Seria um dia com qualquer outro.

Definitivamente seria.

Ele iria esquecer tudo.

Esquecer o que Itachi aprontara.

Esquecer o que Yato podia fazer.

Esquecer o que Sakura transmitiu a aquele garoto como se fosse mesmo a mãe dele, esqueceria a raiva que enchia seu sangue quando pensava que ela o havia deixado por não aceitar um filho fora do casamento, uma criança inocente. Que havia partido, encontrado outro criado o filho dele, dado uma criança a ele.

Qual era diferença entre eles afinal?

Ela não o amara vida inteira? Não afirmara isso sempre que se entregava?

Era tudo tão vazio assim?

–ohayo – Disse Shinjukage, Sasuke assentiu com a cabeça e os dois caminharam pelos corredores ao passar por uma janela Sasuke viu um dos pátios e viu Yato correndo por ele perseguido pelas duas leoas, ele gargalhava o que demonstrava que era tudo uma brincadeira, a última vez que o vira foi quando voltava para casa com Itachi, avistou o rapaz perto de uma barraca de sorvete, usava calça preta, camisa branca e jaqueta de couro e meninas e até mulheres ficavam aos suspiros quando ele passou levando duas casquinhas, sentou num banco ao lado de Sakura e lhe ofereceu uma delas, ela sorriu com doçura e aceitou então estendeu a mão para mostrar-lhe algum prédio importante da vila e falar sobre ele o que o rapaz ouviu com interesse.

Yato saltou desviando do bote duplo das leoas e se transformou na pantera negra que corria velozmente pelo pátio.

–é uma habilidade diferente não? – Comentou Shinjukage.

–kekkei genkai? – Yuzuru assentiu.

–do clã Yumi, podemos nos transformar completamente em uma criatura ou mesmo arma, varia de um para o outro os mais habilidosos podem se transformar em fera e em arma apesar de que se você for uma arma precisa ser manejado por isso as vezes temos duplas ou trios de ninjas.

–o quão verdadeira é essa transformação? – Yuzuru riu e então se tornou o leão da noite do festival e seguiu em frente falando.

–totalmente, se você me abrisse agora não encontraria nada diferente do que encontraria em um leão comum, se quebrasse um de nós em forma de espada o veria como uma ferramenta quebrada antes é claro da transformação reverter e morrermos como humanos a única coisa que se conserva intacta é nossa mente e a faculdade de falar quando nessa forma.

– quando vocês aprendem isso tem algum ritual?

–não, alguns demoram outros assim que começam a academia e tem força e chakra além de concentração o bastante para manter a forma, no começo é difícil se transformar mas quando você se acostuma é como ligar e desligar um botão.

–que estilo predomina no ninjutso de vocês?

– Doton, a terra, ela nos dá tudo somos muito ligados a ela a tudo que é...terreno e carnal — Ele riu de novo como se lembrasse algo- e por isso acabamos sendo mau interpretados.

–huh?

–vai perceber logo...

Ao entrarem numa sala uma música começou a tocar, lembrava aquelas das boates em que Ino o arrastava as vezes.

Seu olhar parou no centro da sala.

E lá estava ela de costas prendendo o cabelo num rabo de valo, sua cintura fina estava completamente a amostras por que suava uma calça legging cinza clara que abraçava suas pernas e traseiro, um bolero preto curto só cobria o busto e ombros deixando a barriga amostra, Sakura se virou de perfil e deu para perceber agora o que estava bem mais magra do que quando se separaram, não, estava mais desenhada, a barriga mais seca ondulada apenas por uma leve musculatura, o seios mais fartos arredondados tal como o traseiro.

Um tigre negro se aproximou e tomou a forma de um homem alto de cabelos negros que batiam nos ombros e olhos azuis porém não tão intensos quanto os de Yato, mas um tanto debochados.

Ele a puxou pela cintura e juntou a outra mão dela começando a se movimentar com certa rapidez sem sair do ritmo que a música empunha.

“Oceanos tão profundos, rios de água

Os céus cinzentos, nenhum raio de sol

Manteve-o real com você ao meu lado

Você não está me sentindo

Porque eu não estava me sentindo fraco

Começou como amigos, então se tornaram amantes

Quando soubemos no final

Esse não era o plano

Agora eu sofro, porque você sofre

Nós dois estamos em agonia...”

Ela mexeu o quadril colado ao dele tal como o rosto e quando afastava rebolava ao ritmo dele.

De forma provocante e as vezes rígida, ela não tinha expressão alguma, apenas fechava os olhos e quase nunca fitava o parceiro.

Mas seu rosto era algo difícil de focar com seu corpo se movendo daquela forma. Os saltos médios e finos deixavam seus passos ainda mais femininos e sensuais e a forma com que envolvia o pescoço do homem e se deixava ser tão bem guiada dava uma sensação de... inveja?

"Todas as coisas que eu poderia ter feito

Para mantê-la perto

Eu tenho sido um tolo mais de uma vez, é tão, tão claro

Você me ama mais do que eu te amo

O fato de que você está me deixando

Está me fazendo me sentir confuso

Agora eu tenho um coração, coração, coração quebrado

Agora eu tenho um coração, coração, coração quebrado

Agora eu tenho um coração, coração, coração quebrado

Agora eu tenho um coração, coração, coração quebrado

Eles dizem, você nunca sabe o que você tem

Até que ele se foi

Isso é verdade, isso é verdade, tão verdadeiro

E eles dizem, para que você nunca perca a sua água

Até o poço seca

Tão verdadeiro, tão verdadeiro...”

(Nelson Freitas — Broken Heart)

Yuzuru cortou o silencio que houve depois do fim da música batendo palmas, o casal se desvencilhou e o homem revirou os olhos para ele.

–não tem coisa melhor para fazer? Que droga de Shinjukage é você?

–are, are, que mau humor e pensar que nem minha irmãzinha conseguiu acabar com ele.

–heh, ela acabou mas sua cara trouxe tudo de volta, então? Outra dança querida?

Sakura apenas negou.

– não, obrigada, eu tenho um compromisso.

–ué...

–você não achou que eu fosse me vestir assim somente para dançar com você achou? Disse ela dando as costas, os dois homens, aff, os três, seguiram seu leve e sensual rebolado.

–bem... talvez mais... – Yuzuru o calou com uma cotovelada.- não enche.

–idiota...

Sakura se sentou numa cadeira e começou a tirar os saltos.

–vou treinar, apenas isso.

– agora?

–hun- Assentiu – com o Yato.

–aff.- Disseram os dois.

Ela ignorou e deixou os saltos sobre a cadeira enquanto se levantava seguiu descalça para duas portas abrindo-as e revelando o pátio, caminhou rumo ao centro dele.

Os três a seguiram e viram-na parar com a mão no quadril.

–Haru-kun, Yabo-kun, Yuri-chan, Mado-san.- Chamou e logo os quarto estavam diante dela, os dois rapazes da festa tal como a garota e o velho. – tudo bem treinarmos agora?

Eles assentiram fazendo mesuras e então Haru, o rapaz moreno e brincalhão foi o primeiro a se tornar luz e envolver Sakura quando se apagou, ela estava novamente no kimono cor de creme de uma manga só e então foi o velho que se tornou um punhal no ar que ela encaixou no obi, Yuri tomou a forma de lança e Yabo do tigre.

–muito bem então — disse ela apoiando a lança no ombro.- Yato?

Yato logo apareceu acompanhado da águia da festa e das duas leoas.

–ele estava aprontando de novo – Disse a ave cuja voz a denunciou como sendo a mãe de Yuzuru.

–eu não! – Disse mimado.

–Yaboku...-Censurou ela.

–ugh...

–tudo bem, dessa vez – Disse Sakura – Yato? Venha filho, você não queria treinar?

O garoto perdeu toda e birra e assentiu eufórico.

–agora?- Ela concordou serena – Yes!!

–não vá para longe minha filha – Pediu a ave, Sakura assentiu.

–será em um campo de treino aqui perto eu garanto, vamos Yato, desculpe por fazê-lo me levar Yabo-kun.

O tigre meneou a cabeça deixando o dorso para que ela se sentasse de lado.

–hunpf, aposto que ainda chego primeiro que esse gato preto sem graça.

–huuuuuhhh?!! Vamos ver então! — Yato correu virando a pantera e o tigre o seguiu logo o acompanhando e deixando claro que mesmo levando alguém era muito veloz, os dois saltaram entre os arbustos e a última coisa a ser vista foi a ponta do cabelo rosado da kunoichi o brilho da lança e a ponta das caudas das feras.

–oh, espero que não cheguem tarde, quero dar um jantar – Disse a ave que logo se tornou a velha.

–tsc, aquele fedelho sempre exagera, e a mãe sempre deixa.- Resmungou o homem moreno a mulher o fitou arqueando a sobrancelha.

– Você não pode dizer muito pode? Eu te mimei demais, agora acha que pode sumir, se atrasar e me deixar preocupada.

Yuzuru tapou a boca contendo o riso e o outro o fulminou com o olhar.

–oh, ohayo, Uchiha-san- Disse a mulher e ela apenas assentiu – esse moleque é meu terceiro filho, o caçula, a dor de cabeça aliás...

–hey...

–se chama Ren – Yuzuru riu mais ficando vermelho.

–lindo nome não acha Sasuke-san?

Sasuke arqueou a sobrancelha, Ren significava lírio d’água e o homem não estava feliz com ele.

–tsc, cala boca velhote! – Rebateu ele puxando o cabelo do kage, e então riu e o solto – mas é melhor que Yaboku.

–mas pelo menos Sakura o salvou com o apelido, hehehe.

–vá se...

–crianças – Censurou a velha.

Os dois calaram e ela suspirou.

–não entendo o que tem contra esse nome, Yaboku foi o fundador da nossa vila, ele só não pode ser o primeiro Shinjukage e escolheu o melhor amigo para isso...

–que por acaso era nosso bisavo...- Suspirou Yuzuru

–que passou o titulo para nosso avo... — Continuou Ren também enfadado.

–que o passou para nosso pai...

– que o passou para Yasuhiko...

– e que agora é meu! Cara eu sou demais! – Gabou-se o prateado. Ren deu-lhe uma cotovelada irritado e a velha suspirou.

–o titulo se tornou hereditário? – Disse Sasuke.

–bem, não por nossa escolha, acontece que a nossa família é uma das fundadoras, temos o melhor kekkei genkai e se sempre havia um de nós como melhor...

–nada mais justo, o povo escolhe.

–mas ainda houve uma guerra civil.

A guerra que levou Sakura.

–sim...a vila foi fundada basicamente por dois clãs o Yumi e o Hasegawa que são descendentes do homem que fundou a vila e morreu antes de se tornar kage, como daí em diante o povo nos escolheu, eles achavam que estávamos monopolizando a vila contra eles e vinham incitando uma revolta, tivemos que impedi-los...

–como?

Destruindo um clã inteiro? Tal como a folha fez aos Uchiha?

–debatendo – Disse Yuzuru.

A resposta o pegou.

–como?

–não queríamos uma guerra ainda que não tenhamos conseguido evita-la, os Hasegawa tinha muitos seguidores a vila ficou dividida, mas entre combates e mortes e dor, os dois comeram a perceber o custo que essa luta estava causando, então fizeram um tratado o Shinjukage casaria com a herdeira dos Hasegawa e a criança deles seria ponte entre os dois clãs e a união da vila.

–mas o casamento não aconteceu...

–sim, aconteceu, e gerou Yaboku.

–huh?

Então a história já havia começado antes...

–mas nossa querida Issa não aguentou o parto... – Disse a mulher desgostosa e triste cobrindo a boca com a manga do kimono – e...

– e eles nos acusaram de ter tramado a morte dela, mas ela apenas não deu conta, a culpa foi de todos ainda havia muita tensão entre os clãs, muitos Yumis não a aceitavam como esposa do Kage e muitos Hasegawas consideravam uma vergonha misturar o sangue deles com o nosso, e a cada desentendimento a guerra ameaçava voltar, Issa era uma garota frágil e não gostava de contendas, era uma flor apenas, ela ficava nervosa sempre que haviam brigas e isso afetou a gravidez, Yaboku nasceu antes do tempo e muito fraco, foi um milagre salvarmos ele.

–mas os Hasegawa não se conformaram queriam tomar a criança e Yasuhiko jamais deixaria, eles mau se conheciam no começo mas se amaram tanto... Ele quase não aguentou a morte de Issa, só por ter Yaboku ele suportou tudo e procurou paz mesmo com raiva por terem o acusado de tramar a morte dela, Yaboku cresceu bem até os quatro anos, conseguimos protegê-lo dos desentendimentos e da guerra, quando o Kazekage nos ofereceu sua ajuda militar agradecemos aos céus, porque nenhuma outra nação quis se envolver num conflito de um pais tão pequeno talvez apenas esperavam nós nos matarmos entre si para tomarem a terra, Gaara-sama foi muito bondoso, nos ajudou a controlar a revolta sem mortes demais, e então chamou Konoha que nos enviou seus médicos e diplomatas, o velho chefe dos Hasegawa começou a abrir os olhos e o coração, ele sentia falta de Issa e não chegou a conhecer Yato, queria o neto perto e estava cansado de tanto sangue, Yasuhiko foi acalmando todos aos poucos, com suas palavras, prometeu esquecer a contenda, abrir espaço aos outros clãs, formar alianças para o bem da vila, e como uma família deixaria Yato conhecer o avo, e assim o fez, ainda haviam radicais incitando a guerra eram Hasegawas que desobedeceram o chefe e fugiram, agora são nukenins, nada mais, as coisas ainda estavam tensas então Konoha nos mandou outra benção.

–Sakura, você quer dizer – Disse Ren, ela deu de ombros.

–para muitos o nome dela tem esse significado, ela foi forte e dura, mas também foi compreensiva, ajudou Yasuhiko a acalmar o povo ela era calma e atenciosa e o povo se apegou a ela, tanto que quando se juntou a meu filho nem os Hasegawa reclamaram, Yato já amava, e ela a ele, e quando ficou grávida, a vila pode esquecer os maus tempos de vez, Yasuhiko se foi e mesmo que a criança se tenha ido com ele, ninguém temeu a guerra, Yuzuru já era cogitado como substituto, e os Hasegawa já o haviam o aceitado, tudo o que queriam era seu herdeiro com eles e logo o terão.

–logo?

–sim, eles querem treinar Yato como legitimo herdeiro deles também, o rapaz só assumirá os Yumi, por que já tem um tio, irmão mais novo de sua mãe que irá assumi-los é um rapaz muito sábio também, de mente aberta, tenho certeza que ajudará Yuzuru a reunificar a vila, então Yato só tomará os Yumi, mas treinará como um Hasegawa assim que voltarmos para casa, será intenso os Hasegawa são muito rígidos, demais até, o bastante para nos preocupar, Sakura por exemplo, não aprova, mas sabe que é o certo, e Yato quer isso, e ela... vai apoia-lo, é uma boa mãe afinal.

–ah, toda essa chatice me deu fome – Resmungou Ren, a velha o censurou com o olhar e deu as costas indo embora.

–venha vou servir algo.

–Yes.- Ele a seguiu, Yuzuru bufou cruzando os braços.

–hunpf, e ainda não quer ser o mimado...

Ren girou enquanto andava apenas para mostrar-lhe a língua.

–Ren – Chamou a velha, e ele a seguiu, quieto.

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O que chamavam de “Jantar” para Sasuke não era diferente de uma festa.

Estavam no salão principal e todo o pessoal do Shinjukage estava reunido ali, entre mulheres e homens ele podia contar uns trinta, ao que pareciam, todos shinobis.

Bom, não parecia agora, e sim, uma maldita festa.

A s mulheres em roupas provocantes apenas uma ou duas além da senhora Mayu, mãe do kage usavam kimonos.

Os homens também bem vestidos se revezavam em beber, conversar, rir e claro, dançar e cantar.

Por isso eram mau interpretados?

Sim.

A dança do povo deles era definitivamente pesada para os termos de Konoha, não exatamente explicita, ou vulgar, mas muito, muito sensual, provocante e talvez carinhosa dependendo do casal.

Aquelas gêmeas, por exemplo, queriam mesmo era se divertir aceitando uma dança com qualquer um, enquanto Yuri tinha os olhos brilhantes enquanto se deixava embalar nos braços de Haru. Ele não parecia entender o real significado do olhar da jovem, e sorria de orelha a orelha divertido e bobalhão.

Isso ainda iria dar em encrenca.

Hunpf, como se Sasuke estivesse interessado.

Odiava essas coisas formais, essas puras e deliberadas puxações de saco, mesmo o jantar tendo sido oferecido pela senhora Yumi, sabia que havia jogo político envolvido nisso, Naruto também não era fã, mas o que ele não faria pela vila? Nada cruel e sem caráter claro, e o jantar não era assim.

O Hokage e a esposa conversavam com o Shinju e sua mãe, Minato estava com eles atento é claro, as danças no salão. Nas mulheres, principalmente.

Tsc, puxou ao pai.

A pestin- ... Kushina parecia até bem calma agora, no colo da mãe, sabe-se lá por quanto tempo.

Sasuke e Ino preferiram deixar o filho, primeiro por que ele não estava interessado em ir, e em segundo (talvez primeiro), não queriam deixa-lo perto de Sakura depois do que aprontou, Ino já surtara o bastante e mesmo agora ela olhava o tempo inteiro para uma das portas como se temesse a aparição da Haruno.

Haviam ninjas da folha também como Shikamaru o que aumentava ansiedade de sua esposa.

Em todos esses anos o Nara nunca voltou a falar com ela se não de forma seca porem sem ofensas, e com Sasuke era da mesma forma, quando seus interesses trombavam.

Mas, nada aprecia acua-la e ao mesmo tempo incita-la tanto quanto a possível vista de Sakura Haruno.

Ino a temia, não sua fúria, mas suas palavras e o peso que elas podiam jogar sobre seu filho.

Talvez sua fúria? Ela a provara naquela noite, e nunca sentiu tanto medo de morrer, medo de viver e conviver com o erro, medo de perder a criança.

E então o medo por parte da mãe e seu desprezo.

Medo da vila.

E ela enfrentara tudo isso.

Fora e ainda era chamada dos piores nomes, se casara com Sasuke sim, se tornara a senhora Uchiha sim, e por mais que isso a sufocasse as vezes, não podia negar que desfrutara, desfrutara do poder do nome, depois que resolvera ignorar as ofensas e que passou a lidar com gente de relevância, ela via o desprezo e o nojo nas faces da senhoras e senhores de respeito, mas também os via engolir em seco qualquer vontade de ofende-la, e porque?

Porque fora Sasuke Uchiha que ela roubara.

Usava a aliança com o símbolo dele, trajes com o símbolo dele, e aquilo fazia aquele bando de hipócritas recuarem e calarem as bocas como cães amedrontados.

Sim, Uchihas eram aterradores e graças a ela logo haveriam mais deles a se temer novamente.

Podia não ter mais outra criança mas sabia que seu Itachi e a outra criança bastavam.

Só eles.

Só ela bastou.

Então, sentindo novamente os olhares de desprezo, ela ergueu o queixo mais ainda, arqueou a sobrancelha e fitou o salão com arrogância.

Ela era Ino Uchiha, sofrera muito por estar ali ainda que não fosse realmente intencional.

Mas agora estava, não permitiria que nada a abalasse de seu trono.

Faria isso por ela.

Por Itachi.

E por Sasuke também, sabia que ele esperava isso dela.

E esperaria, exigiria, o mesmo dele.

Seria muita ousadia querer dançar?

Não que Sasuke fosse com ela, definitivamente, não.

Mas talvez alguém dos Yumi se disponibilizasse a ensina-la alguns passos, ela nem precisaria de muito, sempre fora talentosa pra essas coisas, também não exageraria, afinal era uma mãe de família.

Os Yumi eram muito receptivos, falou com poucos deles mas foi muito nostálgico.

Eram acolhedores, pacientes, gentis, a fizeram se sentir com se estivesse no colo de seu clã. Entre os iguais a ela ou, que ao menos a tratavam como iguais.

Isso a deixou mais corajosa, podia até encarar a carranca de Sasuke, ele detestava esse eventos.

Mas antes que pudesse manifestar seu desejo uma das duplas de portas do salão se abriram.

E ela entrou.

E toda a determinação de Ino se esvaiu, ela se sentiu murchar e paralisar.

Ela não fora a única sofrer, e ela causara tanta dor.

Sabia disso, mesmo estando longe.

Ela causara dor demais, não tinha o direito de se erguer e reinar ali.

Até porque a mulher que mau reconhecia mas que ainda arrastava para o passado e a enchia de temores sobre o futuro caminhava pelo centro do salão a passo felino e imponente, um pouco rígido até.

Mas demonstrando a todos ali, ainda que talvez sem intenção.

Que ela era a única.

Que iria.

E merecia.

Reinar ali.

Notas finais
#FicaNaTuaQueridinha! JÁ IA ESQUECENDO DO VIDEO *--------* >>> https://www.youtube.com/watch?v=JwcvCq7qo2E&list=LLKTKuCMhpZLwokZWWRe1xXw