Notas iniciais
OI GENTE! To muito brava com esses leitores fantasmas! Comentem poxa! Oque q custa? A Fanfic é tao ruim assim? To desanimando! Mas esta ai mais um, e eu sinto muito por ter demorado tanto para postar, mas eu to estudando muito por causa das provas e simulados, então a partir de agora não irei postar com tanta frequência. Portanto: paciência e, por favor, não parem de acompanhar! Aviso: fui viajar e perdi meu caderno em que eu tinha a fanfic praticamente terminada, ou seja, simplesmente estou tendo que reescrever tudo! Estão se os caps estiverem ruins, desculpa msm! TENHO OUTRO AVISO IMPORTANTE: está parte da fanfic se passa no período em que eles viveram em Nárnia, excluindo o livro "O cavalo e seu menino", ou seja, os Pevensie governam Cair Paravel e tals Enfim... Boa leitura e divirtam-se. Bjokas de uma filha de Ares com sérios problemas psicológicos

P.O.V. Lena

Nunca vi ninguém ser tão cabeça dura como o Gloss, esta tudo na cara dele e ele não acredita no que falamos! Érika poderia ter se apaixonado por alguém melhor! Loiro sarna!

Falando em loiro, aquele rei loirinho, o tal de Pedro, não para de me encarar. Seus olhos transmitem um tipo de fascínio e isso esta me deixando desconfortável. Mas... reparando bem, até que ele é gatinho... bem gatinho!

– Lena! Venha aqui- chama-me Érika, com um sorriso malicioso. Olho para o loirinho e ele esta novamente me olhando com um sorriso bobo no rosto, o vento bate em seu cabelo, bagunçando-o. Caralho ele consegue ficar mais gato?

– Oque foi?- pergunto assim que chego até eles.

– Olhe aquilo- pede ela, apontando para um castelo.- Ali é Cair Paravel.

– Huum, então é ali que o grande rei Pedro mora heim?- pergunto em ar de deboche, recebendo uma cotovelada de Érika.

– Sim, senhorita Lena, aquele é meu lar- responde Pedro, sem notar o deboche. Reviro os olhos.

Érika me da mais uma cotovelada, olho para ela e ela sorri de modo diabólico, pedindo licença e se afastando em direção a Gloss, que a olha emburrado. FDP! Ela me deixou sozinha com o loiro gato!

– Então senhorita Lena... – o interrompo.

– Só Lena, beleza?

– Claro... Então Lena, se me permite, como virou a lenda que é hoje?

– Lenda?- rio, mas antes que eu possa responder, uma onde de imagens duras e sanguinárias me passa pela cabeça.

Uma órfã. Um assassino. Fui treinada por um assassino. Fugi. Corri. Quase morri. Fui acolhida por um guarda real. Fui treinada pelos guardas. Me apaixonei. Ele morreu. Eu sofri. Parti em um novo caminho. Virei a melhor das melhores. Trabalho para quem paga mais. Prometi proteger Érika. Protegerei-a.

– É, realmente não foi fácil- respondo baixinho- Quem sabe um dia não te conto minha historia.

– Sem duvida seria fascinante. Se permitir também, posso pedir ao escrivão que transcreva sua historia para gerações futuras.- sugere ele com os lindos olhos azuis brilhando.

– Não acho que sou um exemplo a ser repassado e seguido por futuras gerações. — devolvo amarga.

– Mas...- lhe lanço um olhar frio e ele se cala. Uma peninha, sua voz é linda.

Chegamos aos portões do castelo e, caralho, aquele lugar é enorme!

Os muros brancos e altos se prolongam até fora do meu campo de visão, os campos verdes estão floridos e as pessoas caminham por lá com tranquilidade. Além de gigantesco, sem duvida é lindo.

– Bem vindos a Cair Paravel!- branda Pedro para nós, abrindo os braços orgulhoso.

Murmuro um obrigada e a cambada atrás de mim agradece mais formalmente. Tsck, ta todo mundo educado agora! Estamos virando nobreza, é isso?

Assim que adentramos o castelo, uma garotinha corre em nossa direção. Dou um paço para trás assim que ela pula no pescoço de Pedro, que a gira no ar com uma alegria infantil.

– Boa dia Lucy, pode chamar Susana para mim por favor?- pede ele sorrindo, depositando um beijinho na testa da menina e a colocando no chão.

– Estou aqui Pedro- fala uma menina de cabelos escuros mais ou menos da nossa idade.

O rei a abraça de lado, sorri e sussurra algo em seu ouvido, oque a faz olhar para mim e depois rir. E eu fiquei com uma cara de WTF ? Ele beija sua testa também e depois se dirige a nós.

– Essa são minha irmãs, Rainha Lucia, a Destemida, e Rainha Susana, a Gentil.- elas sorriem e nós nos apresentamos, mas assim que eu menciono meu nome elas arregalam os olhos, que de alguma forma escrota ficam ainda mais arregalados quando Érika se apresenta.- Muito bem, já feitas as devidas apresentações, Susana e Lucia levaram vocês até suas acomodações e providenciaram tudo que precisarem.

Ele continua tagarelando e eu aproveito que todas as atenções estão nele e em suas cortesias e puxo Érika para um canto.

– Érika, estou confusa. Estamos no livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, afinal Cair Paravel ainda está de pé, mas as idades de Pedro, Lucia e Susana estão erradas. Pedro deveria ter mais ou menos 14 anos!- comento e ela me olha pensativa.

– Eles viverem até a fase adulta em Nárnia antes de voltarem, talvez este seja o período em que eles vivem aqui, não sei.- responde Érika, dando de ombros.

– Senhorita Lena, poderia me acompanhar? Depois a levarei para seus aposentos- pede Pedro, e eu o olho como alguém que foi pega no flagra fazendo algo que não deve.

– Claro- respondo cautelosa. Olho para Érika e ela pisca para mim maliciosa.- Me empresta isso aqui?- peço, já puxando a espada de sua cintura e prendendo na minha.

– Não acho que vai precisar disso, mas pode ficar.

Sorrio diabólica para ela e sigo Pedro, enquanto os outros são guiados por Susana e Lucia.

– Então Rei Pedro, oque o senhor deseja da minha pessoa?- o escuto sussurrar um “muita coisa” em resposta, mas como provavelmente não era para eu ter ouvido, simplesmente ignoro.

– Quero lhe mostrar um lugar que será de seu usufruto. — responde ele, abrindo um conjunto de portas altas e tornando visível uma sala ampla, bem iluminada e recheada de armas e bonecos- Essa é a sala em que os guardas reais, eu e meu irmão treinamos combate. Sinta-se bem vinda e livre para usufruir de tudo aqui.

– Uhau!- exclamo feliz, adentrando a sala e a analisando cautelosamente.

– Imaginei que iria gostar, levando em conta sua vida de guerreira.

Aproximo-me das espadas, e empunho uma espada com uma cobra dourada esculpida do chappe ao pumo. Analiso-a com cuidado e a giro nas mãos, testando o peso e a estabilidade.

Pela minha visão periférica noto Pedro desembainhando sua espada, e rio baixo com isso. Como se eu fosse ficar desprevenida.

Assim que ele ergue a lamina para atacar-me, eu giro nos calcanhares e acerto minha lamina em sua mão, fazendo-o largar a espada.

– Nem pense nisso- rosno e ele sorri impressionado, segurando a mão ensanguentada por um corte superficial.

– Impressionante! Mas como percebeu? Fiz absolutamente tudo em silencio e corretamente!

– Seu primeiro erro foi entrar nesta sala já com a mão apoiada ao punho da espada e seu segundo erro foi achar que eu baixaria a guarda em uma sala cheia de brinquedinhos estando acompanhada de um homem que sabe como usa-los.

– Então eu nunca teria acertando-a, não é?

– Provavelmente não.- devolvo, dando de ombros.- Agora, me diga, aonde guardam as ataduras?

– Temos uma caixa com remédios e ataduras na primeira gaveta daquele armário- responde ele, apontando para um pequeno armário no canto da sala.

Busco a caixa e me concentro em limpar bem o corte antes de enfaixa-lo. Fiz Pedro sentar-se em uma cadeira e me sentei no chão, usando seu joelho de apoio.

– Sabe, temos cadeiras aqui, como pode ver- brinca ele, batendo com a outra mão na lateral da cadeira, porem fazendo uma pequena careta assim que derramo álcool sob o corte.

– Eu sei, agora fique quieto.

Acho um tipo de pomada dentro da caixa, pelo cheiro parece ser oque preciso. Aplico-a no corte e envolvo mão com uma atadura branca levemente humedecida com álcool, prendendo bem a ponta afim de faze-la ficar firme.

– Feito- resmungo, guardando tudo que usei de volta na caixa. Pedro estende a mão que não esta machucada, ajudando-me a levantar. Guardo a caixa enquanto o loiro guarda as armas.

– Obrigado.

– De nada, mas não me ataque mais dessa maneira, da próxima corto-lhe a mão- devolvo diabólica e seu sorriso diminui um pouco.

– Vamos, levarei a senhorita ao seus aposentos- fala ele, encaminhando-se para fora da sala e guiando-me até meu quarto.- Há algo mais que eu possa fazer pela senhorita?- questiona, assim que chegamos ao quarto, e caralho! Que quarto!

– Sim. Tem sim. Poderia me arrumar umas calças e um par de botas?- questiono sorrindo.

– Calças? Mas... perdoe minha indelicadeza, mas damas não deveriam usar calças, afinal são peças masculinas.

– Não me importo, por favor arranje calças para mim, não me importo de serem masculinas.- devolvo impaciente.- Se te faz ficar mais tranquilo, usarei-las apenas nos momentos em que irei treinar.

– Claro- responde incerto- Com licença.

Fecho a porta assim que ele vira o corredor e me jogo na cama, me perdendo no meio de tantas almofadas.

***

P.O.V. Érika

Depois de muito explicar as coisas para Gloss, de ouvi-lo reclamar e de enxota-lo do meu quarto já sem paciência, sou chamada para o jantar.

Uma senhora de idade preparou meu banho e me ajudou a arrumar meu cabelo. Era simpática, sempre com um sorrio bondoso no rosto.

– Esta linda, querida.- falou ela, apertando meu ombro- Sabe, você me lembra minha filha, ela é uma moça linda e gentil como você. – comenta ela e eu sorrio

– Muito obrigada Nansi, e eu adoraria conhece-la.

– Com toda certeza se conhecerão no momento oportuno.- ela estende-me a mão e me faz ficar de pé- Agora vamos que está na hora do jantar.

De braços dados com Nansi, ela me guia até a sala de jantar. Assim que chegamos me deparo com os irmãos Pevensie e com Willian.

– Boa noite, senhorita Érika- cumprimenta Susana com um sorriso.

Noto que um garoto moreno me encara fixamente, devolvo o olhar e Pedro parece perceber.

– Esse é meu irmão Edmundo, ele estava nos estábulos quando chegaram, por isso não foram devidamente apresentados- fala Pedro- Edmundo, essa é Érika, feiticeira...

– Érika, feiticeira de Great Waterfall- corta o menino. Garotinho mal-educado!– Sei quem ela é Pedro.

– Muito Prazer- falo, educadamente.

– Igualmente- resmunga ele.

– Ele tem problema com feiticeiras- sussurra Lucia para mim- Não leve para o lado pessoal.

Susana concorda com um aceno de cabeça e me guia até um acento ao seu lado. Lucia, sentada a minha frente, me olhava na expectativa.

– Então, como se tornou feiticeira?- questiona ela, e Susana a repreende pela curiosidade, mas antes que eu poça responder qualquer coisa, um novo turbilhão de imagens e memorias, diferentes das que tive quando chegamos aos jogos vorazes, passa por minha mente.

Um pai e sua filha. O pai estava doente e a filha nada podia fazer. Sozinha. O pai morreu. A escuridão tomou-a. A magia a gerações adormecida desperta em seu coração. Como uma nuvem de chuva em um dia claro, ela se tornou escura. Mas um dia um garoto lhe apareceu. Estava doente e sem rumo. Ela se apiedou e curou-o. Ele lhe jurou fidelidade. Ela se apaixonou e ele retribuiu. A escuridão em seu coração se dissipou e a vida seguiu.

– Não a repreenda Susana, Lucia é uma criança, é normal ser curiosa. Mas se me permite Lucia, essa é uma historia longa e não estou com humor para conta-la hoje. Quem sabe outra hora okay?

– Claro, sem problemas- responde ela, um pouco decepcionada.

Percebo que Gloss esta sentado ao meu lado e seu rosto parece transmitir um certo espanto.

– Esta tudo bem?- questiono, segurando sua mão por baixo da mesa.

– Eu... você... eu vi umas coisas... eu estava doentes e...- compreendo que o mesmo que eu vi foi visto por ele.

– Eu sei, também vi. Parece que essa é nossa historia nesse mundo- falo, e ele me olha confuso.- Também não sei como isso funciona.

Ele suspira frustrado e eu aperto mais sua mão

Lena não demora a chegar e logo o jantar é servido. Com direito a encaradas maravilhadas de Pedro para Lena -que o ignora-, a encaradas de Edmundo para mim — que foram retribuídas com caras feias de Gloss para o garoto-, a perguntas sobre a mão enfaixada de Pedro — que trocou olhares cúmplices com Lena- e a perguntas curiosas de Susana e Lucy – respondidas normalmente por Willian.

Parece que vai ser uma aventura interessante.

Notas finais
Roupas: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=171077998 Bom é isso espero que gostem, o cap ta bem bosta e eu sei. Se gostaram comentem ( me xingem, me amem, me matem, mas comentem!), acompanhem, favoritem e recomendem (principalmente recomendem) e se não gostaram ( OLHA! OQUE É AQUILO!? É O SUPER FODA-SE! OLHA ELE TÁ ABANANDO PRA VOCÊ!) comentem, acompanhem, favoritem e recomendem mesmo assim! Bjokas