Teenage Dream

38 Capítulo Trinta e Sete- Controle


Notas iniciais
Sem palavras para descrever a emoção de ler a recomendação da Nina, então flor, muito obrigada por ter me dado aquela felicidade toda. Capítulo dedicado a você. Gente, revendo algumas coisas aqui, decidi e achei melhor diminuir esse final da história. Então teremos mais 2 capítulos e o epílogo, mas pensei em fazer um bônus, então escolham o personagem e uma situação x para que eu escreva, me contem nos comentários o que pensaram.

Capítulo Trinta e Sete- Controle

“Amor, você não sabe que eu te amo demais?

Você não consegue sentir isso quando eu te toco?

Eu nunca vou deixar você ir

Eu te amo, oh demais!” –Save The Last Dance For Me, Michael Bublé

A expressão no rosto de Alexander se suavizou, o moreno sorriu e simplesmente me abraçou, era um gesto calmo e tranquilo. Apoiei minha cabeça em seu ombro e inspirei seu perfume, me sentindo tranquila também.

–– Vamos ser a família mais feliz do mundo, amor – ele sussurrou em meu ouvido, me fazendo sorrir ao ouvi-lo me chamar de amor depois de tanto tempo.

–– Sei que vamos –– respirei aliviada –– Alexander –– fiz com que ele me olhasse –– Sei que você e Irina iriam adotar o Miguel depois de se casarem, mas eu...

–– Ele vai ser nosso filho –– o moreno disse em um tom de juramento –– Esperamos dez anos para termos condições disso, então agora iremos tê-lo conosco, eu prometo Nessie –– beijou minha bochecha.

–– Obrigada –– sorri –– Obrigada por estar aqui.

–– Eu que agradeço, você está me dando dois filhos de uma vez só, está me deixando voltar para sua vida, está me querendo em seu futuro –– seus lábios tocaram os meus –– Eu nunca estive tão apaixonado por você quanto nesse momento.

–– É recíproco –– levantei rapidamente do chão.

–– O que foi? –– perguntou ainda ajoelhado no mesmo lugar de antes.

Apenas sai do quarto, sem conseguir controlar por mais tempo a vontade que estava de vomitar, por sorte não tinha ninguém no banheiro e consegui despejar tudo no vaso. Ver o vômito me deu mais vontade de vomitar, então acabei me sentando no banheiro, passando algum tempo ali até me tocar que Alec tinha me seguido.

–– Sai daqui –– resmunguei.

–– Renesmee, se lembra que sou médico?

–– Idiota, os homens que deviam ficar grávidos, não nós –– limpei minha boca com a costa das mãos –– Eu te odeio –– reclamei, o fazendo rir.

–– Vou buscar suas coisas para tomar um banho –– anunciou.

–– Vem tomar banho comigo –– pedi do jeito mais manhoso que consegui.

–– Certeza? Acabou de dizer que me odiava.

–– Deixa de ser chato, vai logo pegar toalhas e roupas para mim.

–– E eu vou vestir o que?

–– Isso ai mesmo serve ––apontei para sua roupa –– Vai para a casa dos seus pais depois e você pode se trocar.

–– Tá bom –– ele concordou, me deixando no banheiro.

Criei forças e segui para debaixo do chuveiro, tomando um pré banho até Alec aparecer. Ele ficou recostado no box, me olhando por algum tempo, eu só sabia sorrir e olhar para meus próprios pés.

–– Alec, chega de me constranger, entra logo –– implorei.

Ele riu, mas tirou suas roupas, entrando debaixo do chuveiro comigo. O inglês fechou os olhos, deixando que a água percorresse seu corpo, aquilo era muito para mim, então deixei que minhas mãos o percorrerem também.

Era ótimo tocá-lo, sem nenhum medo ou hesitação. Alec era todo meu e isso ninguém nunca mais iria mudar, assim como eu era dele e permaneceria sendo para o todo sempre, como um clichê de contos de fadas.

Suas mãos passaram a percorrer por meu corpo também e aquilo me deu vontade de levá-lo para a cama na mesma hora, não que sexo no banheiro não fosse divertido, mas da forma como ele estava todo protetor poderia ser um empecilho. Eu sabia que aquilo só iria piorar conforme o avanço da grávidez, o que não seria muito legal.

–– Você está pensando em sexo, não é? –– ele perguntou apoiando as mãos na parede atrás de mim, seu corpo perigosamente próximo do meu.

–– Estou, você não está? ––minhas mãos se encaixaram em suas coxas.

–– Claro que eu estou, você pode sentir –– ele se aproximou um pouco mais de mim, fazendo com que eu realmente o sentisse.

Deixei com que minhas mãos chegassem a sua excitação, fazendo com que o moreno suspirasse e tombasse sua cabeça para trás, enquanto eu continuava a masturbá-lo. Mas ele não passou muito tempo apenas aproveitando o prazer e logo me deu também, eu tive que me controlar muito para não gemer alto quando ele me fez ter um orgasmo em pouco tempo, vindo logo depois de mim.

Após nos recuperarmos do momento, voltamos a tomar banho e foi divertido compartilhar aquilo com Alexander. Melhor ainda poder tê-lo comigo, cuidando de mim, enquanto eu estava cuidando dele.

–– Renesmee, você está a mais de uma hora nesse banheiro! –– Rachel reclamou do lado de fora –– Eu quero tomar banho também.

–– Usa o banheiro do quarto do papai e da mamãe –– eu ri, quando Alec começou a beijar meu pescoço.

–– Sabe que mamãe não gosta de ninguém usando o banheiro dela –– Rachel insistiu.

–– Espera um pouco –– ri mais quando Alec começou a descer seus beijos para meu pescoço.

–– Por que você está rindo? Para de me fazer de palhaça, pirralha!

–– Tá, já vou sair –– desliguei o chuveiro, ganhando uma careta de Alec –– Desculpa amor –– pisquei para ele.

–– Renesmee, sai logo! –– Rachel gritou enquanto Alec e eu estávamos nos vestindo.

–– Pronto, sai –– abri a porta do banheiro, vendo o choque ultrapassar o rosto dela.

–– Primeiro, vocês estão juntos de novo? Segundo, vocês estavam transando no banheiro que agora eu vou ter que usar? –– Rachel indagou.

–– Sim para as duas perguntas –– respondi gargalhando –– Não é amor? –– segurei na mão de Alec, que beijou minha cabeça.

–– Oi cunhada –– sorriu para Rachel.

–– Vou ter que usar um banheiro que serviu de motel, que nojo –– Rachel entrou no banheiro revoltada.

Alexander e eu seguimos para o primeiro andar da casa, ainda de mãos dadas, apesar de que eu quisesse muito que fossemos para meu quarto terminar o que começamos no banheiro. Mas não era possível naquele momento, as horas estavam se passando e tínhamos o fim de semana do casamento de Lucy e Riley para sobreviver.

–– Oh meu Deus! –– Lucy estava segurando um prato com panquecas quando entramos na cozinha e deixou com que ele caísse no chão.

–– Lucy querida, cuidado! –– mamãe correu até ela, mas não conseguia tirar os olhos de mim e Alec.

–– Vocês estão juntos de verdade? Eu posso comemorar dessa vez? –– Lucy ignorou as panquecas aos seus pés e veio até nós.

–– Estamos juntos –– Alec afirmou –– Digamos que um bebê precisa que estejamos juntos.

–– Bebê? –– todos na cozinha nos perguntaram confusos.

–– O da Lucy, já que somos os padrinhos –– dei uma cotovelada discreta em Alec.

–– Ah sim, por um momento pensei que você também estivesse grávida –– Lucy respirou aliviada –– Apesar de que isso seria muito legal! Vocês podiam ter um bebê logo, nossos filhos cresceriam juntos como a gente, seria mágico.

–– Sem bebês por enquanto –– murmurei.

–– Então, eu posso aceitar Alec na minha casa, ou ele vai embora na primeira briga de vocês dois? –– papai perguntou com uma expressão nada boa.

–– Ele vai ficar pai.

–– Sim senhor Masen, eu não vou mais embora da vida da Nessie.

–– Você vai voltar a morar em Londres, ou ela vai com você para lá? –– papai continuou o questionário, enquanto vovô lançava olhares de dar medo para Alec.

–– Ainda não decidimos isso –– me sentei a mesa ao lado de Lucy, eu estava morrendo de fome –– Mas o que importa é que ficaremos juntos, então deixe de ser irritante papai, por favor –– pedi, não me importando de falar de boca cheia.

–– Nessie, engole antes de falar! –– mamãe exclamou.

–– Desculpa –– me lembrei de quando Esme me brigou por aquilo também.

–– Tudo bem, eu nunca tive problemas com Alexander ––Edward se deu por vencido –– Mas se ele te fizer chorar mais uma vez, ele está cortado dessa casa.

–– Não vou fazê-la chorar –– Alec, que tinha sentado ao meu lado, disse para papai, mas ao mesmo tempo notei que a frase era dirigida a mim mesma.

–– É ótimo que estejam juntos de novo, e que agora pareça que vai ser eterno –– Lucy começou a falar –– Mas Alexander, você tem que ir embora, hoje e amanhã essa casa será meu centro de preparação para meu casamento.

–– Desculpa amor, mas você vai ter que ir mesmo –– me aconcheguei a ele por um momento –– Papai e vovô até estão indo para a casa de Emmett, Rosalie vem para cá, só para que tenhamos o local só para as mulheres e todos os preparativos da festa.

–– Tudo bem, podemos conversar um pouco?

–– Claro –– sai com ele da cozinha e fomos para a varanda, nos sentamos na escada ali, como quando éramos adolescentes.

–– Seu pai tocou em um ponto lá dentro.

–– Qual?

–– Onde vamos morar?

–– Alexander, sei que você adora Londres, mas eu...

–– Prefere ficar em Sun West? –– me interrompeu –– Porque eu também quero que moremos aqui, mas estou com receio que você invente de ir morar em Madagascar ou algum país longe demais.

–– Não –– sorri –– Vamos morar aqui, mas seria legal levar o bebê para conhecer Madagascar qualquer dia –– brinquei, o fazendo revirar os olhos –– E veja se controla a boca, Alec, eu continuo só querendo que todo mundo só saiba dessa grávidez depois do casamento.

–– Tá bom –– ele bufou, se colocando de pé e me levantando, caminhamos até onde o carro do pai dele estava estacionado –– Venho te buscar para o jantar de ensaio hoje a noite, mas nem pense em me esconder se sentir algo ao longo do dia, entendeu? E nada de bebidas, ou cigarros...

–– Eu sei, pode ficar tranquilo –– coloquei meu dedo contra seus lábios –– Prometo que o bebê e eu ficaremos bem.

–– Já é ruim me afastar de vocês –– suas mãos ficaram em minha cintura e seus polegares discretamente tocaram em minha barriga –– Como é possível que eu já ame alguém que acabei de saber da existência?

–– Não sei –– sussurrei.

–– Nessie, você vai ser uma boa mãe, não fique nervosa quanto a isso.

–– E se eu não for? Se eu afastar meu próprio filho como eu fazia com a mamãe? Ou se for uma mãe tão relapsa quanto a de Lucy? Eu não quero magoar o bebê, nem você ––o abracei.

–– Você não vai, Nessie. Isso tudo é nervoso por sermos pais de primeira viagem, vamos nos dar bem –– afagou minha costa –– Olha o quanto Miguel se dá bem com você, o quanto você é boa com ele.

–– Mas eu passei anos sem visitar o Miguel, isso é inadmissível.

–– Sério, não se culpe por isso, não faz mas sentido –– Alec fez com que eu o olhasse –– Vamos adotar Miguel, o mais rápido possível, ai seremos os pais dele e nós quatro seremos uma família –– tocou em minha barriga.

–– Precisamos casar para adotá-lo, ou podemos fazer isso apenas morando juntos? –– perguntei hesitante.

–– Resolvemos isso melhor depois –– ele abriu a porta do carro de Carlisle –– Depois que contarmos para todos sobre o bebê converso com Riley sobre essas questões jurídicas, ai nós dois iremos nos resolver de todas as formas possíveis.

–– Parece bom para mim –– assenti sorrindo –– Você acha que consegue uma liberação para que Miguel nos acompanhe ao casamento amanhã?

–– Posso ir lá no orfanato resolver isso, é uma excelente ideia, amor.

–– Eu sempre dou excelentes ideias –– o beijei por um instante –– Me avisa quando tiver a resposta, qualquer coisa vou lá arranjar uma briga para que o liberem.

–– Renesmee?! –– chamou minha atenção.

–– Tá, eu não posso brigar, desculpa –– murmurei –– É mais forte do que eu, agora vai –– o empurrei em direção ao carro –– Quanto antes você for mais rápido nos veremos mais tarde.

–– Te amo! –– Alexander sussurrou antes de me beijar por um longo tempo, depois daquilo foi terrível me afastar dele.

–– Te amo também, meu amor –– suspirei de forma apaixonada, ainda em seus braços –– Me leva para cama.

–– Não, vai terminar de tomar café, você precisa se alimentar direito.

–– Sério, você não era tão protetor assim –– falei enquanto ele entrava no carro, fechei a porta e me debrucei sobre a janela –– Se continuar tão paranoico assim, vou te mandar para um hospício.

–– Renesmee, para de enrolar e vai logo comer –– ordenou –– E nem pense que vai se livrar da minha proteção, você e o bebê precisam ser protegidos.

–– Chato –– fiz um biquinho, ganhando um rápido beijo de Alec.

–– Alias, você, o bebê e Miguel merecem ser protegidos, então vou agora mesmo ao orfanato vê-lo –– ligou o carro.

–– Vá sim –– me afastei um pouco do carro –– Ele estava louco para te ver, mande um beijo para ele.

–– Pode deixar –– Alec me olhou dos pés a cabeça por um instante –– Eu te amo, Cenoura.

–– Eu te amo, inglês.

Sorrimos um para o outro e Alec partiu com o carro, eu queria entrar logo e ir comer, mas estava paralisada no local. Ainda sorrindo como uma boba tive meu primeiro momento a sós com o bebê desde que descobri dele, toquei em minha barriga, chegando até mesmo a levantar a blusa que eu usava.

Nada estava diferente em minha barriga, nem parecia que eu estava grávida, mas eu conseguia sentir. Isso nem se referia ao fato dos enjoos, do sono ou do choro fácil, sim ao fato de que eu estava encantada pelo bebê.

Já conseguia imaginá-lo, com os mesmos olhos do pai, o sorriso e quem sabe algo de mim. Quando me dei conta, já estava com lágrimas escorrendo por meu rosto e com uma enorme vontade de ter aquele bebê em meus braços de uma vez por todas.

–– Rê? –– virei para o lado assustada quando ouvi Lucy me chamar –– Por que você está abraçada a sua barriga chorando? –– perguntou confusa.

–– Por nada –– abaixei minha blusa e limpei as lágrimas dos meus olhos, mas novas vieram e eu não resisti dar um sorriso para minha melhor amiga.

–– Renesmee –– Lucy se aproximou cautelosamente de mim –– É o que eu estou pensando?

–– No que está pensando? –– sorri mais ainda.

–– Você está grávida?

–– Estou –– respondi, sem conseguir manter aquilo em segredo por mais tempo, pelo menos não para ela.

–– Renesmee, não acredito! –– Lucy me envolveu em seus braços –– Eu sabia, você nunca passou tão mal com bebida a ponto de ir parar em hospital como ontem, teremos nossos bebês praticamente juntas –– começou a encher meu rosto de beijos.

–– Sim, isso vai ser fantástico.

–– Por que você e aquele inglês idiota não falaram antes?

–– Não queríamos atrapalhar o casamento de você e Riley –– respondi –– Na verdade ainda não quero, então não conte isso para ninguém.

–– Mas, seria tão legal compartilhar isso –– Lucy resmungou.

–– É sério Lu, convenci Alec a contar para todos só depois do seu casamento, então vamos esperar.

–– Tá, eu vou me controlar para não contar até lá –– a loira falsa pareceu irritada –– O que importa agora é que eu vou ganhar mais um bebê para mimar –– tocou em minha barriga.

–– Lu, você aceita ser a madrinha?

–– Está falando sério? –– perguntou surpresa.

–– Estou, por que isso parece ser algo de outro mundo?

–– Porque eu pensei que você chamaria sua irmã, ou a de Alec, sei lá –– deu de ombros, com lágrimas em seus olhos –– Eu sou só uma amiga.

–– Não, você é minha irmã, Lu –– beijei sua bochecha –– E vou ser a madrinha do seu bebê, nada mais justo do que você ser a do meu. Se um dia, que isso nunca aconteça, mas se um dia eu vier faltar para essa criança, não teria ninguém mais no mundo que eu pediria para cuidar do que você.

–– Rê, isso é simplesmente a coisa mais amável que alguém me disse! –– exclamou chorando ainda mais.

–– Sempre cuidamos uma da outra, acho que cuidarmos dessas crianças juntas será maravilhoso, assim seremos as melhores mães que elas vão ter –– afirmei.

–– Renesmee, Lucy, por que vocês estão chorando? –– papai apareceu na porta de casa.

–– Crise de choro pré casamento –– Lucy sorriu para mim ao responder –– Vamos lá tomar café, madrinha.

**

O dia foi longo e eu já estava temendo como seria o dia seguinte quando seria a festa de verdade, Lucy queria que tudo saísse impecável e estava surtando com os mínimos detalhes. Ela era muito estressada e mamãe tinha que ficar em seu pé para que ela não se estressasse demais, afinal aquilo poderia fazer mal ao bebê.

–– Mais calma? –– perguntei enquanto nos arrumávamos para o jantar de ensaio.

–– Sim –– ela suspirou, fechando o vestido que usaria aquela noite.

–– Lu, está acontecendo algo? Você e Riley brigaram, ou algo assim?

–– Não –– murmurou –– Não é nada relacionado a ele –– me olhou como se fosse desabar a qualquer momento.

Não precisei de muito para reconhecer aquele olhar, eu conhecia Lucy muito bem, sabia quando ela estava daquele jeito era por culpa de seus pais. A chefe de cozinha sentou na beirada da cama e tocou em sua barriga, deixando algumas lágrimas deslizarem por seu rosto, sem se importar de já estar maquiada.

–– Ei, o que houve? –– me juntei a ela, a colocando em meus braços.

–– Eles nunca vão ligar para mim, Nessie –– soluçou –– Eu não sei porque insisto, mas meus pais não me amam e nunca vão amar.

–– Lucy, você não precisa deles. Já é uma mulher, está prestes a se casar e a ter um bebê, tem um trabalho que adora, deixe seus pais de lado.

–– Eu queria muito conseguir fazer isso, Rê –– colocou o rosto entre suas mãos –– Mas eu não consigo, ainda sinto que preciso do amor deles, da aprovação deles. Queria tanto que eles me amassem, que ficassem felizes por mim.

–– Amiga...

–– Eles ainda estão juntos, viraram grandes empresários em Los Angeles, mas me odeiam pelo o que fiz que passassem dez anos atrás. Eu não deveria ter feito aquilo, devia ter ficado ao lado deles, quem sabe me amariam, sei lá.

–– Não, nem pensa nisso –– fiz com que ela me olhasse –– Lucy, você foi a pessoa mais forte quando enfrentou seus pais aquele dia, não o contrário. Você tirou a mascara de falsidade amiga, não a recoloque.

–– Eu só queria que eles me amassem –– chorou mais alto ainda.

–– Lu –– segurei em seu rosto –– Eu te amo, minha família te ama, seus amigos te ama, Riley te ama e esses bebês irão te amar –– coloquei uma mão dela sobre minha barriga e a outra na sua –– Você não precisa do amor falso dos seus pais, você tem muito amor verdadeiro aqui.

–– Mas dói, eles não estarão no casamento da única filha deles.

–– Vai suportar Lu, você é a pessoa mais forte que conheço, não se deixe abater, tudo bem? –– limpei o rímel de seu rosto.

–– Tudo bem –– concordou ainda chorosa –– Acho que os hormônios da gravidez estão me deixando cada vez mais louca –– resmungou.

–– Eu te entendo, deixa com que eu refaço sua maquiagem.

–– Obrigada –– normalizou sua respiração.

Depois de consertar a maquiagem de Lucy, descemos para nos encontrar com Riley e Alexander que já estavam lá para irmos para o restaurante onde seria o jantar de ensaio. Alec me deu a boa noticia de que Miguel estaria na cerimônia conosco no dia seguinte, o que me animou cem por cento.

O jantar não era nada muito grandioso, só uma pequena reunião com familiares e amigos mais próximos. Foi fácil passar por ele sem vômitos, bebidas, ou dar com a língua nos dentes de que eu estava grávida.

–– Estou exausta –– Lucy e eu nos jogamos nas camas quando voltamos para casa.

–– Eu poderia dormir até o mês que vem –– me aconcheguei ao travesseiro –– Estou com saudades do Alec.

–– Estou com saudades de transar, se você for casar, esquece essa de passar a última semana sem sexo.

Gargalhei alto da fala dela, depois fomos comer biscoitos e sorvetes, até que cansamos o suficiente e nos enfiamos na mesma cama para dormir. Tínhamos chorado mais e chegado a conclusão de que os hormônios nos deixariam malucas até o fim da grávidez.

**

Fiz de tudo para ser a primeira a acordar no dia seguinte, peguei meu celular e coloquei a marcha nupcial para tocar. Lucy se remexeu na cama e riu quando me viu imitando a entrada dela na igreja.

–– Hora de acordar noivinha, temos que ir te casar! –– comemorei.

–– Eu sou uma noiva! –– Lucy gritou empolgada –– Que dia lindo! –– saiu da cama e olhou pela janela –– Amiga, eu vou casar! –– se ela não tivesse tanto medo de que algo acontecesse com o bebê, teria pulado ali mesmo, sem se importar.

–– Vai sim e temos muito a fazer –– pausei a marcha nupcial –– Então vamos lá, Barbie!

A casa dos meus pais se transformou em um perfeito quartel general para as mulheres, minha mãe, Rachel, Rosalie, Alice, Gabriella, Beatriz e eu estávamos empenhadas em além de nos arrumarmos, arrumarmos Lucy. E depois de algumas horas, vi minha melhor amiga se transformar na noiva mais bonita de todos os tempos.

Eu cheguei a igreja primeiro, com Beatriz, afinal éramos as madrinhas e tínhamos que estar lá para resolvermos os últimos detalhes. William e Alec estavam perfeitos em suas roupas formais, mas um garotinho de terno foi quem chamou minha atenção.

–– Nessie! –– Miguel correu até mim, me abraçando como se eu fosse a pessoa preferida dele no mundo.

–– Oi Campeão –– beijei a cabeça dele –– Como você está?

–– Animado! –– exclamou –– Alec disse que em breve vocês me contaram uma surpresa que eu vou adorar.

–– Oh sim, logo mais você vai receber algo bem legal da gente –– lancei um olhar cúmplice para Alexander –– Oi amor –– fui até ele.

–– Tudo bem com você e o nosso segredo?

–– Tudo ótimo –– acertei sua gravata –– Dormimos, nos alimentamos e aqui estamos –– encostei meus lábios nos seus por um instante –– Estava com saudades.

–– Eu também, dorme na casa dos meus pais comigo hoje?

–– Durmo sim –– pisquei para ele –– Miguel? –– chamei pelo menino que estava conversando com Will.

–– Sim?

–– Eu te amo, meu bem –– beijei seu rosto.

–– Eu também te amo, Nessie –– voltou a me abraçar.

–– Entre na igreja com Alec, eu vejo você depois, okay? –– sorri para meu menino.

–– Tudo bem, até depois –– ele segurou na mão de Alec.

–– Te vejo lá dentro –– Alec e Will entraram com Miguel.

Logo o carro que estava trazendo Lucy chegou, papai estava com ela, uma vez que a loira tinha pedido que ele fosse quem a conduzisse pelo altar. Ela estava visivelmente nervosa, mas não parava de sorrir um segundo sequer.

–– Como eu estou? –– me perguntou.

–– Perfeita, mas falta um detalhe –– me aproximei dela.

–– O quê? –– começou a olhar para si mesma, na esperança de encontrar algo fora do local.

–– Isso –– coloquei em sua vista o colar a sua frente.

–– Amiga –– sussurrou surpresa, olhando como se não acreditasse que aquilo estava a sua frente.

O colar era a metade que eu tinha do coração que completava melhores amigas, o mesmo que usei até Lucy e eu brigarmos após ela me ver com Alec. Depois daquilo o tirei e deixei guardado por anos, até aquele dia.

–– Segundo a tradição você precisa de algo velho, azul, emprestado e novo para o casamento –– coloquei o colar nela, agradecendo por ela não estar usando nenhum –– Bom, o colar é velho, a escrita está em azul, estou te emprestando e como ele não era o seu, é algo novo para você.

–– Obrigada –– foi a única coisa que ela disse, segurando as lágrimas.

–– Isso, nem pensa em chorar –– ajeitei seu véu –– É seu grande dia Lucy, quero que o aproveitei.

–– Eu vou –– ela fez menção de se afastar de mim, mas voltou para me abraçar –– Sua cretina, se eu chorar mais uma vez por sua causa, juro que espalho seu segredo –– a fala dela me fez rir e fiz sinal para que todos se colocassem em suas posições.

Beatriz e eu entraríamos primeiro, depois Hanna, a filha dela com Will. A pequena seria a encarregada de ser a daminha de honra de Lucy e ir jogando as pétalas rosas a sua frente, para que depois a noiva e meu pai, que tinha se tornado um pai para ela, entrassem.

Entrar na igreja, olhando diretamente para Alec, não fez meu coração acelerar e desejar me casar com ele na mesma hora, mas me fez sorrir e aquilo era o suficiente. Fiquei em meu lugar no altar, pronta para apreciar o show de Lucy ao entrar na igreja.

O sorriso dela poderia iluminar o mundo, a cabeça erguida, linda dos pés a cabeça e a postura de uma rainha. Caminhava com confiança, o que me fez sorrir ainda mais, pois ela estava tendo um momento que sempre sonhou desde pequena.

Riley não conseguia tirar os olhos dela, chegando a tentar caminhar até a noiva antes da hora, mas por sorte Alec o manteve em seu lugar. Papai por fim entregou Lucy a Riley, beijando a testa da garota que tinha se tornado sua filha, depois lançando um olhar rígido para o noivo.

Mesmo assim, Riley não deixou sua felicidade sumir, ele beijou Lucy por um instante, para depois beijar a barriga dela. Então se colocaram em seus lugares no altar, a noiva passou o buque para mim e o padre iniciou a cerimônia.

Foi lindo e eu me emocionei, ainda mais com os votos dos noivos. Comecei a chorar silenciosamente em meu lugar quando Riley jurou cuidar para sempre de Lucy, porque era daquilo que ela precisava, de alguém para cuidar dela e ele faria isso.

Dali até a festa no salão, precisei me apoiar em Miguel e Alec para não ter mais uma crise de choro. Estava começando a ficar preocupada com meu emocional, mas aos poucos fui me tranquilizando.

Os noivos cumpriram cada tradição que eram exigidas nos casamentos mais sérios, fotos, danças, bolo, buque –que foram parar nas mãos de Rachel – e depois discursos. Alec e eu éramos os encarregados de fechar a sessão de discursos aquele dia.

–– Boa tarde –– Alec que estava sentado ao meu lado na mesa destinada para noivos, familiares e padrinhos, se colocou de pé, segurando o microfone e uma taça de champanhe –– Antes de qualquer coisa quero agradecer a Riley e Lucy por terem me convidado para ser o padrinho de casamento deles, é uma honra imensa estar aqui hoje celebrando a união de vocês.

O que mais eu posso falar? Além é claro de que eu vi o romance se iniciar depois de uma aposta, polichinelos e nada de roupa da parte do noivo? Sim, Riley fez polichinelos nus uma vez por conta de uma aposta entre ele e Lucy –– Alec falou, fazendo com que todos rissem –– Mas falando sério, eu acho que fui a primeira pessoa a notar o quanto Riley amava Lucy, levando em conta o quanto ele tem de amor próprio, isso é incrível gente.

Vocês dois formam uma boa dupla, estão juntos a anos e atravessaram tempos difíceis sempre unidos. Agora terão uma família, sobre a qual eu me orgulho muito de anunciar que serei o padrinho do primeiro filho de vocês.

Riley, uma vez eu pedi que você cuidasse de Lucy, porque ela era importante demais para ser deixada de lado, então hoje eu refaço o pedido –– Alec olhou sério para Riley, enquanto Lucy e eu estávamos com lágrimas nos olhos –– Cuide de Lucy, a ame e nunca a deixe de lado. Um brinde aos noivos! –– ergueu sua taça e todos brindaram.

Respirei fundo por um segundo, para então me colocar de pé e iniciar meu discurso.

–– Lucy, valeu por me colocar como madrinha, eu te odiaria se não tivesse feito isso –– pisquei para ela, que riu junto com os outros –– Se vocês querem saber, eu conheço Lucy desde que éramos crianças, mas Riley a conheceu primeiro, o que muitas vezes me irritou, porque eu não era a amiga de mais tempo dela. Mas, hoje eu vejo o quanto isso é bom, porque sempre cuidei de Lucy e não tem ninguém melhor no mundo para cuidar dela que não seja Riley.

Então, seu loiro narcisista que eu tanto desprezo –– brinquei –– É como Alexander disse, cuide de Lucy, porque ela é importante. Porque Lucy enfrentou muito, mas no outro dia sempre acordava de cabeça em pé, pronta para vencer.

Eu tenho muito orgulho de ser sua amiga, Lucy ––segurei as lágrimas –– Obrigada por ter me perdoado mais de uma vez, por ter lutado por nossa amizade, por ter lutado por você mesma. Hoje é seu grande dia, daqui a alguns meses teremos um lindo bebê para amar e eu vou amá-lo e protegê-lo da mesma forma que sempre fez comigo e sempre fiz com você.

Você e Riley se encantaram um pelo outro da forma mais inesperada possível, vocês se protegeram e se amaram quando seu mundo estava virado de cabeça para baixo. Sei que fui a responsável por boa parte da confusão da sua vida naquela época, então vou me sentir responsável pelo relacionamento de vocês também –– sorri, vendo Lu sorrir junto comigo –– Só para constar, Riley, eu não queria você com Lucy ao principio. Mas a cada dia, vi o quanto vocês se completavam, se encaixavam e davam certo, mesmo entre brigas.

Eu amo vocês! –– exclamei –– Eu amo ver Lucy feliz, eu amo ver o sorriso apaixonado que ela dá para o Riley e o quanto ela ama o bebê em seu ventre. Eu amo a mulher guerreira que ela se tornou e amo a ver realizando um sonho.

Lucy, parabéns, você sempre será o primeiro lugar para mim –– vi ela limpar as lágrimas –– Agora você será sempre a primeira no coração de Riley e do bebê de vocês, será isso por ser você mesma, minha loira falsificada –– ela riu da última parte.

Eu desejo uma vida repleta de felicidade, carinho e amor entre vocês –– ergui minha taça –– Terão momentos complicados, mas vocês vão superar, sempre terá o amanhã para seguir em frente. Vida longa ao Rei e a Rainha do baile de primavera, que vocês sejam felizes para sempre como nos contos de fadas.

Todos brindaram e Lucy deixou seu lugar para vir até mim e me abraçar, o que resultou em nós duas mais emocionadas do que antes. Ela sussurrou agradecimentos para mim, para então ir abraçar Alexander, Riley veio até mim e aproveitei para falar diretamente com ele.

–– Riley, nunca machuque a Lucy.

–– Eu não vou, prometo –– ele beijou minha bochecha –– Obrigado por tudo que fez por ela, Renesmee. De verdade, você manteve Lucy de pé tantas vezes, eu não sei o que seria da minha vida se não estivesse com ela.

–– É tão reconfortante saber o quanto você a ama –– abri um enorme sorriso –– Eu nunca confiaria Lucy a ninguém que não fosse você, então não me decepcione.

–– Nunca –– fez um sinal de positivo –– E parabéns pelo bebê!

–– Ela te contou?

–– Claro que contei –– Lucy e Alec se aproximaram da gente.

–– Você já contou para os outros? –– Alec perguntou levemente revoltado.

–– Lucy descobriu –– dei de ombros.

–– Eu vou ser o padrinho, não é? Seria muita cara de pau de vocês se não fosse eu –– Riley protestou.

–– Claro que vai ser você idiota –– Alec bufou, me fazendo rir.

–– Eu posso fazer algo? –– Lucy indagou empolgada demais, antes que qualquer pessoa pudesse perguntar ou responder algo a ela, a mesma já estava com o microfone em mãos –– Gente, um segundo da atenção de vocês –– ela segurou em minha mão me puxando para seu lado –– Queria informar a todos que em breve eu também serei madrinha, os padrinhos do meu casamento e do meu bebê terão um filho também.

Aplausos preencheram o salão, Lucy me deu um abraço apertado e agradeci de jeito sarcástico por ela ter contado para metade da cidade de uma vez só sobre o bebê. Então, Alec e eu passamos pela dura missão de irmos conversar com nossas famílias sobre aquilo.

Meu avô estava irado, dizendo que eu era nova demais para aquilo, mas por fim se rendeu e nos parabenizou. Papai não se deu trabalho de aparentar estar com raiva ou coisa assim, indo logo agradecer a Alec por mais um neto, depois me enchendo de carinhos.

Mamãe enlouqueceu de felicidade, assim como Rachel e meu irmão. A família de Alec estava mais contida, com exceção de Esme, que parecia que a qualquer momento sairia gritando e pulando pela descoberta do primeiro neto.

Quando conseguimos nos livrar das parabenizações, Alexander e eu levamos Miguel para uma área mais reservada do salão, onde poderíamos conversar melhor com ele. O garotinho também nos encheu de parabéns a respeito do bebê, depois perguntas sobre nossa relação e quando iríamos casar.

–– Uma coisa de cada vez, Campeão –– Alec se ajoelhou diante dele, arrumando a roupa formal que usava –– Lembra que Renesmee e eu tínhamos uma surpresa para você?

–– Sim, não era o bebê?

–– Não, outra coisa –– afaguei seu cabelo –– Conta eu ou você? –– perguntei para Alec.

–– Pode ser eu? Quero muito fazer isso –– o inglês estava mais empolgado do que Lucy quando anunciou para todos que teríamos um bebê.

–– Pode sim –– concordei.

–– Miguel, Renesmee e eu queremos adotar você!

–– Mas, mas vocês já vão ter um filho –– Miguel gaguejou.

–– Queremos que seja nosso filho também –– ajoelhei diante dele, ao lado de Alec –– Queremos que nós quatro sejamos uma família.

–– Eu vou ser filho de vocês?

–– Você já é um filho para a gente, Miguel –– Alec limpou a lágrima que chegava a covinha na bochecha de Miguel –– Só vamos oficializar isso.

–– Eu vou poder chamar vocês de pai?

–– Oh sim, isso seria incrível, mas só se você quiser –– Alec falou emocionado.

–– Mãe? –– Miguel me olhou hesitante, apenas assenti e o puxei para meus braços –– E pai? –– se virou para Alec.

–– Sim Miguel, somos seus pais –– Alec se uniu ao abraço.

Passamos algum tempo com Miguel, até que o garotinho foi contar para todo mundo sobre sua novidade, Alec e eu permanecemos nos jardins do salão de festas. Na tentativa de evitarmos mais uma rodada de pressão familiar e parabenizações que não acabavam.

De onde estávamos podíamos ver Will e Bia com os filhos, Alice conversando com Jasper –nosso professor de história que tinha sido convidado para o casamento. Jacob e Gabriella dançando. E Lucy e Riley dividindo um pedaço de bolo, entre sorrisos e beijos.

–– Eu estou tão feliz –– comuniquei a Alec.

–– Eu te amo, Renesmee! –– exclamou –– Por isso vamos aproveitar que ninguém está nos procurando ainda –– ele me conduziu para o carro que estava usando do pai.

Alec dirigiu em silêncio até onde estávamos indo, o único som dentro do carro era a música baixinha vindo do som e meus suspiros na esperança de que ele falasse algo. O inglês nos levou para a praia e eu tive que me livrar dos salto para acompanhá-lo até a areia.

–– Renesmee –– ele sussurrou meu nome –– Nós nos vimos pela primeira vez naquela lanchonete ali –– apontou para a lanchonete de papai –– Nós começamos a namorar nessa praia, nós dissemos que nos amávamos aqui, nós nos entregamos um para o outro ali –– apontou para a casa dos seus pais –– Nós fugimos do escuro aqui, por muitas vezes, é por isso que eu queria que esse fosse o lugar desse pedido –– se ajoelhou diante de mim, tirando uma caixinha de dentro do seu bolso.

–– Alec –– tapei minha boca com as mãos.

–– Eu te amo, Renesmee. Eu te amo desde a primeira vez que vi seus olhos esverdeados me encarem, desde que senti seus lábios, desde que ouvi você dizer que queria ser minha namorada. Eu amo você ter superado cada entrave emocional que possuía, ter vencido o escuro e ter se tornado a única garota por quem me apaixonei de verdade.

Eu amo ver você escrevendo, ver você dançando e adoro o fato de você sempre sorrir quando me beija. Amo que você tenha me levado até Miguel, que agora esteja disposta a torná-lo nosso filho e que esteja gerando nosso bebê. Eu te amo, simplesmente assim –– abriu a caixinha –– Aceita se casar comigo? Para que eu posso te amar a cada dia mais.

Notas finais
Relembrando, mais dois capítulos e o epílogo e teremos o final da história, mas pensei em fazer um bônus, então escolham o personagem e uma situação x para que eu escreva, me contem nos comentários o que pensaram. Por favor, comentem! Beijos. Lola Royal. 07.03.15