Um


Um ano depois...

E mais uma vez nosso estimadíssimo Conde de Powell Faz-nos anunciar (agora quase que semanalmente) do desaparecimento de sua estimada filha, senhorita Jennie Powell. Como se todos nós já não soubéssemos. Quem iria imaginar que Lorde Powell seria um pai tão dedicado e preocupado com o bem estar de sua desaparecida filha? Eu, com certeza, não. Permitam-me lembrar-lhes, meus estimados leitores, que antes do inusitado desaparecimento da senhorita Powell ela se encontrava comprometida com o senhor Gregor Bawlling, herdeiro de um condado. Infelizmente (ou felizmente para alguns) o senhor Bawlling puxou não só a aparência de Lord Bawlling como também seus hábitos nada saudáveis. Não é preciso salientar de que todos sabemos de que hábitos estamos falando.

Mas de uma coisa tenho certeza meu estimado Conde de Powell, se a senhorita Jennie quisesse mesmo ser encontrada, com certeza, já teríamos tido alguma notícia da moça.

JORNAL O ÚLTIMO GRITO, SEÇÃO DE ACHADOS E PERDIDOS.

POR SOCIEDADE ANÔNIMA.

05 de fevereiro de 1811



Cara Lady Buckingham,

Gostaria de informa-la de meu retorno. James.

De Lorde James Buckingham, Conde de Buckingham, a Sua Graça Lady Buckingham, Duquesa de Buckingham.


–Não acredito que o conde ainda não desistiu. — Murmurou Lady Buckingham sem tirar os olhos do jornal. -Ainda procura a pobre moça.

– Se me obrigassem a casar com o Bawlling teria fugido também. — Sentenciou Janet sentando-se a mesa e servindo-se de um pãozinho.

Lady Buckingham arqueou as sobrancelhas vendo a imagem da filha. Janet como sempre desceu para o café da manhã sem pentear-se e de camisola. -Seus cabelos.

– O que tem meus cabelos mamãe?

– Parecem um ninho de rato.

– Oh.

– Está de camisola. Está indecente.

– Mamãe. Estou em casa. Não temos convidados. -explicou-lhe Janet, mas vendo que Lady Buckingham não a entendia acrescentou — É de manhã!

–Temos Ginger. – Sublinhou lhe a Duquesa encarando a filha.

– Mas ele é parte da casa. Como um ornamento. A senhora mesmo sempre diz!

– Querida, está nua. — Avisou Lorde Buckingham a filha atravessando o cômodo. Segurava um exemplar do Times.

– Papai!

– Ginger está aqui.

– Papai! — exclamou Janet novamente.

– Suas pernas estão nuas.

– Ginger é como um ornamento da casa. Não se importa com minhas pernas nuas! Importa-se Ginger?

– Tenho certeza de que Ginger não se importa em ver as pernas nuas de minha filha, mas eu me importo. — Cortou Lord Buckingham. — Janet, vista-se. Ginger não é um ornamento da casa como você e sua mãe gostam de anunciar.

Contrariada Janet lançou um olhar de total desprezo contra seu pai antes de se levantar. — Odeio-o. — Então olhou para Ginger. — Ginger. Peça para levarem uma bandeja ao meu quarto. Terminarei lá minha refeição. — E saiu.

–Querido, esqueceu-lhe de avisar sobre seu cabelo.

–Não me importo com o seu cabelo Margaret, importo-me com suas pernas.


Jennie via toda a cena ao lado do mordomo. A refeição na casa dos Buckingham era sempre uma comoção. Não que fosse obrigada a comparecer em todas as refeições familiares para esperar por uma ordem, na verdade nem precisava estar ali, mas amava ver como os Buckingham se relacionavam. Eram exatamente tudo o que ela nunca teve. Uma real família.

Fazia um pouco mais de um ano que Jennie estava morando em Buckinghamwood, a segunda residência principal da família. Os Buckingham tinham três residências principais, a primeira residência principal, a Buckingham Hall, ficava aos arredores do condado de Buckinghamshire (Janet jurou-lhe que era a mais intimidante e desconfortável das propriedades). A segunda residência principal, a Buckinghamwood, encontrava-se na Grande Londres, a quatro horas de viagem da cidade, era a residência mais frequentemente usada pela família (e segundo Janet, a mais amada também). E a terceira residência principal, a Buckingham House, estava em Londres, em Mayfair (quando Jennie perguntou a Janet sobre esta residência a garota deu-lhe os ombros e falou — o vizinho da janela do meu quarto não tem cortinas- e soltou-lhe um sorriso afetado fazendo Jennie corar). Jennie só conhecia a Buckinghamwood, mas não podia imaginar uma casa mais perfeita que esta.

Logo que Lady Buckingham terminou sua refeição o mordomo, Wilfred, entregou-lhe uma das correspondências.

– Está endereçada a Sua Graça. — Explicou-lhe o mordomo perante a perplexidade da Duquesa.

A carta parecia se apenas uma única nota e bastou somente dois segundos para Lady Buckingham lê-la e começar a arfar.

– George. — chamou o marido tentando conter a emoção. — Oh, céus! George! — O Duque largou o jornal enquanto Jennie percebia as pupilas da Duquesa cada vez mais dilatadas. — James! Santo céu! James está voltando! — Não conseguindo conter a emoção Lady Buckingham esqueceu-se tanto dos decoros como da criadagem que se encontrava no cômodo e pulou nos braços do marido abraçando-o.



Duas semanas depois James, o Conde de Buckingham (titulo de cortesia) se encontrava na frente de Buckinghamwood. Havia chegado no meio da noite na residência da família e encontrava-se um pouco nervoso. O que era idiota. Afinal esta também era sua casa. Mas depois de dois anos que não voltava para casa talvez fosse natural em sentir um pouco de receio em passar pela porta. O que era duplamente idiota, afinal ainda era sua casa. Por fim optou por deixar seu lacaio levar suas coisas para seu quarto enquanto ele caminhava para se acalmar. Isso. Um passeio noturno era do que precisava. Uma caminhada ao lago seria o suficiente para dar-lhe a coragem que faltava. O que poderia ser considerado triplamente idiota. Mas, foi o que fez. O que não esperava era ver alguém debatendo-se e salpicando na água do lago. O que o poderia fazer sentir-se quartetamente idiota, afinal estaria provavelmente delirando se realmente achasse que tinha alguém ali. Quartetamente. Nem sequer sabia se isto estava empregado corretamente.

Alarmado aproximou-se silenciosamente. Não queria ser descoberto e nem surpreendido. Encostou-se atrás de uma árvore e esperou. Esperou. E esperou mais um pouco. Devia ser um louco! Só um louco nadaria em uma madrugada tão fria quanto esta. Ele, que estava seco e com roupas tinha que se esforçar para evitar que seu queixo batesse! Quando estava prestes a acabar com aquela loucura e anunciar-se percebeu que a pessoa deixava o lago.

Uma mulher!

Primeiramente notou os pequenos e firmes seios. A cintura com uma pequena e delicada curva. E seus quadris. Ah! Os quadris. Eram perfeitos! Tudo nela parecia perfeito. Era uma mulher pequena. E a luminosidade da lua cheia dava a impressão de delinear misticamente cada contorno seu. James sentiu seu desejo arder. Nunca havia se sentido assim. Precisava dela. Necessitava-a. Estava perdido. Perdido e deplorável. Sabia que a moça achava que estava sozinha. Não podia se mostrar. Mas tinha que ser mostrar. Queria que ela o visse. Que soubesse que estava ali e existia. Por causa da luz (ou da falta dela) não conseguia ver seu rosto. Uma lástima. Mas tinha certeza que acharia ali lábios fartos e beijáveis. Imaginava a estranha em seus braços com sua boca devorando-lhe os lábios. Estava perdido! Sentia seu desejo duro e dolorido e sem poder se conter James soltou um gemido.

–Quem está ai? — Perguntou a moça assustada com a voz meiga, doce e perfeita. — Que está ai? — Repetiu.

Vendo que não poderia mais se esconder James mostrou-se. Notou que algo mudou na atitude da moça. Estava em pânico.

–Não. — Escutou ela sussurrar com a voz fraca e apavorada. — Não. Não. E não. — E sem aviso fugiu entre as árvores.

E James ficou ali. Parado. Estupefato demais para se mexer.


Enquanto pensava nos fatos em sua cama, James estava certo de que tudo não se passou de uma peça pregada por sua mente. Um sonho. Um sonho louco de alguém cansado de uma longa viagem. A vida não era assim. Não se esbarrava com moças nuas em um lago no meio da noite. Era errado. Indecoroso. E ilúcido. Irritado consigo mesmo virou-se na cama e fechou os olhos. Estava exausto. Tinha que dormir. Mas tudo o que conseguiu foi uma clara imagem de pequenos e firmes seios.

Mas que raios!

Esta, pensou, seria uma noite quartetamente longa.


Nas primeiras horas da manhã James sentia-se sendo chacoalhado.

Mas que maldição! O que querem?! Deixem-me dormir em paz! — Deixe-me dormir. — rosnou ainda com os olhos fechados.


–Mas milorde... a sua mãe.... Lady Buckingham... pediu para chama-lo.

James abriu um olho — Minha mãe?

– Sim, milorde. — Respondeu o criado visivelmente assustado. James tinha a reputação de ser mal humorado logo que acordava.

– Diga-lhe que estou indo.

Lady Buckingham o estava chamando. Surpreendente! Se tivesse apostado teria perdido. Achava que seria Lorde Buckingham, o primeiro a chama-lo. Se estava surpreendido com o chamado da Duquesa estava surpreendido mais ainda de que ela estivesse esperando-o no escritório de seu pai.

Lady Buckingham estava sentada na cadeira de sei pai atrás da escrivaninha e esperava por James de costas para a porta. James pigarreou.

– James. — Chamou a Duquesa friamente virando-se para encarar o filho.

– Sua Graça. — Respondeu ele no mesmo tom.

– James. — Repetiu ela com o olhar cortante.

– Sua Graça. — Imitou.

E como se Margaret Buckingham não conseguisse mais se conter, deixou as lágrimas caírem enquanto corria para abraçar o filho.

–Meu filho preferido! — confessou-lhe ela enquanto tentava quebrar suas costelas.

–Mamãe! Sou seu único filho.

– E o preferido. — informou.

Para a surpresa de Lady Buckingham James levantou-a no colo e a rodopiou. Quando a largou no chão parecia um pouco tonta. — Céus. Devia perder este hábito. Não é saudável para as damas.- Alertou-lhe a Duquesa sentando-se na poltrona.

James deu os ombros. — Só faço isso para as duas mulheres de que amo.

– E essas seriam? — Lady Buckingham arqueou as sobrancelhas esperançosa com a resposta do filho. Seus olhos brilhavam.

– Você e Janet.

– James! — Lady Buckingham parecia desconsolada com a resposta do filho e James sabia por quê. Afinal, não foi por isso que fugiu para outros países? Não estava pronto. Simplesmente não estava!

– Mamãe! Não me diga que foi por isso que me chamou aqui.

– Na verdade não. — confessou-lhe. E por um momento parou para admirar o filho. — Sabe... Neste momento está parecido com George.

James encarou-a. — Sou parecido com a senhora.

– Você e Janet são mais parecidos com seu pai do que imaginam. — A Duquesa encarou James nos olhos avaliando-o. E por fim falou. — Preciso de um favor.

James evitou gemer. Os pedidos de sua mãe nunca eram fáceis. Esperou em silêncio que ela continuasse.

– Ginger.

– O quê? — mas o que...

– Preciso que seja o tutor de Ginger.

– Quem é Ginger? — Estava louca se queria que ele fosse responsável por alguém. Não conseguia nem ser responsável por ele mesmo, quem dirá de outra pessoa.

– O ornamento da casa.

– O... o quê? — Gaguejou. Estava perdido. Apavorado. Encurralado. E por sua própria mãe!

– Ginger. O ornamento da casa.

– Mamãe! Explique-se! — Exclamou desesperado. E quando percebeu que ela sorria, entendeu. Estava brincando com ele. — Mamãe!

– Ginger vive aqui. Está conosco desde o ano passado. Diz que é um lacaio e nega ter família.

–Quer que eu seja tutor de um lacaio? — Estava incrédulo! Injuriado.

– Cale-se e me escute. Acho que mente.

– Mamãe, não acho que...

– Quando o achamos estava vestido como um nobre. Não me enganou nem por um segundo. Suas roupas eram velhas e passadas de moda, mas vinham das lojas mais caras de Londres. Sabe ler. Escreve bem. E um dia vi-o lendo um livro em francês. Francês! E tem o cavalo...

– Cavalo?

– Um garanhão puro. Deve valer uma pequena fortuna. Poderia ser confundido com um dos melhores cavalos de seu pai.

– Roubado?

– Dificilmente. Adora o garoto. Vem correndo quando o garoto o chama.

– Afinal, mamãe, o que quer?

– Quero que seja seu tutor... -suspirou- E que descubra quem é.

Isso era loucura! Se o garoto realmente fosse filho de um nobre deveria estar em Eton e não brincando de tutoria com James! Tutor. Tutor? Ele não podia ser um tutor.

– E papai? — Seu pai seria um tutor bem melhor que ele. Para começar, era responsável, coisa que James negava-se a ser.

– Detesta-o. Acha que o trouxe para casa por ser bonito.

– E é? — Perguntou James arqueando as sobrancelhas.

A Duquesa deu os ombros e James percebeu que estava na hora sair. Por Deus! Não quero saber sobre os gostos de mamãe.

Antes de passar pela porta escutou a Duquesa avisando-o animada.

– Irei apresenta-lo a Ginger depois do café!



Ainda era muito cedo para o café da manhā e James que nunca havia sido bom em esperar decidiu que iria procurar por Ginger ele mesmo. Mas antes que pudesse fazer qualquer coisa esbarrou-se com Janet no corredor. Revirou os olhos. Janet estava novamente despenteada e andando com uma camisola indecente pela casa.

Depois de dois anos ainda continuava a mesma.

– Está nua. — Avisou-lhe James. Se não estivesse tão contente em vê-la estaria largando fumaça pelas narinas por sua irmã andar de camisola pela casa.

–Mas que... Você também? — Janet virou-se irritada engolindo uma maldição. — James? — Balbuciou surpresa. — Oh, James!

A expressão da irmã transformou-se em um aberto e magnifico sorriso enquanto corria para abraça-lo.

Janet, James percebeu, havia crescido. Estava quase tão alta quanto ele. Os dois tinham uma diferença de nove anos, porém se tivessem nascido em anos próximos, poderiam se passar por gêmeos. Janet, como James, tinha os cabelos cor de fogo, puxados da mãe de sua mãe, vovó Luidi, que foi uma escocesa alta e temperamental (tem haver com os cabelos, Janet avisava as pessoas que considerava tolas). Os olhos azul escuro dos irmãos haviam sido puxados de seu pai, Lorde Buckingham tinha o mesmo olhar azul e penetrante dos filhos.

– Quando chegou? — Perguntou soltando o irmão.

– Ontem à noite. De madrugada. Céus! Janet. Esta divina!

– James. Temos o mesmo rosto.

– Então devo estar divino também. — Respondeu dando um sorriso preguiçoso.

– Aposto que deve quebrar corações com esse sorriso.

James deu os ombros. — Alguns, eu acho. — Então percebeu que a irmã segurava um jornal.

Um jornal?

– Janet, isto é... — Deixou as palavras no ar enquanto apontava para as mãos da irmã.

– Um Jornal. — Respondeu ela arqueando uma sobrancelha como se tivesse falando com um estúpido.

Um jornal! Janet está lendo um jornal! – Não conseguia acreditar.

– O último Grito. — Declarou sacudindo o jornal no nariz do irmão que a olhava confuso.

– Perdão?

– O Último Grito. — repetiu como se ele fosse uma espécie de lerdo. Janet conseguia ser detestável quando queria. — um jornal de fofocas. Consegui pega-lo antes de mamãe. Seus olhos brilharam.

– Mamãe também lê?

– Sempre que sai. E papai se esconde em seu escritório com um exemplar quando acha que ninguém esta vendo. — James engasgou enquanto Janet dava um sorriso afetado.

– Pare. Não fale mais nada. — Pediu. Estavam indo longe demais no assunto. — Janet, diga-me, como é Ginger?

– Ginger? — Janet parecia meio perdida com a brusca mudança de assunto, mas logo se recompôs, estava acostumada com o irmão. — oh, Ginger! Como soube sobre ele? — parecia entusiasmada.

Entusiasmada? Isso era no mínimo interessante. O tal do Ginger não só chamou a atenção da Duquesa como também caiu nas graças de sua irmã.

– Espere! Não diga. — cortou antes que ele pudesse responder. — Mamãe. -Concluiu triunfante. James limitou-se a apenas balançar a cabeça, não queria cortar os pensamentos de Janet. — É um ornamento da casa. — Janet, como sua mãe, concluiu como se fizesse sentido.

Por que se sentia como se o estivessem fazendo de bobo? Era como se fosse algum tipo de piada da qual James não tivesse acesso. Detestava sentir-se atrasado.

–Janet... -Rosnou começando a sentir se paciência esvair-se.

–Santo céu. Acalme-se. Está vermelho! Afinal, porque quer saber?

– Mamãe. Quer que eu seja seu tutor. — Suspirou. Estava cansado. Janet sempre conseguia extrair toda a energia dele.

– Ela o quê? — Sentiu seus lábios se contraírem em um sorriso de satisfação. Sua irmã engasgou. Estava tão estupefata quanto ele com a informação. — Afinal o que ela está pensando. Só pode estar louca!

– Janet... por favor...

– Ah, está certo. Sobre Ginger.... olhe, antes de julga-lo, quero que entenda. Ginger é maravilhoso. Esperto. Eu mesmo o adoro. Mas ele é diferente... — sua irmã começou a balançar os pés como fazia quando estava nervosa. Afinal, o que tinha esse garoto?

– Continue. — Incentivou-a.

– Bem... quando vê-lo você vai entender! — suspirou. — Hum... cabelo castanho, olhos verdes, acho que sua altura dá no meu nariz. É isso. Acho que deve estar dormindo. Eu... eu... ah deixe-me em paz! — E por alguma razão que só Janet sabia, ela corou e fugiu.

Mas que diabos estava acontecendo naquela casa?!

Irritado saiu afundando os pés no assoalho. Precisava de ar. Largando porta a fora foi em direção as colinas. Era um pouco afastado da casa, mas lhe daria a paz que necessitava. O que não esperava era achar alguém ali.


–Horrorosa! — Gritava um garoto um tanto pequeno. Ele olhava de um lado para o outro como se procurasse algo. -Horrorosa! — Gritou de novo.

James se aproximou e pigarreou. — sabe — começou a falar as costas do garoto. — não deveria chamar a uma dama assim.

– oh! Horrorosa não é uma dama. Bem, talvez seja. Mas não é uma pessoa. É o meu cachorro. Sumiu. — Respondeu o garoto virando-se.

Por apenas um momento James apareceu notar um olhar de pânico no garoto. Mas isso talvez tivesse sido só uma impressão.

– Chama seu cachorro de Horrorosa? — James perguntou não conseguindo esconder sua surpresa.

O garoto deu os ombros. — Só atende por esse nome.

– Entendo. — Por algum motivo achava que sabia quem era o garoto, mas ainda assim... — E você é?

– Ginger, senhor. Meu nome é Ginger. -seus olhos brilhavam. Verdes como duas esmeraldas. Oh, sim. Agora entendia. O garoto era bonito. Muito bonito. Poderia servir até como um...

Um ornamento da casa...


Notas finais
hihihi'-'