Team Reset

16 Acerto de Contas entre Kai e Shishi.


A violenta batalha entre Miki e Rin terminou em empate. Várias perguntas ainda continuavam no ar, o que ocorreu entre elas no ultimo ataque? Houve uma imensa explosão naquele momento. Primeiramente, questionaria o motivo de elas possuírem os poderes dos Resets e o seu próprio, apesar de ter suas suspeitas. Tratou logo de cuidar dos ferimentos dela. Levou-a até a cama para fazer isso, e assim que fez todos os curativos de maneira correta, ficou ao lado dela esperando-a acordar. Nesse meio tempo, permaneceu ali por horas até receber uma ligação. O número era desconhecido, mas resolveu atender assim mesmo. Reconheceu a voz e sua expressão se fechou. – Você? Por que está me ligando? Ou melhor, desde quando você tem meu celular? – A voz do garoto do outro lado da linha respondeu. – Por que acha? Você ainda me deve uma revanche, Akamatsu. – Shishi olhou para baixo e sorriu maliciosamente, esperava aquilo havia algum tempo. – Combinado, até que um de nós caia morto. Daqui a duas horas, naquele armazém abandonado, a dois quilômetros de Shirahoshi.

Silenciosamente, Rin acordou e se levantou, ficando sentada na cama, apoiou as costas na parede e ficou olhando a conversa do garoto. – Aonde vai... Akamatsu-kun? – Ele se virou e foi até em direção a cama, sentou-se ao lado da Chefe e segurou a mão dela. – Está melhor, Rin-san? Você me deixou bem preocupado. – Rin sorriu e deu um peteleco no nariz dele, sorrindo em seguida. – Eu estou bem, graças a você. – Shishi sorriu e se levantou. – Eu vou acertar as contas com o Kai... Mas não agora, a prioridade é cuidar dos seus ferimentos.

Então, o garoto trocou os curativos dela, deu-lhe os analgésicos para controlar a dor e fez até algo para ela comer. Nesse período de tempo, eles conversaram e puderam discutir várias coisas, principalmente sobre os objetivos da Organização. Duas horas se passaram desde a ligação de Kai, o despertador de Shishi tocou e ele se levantou, sua expressão ficou séria imediatamente. Ele pegou as kodachis que estavam em cima da mesa e invocou sua armadura apenas na parte das pernas. Andou até a porta do quarto e se virou para Rin, fazendo uma reverência respeitosa. – Estou indo, Rin-san. Deseje-me sorte. — A chefe olhou para ele e deu um risinho contido. – Eu sei que você não precisa disso para ganhar, Akamatsu-kun. – O garoto sorriu, saindo da casa e concentrando energia nas pernas para voar em direção ao local de combate.

Enquanto isso, Akayuri e Hanako estavam na casa da Diretora, tomando conta dela até que ela acordasse. Por um instante, um pensamento passou pela cabeça da samurai algo intrigante. — Hanako-san... Você acha que a Organização está perto de encontrar o que quer? – A mais velha suspirou, olhando para a cama onde Miki estava. Seus olhos logo desviaram para um quadro em que havia uma pintura da família das gêmeas. – Não sei dizer, mas não podemos descartar essa possibilidade. Devo confessar a você que, eu acredito que eles estejam muito mais perto do que imaginamos. – Akayuri cruzou os braços e andou inquietamente pela sala. Sentiu uma mão em seu ombro, como se quisesse acalmá-la. Virou-se, por ter concluído que a mão era de Hanako. Na verdade, era a Diretora. Ela tinha faixas cobrindo a testa e o braço direito por inteiro. A de olhos cinza logo se aproximou da amiga, pronta para dar-lhe uma bronca. – O que está fazendo de pé, Miki-chan? Você deveria estar descansando! – Miki acertou um peteleco na testa da amiga, tranquilizando-a de certa forma, embora sua expressão fosse séria. – Não mentirei para vocês... Depois que a Rin encontrou aquela pista dentro da mansão, ela está muito perto de conseguir o que quer. – Então, ela abriu um sorriso, embora não fosse exatamente de felicidade, tinha um ar bem determinado. – Mas nós não vamos deixar ninguém destruir nosso mundo, não importa quem seja! – As outras duas se animaram bastante com a frase, deixando o quarto silencioso por alguns instantes. A quietude do lugar foi quebrada pelo som de um celular tocando. A Diretora olhou para o computador e avistou os sinais vitais de Shishi e Kai se aproximando, do armazém... Aquele era o mesmo local em que Akayuri tinha treinado com o mais novo, antes mesmo dele despertar suas habilidades. Sentou-se na frente da máquina e digitou um código, acessando o satélite e vendo a imagem dos dois. Estavam muito próximos. O Agente Zero sacou as kodachis e as apontou para o rival.

- Está preparado, Kai? Chegou a hora de resolvermos nossas discussões. – O outro estralou os dedos das mãos e se apoiou no chão, sumindo em seguida. Shishi apenas sentiu um forte impacto bem no rosto, lançando-o bem longe até bater em alguns objetos de metal no armazém. Sequer pôde ver o ataque, isso o surpreendeu bastante. – Está mais rápido do que antes... Isso só me obriga a lutar sério. – Kai surgiu atrás do garoto, dando uma gargalhada bem irônica. Virou-se chutando o oponente bem nas costelas e atirando-o longe novamente. – Lutar a sério não vai fazer você vencer, Akamatsu. – O Rival se movimentou rapidamente mais uma vez e saltou por cima do garoto, empurrando-o de costas no chão e fazendo-o cuspir uma boa quantidade de sangue. Então, o loiro o segurou pela gola da camisa e o aproximou. – Você é mais fraco do que eu pensava, Akamatsu... A luta acaba aqui. – O rival preparou um golpe com muita força para acertar no peito de Shishi, entretanto, não contava que sua mão fosse segurada tão facilmente. Um choque percorreu o corpo do Reset antes de concluir o ataque. – Parece que você me subestimou demais, Kai. O seu ponto fraco é sua velocidade, bem como seu ponto forte... Se eu consigo parar seu golpe antes de me atingir, tudo se torna inútil. – Deu para sentir as correntes elétricas percorrendo o corpo de Shishi e indo até o do rival, então, ele concentrou energia nas pernas e desferiu um chute em cheio no peito do outro. Assim, foi solto e acabou atirando-o para longe.

- A luta de verdade começa agora... – Aproveitando o vôo do inimigo, Shishi pisou o chão e fez a eletricidade percorrer até onde Kai estava e criou um pilar de energia, lançando-o para cima. Saltou e atirou diversas correntes pequenas no peito e na barriga dele. Quicou no ar para poder voltar a posição onde estava. O armazém foi coberto de uma grande quantidade de poeira. Houve um grande estrondo e Shishi fora lançado a pelo menos cinco metros de distância de onde estava. – Mas o que... – Quando a fumaça foi dissipada e Shishi olhou para onde Kai estava, observou o chão afundado e ele em pé normalmente. As armas dele haviam mudado e inclusive sua aura estava diferente, indicando que ele estava no ultimo nível de suas habilidades. O Agente não pensou duas vezes e formou os círculos no ar, criando sua armadura logo em seguida. Antes de falar qualquer coisa, lançou uma onda de energia na direção do reset. O que ouviu em seguida foi apenas o som do chão quebrando e um impacto bem no seu peito, ainda que não fosse forte o suficiente para quebrar o peitoral da armadura.

Por alguns momentos, o tempo pareceu correr mais devagar para Shishi. Sentiu como se o seu corpo não respondesse mais aos seus movimentos corretamente. Por fim, algumas partes do seu corpo pareceram “amassar” como papel. A dor o percorria por inteiro e em diversas partes do seu corpo. Ajoelhou-se levando a mão à barriga, tossiu bastante sangue e apoiou a mão esquerda no chão. – Mas o que foi isso? – De repente, Kai surgiu bem atrás dele, colocando o pé nas costas do garoto. – Não era só prever meu ataque antes de te atingir? Seria uma pena se eu fosse tão rápido que desacelerasse você. – Ele acelerou a própria perna e chutou Shishi para longe. O próprio garoto sentiu a sua armadura se quebrando aos poucos. Uma ideia lhe passou pela mente, já que não conseguiria se equiparar a velocidade de Kai poderia pelo menos fazer seu traje ser quebrado e liberar seu potencial total. – Se funcionar, será muito mais fácil vencê-lo.

Pensando daquele jeito, tomou golpe atrás de golpe, mesmo não podendo se defender nem se quisesse. Pouco a pouco, a armadura ia se despedaçando e sobrando apenas as partes da cintura para baixo. No ultimo ataque, fora lançado em alguns entulhos. Pareceu que a luta havia acabado. Kai havia se desgastado bastante com os ataques, e com o traje parcialmente quebrado, Shishi sentiu seu poder aumentando cada vez mais. Usou sua energia para tirar as sujeiras do corpo. A eletricidade se acumulou nos pés dele e foi utilizada para pegar impulso e acertar um chute giratório em cheio nas costelas do Reset. – Aposto que você se esqueceu... Do que acontece quando a minha armadura é quebrada. – Ele concentrou eletricidade na palma da mão, disparando-a no oponente. Àquela altura o armazém estava bem destruído, caso quisessem repará-lo, levaria alguns meses para isso.

Entretanto, aquele aumento incrível no poder de Shishi só duraria mais alguns momentos, seria tempo suficiente para devolver toda a porrada que tomou. Aproximou-se de Kai e o agarrou pelo pescoço, apontou dois dedos na direção dele, liberando grandes quantidades de energia no garoto. Aos poucos, ele ia perdendo o controle do próprio corpo, bem como sua força. No momento em que o Agente tentou disparar o golpe final, sua própria energia o atirou para longe, mostrando que seu corpo também estava no limite. Levantou-se debaixo de alguns escombros e olhou para o rival, ele também tentou se levantar. Ficou bem claro que o golpe final seria dado ali. Shishi concentrou energia no punho e correu em direção ao inimigo, ao mesmo tempo em que observava Kai vir atacá-lo em uma velocidade impressionante. Um silêncio se fez no local e o tempo pareceu desacelerar novamente, mas não pela velocidade do loiro. Os punhos deles se cruzaram, quebrando o silêncio devido a onda de choque dos ataques. Cada um foi para o lado oposto de onde correu. Shishi abriu um sorriso e Kai se virou para o rival, sua expressão facial indicava que algo havia ocorrido. – Por que você...? – Por fim, Shishi desabou imediatamente e Kai logo em seguida. Aquele golpe final desgastou os dois totalmente.

Algumas horas depois, o Agente se levantou, tentando parar um sangramento no ombro. Olhou para o rival. Se fosse uma cena vista de outro ângulo, soaria como se estivesse prestes a matar o outro. Decidiu que era melhor ir embora, afinal, a luta havia terminado em empate. Porém, quando ia virar o corpo, sentiu algo atravessando seu peito, vindo de trás. Percebeu que era uma katana, virou um pouco a cabeça e através de sua visão periférica, avistou a figura de Lyall empunhando a espada. – Devo dizer, Akamatsu... Você e a Rin foram muito úteis para nós, nos livraram de duas pestes... Eles também.

O garoto arregalou os olhos, nunca tinha imaginado que aquilo poderia acontecer ali. Se ainda tivesse energias para fazer algo, seria muito mais fácil. Sentiu a espada sendo retirada de seu peito e antes de cair no chão, foi segurado pela gola. – Vou precisar de você e da Rin, antes de acabar com a vida de vocês. – Ele abriu algo semelhante a um portal, revelando uma habilidade bem parecida com a de Miki. Shishi teve tempo apenas de desmaiar novamente, pensando no que poderia acontecer com sua sensei assim que Lyall fosse ao encontro dela.

Continua.