Talvez - EM HIATUS
33 Especial: REMENDOS. Segundo Pedaço.
Notas iniciais
Segundo Pedaço.
Dois meses depois.
Aquele homem só podia ser louco.
Era o mínimo a se pensar depois daquela atitude totalmente...
Sakura sentia vontade de quebrar algo só de lembrar. Agora o clã inteiro deveria estar comentando que ela estava na mira do Shinjukage, também pudera, o homem ou a cercou ou a manteve perto de si o tempo todo durante a pequena festa de aniversário da senhora Yumi. Não houve como não entender quando ele mesmo dispensou um pedido que um primo fez para ela dançar com ele.
Ela poderia ficar rubra por semanas depois dessa e nem teve a chance de exigir uma explicação.
Agora se encaminhava em busca de uma explicação minimamente aceitável, não que já não tivesse percebido certo interesse vindo dele, na verdade era quase impossível não notar, mas, era só quando acabavam juntos e sozinhos no mesmo ambiente, oportunidades raras graças a ela estar no hospital e ele nas frentes da batalha ou planejando palavras que dessem segurança ao povo, e ela descobrira que ele preferia mil vezes escrever mil discursos do que resolver tudo com sangue, porém soube que ele não se negava a derrama-lo tampouco.
Era chamado de Demônio, sábio, Akuma, até mesmo de Deus da Morte.
Quando estavam juntos era sempre para que ela mesma lhe repassasse a situação do hospital, desde as perdas, feridos, a recursos. Quando ela chegara estava um caos, muitos feridos, poucos remédios, médicos assustados e mais perdidos que baratas cegas, sem falar nos constantes saques que os próprios civis faziam pois tentavam evitar sair de casa e queriam abastecer as dispensas de tudo o que fosse possível, para evitar as ruas ao máximo, o centro da aldeia era um dos principais focos da guerra que se estabelecia também além dos muros, os dois lados tentavam evitar a chegada de recursos para o outro. E sendo a própria Sakura um deles, ainda teve que lidar com tentativas de sequestro e assassinato.
A festa da senhora Yumi foi apenas uma forma de acalentar o clã e o povo que estava a seu lado, assim como planejar acordos.
Ou seja, nada a ver com ela sendo passada de convidada a acompanhante!
Havia um clima, uma maldita tensão sexual entre os dois quando estavam a sós, porém ela se mantinha profissional, mesmo quando sentia que as perguntas casuais dele sobre assuntos fora do trabalho tentavam abala-la de seu controle, ele se mantinha tão frio quanto uma pedra quando falava, ou tão sereno que ela já não duvidaria se estivesse apenas brincando com ela. A verdade era que Sakura não fazia ideia de como lidar com aquilo. Passara a vida toda desejando apenas um homem, e da forma mais pura, mesmo quando descobrira com ele o lado carnal e lascivo do amor.
Era intenso, mas natural. Porque ela o amara e esperara por ele a vida toda.
Mas agora, era intenso, repentino, sem dúvidas errado, dadas as posições que ocupavam e ainda em meio uma guerra, ela não podia e nem tinha pensamentos românticos para isso, não havia, além daquele desejo de toque e prazer, nada além de admiração.
Admirava e respeitava o homem, um homem que lutava pelos seus ideais, pela defesa de seu povo, clã, até mesmo de seu filho que era uma das causas da guerra, talvez a principal, Yaboku nascera para selar a paz, mas a morte de sua mãe, mesmo agora quando ele já tinha seis anos, a trouxera de volta com ainda mais violência.
Admiração, respeito, desejo de descobrir o que aquelas mãos grandes e dedos elegantes poderiam fazer com ela, tudo isso, apenas isso.
Respirou fundo ao parar diante da porta, já sentindo a grande quantidade de chacra estilo terra e... algo mais do outro lado, e sabendo que era sentida, pois mal bateu e a porta se abriu fazendo-a encontrar com Isuzu, uma das muitas moças que trabalhavam na mansão, as de alta confiança, e que fitou Sakura quase não disfarçando o desgosto ao vê-la, isso não era novidade ali, muitas delas, todas elas poderiam se tornarem senhoras do clã, muitas almejavam tal cargo sempre suspirando quando Yasuhiko passava, e encarando feio, como agora qualquer mulher de fora, se antes ela já era vista como um concorrente, e depois da noite de ontem teria que olhar onde pisasse.
–ohayo, Isuzu-san, Shinjukage-sama está presente?
–ohayo, sim, ele está, vou anuncia-la. – Sakura quase disse que não era necessário, já que estava acostumada entrar ali e deixar relatórios, além do mais, com a garota ali não poderia tratar do que queria, mas ela entendeu a indireta, Isuzu, faria questão de faze-la se sentir apenas uma visita qualquer ou mesmo uma empregada. Então esperou pacientemente mas não convicta de que aturaria outra provocação, Sakura estava ácida a quase um ano, e pior, nada relutante em cuspir em qualquer um que a provocasse demais, nunca fora a paciência em pessoa, e nunca levava desaforo para casa, e tendo fugido do último, o maior e mais humilhante estava mergulhada em veneno.
O ditado era certo: Mexer com mulher traída era perigo na certa.
Isuzu enfim pos novamente a fuça na porta, era bela, uma beleza de cabelos negros e pele dourada, corpo curvilíneo e alto, porém graciosa.
–ele a receberá.
“Eu sei, ele sempre me recebe”.
Sakura entrou fazendo questão de dize-lo com o olhar. A porta bateu a atrás dela um tanto alto e soube que fora entendida, então voltou o olhar para o escritório em tons de mogno, abarrotado de livros, armas antigas porém com as janelas fechadas e a luz de tochas, foram raras as vezes, nesses dois meses que entrou ali para encontrar janelas abertas e ar fresco. Mas não sabia se havia algum significado nisso e localizou o patriarca de costas e com algum documento em mãos, parado em frente a estante, Sakura parou diante da grande mesa juntou as palmas na altura do quadril e suspirou procurando rever o que planejara dizer, lembrou então da presença de Isuzu e antes que pudesse fita-la e pedir-lhe para sair (o que não seria problema visto que já se via irritada também com a atitude do homem em ignorar sua presença). Ele mesmo mandou.
–pode-se retirar, Isuzu, já foi muito eficiente, obrigado.
A moça abriu a boca para relutar mas engoliu e saiu encarando Sakura que preferiu nem olhar sua saída. A porta se cerrou, e ela contou os passos relutantes da moça lá fora e a distanciação gradativa de seu chakra, ela provavelmente queria pegar nem que fosse um fio da conversa. Tola.
Voltou a atenção para ele e ele a fitou de soslaio.
– sente-se, a que devo a visita tão cedo?
Ela não conseguiu dizer de cara e por isso se sentou numa das cadeiras de visita em frente a mesa.
Ouvindo-o caminhar pela sala, não de importância, ele vez ou outra apenas a ouvia ocupado com documentos. E considerando o assunto, uma hora ele lhe daria atenção.
Sakura se recostou na cadeira e cruzou as pernas apoiando as mãos no joelho, respirou fundo.
–sobre ontem, na festa.
–sim?
Ela percebeu que ele parou, pelos seus cálculos, diante da janela, e espiou por cima do ombro, vendo-o empurrar uma cortina e olhar lá fora.
Voltou a cabeça para frente e continuou.
–por que fez aquilo?
–depende, do que fala?
Outra coisa que não a fazia ser sua fã, era como ele ignorava suas perguntas com outras perguntas fazendo-a a chegar as próprias conclusões quando as que queriam era as dele, e só então revelava as próprias, para mostrar que ela estava errada ou enganada.
Era como se tentasse estimula-la, como se faz a uma criança.
Era irritante e depreciante.
Respirou fundo, lembrando que não era a pessoa mais paciente, e que o ano não fora melhor pra ela.
–falo de ter me cercado a noite inteira feito um lobo, dispensando convites em meu nome, como se tivesse essa... intimidade, faz ideia do que deu a entender a todos?
Quando terminou, ela soube que não fora eficiente em se amansar nas próprias palavras.
–dane-se... – resmungou consigo.
–ficou tão obvio assim? – Sakura se virou de uma vez para vê-lo ainda na janela olhando sabe-se o que, indignada fez menção de se levantar apoiando-se nos braços da cadeira, mas não saiu.
–você...! claro que ficou obvio! Olhe a volta! Estão todos achando que tem interesse em mim!
–é bom saber isso.
–o que?
Ele enfim fixou seus olhos nela e a encarou.
–por que é o que quero que pensem.
Ela saiu do transe que eram seus olhos e se levantou de vez.
–você...você não pensa?! E o que pensa que sou um troféu?! Eu vou embora...- deu as costas e empurrou a cadeira para seguir para a porta e mau percebeu a repentina mudança de chakra para perto de si, talvez porque não fora realmente ameaçadora, mas foi tarde para reagir.
Foi puxada pelos dois braços e posta contra a mesa.
As mãos grandes circundavam seus braços facilmente, num aperto firme, obrigando-a a fixar as próprias na madeira, sentiu a respiração contra a nuca e o calor do grande corpo atrás de si, porém sem contato.
–um troféu...- ele comentou quase que para si mesmo, e suas mãos rastejaram para os ombros dela, se juntando no pescoço e indo para trás, juntado as curtas mechas e empurrando-as – pode ser considerada exatamente isso...
–me solta...
Yasuhiko puxou seu cabelo para trás forçando-a a levantar a cabeça, ela sentia seu olhar fixo em si mesmo não vendo.
– tão pequena... tão forte...tão tola, claro que eu fiz parecer que é minha, você é, você será.
– não pertenço a ninguém...- ela rosnou já sentindo a dor se alojar no couro cabeludo, e ele puxou mais, com apenas uma mão e a outra envolvendo seu pescoço numa caricia lenta que a fez tremer.
–claro que não... – ele a puxou mais e a fez sentir seus lábios contra a orelha, Sakura fechou os olhos. – foi abandonada. – ela os reabriu arregalados diante disso e sentiu a besta dentro de si rugir, ergueu o cotovelo em direção a ele que o agarrou e a empurrou contra a mesa, desequilibrando-a pois sabia quem ela era, e como lidar com ela. Deitou sua cabeça na mesa sobre algumas folhas e ela rosnou em fúria tentando alcança-lo.
–Yasuhiko...! – bradou ela.
–muito bem... por isso não haverá mau em tomar algo sem dono.
–eu não sou um objeto!
–nem tampouco parece um, nessa carne branca tentadora...- Ele enfim, juntou o corpo ao dela, pressionando-a para mantê-la ali e então subiu as duas mãos para seus ombros, desceu pelo colo e puxando a blusa com grosseria fazendo o zíper voar para longe e o tecido ceder, ele puxou por seus ombros relevando-os e se curvou amaciando a pele dela entre os dedos com rudeza – perfumada...
Ela ofegou contra ele consciente do contato entre eles mais forte, sentiu os lábios frios roçando seu ombro esquerdo e quando a língua quente tocou, umedecendo, provando, seu ventre se contorceu de desejo lascivo e selvagem.
–deliciosa...- e então a dor, quando ele cravou os dentes em sua carne, fazendo-a sentir cada dente e a parábola deles, marcando-a, ferindo-a, sangrando-a.
Gritou, mas foi abafada pela mão dele, mordeu buscando se libertar, mas acabou servindo para descontar a dor, segurou sua a mão. E a outra ficou apoiada na mesa tremendo assim como suas pernas, sem ação, sem nem impedi-lo de arrancar seu sutiã sem alças da blusa.
Quando Yasuhiko afastou a boca, ela jurava sentir sua carne se desprendendo dos dentes dele, ele retornou com a língua, sugando-a, e mesma mão que lhe arrancara o sutiã descera por seu ventre até a barra da saia, voltou fazendo o caminho entre os seios, para então descer e agarrar um deles, ela ofegou mais e sentiu a respiração dele pesar, sentiu o volume atrás de si e limpou a garganta se acalmando da dor, e tentando se concentrar nas mãos dele.
Na que circundava seu seio, o apertava, puxava o cume deixando-o ainda mais duro. E passando para o outro. A outra mão ela sentiu na cocha, subindo por trás, até a saia levantando-a e tocando o glúteo, a até a barra da calcinha e puxando-a com violência marcando as cochas dela.
–eu vou tomar cada pedaço seu...- a empurrou contra a mesa outra vez deitando-a ela apoiou a cabeça num braço e viu apenas quando ele pousou os óculos ao lado dela com cuidado, agarrou seus quadris, os apertou nas mãos e no próprio, e ela gemeu se remexendo sedenta pela excitação dele ainda na calça.- vou devorar cada pedaço... pequena Sakura...
Ele se curvou e murmurou contra sua bochecha.
–vou devorar você, Sakura... e você vai amar cada mordida.
Sakura só gemeu, e se ergueu quando ele a penetrou, se apoiou nos cotovelos e se contorceu com a invasão, sem a mínima dor, sem qualquer atrito, só ele se afundando nela lentamente, se encaixando, apertando seus quadris, rosnando como um lobo sovinando a carne da vítima.
Ela gemeu com vontade, quase contente, o som ecoou pelo ambiente e ele estocou, fazendo a mesa tremer.
–apertada como o punho do egoísta...
De novo e ela mordeu os lábios sentindo os dele contra a orelha.
–molhada como a virgem ansiosa...
–maldito...!
–esfomeada como uma criança sem alento...- Yasuhiko puxou seu cabelo e empurrou dentro dela com mais ritmo – e mal criada, quando eu terminar com você vai rastejar para o meu colo macia como uma gata, mas agora...
Ele saiu e ela quis gritar de frustração, estava tão perto...
A virou largando-a na mesa, abrindo suas pernas como se fosse um visitante bem-vindo, não, como se fosse o dono do lugar, entrou nela de novo e a puxou pela nuca, mantendo-a sentada e estocando com ainda mais força, pousou o queixo em seu ombro bom e segurou sua coxa.
–ruja pra mim pequena gata... – ela gemeu em seu ouvido, gritou e agarrou seus ombros largos arranhando-o sob a camisa, ansiando sua pele contra a dele e sentindo os seios doerem de prazer no roce do tecido, uma fricção gloriosa, no mínimo.
O cheiro dele era dominante, forte, ela sabia que ficaria nela, como a mordida, como se se marcasse.
–mais...- gemeu alucinada, liberta, leve, adorada.
Importante.
Única.
–mais o que?
–mais... por favor...
–quer mais? O que mais? Estou dentro de você... está me sugando deliciosamente...
–eu só quero mais... muito mais...Só...
Ela envolveu seu pescoço com os braços, puxando-o mais para si, apertando as unhas em suas costas e gritando abafado em seu pescoço com suas investidas violentas, apertou os olhos, se contorceu. Yasuhiko puxou seu cabelo outra vez, e levou o rosto para a frente do dela, pondo a testa contra a sua e encarando-a enquanto se derretia para ele com os lábios entreabertos e ofegantes.
–ainda mais?
–sim...!
–o quanto?
–não importa! Eu só quero mais!
–pequena tola... não tem que me pedir mais... se posso lhe dar tudo. –
Ele então tomou sua boca, tão arrogante quanto quando penetrara e sem que houvesse ainda qualquer objeção. Sua língua puxou a dela para uma dança, ela podia sentir o gosto do próprio sangue, e o gosto masculino, sugando seus lábios, mordendo-a mais uma vez.
A sensação nova bateu nela tão poderosamente que combinada com as batidas dele em seu interior, ela gritou soltando-se dele, gritando uma liberação tão espetacular que Sakura perdeu as vistas por um momento, tremeu de dentro para fora, perdeu as forças e ficou languida, Yasuhiko a deitou na mesa vindo com ela e investindo para o próprio prazer e alongando a insanidade dela.
–perfeita...- Ele a beijou, mas ela não respondeu apenas respirando, virou a cabeça para frente para vê-lo quando se afastou saindo dela, seu membro pesou contra o ventre dela, e então sentiu os respingos quentes caírem em sua pele o cheiro da semente dele encheu seus pulmões e ela sentiu que teria outro orgasmo. Sentiu sua mão passear por seus seios espalmando-os fazendo-a sentir os calos e gemer sofregamente em resposta, a mão subiu para seu pescoço, seu rosto e acariciou de forma terna.
– faz ideia do quanto está linda assim? Satisfeita para mim... mas...-
Ela estava delirando em êxtase mas já estava voltando a si, ergueu a vista quando viu os óculos ser pego e entrou ame transe outra vez ao encarar o homem a sua frente, vendo a boca fina se entortar num sorriso enquanto ajeitava a gravata afrouxada, o suor marcava sua camisa, e grudava a franja em sua testa, seu olhar cinza cintilava felino, e ela o quis de novo. Porém sentiu que não gostaria do “mas”.
– estou de saída. — ele anunciou pondo os óculos e fechando a expressão na que ela já conhecia. – volto em dois dias. — e a assim seguiu para a porta, e Sakura apenas o observou parar e puxar as maçanetas, e então fita-la de soslaio. — e quando voltar, quero-a esperando na cama. — declarou, assim como quando declarava uma ordem, e então saiu.
Sakura olhou para o teto, sentindo o corpo dolorido e satisfeito, aos poucos se sentou, dando-se conta do próprio estado, a mordida em seu ombro ainda latejava, mas não sangrava, sua blusa não mais prestava, não tinha calcinha, e estava marcada, pelo cheiro, sabor e semente dele.
Estava vibrante, viva como não se sentia a anos.
Olhou em volta e procurou se havia algum chakra se aproximando, pisou no chão e suas pernas tremeram, ela viu as marcas de dedos em suas cochas, contornou a mesa e pegou o sobretudo que para seu estranhamento, ele não havia levado, e se perguntava porque sendo que ele sairia e demoraria, mas pensando melhor, quase riu, ao lembrar da intenção dele em marca-la para si e para os outros e ficariam em dúvida pelo o acontecido da festa, ela sair doe escritório do Yumi envolta em seu sobretudo e ainda com a expressão que sabia que tinha, descabelada e usada, ninguém teria dúvidas.
Ela não daria o gosto a ele. Foi para a porta e saiu sempre cuidadosa, não foi sequer avistada e chegou ao próprio aposento, largou a peça enorme no chão e se despiu do que ainda tinha no corpo, pensou em ir ao banho, mas novamente olhou a piscina, e decidiu ceder a tenção que continha desde que chegara ali, caminhou até ela, desceu os degraus e afundou, não era exatamente grande, e sim bem funda, para que se desfrutasse de estar dentro em vez da natação.
Afundou a cabeça e saiu indo para a beira deitando a cabeça. E suspirando.
Tantos sabores foram experimentados naquele momento. Novos e ao mesmo tempo os mesmos, o mesmo ato carnal, mas de levas de sentimentos diferentes.
Mas ela não se ateve a eles.
Ela soltou um sorriso.
Se sentia desejada como nunca, mas sobretudo... ainda que durante aquele prazer inebriante e ela nem tenha pensado nisso...
Ela se sentia vingada.
Era esse o sabor da traição?
Não era como imaginou que fosse, mas, era bom, era viciante.
Ela podia se acostumar...
Com Yasuhiko Yumi?
Ela podia continuar...
Por quanto tempo?
Só até que pudesse ir embora, afinal, não tinha mais um lugar.
Ela levou os próximos dois dias de uma forma bem tranquila, ignorar os comentários sobre seu novo pretendente era muito mais fácil e se muito mais agradável do que aturar sobre seu primeiro casamento.
Ao contrário do que ela esperava, além das outras pretendentes dele, não sentiu nada como um desgosto geral, ninguém parecia incomodado com isso, talvez surpreso, curioso, talvez até apoiando. Ela já havia percebido o quanto os Yumi eram receptivos, gentis, mas também viu um pouco de seu temperamento forte quando contrariados, então ela esperava sim, um monte de gatos zangados saltando em sua jugular.
Havia passado a noite no hospital e quando chegou ao quarto apenas tomou um banho e foi para a cama enfiando-se embaixo das grossas cobertas de qualquer jeito e aproveitando que a estação estava mudando, que Yato estava no treino com as outras crianças e não viria perturba-la com seus sorrisos enormes e curiosidade infinita.
Nesses dois meses ela havia “aprendido” a parar de comparar a criança com os demônios que havia deixado para trás, mas ainda se sentia desconfortável, ele era tão... grudento.
Parecia que nada que ela fizesse o fazia descolar dela, e ela não conseguia fazer mais do que ser evasiva com ele.
Ela lidara com crianças a muito tempo no trabalho, depois que deixara o hospital, sua interação deu-se apenas com os filhos das amigas, como Temari, Hinami e Kaorin, lindas crianças, que ajudara a cuidar e até mesmo a virem ao mundo.
Mas Yato era tão puro, tão doce e tão animado que não percebia seu desconforto, provavelmente a via como alguém tímida, e ainda a idolatrava.
Ela tratou de dormir pois sabia que ainda antes do almoço ele poderia aparecer e bater em sua porta, querendo carrega-la e obriga-la a se entupir de comida, preocupado com sua saúde como se ela é quem fosse a criança ali.
Cochilou minutos ou horas, nem sabia, só despertou com a porta batendo, e a impressão de chakra, que não a surpreendeu, de modo que, apenas fechou os olhos novamente sem nem tirar a cabeça de debaixo da coberta.
–achei que tivesse sido claro –
Ela apenas respirou, e se esticou um pouco, espreguiçando-se descobriu a cabeça e olhou para janela vendo o vento carregando folhas e a iluminação fraca indicando que estava para chover. Sorriu apreciando e olhou para o lado vendo o Kage largar o sobretudo na poltrona e começar a desabotoar os punhos as camisa.
– provavelmente não foi. — ela comentou coçando a cabeça e bocejando. — que horas são?
– está atrasada, disse que deveria estar na minha cama quando chegasse. — ele cortou num tom sério mas não menos reprovador, foi até a cama deixando enquanto a afrouxava a gravata. Sakura apenas se sentou sobre os joelhos, e o fitou com tédio.
O homem não fez caso disso, mas puxou a coberta que a cobria e seus olhos cinzas não puderam deixar demonstrar surpresa ao ver que usava apenas uma calcinha.
Ela se ajoelhou e levou a mão a sua gravata puxando-a o trazendo para si enquanto a desfazia.
–você não foi claro – corrigiu-o largando a peça e começando a desabotoar a camisa – você não disse em qual cama eu deveria espera-lo.
Yasuhiko segurou sua cintura com uma mão e a outra foi para o cabelo obrigando-a a ergue-la novamente expondo o pescoço a uma mordida e um chupão profundos arrancando-lhe um gemido dolorido e excitado.
– de fato, mas não irá acontecer de novo.
–ou talvez vá...- Ele levou a boca a dela, e tudo do que ela se ocupou foi de tirar seus óculos e larga-los no tapete, assim como todo o resto, ela queria tudo o que pudesse obter.
Nem poderia sonhar com o que receberia, ainda não.
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