Talvez - EM HIATUS
1 Capítulo 1
Notas iniciais
mas disso eu duvido
Ela tremeu...
Ela congelou.
Ela se despedaçou.
Cada gemido, cada som, cada movimento.
Cortando-a.
Dilacerando-a.
E quando eles gemeram juntos, deixou escapar um grito abafado.
E os dois corpos estacaram e se voltaram para ela.
-Sa-Sakura...?!
-Sakura...
Sakura não respondeu, seus olhos secos entupidos com aquela cena.
Ela sabia que nunca mais aquilo sairia de sua mente, NUNCA.
Se virou e saiu do aposento, arrastando os pés de forma mecânica, sem piscar, tremendo.
Sua mente ficou em branco e só havia aquela cena grotesca a sua frente.
Tentava lembrar o que havia acontecido antes de ver aquilo e começou a descer as escadas.
Ah, sim.
Ela havia saído tarde do hospital.
Havia procurado um lugar para comprar bons ingredientes para fazer um bom prato para o marido.
Ela queria agrada-lo, o último ano vinha se tornando um inferno e seus demônios eram as dezenas de testes de gravidez, negativos.
Negativos.
Sempre negativos.
Mesmo sua saúde e a dele sendo perfeitas.
Mas ele não acreditava mais nisso.
Para ele ela era seca.
SECA.
Nunca lhe daria um herdeiro.
Nunca realizaria seu sonho.
E dizia isso com todas as letras.
Ela sabia que ele já havia retornado da missão. E resolveu ser rápida, passaria na casa de Ino apenas para pedir emprestada uma forma de bolo, estranhou a casa em silencio e imaginou que Ino estivesse descansando dos turnos no hospital, um tempo do qual Sakura sentia falta, estava agora sempre em casa, sendo uma dona de casa, sendo a respeitada senhora Uchiha.
Sendo o que sonhara.
Ela subiu as escadas e ficou até receosa quando ouviu os gemidos abafados. Ino devia estar tendo um bom tempo com algum namorado e ela não iria atrapalhar já dava a volta quando ouviu aquele nome ser gemido com vontade.
-Sasukeeee...Isso!!!
Então ela entrou.
E ela tremia até agora, tudo parecia surreal.
Tudo parecia girar e a realidade se misturava as suas lembranças.
Lembranças da infância e adolescência.
Lembranças deles.
Seu amor, sua melhor amiga.
Lembranças felizes e dolorosas que ela havia guardado dentro de si com amor, com zelo.
E que agora ardiam, se tornavam cinzas.
E só aquela imagem ficou.
Ela se encravou ali, se sepultou e já começava a apodrecer. E apodreceria para sempre.
-Sakura! Sakura! — Gritou Ino descendo as escadas quase tropeçando no lençol que era única coisa que cobria seu corpo – Onegai! Não vá assim! Eu...por favor eu...por Kami eu não queria! Você tem que me ouvir! Sakura...!
Sakura olhava em volta perdida muito longe, ela riu mexeu no cabelo, não sabia porque era com se precisa soltar algo, algo monstruosamente pesado algo que nem conseguia definir ainda, talvez lá fora descobrisse o que era, tinha que sair dali.
Ou aquele cheiro imundo de sexo a mataria, se virou na direção da porta e antes de se virar sentiu a mão envolver seu braço e então a realidade voltou.
-Sakura não! Por favor! Me deixe explicar! Sakura!
Ela se voltou para loira, encarou aquele rosto úmido de suor, a maquiagem borrada, o transtorno nos olhos azuis, o medo.
Os seios quase amostra.
E então Sakura descobriu o que era aquele monstro.
Ela o libertou.
Ela se tornou ele.
-SUA VAGABUNDA!!!- Berrou, Ino recurou em choque tremendo meneou a cabeça os lábios tremeram e ela gritou quando foi empurrada para o sofá, Sakura motou nela e começou a bater, — sua vagabunda! Vagabunda! Vadia!!
-Sakura! Perdão! Por favor pare!!
Ela segurou seus braços era mais forte, muito mais sabia disso e por Kami, nunca, nunca agradeceu tanto por ter essa força, e iria se aproveitar dela o máximo agora.
Segurou os braços de Ino e os puxou para baixo firmou os joelhos sobre eles e então teve toda liberdade para bater, socar, estapear, aquele rosto...Aquele maldito rosto.
-Saku—Sakura!- gemia outra.
-desgraçada! Traidora! Vadia!! Eu confiava em você! Eu abri pra você todos os meus problemas! Minhas dores! Cretina! Falsa!!Sua porca nojenta!!
- Sakura! – Rugiu Sasuke em algum lugar que sua mente ignorou então foi puxada pela cintura e se debateu.
-me solta!me solta! Eu vou matar essa vagabunda!! Me soltaaa!!!Vadia!!!
Ino se sentou e se encolheu com o lençol o rosto sangrava inchava e arroxeava.
Soluçou,e gritou de dor.
-me desculpe..
-vagabundaa!!
-deixe de ser infantil!- Rugiu Sasuke mais uma vez, a soltou e a virou para si para encara-lo e ela o fez, e sentiu o monstro crescer mais, estava de calça mas mau a fechara o cabelo ainda mais desgrenhado que de costume o peito alvo cheio de arranhões que ela sabia que não eram decorridos de uma batalha, agora sabia.
Era feitos por unhas longas e bem cuidadas, encarou os olhos dele, e só viu censura, só, nem ao menos vergonha. Nem ao menos remorso.
Acertou-lhe um tapa e o viu encara-la com a face vermelha mas não tanto quanto seus olhos, os malditos olhos, os olhos que ele tanto almejava ver em crianças.
- pare com isso- Ordenou ele com toda imponência de um Uchiha, e ela nunca sentiu tanto asco dessa atitude como agora.- vai chamar os vizinhos, eu não quero escândalos Sakura...
Ela gargalhou, gargalhou alto e o viu enrijecer, Ino parou de soluçar e a fitou em choque.
-você...trepa com a minha melhor amiga...e não quer um escândalo?...foi isso que eu ouvi? Sasuke?
Ele passou língua nos lábios ponderando uma resposta.
-Sakura... por favor...aconteceu e...- Soluçou Ino.
-aconteceu? Quando?
-foi...
-isso não interessa – Cortou ele, agora não tem mais volta, você não podia me dar filhos Sakura..
Ela gargalhou de novo e tapou a boca já sentindo o os olhos cheios de lágrimas e a facada que ele havia cravado antes se afundar mais.
-então é isso? Eu não te dei um filho e por isso você acha que ela poderia?! Ela?!
-eu não acho...eu...Tenho certeza, agora...
Gelo.
De novo.
O tempo parou e seu coração também, ela se moveu lentamente para encarar Ino e esta se encolheu com o rosto banhado em lágrimas.
-me...desculpe...- Murmurou.
Sakura berrou de novo e caiu em cima dela, as mãos em seu pescoço apertando enquanto ela se debatia sentindo a morte.
-Sakura!- Sasuke avançou e com uma braçada ela o lançou contra parede e voltou a esganar a outra.
-um filho! Maldita! Você roubou tudo de mim? Assim? Tudo! Eu te odeio! Te odeio! COMO VOCÊ PODE FAZER ISSO COMIGO?!!INOOOOO?!!!
Ino não respondeu roxa já sem forças para tentar empurra-la enquanto a outra deixava as próprias lágrimas banharem o rosto dela.
-responda!!responda sua vagabunda!!
-você vai...Mata-la...-Gemeu Sasuke enquanto tentava se levantar – Sakura...vai matar meu filho...
Sakura parou.
Filho...
Seu.
Não deles.
Só dele.
Afrouxou as mãos e Ino voltou a respirar abaixo dela.
-Saku-...- Ino tentou puxa-la pela manga mas ela simplesmente se soltou e se levantou indo para porta, passou por Sasuke agora em pé.
O ignorou novamente perdida da realidade.
Saiu pela porta sob a chuva intensa que caia chegou ao portão e esbarrou com a mãe de Ino caindo no chão enlameado seu rosto foi coberto pela lama e sua lama pareceu se afogar nela também.
-Sa-Sakura-chan?- Ela se abaixou tentando puxar o morto vivo que a kunoichi se tornara.
As pessoas do distrito Yamanaka se aglomeraram nas portas até saíram na rua abrindo guarda chuvas para assistir tudo.
-o que houve? Sakura?
-Sakura!!
A mulher se voltou para a porta de casa vendo em choque a filha aparecer envolta num lençol desgrenhada e roxa, suja de sangue.
E então o herdeiro Uchiha logo atrás.
- Ino...?
-o-okaa-sama...
Ela se voltou encarando os dois, deixou o guarda chuva cair.
-Ino...o que você fez?
Ino ia responder mas travou tal como todos ao verem a outra mulher a criatura enlameada se erguer tremula, com se acorda-s ela olhou em volta encarando cada rosto reconhecendo alguns outros não, mas tendo uma forte certeza de que nunca esqueceria. Nunca esqueceria aquele dia.
Ela fitou Ino, a mãe dela, Sasuke e olhou para si mesma para a lama envolvendo seu corpo, parecia que saia da pele dela pois a chuva não a lavava de forma alguma.
Ela olhou para o céu vendo relâmpagos iluminarem as nuvens nebulosas.
-eu...eu...NUNCA FUI TÃO HUMILHADA EM TODA A MINHA VIDA!!!
As pessoas chocadas começaram murmurar, e enquanto ela cambaleante seguiu em frente pela rua a passo arrastado e vacilante, e ela desapareceu por toda noite.
Sasuke perdera a conta de em quantos lugares a procurara, e de quantos ANBUS despachara atrás dela.
Ele só havia feito isso depois de sair da casa de Ino, e se arrependia, se arrependia de ter ficado e ouvido tudo o que ouviu depois.
Ele fora um canalha.
Disso tinha consciência, já havia traído sua esposa, já havia procurado um herdeiro em outros ventres, e nem percebeu quando havia caído na cama de Ino em busca disso, e conseguira, ela estava com algumas semanas, mas era dele.
Aquilo era pra ser uma comemoração, pois não pretendia toca-la mais.
Não pretendia se separar, mas agora sabia que era o melhor para seu filho.
Filho que Sakura nunca lhe daria.
Mas ela era amiga de Sakura, uma irmã, quão irônica a vida podia ser? Porque não uma vagabunda cujo o nome ele já tivesse esquecido?Porque logo Ino? Logo ela foi conceber?
Mas isso não importava mais.
Ele teria o que sempre quis.
Teria um filho e daria continuação a seu clã, com ou sem Sakura.
Ainda que tivesse sido melhor se fosse ela.
A mãe de Ino não falara nada até entrar na casa e fechar a porta.
-Ino, o que você fez?
-eu...okaa-san, eu não queria, aconteceu...e...
-então é mesmo o que estou pensado...Você deitou com o marido da sua amiga.
Foi estranho como mesmo ela usando um termo mais ameno para o ato isso pesou mais que os outros, que o que Sakura usou.
A mulher voltou os olhos castanhos para ele, estava chocada sim, mais séria, era uma viúva serena até onde ele percebera.
-mamãe eu...
-você é uma vergonha.- Sasuke, sabia era para ele, ela então encarou a filha- eu tenho vergonha de você.
-okaa-san...
-VOCÊ É UMA VERGONHA!!- Explodiu ela — uma vergonha, minha filha deitando com homens casados!! Por Kami! O que fiz para merecer isso? Primeiro meu marido, meu amor agora isso! ISSO o que eu fiz? O que?! Inoichi o que?!
-mamãe não fale assim...papai se foi e...
-e queria ter ido também! Nunca quis tanto assim, eu perdi meu amor para guerra, eu aguentei a dor aguentei tudo, Ino, tudo por você! Por que não queria abandona-la queria te assistir por ele! Queria ver você se florescer pra quando eu me fosse poder encontra-lo e dizer..Meu amor...eu consegui...eu consegui... nossa filha...era pra ser nosso orgulho!
-mãe!
- e o que você fez? Traiu a mim traiu a todos, nos envergonhou em frente ao clã traiu sua amiga, sua irmã com ele!- Apontou Sasuke- logo ele?! De todos? Você disse que tinha esquecido! Ino!
-eu esqueci eu juro isso não é nada não estamos apaixonados eu juro foi só um erro...
-erro? Erro? Isso é um pecado!!
-estou indo embora.- Anunciou ele, farto daquilo deu as costas – conversamos depois Ino...
-depois? !- Indignou-se mulher.
-mãe...-Ino se aproximou dela segurou sua mão e tentou sorrir.- eu...estou grávida...do Sasuke...vamos ter um bebe...
Olhos castanhos se arregalaram e foi a última coisa que Sasuke quis ver foi para porta sentindo o silencio, tinha que encontrar Sakura, logo.
Mau havia descido as escadas quando ouviu os gritos de Ino e resolveu ignorar, seu filho estaria seguro a avó nunca faria nada contra ele, então Ino foi jogada em suas costas, ele quase caiu e loira foi para lama envolta no lençol.
-MAMÃE!!!- Berrou ela.
- suma daqui! Suma daqui sua vagabunda!!
-ma...mãe...
-sumaaa!!
-o que está fazendo?!- Rosnou Uchiha de forma que faria uma montanha tremer, mas a mulher mais velha o encarou de forma que ele tremeu internamente, só sentira isso uma vez desde que passara a ter uma vida normal, e foi quando o olhar de Sakura o atingiu quando ainda estava na cama com Ino. Quando assistiu os olhos verdes perderem o brilho de tal forma que embaçaram.
-suma daqui- Rosnou a mulher- e leve essa vagabunda!
-você está...expulsando sua filha...grávida?
-eu não tenho filha! Não sei quando deixei de ter, mas isso aí não é minha filha, nunca será!!
- que espécie de mãe é você?!
-eu não tenho que ouvir sermões de um moleque!
-você não sabe com quem está falando...
- um moleque! Um lixo! É só o que eu vejo a minha frente! Um moleque tão infantil, tão arrogante, que corrompe tudo o que toca! Você não presta pra vida que tem! Você não vale nem ela! E ainda se acha no direito de se procriar?! Você é uma vergonha para seu clã!
-não sabe nada sobre o meu clã!
-eu sei sobre um herói!- Ela rebateu e ele se silenciou, ela ofegou e continuou — eu sei de um herói que deu a vida por quem amava, por sua vila e seus ideais e agora estou vendo tudo pelo o que ele lutou, por quem ele lutou não se tornar mais que lixo! — A mulher respirou fundo e grossas lágrimas rolaram por seu rosto enquanto fitava antiga filha. –tal como meu marido...- deu as costas e entrou batendo porta e só a chuva fazia barulho e a chuva e os cochichos dos vizinhos Ino se encolheu ao percebê-los ele a puxou pelo braço e deu um jeito de saírem de lá, e levou até a casa de Naruto onde foram recebidos por Hinata, pois o Hokage só voltaria na manhã seguinte, não perdeu tempo dando explicações, apenas deixou a mulheres lá e saiu a procura de Sakura.
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Como se acorda-se ela voltou a realidade, de repente consciente de tudo, se viu dentro da sala de casa.
A tremedeira continuava.
Ela subiu as escadas, e entrou no quarto.
- Sakura ?!
Ignorou. Apenas seguiu para o armário e pegou uma toalha limpa ao passar pelo espelho parou e se fitou, seu cabelo estava duro seco por causa da crosta de lama que o cobria tal como seu rosto, colo, o vestido favorito dele.
O viu pelo reflexo e viu que ele a avaliava, sem expressão tal como ela.
Seguiu para o banheiro entrou e ligou o chuveiro entrando embaixo dele ainda roupas.
Sasuke soltou o ar sem perceber que o havia prendido.
Estava preparado desde que a sentira lá embaixo, preparado para outra onda de gritos, xingamentos, tapas...
Ódio.
No entanto ela mal o fitara, quando ouviu o chuveiro presumiu que talvez ela tivesse se acalmado seja lá onde estivesse.
Desceu as escadas e ouviu a companhia, seguiu até porta ao abrir viu o Hokage adentra-la puxando-o pela camisa.
-diga!
-Naruto...
-diga que não fez! Diga que não fez o que toda Konoha está dizendo! Diga que não fez o que Ino disse, diga isso Sasuke!!
Sasuke respirou fundo, e se desvencilhou dele.
-eu fiz...
-Sasuke...
-e agora não tem jeito Ino está grávida e...
Um soco o fez recuar e irritado, irritado desde ontem, ele avançou para revidar Naruto desviou e avançou os dois se atracaram mas não por muito tempo.
- pare, Naruto.
Se soltaram e se voltaram par a escada, Sakura continuou a descê-las.
E parou diante deles.
-Sakura-chan...Eu...
-não diga nada, preciso de um favor.
-favor...?
-não é hora para isso, saia Naruto, eu e Saku...
- não diga meu nome — cortou ela, com a voz controlada, quase serena se não soasse tão gelada, e foi com se duas pedras de gelo verdes estivessem no lugar de seus olhos quando o fitou, ainda havia água escorrendo do rosto dela graças ao cabelo curto e encharcado. Ela não devia ter nem sequer se secado, apenas saíra do banheiro e se vestira. – tenho nojo do meu nome em sua boca.
Aquilo o fez parar de analisa-la e encara-la, e ele viu mesmo o nojo gelado sendo estampado em seus olhos.
-não quero sentir mais nojo de mim do que já sinto, quero o meu nome limpo, principalmente quando voltar a me chamar Sakura Haruno...
-Sakura-chan isso...-Ela encarou Naruto.
-estarei indo a seu escritório daqui a pouco, vou pegar uma missão, longa de preferência, também vou deixar assinados os papéis de divorcio, com você é Hokage tenho certeza que estará tudo finalizado em questão se semanas, vou arrumar minhas coisas.
-não pode sair em uma missão, você está fora do trabalho lembra? E não está em condições pra isso... Tem que resolver as coisas com o Teme e...
- não há o que resolver, vamos nos divorciar, ele vai casar com a mãe do filho dele e eu vou embora.
-você não vai embora- Declarou o Uchiha.
-ficar aqui, e dividir a cama com você e ela eu não vou, definitivamente.
-Ino vai ter um filho meu você querendo ou não, e não muda o fato de que ainda é minha mulher... E só isso...
-só? — Ela disse sarcástica - só? Realmente é muito pouco, eu me conformei com pouco achando que tinha tudo, que tinha o mundo, me diminui, me apaguei, mas isso acabou, se vai casar ou não com ela pouco me interessa, mas sei que vai fazê-lo, cedo ou tarde você iria me jogar fora, e só está zangado por que estou fazendo isso primeiro porque ninguém pode ultrapassar o grande Sasuke Uchiha, eu estou jogando o lixo fora, não, eu estou saindo dele, de vez, estou me limpando, e se não deixar, eu saio nem que seja matando um de nós, por que você só vai me manter aqui se me matar, e se for preciso te matar pra sair, eu não vou estar nada relutante em fazê-lo agora.
Ele levou a mão para agarrar-lhe o braço mas teve o pulso contido por Naruto os dois o encararam vendo-o de cabeça baixa, ele suspirou pesadamente, ergueu a cabeça e fitou Sakura.
-esteja lá assim que puder... Eu não sei se tenho, mas... vou arranjar algo para você.
-Naruto? — Rosnou o outro, Sakura concordou e deu as costas indo para as escadas mais uma vez.- o que você fez?- Continuou o Uchiha se desvencilhando e seguindo a mulher, Naruto seguiu para porta depois de lançar um olhar para o retrato do antigo time 7 sobre a estante e se perguntar uma vez mais, depois de anos, por que as coisas não podiam ser como naquele tempo.
Sasuke entrou no quarto e parou para localizar a esposa em frente o armário, ela tirava e escolhia roupas sem muita pressa, largava no chão mesmo as que não queria e as outras levava para a bolsa aberta sobre a cama. Ele caminhou até ela e se sentou pousando os cotovelos sobre os joelhos, entrelaçou os dedos e observou.
— onde vai ficar? – Perguntou.
-em qualquer lugar, ainda não peguei a missão.
-estou perguntado sobre Konoha, onde vai morar?
-tenho a casa dos meus pais.
-disse que não gostava de lá, que trazia tristeza.
-posso lidar com a tristeza melhor que com o nojo.
-eu...Não aqui, não na nossa cama.
Ela não respondeu, mas sabia que havia entendido, nunca uma outra mulher esteve na cama deles.
Sakura veio e jogou algumas roupas na bolsa para então voltar continuar a explorar o armário.
-sabe o quanto quero ter um filho.
- sabe o quanto queria da-lo, mas se era tão fácil assim, se qualquer uma servia era só ter me despachado logo.
- eu estava ficando...
-desesperado? Poupe-me Sasuke, você tem vinte anos, faz ideia de quanto tempo ainda tem? Trinta anos seria o normal, você se adiantou uma década e ainda estava desesperado? Estava com tanto medo assim de viver pouco? Preserve sua saliva, nós dois sabemos que não, você não teme nada afinal.
Ela parou, olhou o armário vazio por um momento então se abaixou e recolheu as roupas que havia largado.
-vou me livrar disso.
- o que?
-eu e sua Mulher nunca tivemos o mesmo gosto.
-você, é a minha mulher.
Mas ela não voltou saiu do quarto e quando voltou e abriu a porta o cheiro de queimado adentrou. Foi direto para o banheiro e voltou trazendo caixas, caixas de remédios e principalmente as caixas com exames de gravidez não utilizados que ela jogou no lixeiro ao lado da porta, voltou com os próprios produtos de higiene, largou na bolsa e pos a mão na cintura olhando em volta, e ele seguiu seu olhar, procurando calor nele, ainda que fosse de ódio, ele queria seu ódio, queria discutir, queria que ela gritasse, queria de alguma forma ter a razão mesmo sabendo que não tinha e queria cansa-la até não pudesse mais lutar contra ele se conformasse.
Então a viu elevar a mão esquerda e sentiu o coração parar, uma parada que durou todo o tempo que ela levou para puxar a aliança do dedo, ainda lembrava que foi difícil achar um anel compatível com aquele dedo pequeno que não fosse de estilo infantil, teve que mandar fazer a seu gosto, e vira o brilho que agora faltava nos olhos dela se intensificar quando visualizou a peça pela primeira vez, e o aborrecimento não foi mais importante.
Sakura lhe estendeu a peça e mesmo não querendo, não queria...
Ele se viu abrindo a mão e o mimoso anel caindo sobre sua palma, pesando como nunca na vida algo pesara.
Sakura se voltou para fechar a bolsa e seguiu para a porta.
-sabe...- Ela disse ao parar na porta – pode achar o que quiser mas, espero que seja muito feliz, para que ao menos isso compense o sofrimento que está causando.
E dito isso ela saiu batendo a porta.
E o tempo pareceu voar.
Ele odiou isso.
Mas odiaria ainda mais quando tudo parecesse mais lento.
E seria forçado a seguir esse fluxo.
Notas finais
eu fiquei
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