Teenage Dream

13 Capítulo Doze- Proibida


Notas iniciais
Considerem esse capítulo o meu presente de Natal para vocês, okay? Okay! Prometo que ele está bem bacana (o melhor até aqui, garanto) e é auto explicativo. Esse vai dedicado a minha adorável Cristina, que tem o Daniel só para ela (insira aqui um enorme coração), muito obrigada pela recomendação, foi simplesmente linda. Espero que todos gostem do capítulo, agora me deixem ir comer algo hahaha Antes que eu me esqueça: UM FELIZ NATAL PARA TODO MUNDO, COMAM MUITO E SE DIVIRTAM.

Capítulo Doze- Proibida

"Porque querido nós nascemos para viver rápido e morrer jovens,

Nascidos para ser ruins, se divertir,

Querido, você e eu podemos ser um,

Basta acreditar, vamos lá” –Never Let Me Go, Lana Del Rey

O primeiro dia de aula podia ser a experiência mais legal e desafiadora do ano, mas eu estava muito contente dele ter chego ao fim e por ter dormido assim que cheguei em casa, durante a noite inteira sem ficar imaginando como seriam os próximos dias. Na manhã seguinte eu estava disposta para ir a aula, mas não animada, meu humor nunca seria bom pela manhã, isso era fato.

–Bom dia filha –mamãe saudou quando entrei na cozinha aquela manhã –Belas roupas –avaliou o que eu vestia aquela manhã, short jeans com uma blusinha social rosa, meu cabelo estava metade preso e o restante solto, não a bagunça que estava no dia anterior.

–Bom dia –me sentei para comer.

–Você nem jantou ontem, deve estar morrendo de fome.

–Na verdade não, ficamos por um bom tempo na lanchonete –comentei –Papai devia ter nos expulsado ao invés de ficar colocando tudo na conta da casa –ri.

–Emmett chegou tarde, sabe se ele estava com Rosalie?

–Não, ele foi ajudar o namorado da Lu a se preparar para os treinos de Futebol Americano -respondi, comendo um generoso pedaço de bolo de chocolate –Aliás, cadê ele e papai?

–Ah, eles foram mais cedo com o seu avô, iam dar uma volta na praia –ela comentou –Tem carona hoje? Ou quer que eu te deixe?

–Lucy vem me buscar.

Mamãe estava tranquila aquela manhã, então não me encheu de perguntas, nem nada disso. O que me fez ficar calma e eu mesma começar a falar sobre meu primeiro dia de aula, ela ouviu tudo atentamente, fazendo um comentário ou outro de vez em quando, mas nada que me irritasse.

–Cadê seu namorado? –perguntei quando entrei no carro de Lucy.

–Ele já está com o carro dele –ela respondeu, dando uma mordida em uma barrinha de cereal –O que é ótimo, porque se eu tivesse que dirigir até a praia para buscá-lo todo dia, eu terminaria o namoro –falou brincando.

–Então, você o escolheu? Não para James, sim para Alec?

–É, isso mesmo –Lucy deu um sorriso nervoso –Não quero voltar no tempo tumultuoso de quando estava com James, já tenho problemas demais com meus pais.

–Eles brigaram de novo?

–A novidade seria se eles não brigassem –ela falou, mas logo tratou de mudar de assunto.

Aquele dia de aula se arrastou, na primeira turma dividi a mesa com Riley, que se esforçou para que o clima tenso que estava entre a gente desaparecesse, ainda foi meio estranho, mas no fim tudo deu certo. No segundo tempo assisti aula com Lucy, na verdade ficamos jogando bolinhas de papel na mochila de William, que estava na mesa da nossa frente, junto com Gabriella, que viu nossa arte, mas não contou nada.

Lucy não falava com a novata, nem mesmo quando pedi para que ela fosse simpática. A loira podia ser super carismática e simpática, mas só com quem queria e quando queria, forçá-la a algo era estupidamente inútil.

Passei a terceira aula com Beatriz, o que foi divertido e relaxante, pois nosso professor de Geografia nos mandou desenhar mapas e ambas éramos péssimas com desenhos, então acabamos fazendo um mapa pós apocalíptico de um lugar que foi destruído por bombas. A quarta aula fiquei com Rosalie, minha cunhada e minha capitã do time das lideres de torcida, não éramos tão próximas assim, mesmo que eu a adorasse.

–Então fica decidido assim! –Lucy finalizava uma conversa quando me juntei a ela, Beatriz, Jacob e Alice na nossa mesa do almoço.

–O que fica assim? –questionei me sentando ao lado dela.

–Nossa chapa para o Grêmio Estudantil –ela falou –Você, Bia, Allie, Jakelicia e eu.

–Um excelente quinteto, já ganhamos –Alice soou triunfante em sua frase –Combinamos que no domingo nos reuniremos na casa da Lucy para planejar nossa campanha.

–Por mim está ótimo –concordei, mesmo que meus planos para domingo fossem estar me recuperando de ter feito sexo pela primeira vez.

–Renesmee Masen, seu irmão é um psicopata! –Alec exclamou ao sentar entre mim e Lucy.

–Emmett é realmente um masoquista, uma vez pedi para ele me ajudar com um alongamento e acabei toda destruída –Alice resmungou.

–Isso sem falar de quando ele quase quebra meu braço –Will sentou junto de Bia.

–É, mas ele conseguiu quebrar o meu, então parem de reclamar –Riley sentou do outro lado de Lucy.

–Ele me fez correr por toda a praia, cinco vezes –Alec revirou os olhos –Isso sem falar no quanto ele é maluco com levantamento de peso, disse que eu estou magro demais e preciso de massa até os testes.

–Só não aceite nada que ele lhe der para beber –falei, sem me conter.

–É, ele me disse que destruiu tudo tomando substâncias ilegais –Alec abaixou o tom de voz, me fazendo notar que aquela conversa tinha se resumido a apenas nós dois. Jacob estava discutindo algo com Alice, Bia e Will se beijando, e Riley e Lucy dividiam um pedaço de pizza e conversando.

Se eu tinha Demetri como meu melhor amigo, Lucy tinha Riley como o dela. Eles eram muito próximos, principalmente pelo pai do Biers trabalhar junto com o prefeito, desde o começo de suas carreiras, então os dois se conheciam desde crianças, ele estava na vida dela antes mesmo de mim.

–Estou com medo de não passar no teste e seu irmão me matar por ter feito ele perder o tempo dele –Alec franziu o cenho.

–É, ele com certeza vai te matar –dei uma generosa mordida em uma maça –Você viu a Gabriella? –questionei, olhando pelo refeitório.

–Sim, mais cedo no armário, ela estava conversando com um loirinho que carrega uma câmera sempre, não sei ainda quem ele é.

–Demetri –sorri, reconhecendo somente pelo fato de sempre estar com uma câmera.

–E pelo jeito que fala dele, vocês são algum um para o outro?

–Não –ri –Demetri é meu melhor amigo e meu vizinho do lado, não tem nada amoroso entre nós dois.

–E o cara de Los Angeles te ligou? –perguntou, pegando a maça da minha mão e a terminando de comer, sobre meu olhar revoltado.

–Não, ele não vai ligar, já desisti de esperar –por instinto chequei meu celular, mas não tinha absolutamente nada de Daniel.

Minha próxima aula seria com Alec, então fomos para a sala discutindo sobre músicas. Ele defendia com sangue nos olhos suas bandas preferidas, que descobri ser Muse e Arctic Monkeys, mas eu também era imponente ao defender as minhas, 5 Seconds of Summer e Maroon 5.

Assim que chegamos a sala de artes, fomos atingidos por cheiro de incenso, o que era bem característico da nossa professora, Jessica Stanley. Ela era uma das melhores pessoas daquela escola e todos os alunos –sem exceção –a adoravam profundamente, a mulher, de pouco mais de trinta anos, era uma verdadeira hippie, o que só criava um charme a mais para ela.

–Renesmee querida, olá –ela me abraçou quando entrei na sala.

–Oi Jessica –a chamei pelo primeiro nome, como ela insistia para que todos a chamassem –Como foi o verão?

–Incrível, fui para o Peru –contou, seus olhos chegavam a brilhar de entusiasmo –Outro dia te mostro as fotos que tirei de lá.

–Vou adorar ver –sorri de volta para ela.

–Então, quem é você? –ela perguntou para Alec.

–Alexander Cullen –assim que ele respondeu ganhou um abraço apertado de Jessica.

–Seja bem vindo, Raio de Sol –a expressão assustada de Alexander era hilária –Que sua estadia aqui na Sun West High School seja iluminada e cheia de felicidade.

­–Valeu –ele controlou a vontade de rir.

–Podem ir se sentar, vou preparar os chácaras dos outros alunos –Jessica beijou a bochecha de Alec, a minha e foi falar com algumas garotas.

–Ela é doida, ou algo assim? –Alec me perguntou aos sussurros quando nos sentamos no fundo da sala, perto da parede.

–Algo assim, mas vai gostar dela –garanti.

–Hoje iremos fazer um trabalho especial, baseado nos cinco sentidos –Jessica falou toda sorridente, iniciando sua aula –Paladar, audição, visão, tato e olfato. O que terão de fazer é bem simples, garanto –começou a distribuir cachos de uvas para cada um –O primeiro sentido que trabalharemos será o paladar.

–Comida de graça? –Alec perguntou quando ela colocou as uvas sobre nossa mesa.

–Sim –ela riu –Mas vocês não vão simplesmente comer, irão degustar, prestar atenção a cada sensação que essa fruta irá lhes propor, então vão escrever sobre o que sentiram, entenderam?

–Sim –foi o coro geral da sala.

–Podem começar! –ela bateu palmas, animada.

Peguei a primeira uva e a mordi devagar, Alec já estava na segunda enquanto eu ainda me atentava ao gosto da fruta. Ela estava levemente azeda, o que causou uma sensação de desconforto na minha boca, mas aquilo também provocou um arrepio em mim e foi estranho, mas ao mesmo tempo interessante.

–Sentiu algo demais? –Alec me perguntou –Não senti nada além de que esta uva está azeda.

–Você é tão insensível –o acusei, fazendo ele sorrir e comer mais uva.

–Agora escrevam suas experiências –a professora ordenou.

“Paladar: o sabor da uva foi diferente dessa vez, se comparado as tantas outras vezes, a fruta estava levemente azeda e aquilo causou um desconforto em mim, entretanto, parando para avaliar toda a sensação, na pude deixar de perceber o quanto a fruta podia ser boa mesmo azeda, talvez o diferente nem seja ruim, só precisamos senti-lo de verdade.”

–Você é meio poética –notei que Alec lia o que eu escrevia.

–E você só conseguiu escrever que a uva está azeda –rebati, lendo o que ele tinha escrito.

–Pronto crianças, vamos para o próximo sentido! –Jessica chamou a atenção de todos, caminhando até o aparelho de som que tinha na sala –Audição –murmurou antes de apertar o play e um som estridente invadir a sala.

Imediatamente tapei meus ouvidos, vendo todos os outros que estavam na sala, incluindo a professora, fazerem o mesmo, ainda assim ela não desligava o som e o barulho infernal continuava ressonando alto e irritante. Mesmo eu estando furiosa, consegui sentir alivio e gratidão quando o som finalmente cessou.

“Audição: raiva, isso e somente isso que senti quando aquele maldito som me atingiu. Não consegui nem ao menos decifrar de que ou de quem era aquele barulho, mas ele me deixou muito irritada, com vontade de quebrar o maldito aparelho de som em várias partes. Mesmo assim, depois que tudo voltou ao silêncio, consegui sentir alivio e gratidão, foi incrível me ver longe daquele incomodo.”

–Agora fiquem de frente para seus colegas do lado –Jessica instruiu –E deverão enxergá-los de verdade.

Alec e eu arrastamos nossas cadeiras, ficando de frente um para o outro. Ele ainda comia as uvas, o que me fez rir. No começo ficamos apenas nos olhando, com expressões entediadas em rosto, mas logo o moreno começou a me encarar, da mesma forma que tinha me encarado quando nos vimos pela primeira vez.

–O que foi? –perguntei quando ele me encarou de um modo diferente, como se estivesse confuso com algo.

–Nada –murmurou a resposta.

Eu passei a analisar cada traço do rosto dele, o modo como seus lábios eram finos, mas projetados para frente, como se o moreno estivesse fazendo um bico fofo, como uma criança. A pinta que ele tinha no canto da boca do lado esquerdo com certeza era charmosa, mas eram seus olhos que me faziam delirar.

Cresci em uma cidade litorânea, vendo o mar quase todo o dia. Amava a praia, ir até lá e simplesmente observar as ondas, era tudo muito bonito e tranquilizador, mas também me fazia sentir agitada e empolgada. E era tudo aqui que eu sentia ao olhar nos olhos azuis de Alec, porque ele era agitado, empolgado, mas também bonito e tranquilizante.

–Podem escrever agora! –Jessica praticamente gritou, chamando a atenção de todos.

Foi difícil desviar meus olhos do de Alexander, precisei de muita força de vontade para isso e acredito que ele também, pois o garoto só se voltou para seu caderno depois de mim. A folha em branco, no espaço onde eu deveria descrever a visão me assustou, eu não fazia ideia de por onde começaria a falar sobre aquilo.

“Visão: Mar. Ondas. Foi isso que pensei quando o vi, pois ele tinha olhos da cor do mar, tranquilo e bonito na superfície, mas agitado, empolgante e misterioso no fundo. Ele é uma mistura de sensações, ele tem esses lábios finos, essa pinta e esse modo de sorrir, que só faz com que você queira vê-lo sorrindo a todo instante. Sim, ele com certeza é como o mar, e eu gosto tanto do mar que chega a doer!”

Não deixei com que Alec lesse aquilo, não que ele tivesse se esforçado para isso, pois nem olhou mais para mim e se concentrou em escrever seu trabalho, que eu também não li. Esperei impacientemente Jessica nos mandar para o próximo sentido, enquanto isso só conseguia pensar nos olhos de Alexander.

–Então, vamos prosseguir –a professora falou –O próximo é o tato e vocês deverão tocar no rosto dos seus colegas de lado, mas de olhos fechados e para ajudar nisso irei desligar as luzes, mas sem gracinhas ou mãos bobas –ela tentou soar séria, indo desligar as luzes.

Eu devo ter feito a maior careta do mundo quando me virei para Alec, mas estava esperando que ele risse ou tirasse graça de mim, ao invés disso o moreno estava com a mesma expressão levemente confusa de antes. Fui a primeira a fechar meus olhos e no meio do caminho, minhas mãos se encontraram com as dele, Alexander as levou até seu rosto e logo depois as suas vieram até o meu.

O toque dele me deixou nervosa, as mãos do moreno estavam quentes contra o meu rosto e eu estava envergonhada pelas minhas estarem trêmulas e frias. Limitei-me a tocar em suas bochechas e nariz, mas não foi por muito tempo, logo suas mãos tocaram meus lábios e eu instintivamente abri meus olhos, tirando minhas mãos dele.

Alexander também estava de olhos abertos, mas daquela vez ele não encarava os meus, estava centrado em meus lábios, os percorrendo lentamente com a ponta de seus dedos. Seu corpo estava inclinado para frente, na minha direção e eu podia sentir sua respiração descompassada, eu mesma estaria daquele jeito caso estivesse conseguindo respirar.

Na sala escura, com todos os outros de olhos fechados e rindo de ficarem tocando nos rostos um do outro, Alexander e eu estávamos quebrando todas as regras. E não somente a de ficar de olhos fechados, como também a de estarmos próximos demais para meros conhecidos e por eu estar loucamente querendo beijar o namorado da minha melhor amiga.

Só que eu não conseguia me afastar, ou acabar com aquilo. Eu gostei muito de tê-lo tocando em meus lábios, os olhando como se também quisesse me beijar. Suas mãos foram para meu pescoço, lentamente, como se ele estivesse dando tempo para que eu o parasse, mas não o parei, eu queria que ele continuasse.

–Renesmee –ele sussurrou meu nome, voltando a olhar para meus olhos, o modo com falou meu nome parecia que algo nele estava doendo.

Não disse nada, simplesmente por não ter o que dizer, apenas fiz o que queria fazer desde que toquei nele. Deixei minhas mãos chegarem a seu cabelo e fui obrigada a concordar que ele tinha o cabelo mais macio do mundo. Até mesmo o invejei por isso.

Suas mãos continuavam em meu pescoço e ele as passou para meus ombros, as movendo lentamente para meus braços. Seus olhos fecharam e foi minha vez de prestar atenção em cada detalhe de seu rosto, seus lábios estavam comprimidos, sua testa franzida e as bochechas levemente coradas, ele era lindo.

Alec voltou a abrir os olhos no mesmo instante que suas mãos voltaram a se encontrar com as minhas, ele deu um daqueles sorrisos que eu adorava e beijou minhas mãos, demorando muito no ato. Se ele era quem estava corado antes, ali com certeza era eu.

–Então, escrevam sobre isso –a professora ligou as luzes, fazendo todos protestarem por ter sido tão repentino para suas vistas.

O moreno me soltou, para que pudéssemos prosseguir com nossos trabalhos. E daquela vez foi ainda mais difícil do que com a visão, porque eu tinha sentido muito mais, eu tinha o sentido de uma forma que nunca pensei que sentiria.

“Tato: É estranho, porque nunca pensei que ter alguém tocando em mim pudesse ser tão confuso e intenso. Se eu me concentrar, ainda posso sentir suas mãos quentes em meu rosto, deslizando para meus lábios, pescoço, ombro e mãos. Com toda certeza ainda posso sentir os próprios lábios dele beijando minhas mãos. E o cabelo dele é macio, muito macio. Bem mais macio do que o cabelo de uma modelo de comercial de shampoo. E droga, eu quero que ele me toque de novo, quero sentir suas mãos em mim, quero poder tocá-lo de volta. Eu preciso tocá-lo, preciso colocar meus lábios nos lábios dele. Eu só preciso disso!”

–E agora vamos para o olfato –Jessica começou a distribuir frasquinhos que pareciam de perfume, com diferentes líquidos dentro, o meu era marrom e o de Alec avermelhado.

Assim que ele abriu seu frasco senti cheiro de rosas, poderia ser um maldito clichê, mas eram minhas flores preferidas. Eu simplesmente adorava o cheiro delas, mamãe tinha algumas no jardim de casa e era eu quem ajudava ela a cuidar. Abri meu próprio frasco e senti cheiro de chocolate, Alec ainda sentia o aroma do seu, mas se virou para mim, arrancando meu vidrinho e rindo de jeito irônico.

–O que foi? –questionei baixinho, nossos últimos minutos ainda estavam impregnados em minha mente, eu mal conseguia olhá-lo sem me sentir uma vadia envergonhada.

–A sua essência é de chocolate, não só essa –balançou a do frasco –Mas a sua verdadeira.

–Mas meu perfume não é de chocolate, só o meu shampoo e ninguém nunca disse que ele ficava com cheiro de chocolate, pois o meu creme de hidratação tem outro cheiro e sempre se destaca.

–Para mim você tem cheiro de chocolate –Alec se esticou para me devolver o frasco, mas percebi que aquilo era só uma forma dele ficar mais próximo de mim, seu rosto encontrou com meu cabelo e ele o cheirou –Ah sim, você com certeza tem cheiro de chocolate –sussurrou contra a pele do meu pescoço, voltando a se sentar direito em seguida.

Fiquei por alguns instantes perdida com o que tinha acontecido, mas logo procurei terminar meu trabalho. Sabendo muito bem o que escreveria daquela vez.

“Olfato: Eu tenho cheiro de chocolate, ao menos meu cabelo tem, e meu frasco era desse aroma. Agora eu só consigo sentir cheiro de chocolate, nem mesmo os de rosas do meu lado é capaz de combater isso, porque ele foi o único que falou que eu tenho esse aroma, e por Deus, eu sempre fui uma chocólatra assumida. E me lembro dele falando na lanchonete o quanto gosta de chocolate e isso tudo confunde mais ainda minha cabeça. Posso fazer considerações finais aqui? Se não puder não importa, porque escrevo assim mesmo, eu não faço ideia de cheiro de que ele tem, mas quero sentir, da mesma forma que quero tocá-lo e vê-lo de verdade novamente. Quero poder ouvir a voz dele no meu ouvido mais uma vez e sentir seu gosto. Quero ter todos os cinco sentidos aguçados por ele, só por ele.”

O sinal, anunciando que aula havia terminado, tocou no mesmo instante que terminei de escrever. Eu nem tive tempo de tapar minha caneta e Alec já estava fora da mesa, entregando seu trabalho para a professora e saindo com mais pressa ainda da sala de aula.

As outras pessoas também se locomoviam para irem para suas próximas aulas, mas eu não conseguia mover um músculo. Estava sozinha, no canto da sala, me lembrando de tudo que tinha sentido com Alexander durante aqueles minutos, estava nervosa, com vontade de chorar e querendo poder contar tudo aquilo para Lucy, mas eu definitivamente não poderia desabafar aquilo com minha melhor amiga, de jeito nenhum.

–Querida, você não vai para a aula? –Jessica se aproximou de mim, me olhando preocupada.

–Vou –recolhi meus pertences, estendo o trabalho para ela –Alguém mais além de você vai ler isso? –questionei, me dando conta da carga de sentimentos que eu tinha posto naqueles papeis.

–Garanto que não –me lançou um olhar reconfortante –Eu nunca exporia os meus alunos, mas se algum dia você quiser ler isso para a turma, estarei disposta a te ceder um momento da minha aula para isso.

–Não vou querer –neguei prontamente –Preciso ir –rumei para fora da sala.

O resto daquele dia na escola só serviu para que eu quisesse ir embora logo, por sorte Riley foi quem se sentou com Lucy na aula depois da de artes, pois eu não conseguiria ficar do lado dela no estado que me encontrava. E por sorte Alice sentou do meu lado e ela estava ocupada demais em um monologo sobre nosso professor de história para prestar atenção em mim.

A última aula foi de educação física, agradeci por ser vôlei e me colocarem para sacar. Consegui descontar toda minha frustração na pobre bola e me cansar o suficiente para extravasar.

Aproveitei que Rosalie me disse que iria para a lanchonete depois da aula e fui com ela para lá, eu tinha que trabalhar e evitar olhar para Lucy ou seu namorado. Eu só precisava de algumas horas focada em outra coisa para esquecer toda aquela situação arrasadora.

A lanchonete estava cheia e meus amigos não tinham ido para lá, o que era um alivio. Concentrei-me em servir as mesas, ignorando os comentários patéticos de alguns homens e meninos, que pediam meu número, ou que eu fosse o lanche deles, aquilo já tinha me irritado muito antes e a papai, meu irmão e meu avô também, então passei a ser mais fechada na lanchonete e fazer os caras perceberem que eu não era uma vagabunda.

–Hey sumida! –exclamei surpresa ao ver Gabriella se aproximando do balcão, o movimento por ali estava bem mais tranquilo.

–Oi, desculpe não ter falado com você hoje, Demetri estava me mostrando a sala do jornal, junto com a Heidi.

–Você ficou amiga da Heidi? –pude sentir o ódio em minha fala.

–Ela é legal –Gabriella deu de ombros –Mas parece que você não gosta dela –percebeu.

–Nenhum pouco –confirmei –Então, o que posso te servir? –perguntei, me lembrando que estava no meu trabalho e mesmo sendo a filha do dono do lugar, devia mostrar ética.

–Um trabalho –ela me lançou um sorriso sem graça –Preciso de grana, para a faculdade e essas coisas.

–Ah, entendo –assenti –Bom, é meu pai quem cuida das contratações, mas posso fazer uma boa propaganda de você.

–Seu pai é o dono daqui? –perguntou surpresa.

–Sim, Place of Masen, Renesmee Masen –fiz a comparação.

–Deixei essa passar –Gabriella confessou –Pode mesmo me ajudar com isso?

–Claro –fui chamar meu pai, ele primeiro hesitou, dizendo que tinha o número de garçons e garçonetes o suficiente ali, mas depois de eu insistir, ele ao mínimo concordou em aceitar fazer uma entrevista com Gabs e acabou por a contratar.

No dia seguinte, eu já estava pronta para encarar Lucy e Alec, peguei carona com minha amiga, sem deixar transparecer um segundo sequer o que tinha ocorrido na aula de terça-feira e ela parecia não saber de nada também. Nossas aulas de segunda,eram as mesmas de quarta e sexta, como as de terça eram as mesmas de quinta.

E em nenhum daqueles dias falei com Alec, nem mesmo durante a aula de matemática, nem mesmo quando nos sentamos juntos novamente na aula de artes. O inglês também não falou nada para mim, ele nem ao menos sorria para mim e eu preferia assim, devíamos manter distância, no almoço eu ficava junto de Gabriella –que voltou a se sentar conosco –e Jacob, enquanto Alec se concentrava na boca de Lucy.

O resto da semana passou rapidamente e quando me dei conta, já era sábado e não fazia ideia de como iria a festa de Nahuel aquela noite. Estava na lanchonete, tentando bolar um plano de ir, afinal havia sido ameaçada e proibida por Lucy, um estalo veio a minha cabeça quando Gabs se juntou a mim no balcão.

–Quer sair? –perguntei –Vai ter uma festa muito legal hoje a noite, podemos ir juntas, você dirigi, né?

–Sim –Gabs respondeu para minhas tantas perguntas –Festa de quem?

–Nahuel Cortez.

–Não ouvi falar muito bem desse cara –ela franziu o cenho –E só estou aqui há uma semana, além do mais não sou muito fã de ir a festas assim e minha mãe vai ter que ir acertar uns assuntos na nossa antiga cidade e vai aproveitar o fim de semana para isso, então eu vou ter que tomar conta do meu irmão caçula.

–Isso é ótimo! –exclamei.

–É, como?

–Você podia me dar uma carona até a festa e depois eu ia dormir na sua casa.

–E por que você não dorme na sua? –Gabriella me olhou confusa, parando de arrumar os copos atrás do balcão.

–Digamos que eu estou proibida de ir a essa festa –sussurrei –Meus pais não podem nem sonhar que eu vou a ela, meus amigos também não, então preciso muito de você para me ajudar.

–Nessie, isso não parece certo –ela me olhou angustiada –E se algo der errado?

–Não vai dar –garanti –Vou falar para meus pais que vou dormir na casa da Lucy, porque é o único lugar que eles não me proíbem de ir sem antes ligar para checar e tal, só que eu vou para sua casa, ai você me da uma carona para a festa e me deixa dormir lá depois. Prometo que nem vai notar minha presença e que eu saio de lá assim que amanhecer.

–Renesmee...

–Por favor, Gabs! –a abracei –Eu sou sua amiga, não sou? –a olhei com olhos suplicantes –Me faz esse favor, só isso que te peço.

–Tá bom –ela se rendeu.

Sai mais cedo da lanchonete, depois de contar para papai minha falsa história de ir dormir na casa de Lucy. Mamãe também acreditou fácil na minha mentira, até me mandou ir aproveitar um dia de descanso depois daquela longa primeira semana de aula.

Cacei o vestido mais sexy que eu tinha no meu armário e acabei optando por pegar um de Rachel mesmo, ele era preto, com um grande decote na costa e bem curto. Eu ficaria muito bem nele, principalmente com saltos altos vermelhos e uma maquiagem mais caprichada. Tomei um longo em banho em casa mesmo, me preparando para a festa desde ali.

Precisei ir de ônibus para a casa de Gabriella, já que ela não poderia ir me buscar para meu plano não fracassar. Mamãe estranhou Lucy não ter ido me buscar, pois ela quase sempre fazia isso, mas falei que ela estava com dor de cabeça para dirigir e ela não perguntou mais nada.

–Oi, entra –Gabs sorriu para mim ao abrir a porta de sua casa.

–Obrigada –agradeci animada.

–Gabe, essa é a minha amiga –ela me apresentou para um garotinho que era super parecido com ela, mas devia ter no máximo dez anos.

–Oi –o menino nem tirou os olhos da televisão, continuando a jogar em seu videogame.

–Vamos para meu quarto –Gabriella me guiou até lá –Fica a vontade para trocar de roupa e tal, quer comer algo?

–Não, estou bem –comecei a tirar minha roupa da mochila –Sua mãe sabe que estou aqui?

–Não disse seu nome, só que uma amiga ia dormir aqui. E Gabe nem vai lembrar disso quando ela voltar –falou rindo –Belo vestido –comentou quando o vesti –Mas ele não é um pouco exagerado?

–É perfeito para a ocasião –garanti.

Gabriella me ajudou a ficar pronta e quando eu estava devidamente arrumada –bem sexy na minha opinião –foi me levar até a festa, deixando seu irmão jogando video game, pois era o que ele fazia de melhor. A casa de Nahuel era em uma rua um pouco distante do centro ou da praia, então não tinha tantos vizinhos ou vigilância, Gabs até tentou me convencer a não ficar lá, mas agradeci por tudo e segui para a festa.

Eu faria aquilo, eu queria aquilo. Nada de Lucy, Alexander, Daniel ou qualquer outra pessoa. Aquela noite eu me entenderia com Nahuel e riscaria um item da minha lista.

A música era alta na casa, dando até para ser ouvida do lado de fora da mesma. A festa já tinha começado, para valer, já tinham vários copos de bebida no chão, gente se pegando pelos cantos e vários apostando quem bebia mais.

Peguei um copo de cerveja, pois foi a primeira coisa que vi, mas logo o trocaria por um de vodca. O liquido amargo me deu vontade de vomitar, mas aguentei firme, precisaria daquilo para passar por aquela noite.

–Então a ruivinha veio –Nahuel me encontrou –E veio pronta para arrasar –mordeu o lábio e olhou para minhas pernas –Ser uma líder de torcida te faz ter pernas bem firmes –comentou.

–Oi Nahuel –tomei a iniciativa e eu mesma o beijei.

Não foi tão bom quanto era com Daniel e nem teve a intensidade de quando eu estava nas mãos de Alec em nossa aula de artes, mas foi o suficiente para eu querer mais e dar continuidade ao beijo. Nahuel também parecia empolgado com aquilo e deslizou uma de suas mãos para minha bunda, não se importando nem um pouco em tocá-la sem minha permissão, era um grande alivio eu estar virada para a parede.

–Vai continuar nessa cerveja? –me perguntou, olhando a bebida em minha mão.

–Prefiro vodca –falei.

–Vou buscar para você –ele piscou para mim e seguiu na direção da cozinha, esperei inquieta ele voltar, conhecia várias pessoas que estavam na festa, mas nenhuma delas eram do meu grupo social, algumas até me encaravam como se eu fosse uma intrusa.

Nahuel voltou não só com um copo de vodca para mim, mas com a garrafa inteira, passamos algum tempo bebendo/dançando/beijando. Até que eu já estivesse alta o suficiente para deixar que ele me levasse para seu quarto.

O garoto não esperou muito para tentar tirar meu vestido, mas o distrai deixando minhas mãos passearem pela frente de sua calça, não queria que aquilo fosse tão rápido. Apesar de estar bêbada, e com um cara pelo qual não sentia nada, queria no mínimo ter boas lembranças da minha primeira vez.

–Abre as pernas vai –ele enfiou sua mão por dentro do meu vestido, me estimulando por cima da calcinha.

Sim, eu me senti excitada. Mas não, eu não achei aquilo certo. Por ele estar me apressando, por eu estar nervosa e ele nem ao menos me perguntar se estava tudo bem que fizéssemos aquilo logo.

–Nahuel, não –o empurrei, vendo sua expressão se enfurecer.

–Renesmee, vamos logo acabar com isso –tentou me beijar mais uma vez, mas eu continuei o empurrando.

–Não, eu não quero –estava a um passo de chorar, não sabia se era por conta do álcool, mexendo com todas minhas emoções, ou por medo do olhar irado dele.

–Não importa se quer ou não, você vai fazer sexo comigo –deixou claro.

–Nahuel, vem aqui! –alguém bateu na porta –Tem uns caras brigando, você precisa ver.

–Eu já volto –me beijou por um instante, mordendo meu lábio de um jeito não legal e saiu do quarto, mas não foi ingênuo de deixar a porta destrancada sabendo que eu estava a um passo de desistir de tudo aquilo.

Nahuel simplesmente me trancou em seu quarto, tentei chamar por alguém, mas a música era alta demais e com uma briga acontecendo ninguém me socorreria. O álcool estava me deixando péssima, eu tinha bebido muita vodca e ainda misturado com cerveja, minha única chance de fugir dali era pela janela, mas estávamos no segundo andar e no meu estado sabia que pular acabaria me matando.

Minha última esperança era pedir que alguém fosse me buscar, antes que fosse tarde demais, mas eu nem ao menos tinha levado meu celular, para não ter nada me atrapalhando. Comecei a revirar o quarto do idiota que tinha me ameaçado, procurando por um celular, telefone ou qualquer coisa que pudesse me deixar ter contato com outras pessoas.

Achei um telefone, o que me aliviou um pouco. Sabia muito bem para quem ligar e esperava que ela não me deixasse de lado justamente naquele momento, disquei os números de Lucy, com a mão tremendo e meu choro cada vez pior.

–Alô? –ela atendeu.

–Lucy –murmurei o nome dela.

–Renesmee? É você? Que número é esse? Por que está chorando? Você está bem? Fala comigo –começou a questionar.

–Lucy, preciso que você me busque na casa do Nahuel –senti mais lágrimas rolarem por meu rosto.

–Renesmee! –gritou meu nome.

–Por favor, depois briga comigo –implorei –Estou trancada no quarto dele, eu estou bêbada pra valer e com medo.

–Fica na linha –ordenou –Não desliga esse telefone por nada nesse mundo –ouvi ao longe ela falar com alguém e depois portas sendo abertas, fechadas e o seu carro sendo ligado –Ele fez algo com você? –questionou, pude sentir o ódio na voz dela.

–Não, mas vai fazer –me encolhi mais ainda no canto do quarto.

–Estamos indo, você vai ficar bem –ela tentou me tranquilizar, fiquei me perguntando quem estava com ela, mas não tinha capacidade para verbalizar minha duvida, só continuei chorando para o telefone, com Lucy falando do outro lado para me acalmar.

Ela avisou que estava bem próxima, quando ouvi Nahuel na porta, meu sangue gelou e desliguei o telefone, mesmo que Lucy fosse querer me matar por isso. Tentei parar de chorar, mas tentar conter as lágrimas só as fizeram piorar.

–Acho melhor você ir embora garota –olhou com uma careta para mim –Você está um lixo, não se preocupe, não vou te comer –bufou –Alguém tão idiota quanto você merece é ficar sozinha e virgem para sempre.

–Seu filho da puta, desgraçado –ouvi o grito histérico de Lucy e em seguida ela entrou em meu campo de visão, sendo seguida de perto por Alexander.

–Ei, calma ai princesinha –Nahuel estendeu as mãos para cima –Não fiz nada com a sua amiguinha ridícula, foi ela quem veio para minha casa foder, mas ela é fraca demais para isso.

–Olha o estado dela –Lucy gritou mais ainda –Eu devia matar você, Nahuel –correu até mim, me ajudando a levantar do chão e limpando meu rosto.

–E eu devia ter comido ela de uma vez, Renesmee não passa de uma puta fácil –a fala dele me fez chorar mais ainda, Lucy só não me largou para socá-lo, pois Alec fez isso primeiro, batendo diretamente no nariz do outro.

–Seu imbecil –Nahuel tentou partir para cima dele, mas Alec desviou e o acertou com um taco de baseball que estava perto deles.

–Renesmee não é uma puta, Nahuel! –exclamou para ele, que tentava se levantar após o choque em sua cabeça –Ela é só uma garota, então não a trate como as vadias que você deve comer –jogou o taco em cima de Nahuel.

–Não chegue nunca mais perto dela, ouviu bem? –Lucy me guiou para fora do quarto –Meu pai pode fazer você passar o resto da sua vidinha medíocre em uma prisão bem nojenta, com um monte de presos comendo a sua bunda, seu covarde!

Continuei nos braços de Lucy, deixando ela me levar para fora daquela casa. Com certeza as pessoas notaram a filha do prefeito, o novato e a mim saindo daquele jeito dali, mas eu não ligava, só precisava chorar.

–Ei, você vai ficar bem –Lucy me sentou no banco traseiro do carro de Alec, enquanto ele dirigia para longe dali –Eu prometo, Rê –ela afagou meu rosto –Ninguém nunca irá partir seu coração, ou te machucar –beijou minha bochecha.

–Obrigada –deitei minha cabeça no colo dela, voltando a chorar.

–Tem certeza de que ela vai ficar bem sozinha com você? –Alec questionou quando entramos na casa de Lucy, eu sabia que os pais dela tinham viajado para algum evento importante na capital, então ela estava apenas com os empregados na mansão.

–Pode ficar mais um pouco? –perguntou para ele, após me deitar no sofá –Estou um pouco assustada e não quero acordar Nelly.

–Posso sim –Alec confirmou, sentando no outro sofá.

–Ei Ariel, quer algo para comer? –Lucy me perguntou, se ajoelhando diante de mim no sofá e afagando meu cabelo. Mesmo chorando, não pude deixar de sorrir ao ouvi-la me chamando daquele jeito, por eu ser ruiva, quando criança era chamada por ela de Ariel, como eu a chamava de Cinderela.

–Não –neguei –Só fica comigo –pedi, me sentando e a abraçando.

Meus olhos se encontraram com os de Alec e notei que ele tinha a mesma expressão de dor que apresentou em nossa primeira aula de artes. E aquilo doía em mim também, porque não dava para negar o que aconteceu entre a gente naquela aula, mesmo que não tivéssemos discutido sobre aquilo depois. Só que também não podíamos negligenciar Lucy, não a garota que me protegia e pedia que ele a protegesse.

Lucy era mais importante do que qualquer sentimento. Lucy era mais importante do que qualquer um dos cinco sentidos.

Notas finais
Então? Gostaram? Confesso que não consigo mais fazer capítulos curtos, terão que lidar com isso, lamento. Por favor, comentem. Comentem muito, muito, muiiito, muiiito, exagerem nos comentários. Por favor, gente. Por favor. Por favor. Entenderam? Preciso mesmo de muitos comentários, isso vai me fazer tão bem, então, por favor. Beijos, amo todas vocês. Lola Royal. 24.12.14