Notas iniciais
YOOOOOOOOOO! Esse cap vai ser beeeem curtinho, mas é só pra que sintam a tensão. a ação ficará por conta dos próximos. Mas acho que vão gostar... acho...

“Eu, sozinho,

Acabo ficando transparente,

Invisível...”

— quanto tempo você aguenta... se eu quebrar... isso aqui?

O estalo ecoou pela sala úmida, o sangue fétido embaralhando seus sentidos, embrulhando sua alma tal como sua mente, e mais uma vez, ele só podia gritar.

Não por socorro.

Já havia cansando a tempo, mesmo que nem houvesse passado muito.

Ele fazia o inferno, e o inferno se arrastava na velocidade da eternidade.

“Espalhando-se infinitamente, o isolamento torna-se entre laços.

Ria inocentemente, memórias estão emperradas.”

Nunca ousou dizer que palavras eram seu forte, nunca ousou achar que elas eram mais do que palavras, ações valiam mais, mas imobilizado como um animal, levado a maior loucura que tanta dor poderia prover, palavras eram tudo o que tinha para se agarrar.

Para que sua mente não se despedaçasse.

Até que ele o fizesse começar a contar.

E mesmo que números parecessem mais fáceis, ele percebia, estava enlouquecendo, e cada sete tirado do total, uma parte dele, se perdia, para jamais voltar.

—quanto é Mil menos Sete?

E só então percebia. Que estava tudo começando outra vez.

“Deixe se quebrar, não deixe se quebrar...”

—novecentos... e noventa e três... novecentos... e oitenta e seis... nov-ecentos... e setenta e nove... novecentos...novecentos...nove...cet...

— quanto tempo você vai durar afinal? Alias... quanto tempo vou esperar ainda... pra ter sua Kagune... e te devorar? Huh? Yaboku?

“Diga-me... diga-me...

Há alguém dentro de mim?”

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Não puderam esboçar qualquer reação antes que as portas se abrissem e um grupo de ninjas adentrasse, trazendo consigo uma garota, ela era bonita, cabelo negro, pouco longo, olhos violeta, usava uma roupa comum e ensanguentada mesmo parecendo estar bem. Rosnava e tentava se soltar das cordas que a envolviam como um animal acuado.

Eles a puxaram para o chão e se curvaram para reverenciar enquanto ela tentava rolar e se levantar.

—Sakura-Ouhi-sama, nós encontramos a suspeita, estava em fuga, e quando tentamos intercepta-la, nos atacou.

—oh? – Sakura arqueou a sobrancelha? – mas porque fugir? Porque lutar? Eu só pedi por um simples interrogatório, nada mais.

—quem é ela? Sakura? – disse Ren.

A moça se pôs sentada sobre os joelhos, seus braços estavam amarrados a frente do corpo de modo que os punhos ficavam contra o colo abaixo do queixo, os nós pareciam apertados e desconfortáveis e ela fitava o chão com a face escondida sobre a cabeleira. Ela não devia ter mais que dezesseis anos mesmo.

— ao que parece esta pequena criança vinha se aproximando muito de Yaboku nos últimos dias, Yuri disse que eles se tornaram bons amigos, seu nome é? Iki Hiory, Não é isso?

A garota não respondeu, Sakura se levantou sem pressa e desceu as escadas.

—voce era o que mesmo? Ah, uma vendedora de flores, bom nada contra, mas você sabia bem que Yato não é... como posso dizer... adequado? Talvez isso, para sua posição não é? Ainda assim não é como se eu não o entendesse, tenho certeza que se ele deixou você chegar até ele, a considerava uma boa amiga...

—amante...- a voz meio rouca soou, Sakura parou em frente a ela e a viu erguer a cabeça e encara-la com indiferença – eu era sua amante. – declarou firme.

—amante? Yato tinha uma amante?! – disse Ren – não é possível, os Hasegawa teriam nos dito ainda que fosse só um casinho...

—ele não é casado, é jovem, é normal, mas ainda sim, não sabermos? – ponderou Sai.

Sakura riu o som encheu a sala de uma tensão que só ela não sentia. Ela riu para cima e ao baixar o olhar encarou a moça e negou sorrindo.

—não era não.

Iki Hiory se ergueu de uma vez e foi nela, contida pelas cordas só pode encara-la de bem perto.

—eu era...! – rebateu acidamente – eu deitei com ele!

—não deitou não...

—fiz amor com ele!

—não fez não – Sakura cantarolou e ela rosnou furiosa e então foi puxada com violência pelas cordas e largada no chão. A mulher voltou a caminhar a volta – você não fez nada disso, o que? Acha que não conheço meu filho?

—não é seu filho!

—É mais do que foi seu “amante”, criança, com quem pensa que esta lidando afinal? Yaboku foi criado diante de coisas belas, é herdeiro de um clã que cria lindas joias, e que sabe medir as pessoas só de olha-las, avalia-las, e o tempo em que um rosto inocente assim me enganava, já passou, eu sei exatamente o que agrada Yaboku numa mulher, se não sua beleza, seu temperamento, você não tem nenhum dos dois.

—ele era meu!

— o que voce fez? Sorriu pra ele um modo “fofo”? Falou de uma forma doce? Ouvia-o até que ele cansasse de falar? Meu filho é um homem, não um babaca, ele não aprecia mulherzinhas cheias de frescuras, não aprecia uma mulherzinha que fala fino pra agrada-lo, esse não é ele, não está no sangue dele, o máximo que voce fez foi bancar a coitadinha da vendedora de flores e ganhar a amizade dele, talvez compaixão? Talvez pena? A quanto tempo está na aldeia Iki Hiory?

—não é da sua conta!

Sakura não se fez de rogada, apenas estendeu a mão para um dos ninjas.

— venha, Shinki— ordenou e Ren se alarmou.

—Sakura?!

O ninja assentiu obediente, baixando a cabeça e então se tornando um facho de luz ofuscante que cortou o ar da sala rodopiando e indo para a mão dela, quando se apagou Sakura soltou a ponta de um longo chicote de couro negro no chão.

Ela segurou uma parte do chicote e estalou o couro, encarando o olhar arregalado da garota e soltando um sorriso, no mínimo, sádico.

—vou perguntar mais uma vez, a quanto tempo está na cidade? Iki Hiory?

—vá pro inferno vadia!

Sakura olhou para os outros ninjas com um olhar frio, e eles rapidamente puxaram a garota, pondo-a se costas para ela. Desataram as cordas que a prendiam seus braços contra o corpo e as que ficaram em seus pulsos eles puxaram em mantiveram de lados opostos, deixando-a de joelhos, braços esticados a força e cabeça sendo forçada a ficar erguida por um deles, um dos outros que ficara sem função se aproximou com uma kunai e segurou a gola da blusa dela, por trás.

—lie – a Yumi cortou – eu mesma faço.- ele assentiu se afastando.

E ela, ergueu o chicote e o soltou a parte dele que ainda estava enrolada, deixando a ponta cair no chão.

—agora vamos do começo, desde quando está nesta aldeia, Iki Hiory? – sem resposta ela ergueu o chicote e o brandiu no ar ele, se movimentou com graça parecendo muito meia leve, mas quando atingiu as costas da moça e fatiou a blusa deixando apenas um delicado sutiã rosa claro, o corte que também ficou não era nada leve, nem o grito que a garota soltou.

—desde quando está nesta aldeia? Iki Hiory – perguntou com dureza...

—três... meses.

—ótimo – e ela acertou outra vez, e o ninja segurou a cabeça da jovem mantendo-a erguida. – pra quem você trabalha?

—voce já sabe...

—respostas como esta valem duas chibatadas – e assim ela o fez – quem te contratou?

—Ao... Aogiri Tree...

—a que divisão você pertence? O qual seu papel anterior?

—nenhum... fui treinada para me aproximar de Yato...

—oh, interessante, treinada somente pra isso mas ainda não pode envolve-lo totalmente huh?

—eu fui pra cama com ele!

Sakura a acertou novamente, enquanto matinha uma mão na cintura.

—mentiras valem três chibatadas – ela deu mais uma e o sangue desceu pelas costas delgadas da menina, ela ergueu o chicote mais uma vez Ino entrou na frente – saia.

—pare com isso! Está louca! Não pode extrair informações dessa forma! Isso é... isso é arcaico! Não estamos em guerra.

voce não está, agora saia da frente, esta Shinki pode ter partir ao meio se eu quiser.

—Ino – Sasuke chamou – não vai adiantar, saia daí.

—não! Nossa missão é leva-la de volta, não assisti-la machucar... machucar crianças! Ela é só uma criança Sakura! Tem a idade de Yato! Seja quem for que estiver por trás dela a está apenas manipulando!

—ela não é uma criança, ela foi enviada aqui numa missão ninja, estudou sobre seu alvo, construiu um disfarce e o usou e manipulou, e uma coisa que se deve saber sobre a Aogiri é que não usam crianças, não crianças de verdade, essa apenas parece uma, deixou de o ser a muito tempo, é uma ninja! De uma organização criminosa, uma boa ninja alias, melhor que você já que a está enganando.

—sou uma ótima ninja! Te enganei por meses!

—Ino! – Ela ofegou e se calou reconhecendo a voz de Sasuke, seu olhar vagou pelo lugar e voltou para Sakura, mas esta sorriu.

—voce foi, uma ótima ninja, hoje é só uma dona de casa, tentando provar que faz algo melhor do que parir crianças, agora saia da minha frente, ou eu abro você ao meio, assim como vou abrir qualquer um que entrar na minha frente no caminho para o meu filho.- Ino continuou a fita-la vendo seus olhos apenas raiva, porém não dela não de sua provocação, mas a raiva de uma mãe, os olhos de Sakura ficaram ainda mais verdes, o centro se tornou uma fenda afiada, ela apertou o chicote e ele emitiu uma onda elétrica que se estendeu por toda sua extensão, ela não soube de onde tirou forças ou mesmo o comando, mas recuou para o lado.

Sakura voltou o olhar de fera para a garota que a fitava de soslaio.

— uma pena pra você, mas estou muito irritada agora, então esta Shinki vai subir um pouco o nível, e quando eu te acertar, não vou só cortar, ele tem chakra do tipo relâmpago, e vai te... queimar também, então, prepare-se.

Hiory ofegou e voltou a olhar pra frente por si só, o ninja voltou a segurar sua cabeça mas ela olhou para Ino, seus olhos violetas antes amedrontados se estreitaram em raiva e desdém e ela falou, enquanto Sakura girava o chicote energizado no ar.

—valeu, por nada, cadela— disse ela. Sakura sorriu um pouco, e então a atingiu o corte não sangrou tanto mesmo a ferida sendo maior e as beiras ficaram vermelhas, até escuras, e ela dessa vez, não gritou, não com tanto desespero.

—pra que divisão exatamente você trabalha?

—inferno! – berrou ela mais de raiva, e tentou puxar as cordas sem sucesso.

—pra quem você trabalha?

— eu não sei o nome dele!

—Apelido? Codinome?

—Jason...! Jason!

Sakura parou o chicote no ar em choque..

— o que...?

Ren seguiu até a garota empurrou o ninja e agarrou o queixo dela para encara-la.

—o que você disse?

A jovem o fitou tremendo de dor mas sorrindo arrogante.

—Jason... e é ele que está com Yato...foi pra ele que o entreguei...

Ren a soltou e se afastou socando o ar em fúria.

—malditos!

Hiory voltou o olhar para trás e sorriu irônica para Sakura.

— e ele deve estar fazendo com Yato... o mesmo que faz comigo agora... hehe...

Sakura parou de olhar par a vazio com a face pálida e rosnou atingindo-a com o chicote e dessa vez deixando uma marca enorme e escura.

— CADELA! MORRA VADIA! MORTE AOS YUMI! O VERDADEIRO CLÃ DA KAGUNE É QUE VAI REINAR! – Berrava a garota insana e lutando contra as cordas. Sakura a atingiu de novo e ela se contorceu berrando.

—onde ele está?!

—chega Sakura! – ordenou Ren mas ela ignorou voltando a ataca-la.

—onde ele está? Onde está meu filho?! fala vagabunda!

—NO INFERNO!

VOCE VAI PRO INFERNO!

Sakura ia atingi-la de novo mas Ren entrou em sua frente segurando seus pulsos e os erguendo.

—Chega Sakura!

—EU VOU MATAR ESSA CADELA!

—MATA-LA NÃO ADIANTA PORRA.

—PRA VOCE!

—SAKURA!

Uma risada, alternada entre ofegos chegou até eles, eles olharam de volta para a moça que os fitava rindo.

—voce quer saber onde está o seu filho?

—me diz agora ou...

—eu digo, onde estão os dois.

O choque tomou o ar, e apenas Sai se moveu, parando em frente a ela que o ignorou.

— do que fala? – Sakura falou.

—oh você? Achou o que? Que foi só um acidente qualquer?

—do que está falando? – ela exigiu.

— estou falando que sei... onde estão seus dois filhos, e não falo do órfão que adotou e para Konoha...- Hyori se levantou graças as cordas terem ficado mais folgadas e se virou encarando-a. – eu falo de Yaboku...e do seu neném morto... quer dizer, o neném que achou que estava morto.

O som que se seguiu foi do chicote caindo no chão. Sakura recuou atordoada se desvencilhando de um Ren tão pálido quanto ela. E a garota continuou caminhando até ela lançando cada palavra com se fosse uma faca.

— está surpresa? Oohime?.

—sai daqui...mentirosa...-

—mentirosa? Porque não vê você mesma? Vá até o tumulo!

—cale-se!

—abra o tumulo!

—cale-se!

—veja lá dentro! Não tem nada! Foi roubado! Haviam espiões! A morte foi forjada!

—CALA A BOCA!

— A CRIANÇA É VIVA E VOCE NUNCA CONHECERÁ! YABOKU ESTÁ NAS MONTANHAS HARUKEI! ABAIXO DELAS! SENDO TORTURADO! JASON QUER OBRIGA-LO A DESPERTAR O MINIMO DA KAGUNE!

—MALDITA!

—E QUANDO ELE O FIZER VAI DEVORA-LO! CADA PARTE! VAI ENCORPORAR SEU SANGUE NOBRE E ASSIM TEREMOS FORÇA PRA DERRUBAR OS YUMI! O DIAMANTE! ATÉ MESMO AS CINCO NAÇÕES! E VOCE VAI MORRER SEM CONHECER SEU BEBE PORQUE EU MENTI! E NEM MESMO ALGUÉM DA DIVISÃO SABE ONDE SEU FILHO ESTÁ! VOCE ME OUVIU?! SEU BEBE ESTÁ VIVO! POR ENQUAN-...

Ela se calou e desta vez para sempre, quando Sai segurou seu queixo e ergueu arrancando a cabeça.

Seus olhos estavam com os orbes em vermelho puro, mas a íris conservava-se negra, ele largou a cabeça no chão com desprezo, respingos de sangue acentuando-se em sua pele branca.

—basta.

—o que infernos você...é? – disse Sasuke, o ANBU o fitou com descaso e frieza.

—Eu? eu sou Mestre da tinta sangrenta.

Deu as costas e dirigiu-se até Sakura, ela estava agora sentada no trono olhando para o vazio em completo estado de choque.

Se abaixou diante dela, tocando seu rosto sem sequer ser notado.

—Ren. — chamou ele.

—o que?

—contate Yuzuru, a mande uma força ninja para as montanhas Harukei agora.

—eu sei...

Sai pegou Sakura no colo, e contornou o trono mas parou quando ela agarrou a tapeçaria com a imagem do falecido e esperou, um longo momento se passou até que ela soltasse, e sua mão escorrega-se para cair morta ao lado do tronco. Ele suspirou e seguiu para dentro.

—o que vai fazer? Mandar homens pra lá? pode ser uma armadilha – Sasuke disse enquanto Ino evitava olhar o corpo destroçado, o chicote tomou novamente forma humana e o ninja apareceu sentado meio atordoado, tirou a mascara e revelou ser Yabo.

—voce? Não era um tigre?

—nós temos duas formas, animal e arma, essa é a forma de arma dele — Ren explicou exasperado – não, ela não estava mentindo, não nessa parte, as montanhas são uma das rotas de fuga que já desconfiávamos que eles teriam pego, além do mais, ela já sabia que iria morrer, e como todo Aogiri, faz tudo para causar o maior estrago possível antes que isso acontecesse, e conseguiu, agora nossa princesa... está em choque.

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— “Uma beleza extraordinária do norte

A coisa mais bonita existente no mundo...

—por favor querida, descanse.

Mas ela não fechou os olhos, continuando a fitar o vazio do teto da cama de dossel, murmurando uma cantiga velha e tradicional.

— ...Em seu primeiro olhar, a cidade se curvaria ante seus joelhos

Em seu segundo olhar, o império cairia em ruínas...

Sai suspirou e baixou a cabeça sobre a mão dela que segurava, enquanto as lagrimas desciam solitárias e frias.

—...Não há um império ou cidade em toda a criação

Que possa ser mais estimada que a sua beleza...”

(Beauty Song — jia Ren Qu)

*****

Não havia nada que pudessem fazer afinal, apenas aguardar que todas as informações pudessem ser confirmadas e partir para, o que tudo indicava, ser uma verdadeira batalha.

Sasuke tentou se acomodar na cadeira em que estava, lidar com o sono e ficar alerta não era um problema para um shinobi experiente, mas uma ansiedade fora do normal o deixava perturbado e meio irritado, estar entre aquelas paredes também, imaginar cinco anos de risos, sorrisos, brigas, e relacionamentos, também.

Imaginar quão feliz ela fora dentre aquelas paredes, imaginar quão felizes ela fez as pessoas a sua volta ficarem.

Quão feliz fez o homem que a tomou.

Quão feliz ele a fizera, e a família grande e bela que iriam formar.

— você pode ir dormir se quiser — Ino afirmou, o encarando, ele suspirou e foi dar-lhe a negativa quando um grito feminino soou estridente por toda a casa.

Os dois saltaram das cadeiras e ela olhou em volta tentando se orientar, mas ele soube identificar de onde o grito, seguido de muitos outros, viera, correu para a janela próxima e saltou por ela ganhando o terreno arenoso e contornando a casa até chegar ao mausoléu de pedra esculpida, a pesada porta estava entreaberta e por ela escapava uma tremulante luz de fogo e os gritos da mulher.

Ele entrou tendo consciência de que era seguido por Ino e agora, Ren, cruzou corredores sentido o característico cheiro de morte do local, seguindo a luz por onde ela irradiava, chegaram a porta enorme em meio outras duas e ao entrarem viram Yuzuru tentando se livrar do agarre desesperado de Aleera, uma nevoa de concreto e pó pairava mais adiante ao lado de onde haviam três túmulos grandes e imponentes, o pó baixou logo, revelando o que parecia ser um tumulo menor, mas logo deram atenção ao Shinjukage.

Ira jorrava de seus olhos de poças negras e centro de sangue, e a asa azulada que saia de seu ombro estava eriçada em farpas de algo como um cristal, perigosas.

—Yuzuru?! O que está fazendo?!- Ren indagou chocado e já furioso. E Aleera os encarou com seus olhos lilases inundados de lágrimas.

—Ren! Pare ele! Onegai! pare-o!

—saia da frente mulher! — ele rugiu — isso tem que ser feito!

—Não! Ren?!

—você não pode... está louco?! vai se deixar levar pelo o que aquela cadela disse?! isso é um ultraje!

—e o que sugere que faça?! O veneno dela já paira sobre o clã!

—e vai deixar que infecte mais?! você não pode fazer isso! destruir um tumulo?! De uma criança?! Faz ideia do que isso fará com Sakura?!

— faz ideia do que fará permitir que ela continue com a dúvida?!

—não há duvidas! A criança morreu! você mesmo viu!

—podia estar dormindo! quem poderia diferenciar naquele momento?!

—ERA UM BEBÊ, CACETE!

—E DEVIA ESTAR CHORANDO PELO PEITO DA MÃE!

Os dois se encararam ofegantes.

—mas não estava...porque morreu! — Ren afirmou duramente.

—ou porque ia ser sequestrado.

—Yuzuru! — ele ignorou o irmão, sua asa se ergueu acima e cuspiu suas plumas de cristal com violência atingindo o pequeno tumulo e erguendo nele mais uma nuvem de pó.

—NÃÃÃÃÃOOO!!- Berrou Aleera agarrando-se a rosto dele com as unhas longas buscando atrapalha-lo, Yuzuru rugiu de dor e fúria e a largou no chão com violência, sua asa sem controle chegara a atingir a parede e parte do teto, mas ele se recompôs logo, sibilando o ar pela boca enquanto seu rosto sangrava.

— Seu babaca! — Ren rugiu. — A criança foi atestada como morta! ele sufocou, Yuzuru, chegamos atrasados! Por que você e Sai não podem aceitar isso?!

O Shinjukage apertou os punhos, enquanto sua face continuava voltada para o berço eterno que fora dado aquela criança. Ino estava em choque ao seu lado, mas Sasuke não podia fazer muito mais. A ideia de Sakura tendo um filho com o outro o punha louco e irado, mas a ideia dela perdendo uma criança que devia ter amado com cada gota de si o fazia querer cair de joelhos e se culpar, culpar por naquela época, ter ignorado completamente o que ela sentira, porque não sabia como lidar com aquilo, e porque só queria ve-la voltar pra casa.

O Tumulo estava semi avariado agora, o nobre mármore que o protegia e embelezava estava rachando e se despedaçando, revelando o concreto que estaria cerrando o pequeno caixão. Ainda intacto.

— Quem deu o atestado, Ren? — Yuzuru disse friamente, e eles viram que não tinha acabado. Aleera chorou aos pés dele, agarrada, e Ren bufou irado.

— Foi Isuzu.

Yuzuru o encarou de soslaio, o sangue em sua face a marcava de uma forma ainda mais sombria e ameaçadora.

— E onde está Isuzu agora?

— Mas que merda! isso não faz sentido!

— Onde ela está?!

— Como vou saber?! Ela foi embora!

—exatamente, quando tudo acabou, ela simplesmente foi embora!

— você sabe muito bem porque ela foi! Ela amava nosso irmão e mesmo nunca obtendo nada além de consideração ela não suportou e foi embora! se distanciou do clã! Apenas isso...

—"Apenas Isso"? "Apenas Isso"? Não é muito suspeito que justo a pessoa que poderia nos dizer com toda certeza que essa criança nasceu morta tenha partido? Isuzu suportou ver Yasuhiko se casar com duas mulheres! Ela nunca o teve, e depois que ele morre que decide ir?!

—fala como se pudesse entender o coração de uma mulher! Ela pode se conformar em ve-lo com outras, mas podendo apenas vê-lo, mas morto?! Não acha que é demais para se conformar?!

—aí está o problema! Ela nunca se conformou! Eu sei!

—como?!

—Yasuhiko me disse!

—que...?

—ela tentou se oferecer a ele, quando Sakura estava gestando, ofereceu-lhe "atenção" — ele suspirou exasperado, mas prosseguiu — não foi a primeira vez, ela fez o mesmo quando Issa estava gravida e praticamente se jogou nele quando ela morreu, ele decidiu que já estava passando dos limites, a verdade é que ela o fez lembrar exatamente como foi perder Issa, como se tudo pudesse se repetir, se oferecendo a ele quando a esposa estava grávida, ele lembrou de como foi perde-la, ele lembrou, e pensar que poderia perder Sakura o assombrou, ele não pretendia ser tão duro, mas ele foi, e desde então eu mesmo vigiei Isuzu, ela não estava conformada, mas ela recuou, até mesmo porque Sakura já havia percebido sem que ele contasse, e ela também não foi gentil.

—ele contou a ela?

—ela já estava soltando fogo pelas ventas, ao achar que Isuzu se insinuava, se sonha-se que ela tentou na cama deles... o bebê poderia ser afetado, e Yasuhiko arrancaria todas as cabeças que encontrasse antes dela arrancar a dele! O Fato importante é, Isuzu fez o parto, e se prontificou a cuidar do bebê, o afastou de Sakura para examinar e voltou dizendo que ele estava morto.

—como pode afirmar se não estava lá?!

—eu interroguei cada pessoa que sei que estava lá aquela noite, quando Isuzu disse que o bebe morreu todos focaram em atender Sakura, uma verdadeira loucura se abateu naquela sala, com a noticia da morte do Shinjukage e do herdeiro dele, há quem nem lembre direito o que fazia lá, foi tenso e estavam atordoados sob uma pressão infernal, mas tinham certeza, de uma coisa, Isuzu, não entrou em panico com a morte do bebe, mesmo tendo chorado com a de Yasuhiko, aí te pergunto, se ela amava tanto nosso irmão, como não amaria o filho dele?

—era filho da Sakura! — Aleera gritou.

— mas o filho de Issa ela sempre venerou! — ele gritou de volta — ela sempre rendeu mimos a Yato e até as pedras deste lugar o sabem! ela venerava tudo o que vinha de Yasuhiko mas não derramou uma unica lágrima pela criança que seria a ultima parte dele a ser deixada nesse mundo!

— Nós sepultamos aquela criança, Yuzuru... vimos no caixão — Ren reafirmou, cansado, indicando o tumulo — nós a sepultamos... aceite.

—sim, vimos, eu quero saber se continua lá — ele se desvencilhou de Aleera sem dar chance a ela de o agarrar novamente, a kagune se refez novamente ameaçadora, e desta vez Ren foi na direção dele com olhar assassino e kagune em riste.

—o que está acontecendo?! — esbravejou Sakura, e todos travaram no lugar, voltando-se para ela, que adentrou o local os fitando de cenho franzido, Verona logo entrou atrás dela e os fitou aturdida.

Não foi difícil para ela seguir com o olhar para o rastro de destruição ao redor do tumulo, as bagas verdes se arregalaram e ela recuou um passo, pálida e tremula, encarou Yuzuru.

—Yuzuru?! — Verona gritou ao dar-se conta do que se passava.

Sakura tragou lentamente enquanto negava, seus lábios secos e seus olhos em contraste, se inundando.

—não...- soltou num fio de voz — NÃO! — Berrou esganiçada enquanto se dirigia até ele o mais rápido que sua longa saia negra permitia, Yuzuru apertou os olhos ante a ordem, mas os voltou decididos e dolorosos ao tumulo, sua asa cuspiu mais farpas desta vez, maiores e mais violentas o som do concreto esmiuçando-se envolto na nuvem seca foi acompanhado do berro aterrorizado da mulher, Sakura travou no lugar e levou as mãos no ar tremulamente implorando para que o tempo voltasse e nada atingisse seu lugar de luto.

Aleera e Verona se agarraram a ela, berrando também pedindo para que o ataque cessasse. O grito delas reverberou em coro por todos aqueles corredores ensurdecendo qualquer um dentro deles.

A poeira baixou mais lenta desta vez, não se dispersou facilmente por estarem num local fechado, e, por estar ainda mais densa.

Mas baixou.

Pedaços de concreto e madeira de cerejeira estavam pelo chão. Visualizou-se o buraco na caixa de cimento que se estendia pela lateral e cortava metade do tumulo num rasgo desajeitado, a abertura do caixão foi confirmada pelos pedaços do forro em tom ainda branco, ainda como se estivesse novo, fofo, macio só de se ver, a forma lembrava agora uma nuvem rasgada de maneira cruel, porém, uma nuvem vazia.

O túmulo estava vazio.

E um grito de Sakura ecoou sozinho pelo recinto, porque estavam todos abalados demais para fazer qualquer outra coisa além encarar um berço de morte, vazio.

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—eu devia matar você — Sai rosnou na direção do Shinjukage, agora parado diante da janela. Ren entrou em sua frente.

—como ela está?

—como acha que estaria?!

—não podemos fazer mais nada agora...

—já fizeram o bastante!- ele grasnou furioso.

— Não — Yuzuru disse, voltando-se para eles, segurava ainda um simples bonequinho de pano, um bebe envolto numa manta branca e azul claro, um pequeno presente de boas vindas, que havia se tornado de despedida, mas estivera sozinho no caixão. Seu olhar era feroz e direto — Só estamos começando, eu quero uma força ninja equivalente a um exército deixando essa aldeia em menos de meia hora, e eu quero todo o monte Harukei varrido até o amanhecer.

—o que quer dizer?- Sasuke disse, saindo das sombras, do escritório, por um momento relanceou o olhar ao boneco, inocente na mão grande e suja de pó de Yuzuru, era um boneco com o qual se decorava o berço, amarrando nas barras dele ou na bolsa de maternidade, ele reconhecia, Sakura sabia faze-los habilmente e entregou um a cada amiga gravida que conhecia, e mesmo Ino, ganhou um de Hinata quando nasceu Itachi.

Ele a vira passar tardes fazendo aquelas coisas, e achava patético como ela poderia parabenizar e presentear com tanto carinho as outras mães, e ignorar que não conseguia se tornar uma, mas talvez, além de ser gentil e generosa como era, ela estivesse depositando sua fé em cada boneco que fazia, esperando um dia poder receber, ou talvez, treinando para fazer os próprios de forma mais elaborada e caprichosa, exatamente como era aquele bonequinho.

—o que eu quero dizer — Yuzuru disse, raiva ainda irradiava nele de forma tão intensa, que cada palavra saia rosnada entre dentes, seus olhos não estavam com os orbes negros, mas o vermelho assassino não deixara a iris cuja fenda estava minuscula agora. — é que não quero pedra sobre pedra em todo terreno até chegar lá, e além de lá, quero Jounnins em cada metro daquela lugar e quero ANBUS rastreando o rabo de qualquer um que tenha passado ali, mande uma mensagem ao Kazekage, quero apoio o mais rápido possível, se eu tiver de varrer o Cristal inteiro, eu vou.

— e do que está atrás? — Ren disse, cauteloso.

O outro suspirou.

—Yato, ele é a prioridade, ainda.

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Montes Harukei.

Um exército para outro exército.

Mantos vermelhos e de aspecto acabado adiante, rostos escondidos por todo estilo de mascara, todo tipo de Kagune e Shinki e manifestando.

Eles eram um numero bem maior. Mas Sasuke não os achava organizados o bastante, não parecia haver um lider, pareciam apenas que eles não pretendiam deixar que a força ninja liderada por Ren e ele avançassem para um determinado ponto entre as montanhas, não havia porque questionar, Yato estava em algum lugar ali.

Vivo ou morto?

— Sasuke — Ren chamou. E ele voltou a atenção para ele vendo seu olhar tenso e meio cauteloso — Você e sua esposa, apenas um aviso, Kagunes podem se estender para varias distancias de modo que, tenham atenção ao tipo de Kagune que vão enfrentar, Ghouls são traiçoeiros e alguns podem te fazer pensar que sua Kagune é de um tipo curto, e te fazer se aproximar demais.

—não é um problema, — ele disse e voltou-se para o grupo inimigo, pareciam felinos ansiosos para o bote, rosnando sob a mascara, haviam tantos, e se a Aogiiri era tão grandiosa e esperta como se dizia, poderia ser tão numerosa quanto organizações como a Akatsuki um dia desejaram ser, porém seus objetivos não era dominar o mundo, ainda, era apenas, tomar o lugar que o Clã Yumi criou para si, e se tornar reconhecido. — eu posso ver claramente essas coisas, se tem chakra correndo por ela, eu posso ver.

—ah... o sharingan, mas lembre-se, isso é feito de forma espontânea, eles podem alongar-la ou fortalece-la da forma que quiserem, e se não estiver vendo seus olhos, não pode prever seus pensamentos.

—hn.

—eu vou ficar atrás, de todo jeito — Ino disse — sou uma ninja médica.

Ren assentiu e então voltou-se para Kuraha assentindo para ele. O grande homem voltou-se para o grupo de Cem homens entre Yumis, Ninjas do Diamante e uma equipe da Areia e gritou.

—AO ATAQUE!!

Do outro lado o grupo rival rugiu como animais e avançou, em alta velocidade os grupos seguiram para se chocar, e antes deles, armas o faziam, Kunai e Agulhas, papel bomba e ninjutsos.

Sasuke permaneceu no lugar, analisando. Ino junto a equipe médica da Areia a qual se prontificou a comandar, Ren avançou sem muita pressa, de seu ombro a Kagune surgiu, espiralando ao redor do braço forte com uma afiada ponta, o primeiro Aogiri que furou o bloqueio veio em sua direção, e como um chicote quase invisível a Kagune o partiu ao meio sangue borrifando no ar quente, como chuva.

Ino ofegou horrorizada, e Sasuke observou mais corpos serem dilacerados, era assim que lutavam? Como animais?

Uma sombra passou sobre ele e olhou para cima segurando a espada mas não era seu primeiro oponente a tentar um ataque de cima, mas uma ave de tinta vermelha a aparência horrenda a sobrevoar o local.

—Sai?- Ino perguntou-se, e logo o reconheceram. Ele voou até praticamente o centro do embate, e não estava sozinho, porém só viram um vulto negro e rosado descer para o chão e se chocar contra ele de forma violenta o bastante para abrir uma cratera e o ricochete chutar para todos os lados os ninjas inimigos ou não, quem estava ali.

A poeira baixou enquanto Sakurako Yumi também sobrevoava o campo em sua forma animal, grasnando de forma aterradora.

Da nuvem de poeira Sakura se ergueu, seus trajes eram leves e esvoaçantes e parecia não haver um único acessório ninja nelas, seu ventre estava amostra, e atém mesmo joias usava, o cabelo espiralou pelas costas, a frente dela duas Sai's caíram cravando-se no chão, enquanto silencio reinava a sua volta.

Seus olhos vidrados em um verde quase sobrenatural fitaram o publico inimigo.

—espero não estar atrasada.

A Aogiri a reconheceu e rugiu vindo em sua direção enquanto calmamente ela juntava as Sai's do chão.

—MORTE À MULHER DO YUMI!!- Eles berravam.

— sim, deem-me a morte, e deixem-me abraça-los com ela.

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— Os Yumis chegaram, sabe o que significa não é?

—Y...umi...s?

— exatamente, em enorme numero ao que parece, o clã está mesmo disposto a arriscar até mesmo a segurança da aldeia e a vida de seus indivíduos mais puros apenas para salvar você, um parte sem nexo, um sangue fraco, mistura-lo aos Hasegawa foi a ruína, mas pelo menos agora temos uma confirmação, e podemos continuar com o plano original, e quanto a você, Yaboku, acaba aqui para você, agora eu vou devora-lo!

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—o que diabos...? — Sasuke soltou, perplexo.

—como se ela fosse deixar de vir...- comentou um Yumi, com um resfolguear de pura euforia.- é a Dama do Clã! Adiante! — berrou adiantando-se junto a mais Yumis.

Os Aogiiri rosnaram em fúria avançando contra a mulher, Sakura caminhou em sua direção, desviando deles com leveza, e o primeiro golpe de sai surtiu com tanta suavidade e agilidade que nem parecia que fora capaz de partir o mascara, rosto e cabeça do oponente, em seguida, num giro ela desviou de uma kagune, está deu a volta em seu caminho no ar e buscou atingi-la por trás, Sakura jogou a outra arma contra a face do inimigo que vinha a frente e com a mão vazia agarrou a Kagune como se agarra uma cauda, puxou-a enrolou-a no antebraço deu mais um puxão e o usuário caiu em terra, ela ergueu a perna e enrolou-a na Kagune também, pisando duro no chão fazendo o corpo saltar para cair aos seus pés onde ela esmagou a cabeça num passo decidido, a Kagune se desfez e ela seguiu em frente cercada e desviando de ataques múltiplos resgatou a sai, no rosto de outro morto e apenas avançou.

Como se nada pudesse para-la, seu olhar continuava vidrado mas analítico, sua expressão, uma máscara vazia, mostrando que não precisava esconde-la de verdade. Ela queria sangue, e ninguém precisava provoca-la para descobrir.

O embate já estava difuso por todo o campo, Sasuke avançou por ele, os olhos lendários focados nas kagunes e em como se movimentavam. Como Ren avisara, e kagune poderia ser liberada em varias fases de extensão e ao gosto do usuário, e mascarados ficava difícil ele invadir suas mentes, enlouquece-los, paralisá-los ou prever suas técnicas. Prever e não roubar, ele não tinha acesso ao poder de seus sangues afinal.

Mas tinha o seu, e não demorou para irradiar suas chamas pelo caminho. Chamas e trovões, água torrencial, lama, pedras e cristais se juntaram ao dele, estavam usando ninjutsu para evitar perdas com a aproximação.

— Sakura! — ele gritou quando estava mais próximo dela — volte para trás! de apoio!

—porque eu deveria? — ela respondeu indiferente — não tem um ninja médico eficiente o bastante lá atrás?

—Você é uma ninja médica.

Ela parou e de repente, tentáculos vieram do chão, agarraram seus pulsos e desceram forçando-a a se agachar com braços estendidos.

—eu sou a ninja médica que pode quebrar as tres leis de um ninja médico — comentou calmamente encarando a dupla de ninjas que tinha as kagunes mergulhadas no solo e eram quem as controlavam a prende-la.

Ela se ergueu forçando os membros que a prendiam até ficar de pé.

—mas aqui, eu sou mulher do Yumi — suas mãos se contorceram, os dedos formando selos diferentes, e ela de uma vez uniu-as num selo de liberação, quebrando as kagunes, duas paredes de argila densa subiram do solo e se juntaram com violência, esmagando entre si, os dois ninjas.

Sakura Yumi, voltou a encara-los, ergueu a mão e com o polegar puxou o indicador para baixo e o som do estralo viajou pelo vento que carregava também, o cheiro de sangue fresco. Arrepios subiram por todo tipo de coluna enquanto ela passava a linga nos lábios não de maneira sensual, embora se pudesse ver assim, mas, de maneira esfomeada;

Eis o significado do "Estralo Seco de Konoha".

Era apenas a Yumi criada pelo Senhor do Clã da Kagune, quando ia demonstrar o verdadeiro poder... de um Ghoul de sangue puro.

Uma pequena quantidade de espuma vermelho escuro e também vivido como sangue se formou quase na base de sua coluna, e desabrochando como uma Hingabana, os tentáculos desenrolaram de forma lenta e preguiçosa, como se tivessem todo o tempo do mundo.

A Aogiri recuou os olhos arregalados e apavorados em choque.

— Shinjukage... a Kagune do Shinjukage...

— então é verdade que...

Não houve tempo para divagações, Sakura desapareceu ante suas vistas, e só viram a sombra de tentáculos agitados cair sobre eles, a cratera se abriu enquanto seus corpos eram jogados e espetados ainda no ar, pelos membros.

— Oishii, isso me dá fome, estou com tanta raiva... que me dá fome! — ela cantarolou lançando corpos para varias direções. — oishii! — cantou manhosa — Oishii... — cantou, sombria.

Notas finais
e foi isso! logo teremos Yato de volta! ^^ tadinho.. ;-;