Talvez - EM HIATUS
54 Capitulo. 50.
Notas iniciais

– CARAMBA! – Yato gritou, e sua voz ecoou por todo o ar, o vento parecia a ponto de jogá-lo daquela altura desnorteante e não só o ar, o ambiente, tudo parecia épico, magnânimo. Como estar realmente numa lenda.
Sobre ela.
O que havia agora eram apenas sobras de uma grande batalha, que no passado, definiria o mundo daquele ponto em diante.
O Vale do Fim, estava quase destruído, as estátuas dos dois shinobis mais famosos da história, decaptadas mas ainda lá, gigantescas, soberanas.
– eu pensei que nem existisse mais, porém aqui está, hein? – comentou Akira. Eles estavam em missão, uma simples entrega de documentos entre Som e Folha, e a equipe era constituidade de Yaboku, Akira e Mamoru, que agora aproveitava a vista para fazer um bom lanche.
– isso é incrível! Você sente? – Yato exclamou, completamente extasiado.
– sentir o que?
– o quanto esse lugar é fantástico, como é, o que presenciou, duas batalhas colossais entre shinobis que chegaram a ser comparados à deuses! Vejas essas marcas! Cara!
– é legal... meio coisa de velho acho...
– batalhas que decidiram o rumo do mundo!
– não podemos demorar, temos hora pra chegar – lembrou Mamoru.
– verdade.
– só um mergulho.- o Yumi disse.
– hã?
– só um mergulho, até a adrenalina daqui deve ser única!
E ele se livrou do colete chunnin e se jogou da estátua de Madara Uchiha. Braços e pernas abertas a pressão da queda acelerando o sangue em suas veias. Soltou um grito alucinado enquanto os respingos da cachoeira lhe banhavam.
– esse cara é mesmo maluco.
– nem me fale.
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– aí ele me olhou com uma cara desperada, os olhos dele pareciam a ponto de explodir...
– ai meu deus...
– socorro....
– e aí ele abriu a boca um tempão e disse... “Doutora... o que isso quer dizer?” – foi o cúmulo, as cinco mulheres caíram em gargalhadas. Karin estava quase tão vermelha quanto os cabelos, e Hinata também, Temari quase engasgou com a bebida e Tenten se contorcia na cadeira, Ino se abanou.
– essa foi uma das melhores semanas da minha vida! – Karin completou a história.
– nisso eu tenho que concordar. – a Uchiha declarou, quando respirou melhor.
De fato, a semana da campanha interna de exames de fertilidade, rendera a toda a população feminina do hospital, muitas, muitas histórias de comédia pra contar. E já faziam duas semanas que havia acontecido.
E Ino achou que nunca veria um numero tão grande de homens constragidos, na fila pra coleta e então, uma fila tão grande de homens confiantes e também inseguros.
Passar dois dias entregando exames fora meio constrangedor também, pois apesar de poder dizer que Média de fertilidade estava numa faixa boa, sempre haviam os extremos.O que resultou em homens que saíram com o peito estufado de orgulho e até jogando cantadas nela e homens que saíram a ponto de entrar em depressão. Mas o pior foram dois casos em que a total infertilidade fora detectada e esses pacientes saíram dos consultórios espumando pelas ventas.
Pois eles tinham filhos.
Ou achavam que tinham.
Ela não havia imaginado que aquilo poderia até destruir famílias... Não era ninguém pra julgar as esposas até porque precisaria de muito mais que um exame apenas para detectar se houve adultério, e mesmo que houvesse, ela era a última a poder dizer algo. De toda forma, havia sempre alguém inconformado e muita gente pediu outro exame ou a apuração do primeiro.
Ela imaginou que Sakura não ficaria nada feliz em ter sua prestigiosa equipe de laboratório questionada, mas a mulher parecia achar isso natural, e já esperar.
– esse exame vai ficar marcado na memória de muitos – riu-se Temari.
– isso com certeza!
– e o do Shikamaru, como foi? Heeeein? – disse Tenten, Temari empinou o nariz.
– muito bom na verdade, a pessoa que o atendeu até falou que ele está acima da média considerando a idade, e isso o deixou todo metido, aliás, quero saber o nome da criaturinha, tá, Ino? Acho que ela elogiou demais.
– uui que ciumenta! – disse Karin – Suigetsu foi muito bem também, no fim, o problema era eu...- suspirou ela. Hinata sorriu e afagou sua barriga já começando a se salientar.
– não mais, lembra? – a ruiva sorriu, radiante.
– verdade!
Por um momento, Ino invejou-a um pouco, graças as circunstâncias em que engravidara ela passou muito tempo da gravidez se culpando e fugindo pra dar atenção á gestação como uma mãe de verdade, fazia os exames e se alimentava devidamente, mas não conseguia sentir apego ao filho, mas com o avançar da gestação que ela o vira como seu único bote de salvação, dela e de Sasuke e que embora não demonstrasse, ele também estava se esforçando pra fazer tudo certo dali em diante.
Ela se perguntou como seria se engravidasse de novo, porém, logo deixou a possibilidade de lado. Ela já estava chegando nos quarenta, e por mais que Sasuke fosse adorar ter mais um Uchiha, sabia que não era isso que o manteria com ela por mais doze ou vinte anos, Sasuke amadureceu muito, e ele se recusava a cometer o mesmo erro duas vezes. Exigia mais de si próprio do que muitos poderiam cogitar.
E estava mais que provado que ,um filho não mudaria as coisas entre eles, e ela não era hipócrita de achar que poderia tentar. Ela não queria amá-lo, não conseguia amá-lo como homem, mas amava o bom pai que ele era, e o bom parceiro.
E não queria perder isso, e nem toda a boa estrutura que tinha. Afinal, era somente isso que tinha. E por isso estava magoada com ele, e mesmo que talvez não desse certo, que nunca conseguisse fazer Sasuke se libertar de sua paixão, obsessão, talvez amor, mas não desistiria de tentar fazê-lo desistir de tentar.
– e quanto ao Naruto heeein? Senhora primeira dama? – disse Karin.
– eh? Na verdade eu não sei...
– como não?
– Naruto estava pra ficar louco, garotos... Mas até agora não chegou com o exame, então...
– Sakura-chan! Não seja cruel! – ouviram Naruto implorar, e em seguida a risada de Sakura até que ela adentrou a sala quase dançando com dois envelopes em mãos, Naruto a seguia com uma cara de dor e ansiedade e Sasuke vinha atrás, com uma carranca.
– Sakura!
– olá meninaaaas – cantarolou – lindo dia não? Liiindo dia pra saber, se alguns garotões continuam garotões, néééé?
– oh meu, Sakura, você tem...
– siiiim! – ela provocou mostrando os envelopes – aqui saberemos se os senhores Uchiha e Uzumaki ainda dão bons reprodutores!
– vá se danar, Sakura – Sasuke reclamou, irritado. – me dá essa merda e pronto.
– oh uma pena pra você, mas não posso, não posso nem passar para Ino ou Karin, porque tudo sobre a saúde desses dois cavalos aqui deve ser mantido em maior sigilo, então esse exame não pode sair das minhas mãos.
– entendo...
– tudo bem, mas me dá logo isso, Sakura-chan! Preciso provar que sou mais fértil que esse bastardo aqui.
– vai sonhando — Sasuke devolveu e elas os fitaram meio enojadas.
– pelo amor...- começou Temari.
– voces tem que competir até nisso?!
– humpf.
– ele que não admite que eu sempre vou ser o melhor!
– por que nunca vai ser, e abre logo essa porra de exame, Sakura.
– oh? Tudo bem, se gostam de público...- ela pegou um e começou a abrir e vendo os olhares curiosos do mulherio, ele e Naruto avançaram em sua mão, impedindo-a. – que foi?!
– não quer filmar e por na TV?
– Sakura-chan! Isso é íntimo! – Naruto reclamou, rubro de vergonha, e até Sasuke estava. Era algo admirável até para a esposa dele, na verdade ela se perguntou quando o vira corar de tal forma assim em doze anos.
– ora quanta frescura! Vamos abrir em um lugar íntimo então – ela desdenhou, e seguiu para as escadas. – voltamos logo, meninas, preparem bebida e salgadinhos, ainda vamos rir muuuuito!
– opa! Vamos esperar então!
Os três seguiram para o escritório do Uzumaki, Sakura não perdeu tem em tomar a cadeira dele e os dois sentaram a sua frente.
– muito bem, quem vai ser o primeiro?
– eu! – Naruto pediu, e Sasuke deu de ombros, cruzando os braços.
– tudo bem – ela deixou sobre a mesa o exame de Sasuke e abriu pacientemente (até de mais) o envelope. – vamos ver... hum... nossa.
– o que? o que?!
– sim, sim a Concentração por ml, Concentração Total, Motilidade progressiva, Morfologia, Vitalidade, Concentração de células redondas e Concentração de leucócitos estão todos nos parâmetros aceitáveis... e resumindo todos esses números chatos, podemos concluir, que sua taxa de fertilidade, Naruto,está por volta de 84, 98%.
– e o que isso quer dizer?
Sasuke acertou a própria cabeça contra o encosto da cadeira, e Sakura riu.
– que você tem uma alta taxa de fetilidade, mesmo dada sua idade, certo? Na verdade, mesmo que você esteja no auge da sua vida reprodutiva, 84% é algo admirável.
– sério?!
– com certeza.
– então sou melhor que um moleque de vinte?!
– é... melhor que muitos...
– AEEEEEE! PORRA CHUPA ESSA! O UZUMAKI AQUI É UM REPRODUTOR DE PRIMEIRA! AOOOOWWWWWW! CHUPA ESSA TEME! HINATAAAAA! – Ele já estava na porta quando gritava pela esposa – HINATA! ADIVINHA! VOCÊ É CASADA COM UM GARANHÃO! AMOR VAMOS FAZER MAIS TRES FILHOS DE BOAAAAS!
– hein?
– humpf, mas ainda continua vira-lata – Sasuke desdenhou.
– claro, senhor eu venho de uma raça superior, que tal vermos quão bom reprodutor o Clã Uchiha é? – Sakura disse, já abrindo o dele, Sasuke deu de ombros, adotando uma postura indiferente, mas internamente não podendo negar que não estava disposto a perder nesse quesito, para o Uzumaki, mesmo que não fosse algo que simplesmente pudesse controlar.
Uma afiada insegurança o abateu ao lembrar que deitara com diversas mulheres no passado, e apenas Ino concebera, nem mesmo Sakura, enquanto que Naruto já tivera Minato logo no começo do casamento e mais tarde, a pequena e vivaz Kushina.
– considerando que você não vai entender mesmo, vamos ao principal –ela disse, toda profissional e ele se perguntou se ela tinha alguma perspectiva desse exame também, se pretendia provar algo a si mesma posto que ali, poderia estar a prova definitiva de que ela jamais tivera qualquer culpa em não ter concebido dele, considerando ainda que concebera de outro homem sem grandes dificuldades.
Os olhos verdes passearam com firmeza sobre cada linha até chegarem ao final e ela arquear a sobrancelha um pouco.
– oh...interessante...
– o que?
– embora a sua taxa de concentração de espermatozóides por Ml seja um tanto moderada pra sua idade... sua taxa de motilidade é altíssima, esses carinhas aí são apressados.
– huh?
– e isso te confere... aff, não quero nem ver a palhaçada..
– Sakura.- Ela revirou os olhos e soltou de umavez.
– 86% de fertilidade.
– huh?
– 86%.
– eu entendi essa parte, então eu sou melhor que o Dobe? – Sakura bateu a testa na mesa, e revirou os olhos.
– Sasuke será que eu preciso lembrar que mesmo com alta taxa isso é bem relativo? Existem muitos outros parâmetros, e as situações, seu modo de vida...
– eu sou dois por cento mais fértil não é? – ele sorriu. Ela esfregou a mão no rosto, inconformada, suspirou.
– é..
– hã? Fala alto, mulher.
– é sim! Grande coisa! Muita diferença, nossa! Você pode repovoar a terra inteira com Uchihas! UAU!
– posso trazer Uchihas com 2% a mais de chance que Uzumakis, eu sou incrível mesmo – ele se levantou, indo pra porta. – para de se vangloriar, Dobe, não é 86% por cento mais macho que eu, otário.
Sakura gargalhou ali mesmo.
– deus, como são idiotas...- embora não pudesse negar, que também se surpreendera com o resultado do Uchiha. Sasuke estava totalmente no auge de sua sáude sexual, e isso agora, depois do trinta.
Porém, sabia que essas coisas variavam, e ele e Naruto poderiam ter sido muito mais ou muito menos mais férteis dez anos atrás.
Guardou novamente os exames na bolsa posto que eles voltariam para seu arquivo sobre o historico deles, e seguiu para fora. Onde teve que ajudar as mulheres a desatracarem os dois idiotas.
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– você finalmente chegooou! – Sakura exultou, ao sair na porta e abraçar o filho, Yato olhou para dentro, notando a sala repleta de conhecidos e até música tocando.
– nossa... essa festa é pra mim?
– hum? Tecnicamente, não! Maaas, sinta como se fosse sua meu bebê! Mamãe estava com saudades como foi a missão, huuuum? – ele deu de ombros, se deixando ser puxado para dentro da casa pela mão, e só então notando que na outra ela levava uma taça de vinho, também viu que estava bem corada e agitada.
– pessoaaaal, olha só, meu bebê chegou!
– olha aí! Voltando do trabalho! Isso sim é um homem! – Disse Naruto, vindo cumprimenta-lo também meio balançado.
– obrigado... erm, parece estar havendo uma festa e tanto hein?
– siiim, você não pode adivinhar, e que bom que lembrei a tempo, ou a tal pessoa iria ficar me atazanando com seus dramas um teeempão! – Sakura riu, cristalina e eufórica. – seu tio Sai está aniversáriandoooo!
– Huh? O velho? E ele ainda lembra a data? – ela riu mais e levou a taça aos lábios, Yato interrompeu, segurando – mãe, calma aí, acho que a senhora já bebeu bastante não?
– oh, não seja chato! Olhe pra você, está todo sujo, e cansado, vou baixar a música e esquentar o ensopado pra você, ah! E temos bolo! Vá, vá tomar um banho, musukoooo!
– mãe...
– olha ele aí! – exclamou Temari vindo – Akira está bem? Veio com você? – pela coloração das bochechas ela também já estava um pouco alta.
– estava... ele foi direto pra casa.
– eu entendo! Tomara que sossegue lá mesmo! A Touka está aqui então ele deve quietar o facho, hehehe.
– adolescentes! – riu Sakura – bebê, vai tomar um bom banho e descansar, vai?
– mãe...só... sem bebida, certo? Já bebeu bastante.
– bobagem! A noite é uma criança! E por falar em criança, tenho que ver se seu irmão não atacou o resto do bolo! – ela seguiu para a cozinha meio tonta mas firme ainda e resmungando algo sobre Sesshoumaru acabar tendo diabetes se continuasse de tal jeito...
Yato suspirou, esfregando o cabelo sujo de terra e suor.
– adultos...- resmungou Touka, vindo até ele – eu avisei, eu avisei...
– avisou o que?
– que não queria vir!
– ah...
– hn, a missão foi bem?
– ótima, Mamoru deve estar em casa, comendo algo, e Akira, disse que ia tombar na cama assim que chegasse, bom, pelo menos ele não precisa se preocupar em levar uns tapas da mãe dele... – Touka teve que concordar, desde o bolo os velhos deitaram a beber, e mesmo que não fosse mesmo uma festa para crianças, ela estava emburrada e deslocada ali, nem seus pais estavam comedindo e Itachi fora dormir num dos quartos de hospedes depois de sem querer, tomar um suco batizado pelo tio Naruto, o álcool não estava tão forte, mas pra um garoto que nunca provou, foi o bastante pra ficar bem tonto e enjoado.
Ela só estava ali por que não queria ir pra casa sozinha e deixar os pais no meio daqueles doidos. E nem Itachi.
– você viu a Hiiro?
– eh? Bem... acho que já foi dormir, ela parecia intimidada aqui, mas comeu bastante bolo eu garanto – a expressão dele pareceu aliviar, e ele suspirou, cansado.
– que bom, eu bem queria leva-la, mas ela não tem formação pra isso, não oficial.
– ah, sim, e como vão fazer?
– ela vai fazer o mesmo tipo de teste de aptidão que o Sesshoumaru fez quando voltar ao Diamante.
– parece bem melhor.
– com certeza.
– hey! Baka onii-san! Chegou mesmo hein? Você viu a okaa-san?! Ela está tão engraçada! – disse Yukine vindo ate eles, Yato deu-lhe primeiro um cascudo antes de puxa-lo para perto.
– seu idiota, como você deixa ela fazer isso? Daqui a pouco vai começar a xingar os tios, dançar com uma garrafa, e finalizar chorando e falando mau do pai.
– mas é até divertido!
– seu fedelho!
– e o bolo tava ótimo, e já sabe, hein? O velho ojii, vai te encher até dar um presente pra ele.
– ele é pior que criança! Mas eu realmente nem lembrava, vou ter mesmo que conpensa-lo, é um bom tio, mesmo que chato, irritante, aproveitador, golpista, galinha...
– o que você dizia mesmo? – disse Touka.
– dane-se, velho filho da...
Yukine riu, e apontou.
– lá vem ele.
Sai se aproximou, segurando uma garrafa de algo forte e já cheirando a isso.
– Ô meu garoto!
– ah, mas não vem não! Seu bebum!
Sai riu e o abraçou, Yato xingou tentando se soltar dele.
– meu garoto! Dá aqui um abraço no seu tio! Ah meu muleque! Se eu tiver um filho quero que seja como você!
– você já tem dois!
– ah é mesmo! Eles estão dormindo, já as lindas mamães deles estão aqui! Aliás você sabia que o titio aqui é um verdadeiro garanhão?!
– huh?
– isso de novo...- Touka revirou os olhos.
– pois é, o titio é um reprodutor de primeira!
– ah ainda é sobre aquele exame? Eu nem vi o meu...
– sua mãe disse que só abriria quando chegasse!Ô Sakura?!Minha musa?!
– Uhuuuul?! – cantarolou ela da outra ponta da sala.
– lembra do combinado?! Ele já chegou!
Sakura ficou radiante.
– é verdade! Bebêêê?!
– ah não!
– vem cá! Aqui seu exame! – ela disse, puxando envelope de dentro da justa blusa.
– mas que diabos...? – disse Kiba que estava perto – o que mais cabe aí dentro ô mulher?!
– não é da sua conta, ô vira-lata!
– oshe...
Yato, soltou-se do tio em velocidade recorde e cruzou a sala, segurando a mão da mãe para o alto.
– não!
– ora, o que foi, bebê?
– não abre isso!
– ora o que tem de mais? É só um exame – disse Hinata e Naruto abraçou sua cintura murmurando algo que o jovem realmente não queria saber posto que, a deixou totalmente vermelha e sorrindo bobamente.
Encarou a mãe, quase em pânico.
– mãe, não, por favor, amanhã a gente vê isso!
– bobagem, bebê, não tem nada do que se envergonhar...
– vou ter se abrir essa coisa.
– não seja tão inseguro! Seu pai era um homem muuuuito viril...
– mãe!
– e seus tio também são, eles só tem medo de serem amarrados!
– mãe...
– e sua avo já ligou três vezes perguntando sobre o resultado...
– mã- mas o que?! Ah, fala sério! Nem pensar!
– você tem que ser mais seguro, bebê.
Ela o empurrou, como se fosse um boneco, e ele caiu sentado no sofá entre Shikamaru e Sasuke, o Nara apenas bateu em seu ombro, com camaradagem.
Sakura abriu o envelope e apertou as vistas encarando o papel, ele torceu pra que o “olhos cansados” e o álcool atacassem sua vista agora.
– oooooh!
– o que? O que?! – disse Sai vindo até ela.
– fica na sua velho! – ele reclamou mas foi puxado de volta ao estofado pelos dois homens, Sasuke afagou rudemente sua cabeça e resmungou meio grogue.
– fica aí, seja macho.
– pois é – disse o Nara. E o rapaz esfregou o rosto e encarou Touka com um olhar que pedia claramente que ela ateasse fogo em algo, nem que fosse nele. Mas ela desviu, completamente constrangida.
– oh meu deus! Bebê que orgulhoooo!
– esse negoço tá errado hein, tá muito errado – Sai disse, sério.
Sakura revirou os olhos e o empurrou para longe quase o fazendo ir pra parede.
– sai daqui! Está é com inveja! Seu velho acabado!
– isso aí não tá certo não!
– ta duvidando da minha equipe é?! Mais respeito! Meu bebê é um reprodutor! É siiiim! E eeeeeeu tenho parte nisso porque eeeeeeu o alimentei muuuuuito bem até agora! – vibrou ela, vindo se curvar e o abraçar, Yato arrancou a folha dela se se levantou antes que alguém tomasse.
– qual o resultado?!
– é particular!!
– não tenha vergonha! Meu bem tem uma linda e, pavorosa, devo acrescentar...
– mãe?!
– ... taxa de fertilidade com magníficos 93,56%!!!!
A sala toda ficou em silêncio apenas o som de Chouji deixando a taça cair foi ouvido.
Temari, desceu o olhar para calça do jovem um tanto espantada.
– nossa...você..
– Temari.- Shikamaru resmungou.
– mas eu só...
– é o que?! – indignou-se Suigetsu – um franguinho desses?!
– impossível! – reclamou Naruto.
– refaça o teste, esse aí é furada – Sasuke disse, com toda convicção.
– vai se danar Uchiha! – rebateu Sakura. – meu bebê é um bom reprodutor! Então já sabe! Nada de brincar por aí sem proteção!
– ai meu deus! – ele exclamou, largando o papel e seguindo para o corredor.
– o que foi, meu bem?!
– olha aí! Nem o garoto acredita que é tudo isso, eu voto por refazer o exame – declarou Sai.
– ah, fica na sua! Esperava mesmo ser mais que o meu menino?! Ele está na flor da idade! Oooownt agora sim tenho que cuidar pra que ele não ande fertilizando solos poooodres! É hora de uma nova conversa! Vooooou lá! – ela declarou seguindo para o quarto, no caminho, agarrou Yukine pela gola e levou junto – você também looogo loooogo vai estar na hora também, não custa nada eu me precaver.
– huh?! Que?! Nãooo, nem pensar! Isso é constrangedor! Mãããee!
– bobagem! Se fosse seu papai seria bem tranquilo.
– mãeeeee!
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Ele não lembrava da última vez que ficara tão solto e leve. Realmente leve e não por causa da bebida apenas. Bebeu por beber, por diversão, não pra se livrar dos demônios e fantasmas do passado ou pra tornar os sonhos e desejos reais e palpáveis por um único momento.
Sasuke cambaleou até a cozinha em busca de um copo de água, Touka já havia levado a mãe para a casa, e a maioria dos amigos havia partido, apenas Itachi permaneceu dormindo depois do engano com a bebida. Suigetsu e Karin foram pra um quarto de hóspedes e Kiba também estava bêbado demais pra sair mesmo que nas costas de Akamaru, então foi largado como um boneco velho na outra cama. Sai não quis de jeito algum que as mães de suas crias fossem embora tão tarde e antes de tombar no sofá, insistiu até elas ficarem, as outras crianças já dormiam e Yato parecia bem revoltado, trancando-se no quarto.
Agora, refletindo um pouquinho, Sasuke presumiu que o rapaz tivesse ficado bem constrangido. E entendeu que Sakura era uma mãe bem liberal, liberal até pra os garotos, e bêbada então...
O cheiro dos doces da festa o deixou enjoado, e quando entrou ele visualizou a Haruno na pia, lavando copos...Quebrando-os na verdade, ela deu uma risadinha e se curvou para pegar os cacos.
– vai acabar se cortando – Sakura saltitou no lugar e xingou, ele pegou um copo no armário e seguiu até a pia toda cheia de louças e molhada até no chão, ela ligou a torneira pra ele e voltou a tentar lavar algo.
– não enche o meu saco...nossaaaa que bagunça, que festaaaa.
– humpf.
– não vem com “humpf” você estava adorando também!
Ele deu de ombros e Sakura riu de alguma outra coisa.
– foi tããããão divertido, liberou a tensão das últimas semanas, mas acho que Yato não gostou...
Ele entendeu seu ponto.
O garoto estava relutante em sair em missão, totalmente como um cão em alerta ao redor da família e da mãe e quando volta, encontra tudo relaxado demais, ao ponto de haver uma festa.
Sasuke interrogara o culpado pelo envenenamento, ou tentara.
O bastardo confessara, mas na hora de contar os detalhes e quem o contratara, ele definitiva, e literalmente, explodiu.
Uma velha técnica que assegurava o segredo da informação por meio da morte, mas, ele deixou bastante DNA e isso resultou em um parentesco com o sangue de Ghoul, pelo nível da herança, ele não atingiria a forma Ghoul mas com certeza era um Shinki da Aogiiri, haviam pedaços inteiros o bastante pra que detectassem tatuagens da seita.
Saber que Sakura estava na mira da Aogiiri não devia deixá-los tão tranquilos, mas ele assegurou a segurança da casa da Haruno, e também não contava que seus amigos, todos ninjas de elite, fossem perder para o álcool, até mesmo ele.
– como se dizer pra deus e o mundo a taxa de fertilidade dele também não fosse motivo...- comentou.
– ooooh, ele é tãããããão puro às vezes...
– tsc.
Sakura soltou outro copo que se espatifou no chão, sua mão ainda estava ensaboada demais e ela resmungou, quase choramingando, se curvando para pegar mais cacos.
– larga isso, está bêbada demais pra mexer com vidro, Sakura.
– não eeeeenche, eu to óóótimaaaa!
Sasuke revirou os olhos e a puxou pelo braço, antes que pudesse xinga-lo, os saltos dela derraparam no piso molhado e ele agarrou seu quadril tentando segura-la e escorregou também quase caindo ao mesmo tempo em que ela se apoiou na pia, mau sentindo as pernas.
Sakura gargalhou, e ele xingou pela quase queda, e só então, notou o quanto a tinha perto, seu quadril farto colado ao próprio.
A cintura fina dentro do arco de seu braço e os seios quase colados em seu peito, distância essa que ele cedeu rapidamente em diminuir, e então sentiu sua respiração alcoolizada e doce bater contra o pescoço.
Desceu os olhos para os dela, e encontrou aquelas gemas a fitarem-no avoadas por causa da bebida, e confusas por conta da brusca mudança de clima e aproximação.
E ele também estava, mesmo quando entrara ali, não sentiu a súbita ânsia de ataca-la, e estava confortável em conversar com ela de forma tão amigável. Ele sempre temera escorregar facilmente e ser descoberto, mas embora não conseguisse parar de olha-la fortuitamente enquanto bebia, tão pouco achou que a tentaçãoo atacaria num golpe tão casual e acidental.
Estava tão desnorteado quanto ela, e não conseguia comedir nada, o hálito dela estava misturado ao saquê da última rodada e sua pele parecia assombrosamente macia mesmo por baixo da blusa, seu calor o atraia como um imã.
Ele curvou a cabeça em direção ao seus lábios com quase ou nehuma hesitação, mas lento. E Sakura piscou, atordoada, respirando o ar entre a pequena distancia deles, suas mãos se soltaram da pia e o peso do corpo do homem pressionou-a bruscamente contra a madeira mas não foi o bastante para tirá-los da forte neblina que os envolvia e nublava ainda mais as mentes, ascendendo os corpos.
Sasuke a apertou contra si, e subiu a mão por suas costas apreciando quando ela desajeitadamente pousou uma mão em seu peito e outra no braço enfaixado. E da mesma forma desajeitada, levou os lábios na direção dos dele enquanto os olhos ainda abertos buscavam entender tudo aquilo com clareza, tal como ele.
Os inferiores se roçaram, e ele moveu o rosto, sentindo-os, o batom empreguinando um pouco em sua boca, e então caindo derrotado e permitindo que a lingua também tocasse os lábios dela e umedecessem, sentiu o superior contra o dela, e então sua língua tocou a dela, um arrepio gelado e de uma excitação sexual espetácular os tomou, e quase os fez terem espamos, e tiveram.
Ele tentou aprofundar, disposto a chupar cada parte de sua boca e sentir todo o gosto na língua. Mas Sakura recuou a cabeça, empurrou seu peito e ele sentiu tudo girar um pouco, soltando-a com mais facilidade que gostaria de admitir.
Ela não o fitou, mesmo a tendo encarado, apenas seguiu para a porta dos fundos a passo rápido e uma expressão muito confusa.
Ele próprio ainda estava, e quando voltava pra casa e deitava na cama, ainda se perguntava se não era alucinação.
De todo modo, era real demais.
Mas a bebida, faria com que parecesse surreal demais e tanto Sakura, quanto ele, continuariam na incerteza.
Principalmente ela. Até porque Sasuke, não poderá simplesmente negar a si mesmo que não ansiava tal coisa até a ultima gota de alma.
Já ela, com certeza, não sabia, nem tinha certeza, mas, julgou que real ou não, não era algo relevante.
Não a essa altura do campeonato.
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