Teenage Dream
4 Capítulo Três- Irmã
Notas iniciais
Capítulo Três- Irmã
“Ei, irmão, há uma estrada infinita para redescobrir
Ei, irmã, saiba que há muitas amizades
Mas nosso laço é mais forte
Ah, se o céu vier caindo em você
Não há nada neste mundo que eu não faria” –Hey Brother, AVICII
Eu não sabia muito bem o que fazer, mas ficar parada como uma pateta no meio da festa definitivamente não era a melhor escolha. Tive que lembrar a mim mesma que Lucy não estava fazendo nada de errado, ela não soube do britânico, muito menos suspeitava que eu tive vontade de ficar com ele.
Na verdade, eu me senti atraída, nem posso afirmar que senti vontade de ficar com ele. Então, não seria justo com a minha amiga fazer birrinha.
Lucy parou de prestar atenção no que o garoto dizia e focou em mim, me encarando daquele jeito que só ela sabia. Imediatamente coloquei um sorriso em meu rosto, na tentativa de não passar preocupação para ela e caminhei na direção dos dois, torcendo que o inglês tivesse se esquecido de mim, ou que no mínimo não me reconhecesse toda arrumadinha.
–E essa é a Renesmee, minha melhor amiga e irmã de coração –Lucy me puxou para perto dela.
Não tive tanta sorte assim, pois estava bem claro quando o garoto colocou seus olhos sobre mim, que ele tinha me reconhecido. Um sorriso se formou em seu rosto e ele estendeu a mão para mim.
–Oi de novo –ele falou quando apertei sua mão.
–Já se conhecem? –Lucy perguntou curiosa –Da onde?
–Eu estive na lanchonete do pai da Renesmee está tarde –o moreno comentou, passando a mão pelo seu cabelo meticulosamente arrumado –Aliás, sou Alexander Cullen, minha irmã foi bem inconveniente não deixando que eu me apresentasse a você mais cedo, me desculpe por aquilo.
–Sem problema –balancei a cabeça, ainda olhando em seus olhos da cor do mar.
–Ótimo que já se conhecem, ou quase isso –Lucy fez uma careta –Alexander é filho do diretor do hospital –ela me contou, me lançando um olhar claro que aprovava o status social do mesmo.
–Isso é excelente –fingi entusiasmo por aquilo.
–Não é grande coisa –Alexander riu, bebendo um pouco do champanhe da taça que estava em sua mão –Seria mais interessante se ele fosse um médico sem fronteiras ou algo assim.
–Admito, isso é mais legal e altruísta –comentei.
–Enfim –Lucy parecia entediada –Alexander vai estudar conosco, obviamente já me disponibilizei como a guia dele, não só para a escola, como para essa cidade.
–Obrigado por isso –Alexander agradeceu –Já me mudei muito e é sempre bastante chato ter que fazer novas amizades.
–Moramos nesse fim de mundo desde sempre –gesticulei de Lucy para mim –Não sabemos nada sobre mudanças abruptas.
–Mas não somos garotinhas do interior –Lucy frisou, lançando um olhar irritado para mim.
–É, Sun West tem sinal de internet –quem estava entediada ali era eu –Lu, acho que vou pedir para meus pais virem me buscar, tenho que acordar cedo para terminar de arrumar minhas malas.
–Não, nem pensar –ela foi enfática –Você dorme na minha casa hoje, nada de abandonar sua amiga.
–Mas...
–Sem mas! –Lucy voltou a me encarar.
–Vai viajar para onde? –Alexander perguntou, terminando de beber seu champanhe.
–Los Angeles, um pouco de civilização avançada vai me fazer bem.
–É –Lucy concordou com aquilo, voltando a tocar no braço do inglês –Ela nem sempre é tão sarcástica e mau humorada assim.
–E você, vai viajar? –perguntou para ela, lançando um sorriso de tirar o fôlego para Lucy.
–Não, infelizmente –ela suspirou –Mas bom provavelmente você também não irá viajar, afinal acabou de chegar, então poderemos nos fazer companhia.
Lucy poderia ganhar o troféu de cara de pau se existisse um, ela estava praticamente se jogando nos braços do cara que tinha acabado de conhecer. Era repulsivo, mesmo que ela fosse minha melhor amiga.
–Bom, eu vou atrás do Jake –me afastei dos dois, farta de estar no meio do climinha que estava se instalando ali.
Não encontrei meu amigo por ali, o que imediatamente me fez sentir falta de Demetri, que além de ser meu melhor amigo, era meu vizinho também. Ele não estava na festa, pois não tinha nada, nem ninguém o ligando a prefeitura, ou ao hospital.
Tecnicamente eu não deveria estar ali também, mas o prefeito e a esposa dele me carregavam para todo lado se isso fosse à vontade de Lucy. Não que eles se importassem de fato com a filha, pois para mim que conhecia a família Denali de perto, sabia muito bem o quanto eles eram uma grandiosa fachada.
As brigas eram constantes entre o senhor e a senhora Denali, sendo que eles nunca perguntavam para Lucy como ela estava, toda vez que a garota se aproximava dos pais eles a afastavam com as milhares de ocupações que tinham. Depois de um tempo, minha amiga, cansou de implorar a atenção dos pais e passou a coordenar a própria vida.
Eles só fingiam ser a família perfeita quando estavam em público, algumas vezes na minha frente, como se eu já não tivesse visto milhões de discussões entre eles. Lucy vivia indo para minha casa, justamente para fugir das brigas entre os dois, mas ela nunca queria conversar sobre o que acontecia e como os pais, ela acabava levando sua vida com uma grandiosa fachada. Mas apesar dela se fechar, eu sempre a ajudaria.
–Ai, estava te procurando –encontrei Jacob em uma mesa –Que festa chata! –sentei ao lado dele.
–Lucy está se divertindo –ele comentou enquanto tirava uma foto atrás da outra em seu celular, olhei para onde minha amiga estava e ela continuava conversando com Alexander, eles pareciam mais animados do que antes –Ele é muito gostoso! –Jacob avaliava o inglês –Não dou nem meia hora para eles começarem a se pegar aqui mesmo.
–Não dou nem vinte minutos –bufei –Ela podia ao menos me dispensar e me deixar ir para casa, odeio essas festas de gente rica. São todos idiotas, fúteis e intragáveis.
–Assim você me ofende –Jacob beliscou meu braço –E pare de se fazer de garota pobre, sua casa não é um trailer e você tem até uma lanchonete de herança.
–Por favor, a lanchonete é do meu pai e não é uma fonte de petróleo.
–Mas como eu disse, você não é uma garota pobre, aceite que está no mínimo na classe média emergente.
–É, sou tipo a dama de companhia da princesinha –apontei para Lucy.
–Deus, por que está tão amarga hoje? –Jacob indagou.
–Sei lá, estou desde manhã tendo que aturar as pessoas impondo as coisas para mim –encostei minha cabeça na mesa, fechando os olhos por um instante.
–Quer que eu pegue uma bebida para você?
–Sim, por favor –olhei para Jacob, sabendo que minha expressão devia estar beirando o desespero –Mas nada muito forte, não quero ficar com uma ressaca daquelas amanhã.
–Vou enfrentar uma fila imensa por você –olhamos para o bar, onde a fila para pegar drinques estava enorme, os adultos falavam dos adolescentes, mas não podiam ver bebida de graça que ficavam doidinhos –Então é melhor que tente se animar depois –ele disse e se levantou.
Foram cinco segundos de pura felicidade entre o tempo que Jacob me deixou sozinha e Lucy chegou rebocando seu novo amiguinho, o inglês. Controlei minha vontade de sair da mesa quando eles se sentaram juntos a mim.
–Temos companhia, tente no mínimo ser simpática amiga –Lu sussurrou no meu ouvido, para voltar a conversar com Alexander.
Juro que tentei prestar atenção no que eles falavam, mas minha mente se distraia automaticamente para um lugar onde eu pudesse ficar sozinha, sem ninguém irritando minha cabeça. Jacob chegou a mesa e minha vida se alegrou durante o tempo que eu pude beber o drinques de morango, mas não durou muito.
Os três conversavam como se já se conhecessem a anos, falavam sobre a festa, o hospital, músicas que gostavam, uma premiação que tinha acontecido noite passada de séries, mas que eu não vi, pois estava trabalhando. Em algum momento Jacob foi chamado pelo pai para apresentá-lo a alguém e eu voltei a aturar sozinha, Lucy jogando charme para Alexander.
–Senhorita Denali, sua mãe está lhe chamando –a assistente do prefeito apareceu na nossa mesa.
–Agora? –minha amiga, que estava tirando fotos com Alexander em seu celular, ficou irritadiça.
–Sim, ela e seu pai querem falar com você sobre seu discurso.
–Você vai fazer um discurso? –perguntei para ela.
–Sim, mas era para ser uma surpresa –Lucy encarou a assistente, que ficou envergonhada –Bom, você pode fazer companhia para Alexander? –ela me perguntou.
–Posso sim –concordei, dando de ombros.
–Volto logo –sorriu para ele e foi com a assistente do prefeito se encontrar com seus pais.
–Então, cadê aquela sua irmã encrenqueira? –perguntei para Alexander.
–Por ai, provavelmente infernizando a vida de alguma pobre garçonete –ele piscou para mim, fazendo com que eu risse de verdade pela primeira vez aquela noite.
–Se quiser posso te ajudar a esconder o corpo dela, a cidade tem uns lugares bem desertos, ninguém desconfiaria –brinquei, fazendo com que ele risse daquela vez.
–Vamos deixá-la viva –falou –Pelo menos assim meus pais se esquecem de mim e ficam usando a princesinha da casa como a testa de ferro deles nessa festa chata.
–Ah, nem me diga, é a festa mais chata de todos os tempos –concordei –Então, você veio de onde da Inglaterra?
–Londres –respondeu –Típico, eu sei, mais uma invasão britânica no solo norte americano.
–Deus, você é fã dos Beatles? –arregalei os olhos surpresa.
–Tem alguém que não é? –ponderei sobre sua pergunta, minha irmã não gostava dos Beatles, mas ela era de fato maluca, então não fazia sentido contar isso.
–Então, me conte como é a sensação de sair de uma agitada cidade como Londres e cair de paraquedas na pequena Sun West? –brinquei com a sombrinha que tinha em meu copo, a coisa mais ridícula do mundo.
–Vai –ele gargalhou –A cidade parece ser legal, cheguei ontem de manhã e já simpatizei.
–Alexander, aqui não é legal –retruquei –No fim das férias de verão você já vai estar implorando para que seu pai te leve de volta para Londres –profetizei.
–Algum dia você vai a Londres e vai ver que lá não é tão legal quanto pensa.
–E quem disse que eu acho Londres legal? –arqueei uma sobrancelha para ele –Certamente deve ter muita coisa mais interessante do que Sun West, mas tem lugares muito melhores do que Londres.
–Por exemplo?
–A Oceania.
–Oceania? –perguntou surpreso –Austrália?
–Sim e muitos outros países, as pessoas realmente detestam geografia, dá uma olhada em um mapa –pisquei para ele, claramente o provocando, Alec pegou a sombrinha do meu copo e ficou mordendo a ponta.
–Que tal estuda um pouco de matemática? –ele devolveu.
–Por quê? –perguntei confusa.
–Porque você cobrou dinheiro a mais no lanche dessa tarde, está me devendo cinco dólares.
–Droga –bati em minha própria testa –Foi mal, eu realmente sou péssima em matemática, mas não ao ponto de errar as notas dos cliente, hoje foi um equivoco.
–A sorte é que você errou para mais, se fosse para menos seu pai estaria correndo um sério risco de ir a falência –ele comentou.
–Olha, eu tô sem grana aqui, mas faço questão de te devolver o dinheiro –falei séria –Papai odiaria saber que eu cobrei a mais de algum cliente.
–Não precisa não –ele balançou a cabeça –Vai ser nosso segredinho, mas aceito outro hambúrguer daquele, estava muito bom.
–Só aparecer quando quiser, agora podemos parar de falar da lanchonete do meu pai? Me sinto uma péssima garota propaganda –franzi o cenho.
–É, você não é a melhor nisso, minha irmã não parou de falar o quanto você era uma péssima comerciante.
–Sua irmã é uma garota bem esperta e assustadora –admiti.
–Qual é, não tem um irmão ou irmã mais novos que sejam assim? –ele continuava com a sombrinha entre seus lábios.
–Na verdade, eu sou a mais nova da família –disse –Então eu devo ser a encapetada.
–É, você tem um jeito bastante agressivo e mau humorado.
–E você não me conhece de verdade para me julgar –o lembrei.
–Touché, sem preconceitos.
–Isso, até porque não estou sendo xenofóbica com você, inglesinho.
–Garota, você gosta mesmo de geografia –ele devolveu a sombrinha para meu copo.
–Sou de humanas.
–Já sei, é vegetariana também?
–Mais ou menos, sou ovolactovegetariana, me tornei há dois meses! Mas não sou vegana.
–Tem diferença? –ele fez uma expressão confusa.
–Muita, mas estou com álcool no meu sangue, então não vai dar para te explicar perfeitamente –ri baixinho.
–Pesquiso na internet –ele sacou seu celular de seu bolso e digitou algo ali –Nossa, esses veganos são bem radicais –Alexander se surpreendeu ao ler o que tinha encontrado em sua pesquisa –Eles não consomem nada de origem animal, nem em entretenimento, isso é loucura.
–Pretendo me tornar vegana, é muito legal –me aproximei dele para ler a pesquisa em seu celular –Mas também é um processo bastante trabalhoso e requer empenho, então vou por fases.
–Primeiro ovolactovegetariana, nada de peixe, frango, crustáceos para você –ele leu –Ai depois se torna lactovegetariana, sem ovos e derivados a sua lista de proibições –assentiu e passou para o próximo –Vegetarianos estritos, nada de origem animal na alimentação e os veganos sem animais até em se entretenimento, que ficou bem confuso para mim.
–É um meio de vida, tem que ter todo um empenho.
–Isso é loucura para mim, como resiste a um hambúrguer trabalhando com isso? Pelo amor de Deus, é tentação demais –ele suspirou.
–Sou apaixonada por animais, não acho justo me alimentar deles.
–Renesmee, hambúrguer não é um animal, é um meio de vida –tive que gargalhar da fala dele –Opa, acho que chegou a hora da inauguração começar de fato –vimos os organizadores do evento se reunirem perto do palco –Tenho que ir, cumprir meu papel de filho do médico inglesinho.
–Te vejo depois –acenei para ele, que já estava a meio caminho do palco.
Fiquei onde estava, sem querer me meter no meio da multidão que se formou diante do palco. O Senhor Denali foi o primeiro a falar e eu nem ao menos fiz questão de ouvir o que ele falava, ao lado dele estava sua esposa, ao lado dela Lucy e ao lado da minha amiga, Alexander.
Ao lado do inglês estava um homem loiro, que não parecia nada com ele, mas que provavelmente era seu pai, ao deste estava uma mulher de cabelos castanhos escuros como os de Alexander e ela sem duvida nenhuma era sua mãe, eles tinham até a mesma pinta perto do lábio. E na frente de Alexander, para completar a família Cullen, estava a pequena peste que era a irmã dele, aquela garotinha realmente me assustava.
Depois do Senhor Denali falar, foi a vez do Cullen pai e ele parecia bastante honesto e integro, talvez um hospital entregue a suas mãos não fosse uma péssima ideia. Mas minha atenção não ficou nele por muito tempo, pois logo foi a vez de Lucy fazer seu discurso.
–Sun West é uma cidade em desenvolvimento, estamos crescendo, buscando acompanhar as outras cidades do estado e do país –ela era só sorrisos ao falar e eu fiquei feliz por minha amiga estar se saindo tão bem, apesar de suspeitar que o discurso não tinha sido escrito por ela –Hoje, nossa amada cidade está dando a sua população mais um sistema de primeira, o primeiro hospital. Ele contará com infraestrutura e profissionais qualificados, prontos para ajudar todos que necessitarem.
O Sun West Hospital será bem mais do que um centro hospital, ele será um centro de atendimentos, que cuidará de todo cidadão com zelo e respeito. Isso se deve a um longo trabalho de meu pai e toda a equipe responsável pela criação do hospital, pois todos os envolvidos sabem como a família é importante, por isso cada pessoa da cidade será tratada como um familiar no hospital, que hoje inauguramos com muita felicidade –ela finalizou, todos aplaudiram e a pequena irmã de Alexander cortou a simbólica faixa que representava a inauguração.
Quanto a mim, apenas me restou controlar o riso, pois o Senhor Denali não era um pai e nem um representante de família de verdade. Senti pena de Lucy por ter que falar aquela grande mentira com um sorriso no rosto, fingindo que sua família era perfeitinha como todos pensavam que eram.
Antes que eu pudesse pensar em chamar Lucy para dançar, já que todas as formalidades tinham acabado e a festa prosseguiria como uma festa deveria ser, meu celular resolveu tocar e procurei uma área calma para ir atender. Era minha mãe e por já ser mais de meia noite ela estaria averiguando como eu estava, para me livrar de uma bronca de papai.
Podia bater de frente com ela em inúmeras coisas, mas mamãe entendia o que era ser uma adolescente e ter um pai superprotetor, já que o dela era um policial na época. Então, ela sempre acobertou a mim e a minha irmã quando o assunto eram festas e garotos.
–Oi mãe –atendi, me afastando ao máximo de onde o barulho era mais intenso.
–Filha, seu pai disse que já está tarde e seu voo amanhã não vai esperar você se recuperar da festa.
–Como o papai é desesperado –bufei –Meu voo é só ao meio dia.
–A festa já está acabando?
–Não, mas podem vir me buscar logo –cedi, conseguiria me livrar da festa chata e de ter que ir dormir na casa dos Denali.
–Tudo bem, em vinte minutos vai para a frente do salão –ela disse e desligou.
Fui atrás de Lucy para me despedir dela, mas não cheguei a dizer tchau. Ela estava dançando, o que era de se esperar, mas não estava sozinha, sim com Alexander e os dois não estavam apenas dançando, eles estavam se agarrando para valer, sem se importarem de estarem na frente de um monte de gente.
Jacob não estava por perto, então tratei de fugir da festa, indo para o lado de fora do salão, ir esperar meus pais irem me buscar. Fiquei próxima dos seguranças, Sun West podia ser pequena, mas isso não eliminava a criminalidade, por sorte meu pai dirigia rápido e em menos de vinte minutos ele parou o carro na minha frente, saltei para dentro do mesmo, murmurando um oi e digitando uma mensagem para Lucy.
“Meus pais foram me buscar na festa e tal, ia falar com você, mas te vi com o Alexander e não quis atrapalhar. Te vejo quando voltar de Los Angeles, beijos!”
Estava sem sono quando cheguei em casa, então ao invés de ir dormir, aproveitei para terminar de arrumar minhas malas. Meu celular estava ao meu lado, mas conforme o tempo ia passando, nem sinal de Lucy responder minha mensagem, então o desliguei e fui dormir.
E eu sonhei, com a minha melhor amiga –uma irmã para mim– beijando Alexander e aquilo me incomodou bem mais do que deveria, pois logo depois sonhei que eu o beijava. Acabei me odiando por isso, eu não devia ficar pensando no cara que ela estava ficando, em hipótese alguma. Lucy não merecia uma amiga que a traísse.
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