Teach Me German
6 Change My Mind
Notas iniciais
Point Of View Dianna
Três semanas se passaram desde a chegada de Oliver aqui em casa. Eles ficaram por uns dois, três dias e depois foram embora. Robbie teve que dormir no meu quarto, digo, eu tive que dormir no quarto dele, mas nós nem conversamos. Estou ignorando ele. E agora minha contagem regressiva começa. Sete dias, só mais sete dias e minha vida volta ao normal. Só mais 168 horas e eu volto a ser filha única, volto a ter a atenção de meus pais voltadas só para mim, não que eu tenha cíumes, mas todos sabemos que não gosto de Robbie. Sete dias e a casa volta a ter um quarto livre. Só mais sete dias.
– Ainda não está falando comigo? — Robbie perguntou entrando no meu quarto. Eu aumentei o volume da música. Ele andou em direção ao rádio e desligou o mesmo.
– O que você ta fazendo? — perguntei irritada
– Estou tentando chamar sua atenção — Robbie disse — mas agora eu já consegui — ele sorriu
– O que foi?
– Eu já te disse mil vezes, quero que você me desculpe.
– E eu te respondo as mil vezes não
– Cara, eu só te acordei aquele dia. Nem é nada demais, não tem motivo para ficar brava
– Eu não estou brava por você ter me acordado. Estou brava por você ser bipolar do jeito que é. Um dia você está super legal comigo, no outro dia você está quase me matando.
– Eu sei, me desculpa — Robbie suspirou se sentando na ponta da cama — eu quero que a gente se de bem agora, já que eu só tenho mais uma semana aqui. Por favor, me desculpa
– Não sei
– Aaah, por favor. Qual é, me desculpa e eu...
– Você o que? — levantei a cabeça o encarando
Robbie sorriu
– Eu posso te ensinar Alemão
– Sério? — me levantei animada
– Uhum — ele riu — ficou animada né?
– Mais ou menos — me sentei novamente, tentando esconder minha animação. Eu sempre quis aprender Alemão, juro!
– Olha, você quer aprender Alemão, eu sou da Alemanha, me desculpa e eu te ensino. — ele sorriu
Chantagista.
– Chantagista — disse rindo, fazendo ele rir também — feito
– Sabia que você ia aceitar
Eu ri e joguei uma almofada nele.
– Além de chantagista é convencido.
– É o que eu faço de melhor. E ei, você não pode jogar uma almofada em mim — riu
– Anda logo, Teach Me German (me ensine a falar Alemão)
– Calma apressadinha — ele disse rindo — okay, vamos começar com algo fácil.
– Okay...
– Consegue falar Ich Liebe Dich?
– Ich... — fiquei tentando falar — ugh... não sai
– Certo, vamos fazer assim. Eu falo e você repete — concordei com a cabeça — Ich — Robbie falou e eu repeti — Liebe
– Liebe
– Dich
– Dich
– Agora fala tudo junto
– Ich Liebe Dich — eu disse e ele fez uma cara de desgosto
– Sua pronúncia é horrível.
– Não é tão ruim — emburrei
– Numa escala de 1 a 10 de ruim, eu te daria doze e meio — Robbie terminou de falar e eu voltei com a SDANC ( Síndrome da Almofada na Cara) — Assim como nos primeiros dias — ele sorriu depois de pegar a almofada do chão e colocá-la na cama, e de alguma forma, eu sorri também.
– Certo, será que agora você pode me dizer o que eu aprendi a falar?
– Aprendeu parcialmente, porque sua pronúncia continua muito ruim.
– Eu te amo — Robbie começou a falar mas parou. Pensou um pouco e voltou a falar — Não, eu não te amo, você apenas "aprendeu" a falar "eu te amo".
A confusão dele foi o suficiente para me dar uma crise de riso. Robbie me encarava com se estivesse falando com um louco. Eu só consegui parar de rir quando caí da cama. Foi a vez de Robbie ter a sua crise, me deixando jogada no chão. Assim que me recuperei, levantei e dei um belo tapa em meu meio irmão, deixando vermelho a região acertada.
– Outch — ele disse colocando a mão em cima do machucado
– Desculpa!
– Ta tudo bem
– Sua cara de dor diz que não está tudo bem.
– Ta doendo bastante, mas vai melhorar
– Aff
– Que foi? — ele me perguntou
– Eu ainda não gosto de você, não quero que você melhore — eu disse rindo e Robbie ficou parado, apenas me encarando.
Fiquei estalando os dedos para ver se ele voltava a realidade. Fiquei uns dez minutos assim até que ele voltou ao normal, pediu desculpas e eu assenti.
– Hey, o dia mais esperado de nossas vidas está chegando. Sabe como eu to feliz com isso? Eu vou voltar pra Alemanha e nós nunca, NUNCA, N-U-N-C-A mais vamos nos ver
– Robbie, acredite, eu volto, eu sempre volto. Você não vai se livrar de mim tão cedo. Eu sei o seu twitter, eu vou ficar te atormentando lá, postando foto sua zuada. Tipo aquela que você ta dormindo com o Sr. Urso, meu ursinho de pelúcia.
– Sr.Urso? Cade sua criatividade? Cade? Que criança que você era que não tinha imaginação, criatividade. Eu não posso acreditar nisso.
– Ah Kay, vá tomar no c... — ele me encarou — canudinho
– Viu, falta de criatividade — ele disse revirando os olhos — você me da nojo Agronn.
– Eu sei que você me ama. Todos me amam — sorri
Mamãe abriu a porta do quarto com uma caixa na mão. Perguntou se podia entrar e eu e Robbie fizemos que sim com a cabeça. Ela entrou no quarto, sentou na cama, entre nós dois, já que cada um estava em uma ponta. Mamãe abriu a caixa.
– O que é isso? — perguntei enquanto mamãe abria a caixa
– Fotos — ela respondeu
– Ah mãe, não começa com essa de fotos minhas quando bebê.
– Não são fotos suas quando bebê, Dianna. São fotos de vocês dois durante o intercâmbio do Robbie.
Ai não.
Ela começou a mostrar as fotos. A primeira foi a de Robbie chegando, depois a minha cara ao ver ele chegando. A terceira foi uma nossa brigando, a próxima foi uma nossa em que estávamos nos dando bem. Mamãe já tinha mostrado várias até que chegou na minha favorita. A foto estava bem espontânea. Estávamos na beira da piscina, Robbie estava com uma bermuda preta, sem camisa (obviamente porque estávamos indo para a piscina). Eu estava sendo carregada por ele no ombro. Provavelmente eu estava brava, mas sorria, nós dois sorríamos. E os nossos sorrisos eram tão naturais, que deixou a foto perfeita.
Peguei a foto da mão de minha mãe, peguei um quadro, coloquei a foto nele, e coloquei o porta retrato do lado da minha cama.
– Parece que você me ama agora — Robbie sorriu
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