–Ino.

Ino quase deixou a bandeja de bandagens cair no chão se agarrou a ela como se agarra-se a própria vida. Respirou fundo e se voltou para trás encarando Sakura que tinha a sobrancelha arqueada.

–sim. – respondeu. A Haruno olhou no fino relógio de ouro e a fitou.

– quero que vá para a ala pediátrica agora.

–a-a ala pediátrica?

– sim, houve um pequeno acidente e algumas crianças estão machucadas, está cheio delas lá chorando e claro, mães em pânico, vá pra lá e ajude as garotas, depois disso, quinto dia, encerrado.

–certo. – Sakura saiu da porta e ela também, saindo no corredor e vendo a mulher cruzar o caminho a passo felino e decido, usava um vestido rosa salmão mais escuro, o cabelo sempre preso no ambiente de trabalho e a expressão fechada e séria exceto quando era gentil com os pacientes.

Como a própria disse, era quase fim do quinto dia de avaliação. Ao contrário do que muitos pensaram não fora como se Sakura as torturasse, elas não poderiam ser forçadas a trabalhar feito loucas se o hospital estava calmo, recebendo pacientes de forma regular, ninjas machucados em missões comuns.

Mas claro que, como era um teste elas eram submetidas a várias situações, tiveram de se reservar na recepção, centro cirúrgico, e nas várias alas de atendimento, além de virar a noite no turno duas vezes, Ino ficou as noites de terça e quarta e foi quando realmente sentiu a falta de prática, teve que grudar no café e seu chakra sofreu por não trabalhar tanto a anos, sem uso constante ela acabava gastando-o em excesso ou pouco demais. E se tinha algo que a desclassificaria, era isso.

Mesmo ela tendo treinado desde que decidira se arriscar naquela empreitada, praticara desde o básico, tudo de novo.

Mas fazer em peixes e ler livros era totalmente diferente da realidade, de cuidar de humanos.

Seguiu então para onde foi ordenada, e mau entrara no corredor que levava as crianças e já ouvia seus choros, se apressou e adentrou vendo o lugar com as macas infestadas de meninos e meninas de cerca de cinco anos chorando com seus joelhos mãos ou testas feridas e as enfermeiras ali já andando de um lado pra o outro. Ino foi até uma das mesas, deixou a bandeja com o material e começou a vestir luvas.

–o que houve? – perguntou.

–estavam todas brincando sobre uma arvore velha, ela tombou com o peso... – começou a mulher mais velha e já residente, ainda de costas, ela reconheceu Ino e por um momento pareceu que nada mais falaria, porém estava bem cansada e estressada com a gritaria das crianças, suspirou. – agora estão todas aqui.

–nossa, nada grave?

–uma delas fraturou o fêmur e está no centro cirúrgico.

–certo – Ino seguiu até a primeira criança e se abaixou a frente dela. – certo, certo querida, não chore tudo bem? Você vai ficar bem, me diga, onde está machucada?

A menina soluçou oferecendo-lhe o bracinho com um corte na altura do cotovelo, enfaixado por uma tira de pano, provavelmente feita pela mãe, Ino retirou-a e começou a desinfecção, ainda bem que não precisaria de costura, remediou e enfaixou a ferida. Então pôs-se a procurar outras feridas encontrou apenas um hematoma na testa e o curou de uma vez, e então já podia ir para outra criança.

– obrigada — disse a mãe da menina.

– de nada, não é um corte muito profundo, então pode ser tratado em casa.

– sim? Que bom, obrigada, vamos querida.

– obrigada senhora. – disse a menina ainda manhosa pelo choro.

– por anda querida, e tome cuidado certo?

–haaaiii! – as duas saíram, acabara pra ela mas Ino só estava começando, e seguiu para outra criança.

Não estava sob o olhar de Sakura, mas não podia simplesmente relaxar já que Shiro e Yuna estavam se revezando em ser os olhos da Haruno, estando ali, apenas observando.

Quando a ultima criança saiu, a paz voltou a reinar, apenas três crianças ficaram em observação pois deram sinais de febre, e tinha dores de cabeça, elas virariam a noite fazendo exames para atestar se não tinham nenhuma concussão.

–essa foi... de matar...- disse Mari se largando sentada numa maca vazia.

–oh você acha? Tem que ver quando são os ninjas que vem todos de uma vez, querida, eles são piores que as crianças! – riam as mais velhas e isso Ino podia confirmar, homens eram tão dramáticos! Isso quando não davam uma de durões, ou mesmo de coitadinhos para se aproveitarem, ela rira muito e flertara também, enquanto Sakura se irritava e se constrangia, ela nunca se dera conta do quanto chamava atenção, do quanto seus prodígios faziam as pessoas enxerga-la como mulher também, uma mulher perfeita para casar.

Uma mulher que todos queriam ter ao lado para exibir.

–tudo bem aqui? – disse a Haruno surgindo na porta.

–sim senhora. – responderam, ela assentiu e saiu da frente da porta dando espaço a entrada de uma maca com um garotinho que tinha a perna toda envolvida em gesso, Shizune e mais duas candidatas empurravam a maca seguidas por uma mãe nova e aflita.

–oh este foi o pequeno que quase ficou embaixo da arvore?

–por pouco – disse Sakura com os braços cruzados, Shizune as mulheres passaram o menino para uma cama com todo cuidado pelo rosto cansado e úmido ele chorou até dormir mas assim que foi instalado, a mãe se sentou numa cadeira próxima e acariciou sua testa.

–ele vai ficar bem agora certo? – perguntou receosa.

–oh vai sim, está com um pouco de febre mas vai passar logo, e amanhã vai para casa, com um belo par de muletas mas vai.

–oh.

–não se preocupe – cortou Sakura – ele é pequeno, o osso vai colar rápido, amanhã eu receito alguns alimentos ricos em cálcio que vão ajudar na recuperação dele.

–hai, arigato.

–não tem por onde. — Sakura deu as costas após dar um sinal para as duas assistentes e então saiu.

–bem isso encerra o turno de vocês por hoje, obrigada. – disse Kuro

– e tenham uma boa noite. — completou Yuna e então se retiraram. Elas seguiram para os vestiários onde pegaram as bolsas trocaram de roupas e foram embora.

La ainda arrumava as coisas na bolsa quando ouviu certos resmungos olhou para frente quando saia na recepção onde viu Sasuke recostado numa das paredes com os braços cruzados, e ela, se não fossem os rumores ao redor, provavelmente teria passado direto, porque mergulhara na nostalgia que era ver Sasuke ali, esperando não ela, mas sua primeira namorada, noiva e esposa.

Ino vira aquele quadro muitas vezes.

Mas foi para ela que ele olhou e foi ao ve-la que ele se desencostou do lugar e esperou.

Agora era ela. E o burburinho que isso causava era de pura indignação e surpresa.

Limpou a garganta e seguiu até ele tentando sorrir.

–oi.

–hn, achei que demoraria mais.

–acaba de chegar?

–sim.

–voce parece cansando.

–e você acabada. – ela deu de ombros.

–E estou.

–vamos, as crianças disseram que fariam o jantar.

–huh? Na cozinha? Com panelas e legumes?! – ela arregalou os olhos e ele coçou a cabeça pensativo.

–espero que ainda tenha isso quando chegarmos, na verdade temo que tudo vire churrasco.

–Kami, vamos logo.

–hn.

–menos conversa e mais trabalho – ouviram e se viraram vendo Sakura cortar o corredor acompanhada de Shizune que matinha a mesma expressão fechada e carregava uma bela pilha de arquivos assim como as duas assistentes. Sakura segurou o prendedor de cabelo e deu enfim liberdade aos fios rosados que caíram numa espiral que bateu no quadril e se abriu quase como uma flor.

–pelo menos estão com energia – comentou Shiro sorrindo um pouco.

–com ou sem energia deviam estar trabalhando – cortou a Haruno – boa noite – cumprimentou quem passava e logo sentiu os olhares sobre si e percebeu os Uchihas ali acenou com a cabeça mantendo o passo rápido. Ino acenou com a cabeça enquanto Sasuke apenas observou-a atravessar as portas.

–e o trabalho não para pra ninguém – Ino comentou.

–muito serviço?

–pra todos, mas acho que é a administração que está sofrendo mais, com as mudanças de cargo, nenhum setor pode deixar de passar por inspeções, elas tem que rever tudo, licitações, transferências, pacientes, tratamentos, recursos, e tudo de pelo menos alguns anos atrás.

–essa parte não me é estranha – ele admitiu enquanto também saiam claro que quando foi assumir o cargo de Capitão teve que rever papelada da época em que nem havia nascido, quase ficou louco (de novo, provavelmente...) e ter Naruto como ajuda só piorou o idiota lia duas folhas e dormia, no fim se não fosse Sakura ali ajudando-o e incentivando ele teria mandado o cargo a as favas e matado o Hokage.

******************************************************************

–muito atrasada?

–na verdade, sim – disse Ken, ela fez um bico e ele riu, Sakura se sentou à sua frente e deixou a bolsa de lado.

–desculpe, estava atolada de documentos até agora.

–eu sei, estou brincando.

– hum, estou com fome. — ela franziu o cenho olhando em volta – nunca tinha vindo aqui, é bem perto de onde você está não?

–é veja, tenho que falar sobre algo com você.

–oh? Sou toda ouvidos! – sorriu ela e ele suspirou fitando seu decote.

–e muito mais...

–huh?

Ken suspirou mais uma vez e fitou os olhos verdes encantadores de mulher.

–eu estou de partida- anunciou, Sakura primeiro franziu o cenho e então abriu mais os olhos surpresa, e entendendo sorriu um pouco.

–oh já?

–pois é, foi uma temporada ótima, bons ganhos, aumento de prestígios, sem falar nas ótimas pessoas.

–estou incluída?

–querida, você está no topo, e vai estar por muito tempo.

“Talvez nunca saia”

Ela sorriu corando, e puxou uma mexa de cabelo para trás da orelha.

–erm... então... quando você vai?

–depois de amanhã.

–oh... então... isso é uma despedida?

–talvez? Vou entender se quiser encerrar por aqui mesmo.

Sakura assentiu pensativa, olhou em volta, refletindo e então o fitou profundamente com aqueles olhos que viam a alma das pessoas e se debruçou sobre a mesa encarando-o arqueando a sobrancelha.

–na verdade... eu queria me despedir em outro lugar, sabe? Uma looonga despedida, se você achar que merece é claro.

Ele arqueou a sobrancelha encarando descaradamente o decote discreto, se é que com aquelas belezinhas houvesse algum decote que ficasse discreto, Sakura dessa vez notou e sorriu com a boca em tom róseo de batom.

–madame... não se mereço, mas ainda faço questão.

–que bom! Então... podemos ir?

–não estava com fome?

–agora? De outra coisa...

Ele se levantou de uma vez erguendo a mão.

–A conta por favor — Sakura riu e se levantou pegando a bolsa ele pagou a água que havia pedido e a guiou, levando-a pela cintura, até o humilde apartamento.

Ele na verdade, iria partir de Konoha bem mais cedo do que realmente fazia, mas já estava passando da hora de todo jeito, se se deixasse ficar mais, poderia acabar indo de deixando uma coisa realmente importante para trás.

Seu coração de viajante.

Esperava que essa despedida não acabasse fazendo isso também, mas como poderia negar cama pra uma dama como ela?

Jamais!

********************************************************************

–tem certeza? Acho que não.. vou trocar!

Touka revirou os olhos mais uma vez e insistiu.

–mamãe você está linda! Sempre linda, esse vestido está perfeito.

Ino comprimiu os lábios insegura enquanto se encarava.

–e se eu soltasse o cabelo?

–está lindo assim mãe, está perfeito, porque está tão nervosa?

Porque? Porque hoje seria anunciada a nova capitã do corpo médico, porque hoje estariam reunidos gente da alta sociedade tanto de Konoha quanto de outras aldeias, mais jogadas politicas, mais acordos financeiros, mais fofocas...

E hoje ela seria um dos principais alvos, todos vão ficar de olho em suas reações ao ver aquela que foi sua irmã, que foi aprendiz de Tsunade assim como ela, assumir o cargo da princesa Senju. Ino nunca se vira num cargo como aquele, ela em sua mente jovem via a vida no hospital com perfeição, pra ela nunca acabaria, Tsunade estaria sempre acima delas guiando-as, orientando-as, ela e Sakura estariam sempre no mesmo patamar, mas ela sabia porque achava isso, era porque Sakura era sempre a mais querida, era a primeira aprendiz da princesa, era discípula dela assim como Sasuke fora de Orochimaru e Naruto, de Jiraya. Os três eram a segunda geração Sannin que estava por vir, logo que ficassem mais velhos esse título viria para eles naturalmente.

E quanto ela continuaria sendo a Yamanaka, da segunda geração da formação Ino-Shika-Chō, cuja participação na medicina não era tão levada em relevância. Não importava o que ela fizesse.

Agora ela ia ver sua antiga amiga, subir no degrau mais alto, ela seria agora o último pilar a ser revitalizado em Konoha.

Primeiro fora Naruto, depois Sasuke mesmo tendo sido um Nukenin, e então ela, a flor de Konoha.

Ela fora tola em achar que Sakura não ganharia o cargo, se mesmo Sasuke conseguiu a confiança do conselho, era natural que olhasse para Sakura como um reflexo de sua mestra e ainda um sopro de futuro.

E não só Konoha sabia disso, mas todas as nações também estavam de olho, a troca de um pilar antigo por outro mais novo que inspira ainda mais confiança no povo daria a Konoha ainda mais poder, e mesmo que houvesse paz, ninguém se deixava dormir tranquilamente.

Jamais.

–eu estou bem querida, bem mesmo, mas é que amanhã saem os resultados da seleção, acho que isso também.

–entendi.

–e você está linda também querida.

–obrigada, nee... okaa-san... acha que alguém do Diamante vai aparecer?

Ino franziu a testa e a fitou.

–bem... não sei, não acho que o Shinjukage viria, mas devem mandar um representante.

–entendo.

–mas porque queria saber?

Touka entalou e se agarrou as anáguas em tom de amêndoas do vestidinho que usava, a parte de cima era preta de uma alça só e Ino ainda queria apertar as bochechas dela e chama-la de fofa, pelo menos pra algo bom serviria essa festa, a garota poderia se tocar do quão bela era e passar a se embelezar mais um pouquinho.

–na-nada... só fiquei curiosa, é um dia importante para Sakura-Sama... achei que alguém viria parabeniza-la.

–sim, é sim, quem sabe não? Vamos, seu pai e seu irmão já devem estar resmungando.

–hai.

*******************************************************************

–você está... Um espetáculo...- Os olhos negros brilhavam de admiração. – posso te desenhar agora? Diga que posso, querida por favor.

–are que exagero, bobo, não vai suar um colar?

–não, que tal esses brincos?

–perfeitos, posso te por num altar agora? — ela gargalhou e meneou a cabeça.

–idiota!

–eu diria, que bom que está de preto, mas hoje, vai ter sorte se não for arrastada pra um altar.

–humpf.

–estou falando sério querida, está linda, principalmente aí em cima...

–huh?!

Sai riu mais uma vez e foi até ela, parando atrás da mulher segurou seus ombros e a encarou ante o reflexo do espelho.

–olhe só pra isso...

–hum?

–quem te visse agora nunca acreditaria que anos atrás era apenas uma magrela sem sal, barulhenta, faladeira, grosseira e sem peito... –ele arqueou a sobrancelha fitando o decote – principalmente sem peito...

–ah! Seu idiota! – Sai fugiu de um tapa e correu para porta.

–mas ainda dá pra ver um pouco dela de vez em quando!

–suma daqui seu vagabundo!

–não demore musa!

–idiota...- ela resmungou num muxoxo se encarou no espelho, ficou de perfil, pôs as mãos na cintura e inclinou a cabeça enquanto se olhava. — não eram tão pequenos... nem estão tão grades...argh! – irritada por ter dado trela para ele ela pegou a bolsa e foi para fora do quarto, encontrou Yukine sentado no sofá amarrando as sandálias tradicionais que usava visto que usava uma yukata branca. Sai esperava na porta e sorriu de forma diabólica pra ela.

–já conferiu?

–vá se danar!

–nani? – resmungou o garoto encarando-os, Sakura bufou e pegou o casaco.

–nada querido, vamos.

–haaai.

– já está com preguiça? – disse Sai.

–hai!

–mas que cara de pau huh? – desdenhou ela e ele abriu mais o sorriso.- cínico!

–hehe.

******************************************************************

–já quer ir embora? – disse Itachi.

–porque acha isso? – falou Touka.

–porque já esta bufando...- ela agarrou sua bochecha impedindo-o de terminar.

–crianças? Crianças! – chamava Ino, mas os dois estavam muito entretidos, até porque Itachi resolvera agarrar as bochechas da irmã de volta. -Kami-sama.. Sasuke dá pra me ajudar aqui com seus filhos?

–hn? – ele arqueou a sobrancelha observando-os mas deu de ombros, pra Itachi se dar ao trabalho de brigar com a irmã, os dois deviam estar morrendo de tédio. — são crianças ora – disse.

–ora...

–e você só está estressada com o resultado da seleção, certo? – Ino respirou fundo, e concordou.

–tá... mas eles estão umas pilhas, olhe pra Itachi! você não o deixou comer doces antes de vir né?

Ele deu de ombros olhando noutra direção.

–gosta de doces por sua causa... – comentou.

–huh?

–nada.

–humpf.

–aí estão eles, a família Uchiha! – cumprimentou o conselheiro Harumo, ele substituiu Homura Mitokado, já falecido no conselho, assim como a rigorosa senhora Junko substituía a velha Koharu Utatane. Pelo lado “masculino” podia-se dizer que as coisas ficaram mais leves, Harumo era um homem experiente, gentil e de personalidade amigável, procurava entender todos os lados e prezava a paz, enquanto que pelo lado “feminino” Junko era extremamente rigorosa e tinha ideias bastante radicalistas além de muito calculista, muitos a comparavam ao velho Danzou, mesmo ela não tendo sido nada familiar a ele.

De certa forma os dois conselheiros se complementavam e isso era melhor ainda para Naruto, ainda que as vezes os três chegassem a pesados impasses.

–ah Harumo-sama – Ino se curvou em reverencia e as crianças enfim pararam de se castigarem. Hamuro as fitou e arqueou as sobrancelhas surpreso.

–ora mas que bochechas enormes hã? Espere... estão inchadas?!

Os dois arregalaram os olhos e apalparam os rostos.

–nani?!

O velho soltou uma gargalhada espalhafatosa.

–are are, crianças, crianças, como vai Capitão?

–bem, e você continua caducando huh? – o velho riu de novo e olhou em volta.

–será uma bela festa não?

O salão em que estavam era apenas uma recepção e já era maravilhosamente decorado, estavam esperando serem conduzidos para a outra sala ainda maior, onde haviam mesas, pista de dança e música.

–sim senhor, maravilhosa – disse Ino.

–exatamente.

Eles conversaram até que uma das recepcionistas veio e os levou para dentro, era enorme, de dois andares de onde se podia ver mesas no andar de cima, no centro a pista de dança estava sinalizada por um grande tapete e pelos refletores de luzes coloridas presos ao teto e apontados para lá, ao redor todas as mesas, a maior ficava ao lado de um pequeno palco onde já estavam os instrumentos a espera.

Como era de praxe, os lugares de Ino e Sasuke estavam próximos ao dos conselheiros e do Hokage e sua mulher, a mesa era redonda e os lugares demarcados, ela e Sasuke ficaram ao lado de Harumo que ficava ao lado de Naruto, a esquerda à direita, ficariam Hinata, Junko, Tsunade e Sakura com seu acompanhante, quem seria não era novidade para ninguém, e Yukine assim como os garotos ficariam noutra mesa.

– aceitam uma bebida? – disse a empregada.

–com toda certeza querida, saque e o melhor – disse Harumo.

–vinho – disse Ino e Sasuke negou qualquer coisa no momento.

–já está se embebedando velho? – disse Junko enquanto se aproximava ao lado de Tsunade que usava um elegante Kimono de um dourado escuro, antigo, sempre, querendo ou não evidenciando o busto e o quanto parecia mais nova.

Por um momento Sasuke se perguntou se Sakura faria algo como o que amestra fazia para se manter mais velha, visto que, com certeza se tornara muito vaidosa com os anos, porém logo descartou desde cedo ela afirmara que não usava o Byakugou para isso.

Não achava que mudaria a esse ponto visto que ela era melhor controladora de chakra que a mestra.

–chegou a velha rabugenta – resmungou o velho.

–vocês dois se dão tão bem que não sei porque ainda não se casaram – disse Tsunade bem humorada. Junko bufou ofendida.

–com essa velha lambisgóia?! Jamais! Mas se quiser, princesa...

–não, obrigada. — ela revirou os olhos.

–uma pena, uma pena. — as duas tomaram seus lugares cumprimentando o casal Uchiha com um aceno da cabeça – como está se sentindo hoje Tsunade-hime? um belo peso saiu de duas costas não?

–oh sim me sinto levíssima – riu ela, — e tranquila, deixei a vila em boas mãos afinal, vou aproveitar minha aposentadoria, estive pensando em viajar, para perto do mar...- comentou pensativa, seus olhos caramelo já pareciam ver a imensidão azul e perceberam que Tsunade estava mesmo cansada, cansada de estar presa na vila, cansada talvez de estar sozinha e viver sempre a mesma vida, mesmo que amasse o que fazia, uma pessoa não podia se dedicar a uma única coisa na vida afinal, e sendo ainda sozinha, a vida dela era aquele hospital.

– mar seria ótimo, ou as montanhas – disse Junko.

–sim sim, e de todo modo já ganhei um maravilhoso convite para ir para perto do mar, e estou realmente tentada.

–oh de quem? De um homem? – disse o velho.

–um rapaz! – gargalhou ela.

–rapaz?!

–é brincadeira, foi o Shinjukage atual, ofereceu uma estadia para mim lá, e nada de trabalho apenas visita! Não é ótimo?

–o Shinjukage é mais gentil que o anterior, mas está ficando esperto como ele, sempre tentando estreitar os laços com Konoha – resmungou a velha.

–Yasuhiko não transparecia gentileza, mas fazia questão que qualquer um se sentisse bem-vindo ao seu redor, e que jogada política poderia haver nisso? Estreitar mais os laços? Ele se casou com aquela que agora será um pilar nesta vila e mesmo naquela época nem Tsunade poderia negar que via Sakura como sua substituta perfeita, mesmo que agora ele tenha deixado a viúva, deixou também os filhos para ela criar, e ela o fez, o garoto mais velho será o próximo líder do clã, já é visto como próximo Kage e fará questão de estar perto da mãe de todo jeito, de modo que, o Shinjukage atual não precisa se preocupar em “estreitar laços” com Konoha, os que estão feitos já são fortes e muito estreitos, então Tsunade, vá e aproveite, nunca será usada como objeto por nenhuma das vilas – Disse Harumo agora sério após concluir sua análise, bom pelo silencio de Junko ele ganhara aquele round.

–are, are, obrigada – disse Tsunade.

– yooo! Já chegaram? – disse o Hokage enquanto vinha ele tinha por incrível que parecesse optado por roupas tradicionais, uma yukata de um laranja escuro mais aberta no peito, e Hinata, estava num vestido longo de um cinza puxado para lilás ou algo assim, de uma só alça e com ricos detalhes de flores na saia, o cabelo preso num rabo de cavalo.

– está atrasado – disse Juko.

–perdão senhora, mas tivemos probleminhas para lidar com as crianças, levar meninos pequenos a festas é sempre difícil – disse Hinata educadamente, a velha empinou o nariz, havia perdido outro round e com outra pessoa.

Poderia ser divertido passar o resto da noite contando as derrotas dela.

– é Shina dando trabalho? – disse Ino.

–como sempre...- suspirou Hinata. – e Minato também.

–sendo filho de quem é...- desdenhou Sasuke.

–cala a boca Teme!

–estou mentindo?

–vocês dois não tem jeito. – suspirou Ino.

– já não deveria estar acostumada? Vivendo próxima a esse dois? Assim como você Hinata-sama – comentou Junko, por parecer quase bem humorada eles não souberam dizer se era uma provocação.

–esses dois são assim a anos, ninguém os suporta – disse Tsunade desdenhando da cara feia dos dois.

–exceto é claro, a integrante feminina da equipe – pronunciou Kakashi, todos se viraram encarando o mascarado que fez uma reverencia.

–a que damos a honra do Sexto Hokage aqui hoje? – comentou Junko – sempre consegue fugir dos compromissos.

–are, are – ele comentou coçando a cabeça.

–espera, e você não chegou atrasado?! – disse Naruto e todos se afastaram dele nas cadeiras. — onde está o verdadeiro Kakashi-sensei?! Sasuke pega ele!

Sasuke fez menção de se levantar e Ino segurou seu braço.

–você vai?!- espantou-se.

–conheço esse velho desde os doze anos, sabe quando ele chegou na hora? Nunca.- e assim se levantou contornando a mesa e indo em Kakashi assim como Naruto.

–nem na posse pra Hokage! Fala onde o verdadeiro está! – exigiu Naruto.

–crianças por favor, assim fico sem graça, eu tive problemas com uma senhora, mas...não pude ajuda-la dessa vez, estava sendo um acompanhante afinal, e muito exigido... –suspirou.

–eu disse que se não pudesse vir devia me dizer — resmungaram atrás de si.

Se viraram fitando primeiro Yukine que ria baixinho do comentário e então subiram para fitar Sakura mesmo parando em seu colo leitoso, Sasuke se demorou lá, deleitando-se nos seios redondos dentro do decote a cor levemente lilás por baixo da renda preta era a única a se destacar em todo o negro do vestido mesmo que o tecido dele tivesse um toque discreto de briho e por estar ali, era impossível não dar atenção a eles.

Seu cabelo havia sido encurtado por algum trejeito feminino e batia nos ombros em ondulações grossas, brincos de pedras pretas e grandes, e a aquela saia de tecido grosso, se erguia um pouco na frente, mostrando suas canelas, enquanto atrás descia e se arrastava numa cauda curta mas volumosa.

– boa noite – disse Sakura cordialmente, numa reverencia, Yukine repetiu o gesto usando uma yukata branca de alta qualidade.

–oh você chegou, filha está linda – disse Tsunade se levantando e indo até ela.

– senhora é quem está, maravilhosa! Hinata! – Sakura foi até ela e abraçou – você está divina!

–você também, maravilhosa!

–obrigada! – Sakura se voltou para Junko e cumprimentou respeitosa assim como ao outro conselheiro.

–diga, mocinha, como consegue estar mais maravilhosa cada vez que a vejo? – galanteou ele e ela sorriu gentilmente.

–obrigada, e o senhor fica mais jovem?

Ele riu todo gaboso, Sasuke e Naruto se entreolharam e reviraram os olhos e o loiro foi até ela abraçando-a.

–então você que fez o milagre?!

–huh?

–fez Kakashi-sensei chegar na hora certa?

–oh, e não é? Minha passagem no céu está garantida graças a isso, ou a sorte na terra não acha?! – riram.

– vai ter boa sorte nas próximas dez vidas...- comentou Sasuke.

–sim!

–isso é muito cruel, meninos. — disse Kakashi.

–é a verdade! — disseram os três.

–espera então o Kakashi-sensei é o seu acompanhante? E o Sai? Não vem?

–e aquele estrupício dispensa comida e bebida fácil? Ele só resolver vir com outras companhias...- ela resmungou fazendo bico – me abandonou.

–pare de fazer bico, nem aprece adulta – disse Sasuke. E ele ficava afim de morder e chupar aquele bico, também.

–vá se danar Sasuke! Por isso eu trouxe Kakashi-sensei – ela riu se agarrando ao braço do homem mais velho.

–mais quem ele vai trazer? – disse Hinata. Sakura revirou os olhos e apontou para entrada onde viram Sai entrar acompanhado não de uma, mas de duas mulheres, de aparências totalmente opostas.

Uma delas, reconheceram de cara, era Kasumi, num vestido preto elegante e ajustado a sua estatura esbelta e alta, cabelos presos num coque alto com um enfeite dourado o prendendo.

A outra, nunca viram, ela era baixa da altura de Sakura, e sobretudo... cheinha, não exatamente gorda, ela tinha quadris largos, cintura bem acentuada, busto cheio, pele mais dourada e cabelos de um dourado escuro mas brilhante, bem ondulados e longos, olhos verde claros, seu vestido era num tom alaranjado com nuances em vermelho e amarelo escuros, de anáguas longas e leves que não se apegavam a suas pernas apenas no tronco, num decote que destacava os seios grandes e redondos.

Sai segurava com firmeza ambas as cinturas delas, e sabendo que sua cena chamava atenção, pouco se importava e ampliava o sorriso faceiro e malicioso.

–Oh quanta pompa huh? – comentou Harumo.

–humpf, idiota. — resmungou Sakura.

– boa noite? – disse ele ao chegar.

–boa noite hã? – disse Naruto e levou uma cotovelada da esposa. — oque?

Hinata não deu importância a sua existência e sorriu cordial para as mulheres.

–Kasumi, está linda.

–ouvir isso da esposa do Hokage? Uma honra! Como vai Hinata?

–bem obrigada, Sai –cumprimentou – e você é?

A jovem loira se empertigou corando em seguida e reverenciou.

–se-senhores, é uma honra, senhoras.

–está é Ayaka, minha musa – disse ele apertando-a mais deixando-a ainda mais vermelha. — não é amor?

–a musa não era a Sakura? – disse Naruto.

– astres são! As mulheres da minha vida, então não fique com ciúmes certo Sakura?

–huh?

–ela nem lembra sua existência – desdenhou Kasumi.

–voce é linda, calada então – comentou ele.

–humpf, mais respeito com a mãe do seu filho.

–com as duas, aliás. – disse Sakura.

–viu?!

–duas?! – todos moveram os olhares para loira que se encolheu ainda mais, Sakura revirou os olhos e foi até ela abraçando-a.

–como vai querida hã? Ele não abusou de você não?

–na-não...

–tem certeza?

–hey, o que eu sou? Um pervertido? – disse Sai – ela é mãe do Fubuki, o mais novinho, eu falei deles não?

–oh é você? Estava curiosa já, você é linda- disse Hinata.

–e não é? Um doce, só teve má sorte com homens.

–todas tivemos- disse Kasumi com descaso olhando as unhas pintadas de verde escuro.

–não que você estivesse a procura de um né Amor? – desdenhou ele e ela deu de ombros com o nariz empinado.

–com vocês deixaram as crianças? – disse Hinata.

–com a babá de Yukine, ótima moça – disse Sakura.

–oh sim...- comentou ele e as três o encararam fazendo-o se empertigar – muito compentente! E-e as crianças gostam dela.

–ahãm...-disse Sakura.

–que tal irmos sentar garotas? – desconversou ele puxando as duas. – até mais, não fique nervosa Musa.

–voce também não, querido. — desdenhou ela, ele sorriu amarelo enquanto conduzia as duas, Kasumi revirava os olhos e Ayaka mantinha seu olhar curioso, mas tímido e inocente e sua face levemente dourada ficava salmão quando encarava Sai.

Muito inocente.

Talvez burra?

Para Sasuke tanto fazia, se ela já havia pego filho daquele cara, era tarde.

–como é o bebe? Parece com Haru? – disse Hinata e Sakura assentiu eufórica.

–é uma gracinha tão fofo e branquinho e... os olhinhos dele já dá pra saber a cor!

–pretos?

–Não! Puxou os da mãe! Olhinhos verdes lindos! Mas, o cabelo e o rostinho do pai... mas tem saúde é o que importa não?

–que cruel Sakura-chan.- riu Naruto.

–ué?

–Oh Yukine-kun esse assunto de adultos deve estar um porre pra você não? – disse Tsunade, ele negou rindo um pouco.

–tudo bem querido e não preste atenção na sem vergonhice do seu tio tá? – disse Sakura.

–ha-hai...

– veja os garotos estão ali naquela mesa – Hinata indicou onde Minato e Itachi discutiam algo e Touka revirava os olhos com os braços cruzados – pode ir certo?

–hai! – e ele foi o mais rápido que podia naquela yukata.

–não vá tropeçar huh? – avisou Sakura e ele parou por um momento acenando algo escapou da gola da pela e cintilou no ar, o pingente de leão, e então ele voltou a para a mesa sendo recebido pelos meninos.

–ele não larga aquele colar não é? – disse Naruto.

–não mesmo – suspirou Sakura – ele não teve muito tempo com o pai, sempre indo e vindo do orfanato, ele preza todas as lembranças dele, mais do que Yato, talvez.

–ele está uma gracinha de yukata – disse Tsunade.

–eu sei! Meu bebe é tão lindo!

Todos tomaram seus lugares novamente, o salão foi ficando cheio aos poucos, cada vez mais cheio, o mestre de cerimonias então começou com toda aquela baboseira, de discursos bonitos, apresentações e puxações de saco.

Ino esperava ver uma Sakura no mínimo nervosa, ou acanhada com tantos elogios, mas lá estava ela, postura ereta, mãos sobre o colo, atenção focada em cada palavra e sorrisos gentis e elegantes quando as plamas se direcionavam para ela.

Uma sutil e sofisticada atitude, de quem tinha certeza de que merecia cada elogio e cada palma, sem nenhuma presunção.

E sinceramente, aquela postura altiva, já estava deixando Ino irritada.

Sakura apenas era adorada, enquanto ela se matava para cosenguir um pouco de atenção, dos amigos, no trabalho, do marido, talvez até dos filhos, que apreciam agora nutrir uma profunda admiração por aquela mulher.

– e é com muito prazer, que eu convoco ao palco, para passar esse valorozo titulo, esse símbolo de vida e saúde para nossa aldeia, o nosso sétimo Hokage da aldeia da Folha, Naruto Uzumaki, por favor.

As palmas soaram altas e Naruto se levantou trazendo Hinata consigo foi até p palco, o mestre de cerimonia prosseguiu.

–nossos conselheiros, Juko Amasashi, Harumo Yagushi.

Os dois velhos se levamtaram e seguiram para lá.

–parar passar o titulo, Tsunade Senju.- Seguiu Tsunade – para dar validade, o responsável pela nossa segurança, Sasuke Uchiha.

–e lá vamos nós – comentou ele se levantando.

Quando estavam todos no palco, Kakashi se virou e tocou o ombro da antiga aluna.

–sua vez.

–hun.

–cuidado para não tropeçar.

–não esta ajudando, sensei.

–e por fim, para receber o titulo de cargo de Capitã do Corpo Médico de Konoha, Sakura Haruno.

Sakura se levantou, seguindo a passos decididos e fluidos enquanto arrastava a cauda negra atrás si, olhares e palmas. Ao chegar aos degraus do palco ela ergueu as duas mãos de forma graciosa e elas foram pegas, uma por Naruto e outra por Sasuke, um com olhar orgulhoso, e outro compenetrado, sério, para qualquer um que não o conhcesse bem. Ela subiu para o palco e se virou para frente, Sasuke recuou um passo enquanto Hinata vançou outro, agora segurando uma pequena almofada onde estava uma braçadeira branca com o símbolo do Corpo Médico, o Iryō Butai em vermelho, a qual Naruto pegou.

Sasuke usava uma no braço direito com o Simbolo da ANBU além de já o ter tatuado no braço, e Naruto como de costume, levava o sombreiro de Kage.

Ele foi até Sakura e a amndou por a mão na braçadeira, ela pos e sobre ela jurou proteger e curar todos que estivessem ao seu alcance, por a vida da vila em maior prioridade, e trabalhar todos os dias para que o Corpo Médico se fortalecesse, reforçando também o juramento pessoal de médica.

Tirou a mão e sob uma salva de palmas recebeu a braçadeira no braço esquerdo pelas mãos de Tsunade, recebeu um abraço desta e então um fotografo apareceu para tirar fotos de todos.

Então desceram do palco, e o jantar e festa foram iniciados, a banda subiu e a comida começou a ser servida enquanto Sakura continuava receber parabéns dos convidados.

Ino se levantou e seguiu até Sasuke que conversava com Kiba.

–foi tudo bem afinal huh? – comentou, e ele assentiu calmamente. — olá Kiba, Kaorin não veio?

–está ali com as garotas – ele deu de ombros indicando a esposa junto a Temari, Hinata Hinami e as crianças tirando fotos.

–Temeeee! – gritou Naruto e Sasuke revirou os olhos, e antes de se virar o loiro já tinha passado o braço em volta de seu pescoço e o puxava. -vamos lá!

–mas que merda, me solta Naruto.

–vamos lá uma nova foto do Time Sete o que acha?! A a ultima que tiramos foi depois da guerra e você estava horrível sm braço.

–voce também não tinha braço, e um cérebro, mas isos é desde que nasceu. — Sauske rebateu acompanhando-o até onde Sakura estava.

– Sakura-chan! Kakashi sensei!

–la vem ele – riu Sakura.

–hora da foto!

–are, are – disse Kakashi.

–vamos lá!

O Hokage chamou o fotografo puxou Sakura pondo-a entre si e Sakura e Kakashi, pelo menos não tentou por as mãos em suas cabeças, deixando-as em seus ombros.

–prontos?

–sim! — disse o Dobe, e Sasuke cruzou os braços enquanto Sakura deu um charmoso sorriso, tão diferente e tão igual ao de antes. O flash os atingiu. – pronto!

–ah não ficou boa – disse Temari ao lado do fotografo. — quer dizer, com a Sakura e o Sasuke assim de preto fica estranho!

–ora culpe ele – disse Sakura.

–huh? – disse ele encarando-a e ela deu ombros.

–o que? Eu sou viúva oras! E você é monocromático quem tem mais razão huh? Huh?

–certo façamos assim, Naruto, você fica no meio – disse Kakashi.

–yosh!

E la se foi a deliciosa ex esposa dar espaço, ao idiota, Naruto usava calça preta, mas uma elegante camisa laranja, fazendo-o se destacar entre os dois, Sasuke usava calça e camisa pretas afinal.

–agora sim! – disse a loira e Sasuke quase tirou a foto mostrando o dedo do meio para ela.

O flash veio outra vez e eles se separaram.

–vamos eu também quero foto! – disse Temari puxando a viúva. Naruto riu e Sasuke revirou os olhos vendo-as se distanciarem.

–parabéns – chamou e as duas se viraram mas ele encarou apenas aqueles olhos verdes – Capitã. – completou e ficou surpreso quando ela sorriu de volta de forma elegante mas que não escondia que estava feliz ao chegar ali.

–obrigada, Capitão.

–vamos! – chamou Temari levando-a para tiras fotos com todas as mulheres. Todos foram para as mesas para enfim devorar toda aquela comida e mal metade das pessoas havia terminado e já estavam dançando na pista.

–Musa?! – Sakura olhou para o teto numa expressão de derrota enquanto Sai a puxava para si pela cintura.

–oh não! –pediu.

–oh sim! Vamos lá minha deusa, mexer esse belo esqueleto que você tem.

–idiota! Eu estou cheia até a borda, e você trouxe duas mulheres dance com elas.

–eu bem queria, mas uma é tímida demais e a outra prefere pisar no meu ego que no meu pé.

–isso é verdade, mas eu não piso no seu pé, eu sei dançar viu? – disse Kasumi.

–oh vocês não têm jeito.- riu ela.

–pois é vamos dançar?

–não. Você vai querer me fazer girar e girar e eu não quero por o jantar pra fora! Eu só posso dançar de se for de forma... hum... suave – sorriu ela.

–isso eu posso providenciar.

Sakura se virou com uma expressão de choque reconhecendo de primeira aquela voz rouca e ronronada, encarou aqueles olhos azuis e deixou a boca s eentrabrir em surpresa assim como todos.

–voce...?

–oh você veio? – disse Sai com tédio.

–é bom te ver também branquelo.

–humpf.

–Re-Ren? – murmurou ela e o homem Yumi sorriu tomando sua mão com delicadeza, e beijado, encarando-a com seus olhos de gato.

–querida? Desculpe chegar atrasado.

–voce veio?

–mas claro, mas já que cheguei atrasado para a titulação, vou aproveitar e roubar a Capitã para a primeira dança, senhores – cumprimentou, com um aceno da cabeça enquanto a puxava delicadamente em direção a pista.

–que mala.

–apenas ele veio? – disse Temari. – nem...

–Yato está treinando, com os Hasegawa, — cortou Sai enquanto viam Ren conduzir a dama em uma valsa graciosa.

Touka deixou de olhar em volta a procura do dito herdeiro, quando vira o tio dele ali, realmente achou que veria sinal de Yato ainda que apenas em sua forma negra e felina, apenas um Yumi aestava ali, representando a aldeia e o clã Yumi, assim como o Kazekague não pode vir mas mandou um de seus conselheiros como representante, assim como as outras vilas.

–mesmo que teimasse me querer vir o avo não permitiria, é um homem rígido e de ideologia dura, se ele quer deixar Yato minimamente parecido com um Hasegawa, ele vai fazer de tudo para endurece-lo, e pra isso vale desapega-lo da saia da Sakura, da avó e de qualquer figura muito dócil.

–que cruel, para um garoto.

–é o jogo do poder, tem que ter fibra para segurar as rédeas dele.

–Kami, eles ficam bem, quero dizer, juntos. – comentou Hinami.

–também pudera, os dois são lindos – disse Kasumni.

–voce acha aquele gato velho bonito? – disse Sai.

–eu disse lindo, na verdade.

–sua... bem que você olhava não era? Com a barriga enorme mas olhava!

–era tudo o que eu podia fazer! Essa é a ijustiça da natureza para com a mulher, ficamos enormes gordas e lentas e só pdemos olhar carne bioa enquanto ela passa, e os homens? Não eles avançam nela com mais fome ainda!

–aff.

–só ouvi verdades...- cantaralou Temari.

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–oh, então foi Ren que mandaram, uma pena – suspirou Naruto ao olhar para a pista, Sasuke franziu o cenho e olhou, e foi onde viu Sakura flutuar na pista e girar de forma suava e lenta nas mãos do cunhado e irmão mais novo, Ren usava calça branca e uma bata de linho azul celeste.

–um Yumi...

–claro... eu tive a esperança de que Yuzuru pudesse mandar Yato, mas parece que os Hasegawa...

–ele está treinando certo?

–sim, duramente, com certeza.

–se ele puxou as habilidades dos Yumi, não seria perda de tempo?

–bom talvez, mas também porque o avo o quer por perto, além do mais, soube que Yato tem sim certa harmonia com os elementos trabalhados por eles.

–hn.

Quando a valsa acabou Ren a conduziu para um canto mais afastado do barulho e a abraçou.

Naruto foi chamado por alguém e Sasuke permaneceu observando a conversa de longe.

– are, desse jeito vai ser impossível mesmo – ele ouviu e olhou para a outro pilar reconhecendo os representantes mandados da Vila da Pedra e da Névoa observando a mesma cena que ele com expressões de degosto.

–pois é...

–mas são sete anos, ninguém tentou nada?

–quem iria tentar arracar a mulher do luto enquanto estava vivendo na casa do falecido?

Sasuke deslizou pelo pilar, escondendo-se da vista deles, continuando a ouvir.

–verdade, mas agora que ela esta aqui.

–vão chover pretendentes, Tsuchikage-sama bem que falou...

– três senhores feudais já procuraram consultarnos sobre ela.

–tres?!

–acha muito? Como eu disse, vão chover pretendentes, essa mulher não pode ou vai ficar sozinha muito tempo, logo vão casa-la com alguém...

–o mais rico vence então?

–o mais influente, seria o correto, alguém que agrade os interesses da Vila, do Diamante, e claro, que consiga consquistar ela.

– essa aprte não me parece difícil, investiguei as ultimas semanas dela aqui, esteve saindo com um musico.

–é? Mulheres adoram esses tipos mesmo huh? Algo serio?

–claro que não, ele já até se mandou da Vila.

Oh? O tal Ken havia partido? Era a única coisa boa que ele tinha ouvido até então. Sakura mau havia assumido seu posto e já queria toma-la como moeda de troca? Naruto ao menos sonhava com isso? Provavelmente não ou ele faria uma guerra. Ou talvez não... se Sakura casara com alguém de fora uma vez, e se isso trouxera benefícios uma vez...

–a fixa dele era limpa?

–briguinhas de bar apenas, típico dessa gente.

Os dois foram chamados por um terceiro se seguiram para longe dali.

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–está tudo bem mesmo? – disse ela pela terceira vez, Ren riu e parou encarando-a.

–eu que deveria perguntar mas agora que a vi, espetacular querida, espetacular!

–oh deixe de bobagem – resmungou ela abraçando-o.- ele está bem? – disse contra seu peito.

–está sim, pegando no duro... mas esta

–aquele velho! Meu bebe... não deixem judiarem do meu bebe, Ren.

–ninguém esta judiando dele, e você sabe, isso estava previsto a tempos.

–hum – suspiroiu ela se afastando.

–ele queria muito vir, certo? Mas como não pode...

–hum? Você o sequestrou pra mim?

Ren revirou os olhos diante do brilho dos dela, ela realmente esperava isso não?

–não.

–ah...

mas – continuou enfiando a mão no bolso. E puxando uma caixinha preta que pos diante dos olhos dela.

–oh não.

–sim, sim.

–oh Kami...

–Oh Kami...o que tem aí?

–vai saber se abrir, querida.

–ora eu sei! Pareço burra?

Ren riu segrando a caixa enquanto ela parecia uma criança ansiosa para abrir os presentes antes da hora, mesmo que já fosse a hora...

Sakura sacudiu as mãos.

–ai Kami...

–ande logo mulher.

–Ain!

Ela abriu a tampa, encarou o que havia e fechou.

–oh-meu-Kami.- abriu de novo e fechou, então se apoiou no ombro dele, deitando a cabeça em seu peito, com a mão ainda sobre a tampa.- eu não vi isso.

– é impossível não ver querida é...

–enorme!

–também...

–e é lindo!

–sim é.

Sakura ergueu a cabeça apenas para abrir a caixa e encarar o anel ali dentro. Fechou e voltou a choramingar.

–é divino! Ren... Reeennnn?!

–o que?

–tem a cor dos olhos dele!

–ai meu deus...- ele suspirou. – que exagero...

–é sim! São tão lindos! Como eu amo aquele olhinhos e...- ela abriu a maldita caixa e encarou a pedra de um azul profundo – é igualzinhooo!

–certo certo, agora que tal pormos no lugar a que pertence huh?!

–hun – ela choramingou tentando conter as lagrimas de borrarem sua maquiagem com as pontas dos dedos.

Ren ria disso enquanto tirava o anel e colocava em seu dedo.

–pronto, pronto, pronto, esta perfeito agora, veja, é lindo querida, como você.

Sakura encarou a mão com a pedra e assentiu com uma expressão chorona.

–é sim...

–que pretenciosa!

–baka! Falo do anel!

–o-o que está havendo aqui? – disse Temari. — oh Kami isso é...

–não é lindo?! – disse Sakura mostrando a mão, as unhas pintadas de vermelho, destacando a pele branca e o anel de prata com uma gema de um azul intenso e vivo, aumentando ainda mais o choque deles.

–vo-voce deu isso a ela? – disse Kasumi.

–foi o que me restou fazer, ser um mensageiro. — disse ele.

–um mensageiro...?

–meu bebe mandou pra mim!

–quem?

–Yato!

–ohhhh?! –todas elas puseram as mãos no colo, curando-se do susto e da impressão que tiveram.

–então é isso...

–ufa...

–huh? o que acharam?

–oh bem...

–ah que seja! Não é lindo? – o mulherio se aproximou para olhar a joia.

–gente que coisa mais linda!

–foi Yato quem mandou? Que bom gosto!

–puxou do pai! – disse orgulhosa – mas que bom que não é exagerado como ele...

–oh ele vai ser querida, com a garota certa – disse Ren.

–huh?! Não esta empurrando meu menino pra dondocas de novo está?! – ele revirou os olhos.

–não ele esta ocupado treinando certo?

–humpf.

–Ren oji-san! – disse Yukine enquanto vinha.

–olha só a ferinha está aqui, yoo!

–yoooo!

–olha só, como esta bonitão, só reconheci pela juba!- riu ele embaraçando a cabeleira do garoto fazendo-o gargalhar – está gordo também? Aposto que é sua mãe!

–haaai!muito cury! Hehe

–moleque sacana! ah que inveja, estou com saudades querida.

–voce não pode nem ficar?

–parto ainda hoje, e pensar que poderia comer e voltar me gabando pra aqueles dois...

–bobo.

–e o onii-san?! – disse Yukine.

–seu onii-san está treinando para se tornar um grande líder, mas vai ficar feliz de saber que perguntou com ele, ah alias! — Ren enfiou a mão no bolso procurando algo. -vamos lá, sei que está aqui...

–deixou a carteira? Sabe que me deve vinte mangos né? – disse Sai.

–haha, que eu saiba é o contrario, alias, quero minha grana!

–serio? –Kasumi deu um tapa no peito dele.

–voce deve pra deus e mundo mesmo né?!

–calma amor...

–babaca!

–ah achei!- Ren então tirou uma simples moeda de cinco ienes e extendeu a Yukine – seu irmão disse que tem um pedido, mas que você já sabe qual é, e aqui está o pagamento.

–oh, bons tempos – disse Sakura pondo a mão em sua cabeça, ele a fitou e sorriu pegando a moeda, lançou-a no alto e pegou com exatidão.

–hai! Diga a e ele que seu pedido foi ouvido em alto e bom som por Sekki!

–eu direi – ele riu e saiu correndo junto aos garotos.

–quem é Sekki? – dizia Minato curioso.

–eu!

–huh?

–ele ficou realmente feliz, Ren, obrigada – disse Sakura.

–não a mim, Yato a mandou mesmo.

–oh sim meu Yatogami!

–aff.

–Yatogami? –disse Hinata.

–hai, quando eles eram pequenos, brincavam de ser deuses, corriam por aí realizando pedidos em troca de moedas de cinco ienes, o Yatogami e seu parceiro Sekki, crianças...

–me pergunto que pedido foi esse...

–oh quem sabe? No fim, é algo deles, é coisa de irmãos.

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“Agora é com você, Yukine, proteja a mamãe.”

–yosh!

“Onii-sama...”

*********************************************************

–eu sei que você pode... Otouto...

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–aumentem a segurança em torno de Sakura – Ren disse, Sasuke ergueu a cabeça, encarando sua seriedade e a de Naruto enquanto ele assentia.

–porque? Algo esta acontecendo?

–não temos mais que suposições, nunhuma prova que leve a conclusão de que Sakura seja um alvo, mas o Clã Yumi é, de modo que estando longe ela pode vir a se tornar um.

–quem está ameaçando vocês?

–suas reais intenções nos são um mistério, mas ela vem se movendo a décadas em torno de nós, tentando no enfraquecer, ajudando nossos inimigos, sequestrando e matando alguns de nossos membros durante a guerra, se tudo para nos derrubar do poder na vila, ou tomar nossa herança, não sabemos, houve uma tentantiva de sequestro um mês atrás, e assim que percebemo que não era um sequestro comum, reforçamos a segurança, inclusive na vila, avisamos aos Hasegawa e eles vão assistir Yato ainda mais.

–e a um mês? E só agora...

–não, eu mesmo mandei vigiarem ela – disse Naruto.

–sem me informar?

–eu tenho ANBUS em meu comando, Sasuke, e como Ren disse o risco de alguém vir atrás de Sakura não foi comprovado, visto que ou querem derrubar o clã ou tomar sua herança sanguínea, e Sakura está longe deles agora.

–mas agora querem que a vigiem, porque?

–documentos foram roubados, eles ligam Sakura a nós, como médica, podem querer...sua medicina.

–eu vou ouvir seu pedido Ren, mesmo que Sakura vá ficar irritada... por não saber, se ela sonhar que tem alguma ameaça sobre Yato...

–ela pira, e não queremos alarma-la a toa, principalmente agora que esta se enchendo de responsabilidades aqui, mesmo que Yasuhiko possa ter se revirado no tumulo por ela ter voltado pra cá, não vamos arrasta-la de volta porque qualquer motivo.

–sim...

Ingorando a vontade de perguntar porque o Yumi destetaria tanto a volta de Sakura para casa, Sasuke se ateve a algo mais importante.

–essa organização que os persegue...- começou, clãs eram sempre e constantemente vitimas desse tipo de gente afinal – quem são?

Ren suspirou e pronunciou com desgosto e raiva.

– se denominam... Aogiri Tree.

Sasuke nunca ouvira muito a respeito, mas lembrava de tal nome em trechos de conversas de Orochimaru, e só por isso, já não gostou do que descobriu e ficou ainda mais irritado com Naruto.

Ren partiu naquela noite, na semana que se seguiu acabou sendo de mais comemoração, eles, se reuniram em famílias na casa de Sakura, e comemoram também, na Casa das Tulipas, a classificação de Ino, ela havia passado, totalmente, e era uma enfermeira outra vez, uma médica ninja de novo.

E daquela vez não houve clima ruim nem uma Sakura extramentente furiosa, porque ela não havia se zangado antes por causa de Ino, mas tinha ficado indignada com as notas dos participantes do concurso. Porque havia se trnado muito rigorosa mesmo.

Ele e Naruto providenciaram ANBUS ao redor dela com a desculpa que er apor ela ter assumido um posto importante, ela não se imporou na verdade, só não aceitaria que isso interferisse na rotina de Yukine. E além de não saber o verdadeiro motivo, ela não sabia que Sasuke providenciara mais ninjas que o necessário para segurança de um garoto, isso porque ele era um Yumi, estando ou não levando esse nome e até onde se sabia daquela organização, o alvo dela, eram os Yumis.

Apenas eles.

E cinco longos meses se passaram, a primavera acabara, o Outono se encerrava aos poucos, e toda Konoha estava com frio e dourada.

Ele não sentia frio ao pensar em como sua vida seguia e nem Sakura, ela sestava feliz e em paz.

Mas nem ela nem ninguém poderiam adivinhar o que o futuro reservara para uma noite de outono, que deveria ser como qualquer outra.

Sasuke se lembraria dela para sempre, todos no escritório de Naruto, aquela noite, se lembrariam para sempre.

Ele chegara de uma corrida alucinada, tudo o que pensava era em ir para perto dela e de Yukine manter os dois juntos para quem sabe assim acxalmar Sakura um pouco.

Ela deveria estar em choque e desesperada.

Mas quando ele adentrou pela janela e olhou em voltam encarando apenas rostos assombrados ele não contava que acharia uma Sakura tão furiosa, tinha certeza que ela se zangaria, mas também que ela choraria.

Mas nunca, jamais, que a encontraria tão furiosa, tão rancorosa, tão descontrolada...

Que nem a reconheceria.

Ela parecia um demônio.

Uma besta em tons diferentes do seu usual, olhos em sangue e negro.

E uma voz desumana e congelante.

– eu os quero... Mortos! – rosnou entre dentes um tanto aguçados demais agora.

Ela não queria consolo, não queria o que fora roubado de volta, mas sim um castigo.

Ela não iria chorar como uma mãe faria, ela exigia vingança.

Porque Yato Yumi fora sequestrado.