Taylor&taylor -
1 Capítulo 1 QUEM É A VIZINHA NOVA?
TAYLOR & TAYLOR
- Um, dois, três- A contagem de Taylor é interrompida pelo som de seu celular tocando, em cima da pequena poltrona cor de mostarda. Ele suspira frustrado e bagunça seus cabelos de leve.
- Que droga, logo agora? Resmunga ele. Ele larga suas folhas de papel em branco em cima de sua escrivaninha, e caminha até finalmente alcançar o celular. Ele olha o identificador de chamadas. James. Ele revira seus olhos castanhos que se assemelham a jabuticabas, escuros e intensos. Os fios loiros escuros que ocupam sua cabeça ainda estão úmidos.
- O que será que ele quer á está hora da manhã? Murmura ele, enquanto seu celular continua a vibrar já em suas mãos. Ele fecha seus olhos e faz estalos com sua língua, em forma de reprovação.
- Seja lá o que for não tenho interesse. Diz ele, jogando-o novamente na poltrona.
Taylor caminha até a escrivaninha e admira os papéis. Ele alça seus olhos para cima, buscando algo em sua memória.
- Merda! Exclama ele. – Esqueci, terei que contar de novo. Resmunga ele sentando-se e iniciando a contagem novamente.
Após terminar sua contagem, que deram aos exatos trinta e dois papéis ele senta-se, abre as gavetas de sua mesinha de madeira fosca, em busca de sua caneta da sorte. Uma caneta de tinta preta com detalhes florescentes por fora. Depois de revirar algumas coisas, ele finalmente encontra.
- Bem vamos lá, agora posso oficialmente começar. Diz ele, com a sensação de êxtase em seus olhos.
Ele respira fundo, olha através das janelas, o clima agradável de Junho, alguns raios solares atravessam a janela e aquecem seu rosto, dando uma sensação confortável e agradável.
- Ok, e lá vamos nós. Diz ele.
Olá. Quero primeiro me apresentar. – Sou Taylor Case Hamilton, nome comprido não é? Eu sei. Sou de Seattle. Mudei-me recentemente, por razões que infelizmente agora não vou lembrar, desculpe. Vim da Califórnia.
Por sorte me formei em medicina então tenho uma boa vida eu diria se não fosse por alguns problemas psicológicos que tenho. – Se você está se perguntando em que área eu atuo? Eu sou médico diagnostico. Mas ultimamente tive alguns problemas, e fui afastado, que droga não é?
- Não, acho que devo escrever algo mais interessante. Diz ele, passando a caneta sobre as palavras escritas. Assim que toma a caneta em mãos novamente, ele ouve um estrondo vindo através da parede. Ele se assusta e acaba por derrubar sua caneta, que cai e quebra. – Caneta sensível, não é mesmo?
Ele olha para a caneta, ainda perplexo. Pisca, diversas vezes tentando transformar aquilo num sonho ou ilusão, ele fecha os olhos e suspira profundamente.
- Está caneta custou muito... CARO! Exclama ele. Taylor remove rapidamente seu roupão laranja de seu corpo, coloca uma de suas varias camisas amarelas mostarda, e uma de suas diversas calças azul – marinho, coloca seus sapatos brancos, junto de suas meias – vermelhas, e sai porta á fora. Ele nota que há diversas caixas no corredor de seu prédio enfileiradas. E então alguém sai de dentro do apartamento ao lado, e empurra-o em direção ao chão. – Sem querer... Eu espero.
Ele cai em direção ao chão, e com a queda seu ombro sofre uma lesão, mas ele ignora-a, e levanta seus olhos em direção á moça parada em sua frente, com inúmeras caixas nas mãos. Ela larga rapidamente e olha espantada.
- Ai meus Deus, moço, me desculpa não foi por querer. Afirma desesperada, mas sem toca-lo.
- Ficou maluco? Eu jurei que não iria processar ninguém este ano, mas parece que você é exceção. Afirma ele, levantando-se. Ela fita-o.
- Eu... Desculpe-me. Diz ela novamente.
- Pare de se desculpar, acha que se desculpa adianta-se algo existiria a policia? Ou a justiça? Resmunga ele.
- Diga-me qual seu nome? Pergunta ele, encarando-a. A moça remove a touca que cobre seus fios. Taylor observa-a atentamente. Seus cabelos curtos, na altura do queixo dourados, e seus olhos que se assemelham a bolas de gude, escuros e vibrantes, tonalizam sua pele clara como a neve de Novembro. Ela levanta seus olhos para ele.
- Você é...? Uma garota? Pergunta ele. A moça arqueia uma de suas sobrancelhas.
- Pensou que eu fosse... Um menino? Pergunta ela.
- Mas é claro, moças geralmente não se vestem com isso. Afirma ele apontando para a jaqueta verde – musgo, e a calça Jeans escura que cobrem seu corpo. Ela ri sarcasticamente. A moça fita-o, e então ergue seu pé esquerdo e acerta-o por entre as pernas. Ele arqueia-se, gemendo de dor.
- Você é maluca. Balbucia ele, contorcendo-se de dor.
- E você não aprendeu bons modos. Afirma ela, pegando suas caixas e colocando-as para dentro. Em seguida olhando para ele novamente e mostrando-lhe a língua. Ele suspira ainda sentindo a dor vibrar por cada músculo de seu corpo.
- Eu fui chutado? Murmura ele erguendo-se do chão. Ele encara a porta da jovem moça por alguns instantes.
— 207 não é mesmo? Ok senhorita, ou seja, lá o que for você, vamos ver por quanto tempo você irá ficar no mesmo cubículo que EU. Exclama ele, logo ele sente-se observado por alguém, ao virar-se depara com uma senhora, cabelos tão claros quanto algodão doce, olhos azuis safira e pele claríssima, tão clara quanto o casaco que envolve seu corpo.
- Os jovens de hoje em dia cada vez mais loucos. Murmura ela, e continua a caminhar. Ele acena para ela e sorri encabulado. Em seguida volta para sua casa frustrado.
- Dá onde surgiu essa garota? Parece mais um homem. Só para me trazer preocupações, aposto. Resmunga ele, sentando-se em sua cadeira revestida por couro.
Taylor narrando.
Acabo de me mudar, eu morava num apartamento bem melhor que este, mas por causa de uma crise na empresa de minha família tive que vir morar aqui. Seattle. Sabe até pensei que seria legal, mas há pouco esbarrei com um mal educado que me chamou de menino ali na porta. Bem vamos á uma apresentação formal meu nome é Taylor. Taylor Jones.
Sabe por alguma razão me considero uma mulher de sorte. Tenho uma família boa, que tem dinheiro, tenho um namorado lindo e que me ama, tenho amigos que me amam e são sinceros comigo, confessos e não fosse por este lugar aqui, tudo seria perfeito. – Sonho bom, sonho bom. Bem como acabo de me mudar vou terminar de arrumar minhas coisas, me ajeitar aqui e então volto a escrever em você, diariozinho ♥.
Taylor fecha seu diário, e inclina jogando a cabeça levemente para trás. Um suspiro surge, seu capuz escorre de sua cabeça e cai deixando a vista seus fios dourados.
- Você decaiu em Taylor? Mas não se preocupe, vai se erguer, eu sei que vai. Murmura ela.
Taylor levanta-se começa a retirar suas roupas, assim que já está sem elas, ela consegue uma visão de si mesma na frente do espelho. Ombros médios, braços com leves músculos, seio médio tamanho C. Cintura fina, glúteos médios, e as pernas magras. – Perfeito. Pensa ela. Um sorriso surge no canto de seus lábios. Ela caminha então em direção ao banheiro. Mergulha seu corpo por entre a água quente e a espuma. Ela começa a cantarolar, e do outro alguém se incomoda.
- O que... Que som é esse? Murmura ele, abaixando o livro em suas mãos. Ele presta a atenção e então ouve.
- Você feriu meu coração, meu amor, não me deixe nãoo, fique comigo ♫. Taylor cantava do outro lado. Ele suspira.
- Pronto, era só o que faltava, agora ela vai cantar. Resmunga ele.
Ele respira fundo, fecha o livro, coloca seu aquecedor de orelhas branco e vermelho, ajeita suas cobertas amarelo mostarda e azul – marinho, e deita-se. Mas infelizmente ele ainda consegue ouvi-la, porque ela está cantando muito alto. MUITO ALTO. Ele levanta já irritado. Coloca suas pantufas laranja. Abotoa o primeiro botão de seu pijama branco e vermelho, e vai até a porta e o som fica cada vez mais irritante, ele toca a porta dela. Ela não responde e continua cantando, ele suspira novamente, controlando seu emocional. Taylor não abre a porta.
- Abra a porta. Diz ele.
- Não. Se quiser derrube. Afirma ela, com um sorriso cômico em seus lábios. Ele arqueia uma de suas sobrancelhas.
- Então vai ser assim, garota? Tudo bem, como quiser. Taylor gira a maçaneta, e nota que está aberta, um sorriso surge no canto de seus lábios. Ele então entra na casa dela, a visão que tem é da sala. Espaçosa, com um tapete gigante e felpudo no chão, com algumas poltronas de couro escuras. As janelas escancaradas, uma mesinha de centro no meio, com alguns pertences dela, ele nota que tem alguém vindo em direção á sala, cantarolando. Ela. Ele senta-se na poltrona de costas para a janela, e cruza suas pernas. Taylor vem andando cantarolando.
— Venha me amar, meu be-. Ela interrompe as palavras ao vê-lo. Ela caminhando lentamente, até estar finalmente de frente para ele. Ele fita-a. Ela está com um pijama constituído de um short e uma camiseta de coração. Ela está com seus cabelos meio presos. Ela está com um franjo em mãos e uma garrafa de cerveja.
- Tendo uma ótima noite? Pergunta ele, levantando-se e encarando-a. Ela sorri. Seu sorriso é tímido e encantador. Ele abaixa os olhos, e volta a fita-la.
- Maravilhosa melhor impossível. Diz ela. Ele estala sua língua em forma de reprovação.
- Resposta errada. Diz ele. Ele fita-a da cabeça aos pés.
- Agora você parece uma...
- Uma moça? Pergunta ela, arqueando uma de suas sobrancelhas.
- Uma domestica. Afirma ele. Ela sente o peso de um tijolo cair em sua cabeça. Ela se aproxima dele, seus olhares se cruzam.
- Domestica? Pergunta ela, um sorriso surge no canto dos lábios dele.
- Ok tudo isso não interessa. Eu sou quero dormir. Entendeu? Pergunta ele? Ela dá um gole em sua cerveja. Ele revira seus olhos.
- E eu quero cantar. Afirma ela. Ele ri ironicamente. Taylor segura o braço dela.
- Escute bem, você vai ficar em silêncio, para que possa dormir, seu único barulho será a sua respiração, porque seu eu ouvir quaisquer barulhos, alem desse-.
- Vai acontecer o que?! Exclama ela. Neste mesmo instante um som pode ser ouvido por todo o prédio. O som da caixa de força, que num segundo explode, fazendo assim todos do prédio ficar sem energia, principalmente os dois encrenqueiros.
Taylor Jones narrando.
Ok, o maluco do prédio ao lado implicou comigo logo que cheguei agora vir até minha casa? Uma blasfêmia, eu ia bater nele de novo, se não fosse pela luz. Eu nunca confessei, mas eu tenho um medo absurdo de escuro, e eu fiz algo que não deveria, assim que as luzes se apagaram me agarrei á ele.
Assim que as luzes se apagaram, Taylor se aproxima dele e segura fortemente em sua camiseta, suas mãos tremem, assim como suas pernas.
X X
Ele nota e então a afasta. Ela tenta enxergar mas nada consegue, ele ainda consegue ver algumas coisas com a luz que vem lá de fora.
- O que pensa que está fazendo? Pergunta ele, segurando as mãos tremulas e gélidas dela. Ela respira com dificuldade e por isso deixa a garrafa de cerveja cair, junto do frango. Taylor C se assusta.
- O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?! Exclama ele. Taylor J tenta segurar nele de novo, mas ele recua.
- Me ajude. Balbucia ela. – Não consigo... Não consigo ver. Afirma ela, ele sente algo quente molhar suas mãos. As lágrimas simplesmente começam a cair.
- O que? Mas não está tão escuro assim. Diz ele.
- Não consigo ver... Ajude-me, por favor. Exclama ela, já em pânico, ele nota o terror em suas palavras, e então ela desaba sobre os braços dele. Taylor agora está com ela em seus braços desacordada. Ele arregala os olhos.
Taylor Case narrando.
Ok, eu entendo escuro não é legal, mas o que tem demais? Ela desmaiar? Exagero.
Taylor C não sabe o que fazer, ele coloca-a no sofá, e caminha de um lado para o outro pensando. Logo ele lembra de que há lâmpadas reserva em sua casa. Mas ele hesita.
- Mas levar essa maluca que me acertou, para a minha casa? Murmura ele. Ele suspira. Pensa inúmeras vezes.
- Tenho outra escolha? Ela me deve uma. Resmunga ele, ele pega a em seus braços, e com pouca visão, ele caminha lentamente para fora.
Taylor Jones narrando.
Assim que desmaiei não me recordo de muitas coisas. Mas enquanto estava supostamente apagada, me recordo de sentir um cheiro doce, e quente. Um calor envolver-me, uma coisa única, senti-me de uma forma que nunca me senti antes, uma vontade de viver e morrer sob aquele calor.
Taylor consegue finalmente ir para fora. Assim que sai, ele olha para ela, seus olhos estão fechados, e alguns fios dourados cobrem seu rosto. Ele continua a carrega-la, até sua casa. Assim que chega ele coloca-a no sofá, e liga as luzes reserva. A luz não é muito clara, mas é apenas provisória. Ele então consegue vê-la claramente.
- Bonita, mas tão desajeitada. Murmura ele. Ele nota que há sangue em seu pijama.
- Mas o que... Resmunga ele. Ele procura por qualquer sinal de corte em seu corpo e não encontra. Ele então olha para ela, e nota seu pé respingar sangue no chão.
- Tinha que ser. Não pode entrar sem fazer sujeira? Resmunga novamente. Ele suspira, e vai atrás de sua maleta de primeiros socorros. Ele procura por ela em seu quarto, e acaba por lembrar-se de algo.
- Ela estava em pânico, e dizia que não conseguia ver nada...? Ele olha para o piso branco, em busca de alguma memória. – Cegueira noturna...? Murmura ele.
- Só pode ser. Afirma ele. Ele então abre seu guarda roupa e abre a gaveta na lateral esquerda, uma gaveta branca, de lá tira uma maleta com equipamentos para curativos e remédios. Ele carrega-a até a sala, a moça ainda esta desacordada.
- Se eu não fosse médico, acredite te deixaria sangrar até a morte. Resmunga ele. Ele começa a limpar o ferimento, e nota que o caco de vidro está mergulhado sobre o tecido, ele então o remove, e ao removê-lo, ela faz uma careta.
- Viu, fica bebendo por aí, esta ai suas consequências. Diz ele. Ele continua o tratamento, após removê-lo, ele esteriliza o local machucado com álcool antisséptico, e coloca começa a costurá-lo, assim que coloca a agulha, a moça abre os olhos e recua.
- O que pensa que está fazen... Fazendo. Isto dói. Afirma ela. Ele observa-a.
- Estou costurando. Diz ele. Ela olha para ele incrédula.
- Ficou maluco? Pergunta ela.
- Quem ficou maluca foi você, se eu não costurar você pode pegar uma infecção, e morrer. Responde ele. Ela olha para a agulha em sua mão. Ele suspira.
- E ai? Como vai ser? Preciso dormir ainda. Diz ele com sua grosseria de sempre. Ela respira fundo, e então aproxima seu pé das mãos dele novamente.
- Obrigado. Diz ele. E volta a costurar no inicio ela faz algumas caretas, mas depois logo se acostuma. Ele permanece em silêncio, ela fita-o.
- Você é médico, ou algo assim? Pergunta ela. Ele volta seu olhar para ela. Ela sente seu peito queimar.
- Sim. Sou médico. Diz ele, voltando seu olhar para o pé dela.
- Médico de que? Pergunta ela. Ele para e volta seu olhar para ela.
- Você é sempre falante assim? Pergunta ele.
- Você é sempre arrogante assim? Diz ela. Ele ri.
- Acho que já ouvi sua voz demais hoje, não acha? Contesta ele. Ela abaixa a cabeça.
- Então esta é sua casa? Pergunta ela. Ele fecha os olhos e suspira. Ele enfim termina de costurar, e coloca sobre ele um curativo. Ele se levanta e caminha até a cozinha e pega um copo d’água, ela sorri e estende á mão ele senta-se e bebe a água.
- Pensou que era para você? Iludida. Diz ele com um sorriso cômico nos lábios. Ela fecha a cara e cruza as pernas.
- Mas então como aqui tem luz, e lá não? Pergunta ela, pegando a almofada vermelha e colocando no colo e ele então puxa de suas mãos, e coloca no lugar.
- Sou prevenido, tenho luz reserva. Afirma ele. Ela assente com a cabeça.
- Entendo. Diz ela. – Mas então lá ainda está sem luz?
- A caixa de força explodiu, provavelmente só amanhã. Responde ele.
- Posso perguntar uma coisa? Diz ela. Ele volta seu olhar para ela.
- Mais uma? Já perguntou tantas, acho que não irá fazer diferença. Diz ele.
- Porque todas as coisas aqui são Brancas, vermelhas, azul – marinho, amarelas e laranja? Pergunta ela. Ele abaixa seus olhos.
- Acho melhor você ir embora. Não somos amigos, você é só uma intrometida que chegou aqui ontem e invadiu minha privacidade. Afirma ele, levantando-se e indo em direção á cozinha. Ela fita-o confusa.
- Não... Desculpe-me, prometo não perguntar mais nada. Por favor, me deixe ficar aqui? Eu... Tenho medo de escuro. Muito medo. Diz ela, abaixando os olhos.
- Você-. Ele interrompe as palavras ao olhar para ela. Os olhos meigos semelhantes á pérolas negras. Ele suspira.
- Qual seu nome desconhecida? Pergunta ele. Ela permanece com os olhos baixos.
- Taylor. Taylor Jones. Diz ela, ele então fica surpreso.
- Você também se chama Taylor? Pergunta ele. Ela volta seu olhar para ele.
- Seu nome é Taylor? Ele abaixa os olhos, e então os levanta.
- Sim.
- Prazer, Taylor. Diz ela com um sorriso nos lábios e a mão estendida. Ele olha para ela e sua mão, e ignora-a. Ela recua a mão, sem graça.
- Permitirei que durma aqui. Mas ouça bem. Eu não te conheço. Você não me conhece. Ok? Pergunta ele, ela assente.
- Não toque em NADA. N-A-D-A. Entendeu? Ela assente novamente com a cabeça.
- E a ultima regra de todas. Não faça sons, gestos, ou ruídos? Entendeu? Pergunta ele. Ela assente novamente. Ele fita ela por alguns instantes e desvia o olhar.
- A onde fica o quarto de visitas? Pergunta ela. Ele ri, e ajeita seus cabelos para cima.
- Você já está na sua cama. Afirma ele.
- O sofá? Pergunta inda incrédula.
- Sim, o sofá. Agora silêncio eu vou dormir. Sem cantar, entendeu? Ela assente. Ele dirige-se até seu quarto. Ela resmunga algo baixo. Ela olha ao redor.
- Tudo dá mesma cor. Que horror, Mau gosto mandou lembranças. Diz ela. Ela aconchega-se no sofá, mas é um pouco desconfortável, ela suspira.
- Não tenho nem meu celular para acessar meu Instagram. Afirma ela. Ela suspira, e vê a TV a dispor, ela procura pelo controle e avista-o em cima da mesinha de vidro. Assim ela liga, o volume está extremamente algo. Em segundo Taylor levanta e vai até a sala, ele toma o controle das mãos dela, e desliga.
- Eu falei para não tocar em nada. Diz ele.
- Mas eu não estou com sono. Protesta ela.
- Problema seu, deite e durma. Diz ele colocando o controle no mesmo lugar. Após alguns minutos, ela levanta e o pega novamente, mas desta vez, ela abaixa até o volume dez. Em segundo Taylor aparece de novo, e desliga.
- Qual é? Está super baixo? Você é um cão ou algo assim? Pergunta ela. Ele encara-a.
- Sem TV. Durma. Ordena ele. Ela resmunga.
Novamente aos alguns minutos, ela olha para o quarto dele, a porta está fechada, ela pega o controle novamente, e abaixa até o ultimo volume, observa apenas as imagens. Está passando um desenho, neste desenho a personagem e o personagem estão se casando, ela começa a sorrir involuntariamente. Ela começa a se lembrar de seu namorado, Miles Walker. Um jovem empresário, muito bonito e charmoso, cabelos dourados escuro, seus olhos assemelham-se a safiras, dando destaque em sua pele bronzeada.
- Logo seremos nós, certo? Murmura ela. Depois de algum tempo o sono finalmente vem, e ela adormece.
Durante a madrugada, Taylor C levanta, ele perde o sono após um pesadelo, ele abre a porta de seu quarto, e caminha em direção á sala, ele nota que a TV está ligada, e ela está com o controle envolvido em suas mãos. Ele estala sua língua em sinal de reprovação.
- Teimosia em pessoa. Diz ele. Ele nota que ela está com leves calafrios, por estar sem coberta, ele suspira, e vai até a cozinha.
- Não tenho razões para me importar. Morra congelada. Murmura ele. Ele faz um pouco de chá de amora para beber, e enquanto a água ferve ele volta seu olhar novamente para ela. Um suspiro surge.
- Porque você cisma em se preocupar com pessoas carentes? Idiota. Resmunga ele. Ele caminha até o quarto, e pega seu único e melhor cobertor, ele leva até a sala, e joga por cima dela, por um instante ele para, para olha-la.
Os olhos estão fechados, seus cílios são grandes e delicados. Suas bochechas estão coradas, e há alguns fios dourados em sua testa. Seu olhar finalmente alcança os lábios dela. Avermelhados como se ela os tivesse pintado. Ele perde o foco, e então a água que já esta fervida despeja, ele se assusta e corre a ponto de desliga-la. Ele desliga, e então suspira.
- Pare com isso. Murmura ele, colocando seu chá na xícara e caminhando até o quarto, ele reluta em desligar a TV e acaba por deixa-la ligada. Ele entra em seu quarto, e fecha a porta
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