Team Reset

5 A união entre a Criança da Flor e a Bela Princesa.


Finalmente a Organização faz um movimento concreto e envia um de seus principais “Soldados” para a batalha. O Agente Especial Lyall, um dos três que também recebem o mesmo título... Seu poder se mostrou impressionante, e apesar de ser apenas um deles, o momento de intenso treinamento chegou, afinal se somente Lyall foi capaz de se equiparar aos quatro garotos juntos... Se os três Agentes Especiais se juntassem seria um grave problema.

Por enquanto ainda era horário de aulas e por isso os garotos ainda estavam em aula. Shishi, Kaya e Kai estavam copiando algumas coisas da lousa e Akayuri estava na diretoria junto com Miki, conversando sobre o incidente que aconteceu anteriormente. Elas pararam de conversar quando o celular de Miki começou a tocar. – Só um minuto, Akayuri-chan. – A garota fez um gesto com a cabeça e ficou esperando a mulher terminar sua ligação. – Ooh? Você já chegou? Já está na porta do colégio? Você é rápida mesmo, hein? – Ela deu uma risadinha enquanto falava no celular, aparentemente era alguém com quem tinha bastante intimidade. – Entendido, vamos já buscar você. Até logo... – Então fechou a tampa do celular, fazendo o barulho de um pequeno estalo. – Akayuri-chan, você pode me fazer um favorzinho? – A garota fez novamente um gesto com a cabeça, significando que faria o favor que Miki iria pedir. – Você pode chamar o Akamatsu-kun na sala dele por mim? Eu tenho que ir para a porta do colégio rapidinho. – Akayuri ergueu uma sobrancelha, se questionando porquê ela teria de chamar apenas Shishi e não os outros dois. – Miki-san, e quanto a Kaya-chan e o Kai-kun? Não vamos chamá-los também? – Miki balançou a cabeça levemente da esquerda para a direita. – Ainda não, por enquanto vamos chamar só o Akamatsu-kun. Enfim... Eu já volto. Em cinco minutos traga-o aqui, tá? – A mulher deu um sorriso sapeca e foi em direção à porta da escola e buscar a pessoa que tinha ligado para ela.

Andando a passos rápidos, passou-se mais ou menos 2 minutos até Miki chegar na porta da escola. Avistou uma mulher de olhos cinza e cabelos presos num rabo de cavalo, ela usava uma saia branca que ia até metade das coxas e uma blusa de alça azul clara. A mulher que estava na porta abriu um largo sorriso ao ver a “amiga” se aproximando. – Miki-chaaan! – E correu para perto de Miki para dar-lhe um abraço bem forte. – Há quanto tempo, né? – Soltou-a e a segurou pelas mãos. – Então, onde ele está? – Os olhos cinzas dela brilhavam de forma intensa, Miki soltava as mãos dela e colocava a mão esquerda no ombro da amiga. – Quando você vai contar para o Akamatsu-kun que você é irmã adotiva... E a verdade sobre os pais dele? — A outra abaixou os olhos, ficando um pouco triste com aquilo... Provavelmente guardava para si própria algo que dificilmente revelaria cedo. – Ele ainda não está pronto, Miki-chan. Se eu falar agora seria um abalo imenso. O Shi-chan tem que ficar mais forte primeiro. – Miki olhou diretamente para ela e ficou parada alguns segundos, pequena quantidade de tempo que ficou séria e depois voltou a sorrir. – O Akamatsu-kun tem muito potencial, e é um ótimo garoto. Tenho certeza que ele vai superar esse momento quando ele chegar. Maaas, vamos lá... Você tem que encontrá-lo. – Miki puxou a amiga e foi em direção à sala da diretoria.

E quando chegaram, lá estavam Shishi e Akayuri. Em pé e esperando pelas duas há alguns minutinhos. Os dois adolescentes fizeram uma pequena reverência e Miki foi para trás da mesa da diretoria. – Hanabi Akayuri-chan, Akamatsu Shishi-kun... Ela é Takajima Hanako-chan, nossa nova companheira de luta contra a Organização. Espero que se tornem grandes amigos. – Shishi se aproximava de Hanako e curvava o corpo novamente cumprimentando-a, mas ela logo ergueu uma sobrancelha em reação ao gesto dele. – Não precisa ser tão formal assim comigo, a partir de agora somos amigos, certo? A propósito... Posso te chamar de Shii-chan? – Shishi ficou um pouco receoso em relação ao apelido, mas ficou pensando em como aquela forma de ser chamado soava em sua mente, não ficou tão ruim... Sendo honesto ficava até bonitinho falar seu nome desse jeito. – Hm, tudo bem. – Hanako sorriu e deu um abraço bem apertado em Shishi, fazendo o garoto ficar vermelho na hora. Enquanto ele era agarrado, Miki tinha algo a comunicar. – Akamatsu-kun... Eu tenho um favor pra te pedir. – Ele ficou em silêncio esperando o favor que ela pediria. – Como eu tive que investigar você quando fui saber se você poderia entrar no Time... Eu sei que você tem um quarto sobrando na sua casa. Você pode deixar a Hanako-chan morar na sua casa, por favor? – A mulher fez uma voz bem meiguinha na hora de pedir aquilo, como se estivesse suplicando, dessa forma Shishi não teria como recusar o pedido dela, ainda que fosse estranho ter uma mulher morando na sua casa quando ele sequer tinha levado uma pessoa do sexo oposto para lá. O garoto ficou um pouco pensativo, realmente havia um quarto sobrando na casa dele... Mas levar uma garota que compartilharia a casa. Por fim resolveu aceitar, não deixaria a garota dormir na rua, não é?. – Tudo bem, a Hanako-san pode ficar lá em casa. – Os olhos cinzentos da mulher brilharam de felicidade e ela encheu a bochecha do garoto de beijinhos, deixando aquele local do corpo dele com a marca do batom. Ele ficou bem mais vermelho do que antes. Até mesmo Miki deu uma risadinha com a timidez do garoto. – Então, Akamatsu-kun... Que tal se você levá-la agora? Ela deve estar bem cansada, né? – Shishi assentiu, pegando as malas que ela trouxe e segurando-as bem firme. – Hanako-san, suba nas minhas costas. Será melhor levar você “voando” do que de andando. – Hanako sorriu e subiu nas costas do garoto segurando bem firme no pescoço dele. Então Miki abriu a janela da diretoria e ele materializou a armadura nas pernas, concentrou-se e a eletricidade começou a percorrer aquela parte do corpo dele, e antes de liberar a energia a Diretora logo lhes avisou. – Akamatsu-kun, Hanako-chan... Estejam aqui em duas horas quando o período escolar terminar, nós teremos uma reunião sobre aquele ultimo incidente. – Miki sorriu e fez um gesto com a mão se despedindo deles. – Haaai, Miki-chaaan! – E por fim Shishi soltou a energia contida nas pernas e voou numa velocidade bem alta para poder chegar rápido... Tanto que após mais ou menos 3 minutos eles estavam pousando no gramado que ficava no jardim da casa dele.

- Chegamos, Hanako-san. – O garoto desativou a armadura nas pernas para não chamar muito a atenção com a eletricidade (embora chegar voando e deixando traços de algo que poderiam acreditar que fosse um trovão chamasse bastante a atenção), tirou a chave de casa do bolso e encaixou-a na fechadura, deu um leve chute na porta para que ela abrisse por estar com as mãos ocupadas com as malas. – Fique à vontade, Hanako-san. – A mulher ficou bem surpresa com a casa do garoto, era até grande para quem morava sozinha. Apesar de saber vários detalhes sobre ele não esperava que a casa fosse daquele tamanho, porque se organizado corretamente poderia caber até mesmo três pessoas ali dentro. – Ahnn, Shii-chan... Onde é o banheiro? Eu vou tomar banho e ir dormir um pouco, a viagem me deixou bem cansada. – Ele sorriu, então pegou as malas delas e foi as levando para o quarto que agora seria dela. – Então enquanto isso eu vou colocar suas malas no seu quarto, tudo bem? Ah, e se quiser eu posso preparar algo pra você comer também. — A mulher sorriu e cruzou os braços. – Você mora sozinho e sabe cozinhar... Se você não fosse tão novo poderia até me casar com você. – Brincou com o intuito de deixá-lo sem graça, provocação bem sucedida. Shishi ficou totalmente sem jeito com aquela frase, tanto que respondeu até mesmo gaguejando. – Ah, n-não é nada demais... É que... – Hanako deu uma pequena risada, mas se aproximou do garoto e apertou as bochechas dele. – Então eu vou indo tomar banho, Shii-chan. Já volto. – Ela foi em direção ao banheiro e ele para a cozinha preparar a comida dela.

A mulher entrou no banheiro e trancou a porta, certificando-se de que Shishi não bateria na porta ou a deixaria entreaberta e conseguisse ouvir os pensamentos dela. Ela se despiu e ligou o chuveiro, deixando a água morna bater no corpo dela rapidamente a medida que seus cabelos iam ficando molhados pela água. – Será que eu consigo... Conviver tanto tempo com ele sem falar a verdade? – Hanako encostou a testa na parede deixando a água cair, pensativa... Teria de escolher entre duas opções: Contar para ele agora toda a verdade e correr o risco dele se desesperar, ou esperar para contar quando ele estiver mais forte tendo como risco ele nunca mais conversar com ela. Sentiu vontade de chorar, mas sabia que se fizesse isso ele notaria e algo daria errado.

Após tentar esquecer isso e parecer menos triste, ela se lavou e após alguns minutos terminou. Foi andando com pulinhos para o quarto onde estavam as malas, não queria deixar a casa toda molhada, afinal quem teria o trabalho todo de lavar seria Shishi, não é? Trocou de roupa e foi para a cozinha guiada pelo cheiro delicioso que era a comida que o garoto tinha feito. Saba Miso, que é basicamente peixe cortado temperado em um molho que leva Tofú e outras coisas a mais. Hanako mal teve tempo de pensar em como aquilo foi feito, apenas devorou o que tinha no prato achando tudo uma maravilha. – Aaaah, tava muito bom! – A mulher tinha um brilho nos olhos intenso de tão bom que estava a refeição. Ficou em um tom sério e se levantou ficando perto dele. – É sério, se você não fosse tão novo assim eu casava com você. – Algo começava a tocar, era o celular de Hanako mostrando que já estava na hora de voltarem para a escola. Shishi nem teve tempo de responder aquela frase, jogou as luvas que estava usando pra segurar na panela quente na mesa e fez um gesto com a cabeça indicando que já era hora. Ela se levantou e Shishi se apoiou com um joelho no chão. – Pronta para uma carona de novo, Hanako-san? – A mulher assentiu e o garoto ativou a armadura nas pernas, correu para fora de casa e liberou a energia que acumulava conforme se movimentava. Saiu voando de forma bem rápida para o colégio.

Quando chegou na sala da Diretoria viu todos os membros reunidos. Akayuri, Kaya, Kai e por fim Miki que estava sentada na sua mesa estavam esperando a volta dos dois. Hanako desceu das costas de Shishi por ser uma cena que pareceria bem estranho aos olhos dos outros que ainda não conheciam a recém-chegada no time. Miki se levantou e colocou as mãos sobre a mesa. – Antes de tudo, vamos às apresentações: Rokushiki Kai-kun, Akimoto Kaya-san... Essa é Takajima Hanako-chan, nossa nova companheira de batalha, espero que se tornem grandes amigos. – Kai se mantinha indiferente em relação a mulher, para ele tanto fazia mais um ou dois novos membros no time. Seria mais um para encher seu saco. Kaya a cumprimentou em uma reverência, mas ficou com uma pontada de ciúmes de Hanako, afinal todos sabiam que a garota tinha uma quedinha pelo Shishi e ele nunca deu uma carona nas costas pra ela, os pensamentos de todos foram cortados pela fala de Miki. – Pessoal, eu investiguei sobre esse “relógio” que aquele Lyall deixou cair. Aparentemente é como se fosse uma bússola para achar o item que precisamos. Mas a leitura que ela emana é estranha, não parece mostrar algo concreto, talvez esteja quebrado. – Akayuri olhou para o “relógio” que estava em cima da mesa, analisando-o de cima a baixo. – Mas deu para saber aonde essa “bússola” aponta? Talvez não nos leve ao que queremos, mas podemos ter uma pista ou algo do tipo. – Miki fez que sim com a cabeça, parou para pensar alguns minutos sobre o que aquele leitor queria significar. –Até que então Kai decidiu se pronunciar. – O melhor é mandar alguém investigar isto, pelo menos metade do nosso grupo atual. Assim caso algo dê errado o outro poderá ir procurar por eles. – A ideia de Kai foi a melhor até agora, então a Diretora decidiu adotá-la. Ela passou os olhos por todos os presentes ali na sala e então escolheu quem iria. – Muito bem. Akamatsu-kun e Akimoto-san... Vocês irão até o local que o sinal está sendo transmitido. Portanto, a missão de vocês é verificar o que é esse sinal que está sendo enviado para nós. Levem o relógio, qualquer problema nós correremos pra procurar vocês. – Os dois garotos concordaram e saíram do colégio, Shishi materializou a arma nas pernas e se virou para Kaya. – Ei, Stalker... Suba nas minhas costas. – A garota ficou bastante animada com aquilo e subiu nas costas dele imediatamente, agarrando-se ao corpo dele bem firmemente, aproveitando até mesmo para passar a mão por ele discretamente. Mas ele estava tão concentrado na hora de “voar” que sequer percebeu aquilo. – Stalker, olhe no celular se estamos perto do sinal. – Ela abriu a tampa do celular e olhou para onde havia um ponto azul emitindo ondas brancas, assim como o som de um “bip” que ficava mais intenso de acordo com a proximidade deles do ponto azul. – É... Ali! – A garota apontou o dedo para um ponto em uma floresta e eles aterrissaram de forma bem suave em relação à velocidade que estavam.

Quando pousaram Kaya desceu das costas de Shishi e ficou analisando a floresta, aparentemente não tinha nada de errado nela... E isso era a parte preocupante da coisa. Porque eles deixariam algo que foi tomado sem um guarda sequer? Estava estranho demais, quieto demais. – Shishi-kun... Algo está errado... – Ele assentiu, então tirou o celular do bolso e ligou para o número de Miki, deixou o telefone para que a mulher pudesse ouvir tudo caso algo acontecesse. – Vá para perto de alguma árvore e fique camuflada. Se algum inimigo surgir ele virá direto para mim e não para você... E eu não quero que você se machuque por... – Antes que pudesse terminar a frase, uma explosão separou os dois. Shishi voou para uma árvore e Kaya caiu com força no chão da floresta, sendo amortecida por uma grande quantidade de folhas que estavam ali perto, mas antes de se preocupar com ela própria acabou se preocupando mais com ele. – Shishi-kun! – Ela tentou correr em direção a ele, mas um raio a impediu de chegar mais perto. – Não se aproxime! O inimigo ainda está por aqui em algum lugar. – Um vulto em velocidade impressionante atingia Shishi no peito, fazendo-o se chocar com uma árvore novamente. Ele tossiu sangue e sentiu sua visão ficando embaçada com aquilo. – Apareça, seu covarde! – E então a mesma presença de antes agora surgia, ele parou bem na frente do garoto e ele pode reconhecer que era Lyall que havia armado contra eles. – Olá, Akamatsu. Sentiu saudades? – Lyall provocou o garoto, sabia que ele era muito fácil de ser irritado, perder o controle ali seria um grande problema. – O que você tá planejando agora? – Ele assumia uma postura de luta se preparando para qualquer movimento do inimigo. – Não é óbvio? O Objetivo era trazer vocês aqui... Entretanto nem todos vieram, uma pena. Vocês servem. – Lyall deu um golpe bem forte na barriga de Shishi, que caiu de joelhos no chão desmaiado. Em seguida ele andou até onde Kaya estava e deu outro golpe na barriga dela para desmaiá-la.

Na Diretoria, Hanako já estava desesperada ao ver que Shishi havia sido ferido. Mesmo que ele não soubesse que ela era sua irmã adotiva, a mulher tinha plena consciência desse fato e não poderia deixar de jeito nenhum que seu Otouto se ferisse gravemente. – Miki-chan! Eu preciso ir lá! – Ela estava inquieta, precisava agir ou os dois se machucariam mais ainda. Com a exceção de Miki, Akayuri e Kai não sabiam da história sobre Hanako, causando certa estranheza nos dois. – Hanako-chan... Tudo bem. Eu vou com você para salvar o Akamatsu-kun e a Akimoto-san. Kai-kun e Akayuri-chan, quero fiquem aqui caso uma emergência aconteça. – Eles assentiram e Miki ficou próxima a Hanako. A Diretora fez um gesto com a mão formando um círculo no ar e ele pareceu se distorcer, formando algo parecido com uma parede circular. – Segure em mim, Hanako-chan. – Hanako segurou forte no braço da outra e o circulo veio em direção a elas. Em um instante, elas estavam lá, e no instante seguinte elas não estavam mais lá.

Quando chegaram lá através do “teleporte” os dois garotos não estavam mais lá. Uma ventania intensa começava a rodear as duas mulheres, e uma armadura bem parecida com a de Shishi se formava nos braços de Hanako, e então um tridente de cor branca estava sendo segurado por ela. – Pronta, Miki-chan? – Miki fez um gesto com a cabeça, se afastando da outra esperando a tática dela. A de olhos cinzentos começou a girar o tridente fazendo uma grande ventania balançar as árvores na floresta. Por fim ela parou de girar a arma e direcionou a lâmina para uma parte de uma árvore mais longe, soltando uma rajada de vento intensa. Algo saiu da árvore, e esse algo era Lyall. – Oooh, por essa eu não esperava. Uma pessoa que eu não conheço e Suzuko Miki, só posso ter tirado a sorte grande. – Hanako e Miki estavam com expressões sérias no rosto, tanto que uma apontou sua arma para o inimigo e a outra direcionou a mão para ele. De repente uma onda de energia invisível fez Lyall voar, em seguida uma ventania causada pelo movimento do tridente o fez chocar com a árvore. – Você está errado, garoto. Você foi muito azarado em ter atacado aqueles dois garotos. Miki-chan, cuide do nosso oponente, por favor. – Hanako correu procurando por Shishi e Kaya que deveriam estar presos em algum lugar. – Então, criança. Você é meu adversário agora, pronto? – Miki correu em direção a ele, desferindo um golpe com os dois punhos arrastando-o e o acertando com uma canelada na cabeça. Os movimentos dela eram ágeis demais, era muito difícil prevê-los. A mulher abriu a mão e disparou uma rajada de energia invisível em Lyall, jogando-o contra uma árvore. Ela era realmente impressionante, os quatro garotos não foram capazes de derrotá-lo, mas ela o subjulgava como se fosse uma brincadeira. Ele ficou intrigado, se continuasse daquele jeito seria derrotado de maneira humilhante. – Eu vou ter que fazer uma retirada estratégica, Suzuko Miki. Mas espere, da próxima vez eu acabo com você! – Ele sumiu no meio das folhas e para algum lugar distante. Miki se ajoelhou e tossiu como se algo tivesse errado com seu corpo, ignorou aquilo por saber que não era o momento certo de se sentir mal. Correu para onde Hanako estava e carregou Kaya no colo... Uma cena até engraçada, ficou parecendo que ele era um bebezinho, e valia o mesmo para Shishi que estava sendo carregada. As duas mulheres levaram os garotos para suas respectivas casas.

Mas a questão principal não era essa... Porque Miki era tão poderosa, mas não fez nada em relação aos inimigos antes? Ela sabia que os quatro garotos não foram capazes sequer de derrotar Lyall, apenas um dos Agentes Especiais da Organização, definitivamente havia algo de errado ali. No entanto, naquela hora a prioridade era tratar de Shishi e Kaya que foram feridos em batalha... Chegou o momento de eles descansarem para poder exigir explicações.