Notas iniciais
Yoooooooooo!!

–eu quero ir com você.

Sasuke se virou e a fitou ainda se perguntando se o que ouvira era verdade.

–que? – Ino tragou, e respirou fundo.

–eu quero ir, Sasuke.

–porque? Pra que?

–eu... eu gostaria de ajudar...eu... naquela época... eu não fiz nada além de chorar... eu quero estar lá agora... quero fazer o possível.

Sasuke suspirou e se sentou na cama largando a bolsa.

–eu não acho que vai dar, Sakura praticamente fugiu de Konoha, largou um cargo importante, Tsunade assumiu imediatamente e não deixou ninguém questionar, eu já sabia que ela faria isso, mas ainda assim os boatos sobre os sequestros já estão se espalhando, Yukine nem foi para a escola, nem Minato e o clã Hyuuga também se agitou por causa disso.

–entendo...

–eu não sei se Naruto permitirá, ele está estressado com tudo isso, ele apenas me permitiu isso porque me deve, ele mentiu pra mim.

–certo...

–eu vou tentar, certo? Mas lembre, você não sai a campo a anos.

–eu sei! Mas... não é como se fossemos a guerra não? É só pra tentar... convencer Sakura?

Sasuke parou de amarrar a sandália, pensativo, meneou a cabeça e terminou, se levantando.

– não haverá diferença na verdade.

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Quatro Ninjas, como sombras, se movendo pelas árvores, rápidos silenciosos, a quanto tempo não sentia isso?

Antes era algo tão comum, praxe, normal apenas.

Agora era como ter um... um respiro de liberdade, por anos tudo o que ouviu, cheirou, sentiu foram as paredes de sua casa escura, silenciosa, envolta por comida, limpeza as vezes, choro de criança.

Ela amava ser uma ninja, e esquecera disso, não, se escondera.

Ino olhou para frente mais uma vez, continuando a seguir as costas de Sasuke, Ren ia mais a frente e sobrevoando acima das árvores, Sai em seu pássaro de tinta, agora um tanto diferente, a criatura parecia mais ameaçadora tendo seus traços feitos em vermelho sangue, ele tinha os braços cruzados e olhava fixamente para frente, levando um grande pergaminho nas costas. Sempre de preto, sempre calmo, no fim.

Ela realmente não guardou muitas esperanças de que poderia ir em tal missão, ela sabia pelo olhar de Naruto, que ele não esperava nada dela, e talvez achasse que sua presença no Diamante fosse apenas atrapalhar mais a volta de Sakura.

Mas ela não achava isso, uma coisa que percebeu sobre Sakura, era que ela demonstrava não dar mínima para os Uchiha, Ino não podia dizer que fora sincera a Sasuke, ela realmente sofreu a dor de Sakura como sua quando soube da morte daquele inocente bebe, mas também sofreu os próprios medos de que Naruto arrastasse a amada irmã de volta para vila depois disso, quando Sakura não dera ideias de que voltaria, ela ficou aliviada.

Mas agora Sakura corria o risco de perder outra criança, e ela queria estar lá pra ver caso isso acontecesse, ela queria ver Sakura descontrolada, ela queria ver até onde Sakura realmente se descontrolaria, e queria, necessitava saber se sua presença influenciaria nisso, saber, tercerteza se Sakura realmente não se importava com ela ou Sasuke, ela não podia dormir a noite pensando nisso, pensando se aquela indiferença era fachada, se Sakura os superara, ela era mulher assim como ela, ela sabia o que era fingir as coisas muito bem. Ela fingiu tanto para Sakura...

E para o mundo.

Ela tinha que saber se Sakura não estava apenas lhes pagando com a mesma moeda, elas sempre foram muito competitivas, em tudo, Ino sabia que não tinha jogado limpo, e sabia que Sakura nunca ficaria satisfeita em perder dessa forma.

Deixar as crianças em casa foi-lhe algo realmente estranho, ela sentiu como se estivesse deixando dois bebes, principalmente porque os dois filhos ficaram realmente chocados com o que houve a Yato, aquele rapaz gentil e de sorriso fácil conquistava fácil também, ele deixara marcas em quem conhecera na folha, ele fizera amigos, que se importavam com ele.

–devemos chegar em mais três horas, alguém precisa parar? – disse Ren, Sasuke a fitou de soslaio, e ela negou seguramente, estava cansada sim, mas não cederia, não com Sai impaciente o bastante para provocar uma briga, ele teria partido sozinho se pudesse, e claro que não gostou de ideia dela vindo com eles, muito menos Sasuke e riu na cara deles quando soube que a intenção era de eles convencerem Sakura a voltar.

Sasuke e Ino eram as ultimas pessoas que qualquer um imaginaria como possíveis de convence-la a voltar.

O que atiçou-a a ainda mais a vir, ele sendo tão próximo, e detestando a ideia não seria então porque talvez, Sakura realmente ainda os odiasse?

Ela poderia não deixar isso escapar, mas Sai sim.

–nem que precisasse – cortou o ANBU, rispidamente – não é uma missão qualquer, é de emergência.

–muito me surpreende você não ter ido com ela. — Sasuke comentou.

–não é como se ela precisasse ficar embaixo da minha asa, é uma mulher feita, mulher demais pra alguns eu diria, não?

Sasuke não respondeu, mas mesmo atrás dele, ela percebeu seu queixo ficar tenso.

Sai não estava usando um tom brincalhão, o que tornava suas indiretas ainda mais difíceis de se suportar.

Em exatas três horas eles estavam diante de portões cinzentos enquanto uma fina camada de neve que anunciava o inverno recaia em seus ombros. Ren se identificou e os portões foram abertos, haviam ninjas por todo o muro, e ele seguiu direto para o escritório do Shinjukage, no meio da aldeia, era bastante diferente, a maioria das casas feitas de blocos de pedra, porém toda a rua cheia de luzes, bandeirolas e balões com temas tradicionais.

–houve um festival nos últimos dias – Ren explicou –pra entrada do inverno.

–deve ter sido lindo.

–é...

Já em meio uma nevasca, chegaram ao escritório, Yuzuru estava como era de se esperar, em meio a um verdadeiro monte de documentos.

–até que enfim – disse ele ao ve-los, — digam que falaram com ela.

–acabamos de chegar, irmão.

–entendo, ela está no hotel...

–hotel? Que hotel? Porque ela iria pra lá? – disse Sai.

–ora porque...ah não... não mesmo! Isso não!

–isso o que?!

–Sakura está no distrito?!

–como vamos saber? Nós acabamos de chegar e quanto a você?

–eu estou aqui desde que Yato sumiu! Nem fui até okaa-san e ela deve estar arrasada.

–e quanto a Sakura? Ela saiu da folha como um demônio! Ela deve ter vasculhado tudo até aqui...

–ou não... – disse ele pensativo – porra! – Yuzuru se levantou derrubando a cadeira, agarrou o cachecol e o manto branco e cinza de Shinjukage, jogou no ombro e contornou a mesa. – vamos!

Eles o seguiram saindo novamente em corrida, em meio a neve.

–achou mesmo que ela iria ficar num hotel? – disse Sai.

–seria o certo a se fazer se ela estivesse nos visitando da forma correta, mas se ela saiu de Konoha como uma louca, já deveria saber que ela iria para o clã... porra, Ren, sabe o que isso significa?

–Sei... ela vai assumi-lo.

–co-como assim? – disse Ino.

–ela vai sentar na cadeira de chefe, e vai recolher todo o clã para dentro do distrito, vai fechar as portas e não permitir nenhuma entrada, vai organizar um verdadeiro batalhão e por pra rastrear até as moscas que sobrevoaram Yato nos últimos meses.

–isso significa sabe mais o que? Que ela vai retomar o luto. — disse Ren.

–definitivamente.

–mas ela sempre esteve...

–não, não falo de ocasiões especiais, não falo de demonstrar que não quer se casar de novo, falo de assumir o luto, preto o tempo inteiro, assumir a lembrança de Yasuhiko, e pior, o lugar dele, demonstrando que ainda o guarda, ela mostra de uma forma ainda mais forte que está aqui para guiar o clã, exatamente como fez quando chegou, como fez quando se tornou princesa, e como fez quando passou os últimos sete anos guardada no distrito criando o herdeiro, o clã é louco por ela.

–muitos imploraram para que ficasse, até hoje não se conformam, e devem ter soltado fogos quando ela chegou.

–Yasuhiko era um homem que transparecia toda a segurança que precisávamos, todos viram como Sakura se tornou ao estar ao lado dele, ninguém se revoltou por ela ter se tornado uma Ghoul da forma que se tornou, todos queriam aquele bebe, todos choraram por ele, então todos ficaram felizes dela ter se tornado um de nós, de ter criado Yato, cuidado de Yukine...

O distrito Yumi ficava nos extremos da ladeira, rodeado por muros brancos recobertos de relva, ninjas do clã abriram as portas para eles, e assim caminharam pelas ruas ladrilhadas e já brancas passando por casas de fundações em pedra, com paredes sempre claras, e símbolos do clã, algumas crianças corriam vestindo yukatas e levando cachecóis no pescoço, sorrisos, bochechas coradas, olhos felinos. Alguns não tinham aquelas fendas mas as cores ainda eram chamativas de todo modo.

Moçoilas apareceram nas janelas e acenaram para eles, timidamente e ao mesmo tempo com charme, tinham cabelos curtos e as mulheres mais velhas, não havia uma que não portasse longas madeixas.

–porque só as mais novas têm cabelo curto? – disse Ino.

–tradição antiga, solteiras com cabelo curto, casadas com cabelo longo, gostamos disso nelas, é uma forma de mostrar que já são compromissadas do tempo em que o clã era disperso demais, naquele tempo, se procurava muito por uma companheira de nosso sangue, assim elas mostravam se podiam se casar, e pra nós, quanto mais longo mais forte é o casamento, então elas fazem de tudo pra que cresçam muito, estamos reunidos agora mas certas coisas não mudam – explicou Ren, eles chegaram então a outro muro, adentraram os portões vendo a neve cair no campo de flores agora fechadas, uma mansão branca se estendia depois delas, tradicional e enorme, eles adentraram as portas encontrando um salão grande e desabitado, tudo o que havia eram cortinas fechadas e flores nas mesas de canto ao lado de outra porta que levava mais além da casa, Yuzuru cortou a sala na direção delas, abriu as portas num rompante e encontraram o novo lugar cheio de pessoas, mulheres limpavam e decoravam o lugar com mais flores brancas, nas paredes laterais haviam dezenas de tapeçarias com pessoas pintadas nelas e ao fim uma pequena escadaria de três degraus e uma cadeira, um trono.

E Sakura estava nele, onde atrás havia uma grande tapeçaria, e Yasuhiko os encarava enigmático e altivo, talvez tranquilo, a mulher estava em volta e um enorme casaco de pele branca, o cabelo solto caindo ao lado, derramando-se sobre um dos braços da cadeira, uma tiara simples, de ouro com pedras negras sobre a cabeça e o olhar fixo num pergaminho que lia, perto dela, estava um velho homem que segurava uma bandeja com mais dois pergaminhos antigos e semelhantes.

Yuzuru esbravejou enquanto cruzava a sala.

–para fora! Todo mundo!

Todos os percebendo, desfizeram os sorrisos alegres e trataram de correr para fora por portas laterais, e apenas o homem ficou, o Shinjukage parou no primeiro degrau da escadaria e o encarou.

–eu disse todos.

–mas eu não – Sakura disse, com voz serena – ele sai quando eu ordenar – ela enrolou o pergaminho outra vez e o dispensou com um aceno da mão, e puderam ver que ela usava aquelas garras de aço outra vez, mas nas duas mãos, a maquiagem não realçava nada além dos olhos, em preto e um pouco esfumaçado. — afinal, eu posso.

–ah, você pode?

–sim – disse dando de ombros, e o homem velho saiu dali, a passo rápido e atrapalhado como se temesse a vida.

–voce fugiu de Konoha, sem permissão se refugiou num distrito importante de uma vila vizinha, e assumiu um cargo alto de extrema importância aqui sem permissão do Shinjukage, ou do Hokage ou de qualquer um, estes dois oficiais estão aqui para escolta-la de volta a Konoha, e Ren irá assumir o clã, estamos entendidos?

Sakura ouviu tudo com total atenção, suas sobrancelhas se arquearam ao perceber Ino e Sasuke ali.

–Ino? que surpresa — comentou – achei que não fizesse mais missões de campo.

–está enganada, sempre estive a disposição de Konoha.

–oh? – A viúva apoiou o braço na cadeira e então o queixo no punho, o olhar viajou para algo nas paredes – não é como se fizesse diferença huh...? — comentou.

Sai tampou a boca como se entalasse com algo, uma risada, e souberam que foi uma indireta.

– de qualquer forma, sua visita aqui é inútil, não vou voltar, ainda, e já mandei uma carta oficial ao Hokage comunicando minha... ausência, por motivos familiares, e anunciando Tsunade como minha substituta temporária, de modo aqui, não correspondo a Konoha no momento, e quanto a você, Yuzuru, não preciso e nunca precisei de sua permissão para assumir o Clã, ou para voltar a vila, e Ren sabe muito bem, que como terceiro irmão, ele não pode tirar meu lugar de mim.

–ué, porque? – disse Sai, num falso tom de inocência, Yuzuru e Ren o fulminaram pelo olhar.

–voce sabe porque, Sai – disse ela agora acariciando a madeira da cadeira com as garras, se levantou, deixando a pele escorregar sobre os ombros e ficar na cadeira, usava uma saia preta longa e reta toda bordada e vazada onde se tinha a impressão de que estava nua por baixo, assim como a blusa curta que deixava o ventre a mostra, nele viram uma estranha tatuagem no centro abaixo do vale dos seios, não era negra, e sim branca, mal se percebia e não parecia ter significado além de estético, mas claro que Sasuke a teria notado se visse antes, mas lembrou que mesmo quando a encontrou na piscina publica, o traje de banho dela cobria exatamente aquela parte da pele.

–mas se você insiste – ela continuou, o tom agora nada calmo – ninguém pode me tirar deste lugar, este é o meu lugar, é o meu distrito, — ela ergueu a mão esquerda em garra, e no dedo anelar cintilou uma aliança de ouro branco entalhado delicadamente e com uma pequena pedra verde no centro – é meu direto como segunda esposa do antigo chefe deste clã, este clã pertence a mim, tudo aqui pertence exclusivamente a mim, pura, exclusivamente, simplesmente porque eupertenço ao ultimo chefe desta família! – bradou fechando o punho.

–mulherzinha teimosa dos infernos! – sibilou Ren e ela se limitou a arquear a sobrancelha em desdém.

homenzinho tolo. — disse, e ele subiu as escadas em sua direção parando quando, entre os dois, três ninjas pousaram armados e mascarados.

–mas o que...? Retirem-se agora! – ordenou sem que houvesse resposta.

–quer me fazer um favor, Ren? Me desafie outra vez e te faço dormir nas catacumbas, você e o segundo irmão.

–é Shinjukage – rosnou Yuzuru. Sakura deu um aceno com a mão e os seguranças saíram da frente e se mantiveram agachado a espera de ordens.

–mas não aqui, só porque você, o ultimo e o penúltimo Shinjukages foram membros desta família, não significa que ela esteja no comando da Vila, você sabe, sempre soube, é a lei, eu mando porque como senhora desta família, líder deste clã, eu não te devo obediência como Kage, não nestas paredes, com este titulo aqui dentro você é mera visita, nestas paredes eu governo, e você observa... Mas, se desejar ficar como filho desta família, você deve obedecer a mim, porque como pertencente ao seu irmão mais velho, eu sou sua irmã mais velha, sou o poder e a voz dele, e você obedece a mim, assim como todos aqui, estamos entendidos?

Não satisfeita com seu silencio ela desceu um degrau acima do dele e o fitou de frente.

estamos entendidos? – sibilou baixo entre dentes, Yuzuru poderia ter arracando sua jugular agora, mas tragou, e respirou fundo.

–sim, Oohime-sama.

–ótimo, vemo-nos mais tarde, estarei ocupada. — ela voltou para pegar o manto de pele o jogou sobre um ombro e partiu rumo a uma das portas laterais, seguida pelos três ninjas, um foi a frente e abriu a porta, e ela parou antes de sair – oh, também mandarei preparar um quarto para os visitantes – disse, fitando-os de soslaio – Sai, já sabe onde pode ficar afinal.

–sim senhora.

–até mais, ani-sama.

Sakura então saiu.

–ah, agora é ani-sama – Yuzuru reclamou se sentando nos degraus.

–mas não continua a ser? Vai deixa-la continuar isso? – disse Sasuke.

–eu posso ser mais velho em idade, mas ela pode passar por cima disso, sua ligação como esposa do meu irmão é obviamente mais forte do que comigo como irmão de consideração.

–ela pode e vai mandar e desmandar agora. – disse Ren irritado, ele ergueu a vista encarando a tapeçaria atrás e acima do trono e resmungou – satisfeito agora?! Deve estar se vamgloriando né?!

–oh ele deve, ele adorava perturba-la e cutuca-la, pior, adorava dar poder a ela, deixava ela comandar tudo o que estivesse abaixo dele, a desafiava e a punha furiosa, só porque sabia que só ele ela deixaria doma-la, ela não aceitava ordens de qualquer um, e ele a ensinou a mandar...

–ele a mimou! E olha no que deu! E só porque gostava de nos humilhar! Fazia ela mandar na gente e não podíamos questionar um temperamento desgraçado como o dela! Aí ele dizia “ora vocês não podem com uma pequena flor como esta?” desgraçado! Pequena flor o escambau! Aquele maldito! Pegou uma gata arisca e transformou nessa maldita leoa que ela é hoje!

–mimando-a ou não, ele não a fez só para isso – comentou Sai sentado no trono todo folgado.

–onde pensa que está, idiota?

–ele sabia que não podia realmente domina-la, Sakura não se entregaria a ele a esse modo, nunca seria totalmente submissa a ele, então dava-lhe o controle sobre tudo o que podia e em troca queria toma-la ao máximo, ele sabia também que não podia leva-la a borda, sabia o que a havia feito ficar com ele, era Yato, Yukine, a família, isso tudo, ela amou Yato muito antes de amar ele, e ele sabia disso, sabia que era a única forma de te-la, e usou isso, Yato primeiro, depois Yukine, ele, e então...o outro...

–outro...? – começou Ino.

–sim, ele.

–a criança – disse Yuzuru com olhar perdido.

–sim, o filho que a Sakura perdeu, mas não se conformou.

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A pesada porta abriu num ruído seco, vazio que denunciava o que reinava adentro.

Frio.

Solidão.

Uma criança não deveria estar num lugar assim, mas era tarde demais para mudar isso.

Sakura caminhou pela sala de granito, passando por paredes com gavetões e nomes antigos gravados nelas, haviam três corredores mas ela seguiu pelo central, que levava a maior sala, e a mais “nobre” empurrou as portas ainda mais pesadas que a cerrava e entrou, era uma sala grande, haviam três túmulos de granito no centro enquanto o resto da parede, guardava mais membros da família, ela ignorou os dois primeiros túmulos da esquerda para a direita, e deixou um ramo de flores sobre o terceiro.

Parou diante e baixou a cabeça prestando respeito.

Era seu amado, mas já estava conformada.

Quando terminou, voltou-se então para o diminuto tumulo mais ao lado, tão pequeno como era, se erguia de uma pirâmide em dimensões retangulares.

Sakura se sentou num dos degraus e se debruçou sobre a superfície, apoiando a cabeça deitada nela, uma falha tentativa de chegar ao interior dela com seu calor, uma falha tentativa de dar a vida.

Ela nunca fora capaz disso afinal.

Aquilo que deveria ser a prova incontestável de sua natureza de mulher, só fazia dela um ser ainda mais quebrado.

Despedaçado e sem conserto.

Ela nunca soube exatamente quando sua vida havia começado a desmoronar, mas sabia quando havia se reconstruído, e sabia que, não ter conseguido algo tão natural para toda mulher, era o golpe do qual ela nunca seria capaz de revidar, ou sequer aguentar.

O mundo estava ameaçando cair outra vez, a qualquer momento ela poderia descobrir que voltaria ali para chorar outro filho, e ela não aguentaria, ela sabia que ele estava sofrendo, sabia que ele precisava dela, e que estar ali chorando pela criança a qual nem pode ver o rosto morto era egoísmo, mas ela não poderia simplesmente se parar.

Ela nunca poderia aceitar, que perdera seu marido por tentar protege-la, e que não foi forte o bastante para ter o filhinho deles, o bebe era tudo o que Yasuhiko queria, e ela, mulher incompleta e inútil, não foi capaz de salvar nenhum dos dois. Nem como médica, nem como mulher, nem como mãe.

Era sua sina afinal, chorar, lamentar e esperar, mas ela sempre lutaria contra isso, talvez fosse parte do carma também, porém agora, nem que fosse por alguns momentos, ela queria chorar por seu bebe, amaldiçoar não te-lo tido, se retorcer com sua própria imaginação de como ele teria sido, se uma criança alegre, se tímida, se um rapaz carismático, ou muito focado, se um grande homem, ou talvez simples, não importava, ele não estava vivo.

E era culpa de sua fraqueza.

Quando finalmente a lucidez pode alcançar sua mente corroída em dor, ela se levantou, não secou lágrimas por que já estavam secas, o leve inchaço e o incomodo causado pelo “Olhos cansados” que adquiriu por meio das celulas Rc habitantes em seu corpo a fazia enxergar tudo mais embaçado. Seguiu em frente deixando a sala e indo para os próprios aposentos.

Agora não haveria mais perda de tempo apenas ação.

Apenas justiça, ou vingança.

Tanto faz, ela derramaria o sangue dos culpados de todo jeito.

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Grandioasidade e luxo, discreto mas elegante, tudo ali transparecia alta riqueza e ao mesmo tempo, simpliscidade.

Ino não conseguia tirar os olhos de cada detalhe do quarto a que fora conduzida. Sasuke por outro lado não fitava o ambiente com o mesmo fascínio, ele provavelmente estava imaginando como seria viver naquele luxo, como fora pra Sakura viver ali, tantos anos.

Bom, ela não se importaria de viver sete ou dez anos ali. E aquela era apenas uma suíte de hospedes.

Ele bufou e resmungou algo e seguiu par ao banheiro, Ino se livou do equipamento, deixando sobre a mesa e parou diante da pequena piscina de frente para a varanda contornou-a e olhou lá fora, mas logo voltou, a nevasca estava mais forte e o vento mais frio, fechou a porta e se abaixou diante da água tocando-a sentiu-a morna e se arrepiou.

–nossa, dá pra tomar banho...

Batidas soaram e ela seguiu para a porta, abrindo-a e dando de cara com uma daquelas gêmeas loiras que nem lembrava o nome mas que adorava Sai.

–oh... boa noite.- a loira sorriu com gentileza e fez uma reverencia.

–eu vim apenas verificar se não precisam de nada, a refeição será enviada a vocês logo, gostaria de convida-los para jantar, mas ninguém quer se reunir hoje, Yuzuru-sama voltou para a cadeira de Shinjukage, Ren-sama está com a inteligência e Oohime-sama está em seus aposentos, um pouco indisposta, Sasakurako-sama também, está... inconsolável ainda. — a jovem lamentou e Ino assentiu atenta a outro detalhe.

–sua... senhora, algo aconteceu? Ela parecia bem, mais cedo.

A loira se encolheu um pouco.

–bem... não é da conta de alguém como eu, embora todos possam imaginar o porque, boa noite.

–sim, boa noite, obrigado. — ela se retirou e Ino fechou a porta.

“...embora todos possam imaginar o porque...”

A Uchiha se sentou na beira da cama pensativa.

–quem eram? – disse Sasuke enquanto saia.

–ah, apenas sobre o jantar, vai ser no quarto mesmo.

–porque?

–parece que ninguém está disposto a se reunir conosco, uma pena não?

Sasuke deu de ombros enquanto procurava algo pra vestir. Ela se dirigiu ao banheiro, se maravilhando ao encontrar uma variedade tão grande de loções de banho.

Como queria poder experimentar todos... Talvez pudesse afinal.

Qunado saiu, Sasuke já estava sentado diante de uma farta e atraente mesa de comida, ainda de robe ela se sentou e aproveitou o jantar silencioso, com o qual se acostumara durante aquele casamento, foram se deitar embora sentisse que ele não dormiria tão facilmente. No começo ela também não quis se entregar ao sono, mas estava realmente cansada da viajem, realmente a cama era maravilhosa e o incenso que fora deixando queimando era de um perfume leve e que a empurrou para um sono maravilhoso.

Pela manhã foi despertada por Sasuke, e se trocaram para ir novamente ao encontro da senhora do clã, um café da manhã também farto lhesd foi trazido e Ino decidiu que nada naquela vida era ruim. Só um dia daquilo e ela poderia sorrir por um bom tempo, imagine se vivesse a vida toda?

Seguiram de volta ao grande salão e não encontraram Sakura nele, apenas algumas mulheres que varriam o local, não tendo nada para fazer, Ino caminhou pelo lugar observando cada retrato, dos mais antigos aos mais rescentes em alguns havia apenas uma pessoa, e ela sabia que era um dos que foram Kage naquela vila, ao chegar ao penúltimo da esquerda, ela viu uma família realmente feliz, no mesmo trono que agora estava vazio, estava o antigo chefe um tanto mais novo, o cabelo não era tão branco, ele vestia um Yukata realmente cara e pesada e atrás dele mais ao lado, estava Sakurako, com os cabelos ainda loiros e claros e um sorriso jovial, os outros dois rapazes eram Ren e Yuzuru com sorrisos de consquistador nato, duas mulheres que não reconhecia estavam sentadas no chão sobre almofadas uma de cada lado do trono, e então uma linda moça, ela era tão linda e delicada que parecia uma flor, seu vestido era branco e longo, pele amorenada e cabelos longuíssimos, eles literalmente chegavam e seus pes, quase se arrastando no chão, e estava grávida de pelo menos sete meses. Tinha um braço apoiado no trono e a outro sobre o peito de Yasuhiko Yumi, segurando a mão dele, e sorrindo com doçura.

Ela já tinha certeza, mas mesmo assim perguntou.

–com licença...- chamou uma das mulheres, — essa moça aqui... ela é....- indicou e a mulher sorriu.

–oh sim, Issa-sama, a primeira esposa de Yasuhiko-sama.

–ah...

–qual? — disse Sasuke vindo até elas. Que novamente indicaram a moça, ele avaliou-a não deixando de reparar madeixas tão negras e longas, e claro, os olhos azuis tão vividos, e soube na hora que a criança que ela levava devia ser Yato, um retrato de uma época de paz que o nascimento da criança traria, mas acabou trazendo apenas mais morte.

Não que o garoto tivesse culpa. As pessoas é que eram tolas.

Ainda que sem interesse ele seguiu o olhar para o ultimo quadro a direita, já que o que tinha ao lado era apenas Yato com cerca de três anos de idade.

Ele acabou cruzando o salão, atraído por aquelas mexas rosadas, parou diante e apenas encarou o retrato mais atual que havia ali.

Eram basicamente os mesmos integrantes, mas com acrecimos, nele Yasuhiko não trajava nada como um lorde, vestia calça preta e um sobretudo branco e longo em seu colo levava Yukine com cerca de quatro anos, e ao lado direito dele um Yato de nove anos energico e sorridente, atrás dele Sakurako, Yuzuru ao lado dela e Ren do outro, ao lado da mulher a esquerda do trono, ela usava kimono em tons de azul céu e lilás, não muito pesado porque sustentava uma barriga de seis meses, tinha as duas mãos sobre os ombros largos do Shinjukage e sorria abertamente sem esconder qualquer felicidade, e seu cabelo se derramava para o chão se espalhando pelo tapete em madeixas suaves, suas cores desde os olhos a roupa se destacavam ali. E mais abaixo sentadas em almofadas outra vez estavam as duas mulheres do quadro anterior, mais maduras e belas com olhares sedutores e no centro mais abaixo delas, sentado sobre as escadas, Sai, com um jeito meio descarado. Mas não ocultando um um sorriso.

–muito bonitos não? E tinham mais crianças, uma maravilha! –disse a mulher voltando a varrer – agora temos que ter fé e esperar que nosso Yaboku volte são e salvo...

Logos ela se retirou com as outras. E apenas vazio reinou.

–ela parece realmente feliz – Ino comentou.

Sasuke não respondeu. Ele sabia que ela estava feliz, mas só conseguia admirar quão bela ela ficava gravida.

Ele só viu uma vez, e não soube admirar, e sabia que estava tão bonita quanto o quadro demonstrava.

–ah já estão de pé – disse Ren adentrando a sala – Sakura não apareceu ainda?

–não.

–entendo...- ele suspirou. – bom, de toda forma ela já mandou uma equipe de buscas e nem nos consultou – resmungou irritado.

–uma equipe? Quantos?

–dez homens do clã, e nem sabemos o que procuram... mas ela deve ter achado uma pista ela mandou nossos melhores rastreadores.

–escolhidos a dedo – soou uma voz feminina rouca e presunçosa. Eles olharam para o trono e viram uma mulher morena e alta aparecer, ela usava um vestido branco com detalhes em amarelo claro em cima e na barra, verde, o ventre ficava a mostra no tecido transparente, e as mangas se abriam nos braços e se prendiam ao pulso, e um estranho mas elegante arranjo no pescoço, seu cabelo era negro e liso e passava da cintura, e usava grossas pulseiras de ouro puro em cada mão de unhas afiadas, seus olhos eram de um azul meio rosado, e se destacavam tanto que assustavam, assim como presas em sua boca carnuda.

Ela era estonteante, no mínimo.

–por nós – completou outra aparecendo atrás dela quase como um fantasma, era bem mais baixa, cabelo cacheado e cor de cobre e não tão longo, devia passar apenas um pouco do meio das costas. Pele mais clara e olhos assustadoramente violetas presas aparentes e perigosas e um vestido semelhante ao da outra com o ventre a mostra, branco e rosado e o tecido que se prendia ao pulso era mais farto e aparente. Seios fartos e um colar de pedras rosadas.

Tão bela e perigosa quanto a outra.

–ah vocês, quando chegaram? – disse ele.

Ino deu uma rápida olhada no retrato e reconheceu que eram elas as mulheres que sentavam nas almofadas e seduziam com seus olhares.

–que grosseria Ren, nem nos apresenta as visitas – disse a morena acariciando o encosto do trono com um olhar superior que combinava com sua altura e porte.

–ah que seja, senhores Uchiha, essas são minhas primas Verona – ele indicou a morena que assentiu — e Aleera – a ruiva meneou a cabeça em cumprimento e ela sim não largava um sorriso sensual enquanto a outra não largava o ar superior e talvez desconfiado.

–primas? Sakurako-sama tinha uma irmã? – disse Ino.

–sim, se foi na guerra e deixou esses dois encostos – ironizou e ele então em segundos as duas mulheres estavam diante dele e agarraram no num abraço, Verona segurou seu queixo e um braço e Aleera o outro, e levou a mão a sua garganta assim como silvou pronta para morde-lo.

–como disse? homezinho irritante? – rosnou a morena.

–me larguemb- rosnou ele de volta.

–devia ser mais carinhoso com suas primas — sibilou a outra sedutora e perigosamente. – nunca se sabe quando uma delas pode comer sua carne...

–e tomar seu sangue...

–estamos aqui por que nos foi tomado um menbro importante.

–tão importante quanto é você.

–então não nos provoque, Ren.

–me solta!

–como se eu já não tivesse o bastante para perder minha paz, minha família, fica em guerra sempre que tem oportunidade. — disse Sakura, eles se viraram vendo-na diante do trono, usava um vestido preto, longo mas simples o que se destacava nela eram as joias, o cabelo estava preso em em um coque artesanal, um colar largo em pedras de perolas e diamante, assim como os enormes brincos, uma joia que usava na linha do centro da cabeça e outra ao lado recaindo sobre a tempora direita.

–desculpe, Sakura — disse Ren, as duas mulheres o soltaram com desprezo e seguiram até ela.

–Oohime-sama!

–achamos que não voltaria a levantar, tememos tanto que aqueles dias sombios voltassem — diziam em tons claros de angustia. Enquanto se abaixavam a frente dela, Sakura se sentou no trono sorrindo um pouco e tocando os rostos delas.

–sem medo, por favor, é o que mais devemos evitar, eu estou bem, mas se não estou, vou ficar.

–oh estou tão preocupada — disse Aleera pondo a mão contra o colo – nosso pequeno Yaboku, sentia tanta falta dele quando estava nesse treino infeliz!

–por mim jamais iria, a criança é nossa e é conosco deveria estar! –reclamou a outra igualmente a ponto de chorar. Elas pareciam bem escadalososas agora... mas estavam realmente nervosas com aquilo.

–não posso nem imaginar como seja pra você que é a mãe! Isso é tão cruel! Titia está sofrendo tanto e nem quer comer!

–porque não podem deixar nossa família em paz?

–deus como são escandalosas – suspirou Ren – fiquem calmas, só lamuriar não adianta.

–o que o faz achar que somos mulheres de lamúria Ren?

–é muita falta de respeito!

–hunpf.

–por favor sem brigas vocês três – disse Sakura calmamente – estamos todos nervosos, mas vamos ficar bem, a equipe que mandei está num ótimo rastro pelo o que me foi informado, e voces fizeram uma perfeita seleção, obrigada.

–não há o que agradecer!

–é nosso pequeno Yaboku! Quero-o de volta!

–e teremos.

– ao menos queria Yukine aqui conosco, seiquee stá seguro, mas me sentiria melhor tendos meus olhos sobre ele, deve estar tão crescido, parece que já passou tanto tempo...- choramingaram e Sakura sorriu um pouco.

–oh ele está, e sei que estará maior quando eu voltar, mas ele está seguro também.

–oh, é tão linda aquela criança.

–amo-lhe os olhos!

–será um homem espetacular!

–como todo Yumi deve ser.

–tirando Ren, é claro.

–calem as malditas bocas! — rugiu ele. E elas silvaram como gatas de volta exibindo as presas.

–oh meu, não as irrite Yuzuru, sabe como elas são sensíveis – disse Sai entrando na sala – ohayo – cumprimentou.

–Sai! — as duas se ergueram e saltaram leves como plumas praticamente voando, sobre o salão até pousaram no chão em suas roupas fluidas e foram até ele se jogando em seuys braços – oh voce voltou! Diga que vai traze-lo! — pediu a ruiva.

–hey hey, calma.

–vai ajudara a traze-lo não é? – pediu a morena, ela tinha a altura dele mesmo provando quão alta era, ele sorriu e beijou sua mão.

–é pra isso que estou aqui Verona querida.

–oh! — ela o abraçou e a outra também.

Ren revirou os olhos.

–não se aproveite! Idiota!

–não estou... eu acho...

–idiota!

As duas nem deram atenção a isso, ocupadas em se manter agarradas a ele e enxugar as lagrimas uma da outra.

–só queria que os dias voltassem a ser como eram...

–oh sim...

Sai suspirou e fitou Sakura, com seu olhar perdido em algum lugar.

–tenho noticias do esquadrão, Sakura.

A viúva voltou os olhos para ele e as duas mulheres se calaram para fita-lo.

–E? – disse a mulher.

–estão próximos de pegar o tal suspeito, devem traze-lo sem tardar ainda hoje, ah e você tem uma visita.

–visita?

–Rokuto – ele disse sem lá muito gosto. Sakura suspirou e assentiu se levantando.

–irei lá então- saiu pela porta lateral e logo o silencio reinou por um momento.

–Rokuto? Aqui? Achei que estivesse enfiado em seu feudo...- comentou Aleera.

–ele não perde a chance afinal.

–hey, calem as bocas, podem não gostar dele, mas é da família, querendo ou não.

–se ele não tivesse feito aquele convite tolo! As coisas seriam tão diferentes!

–muito diferentes! E nada disso estaria acontecendo!

–meu primo estaria vivo! E no poder!

–minha irmã estaria aqui e feliz.

–E teríamos outra criança para amar!

–calma queridas, ele não teve culpa, ninguém podia prever nada, ele deve estar tão arrependido quanto o resto de nós.

–mas arrependimento não trará nossa adorada criança de volta!

–Ele seria tão lindo! Sei que seria! Agora estamos perto de perder Yaboku!

–Yaboku! – choraram e ele suspirou esfregando suas costas enquanto elas se encolhiam contra si.

–certo certo, acalmem-se, vocês já ajudaram muito certo?

–sim?

–sim, com certeza agora porque não vão até sua tia? Eu tentei falar com ela, mas não consegui, podem ir lá e tentar faze-la comer? Vai deixar Sakura mais tranquila também. — disse Ren. Elas se entreolharam pensativas e assentiram se afastando de sai e se apressando para partir.

–espero que de certo, Sakurako é muito sensível também – disse Sai.

–é.

– sensibilidade parece resumir as mulheres daqui – Sasuke comentou.

–nem tanto, elas não exitariam muito em me rasgar a garganta, são sensíveis e selvagenstambém – disse Ren.

–o que acha que Rokuto veio fazer aqui? Dar consolo? Ele não poseria fazer muito além disso, e deve ser seu maior interesse — disse Sai.

–quem é Rokuto? – disse Ino.

–Rokuto é um primo nosso, em terceiro grau por isso bem distante, não só da família como do sangue também, ele é senhor de um pequeno feudo, já mais no interior do país. – explicou Ren.

–longe sanguineamente? – disse Sasuke franzindo a testa.

–sim, ele e descendente nosso por parte de uma tia distante, não carrega nem nosso nome e sim da parte do pai, por isso nossa relação é meramente amizade, mesmo ele querendo ser mais próximo do clã.

–Ele sempre quis, e assumir uma posição, mas ele não tem sangue pra isso, ele não manisfesta Kagune, nem mesmo pode se transformar em animal ou arma, o sangue Yumi dele é “fraco”.- explicou Sai.

–mas ele tem boas influencias e esta bem ligado a aldeia – disse Ren – e como eu disse, deve se sentir culpado.

–pelo o que?

–na noite em que o acidente aconteceu, Sakura e Yasuhiko vinham de uma visita a casa dele, ele insistiu que eles fossem numa, outra tentativa de se aproximar do clã, mas tudo aconteceu ele sempre vem tentanto se desculpar.

–não que alguém o culpe, é só meio... inconveniente... por mim ele se afastaria de vez, principalmente da Sakura, mesmo não oculpando ele deve lembra-la daquilo tudo.

Saindo da sala eles seguiram para um corredor onde se tinha a vista do portão, e lá viram Sakura em frente falando com um homem, era alto, branco e de cabelos negros, meio magro mas com boa postura, falaram por pouco tempo, ele reverenciou e partiu seguido por alguns ninjas, enquanto Sakura retornava.

–como era de se esperar, pouco útil. — disse Sai.

–hum — suspirou o outro.

Eles seguiram de volta para dentro da sala, e lá viram Sakura conversando com um ninja. Ela assentiu e ele partiu então voltou-se para eles.

–como o esperado, tivemos resultados, bem rápidos na verdade.

–resultados? Como assim?

–a equipe que eu mandei, já localizou o suspeito.

–que suspeito é esse?

–uma garota, ela é suspeita de ter auxiliado no sequestro de Yaboku.

–uma garota?!- disse Ren.

–é, e ela já está sendo trazida aqui – Sakura cruzou as pernas se recostando no assento e juntando os dedos a frente do colo, entrelaçando-os e estralando-os, o som ecoou seco e tétrico, assim como o sorriso que despontou no canto de sua boca enquanto sua íris tomava um tom carmim e cruel. – e eu farei questão de de interroga-la... pessoalmente.