Tem algo errado nessa história!
6 Sua mãe nunca te ensinou a não confiar nos lobos da floresta?
Notas iniciais
Escondo-me na penumbra entre as arvores, esperando que minha preza se revele, oque não demora a acontecer e logo a garota do 7 está a vista.
Cara com uma criatura tão descuidada pode durar tanto tempo nos jogos? Apenas idiotas saem de seus esconderijos sem conferir se o terreno está limpo! Como eu sei isso? Olha essa é uma ótima pergunta! Nem eu sei!
Ela começa a caminhar em minha direção, olhando para trás e para os lados atentamente.
– Não adianta olhar para trás se seu erro está bem à frente- comento, saindo da escuridão e me fazendo visível. Ela arregala os olhos e da um paço para trás- Eu realmente estou surpreso que tenha durado tanto tempo, você é muito desleixada.
– Eu... você... você não vai me matar!- fala ela, pegando o machado que estava preso a sua cintura.
– Olha! Você sabe manejar um machado! Que interessante... – falo, a olhando predatoriamente- E onde está seu amiguinho de distrito heim?
– Espero que morrendo!- grita ela irada.
– Estou vendo que não gosta muito dele não?- questiono, interessado no que toda essa raiva pode me proporcionar.
– Não gostar!? EU O ODEIO! AQUELE BABACA! TAO BABACA QUANTO VOCÊ GAROTO DO 1- responde ela, levantando o machado sobre a cabeça e dando um paço em minha direção.
– Calma garota!- falo, embainhando a espada e levantando as mãos- Tenho uma proposta lhe fazer- ela para de avançar e me olha seria, ficando em silencio e eu levo isso como um sinal para prosseguir- Proponho uma aliança, oque acha? Eu lhe ajudo a matar o garoto do 7 e você me ajuda a rastrear o resto dos tributos. Depois que esse seu companheiro morrer, a aliança acaba e é cada um por si. Oque me diz?
– Eu mato o Caio, certo?
– Como quiser queridinha- falo charmosamente. Caio. Esse é o nome de seu parceiro de distrito.
– Fechado- ela me estende a mão e trocamos um aperto de mão.
– Então... sabe manejar bem esse machado?- questiono e ela abre um sorriso sacana. Em um movimento rápido ela levanta o machado e o lança, acertando um lobo branco que passeava por lá bem entre os olhos.
– Isso responde sua pergunta?- questiona debochada.
– Sim responde. Mas agora me diga garota, consegue voltar para o topo da arvore que estava antes- questiono alarmado.
– Sim, por que?- devolve ela, confusa.
– Por que lobos sempre andam normalmente em bando e aposto que eles não vão gostar de ver seu amiguinho ali morto- respondo, arrumando bem a mochila nas costas e começando a escalar um arvore.
A garota corre até o lobo e recupera seu machado, o utilizando para escalar a arvore em que me encontro. Conseguimos achar uma forquilha entre os galhos grande e forte o suficiente para podermos sentar e penduramos nossas mochilas nos galhos próximos. Não tardamos a ouvir os uivos e logo um bando de lobos brancos gigantescos estão atacando a arvore, que se mantêm firmemente presa ao chão. Então eram esses lobos os responsáveis pelos uivos que ouvi ontem.
– Então... oque leva um orgulhoso e habilidoso 1 procurar uma aliança tão desesperadamente?- questiona ela debochadamente e eu a encaro serio.
– Não brinque comigo garota, não estou desesperado, mas não sou bom rastreador, coisa que vocês do 7 normalmente são.
– Primeiramente a garota aqui tem nome! Me chamo Carla- fala ela indignada e eu reviro os olhos- E sim, somos ótimos rastreadores, afinal temos que tomar cuidado ao entrarmos na floresta do distrito, animais selvagens vivem por lá e se você não souber identificar rastros pode acabar na toca de um deles e, consequentemente, morto.
– Exato. E é por isso que no momento você me é conveniente, tirando, é claro, o fato de você querer matar seu próprio colega de distrito, oque me livra de ter que caçá-lo.
–Huum. Inteligente de sua parte- murmura ela seria.
– Sim- devolvo- Se me permite, por que você odeia tanto seu colega de distrito?
– Não te interessa. Tudo que lhe interessa é que eu vou matá-lo e depois ganhar essa merda.- responde friamente.
– Calma garota!- levanto as mãos em rendição e me aproximo de seu ouvido- Não se esqueça que apenas não te mato por que me é útil tê-la por perto, estão é melhor me tratar com respeito- sussurro em seu ouvido e ela se arrepia, rio baixo e me afasto como se nada tivesse acontecido- Agora, oque você tem em sua mochila? Eu tenho comida para uns dois dias, quatro garrafas de água, um casaco e um par de meias sobressalentes, uma corda, um saco de dormir e algumas pílulas de iodo.
– Caramba! Andou assaltando os outros tributos?- questiona ela surpresa
– Não, apenas peguei oque me era útil com meus aliados traidores.
– Estão foi você que matou a brutamontes do 2 e o idiota do 4?
– Uhum. Agora responda logo, oque você tem na mochila?- questiono/ordeno impaciente.
– Tenho algumas frutas que encontrei por ai, uma manta térmica, uma garrafa de água, alguns fósforos e pílulas de iodo.
– Frutas? Deixe-me velas. Nada natural cresce nesse frio desgraçado- Ela retira um saquinho plástico de dentro da mochila, oque me leva a questionar : de onde ele surgiu? Parece que ela não me contou tudo que tem na mochila. Huum garota esperta. Hahaha como se eu também fosse contar tudo oque tenho! — São venenosas, morreria em algumas horas se chegasse a ingeri-las. Jogue-as fora.- falo, após analisar as frutas- Eu divido minha comida com você hoje e amanha caçamos alguma coisa.
– Okay.
– Vamos, os lobos já foram, mas fique atenta, podem estar nas proximidades- falo e descemos da arvore com as armas em punhos, preparados para matar.
Parece que consegui um fantoche! Foi tão fácil convence-lá a se unir a mim que tenho vontade de encará-la e pergunta “ Sua mãe nunca te ensinou a não confiar nos lobos da floresta? ”. {[( N.A.: Hehehe chapeuzinho vermelho na área! )]}
Mas lá vamos nós! Agora, pelo menos, se tornará mais fácil achar os demais tributos, e assim que ela matar o tal do Caio, eu a mato e acabo com os manes que sobrarem.
P.O.V. Lena.
–Caramba! To assustada com o Will! Desde quando ele é assim?- comento com Érika, ao vê-lo sair da caverna em que se encontrava com um sorriso perverso no rosto logo após matar seus aliados.
– Os jogos fazem isso com as pessoas, Lena. Só espero que quando ele sair de lá volte a ser o cara de antes- fala ela preocupada.
– Se ele sair- devolvo e ela me olha feio.
– Essa hipótese não existe! Ele é o ultimo verdadeiro guerreiro e não existe ninguém na arena que seja melhor que ele! Ou seja, a coroa já é do distrito 1- fala ela irada, e se levanta do sofá em que nos encontrávamos- Vou até a sala de controle, está na hora da troca de turno.
E ela se afasta, pisando duro e com a postura tensa. Acho que falei oque não devia. PARABÉNS LENA!
P.O.V. Gloss.
Érika entra na sala de controle com uma cara nada boa e eu a encaro, mascarando a curiosidade.
– Ei pequena, oque ouve?- questiono, a puxando para meu colo.
– É o Will- esclarece ela- E se ele não voltar Gloss? Oque eu faço?- questiona ela tristonha e eu sinto uma pontada de ciúmes- Não posso perde-lo! Ele é meu melhor amigo!
– Você não vai, te prometo. Vamos fazer de tudo para trazê-lo de volta! Enobaria e Brutus já transferiram todos os patrocínios para o garoto. Ele vai voltar- falo calmamente, passando a mão em seus cabelos.
Ela se encosta-se em meu peito e eu a abraço forte. Depois de um tempo em silencio tomo coragem para fazer algo que já devia ter feito há muito tempo.
– Érika...
– Sim?
– Tem algo que eu preciso te dizer- começo inserto e desfaço o abraço, segurando seu queixo e levantando seu rosto para que me olhe nos olhos- Eu já devia ter dito antes, mas sou um completo covarde quando se trata de romance...
– Aonde quer chegar?- questiona ela, alarmada e triste. Eita garota que tem mania de deduzir as coisas sempre pra algo pessimista!
– Quero chagar no ponto em que eu digo que te amo- respondo divertido e ela arregala os olhos azuis- Ao ponto em que eu lhe digo que não consigo mais viver sem você- continuo- Ao ponto em que eu admito que me tornei um boneco em suas mãos. Ao ponto que...- ela não me deixa terminar, me interrompendo com um beijo forte e apaixonado e que eu não tardo a aprofundar.
– Eu também te amo- sussurra ela contra meus lábios e eu sorrio, voltando a beijá-la com força e selvageria.
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