Taylor&taylor -
2 Deixe-ME Ficar Por Favor?
Notas iniciais
– O que pensa que está fazendo? Pergunta ele, segurando as mãos tremulas e gélidas dela.
Ela respira com dificuldade e por isso deixa a garrafa de cerveja cair, junto do frango. Taylor C se assusta. Ela tenta enxergar, mas nada consegue, ele ainda consegue ver algumas coisas com a luz que vem lá de fora.
– O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?! Exclama ele. Taylor J tenta segurar nele de novo, mas ele recua.
– Me ajude. Balbucia ela. – Não consigo... Não consigo ver. Afirma ela, ele sente algo quente molhar suas mãos. As lágrimas simplesmente começam a cair.
– O que? Mas não está tão escuro assim. Diz ele.
– Não consigo ver... Ajude-me, por favor. Exclama ela, já em pânico, ele nota o terror em suas palavras, e então ela desaba sobre os braços dele. Taylor agora está com ela em seus braços desacordada. Ele arregala os olhos.
Taylor Case narrando.
Ok, eu entendo escuro não é legal, mas o que tem demais? Ela desmaiar? Exagero.
Taylor C não sabe o que fazer, ele coloca-a no sofá, e caminha de um lado para o outro pensando. Logo ele lembra de que há lâmpadas reserva em sua casa. Mas ele hesita.
– Mas levar essa maluca que me acertou, para a minha casa? Murmura ele. Ele suspira. Pensa inúmeras vezes.
– Tenho outra escolha? Ela me deve uma. Resmunga ele, ele pega a em seus braços, e com pouca visão, ele caminha lentamente para fora.
Taylor Jones narrando.
Assim que desmaiei não me recordo de muitas coisas. Mas enquanto estava supostamente apagada, me recordo de sentir um cheiro doce, e quente. Um calor envolver-me, uma coisa única, senti-me de uma forma que nunca me senti antes, uma vontade de viver e morrer sob aquele calor.
Taylor consegue finalmente ir para fora. Assim que sai, ele olha para ela, seus olhos estão fechados, e alguns fios dourados cobrem seu rosto. Ele continua a carrega-la, até sua casa. Assim que chega ele coloca-a no sofá, e liga as luzes reserva. A luz não é muito clara, mas é apenas provisória. Ele então consegue vê-la claramente.
– Bonita, mas tão desajeitada. Murmura ele. Ele nota que há sangue em seu pijama.
– Mas o que... Resmunga ele. Ele procura por qualquer sinal de corte em seu corpo e não encontra. Ele então olha para ela, e nota seu pé respingar sangue no chão.
– Tinha que ser. Não pode entrar sem fazer sujeira? Resmunga novamente. Ele suspira, e vai atrás de sua maleta de primeiros socorros. Ele procura por ela em seu quarto, e acaba por lembrar-se de algo.
– Ela estava em pânico, e dizia que não conseguia ver nada...? Ele olha para o piso branco, em busca de alguma memória. – Cegueira noturna...? Murmura ele.
– Só pode ser. Afirma ele. Ele então abre seu guarda roupa e abre a gaveta na lateral esquerda, uma gaveta branca, de lá tira uma maleta com equipamentos para curativos e remédios. Ele carrega-a até a sala, a moça ainda esta desacordada.
– Se eu não fosse médico, acredite te deixaria sangrar até a morte. Resmunga ele. Ele começa a limpar o ferimento, e nota que o caco de vidro está mergulhado sobre o tecido, ele então o remove, e ao removê-lo, ela faz uma careta.
– Viu, fica bebendo por aí, esta ai suas consequências. Diz ele. Ele continua o tratamento, após removê-lo, ele esteriliza o local machucado com álcool antisséptico, e começa a costurá-lo, assim que coloca a agulha, a moça abre os olhos e recua.
– O que pensa que está fazen... Fazendo. Isto dói. Afirma ela. Ele observa-a.
– Estou costurando. Diz ele. Ela olha para ele incrédula.
– Ficou maluco? Pergunta ela.
– Quem ficou maluca foi você, se eu não costurar você pode pegar uma infecção, e morrer. Responde ele. Ela olha para a agulha em sua mão. Ele suspira.
– E ai? Como vai ser? Preciso dormir ainda. Diz ele com sua grosseria de sempre. Ela respira fundo, e então aproxima seu pé das mãos dele novamente.
– Obrigado. Diz ele. E volta a costurar no inicio ela faz algumas caretas, mas depois logo se acostuma. Ele permanece em silêncio, ela fita-o.
– Você é médico, ou algo assim? Pergunta ela. Ele volta seu olhar para ela. Ela sente seu peito queimar.
– Sim. Sou médico. Diz ele, voltando seu olhar para o pé dela.
– Médico de que? Pergunta ela. Ele para e volta seu olhar para ela.
– Você é sempre falante assim? Pergunta ele.
– Você é sempre arrogante assim? Diz ela. Ele ri.
– Acho que já ouvi sua voz demais hoje, não acha? Contesta ele. Ela abaixa a cabeça.
– Então esta é sua casa? Pergunta ela. Ele fecha os olhos e suspira. Ele enfim termina de costurar, e coloca sobre ele um curativo. Ele se levanta e caminha até a cozinha e pega um copo d’água, ela sorri e estende á mão ele senta-se e bebe a água.
– Pensou que era para você? Iludida. Diz ele com um sorriso cômico nos lábios. Ela fecha a cara e cruza as pernas.
– Mas então como aqui tem luz, e lá não? Pergunta ela, pegando a almofada vermelha e colocando no colo e ele então puxa de suas mãos, e coloca no lugar.
– Sou prevenido, tenho luz reserva. Afirma ele. Ela assente com a cabeça.
– Entendo. Diz ela. – Mas então lá ainda está sem luz?
– A caixa de força explodiu, provavelmente só amanhã. Responde ele.
– Posso perguntar uma coisa? Diz ela. Ele volta seu olhar para ela.
– Mais uma? Já perguntou tantas, acho que não irá fazer diferença. Diz ele.
– Porque todas as coisas aqui são Brancas, vermelhas, azul – marinho, amarelas e laranja? Pergunta ela. Ele abaixa seus olhos.
– Acho melhor você ir embora. Não somos amigos, você é só uma intrometida que chegou aqui ontem e invadiu minha privacidade. Afirma ele, levantando-se e indo em direção á cozinha. Ela fita-o confusa.
– Não... Desculpe-me, prometo não perguntar mais nada. Por favor, me deixe ficar aqui? Eu... Tenho medo de escuro. Muito medo. Diz ela, abaixando os olhos.
– Você-. Ele interrompe as palavras ao olhar para ela. Os olhos meigos semelhantes á pérolas negras. Ele suspira.
– Qual seu nome desconhecida? Pergunta ele. Ela permanece com os olhos baixos.
– Taylor. Taylor Jones. Diz ela, ele então fica surpreso.
– Você também se chama Taylor? Pergunta ele. Ela volta seu olhar para ele.
– Seu nome é Taylor? Ele abaixa os olhos, e então os levanta.
– Sim.
– Prazer, Taylor. Diz ela com um sorriso nos lábios e a mão estendida. Ele olha para ela e sua mão, e ignora-a. Ela recua a mão, sem graça.
– Permitirei que durma aqui. Mas ouça bem. Eu não te conheço. Você não me conhece. Ok? Pergunta ele com o polegar levantado, ela assente.
– Não toque em NADA. N-A-D-A. Entendeu? Ela assente novamente com a cabeça.
– E a ultima regra de todas. Não faça sons, gestos, ou ruídos? Entendeu? Pergunta ele. Ela assente novamente. Ele fita ela por alguns instantes e desvia o olhar.
– Há onde fica o quarto de visitas? Pergunta ela. Ele ri, e ajeita seus cabelos para cima.
– Você já está na sua cama. Afirma ele.
– O sofá? Pergunta ela incrédula.
– Sim, o sofá. Agora silêncio eu vou dormir. Sem cantar, entendeu? Ela assente. Ele dirige-se até seu quarto. Ela resmunga algo baixo. Ela olha ao redor.
– Tudo dá mesma cor. Que horror, Mau gosto mandou lembranças. Diz ela. Ela aconchega-se no sofá, mas é um pouco desconfortável, ela suspira.
– Não tenho nem meu celular para acessar meu Instagram. Afirma ela. Ela suspira, e vê a TV a dispor, ela procura pelo controle e avista-o em cima da mesinha de vidro. Assim ela liga, o volume está extremamente algo. Em segundo Taylor levanta e vai até a sala, ele toma o controle das mãos dela, e desliga.
– Eu falei para não tocar em nada. Diz ele.
– Mas eu não estou com sono. Protesta ela.
– Problema seu, deite e durma. Diz ele colocando o controle no mesmo lugar. Após alguns minutos, ela levanta e o pega novamente, mas desta vez, ela abaixa até o volume dez. Em segundo Taylor aparece de novo, e desliga.
– Qual é? Está super baixo. Você é um cão ou algo assim? Pergunta ela. Ele encara-a.
– Sem TV. Durma. Ordena ele. Ela resmunga.
Novamente aos alguns minutos, ela olha para o quarto dele, a porta está fechada, ela pega o controle novamente, e abaixa até o ultimo volume, observa apenas as imagens. Está passando um desenho, neste desenho a personagem e o personagem estão se casando, ela começa a sorrir involuntariamente. Ela começa a se lembrar de seu namorado, Miles Walker. Um jovem empresário, muito bonito e charmoso, cabelos dourados escuro, seus olhos assemelham-se a safiras, dando destaque em sua pele bronzeada.
– Logo seremos nós, certo? Murmura ela. Depois de algum tempo o sono finalmente vem, e ela adormece.
Durante a madrugada, Taylor C levanta, ele perde o sono após um pesadelo, ele abre a porta de seu quarto, e caminha em direção á sala, ele nota que a TV está ligada, e ela está com o controle envolvido em suas mãos. Ele estala sua língua em sinal de reprovação.
– Teimosia em pessoa. Diz ele. Ele nota que ela está com leves calafrios, por estar sem coberta, ele suspira, e vai até a cozinha.
– Não tenho razões para me importar. Morra congelada. Murmura ele. Ele faz um pouco de chá de amora para beber, e enquanto a água ferve ele volta seu olhar novamente para ela. Um suspiro surge.
– Porque você cisma em se preocupar com pessoas carentes? Idiota. Resmunga ele. Ele caminha até o quarto, e pega seu único e melhor cobertor, ele leva até a sala, e joga por cima dela, por um instante ele para, para olha-la.
Os olhos estão fechados, seus cílios são grandes e delicados. Suas bochechas estão coradas, e há alguns fios dourados em sua testa. Seu olhar finalmente alcança os lábios dela. Avermelhados como se ela os tivesse pintado. Ele perde o foco, e então a água que já esta fervida despeja, ele se assusta e corre a ponto de desliga-la. Ele desliga, e então suspira.
– Pare com isso. Murmura ele, colocando seu chá na xícara e caminhando até o quarto, ele reluta em desligar a TV e acaba por deixa-la ligada. Ele entra em seu quarto, e fecha a porta.
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