Perguntou confuso. – Vocês estavam em lados opostos... Você confinado e ela no internato... Como, por todos os santos vocês... Vocês... Como? – Inqueria sem acreditar e Edward respirando fundo contou. – Vocês então... Se encontravam na maldita floresta. – Definiu ainda em choque.

Eu diria bendita floresta. – Esboçou Edward baixinho e elevando o semblante mais uma vez. – Lince... Eu... Eu preciso saber como ela está... Preciso saber dela... Preciso ir atrás dela e...

Opa, opa, opa, garoto... Nem pense em uma loucura dessas... A polícia lhe pegaria no mesmo instante. – Declarou fechando o registro e ajudando Edward a sair do banheiro...

Mas... Eu... Eu preciso...

– Edward... Entenda uma coisa... – Falou ajudando-o a se sentar. — Você está sendo caçado... CAÇADO, garoto... Não é só a pena que você cumpria lá que lhe pesa nos ombros agora... O fato de ter fugido, causado todo esse alvoroço e ainda por cima levado a tiracolo uma menina rica... Céus... Sua pele virou alvo, um completo alvo e... – Dizia e a preocupação atingiu-lhe em cheio. – Menino, você precisa sair daqui, precisa de ajuda... E essa ajuda eu... Eu não posso lhe dar... Não tenho meios para fazê-lo... Essa briga vai ser grande Edward e... – Dizia e antes que revelasse o que prometera nunca contar e calou-se.

Lince, você... Você não está entendendo... Eu preciso...

– Quem não está entendendo é você, garoto, e agora chega... Você vai fazer o que estou dizendo e amanhã, com calma vamos ver um modo de tirar você daqui. – Declarou duro e Edward debilitado como estava calou-se... O homem observou o ferimento de Edward e percebeu de fato se tratar de algo superficial para alivio deles, na situação que se encontrava, Edward, precisar de um médico ou um atendimento hospitalar seria uma grande complicação...

Sei que estou complicando... Sua... Vida, Lince. – Disse baixinho.

Cale a boca, garoto. – Ordenou ao passar uma toalha no ombro ferido de Edward que gemeu de dor, a ferida aberta minava água misturada a sangue... – Aguente firme, mantenha o pano pressionando o ferimento, ok? – Lançou calçando suas velhas botas. – Fique quieto aqui, se alguém bater à porta faça ouvidos de surdo... Vou até a farmácia e volto logo. – Explicou saindo rapidamente... Edward lutava para ficar acordado, mas seu estado lhe exigia algumas horas de sono e foi o que aconteceu instantes depois.

**

O xerife Lenox designara Hunter para colher informações do estado em que se encontrava Isabella Swan, a contragosto o policial foi e a encontrou adormecida com um pai mal-humorado ao lado...

Sua filha teve sorte... Aquele garoto é um delinquente, um quase assassino. – Soltou Hunter, seu ódio de Edward pelo visto nunca esfriaria, mesmo com a hipótese de que o garoto estivesse morto ainda assim o policial permanecia nutrindo a raiva... E esse sentimento não se devia apenas a ligação dele com o padrasto do Masen, não, nem de longe... Na verdade essa ligação fora apenas o início de tudo... O que na verdade fazia Hunter ter mais e mais raiva de Edward era o fato do garoto não se dobrar a ele... Sua postura inabalável mesmo diante dos castigos, que não foram poucos... Até mesmo as surras com a desculpa de disciplina-lo... Até nesses momentos, Edward, se mantinha firme, diferente dos demais que sempre se rendiam, até mesmo choravam... Edward não, ele se mantinha inabalável, alimentando a revolta e isso feria os brios do corrupto policial.

...

Phil interceptando o amigo no caminho de volta a chefatura...

– Acha mesmo que ele está morto? – Perguntou e Hunter quase rosnando pelo incomodo de ter o amigo de infância lhe importunando...

Inferno... Sim Phil... Eu já disse que sim... Ou você não conhece a violência daquele rio nessa época do ano...

– Aquele garoto é valente Hunt... Um touro endiabrado... Eu não sei, não sei mesmo...

– Pare de resmungar... Ao menos com isso você ganhou a casa... Não é grande coisa, um casebre se levar em conta o estado de má conservação... Mas ao menos pode dar algum dinheiro se você precisar. – Colocava com desdém... A casa a que se referia era a única herança deixada por Emmett Masen a filha e o neto... Sem Edward para reivindicar o imóvel e sendo Elisabeth fraca como era, o imóvel tornar-se-ia um presente para Phil.

**

As compras necessárias foram rápidas e sem levantar suspeitas Lince saiu da farmácia fazendo um trajeto diferente e propositalmente passando em frente à casa dos Masen... A picape de Phil não estava na garagem o que lhe deu mais força para agir... Bateu na porta e a demora em ser atendido não lhe venceu... A porta se abriu e uma desconfiada Elisabeth apareceu olhando para todos os lados...

Lince... – Disse baixinho, demonstrando o medo habitual. – Você não deveria estar aqui, sabe disso... Phil pode chegar a qualquer momento e...

– Um dia eu fui muito bem recebido nessa casa... – Colocou com certo amargor. – Mas tudo bem...

– Lince, por favor...

– Só estou aqui por ele... – Disse fazendo-a se calar. – Edward não merece nada disso e você sabe...

– Por todos os santos... Você sabe dele? – Questionou desesperada abrindo ainda mais a porta e se colocando do lado de fora.

Não que você mereça saber, mas sim... Sei dele e espero que ao lhe informar isso eu não esteja prejudicando ainda mais o pobre garoto...

– Por favor, Lince... Me diga... Onde está meu filho... Ele está bem? – Perguntava aos tropeços. – Phil disse que estão cogitando a... A possibilidade dele... Dele...

– Não, ele não está morto... – Antecipou-se cortando-a. — Está bem vivo e precisando de ajuda. – Afirmou endurecido. – Se ainda lhe restar dignidade Liz... Apareça em minha casa, antes... Antes que ele vá embora... Porque é o que vai acontecer... Vou fazer o que você como mãe não fez... Vou ajudar Edward a sair daqui e ter a possibilidade de um futuro e isso eu não vou fazer por você... Vou fazer por ele e pela memória do Sargento Masen... O velho Emmett, tenho a certeza teria ajudado o neto. – Concluiu deixando Elisabeth sem palavras e virando as costas foi embora.

Spoiler —

Edward olhou fundo nos seus olhos e ali ela viu, lembrou-se, de quem a anos não via... A certeza mais uma vez lhe invadiu e decidiu contar tudo.

Seus olhos... Eles são iguais aos dele, é como se olhasse para Carlisle agora.

Como? – Perguntou Edward confuso.

Notas finais
É como falei nas notas iniciais... Depois da tempestade fica a bagunça, e é bem isso mesmo... As vezes precisamos chegar no caos total, no fundo do poço para que as coisas mudem... Dói, machuca, deixa marcas profundas e permanentes, mas também pode nos levar onde jamais iriamos se continuássemos no antes. Mas vou parar por aqui e esperar pela sua opinião, vamos deixe-se seduzir pela caixinha abaixo e escreva o que achou de tudo até aqui. ;) -;- Facebook está bombando com spoiler's sobre a Fic, apareça por lá - Lu Nandes Fanfic's. -;- Bjos e obrigada, até mais com Tempestade!