Tan Solo Soy

41 Verte de lejos


Notas iniciais
Aqui está o penúltimo capítulooooo
ANTES DE LER, LEIA ISSO AQUI.
Eu sei que depois desse capítulo muita gente vai querer me matar e etc etc etc, mas como eu disse, há coisas que só vão ser definidas na segunda temporada da fic, então nem tudo o que acontece aqui é definitivo, por favor não me xinguem e tenham a mente aberta, pois a boa escrita é aquela que surpreende.
Enfim, espero estar viva até amanhã quando for postar o último capítulo.
Ah, não preciso nem falar que quase morri com as recomendações da Isa e da Jhenny Leonetta né? Voces duas me recomendam no MESMO dia, mano, eu quase chorei cara, recomendações maravilindas, perfeitas ♥ obrigada mesmo
Falo com vcs lá embaixo.

POV Angie

1 SEMANA DEPOIS


Finalmente aquele tempo tão doloroso na Espanha já havia passado, e nós estávamos novamente na Argentina. Logo que nós chegamos aqui não demorou muito tempo até que voltássemos a viajar, mas dessa vez rumo ao meu casamento, CASAMENTO. Eu não sei porquê mas eu ficava completamente desesperada cada vez que essa palavra se formulava na minha cabeça.

Eu amava Germán com todas as minhas forças, eu sempre queria mantê-lo por perto, eu o desejava mais do que tudo na vida, sem sombra de dúvidas ele era o meu porto seguro, mas eu não sei por que essa ideia de casar tão rápido me assustava. De qualquer forma, eu não poderia mais pensar em outra possibilidade, já que estávamos no local do casamento, apenas a algumas horas do mesmo.

Como sempre tudo foi planejado perfeitamente por Olga e Ramalho, tudo estava parecendo coisa de conto de fadas, eu mal poderia acreditar. A praia era perfeita, a decoração estava maravilhosa e tudo corria muito bem, o que era até estranho, pois eu nunca tinha visto um casamento tão bem planejado em tão pouco tempo, parecia até coisa do destino ou algo do tipo.

Faltava pouquíssimo tempo até o momento em que eu subiria no altar, duas horas para ser mais exata, e no momento eu estava dentro da banheira da casa que Germán havia alugado para passarmos essa semana antes do casamento. A casa também era incrível, e me surpreendia muito o fato de eu não ter visto Violetta e os outros nem um pouco animados com isso, pois este com certeza era o tipo de casamento que seria o sonho de qualquer um. Seria não é mesmo?

Tudo bem, eu estava com MUITO medo, mas eu nunca iria assumir o motivo que realmente me fazia ficar daquele jeito.

Saí da banheira a fim de me secar e me trocar, e quando o fiz não demorei muito tempo até ir ao closet e finalmente colocar o vestido maravilhoso que minha mãe havia separado pra mim. Antes de fechar o vestido eu caminhei até o quarto, onde se encontravam as “garotas da minha vida” (vulgo: Violetta e Angélica), e eu logo pude perceber o sorriso maravilhoso que se estampara na face de cada uma a me ver sair do closet.

– Angie, você está linda. – Violetta dizia com os olhos brilhantes enquanto estava sentada na beirada da cama.

– Está mesmo minha filha. – Mamãe me disse enquanto caminhava até mim para terminar de abotoar o meu vestido.

– O-obrigada. – Eu disse com um meio sorriso.

– Está nervosa, querida? – Mamãe disse ao perceber minha respiração ofegante.

– Um pouquinho. – Respondi. – Eu não estou tão certa mamãe... Foi tudo tão depressa. – Finalmente disse.

O silencio reinou por um minuto no quarto.

– Bem, vou deixar vocês conversarem. – Violetta disse enquanto se levantava para se retirar do quarto. – Casamentos e conversas sobre casamentos vão me deixar muito deprimida no momento. – Aquela hora ela evidentemente falava sobre o seu relacionamento destruído com León.

Depois de Violetta ter saído do quarto, os olhos da minha mãe se viraram pra mim com muita cautela, e a mesma acariciou o meu rosto na tentativa de me confortar. Eu não conseguia parar de tremer.

– Angie, me fala a verdade.

– Eu estou com aquele nervoso que dá em todas as noivas antes do casamento, mamãe. Completamente normal. – Eu disse enquanto tentava não gaguejar.

– Querida – Ela continuava dizendo docemente – você realmente ama o Germán?

– Claro que eu o amo! – Respondi automaticamente, Germán era o amor da minha vida.

– Então qual o problema?

– Eu não sei mamãe. – Eu dizia com agonia enquanto uma lágrima já se escorria em meu rosto. – Estou com medo, acho que as coisas aconteceram de forma muito rápida. Há duas semanas eu não tinha planos de me casar, e olha agora.

– Você fez isso pela Violetta, não foi? – Não tinha como esconder nada dela.

– N-não. – Menti.

– Meu amor, é evidente que você ama o Germán, mas se você não estiver pronta para fazer isso agora, vá até ele e o avise. Tenho certeza que ele vai te compreender, afinal, um dia vocês vão acabar se casando, e talvez nesse dia haja mais planejamento físico e psicológico da parte dos dois.

Eu engoli em seco. Não podia desistir agora, seria ridículo da minha parte.

– Não mamãe. Eu vou subir naquele altar e dizer sim, afinal, já cheguei até aqui mesmo. – Eu disse com determinação enquanto enxugava minhas lágrimas.

– Bem, você sabe que eu vou te apoiar seja lá o que você fizer. – Ela disse enquanto me abraçava. – Agora vou deixa-la um pouco sozinha, é sempre bom ficarmos um tempo em silencio antes do casamento, pois depois do casamento é só bagunça. – Riu sem muito humor.

– Tudo bem. – Respondi. – Não se esqueça de preparar o Antônio para me levar no altar.

– Sem problemas.

Já que não seria possível meu pai me levar até o altar, Antônio se disponibilizou a fazer o mesmo pra mim, e eu fiquei em uma felicidade imensa ao saber disso. Porém, lembrar de Antônio me fazia quase que automaticamente lembrar de uma pessoa que eu não deveria no momento. Tinha tanto medo de essa pessoa vir à minha mente que sequer a havia convidado para o casamento, pois sabia o perigo que isso representava pra mim. Pelo menos não havia a possibilidade de o mesmo aparecer.

Tentei jogar todos os pensamentos negativos fora para então prosseguir com o que tinha de fazer, mas fui surpreendida por uma batida sutil na porta do quarto.

– Entra. – Disse em voz baixa.

Meus olhos se arregalaram ao ver quem era. A pessoa cuja eu acabara de pensar, que eu definitivamente NÃO tinha convidado foi justamente a que apareceu na porta, com o sorriso mais lindo que poderia ser estampado em alguém. E então a culpa veio até a mim, culpa por não ter sido capaz de convidar o meu melhor amigo para o meu CASAMENTO. Que tipo de pessoa eu havia me tornado?

– P-pablo? – Eu disse com as mãos trêmulas. – Você aqui?

– Você não achou que eu iria perder o casamento da minha melhor amiga mesmo que ela não me convidasse, pensou? – Ele disse sem muito humor e então fechou a porta. – Você está linda.

– Pablo me perdoe, eu ia te convidar, mas... – Tentei formular qualquer coisa para dizer.

– Relaxa. – Ele me interrompeu. – Só vim aqui trazer o Antônio, passei aqui somente pra te desejar boa sorte e vou embora. – Ele disse enquanto olhava tristemente para o chão. – Confesso que também estava com um pouco de saudades, pois desde que você foi para a Espanha eu não a vejo.

– É, realmente faz muito tempo. Perdoe-me. – Eu disse enquanto a intensidade dos meus tremores aumentava.

Evidentemente Pablo havia percebido.

– Ei, calma. – Ele disse enquanto se aproximava de mim e afagava meu braço. – Isso tudo é por me ver? Relaxa, eu não vou destruir seu casamento, eu te amo demais pra isso. – Ele olhava profundamente nos meus olhos enquanto ria, mas eu sabia que aquilo tinha um pouco de verdade.

– Pablo, não é isso. – Eu já estava entrando em prantos. – Eu senti tanto a sua falta, e te ver aqui hoje... – dizia em um fio de voz.

Como sempre Pablo não me deixou terminar de falar e me tomou em um abraço amigável, porém profundo. Eu não conseguiria descrever em hipótese alguma os sentimentos que me tomaram quando ele fez aquilo, eu chorava tanto que até soluçava, e sequer podia explicar o porquê. A minha vontade era de permanecer ali e nunca mais sair, e isso com certeza era muito errado.

Quando nos soltamos os nossos olhos se encontraram quase que automaticamente, e eu fiquei completamente perdida ali, tão perdida que queria sair correndo, mas a única coisa que fui capaz de fazer foi encará-lo enquanto nossos rostos se aproximavam.

– Basta. – Pablo disse enquanto saia de seu estado de transe. – Você vai se casar com o Germán e eu tenho que aceitar isso. – Parecia que ele dizia pra si mesmo.

Eu tentava formular alguma palavra para dizer, mas simplesmente não era capaz. A única coisa que fiz foi enxugar as minhas lágrimas enquanto olhava fixamente pra parede, pensando no que quase acabara de fazer. Pablo já ia se retirar do quarto.

– Pablo! – Praticamente gritei e ele parou para olhar pra mim. – Pelo menos fique aqui, por favor. Seu apoio é muito importante, eu não sei o que faria sem você, por favor. – Quase implorava. – Eu sei que isso vai ser muito doloroso, mas você não tem ideia do tanto que significa pra mim.

Pablo deu uma longa suspirada.

– Tudo bem, vou tentar... Mas não te garanto que vá conseguir.

– Obrigada. – Eu disse com a voz chorosa enquanto via Pablo se retirar do quarto.

Se eu já estava confusa, aquele momento só havia contribuído mais para isso. Depois de um longo tempo refletindo no quarto, finalmente tomei coragem e me levantei para ir ao local onde seria realizado o casamento. Eu nunca havia me sentido tão linda e tão suja ao mesmo tempo.

– Filha, tá na hora. – Mamãe disse enquanto adentrou o meu quarto sem sutileza.

Não fiz muita cerimonia e então desci as escadas da casa, e logo vi Antônio me esperando no pé na mesma. Formei o meu melhor sorriso no rosto e então deixei que ele segurasse o meu braço. A cerimonia seria realizada bem nos fundos da casa, que dava exatamente de frente para o mar, o que era a coisa mais perfeita de se ver. Fomos caminhando em passos lentos até que eu finalmente consegui avistar algumas pessoas sentadas que nos fitavam com curiosidade.

Quando finalmente chegamos até a porta, a música se iniciou e todas as pessoas levantaram para ver o que seria a “maravilhosa” entrada da noiva, e isso me deixou constrangida. Direcionei os meus olhos até Germán, que evidentemente estava ansioso no altar e fiquei fascinada com aquele sorriso lindo que ele estampava, então determinei na minha mente que só olharia para ele durante toda a entrada, pois era a única coisa que tinha o poder de me tranquilizar no momento.

Então como sempre eu não pude me controlar, meus olhos teimosos fizeram questão de olhar para um indivíduo à esquerda que sequer havia colocado roupa social, já que o mesmo havia sido um convidado de ultima hora, e o mesmo me fitava com tanta dor que quando viu que eu o encarava, se retirou.

Eu não podia controlar meu coração e nem meus sentimentos, evidentemente meus sentimentos por aquele rapaz eram tão fortes quanto aquele que me esperava no altar, e então, por não saber o que fazer e por tanta pressão ali imposta, eu decidi seguir o meu coração, e meus pés não se contiveram em me fazer sair correndo imediatamente dali.

Logo que eu fugi eu consegui ouvir todos os convidados expressando de alguma forma que estavam surpresos, mas eu estava tão desesperada que sequer poderia me importar com o que estavam pensando de mim no momento. Eu sei, acabara de deixar Germán no altar e eu era terrível por isso, mas não podia me comprometer no momento, não daquela forma.

Corri por vários minutos e então adentrei a mata que ficava próxima à praia, a única coisa que queria era refletir em algum lugar, e quando achei que já estava longe o suficiente, deixei os meus joelhos falharem e caí em prantos no chão, mas fui surpreendida por alguém que chegara sutilmente por trás de mim. Germán.

– Por favor, me perdoe. – Eu praticamente implorava enquanto me acabava em lágrimas.

– Ei, calma. O que aconteceu? – Ele afagava o meu ombro calmamente.

– Eu não estou preparada, pelo menos não agora. – Me virei para vê-lo e percebi que o mesmo continha muita tristeza em seus olhos, o que partiu mais ainda meu coração. — Por favor, não precisa ser tão bom comigo, pode me chutar, gritar, ficar louco, isso vai ser completamente compreensível.

Ele suspirou.

– Eu nunca faria isso, Angie. Eu te amo. – Ele disse em um fio de voz. – E acho que te pressionei demais.

– Eu te amo, Germán. Por favor, não se sinta culpado por isso e...

Quando eu ia tentar de formular a frase, Germán me tomou em um beijo intenso e apaixonante, o que era uma coisa perfeita para me calar e completamente viável no momento, mas eu não me sentia digna do mesmo, eu realmente estava mal.

– Germán, eu... – Tentei continuar enquanto recuperava o folego.

– Não precisa dizer nada, Angie. Eu não sei exatamente o que aconteceu, mas já suspeitava que as coisas fossem fluir dessa forma. Foi tudo muito rápido.

– Desculpe.

– Não precisa pedir desculpas, eu sei que você me ama. Tenho plena certeza disso.

Aquilo me deixou um pouco mais tranquila.

– Germán, eu preciso de um tempo para pensar... Pensar no que acabei de fazer.

– Eu sei. – Ele disse com convicção.

– E agora? O que nós faremos? – Disse me perdendo em seus olhos.

– Não sei, vá viajar um pouco, aproveite as férias que estão chegando... Eu sei que isso te fará bem, isso tudo é stress. Quando você voltar, eu estarei aqui te esperando. – Ele formulava um sorriso no rosto.

– Germán, isso não é justo e...

– Não quero saber. – Me interrompeu. – Vá, eu sei que isso vai melhorar as coisas.

Eu sabia que Germán não estava completamente satisfeito com aquilo, mas ele realmente estava certo do que dizia. Talvez um tempo para nós refletirmos fosse ideal para que tivéssemos convicção do que estávamos fazendo, apesar de isso der muito doloroso.

– Eu te amo. –Disse enquanto o abraçava.

– Não tanto quanto eu. – Ele me respondeu depressa e então eu soube que esta seria a hora de nos separarmos.

Notas finais
Ok, eu sei que já não é novidade para ninguém que eu shippo Pangie e etc, mas isso NÃO IMPLICA NECESSARIAMENTE QUE A HISTÓRIA VÁ TERMINAR EM PANGIE, ENTÃO TENHAM PACIENCIA E LEIAM A SEGUNDA TEMPORADA kkkkkkkk
Mas Lari, até nos ultimos capítulos vc faz mistério? SIM, se acostumem comigo e.e
De qualquer forma, minha prioridade é Leonetta mesmo.
enfim gente, não tenho muito o que dizer... Germangies, eu não quis ofende-las, de verdade... kkkkk
De qualquer forma, voces sabem que eu necessito de reviews mesmo que estes sejam pra me xingar, podem ficar a vontade kkkkkkk
nem acredito que a fic vai pro ULTIMO CAPÍTULO hahah
enfim, vejo vcs no próximo, espero kkkk (dps desse capítulo eu acho que perdi todos os leitores)
beijos