Teenage Dream
37 Capítulo Trinta e Seis- Carta
Notas iniciais
Capítulo Trinta e Seis – Carta
“Pois aqui estamos novamente, na rua dessa cidadezinha
Você quase passou no sinal vermelho
Pois estava olhando para mim
O vento em meus cabelos, eu estava lá
Eu lembro de tudo bem demais” –All To Well, Taylor Swift
Não sei como não voltei a desmaiar após aquela noticia, mas eu fiquei bastante chocada. Nem mesmo sabia o que pensar, falar ou fazer. Apenas encarava o médico, que tinha me dado aquela bomba para segurar, sem nenhuma preparação.
––O bebê está bem? Ela bebeu demais, vocês fizeram todos os exames? Ela não precisa tomar algum medicamento especifico? Não seria melhor um ultrassom para checar se está tudo bem com o saco embrionário? ––Alexander começou a perguntar, me fazendo ficar mais confusa.
––Não, ela está bem ––o médico assegurou Alec––Claro que não deve mais exagerar na bebida de agora em diante, mas pode ficar tranquilo que está tudo bem com o bebê e com a mãe dele. A grávidez está por volta de seis semanas e está seguindo o percurso normal.
––Ela vai precisar passar a noite aqui? ––Alec continuou a perguntar.
––Não, já assinei a alta dela ––o médico respondeu ––Senhorita Masen, parabéns pelo bebê ––se voltou para mim ––Aqui estão alguns informes sobre grávidez que seriam muito uteis que lesse, o hospital também tem pré-natal, quanto antes você o iniciar, melhor ––estendeu alguns panfletos para mim.
––Não preciso disso ––recusei ––Pode não contar a ninguém sobre minha situação? E não deixar com que mais ninguém entre aqui até que eu saía? ––inquiri para o médico, que assentiu ––Tudo bem, obrigada, posso ir para casa?
––Pode sim ––confirmou, nos deixando a sós.
Tapei meu rosto com as mãos, controlando minha respiração descompassada, eu estava a um segundo de começar a chorar e me recusava aquilo. Eu estava grávida, aquilo me dava medo e eu nem sabia se realmente queria aquela criança, era a verdade, eu nunca tinha me visto como mãe, então a noticia não foi o momento mais feliz da minha vida.
––Renesmee...
––Não Alec, por favor, não ––pedi murmurando ––Isso não podia ter acontecido, é errado!
––É um filho, não um erro ––ele disse, a voz entristecida me fez olhá-lo.
––Não é o fato de ser um filho, é um fato de ser um filho meu, não nasci para isso Alexander. E é seu filho também, é um filho nosso é isso é absurdamente confuso ––suspirei.
––Deixa para pensar nisso depois ––ele pegou algumas roupas minhas em uma poltrona, provavelmente mamãe tinha levado para que eu não saísse do hospital com a roupa da festa ––Consegue se trocar sozinha?
––Não sei ––deixei com que algumas lágrimas passeassem por meu rosto.
––Nessie, você vai ficar bem ––Alec limpou meu rosto ––Iremos conversar sobre isso e tudo se acertará.
––Eu estou muito cansada, me ajuda a trocar de roupa ––pedi ––Não é como se isso fosse algo de outro mundo agora que tenho um filho seu na minha barriga ––completei, o fazendo sorrir e depositar um beijo na minha testa.
Alexander me vestiu com as roupas que estavam ali e me ajudou a chegar ao banheiro do quarto, mas ali permaneci sozinha, pois seria o cumulo precisar dele até ali. Quando deixei o banheiro, o médico inglês idiota me olhava como se eu fosse a pessoa mais interessante do mundo.
––O que foi?
––Eu nem lembrava que não tínhamos usado camisinha aquela noite ––falou, ainda sorrindo.
––Estávamos empolgados demais e bêbados ––comentei ––Além do mais eu estava tomando anticoncepcional, mas a troca de fuso horário deve ter feito algo dar errado, isso realmente não deveria ter acontecido. Alexander, não quero que ninguém saiba dessa grávidez, não até depois o casamento da Lucy e termos certeza do que faremos com esse bebê.
––Renesmee, você está pensando em abortar nosso filho?
––Alec, não tem nem vinte minutos que eu descobri estar grávida, não comece a me irritar com seu bom senso ––implorei.
––Tá, tudo bem ––bufou ––Não vamos contar para ninguém até você sentir que está na hora, agora vamos, você precisa dormir ––segurou boa parte do meu corpo, o que me fez rir.
––Eu ainda consigo andar.
––Não me irrita, estou cuidando do meu filho ––fez uma careta, nos tirando do quarto que eu estava em observação.
––Então, o que você tem? Vai te impedir de ir ao casamento? ––Lucy foi a primeira a questionar quando deixamos o quarto.
––Foi culpa da bebida ––Alec respondeu, tentando soar sério, mas o sorriso em seu rosto o condenava ––Ela vai ficar bem, só precisa ir descansar um pouco.
––Ah filha, vamos para casa ––mamãe se aproximou de mim, mas o inglês recusou a soltar de mim.
––Será que eu posso levar Renesmee? Queria conversar com ela sobre...
––Os nossos discursos para o casamento da Lu e do Riley ––o interrompi, antes que aquele sorriso nos entregasse de vez.
––Claro, mas vão logo para casa ––papai concordou ––Bella, Rachel, vamos ––chamou pelas duas e antes de se afastar lançou o que deveria ser um olhar ameaçador para Alexander.
––Tem certeza de que está bem? ––Lucy questionou.
––Toda ––concordei, forçando um sorriso.
––Tudo bem, vamos para casa, amor ––segurou na mão de Riley ––Alexander, toma conta dela, não quero problemas com a minha madrinha.
––Pode deixar, Renesmee vai ficar muito bem ––Alec me segurou mais perto ainda de si e tive vontade de afastá-lo por ser um péssimo mentiroso.
––Vocês estão estranhos ––Riley notou.
––Acho que ainda estou um pouco bêbada, cunhado ––pisquei para ele.
––E eu exausta, então vamos logo ––Lucy nos apressou e todos nós deixamos o hospital.
Alexander estava usando o carro do pai, afinal ele não tinha um em Sun West, mesmo assim foi reconfortante entrar no mesmo e ligar o ar condicionado. Estava muito quente na cidade aquela noite, e depois de vomitar e desmaiar, o calor não era meu melhor amigo.
––É, isso explica eu estar sentindo como se estivesse doente nos últimos dias e minha menstruação atrasada ––mordi o lábio, juntando os fatos ––Como eu consegui ser tão relapsa quanto a isso? Nem quando era uma adolescente cometi um erro assim.
––Renesmee, você tem que parar de se referir ao bebê como um erro ––as mãos de Alec apertaram com força o volante.
––Não estou falando do bebê, sim de eu não ter ligado para nenhum método contraceptivo, ou ter notado o meu corpo mudando ––retruquei.
––Posso dormir aqui? ––ele questionou ao estacionar o carro na frente da casa dos meus pais.
––Você está brincando, não é? ––o encarei chocada ––Sério? Acha que vamos mesmo brincar de casinha agora?
––Só quero me certificar que você e o bebê estarão bem ––Alec insistiu ––Sou médico, mesmo sendo só um cirurgião, posso muito bem socorrer vocês dois caso algo aconteça. Além do mais ainda não estou tão confiante assim que você está cem por cento, aquele médico deveria ter feito mais exames e te deixado ao menos até amanhã de manhã sob observação.
––Você quer ficar aqui para se certificar de que eu não vou fazer nenhuma besteira, não é? ––perguntei irritada ––Olha, não é como se eu fosse abortar o bebê essa noite.
––Renesmee, é sério que está cogitando a ideia de tirar esse bebê? ––indagou sério.
––Não sei, eu não decidi nada, ainda é tudo muito recente.
––É meu filho, você não pode tirá-lo sem me consultar.
––O corpo é meu, eu tenho o direito de fazer o que quero com ele ––rebati.
––Não matar meu filho! ––gritou.
––Alexander, eu não vou abortar! ––gritei também ––Se acalma, por favor ––exigi ––Não disse que iria abortá-lo, só preciso decidir o que será da minha vida agora. Eu estou confusa, triste e com medo, só quero conseguir absorver isso ––comecei a chorar.
––Desculpa, eu não devia ter gritado com você ––ele tirou o cinto ao redor de si, para depois tirar o meu ––Me desculpa? ––segurou em meu rosto.
––Acho que sim ––dei de ombros ––Vamos entrar ––abri a porta do carro.
––Eu posso ficar?
––Você é médico e pai dessa criança, tem direito ––admiti, deixando o carro, o encontrando do outro lado.
––Quer comer algo? ––perguntou quando entramos em casa.
––Não, mas preciso de um banho, estou me sentindo muito suja ––confessei.
––Posso te carregar até lá em cima? Não quero que fique fazendo esforços ––falou quando chegamos a escada.
––Alexander, eu juro que te expulso da minha vida e da desse bebê agora mesmo se continuar sendo esse protetor irritante ––ameacei, usando um tom de voz baixo para não acordar meus pais ou minha irmã.
––Tá, foi mal ––ele se controlou para não dizer mais nada e subimos em direção ao meu quarto.
Rachel estava hospedada no antigo quarto de Emmett, já que no dia seguinte Lucy ficaria comigo no nosso quarto, pois nos arrumaríamos ali para o casamento dela. Fui direto para meu armário, em busca de um pijama decente que eu pudesse usar na frente de Alexander, o meu eu com quase trinta anos não usava mais as roupas tão comportadas de antes, então cacei um dos mais antigos para usar.
––Espera ai ––falei para ele e fui tomar banho.
Passei um bom tempo debaixo da água, pedindo que ela me desse uma resposta para tantas duvidas que eu tinha, mas o banho chegou ao fim e não tinha ideia do que faria. Sai do banheiro, já vestida em meu pijama de quando era adolescente, dando de cara com Alec sentado no corredor.
––O que está fazendo aqui?
––Queria estar perto caso você sofresse algum acidente no banheiro, uma queda não seria nada favorável na sua situação.
––Alexander, para!
––Não dá ––os olhos azuis dele me olharam de baixo para cima em desespero.
––Tenta ––entrei em meu quarto, indo diretamente para minha cama.
Escutei Alec deitar na outra cama que tinha ali, mas eu sabia que ele não iria dormir pelo resto da noite. Estava de olhos bem fechados, o evitando, então aquilo contribuiu para que eu dormisse depois de alguns minutos.
Em algum momento da noite, eu acordei, ainda estava cansada, então não deveria ter passado muito tempo desde de que dormi. Abri os olhos, vendo Alec recostado a minha cama, sua cabeça estava deitada sobre seu braço direito apoiado no colchão e sua mão esquerda estava sobre minha barriga.
––Desculpa, eu te acordei? ––ele perguntou com a voz de sono, mas estava óbvio que não tinha dormido um segundo qualquer.
––Não, sai do chão ––falei.
––Sei que a outra cama é bem aqui do lado, mas eu não queria ficar afastado, só me deixa ficar aqui perto ––suplicou.
––Sobe ––abri espaço para ele na cama.
––Certeza?
––Toda, eu preciso de colo para dormir hoje, de qualquer forma ––sorri para ele, que sorriu de volta.
Alexander saiu do chão e se deitou ao meu lado, deixando com que eu apoiasse minha cabeça em seu peito, enquanto sua mão voltava a minha barriga. Ninguém mais disse nada, ele continuou afagando minha barriga e aquilo me fez pegar no sono novamente.
Quando acordei novamente, o Sol já entrava pela minha janela e Alec continuava apagado ao meu lado. Em alguma hora da noite toda a preocupação dele deve ter sido vencida pelo cansaço, mesmo assim sua mão ainda estava sobre minha barriga.
Sai com cuidado da cama, não querendo o acordar, pelo horário em meu celular ainda teríamos muito tempo até precisarmos nos preocupar com o jantar de ensaio daquela noite, ou com o casamento na manhã seguinte. Fui até o armário do quarto o fechar, mas notei que uma caixa no alto do mesmo estava impedindo que a porta encostasse, peguei a caixa e senti meu coração parar ao constatar o que tinha ali dentro.
Sentei no chão, parte do meu corpo dentro do armário, parte fora. Peguei a carta que estava dentro da caixa e um nó em minha garganta se formou, eu não acreditava que tinha esquecido dela, não era possível.
A abri com cuidado, sorrindo ao ver a lista de coisas para se fazer antes da formatura anexada a ela. Muitas lembranças em minha mente, muita vontade de sorrir e chorar ao mesmo tempo, limpei as lágrimas traiçoeiras em meu rosto e a comecei a ler.
“Olá Renesmee!
Quem está escrevendo essa carta é você, mas dez anos atrás, bem louco? É eu concordo, não sei de onde minha irmã –nossa irmã –tirou essa ideia, mas depois de eu fazer tantas loucuras que estavam naquela lista, isso daqui é bem tranquilo.
Então, eu do futuro, como está sua vida? Eu do passado estou bem, meu namorado está deitado em minha cama me olhando e eu quase posso ler seus pensamentos, com certeza está se perguntando o que estou escrevendo e porque estou sorrindo tanto.
E sim, eu estou sorrindo, porque apesar de tudo que aconteceu na minha vida nos últimos meses, estou feliz. Eu estou muito feliz para ser sincera, devo isso a muitas pessoas, mas principalmente a mim mesma, que finalmente viveu para valer.
Viver é ótimo!
Você está vivendo, Renesmee do futuro? Porque eu te deixei com o futuro encaminhado, depois de amanhã Alexander irá embora de nossas vidas, nós iremos para a Índia e depois rodaríamos o mundo, você fez tudo isso? Você voltou atrás?
Você não suportou de saudade e foi atrás dele na Inglaterra? Porque mesmo esse não sendo nosso sonho, sei o quanto o amamos e vai ser difícil ficar afastada, aqui meu sorriso desaparece e meu peito dói.
Juro que não vou te julgar se fez isso, eu entendo o quanto ficar afastada dele é ruim, eu já passei por isso e odiei. Mas realmente espero que você não tenha ido atrás dele, porque isso atrapalharia nosso sonho e o dele, não devemos nos sabotar, Lucy deixou isso bem claro.
Lucy, ela ainda está em nossas vidas? Porque eu te odiaria se tivesse feito algo para afastá-la, precisamos de Lucy, entendeu? Amigas precisam ajudar umas as outras e prometemos nunca deixá-la sozinha. Lucy é mais importante, sempre se lembre disso.
A garota de cabelo loiro falso é nossa melhor amiga, ela tem tantos problemas quanto nós, mesmo assim sempre nos ajudou. Nós devemos sempre protegê-la, porque ela sempre irá nos proteger de volta. Nós nos perdoamos e estamos zeradas naquele joguinho implícito de competir, você vai precisar de Lucy, ainda mais agora que não tem mais Demetri.
Eu realmente espero que a ausência dele não doa mais tanto em você quanto dói em mim agora, estou falando sério, essa dor de perder alguém é terrível. Eu desejo que você não chore ao se lembrar dele enquanto lê isso, Demetri não gostaria de nos ver chorando, sempre sorria porque ele sempre estava com uma câmera em mãos, pronto para nos fotografar.
E quanto aos nossos outros amigos? Não se afaste deles, também, mesmo que a vida adulta tente, não deixe. Amizade é importante, você e eu sabemos muito bem disso, por diversas vezes precisamos dos nossos amigos para conseguirmos enxergar uma luz no meio da escuridão, então não seja uma péssima amiga para nenhum deles.
Sua família, você ama cada um deles e eles também te amam. Não esqueça disso, não esqueça o quanto seus pais aceitaram sua escolha sem interferências, o quanto seus irmãos estão ali para te ajudar quando preciso, o quanto seu avô é sábio e te dará bons conselhos, basta interpretá-los.
Agora, eu deveria acabar essa carta e dizer que não tenho mais nada de produtivo a escrever, mas apesar de ser uma adolescente e você uma adulta, eu ainda tenho o que te aconselhar. Renesmee, por favor, não tenha medo do escuro.
Não o escuro literal, porque esse superamos quando éramos crianças, mas esse escuro figurativo que nos cerca, não o deixe te colocar para baixo. Você merece ter uma vida incrível, com as pessoas que ama ao seu lado, fazendo o que gosta de fazer.
Se você não esquecer, deveria abrir essa carta na noite da sua festa de reencontro do colegial, porque esta noite no baile todos falaram que daqui a dez anos iriam querer uma. Então, me conte, como Alexander está?
Ele casou? Teve filhos? Continua sendo um gênio em matemática?
E você Renesmee? Casou, teve filhos, continua odiando acordar cedo?
E como vocês dois reagiram ao se encontrarem? Vocês pareceram dois estranhos na presença um do outro? Ou parecia que não tinham nunca se afastado?
Espero que seja a segunda opção, porque eu amo Alec e não queria nunca vê-lo como um estranho, mesmo que tenha se passado tanto tempo. Posso te pedir algo? Se vocês dois estiverem solteiros, sem filhos, ou algo que os prenda a alguém, se permitam tentar de novo.
Sério! Dez anos rodando o mundo deve ser muito legal, mas acho que já está cansada disso, eu te conheço, afinal sou você. Tente com Alec, tente como tentamos quando éramos adolescentes, pode dar certo para sempre dessa vez.
Se imagine casada com ele, morando em uma casa na beira da praia, fazendo viagens com ele, o apoiando no hospital, ele te apoiando a escrever cada vez mais. Eu consigo ver um futuro para vocês dois, depois de dez anos afastados acredito que estão prontos para ficarem juntos de vez.
Tem um garotinho em um orfanato, espero que se lembre dele, Miguel. Ele pode ainda estar ai quando você ler isso, é uma criança incrível, que merece ter pais. Você e Alexander o amam, pense nele como seu filho. Pense também em ter bebês com os mesmos olhos de Alec, seriam muito lindos...
Renesmee, olhe nos olhos azuis de Alexander por mim, eu já sinto falta deles. Beijei os lábios dele, toque em seu cabelo, diga que o ama. Faça isso por nós duas, faça isso pelo seu passado, presente e futuro.
Confio em você.
Com amor, Renesmee do passado.”
Eu passei mais algum tempo olhando para a carta em minhas mãos, lágrimas incontroláveis passeavam por meu rosto e apesar de ali não estar escrito nada que fosse mudar o mundo, eu consegui uma conexão comigo mesma. A mesma conexão quando decidi o que queria para meu futuro, quando ainda era uma adolescente e ali eu sabia de novo o que queria para mim.
––Alexander? ––o chamei.
––Renesmee? ––ele despertou, olhando para os lados ––O que você tem, por que está sentada ai chorando? ––saiu da cama ao me ver pero do armário ––Está sentindo algo?
––Não, eu estou bem ––olhei em seus olhos, toquei em seu cabelo e antes de beijá-lo sussurrei ––Eu te amo!
––Eu também te amo ––ele disse contra meus lábios.
––Você terminou tudo com Irina?
––Terminei, eu juro que não tive nada com ela quando fui para Londres ––afagou meu rosto ––Renesmee, eu preciso de você na minha vida, eu preciso cuidar de você e do bebê e poder amá-los.
––A gente precisa de você também ––pela primeira vez desde que descobri estar grávida toquei em minha barriga ––Nós vamos ficar juntos agora Alexander, eu juro que dessa vez nada irá nos separar. Você é meu passado, presente e será meu futuro.
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