Notas iniciais
YOOOOOOOOOOOOOOOO!!! Bora divar? DIVAS MODE ON! O/

–A primeira prova será composta de um questionário de noventa questões, uma redação sobre os procedimentos básicos a serem seguidos numa emergência, a segunda prova trará setenta questões e uma redação sobre o código ético do hospital, a prova vai começar exatamente as uma e meia da tarde – Sakura parou em meio as carteiras enquanto as assistentes distribuíam as provas – o termino será as seis e meia, sem mais, sem menos.

–quem sair por último pode levar a prova? – alguém perguntou e Ino viu a prova cair pesada sobre a mesa, estava lacrada e tinha seu nome nela, ela percebeu a moça ao lado se empertigar e quando a olhou viu que ela tinha o olhar preso no sobrenome Uchiha, a garota fitou de olhos arregalados e com se temesse pegar uma praga se encolheu no lugar e virou a cara, Ino olhou para o lado oposto vendo a outra mulher virar a fuça com ar quase indignado. Com certeza não estavam felizes, elas foram escolhidas a dedo para os lugares, não por ordem de chegada, número de inscrição ou nome, nada disso, as assistentes é que escolheram seus lugares.

–não, até porque não haverão gabaritos.

Um burburinho se instalou na sala e ela prosseguiu ignorando.

– as respostas deverão estar na prova, legíveis, articuladas, algumas são de marcar, e o valor da pontuação varia de acordo com a dificuldade que a questão imprimir.

–faltam cinco minutos – anunciou uma das mulheres. Sakura caminhou descendo os degraus e parando diante da mesa.

–por favor, verifiquem se seus dados estão corretos, e se o lacre está perfeito.

Os últimos cinco minutos foram para isso e para tentativas de se acalmar, o sinal da academia soou seguida pelo farfalhar das folhas sendo viradas. Sakura se sentou a mesa e cruzou os braços e pernas e as duas mulheres se puseram em extremos opostos da sala, de pé, e com a atenção voltada para a sala.

Ino baixou o olhar fitando as questões.

Agarrou a prova e passou as primeiras folhas. Bem como podia esperar de Sakura, eram questões de pura interpretação, retratando situações cotidianas do hospital, sobre métodos, atitudes e cálculos de aplicação de remédios e procedimentos, perguntas bem construídas e complexas, e mesmo as questões de marcar tinham pegadinhas, as vezes parecia que haviam duas respostas certas e iguais, mas uma virgula, uma palavra fazia a diferença, Ino sabia disso, mas saber que haviam as armadilhas não a livrava de cair nela, sabia que haviam, mas não onde.

De todo modo, era um passo, agora...

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–estou acabada. — Sakura disse, se jogando no sofá.

Sai apenas riu e continuou jogando com o garoto.

–e olha que nem teve que fazer a prova hein? – os dois iram e ela se virou de estomago para cima e encarou o teto.

–mas vou ter que ler e corrigir todas, assim como as de amanhã, e ainda fazer os exames durante a semana, estou morta esse é só o primeiro dia.

–vai fazer tudo sozinha okaa-san? – disse Yukine.

–eu tenho assistência, querido, mas...

–mas você é perfeccionista demais pra deixar tudo nas mãos delas, então vai revisar tudo o que elas fizerem. — Sai completou enquanto embaralhava as cartas.

–hunpf, preciso de um banho.

–e fazer o jantar...

–seu idiota!

–ué. — Bufando ela foi para dentro do quarto despindo-se e tomando um banho longo, deitou a cabeça na beira da banheira e fechou os olhos, e refletiu sobre aquele dia, e sobre os próximos que viriam.

“Que situação complicada...”

Concluía.

“Mas...” abriu as gemas verdes e estreitou o olhar.

–não dou a mínima.

Fechou-os novamente e caiu em sono profundo mal se dando conta da porta abrindo.

Sai suspirou ao ve-la ressonar envolta na espuma, se abaixou na beira e massageou o centro entra as sobrancelhas.

–não pode dormir aí, querida – disse suavemente e ela suspirou.

–só mais cinco minutos...

–que fofo, mas não, levante daí, vista algo confortável e venha comer, eu trouxe algo.

–por favor que não seja ramém, eu já almocei isso hoje...

–não é, vamos lá levante.

–Aa..

Ele se levantou e saiu.

–se demorar eu te afogo aí.

– cara chato...

Sakura suspirou soprando a espuma espessa para o alto, se levantou e logo saiu do banho, vestindo uma camisola e em seguida um robe, penteou o cabelo. Sai entrou e parou na porta.

–ah achei que teria de te afogar na banheira.

–não seja chato, estou acabada.

–tem fome?

–sim, um pouco, e Yukine?

–devorando o que ve pela frente, como sempre.

–hun...- ela suspirou encarando a si mesma no espelho.

–nee... acha que o meu bebe está se alimentando bem?

–tenho certeza que sim, ninguém consegue impedi-lo de se empanturrar afinal.

–hum...

–sei no que está pensando, e não acho que vá acontecer.

–eu sei, eu também, mas não tem jeito, não consigo deixar de ter esperanças afinal, mesmo até hoje, eu não consegui me conformar... nem sobre aquilo...

Sai de desencostou da porta e foi até ela, parando atrás da cadeira e pousando as mãos em seus ombros massageou.

–já conversamos sobre isso, quer conversar de novo?

–lie... eu só... só nunca vou me desvencilhar disso... só não posso aceitar... que não pude dar... vida a ele.

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De um total de duzentos candidatos, apenas cinquenta e sete alcançaram a nota mínima para passar para a segunda fase.

Ao constatar isso, Ino correu com os olhos ainda mais desesperada, pelas folhas presas no quadro de avisos.

Os nomes não estavam em ordem alfabética ou de inscrição, mas na ordem de notas, ela não sabia se devia procurar entre os que passaram ou que ficaram, visto que mesmo os reprovados, se estivessem mais perto da nota mínima, poderia passar caso algum aprovado desistisse, mas ela procurou na lista menor, mesmo sem saber se teria coragem de ver o próprio nome, na lista de reprovados caso não passasse.

Eram só cinquenta e sete mas a lista parecia enorme quando começou, de cima para baixo, esperando estar entre as últimas, porém quando passou da metade, sentiu que estava pequena, seu estomago revirou e seus olhos lacrimejaram, seus ouvidos voltaram a prestar atenção nas reclamações que soavam desde que entrara no prédio, muita gente estava inconformada com os resultados.

Mas o pior era que, todos a fitavam com desdém e até pena, achavam que não tinham passado por conta do rigor ou por injustiça, mas se achavam em melhor condição que ela, que mesmo que ela fosse a melhor, jamais passaria.

Mas a primeira letra de seu sobrenome de casada quase passou despercebida por isso, voltou desceu três linhas antes do inicio, e viu o numero ter, que indicava a posição, viu a nota, e viu seu nome.

Terceiro lugar, pontuação:75,65, Uchiha Ino.

Levou a boca mau segurando o grito que escapou dela, sentindo até a alma tremer.

–eu...passei...?

Ino quase arrancou a lista do quadro e voltou a encarar, o próprio nome, estava em terceiro lugar, atrás do segundo por conta de décimos e do primeiro por dois pontos e meio.

Ninguém chegara a oitenta pontos?

De cem?

Mas não ia pensar sobre isso, ela apenas saiu dali, correu entre o burburinho que se formou quando sem quere chamou a atenção, um monte de gente voltou a se agrupar em volta da lista, mas ela apenas correu, correu pra não gritar.

Ela havia passado e deus... ela poderia passar o resto da vida andando de joelhos por toda Konoha.

Adentrou o escritório ofegante e com certa brusquidão e viu a secretaria se levantar espantada e puxar a saia curta para uma posição mais decente.

–se-senhora Uchiha? Bem vinda, em que...

–ele está aqui? – disse seguindo para as portas sem esperar resposta.

–está mais...

–obrigada, adentrou a sala monocromática e escurar e bateu as portas, Sasuke se virou na cadeira dando as costas para a grande janela onde falava com um ANBU.

–Ino...

Ela apenas avançou rumo a mesa enquanto o ANBU se retirava sorrateiro e rápido como sempre, antes que Sasuke pudesse reclamar subiu na mesa engatinhado e se jogou nele agarrando seu pescoço.

–eu passei! Eu passei! Eu passei! Eu passeeeeeiii!

–mas que... passou? Na prova?

–Siiiiiiim!!!

–não brinca...

Ino se afastou para encara-lo, e ele percebeu que não via seus olhos tão brilhantes, talvez desde que Itachi nasceu.

–eu passei! Passei! Passei! Kami eu nem acredito! Em terceiro lugar Sasuke! TERCEIRO LUGAAARRR!- Levantou-se e começou a correr pela sala feito uma doida, ele coçou a cabeça ainda sem acreditar também, vendo-a saltitar pelos sofás.

–voce tem... certeza certo?

–siiiiimm estava lá! No quadro! Pra qualquer um ver! Eu passei! – jogou uma almofada nele que revirou os olhos e acabou sorrindo da infantilidade causada.

–tudo bem, e parabéns – se levantou e foi até ela, vendo-a parar e o encarar – você mereceu – declarou, Ino encheu os olhos d’água, e assentiu, indo até ele, que pousou a mão em sua cabeça num afago que passava conforto. – você mereceu, Ino.

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Mas nem por isso tinham que ir comemorar tinham?

Sasuke suspirou mais uma vez e fitou a bebida no copo, ouvindo Ino tagarela como a anos não fazia com as amigas, sinceramente, se ela não estivesse tão malditamente radiante com a aprovação ele já a teria arrastado de volta pra casa, queria dormir. Mas sabia que em casa também não daria sendo que ela conseguiria contagiar os filhos como havia feito o resto do dia.

–ela parece que vai soltar fogos de artificio pela boca – comentou Naruto, porém sem maldade, parecia tão cansado como ele, porém não deixava de sair com Hinata pelo menos três vezes no mesmo de maneira alguma.

Como Hokage ele nunca poderia se dar ao luxo de vir toda semana a festas. Nem Hinata fazia questão de vir sem ele mesmo acompanhada de amigos.

–sim, não duvido – disse o Uchiha se recostando na cadeira e fitando o lustre no teto.

–em terceiro lugar mesmo?

–ao que parece...

–bem.. ela sempre foi inteligente, só ficava atrás da Sakura-chan...- Naruto bocejou.

–porque não vai pra casa? Não acho que Hinata ficaria magoada.

–não por isso, mas ela esta irritada com alguns problemas no clã.

–problemas?

–sim, não sei bem ela estava tão zangada que não quis falar sobre isso ainda, então vou esperar.

–hn.

– mas Sasuke, porque Ino realmente quer voltar ao hospital?

Sasuke voltou a cabeça para o amigo, e viu sua seriedade estampada nos olhos azuis sonolentos. Suspirou e voltou a vista para e esposa que sorvia uma taça de vinho com vontade e ria.

“ótimo, vai ficar bêbada”

–eu acho que estava cansada de ficar em casa, não posso impedi-la, as crianças estão crescidas, ela não pode ficar sem uma ocupação afinal.

–sei...

–porque está me perguntando isso?

–não é obvio? Ela poderia ter voltado antes não? ou quem sabe depois? Mas vai voltar agora... as pessoas já estão comentando...- Naruto suspirou e sorveu mais da bebida.

Os dois ficaram em silencio, não que adiantasse em meio a algazarra, se bem que, a bagunça mesmo era promovida no bar, pelo pessoal deles enquanto que as pessoas se portavam de maneira mais tranquila ao som de música calma e romântica, voltando a atenção para o palco Sasuke viu Ken nele, não cantava, tocava acompanhando um amigo, de forma calma e serena.

O Uchiha passeou com o olhar pelo resto do ambiente mas não localizou nenhuma cabeleira rosa, sua cabeça fervilhava sobre o que Sakura poderia estar pensando sobre aquilo, ela mesma corrigiu? Deu a pontuação? Ela interferiu? Ino poderia ter saído em primeiro ou quem sabe... em último?

–Ken-san?! Ken-san?! – chamou Temari, maldita mulher da língua solta.

Ken mau havia deixado o palco, mas não pareceu desgostoso por ter sido chamado e foi até o bar.

–yo – cumprimentou.

–yoo! Onde está a Sakura?!

–Sakura? Bem... sinceramente... não faço ideia. — disse sem jeito.

–huh?!

Ino olhou de soslaio para o marido e ele percebeu que ela também devia estar nervosa sobre Sakura.

–como assim ela não veio? Certo que hoje é segunda mas achei que ela teria folga por causa das provas.

–bem foi o que eu soube, mas não vi o fim de semana inteiro, estava ocupada com esse exames não?

–uhum...

–talvez ela só esteja cansada.- disse Hinata.

–mas Sai não pisar aqui? Hã-hã nem pensar, algo aconteceu, ele não perde a chance de vir me infernizar — falou Kasumi do outro lado do balcão onde ajudava o barman e conversava.

–vai ver ele esta em missão? – disse Kaorin e a morena negou.

–nem pensar, ele passou o fim de semana com os filhos dele e com Yukine, só volta a ser um ninja decente na quarta, vai por mim ele está com ela.

–amanhã faremos a segunda fase...- começou Ino — talvez ela esteja preparando isso...

–ah, faz sentido...

–estão comemorando algo? – disse Ken puxando um banco.

–ah sim! Uma folguinha assim como a do Sai e claro, nossa mais nova e velha enfermeira do hospital de Konoha! – disse Temari abraçando a Uchiha.

– velha? Sua chata! Sem falar que eu não passei totalmente, foi só a primeira fase...

–não seja boba! A prova escrita é que ferrou com todo mundo mais de cem eliminados? Deus! O resto não só testes de capacidade? Você foi uma das melhores ninjas medicas querida, você voltará a ativa num piscar de olhos! Essa vaga é sua!

–hum... boba.

–ela tem razão Ino! A vaga é sua! – disse Hinami confiante e ela se permitiu sorrir sobre isso, já que até então só queria comemorar ter passado de fase.

–parabéns então – disse Ken recebendo uma bebida.

–obrigada.

–ah aí esta ele!- exclamou Kasumi rumo a entrada de onde vinha Sai, ele parecia mais pálido do que o habitual e correu para o balcão praticamente se jogando sobre ele apenas para tapar a boca dela.

–shii shii shiiii!

–o que foi? –disse Kiba – onde está a...- Sai tapou a boca dele também.

–não diga! Não invoque... ela está...

Kasumi empurrou sua mão irritada.

–qual seu problema hein?!

–shiu! Ela está furiosa! Furiosa! Furiosa! Furi -... – ele parou se virando assim como todos encarando olhos verdes tão afiados quanto laminas, transbordando uma raiva controlada e por isso, gelada. — ...aqui! – Ele completou sorrindo como um idiota assustado. – musa...

–como você simplesmente, ousa ir na frente e me deixar pra trás? – Sakura proferiu, com uma sobrancelha no alto, seus olhos verdes destacados pela maquiagem forte, o cabelo todo de lado o vestido preto simplesmente majestoso em suas curvas e pose imponente, descia longo e reto de um lado do corpo do outro o tronco era revestido por pedrarias de um prateado escurecido, e parava dois míseros dedos abaixo do quadril, abrindo uma fenda, exibindo toda a perna, sandálias altas e pretas com tiras prateadas. Em cima apenas uma manga longa que cobria todo o braço direito enquanto o esquerdo ficava nu em contraposição a perna e uma corrente passava ao redor do pescoço, como alça.

–eu?! Eu deixar você pra fora?! Eu? Euzinho?! Jamais querida! Eu só... só vim ver se tinha uma mesa pra você! Né Kasumi? Kasumiiii?!

–eu ouvi! – disse a morena – erm... como está Sakura?

–humpf, viva – ela disse passando direto – controle o pai do seu filho ou ele não vai estar.

–uh...ah, sim...

–eu estou muito comportado hoje, um cãozinho adestrado pode crer! – afirmou ele.

–você está apertando minha mão!- Kasumi falou baixinho puxando a mão da dele. – sai fora!

–posso me esconder lá em cima?

–não!

Sakura se sentou no banco ao lado de Ken e cruzou as pernas apoiando cotovelo no balcão e descansando o queixo no punho.

–hunpf – resmungou de novo.

–yoo – ele disse acenando, ela arqueou a sobrancelha.

–por que está feliz?

–huh? Eu estou?

–não enrole e responda. – ele franziu o cenho.

–eu estou enrolando?

Sakura o fulminou com o olhar mas antes que fizesse algo como mata-lo ele foi puxado do banco por Sai.

–yoo! Ken camarada! Com vai?

–bem...

–porque não vamos ali, tem uns caras que eu quero que conheça...- Ken riu se desvencilhando dele.

–desculpe mas não faço muita questão de conhecer homem, camarada – já ia se sentando no banco quando viu Sakura descer a mão direita contra o balcão, cravando nele, cinco garras de prata que estava firmes nas pontas de seus dedos, elas afundaram na madeira nobre.

–vodka e limão– disse e o rapaz do bar se afastou tremendo. Ken se virou dando a volta.

–são caras legais?

–totalmente! – os dois seguiram e Sai o puxou para se sentar na mesa com Naruto e Sasuke, pararam de rir a toa e se fitaram a mulher sorver um gole da bebida e bater o copo, os amigos percebendo a aura assassina ao redor da mulher e se limitaram a falar com ela de certa distância.

–tudo bem o que houve? Alguém tocou fogo nas roupas dela? – disse Ken

–quem me dera, ela não tem muito apego...

–ah não?

–tá tem sim, todas tem, mas porra... porra...Porra!

–temos que contar ou você vai dizer o que está havendo? – disse Sasuke.

–eu não sei bem...

–isso quer dizer morte precoce e sem motivo – falou Naruto quase cochilando. — pra você é claro.

–pra nós Kage da aldeia da baba!

–não enche!

– o que houve? – disse Ken.

–só sei que tem haver com os resultados das provas, algo aconteceu, ou não aconteceu sei lá! mas ela não ficou feliz! Está revoltada, muito.

Sasuke e Naruto se entreolharam enquanto Ken apenas observava a mulher e aquelas garras nada simpáticas que ela usava.

–como assim... revoltada? – disse Naruto.

–eu não sei, só sei que a casa agora tem três vasos a menos quando ela viu os resultados oficiais, ela não pontuou as provas ela mesma, apenas corrigiu, quem pontuou foram as assistentes, Sakura as mandou reverem tudo três vezes antes de mandar edital ser publicado, ela mesma pontuou de novo, e está furiosa!

–furiosa tipo... quando me soca, ou tipo quando...

–quando mata, Naruto, quando mata, o Estralo Seco de Konoha está ativado se quer saber.

– nossa, ela não se conformou nem em te espancar?

–eu venho evitando isso, mas porque não se oferece como nos velhos tempos?

–hunpf...- Naruto deitou a cabeça na mesa voltando a outro cochilo rápido.

–cansado huh? – disse Ken – mas então... quando será seguro eu me aproximar?

–porque não correr pras colinas e espera lá?.

–oh...

–vish! — Sai deu as costas de uma vez se encolhendo.- esquece já era – Ken olhou e se virou também como se evitasse encarar a mulher – isso mesmo não olhe, se ela ver o medo em seus olhos te devora. – murmurou o branquelo.

–tipo um lobo né? Ou urso?

–chame ela de urso e vai descobrir que é bem pior, é mais como... uma leoa.

–hum...

Sasuke fixou o olhar na mulher enquanto vinha, os olhos verdes presos nos dois homens espreitando com desconfiança, o quadril balançando a cada passo lento e decidido, firme, mas macio, como um felino.

Ela parou atrás deles e pos a mão no quadril encarando-os com o queixo erguido.

–já podem parar de fingir que não me viram, isso não possível de toda forma.

Os dois se viraram.

–quanta confiança...- Ken murmurou levando uma cotovelada discreta.

–fingir? Impossível minha deusa! – falou o outro.

–não quer beber? Dançar?

–não –

–tudo bem...

–com fome? – disse Sai – você parece com fome...

–quer dizer que estou raquítica?

–não! – disseram os três.

–humpf, e esse daí? – indicou Naruto.

–está cansado – disse Sasuke.

–huh? E só por isso vai ficar dormindo pelos cantos?

–por que mais ele faria isso?

Sakura arqueou a sobrancelha como se incrédula sobre seu desafio, sua boca se entortou e ele podia jurar que ela tinha uma imagem dele morto passando pelos olhos agora.

–tudo bem! – disse Sai batendo palmas e se levantando. – vamos dançar princesa?

– não quero, e quanto a você, — encarou Sasuke – está querendo bancar o engraçadinho?

Sasuke franziu a testa.

–se está tão zangada porque não ficou em casa? Ninguém é obrigado a aturar seu mau humor.

Sai se afastou e Ken se levantou discretamente. Mas quase sentou de novo quando a mão em garra dela, pousou em seu ombro.

–zangada? Zangada? Zangada é pouco — ela disse feroz.

–ah, Sakura...- disse Hinata vindo ela assim como os outros perceberam o clima pesado na mesa.

–não fale do que não sabe, acha que estou afetando com meu mau humor? Quão hipócrita você pode ser? Até parece que anda por aí distribuindo flores seu grande ...

–eu quero dançar! – exclamou Ken puxando-a de uma vez e seguindo para o centro pela cintura, Sakura girou numa tentativa de se soltar e vir terminar o que falou, mas ele manteve o aperto firme quase erguendo-a do chão e só parou quando chegou ao centro, entre os outros casais e começou a dançar forçando-a a acompanha-lo, ela bufou e escondeu o rosto em seu pescoço, e Sasuke desejou que ela tivesse ficado e continuado, pois agora parecia ter o outro homem como alguém para acalmar seus anseios, ele não viu só raiva em seu olhar, mas também frustração, e cansaço.

O que fosse que aconteceu não apenas a tirou do sério, a deixou frustrada e quem sabe, magoada.

–puta merda...- disse Sai esfregando o rosto – Kasumi se sentou na cadeira ao lado dele e pôs a mão no ombro dele.

–você tem que contar pra gente, ficar sozinho aguentando o peso das mudanças de humor dela...

–não é como se ela tivesse culpa...

–você muito menos! – Sai suspirou... e um sorriso margo se formou em sua boca.

–eu queria poder afirmar...

–Sai...

– pode nos dizer exatamente o que está havendo? – perguntou Shikamaru.

–olhe no calendário então.

–no calendário... não pode ser! É hoje?!

–não hoje, já passou na verdade, nesse domingo.

– o que? – disse Kiba.

– o aniversário, da morte do Shijukage. – disse Kasumi.

–huh?!

– então era isso...

–não só isso, ela está furiosa com os resultados das provas também.

–com isso?! – todos se entreolharam e mesmo não sendo intencional os olhares caíram sobre Ino agora parada atrás de Sasuke e com as mãos nos ombros dele.

–sobre os resultados...- começou Hinata.

–é, ela não gostou, sei lá, ela estava melancólica com a data e usou o evento pra se distrair, mas parece que não a satisfizeram, e em vez de um anular o outro, apenas acumulou.

–oitos anos... huh...- comentou Temari – é normal fica rum pouco... triste, mesmo depois de tanto tempo, sem flar que ela está longe de Yato e...

–ah, Yato, nem lembre, e tem ele também, ele... e o outro...- Sai puxou o copo e sorveu a bebida de uma vez. A bebida queimou em sua garganta, mas já convivia com outro tipo de ardência que o atormentava a anos.

Impotência, era o nome dela.

– Yukine também ficou abatido não? Sendo mais novo...

–também, mas a questão não é ele... é...o outro...o outro, caramba...

– o outro...

natimorto – ele rosnou, irritado pela demora em ser compreendido e mais ainda em ter que usar aquela expressão.

O silencio pesou na mesa encoberto pela música, Sasuke se debruçou sobre a mesa cruzando os braços sobre ela.

– o que tem? – disse Sai moveu as bagas negras para encara-lo.

–ela não aceitou – disse entre dentes.

–o que quer dizer? – disse Hinata.

–ela não superou – disse Naruto agora acordado e soltando um suspiro que não era de sono, o olhar baixo.- nunca superou... a morte do bebe, Teme. – explicou.

Ino levou a mão a boca em choque.

–depois de tanto tempo...?

– não foi exatamente um parto tranquilo, ela sofreu, ela chorou, muito e talvez o dobro do que qualquer outra mãe choraria, parindo uma criança cujo pai tinha acabado de morrer, e não conseguindo nem fazer isso, o bebe nasceu morto e ela nem o viu está sepultado ao lado do pai que se deixou morrer pra proteger s dois, então claro que ela se sente culpada, ela se sente horrível por não ter valido o sacrifício do marido, ela já superou perder Yasuhiko, mas nunca vai aceitar ter perdido aquela criança, absolutamente, nunca.

–então...- começou Hinami.

–ela está zangada com o exame e deprimida por causa do bebe, seu humor está instável, e talvez não devesse ter vindo mesmo, mas não insisti que viesse, a iniciativa foi dela, ela quis vir, ela quis tentar se distrair.

Se silenciaram

Quando viram ela voltar encolhida no braço de Ken.

–nós estamos indo certo? Boa noite.

–já? – Sai se levantou apertando a mão dele e encarando a mulher que evitava o olhar de qualquer um. – tudo bem querida?

–o que eu sou, uma criança? – ela resmungou, não tão zangada agora, ríspida.

–ela está cansada, levo ela pra casa certo? – disse Ken.

–tudo bem, boa noite, boa noite, Musa.

–tá tá...- Ken riu um pouco e a guiou para saída.

–melhor assim – disse Kasumi.

–é melhor.

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Só de ouvir a sala em total desordem graças as discussões, Ino se encolheu ainda mais, porém respirou fundo, e puxou a maçaneta, as mulheres se silenciaram ao vê-la mas ela primeiro olhou para a mesa no canto da sala, vendo-a vazia, se acalmou mais, entrou e fechou.

A discussão logo recomeçou e ao que parecia, e com ela já suspeitava, ainda era gente inconformada com a prova.

Indignadas o bastante para encararem-na feio.

–terceiro lugar? Só pode ser piada! – Ino voltou a olhar para as traz mulheres que se vendo flagradas viraram as caras com expressões irritadas.

–só pode ser piada – reafirmou a mais alta, com o nariz comprido ainda mais no alto.

Elas iriam mesmo ter que ficar ali até começarem o estágio?

Kami...

A porta se abriu novamente e as duas assistentes entraram, cumprimentaram, cordialmente e Sakura logo entrou, usando um vestido preto simples, curto e rodado, o cabelo num coque, mas, ainda portando o olhar nada amigável, e aquelas garras na mão direita. Em silencio ela seguiu e se sentou na mesa, girando nela e dando as costas completamente.

–bom dia- disse uma das moças.

–podemos começar?

Uma das mulheres bateu a mão com força na mesa tomando a atenção.

–se-senhora...

– hey, temos dúvidas, e queremos respostas – exigiu a mulher de nariz grande e empinado.

Sakura girou para frente de novo, com as penas cruzadas e os dedos entrelaçados na altura do queixo.

–pois não? – disse. – Yuna e Shiro podem responde-las, estou aqui apenas para supervisioná-las.

–você que fez as provas não?! Pode dizer que desastre foi aquele? Como só cinquenta pessoas passaram?!

–eu poderia perguntar a mesma coisa, senhora...?

senhorita, senhorita Kuroma.

–pois bem, eu poderia dizer o mesmo, não importa o quanto eu olhe, é um número pequeno demais pra uma prova tão simples.

–simples?! – indignaram-se as outras.

–obviamente, não havia nada que estivesse fora do assunto que foi escolhido para o estudo de vocês, estou errada?

–não mais... o nível...

–o nível? O nível é, exatamente o nível exigido para que um enfermeiro minimamente preparado para integrar a força medica de uma aldeia tão grande e importante com Konoha, nós somos referencia em formação médica, e não é a toa.

–isso não é novidade mas em anos que a prova não é tão rigorosa, você usou critérios muito específicos, termos que não estavam relacionados ao material...

–e você se ateve apenas a ele?

–huh?

–apenas ao material fornecido? Só? Por favor, você achou que eu perderia meu tempo e sono elaborando uma prova cujas respostas você encontraria nas primeiras linhas de texto? Você não tentou algo assim tentou? – ela arqueou a sobrancelha – ler o material durante a prova?

A mulher corou indignada e voltou a bater na mesa.

–que ultraje! Você ao menos sabe em que posição eu estou?! Em primeiro! Primeiro! Agora que tem algo errado tem sim! Minha irmã Izuma fez a prova e está quase em penúltimo! E é tão boa quanto eu! – apontou outra jovem cujo nariz não desmentia o vínculo.

–em primeiro? O que quer parabéns? Parabéns então, mas garanto que as provas foram muito bem corrigidas e revisadas assim como as redações.

–mas...

–sem mais, se quer objetar o resultado vá até a sede do corpo médico e apresente uma queixa formal, se não faça silencio e aguarde as próximas instruções.

–ugh... quer saber?! Farei exatamente isso! E mais! Exijo falar com Tsunade-Hime! Exijo!

–oh – Sakura a encarou arqueando a sobrancelha – Tsunade-hime? Ela está muito ocupada, ela deixou o andamento dos exames, justamente para que pudesse se ocupar da sua saída e aposentadoria, sem falar em ter de passar o...

–eu não me importo! – disse a outra, erguendo a mão para bater na mesa de novo, mas foi Sakura quem bateu e o som da madeira rachando ecoou pela sala, ela se levantou e encarou a mulher, as esferas negras do centro de sua íris estavam tão apertadas que agora aprecia fendas da vista de uma fera.

–você não decide nada aqui! – ela rugiu – exigir?! O que acha que fez de tão grande obter exigências?!

A mulher abri a boca enquanto recuava um passo,.

–você passou em primeiro? E daí?! E daí? Você sabe qual foi a sua nota?! Pois seu nome não me interessa nem um pouco, e sim a porcaria que você chama de nota de primeiro lugar! Quanto foi mesmo? Nem chegou a oitenta pontos! Que porcaria é essa?! Nem Oitenta pontos?! É pra fazer rir ou chorar, mas não pra se orgulhar, senhorita!

Sakura vagou o olhar feroz em cima das outras.

–não chegaram nem a oitenta pontos, e só estão aqui porque a nota mínima era sessenta, sessenta, míseros sessenta pontos! Eu deveria estar classificando pessoas que alcançassem notas de noventa e cem pontos e deixando gente com sessenta na reserva, mas não estou catando os pobres coitados que mal conseguiram passar da metade, acha que isso me deixa orgulhosa?! Que me faz me sentir bem saber que passe semanas elaborando uma prova para adultos quando parece que foram crianças da academia que fizeram?! Acha que Tsunade-Hime vai ficar feliz?! – disse encarando a mulher – ela está deixando cargo, ela esta se esforçando para deixar esse hospital nas melhores condições possíveis para ser assumido, e isso inclui a entrada de novos trabalhadores também!

Sakura respirou fundo e contornou a mesa com a mão em garra se arrastando pela madeira rasgando-a e mancando-a em definitivo.

–você não é nenhum prodígio da medicina para se achar no direito de exigir algo, vocês não são nada disso, não prodígios e nem sortudos, vocês são sobreviventes. – parou e se sentou na mesa cruzando braços e pernas – e a partir de agora vamos ver, quem mais continuará vivo nessa.

–senhora... as salas estão prontas – disse a jovem Kuro.

–ótimo, agora que estamos claros, vou fazer um favor a vocês, e vou tirar as moças da sua instrução, agora serão acompanhadas por aquele que substituirá Tsunade-hime, e será, o mais novo Capitão do Corpo Médico de Konoha.

O choque tomou a sala.

E todo meio que olharam para a porta esperando a entrada de alguém mas não a aconteceu o dia da posse oficial do mais novo pilar da aldeia já estava marcado, mas ninguém sabia qual era o nome escolhido por Tsunade e pelo conselho, por questões de segurança e por que talvez não houvesse havido uma escolha exata ainda.

–que-quem vai ser essa pessoa? – disse um garota encolhida, e se encolheu mais, todas se encolheram até mesmo por dentro com o sorriso mordaz e quase sádico que a Haruno soltou.

– o novo Capitão do Corpo Médico? Está olhando pra ele – disse se levantando e erguendo o queixo elegantemente – sou eu, Sakura Haruno.

Notas finais
SE FODERAM! MUAHAHAHAHAHAHAHA!