Notas iniciais
está ai o primeiro capitulo!! espero que gostem,vou tentar postar um por semana pra dar tempo de escrever mais!
enjoy it! o/

Capitulo I-The melody in the darkness

Cap.1- The melody in the darkness

-Ela acordou ofegante, teve novamente aquele horrendo pesadelo. Não aguentava mais. Toda noite era a mesma coisa, era só fechar os olhos e vinham-lhe as imagens vagas do pesadelo que lhe atormentava o sono há anos. Ela caminhava em meio à neve branca quando de repente estava cercada de sangue e dois corpos mortos jaziam estendidos a sua frente e ao lado dos mesmos estava o que julgava ser um homem, em pé, rindo e exibindo as presas enquanto caminhava em sua direção. Seu coração acelerava ao notar aquele mesmo ser se aproximando, chegando perto a ponto de ser capaz de sentir o cheiro nauseante de sangue que exalava de sua boca. Fechava os olhos na vã tentativa de fingir que nada daquilo acontecia, só os abria quando sentia algo pingar em seu rosto e se deparava com um par de olhos verdes esmeraldas fitando-a intensamente. Não sabia o que vinha depois, sempre acabava acordando após isso e só restava a respiração ofegante e o suor evidenciando o desespero que o sonho lhe proporcionava.

–Já esta na hora... — disse Kayleigh sonolenta, para depois se levantar e se lavar.

Desceu as escadas que ligavam seu quarto a ala dos empregados. Trabalhava em uma universidade o que era considerado um privilégio, pois era negado às mulheres o direito aos estudos.

Sua chegada à universidade fora a pior possível. Kayleigh era órfã e morou certo tempo em um orfanato, que parecia ser mais uma prisão do que um lar para os órfãos. E embora fosse proibida a venda de escravos na Europa, (principalmente na grã Bretanha) , a diretora do orfanato vendia as crianças a quem pagasse mais, e foi o que aconteceu com a menina. Fora vendida a um reitor que, após cometer vários excessos, foi afastado do cargo, e como ela não tinha para onde ir o novo reitor a deixou continuar morando na universidade. Quando a menina completou 15 anos já sabia ler, escrever e conhecia as ciências, chegando a ser mais dedicada que a maioria dos estudantes. Sempre que podia pegava algum livro na enorme biblioteca que a universidade possuía. Agora aos 18 anos, o reitor que assumiu logo após a sua chegada tinha morrido, ele a tinha criado como se fosse sua filha ensinando-a as ciências e conduta. Como fora criada pelo antigo reitor e mostrava-se eficiente em tudo o que fazia lhe foi permitido continuar a morar na universidade, entretanto não mais como uma garota privilegiada, mas sim como empregada.

Tinha os cabelos castanhos ate a altura da cintura, os quais agora estavam presos num coque e com uma touca lhes escondendo o tom, os olhos negros como a escuridão da noite, o corpo esbelto pelos constantes exercícios ao trabalhar. Mesmo após tanto sofrimento era meiga e delicada embora fosse extremamente determinada e justa, qualidades adquiridas com o “pai”.

Já estava quase terminando suas tarefas quando o viu se aproximar. Era um homem corpulento de meia idade com os cabelos, que outrora foram loiros, brancos. Lawrence era um homem arrogante que se achava superior aos outros, desde que assumira a reitoria vinha se insinuando a Kayleigh, desejando-a, mas ela sentia repulsa apenas por vê-lo.

–Hum... Vejo que ainda não acabou o serviço! Se quiser a senhorita pode acabá-lo no meu quarto — disse Lawrence presunçoso e com um riso cínico estampada em sua face.

–Não, obrigada — disse Kayleigh pondo um sorriso em seu rosto, o qual demonstrava escárnio e superioridade, e continuou — prefiro ser mordida por mil víboras a ter algo com o senhor — e em seguida pôs-se a andar para seus aposentos.

–Onde a senhorita pensa que vai? — Lawrence agora não tinha mais o timbre galanteador de costume, mantinha a voz alta e alterada — não pense que você continua com seus privilégios — disse sorrindo — agora a “princesa” me pertence! E não pense que vou deixá-la livre assim tão facilmenteApós isso Lawrence se retirou deixando Kayleigh sozinha. Ela sabia disso embora não fosse escrava dele, não tinha mais nenhum lugar para ir além da universidade. Ela estava presa, mas mesmo que tivesse que passar fome, frio e até se humilhar nunca aceitaria entregar sua honra a um homem como ele.

Já passava das dez quando os pesadelos lhe despertaram novamente, já se acostumara a isso. Resolveu descer e ir tomar água na cozinha, sabia que ninguém deveria andar pela universidade durante a noite era uma regra que existia desde antes dela chegar, porém não podia mais ficar naquele quarto, precisava espairecer. Desceu as escadas uma por uma com o maior cuidado possível para não fazer barulho, chegou ao corredor comprido e escuro a única luz vinha da lua pelas grandes janelas que o preenchiam. Caminhava sentindo a suave brisa balançar lhe os cabelos e fazer a camisola dançar sobre seu corpo, enquanto sentia o perfume da dama da noite e vislumbrava a imagem da lua em meio às estrelas.

–Que noite agradável! Gostaria de me sentir livre assim todo dia — disse levando aos lábios um sorriso de puro vislumbre e felicidade, algo que desde a morte de seu pai adotivo tinha virado raro.

Chegou à cozinha e se serviu de água, aquela calma lhe agradava profundamente. Tomou a água e estava a se retirar quando ouviu um som, lindo e nostálgico que parecia lhe chamar. Caminhou em direção ao som que aos poucos destingiu ser uma musica, uma linda e triste melodia. Chegou até o salão , onde o som aumentou, atravessou ao castelo e foi até o jardim, encontrando o emissor daquela suave melodia.

Ela não pode dizer nada, a melodia preencheu toda e completamente sua mente e seu coração e as lagrimas escaparam-lhe dos olhos.

Nostalgia... Era isso o que sentia ao observá-lo, um jovem cujos cabelos negros como a escuridão dançavam ao vento e cujos olhos permaneciam fechados em quanto ele tocava — “tão puro...”- esse era o pensamento que lhe vinha à cabeça, não poderia descrever de outra forma . Não era somente a beleza do jovem e da melodia, e sim a paz e a nostalgia que lhe transmitiam que a encantou.

–Tristesse, de Chopin. — disse o jovem com um lindo mais melancólico sorriso, tirando-a do transe.

–C-como? — perguntou assustada.

–Essa musica se chama Tristesse. — respondeu-lhe o jovem com um sorriso em seu rosto.

–É uma linda composição, meu coração parecia transbordar, mas... me parecia tão triste... — respondeu Kayleigh, enquanto enxugava as lágrimas que outrora transbordavam de seus belos olhos negros.

O jovem apenas lhe sorriu, porem um sorriso triste como sua musica, diante a esse comentário.

–Creio que já está tarde para uma senhorita de respeito andar por ai, ainda mais vestida nestes trajes, se me permite comentar... — disse-lhe o moreno.

–Aaaaaaah — finalmente ela se deu conta de seus trajes e envergonhou-se tremendamente.

Então um estranho silêncio se fez presente, o belo rosto do moreno empalideceu, e seus olhos que outrora foram tão gentis, agora eram frios e cruéis. Sua respiração acelerou, levou as mãos ao rosto cobrindo os olhos, deixando apenas uma parte à mostra, de onde podia se ver que os lindos olhos os quais eram verdes agora estavam vermelhos....

Deu um passo adiante, parecia tonto e com a respiração descompassada, se aproximou mais dela, tocou-lhe os ombro com uma das mãos.

–O s-senhor esta bem? — perguntou tentando manter a voz firme, não estava com medo, mas não sabia explicar os sentimentos...

–E-eu quero que a senhorita entre agora, o mais rápido que puder... — disse o moreno em meio a difícil respiração.

–M-mas...

–Por favor, não me questione, apenas faça o que eu digo... Confie em mim! — respondeu-lhe entre dentes elevando a voz confirmando sua instabilidade.

Ela simplesmente não pode questionar, embora não o conhecesse e nem sequer soubesse seu nome confiava nele... Então correu o mais rápido que as pernas lhe permitiram, e antes de entrar olhou para traz mais uma vez e o viu em pé no mesmo lugar. Porém agora exibia uma aparência assustadora, com seus olhos verdes agora escarlates, então o que ela menos esperava aconteceu. Ele a olhou, mas não como um ser sombrio e sim como alguém solitário e arrependido, que tenta ser forte e agüentar tudo.

Desabou no chão, enquanto levava a mão à boca. Não estava assustada ou com medo, não sabia o que era, mas seu coração estava apertado. Olhou para o peito em direção ao coração tentando entender o que sentia, mas logo desistiu e voltou a olhá-lo, porém ele não estava mais lá.

Ao chegar a seu quarto, apenas lavou o rosto e adormeceu, mas não antes de escutar novamente o som de um violino, o qual era tocado por um lindo jovem de olhos penetrantes e solitários.

Notas finais
obrigada pelo comentario Snarkii Velasco vou tentar melhorar nas falhas que me apontou! espero que melhore, afinal agora eu tbm tenho uma beta!! o/
novamente obrigada pela review! espero que gostem!
bjos!!!
OBRIGADA luna_blank POR TER TIDO A BONDADE DE BETAR!! o/