Tears of an Angel
1 Ilusões da noite
Notas iniciais
Aceito críticas,mas tenham ética e por favor me ajudem a progredir e não fiquem utilizando-se de palavras chulas na tentativa falha de me ofender.
Espero que gostem.
Sarah tateou no escuro a procura de uma porta que a levasse para fora daquele pesadelo, mas era em vão tudo o que ali havia era névoa e um forte odor de carne em putrefação. Nada do que via lhe era familiar o que lhe causou estranhamento, por ser tão ligada a ciência sempre buscava respostas para tudo, e mesmo que soubesse que o cérebro é capaz de criar ou mesmo reviver fatos inconscientes ela sabia que jamais teria criatividade para aquilo, não que para ela sonhos não existem, mas ela nunca sequer pensou em algo que se assemelhasse ao mesmo.
Aquele lugar, o cheiro, as formas era tudo muito fora de seu universo e tão real que a fazia indagar-se ainda mais, mal se deitara não havia tempo o suficiente para entrar na fase de sono profundo, ”como posso estar tão certa de que não é um sonho?” ela preocupou-se tanto em esclarecer suas duvidas que mal notou o homem que se aproximou pelo escuro corredor, surpreendendo-a logo em seguida.
—Calma não se assuste— O homem disse tentando acalmar-lhe
—Quem é você?—A jovem perguntou apreensiva.
—Não se lembra de mim?—Ele baixou a cabeça—E como poderia? Deveria ter previsto que isso aconteceria.
Silencio.
—Perdão eu tentei chegar a tempo eu juro, mas era tarde demais e não pude evitar,me culpo todos os dias... — Uma lagrima escorreu pelo seu rosto. —Não está entendendo nada eu sei... Eu só quero que saiba que não era mentira, não é mentira eu de fato te amo e agora farei o possível e o impossível para provar isso.
Ele afagou-lhe a face e inclinou-se para um beijo, mas ela se esquivou evitando-o
—Tenho que ir, adeus.
Ao dizer essas palavras ele se desmaterializou no ar deixando-a ainda mais confusa.
[...]
Ela despertou do sonho ainda sentindo aquele toque que lhe pareceu tão familiar e apesar de desejar muito aqueles lábios desviou por que uma parte contraria de si lhe dizia para não ceder.
Sarah foi interrompida de seus pensamentos por batidas na porta de seu quarto.
Era Lauren, sua mãe.
—Entre— Ela disse sentando em sua cama.
—Querida esqueceu que eu iria precisar de você hoje cedo com as tortas do evento beneficente? —Lauren disse em um tom de voz meio grave.
—Ai não! Eu esqueci mamãe eu juro— Sarah de fato havia esquecido.
—Tudo bem, apenas vista algo e dessa para me ajudar a colocar tudo no carro—ela caminhou até a porta, mas virou-se novamente para dizer — Seu pai não vai poder ir comigo a igreja,então sobrou pra você,se importa?
—Ok desço em um minuto.
—Ah e não vista nada muito vulgar, se é que você tem alguma roupa que não seja tão vulgar.
—Eu apenas não sou uma fanática religiosa.
Lauren saiu deixando Sarah sozinha.
Sarah banhou-se e foi até o seu closet, pegou um vestido florido e botas com franjas, trançou seu longo cabelo preto para o lado.
Sua mãe já lhe esperava na cozinha onde segurava uma caixa com tortas dentro.
—Leve esta caixa para o carro com muito cuidado quero que minhas tortas cheguem intactas.
—Uhmm com esse delicioso aroma não sei se isso será possível.
Ela colocou a caixa na mala, enquanto sua mãe trancava a porta de casa. As duas entraram no carro e seguiram até a igreja.
O evento estava muito bem organizado em uma área abaixo de uma figueira estavam sendo entregues agasalhos a pessoas desabrigadas, em outra parte haviam pessoas contando histórias a crianças,mesas foram distribuídas em uma parte do jardim próximas de onde um pequeno palco foi montado.
Lauren levou a caixa a uma grande mesa onde um banquete estava.
—Oi— Um garoto falou com Sarah.
—Oi— Ela respondeu sendo educada.
—Me admira o fato de alguém como você estar em um evento como esses.
—Alguém como eu?
—Uma jovem. Normalmente garotas como você não estariam aqui em um fim de semana. A não ser que fosse um deles— Apontou na direção dos desabrigados.
—Acontece que nem tudo é previsível, e ao contrario do que muitos acham a aparência não diz tudo sobre uma pessoa, aliás, não diz quase nada. —Sarah achou que o assunto não dizia respeito a um estranho.
—Bem, de fato não é previsível, desconsidere minha falta de ética esse assunto não diz respeito a mim que sou um completo estranho, permita-me apresentar sou Evan Millman.
—Prazer, sou Sarah Winick.
—Atrapalho? — Lauren se aproximou trazendo um prato com uma suculenta fatia de torta de limão.
—Não mamãe, esse aqui é o Evan Millman.
—Olá, é um prazer sou Lauren Winick mãe da Sarah.
—O prazer é todo meu. Adoraria continuar nossa conversa, mas tenho que ir, até logo.
—Oulala,que rapaz bonito.
—Mãe sem essa vai, ele é só um desconhecido.
—Trouxe torta para você, lembrei que não tomou café.
—Obrigada— Ela saboreou um pedaço da torta— Vai assistir às palestras?
—Sim se quiser pode ir dar uma volta por aí, não há muito que se ver, mas pode distraí-la.
—Tudo bem— Ela caminhou alguns passos e tornou-se para a mãe — A propósito a torta está délicieux.
—Obrigada!
[...]
Sarah passeou pelo jardim até encontrar um banco onde se sentou, lembrou do sonho que teve na noite anterior e das palavras que o garoto lhe tinha dito “Perdão eu tentei chegar a tempo eu juro, mas era tarde demais e não pude evitar, me culpo todos os dias...Não está entendendo nada eu sei... Eu só quero que saiba que não era mentira, não é mentira eu de fato te amo e agora farei o possível e o impossível para provar isso.”
—Posso me sentar? — Era Evan.
Ela levantou seu rosto até que seus olhos pudessem fitá-lo, então meneou a cabeça assentindo o lugar a seu lado.
—Droga de eventos beneficentes, é só mais uma forma de os ricos exibirem sua grana na cara da sociedade— Evan disse olhando para a senhora de cabelos brancos e casaco de pele discursando no pequeno palco.
—Ao menos eles ajudam quem precisa.
—Eles apenas ajudam a manter um projeto que em sua maioria é elaborado com doações.
—Dois milhões de Dólares não é uma simples doação, é muito dinheiro e pode salvar vidas.
—Você é bem inteligente Sarah, admiro isso em garotas.
—Obrigada.
—Adoro esse estilo gótico em igrejas, me faz imaginar outras épocas.
—Sério? Sempre imaginei o mesmo.
—Sarah, gostaria de ir jantar comigo qualquer dia desses?
Ela assustou-se, ele acabou de conhecê-la.
—Sei que acabei de te conhecer, mas não sei se terei outra chance de te ver.
—Tudo bem. — Ela também tinha medo de não vê-lo novamente, apesar de não se conhecerem ele tinha um magnetismo que a instigava.
— Eu reservarei uma mesa no Yaga Plaza, esteja lá as 20h00min.
Ele levantou-se e caminhou até sumir da vista de Sarah, que ainda tentava cogitar a idéia de conhecê-lo. “Yaga Plaza” ele disse, é o novo hotel que foi construído na cidade, segundo dizem têm excelente qualidade e seu restaurante tornou-se o melhor da região, sendo assim seu auto custo faz jus.
O que um rapaz como Evan iria querer com ela?Afinal se ele tem condições de levá-la para um lugar como Yaga Plaza, provavelmente é rico sem falar que ele é lindo e educado como ela saberia se portar ao lado dele?
Que pensamento infantil Sarah, se ele te chamou é por que deve ter algum interesse e não liga para diferenças sociais.
Mas, logo tirou isso da cabeça e tornou a lembrar do sonho, de fato ela ficou muito intrigada com ele, pois jamais deu tal importância a sonhos ou “ilusões da noite” como costuma chamá-los e apesar de não entender nada do que o garoto lhe disse uma parte dentro dela capturou todas as palavras e encontrava sentido nelas, mas ela não sabia dizer por que.
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