Talvez - EM HIATUS
53 Capitulo. 49.

– Sakura?! O que houve com ela?! – Shizune indagou assombrada enquanto Sasuke se apressou em deitar Sakura na maca, ele tentou deita-la corretamente mas no momento que a soltou ela girou para o lado cuspido mais sangue no tecido branco. – Sakura?! Sakura?! Que manchas são essas?!
– eu não sei, fui visita-la e a encontrei assim, ela balbuciou algo sobre veneno.
– veneno?! – a médica exclamou enquanto tentanva analisa-la – ela foi atacada?
– não havia sinal de ataque... o que é essa coisa? – perguntou, vendo aquela coisa escapar da pele de Sakura e ficar pelo ar como se fosse um pó.
– eu não sei... mas está atingindo os pulmões dela! Se continuar desse jeito vai causar múltipla falência! E Sesshoumaru?! Onde ele está?
– ele está bem, os garotos estavam fora mas não pude avisar.
– isso com certeza é veneno, mas sem saber a forma de propagação fica difícil!
Ele assentiu, saindo, vendo que Sakura sufocava e que não conseguia responder nada, Shizune praticamente gritou pelos corredores, mandando alguém ligar para Tsunade e chamando mais enfermeiros.
Sasuke seguia para recepção em busca de um telefone, tinha que informar Naruto, e mandar ninjas vigiarem todas as crianças de Sakura além de espalhar um alerta na vila. O ataque a um chefe de tamanha importância como Sakura podia ser sinônimo de guerra.
– onde ela está?! – ouviu a voz de Yato, ele estava quase sobre o balcão, usava um sobretudo preto mas bem leve e fino sobre a camisa branca que estava úmida e suja, e ao seu lado, Hiiro estava assustada e parecia ter rolando em grama úmida também. Yato o viu e veio até ele.
– ela já está sendo atendida.
– o que foi aquilo?! Ela estava bem quando saí! Sesshoumaru está assustado disse que nada tinha acontecido.
– tem certeza? Aquilo com certeza é um veneno.
– eles estavam tomando café quando saí, ele disse que ela apenas desabou eu passou mau.
– saco...
Yato avançou para o corredor seguindo o fluxo de enfermeiros e, lembrando as palavras de Sakura, ele segurou seu braço, recebendo um olhar feroz do rapaz.
– o que?!
– não se aproxime dela, ela disse algo sobre veneno, e não queria você ou seus irmãos por perto, mencionou algo sobre contágio.
Yato arregalou os olhos por um momento e se soltou dele correndo para lá. Hiiro o seguiu nervosa.
– o que está havendo? – Ino lhe indagou acabando de entrar no prédio.
– Sakura foi envenenada – a esposa arregalou os olhos – co-como assim?
– eu disse que tinha algo errado, aquela mancha... que eu tinha certeza que vi... aquela coisa se espalhou e a está matando.
Ino assentiu, muito surpresa ainda e seguiu para onde a maior parte da esquipe parecia ter se concentrado. Ela não era a melhor com venenos, não comparada á Sakura, mas se poderia ajudar, o faria. Tsunade estava de férias e talvez até fora de aldeia e Shizune poderia estar totalmente enrolada.
Sasuke seguiu para o telefone mais próximo e falou com seus imediatos da ANBU, além de Naruto que parecia ter ficado a ponto de explodir.
Quando retornou, as pessoas haviam se dispersado mas Sakura não melhorara nem um pouco.
– você sabe o que é isso?! – ele perguntou ao rapaz que encarava a vidraça, havia tido esta impressão quando falou com ele.
– eu não sei... eu era muito novo...- Sasuke o puxou pelos ombros e encarou, não se importou do assombro que causava ao fita-lo com dois olhos em sangue, e aqueles tomoes girando ameaçadoramente.
– lembre-se.- ordenou, mas antes que tentasse entrar em sua mente e vasculhar qualquer lembrança. Ouviu os enfermeiros gritando no final do corredor. E se virou.
– me solta! – Yukine não gritava, ele rugia tentando se desvencilhar dos dois homens e da mulher – me solta! Eu tenho que ver ela! Agora!
– Yukine?! Se acalma – pediu Yato se aproximando – nós vamos achar um antidoto...
– como podem achar um antidoto se nem sabem o que é?! – ele vociferou e empurrou os dois homens quase como se fossem bonecos contra as paredes, avançou desviando do irmão e quase entraria no quarto se Sasuke não o puxasse pela camisa.
– aqui não, não é lugar pra você – o ergueu pela gola e ele se debateu chutando o ar.
– me soltaaaa! Eu posso curar ela! Eu posso saber que veneno é!
– já tem médicos o bastante aqui, garoto, não é hora de bancar o herói.
– me solta! Velho! Você não sabe nada sobre ser um herói!
– solte ele Sasuke – Shizune pediu.
– huh?- ele indagou, irritado. – é um garoto, Shizune.
– e é filho da Sakura, solte ele. – ela retorquiu, estressada, ele bufou e soltou o garoto no ar, ele pousou no chão e correu para contornar na cama e agarrar o rosto da mãe.
– você já viu isso Yukine?
– e-eu acho que sim, num dos livros da mãe...
– livros? Qual livros? Eu já li todos os dela e ajudei a escrever..
– na-não é bem um livro, é um manuscrito, ela não o terminou, são ervas raras, que nascem em áreas desérticas e secas, a maioria as pessoas apenas as veem como simples plantas por que são imunes a elas...mas... – ele a fitou – Ghouls não.
– Ghouls...
– isso é veneno pra Ghouls? Eu sabia que já tinha ouvido antes! – Yato protestou.
– oh, é Ferrugem! – exclamou Hiiro recuando com um silvo assombrado.
– você sabe ó que é, Hiiro?
– apenas ouvi falar! Yato! Se afaste é contagioso! Vai te matar! Yukine-kun, você também!
– em quanto tempo isso mata?! – Sasuke exigiu.
– em poucas horas!
– impossível, eu vi essa mancha nela ontem, tenho certeza.
– eh? Impossível, ela já teria morrido pela madrugada, disso eu tenho certeza! Mas eu não sei como se cura, Yato!
– ela ataca as células Rc do corpo e por meio delas afeta sistema o respitatório e então vai se espalhando e corroendo todo o resto, li isso no manuscrito da Okaa-san era um projeto de tese sobre ervas cultivadas por nosso clã, muitas dela tem ação em nosso sangue, e ela queria registrar todas, mas acabou parando a um tempo. – Yukine disse – eu não sei como... mas está no manuscrito... e está lá em casa! – ele correu de volta para fora – mandem trazer Sesshoumaru pra cá, ele estava com a mãe! e manda Haru trazer os outros não sabemos se mais um de nós pode ser envenenado!
– eu vou com você! – Yato disse.
– não! Você fica e protege a mãe! E não se aproxime dela, você pode ser contagiado, okaa-san só respondeu ao veneno agora por que não Ghoul a gente!
– droga...
– já mandei trazerem seu irmão pra cá – Sasuke disse.
– pai? – ele se virou de uma vez, preocupado em dar com Touka, e puxando-a para,perto pra ter certeza que estava bem.
– você está bem? Aconteceu algo?
– além de ter shinobi revirando o distrito? – ela disse, emburrada e encarou a vidraça vendo Sakura ter outro ataque de tosse sangrenta.- o-o que está havendo?!
– mãe?! – Yato exclamou, tentando entrar e a enfermeira o afastou.
– você ouviu seu irmão, Yato! Pode estar infectado também – Shizune disse.
– o que está havendo? – A jovem indagou.
– ela foi envenenada – seu pai respondeu.
– que...
– Yato... se você pode, Yukine-kun também não? – Hiiro indagou, chorosa. E nesse momento ele travou.
– merda! Eu tenho que busca-lo!
– você tem que ficar, pode cair tão rápido quanto ela. – Sasuke reclamou.
Yato ignorou seguindo e puxando Hiiro pela mão.
– okaa-san é meio Ghoul pelo sangue do pai, eu sou meio Ghoul pelo sangue da minha outra mãe, se ela teve mais de doze horas para apresentar sintomas eu também terei...- disse.
– mas Yuki-kun é totalmente Ghoul! O veneno vai agir muito mais rápido! – Hiiro choramingou.
– Yuri e os outros também, eu vou atrás do Yuki e você vai até os outros e diga que mandei virem pra cá, agora.
– ha-hai!
Ele soltou sua mão correu tomando a forma de um leão branco de juba espessa e lisa e Hiiro apressou-se mais em sua forma de coruja.
Quando os dois sumiram no corredor fazendo um escândalo entre as pessoas, a próxima a surgir foi Tsunade.
– onde ela está? – exigiu seguindo para lá.
– aqui – Tsunade entrou tomando as rédeas e Shizune explicou o que Yukine havia concluído. A sannin examinou Sakura, as manchas tomavam até seus olhos e exalavam de sua pele.
Virou Sakura e puxou a yukata dela até a base das costas e lá havia uma mancha não cinzenta mas completamente negra.
– ele tem razão, está destruindo o Rc dela, a kagune está se consumindo.
– ela é um Ghoul sintético fará tanto mau assim? – Shizune disse.
– o Rc está entre cada célula dela, e com esse veneno, ele vira uma bomba que afetará toda e qualquer célula normal que ela tenha. Sakura está nessa forma a anos, claro que o corpo dela se acostumou, ela só tem algumas horas se continuar assim... e os meninos?! Deviam estar em quarentena!
– Yukine foi atrás de anotações da mãe, talvez Sakura tenha estudado essa erva e tenha uma receita para a cura.
– espero que sim, lembro que ela estudou isso, mas nunca teve tempo de concluir, e nem era um trabalho totalmente dela.
– não?
– não, Yasuhiko Yumi era um bioquímico, estudou plantas que podiam afetar sua Kekkei Genkai, mas não concluiu, Sakura retomou a pesquisa mas acabou engavetando, com tanta coisa mais importante pra fazer, crianças pra criar, um clã para guiar, e o hospital, claro.
– entendo...
– onde está o pequeno? Se isso é contagioso ele tem que ficar em quarentena, Sakura que me perdoe, mas aquele menino é puro sangue Yumi, se esta coisa o afetar com a saúde frágil dele...
– porque a saúde dele é frágil? – Sasuke disse.
– ele foi criado num ambiente muito fechado, não teve a infância de outras crianças não brincou na terra, não se sujou e nem sentiu o ar puro, isso o fez perder a chance de fortalecer sua imunidade contra agentes muito comuns aos quais toda criança tem defesas, Sakura o deixa brincar na terra agora, mas está sempre atenta com isso, se um veneno deste o pega, pode ser devastador.
– ela pode não ser o alvo primário de quem a envenou, mas podem estar usando-a para atingir o menino ou mesmo Yato que é herdeiro.
Nesse momento, Touka apenas correu dali ele se virou obsevando suas costas.
– onde você vai?!
– ajudar Hiiro!
Sasuke não entendeu nada, mas ela prosseguiu. Se a coisa estava tão perigosa ela não podia deixar que Hiiro falhasse, e sabia que Yuri poderia simplesmente ignorar o aviso da moça e levar os outros ao mesmo.
– onde está indo?! – disse Akira assim que ela quase o atropelou.
– Sakura-san foi envenenada agoram podem estar tentando envenenar Yato ou o irmãozinho dele, tenho que encontrar Yuri, ele mandou Hirro avisa-la mas você sabe, duvido que ela ouça Hiiro.
– porra... vai rápido!
– pode ir pra casa de Sakura-san? Pelo que entendi aquele veneno pode matar Yato e Yukine muito mais rápido.
– o que?! Que porra, eu estou indo!
Ele foi para um lado e ela disparou pelo outro.
Tal como previra, e com muita decepção, ela chegou assistindo Hiiro chorar implorando por ser ouvida enquanto Yuri cruzava os braços e se mantinha irredutível.
– Yuri...- Yabo tentou, parecendo incerto, assim como o resto estava ficando.
– eu não caio nessa! Deve ser outra pegadinha, ela sempre fazia isso quando eramos pequenos...
Touka pousou em sua frente e no momento seguinte só havia o som do estalo de sua palma se chocando contra a face da Yumi.
O resto recuou em choque e Yabo pos o braço em frente Haru embora ele ainda estivesse chocado demais para responder algo.
Arquejante a Uchiha ergueu o rosto e encarou-a com o olho que não estava oculto sob a franja os tomoes em seus olhos rubros girando quase sem parar.
– caso não tenha percebido, todo mundo aqui cresceu, menos você.- suas palavras rasgaram.
– o que diabos está fazendo?! – Haru trovejou puxando a chocada baixinha para si.
– eu que pergunto! – ela trovejou mais – Yato está desesperado procurando um atidoto pra um veneno que pode o estar matando agora e vocês aqui parados como se fossem estátuas idiotas!
– o que ela disse é verdade? – exclamou Amae.
– é claro que é! Ela veio a mando de Yato! Ela serve à ele, coisa que voces tão “puramente” Yumis não vem fazendo! Ela é Regalia de Yato e ele contou com ela pra levar vocês antes que algo pudesse lhes acontecer, ele devia lembrar que não podia mais contar com vocês!
Ela girou sobre os calcanhares e foi embora, puxando Hiiro pela mão, parou e a encarou.
– vá ate a casa, e encontre Yato e Yukine eles podem estar passando mau!
Hiiro assentiu se afastando.
– obrigada...- se transformou na coruja mas mau batera as asas e tombara no solo erguendo uma fonte enorme de pó mais adiante.
– Hiiro?! – Touka correu ate ele e assim que pode visualiza-la ante a fumaça, viu-a tossir sangue e sufocar. – você... está envenenada?!
– como... eu não senti nada...- ela arquejou e tossiu mais, Touka a puxou pelo braço tentando ergue-la.
– temos que ir pro hospital você é um Yumi puro.
– eu ajudo – Yabo disse, segurando o outro braço da moça e o passando pelo pescoço.
– não! Você vai ficar envenenado! Disseram que era contagioso.
– não importa, Yato vai achar a cura, vamos.
Receosa, ela assentiu, e quando voltaram ao Hospital seguidos pelos outros foi ainda pior. Não havia sinal de Yato ou do irmão, e já havia outra maca no mesmo quarto em que Sakura estava e quase toda equipe se concrentrava em manter Sesshoumaru respirando.
– ah não...
– ela também foi afetada?! – Ino disse – tragam ela pra cá, e você fique aqui, esteve em claro contato com ela – ordenou a rapaz que concordou.
Hiiro foi posta em outra maca, e logo lhe puzeram uma máscara de oxigênio e uma agulha com soro.
– eles vão ficar bem?
– eu não tenho como saber ainda, querida, por favor, espere lá fora, isso aqui está cheio e estressante demais.
– hai...onde está o pai?
– eu não faço ideia, provavelmente pondo metade da aldeia abaixo, humpf, como se fosse adiantar...
Touka franziu o cenho enquanto saia.
E sua mãe voltou a tarefa de inspecionar a moça, o soro ajudaria a limpar o sangue dela mas se atigia os órgãos, não faria mais do que retardar a morte. Tal como com Sakura, mas o foco agora era estabilizar Sesshoumaru.
Chieko chegara com ele ainda a pouco dizendo que havia apenas tombado e sufocado do nada.
Não dava pra saber em que quantidade o veneno tomou o organismo de qualquer um deles, e para Ino mais parecia um vírus que um veneno, se espalhando rápido, corroendo tudo, trazendo aquele aspecto para a pele e olhos e até mesmo descontrole mental.
– Shizune?! Me traga o maldito laringoscópio!
– va-vai intuba-lo?!
– mas agora mesmo! Esse menino não vai se perder nas minhas mãos!
Shizune logo trouxe os instrumentos e quando o procedimento foi feito o peito do menino finalmente começou a subir e descer numa velocidade próxima do normal.
– mantenham ele assim e nada de tirar a atenção dele, certo?
– hai?!
– tem mais um aqui?! – gritou um enfermeio de fora, Touka se virou vendo Mizumi ter um ataque de tosse ali mesmo no corredor.
– Mizumi?! – exclamou Yuri.
– não se aproximem dela – Ino disse, puxando a moça para dentro com ajuda do médico.
– isso parece uma epidemia – disse ele.
– nem me fale.
– onde infernos o Yato se meteu? – reclamou Haru – eu vou atrás dele...- ele nem se moveu pos Sasuke surgiu praticamente do nada com Naruto em seu encalço, e segurou seu ombro.
– não vão a lugar nenhum, já temos gente em busca deles.- o tom e o brilho de seu Rinnegan foram absolutos. Até mesmo Touka via com certo fascínio, ela nunca tivera grandes oportunidades de ver tal Dōjutsu.
– se acalme Sasuke, são só garotos – Naruto pediu, seguindo para dentro. – como eles estão? – indagou.
– estamos estabilizando eles, mas precisamos desse bendito antidoto. – Tsunade disse.
– ah, cara, o pequeno também? – ele exclamou angustiado ao se aproximar da cama com o garoto – ele está pior?
– ele é pequeno, um Yumi de sangue puro, está piorando mais rápido ainda.
– caramba!
– ele chegou! – gritou Amae e todos se precipitaram para o corredor dando com Yato, ele cambaleava, com o irmão nas costas arquejante e desmaiado. As manchas tomavam os braços dos dois, e Yukine segurava entre um dos braços uma bolsa.
Yato caiu pra frente e Haru segurou seu ombro, impedindo-o de dar com a cara no chão, ele se abaixou sobre um joelho e empurrou sua mão.
– contágio... Yukine está sufocando!
– fique parado, você não está em melhor situação – disse Naruto, pegando o garoto de suas costas e levando pra dentro. O deitou numa maca a pegou a bolsa oferecendo a Tsunade.
– o que precisa está aí.
Ela arregaçou a bolsa tirando dela um grande caderno meio amarelado e para seu total espanto um molho de ramos de uma planta que parecia típica demais. Suas folhas não chamavam atenção, nem mesmo a raiz, e tinha minúsculas flores.
– Shizune, tome – ofereceu-lhe a planta enquanto se punha a revirar o caderno. – não está muito organizado... não foi Sakura que escreveu isso, essa letra é de Yasuhiko!
– Yukine tem certeza que é esse, ele achava que era um dos da mãe, mas lembrou que também tinha lido os do pai. – Yato explicou enquanto era praticamente obrigado a se sentar numa maca e a tirar o sobretudo. Uma macha enorme estava em seu pescoço e subia para o queixo. Mas ele parecia apenas afoito demais como se ainda estivesse correndo.
– droga! Você sabe o nome da planta? Seu pai não era muito organizado com anotações, pior, ele tinha uma ordem própria.
– chamamos o veneno de Ferrugem, e a planta de Ayakashi.
– Ayakashi... Yumis e suas superstições...- ela revirou o caderno mais uma vez ate enfim encontrar – aqui! Shizune, moa tudo menos as folhas e a raiz, a raiz é o veneno e as folhas não são necessárias, e muito, muito cuidado com as flores o polém tem altas concentrações do que queremos.
– hai!
– vai ser o bastante? Esses garotos também podem apresentar sintomas – Naruto disse.
– uma injeção de concentrado pra quem foi envenado e uma de mistura para quem pode estar sob risco.- ela disse, por fim fechando o caderno e o observando – isso é antigo...- voltou os olhos para onde Yukine estava – ele tem lido isso...?
– ele quer medicina – Yato afirmou, sorrindo um pouco – e nada vai para-lo.
– oh? Quem diria... ele quer levar adiante mais que o nome da mãe...
– é... ele tem estudado principalmente esses cadernos, quer se especializar em proteger nosso clã, mas ainda bem mesmo que a mãe tem essa planta na estufa... ou estaríamos perdidos.
– o mais próximo que encontrariam seria próximo ao Cristal, sem falar que essa planta não nasce em lugares muito acessíveis.
– de fato.
– já temos a cura, mas não sabemos o que foi o vetor, é isso que me preocupa – Sasuke cortou.
– você disse que notou uma mancha nela ainda ontem.- Tsunade.
– eu tenho certeza que vi, mas parecia ter sumido.
– é normal aparecer ao menos uma assim que veneno entra no sangue, mas não entendo como foi sumir...
– a culpa é da própria Sakura, como herdeira do byakugou ela tem uma alta capacidade renegerativa, e ela poderia ter indentificado qualquer outro tipo de veneno, mas esse por ir direto nas celuas Rc, conseguiu se manter escondido até dominar boa parte do organismo dela, o corpo dela deve ter derrubado a infecção assim que entrou, mas não pode para-la de ser multiplicar então quando Sasuke chegou perto, ela havia temporariamente dado um basta no veneno.
– não brinca...
– será que sabiam disso?
– eu duvido, eles não contavam que o selo Yin ajudaria, mas contaram que ela demoraria para sentir os sintomas por ser meio Ghoul, e isso daria tempo para que entrasse em contato com quem era mais suscetível, no caso, você e seur irmãos.
– ela realmente virou um vetor...- Naruto murmurou.
Yato se levantou da cama, de uma vez ao perceber o caçula ali.
– Sesshou?!
– por favor! Fique parado! – suplicaram as enfermeiras tentando puxa-lo para a cama.
– como ele está? Quando ele pegou? Merda!
– sei que parece pior, mas ele está estável, não se preocupe, só precisamos do antidoto e Shizune já deve estar vindo com ele.- Tsunade pediu, e mesmo incorfomado, ele se sentou, parecendo desconfortável, se deitou com cuidado exagerado, como se suas costas doessem.
Touka achou estranho,sua expressão de dor, ela parecia familiar de um jeito angustiante.
Parecia que passavam horas, e tudo ficou pior quando Sakura despertou, ela estava com a cama voltada para onde podia ver os três filhos ali.
Hiiro se contorcia febrilmente na cama. Yabo começava a tossir e as primeiras manchas apareciam. Yukine não acordava mas sua respiração era rápida demais. E com aquele tubo na boca e o peito pálido repleto de eletrodos, Sesshoumaru parecia pior.
Yato parecia ofegante, e suava demais, reclamou de calor mesmo ali estando bem frio e se livrou da camisa, logo lhe puseram no soro pois estava perdendo liquido. Ele piscava incomodado com o olho e tirou o tapa olho além de, simplesmente não conseguir ficar quieto numa posição.
– meu filho...? meus filhos...?! – Sakura se sentou ofegando seus olhos estavam tomados por aquela mancha cinzenta e quando se mecha soltava mais daquele pó, Tsunade tentou deita-la junto a Naruto.
– calma querida, eles vão ficar bem!
– Sakura-chan! Eles tão estáveis!
– a cura, eu tenho a cura, na estufa...- ela pedia completamente desnorteada e desesperada.- no livro, Yasuhiko tem a cura, Tsunade? Tsunade?!
– nós já temos a planta, estamos processando o antidoto, por favor querida, fique calma, respire direito ou vou ter de usar traqueostomia!
– traqueo-o que? – Naruto indagou.
– argh.
– meu bebê, por favor, salve meu bebê, Tsunade, por favor.
– eu vou salvar, meu bem, desta vez eu estou aqui, certo? Não está sozinha, Sakura.
– meu bebê, meu bebê...por favor...
– MERDA! – Gritou Yato se levantando de uma vez.
– Yato?! Para de ser teimoso! – Yuri implorou, debulhando-se em lágrimas enquanto uma mancha pequena estava no dorso de sua mão.
– você também Yuri?! – disse Haru.
– eh?!
– eu não posso ficar aqui! – Yato disse, como se fosse explodir de fúria, mas sua face parecia não decidir se ficava assim ou com dor. Ele arrancou a agulha de soro, vestiu o sobretudo deixando-o aberto mesmo e cambaleou para a porta.
– Yato, por favor, você tem que ficar e esperar o antidoto – Ino disse, segurando suas mãos, ele as afastou segurando-as e apertou.
– não posso...
– solte ela – Sasuke mandou, puxando uma de suas mãos enquanto a esposa fazia uma careta de dor. Yato a soltou, as mãos tremendo no ar e se afastou na direção da porta.
– eu não posso ficar aqui... eu vou perder... eu vou perder...
– perder o que? – O rapaz se apoiou no batente quase caindo e os encarou de perfil, sua íris Ghoul brilhava carmim insano na imensidão de seus orbe negro.
– a sanidade.- então cambaleou para fora e foi de encontro a Sai. Ele estava esbaforido e ainda no uniforme da ANBU, segurou seus ombros e o encarou e então encarou a sala.
– meu Kami! Saio por uma semana e voces me vem com essa?!
– sem piadas, Sai – resmungou Naruto, ele soltou o rapaz e foi ate a cama de Sakura se abaixando e pegando sua mão.
– não é piada, porra, o que fizeram com você, querida?! Isso é veneno?!
– especialmente para Yumis! – disse Tsunade.
– não fode...
– Hhahahahahahahahahaha! Totalmente, os filhos da puta foram certeiros agora! Hahahahahahahaha! – gargalhou Yato, de forma mórbida e assombrosa.
– você...- Sai se levantou e foi até ele puxando-o pelo braço – era a merda que me faltava!
– onde você vai?! – Ino indagou indignada – ele tem que ficar aqui!
– arrajem a maltida cura, eu cuido dele por enquanto!
– Porra! Essa merda doí! Caralho! – Yato rugiu se jogando contra a parede enquanto apertava os fios alvos da cabeça, Sai o puxou de novo e sumiu com ele no corredor.
– para de xingar ou tua mãe vai te fazer sentir mais dor.
– hahahahaahahaha!
– que diabos está acontecendo aqui?! – Sasuke exigiu.
– gritar não vai ajudar, Sasuke – Ino repreendeu.
– estamos aqui! – anunciou Shizune adentrando o lugar atrás dela duas enfermeiras traziam bandejas com seringas e vidros de coloração arroxeada.
– a graças a Kami! –Tsunade pegou um par de luvas e foi logo colocando assim como o resto da equipe.
– cuidado com o menino, injetem metade, o resto vai para o soro.
– hai.
– Sakura também, uma dose inteira e a outra no soro.
– sim senhora.
– essa menina estava pra entrar em colapso – comentou alguém enquanto aplicava a injeção em Hiiro.
Foi surpreendente como logo as respirações começaram a normalizar e o pó diminuiu em quantidade.
– vamos tirar o tubo logo logo, só quero ter certeza – Tsunade disse, enquanto ela mesma aplicava o remédio no rebento de Sakura. – levem ele pra uma radiografia do torax, quero ter certeza que nada afetou demais seu organismo, ele vai ser um ninja, afinal.
– sim senhora.
Touka apertou a bochecha do garoto assim que a maca passou pela porta. Queria ver ao menos um pouco de cor nela e sorriu aliviada em conseguir, ainda que brevemente.
Hiiro parou de tremer na cama e se desencolheu, embarcando num sono mais tranquilo. E Yukine se mexeu abrindo os olhos sonolento, sem despertar. Tsunade afagou sua cabeleira suada.
– bom trabalho, senhor Haruno.
– ah cara, essa foi por pouco – Naruto disse, sentando-se na beira da cama de Sakura, e massageando os próprios ombros para se livrar da tensão.
– não relaxe tão rápido, e vá atrás de quem fez isso! – reclamou Tsunade acertando sua cabeça.
As coisas finalmente normalizaram, e o resto dos garotos foi vacinado. Quando foi trago de volta do exames, Sesshoumaru vinha sentado na maca, apenas com a yukata aberta e a mascara de oxigênio, além de um pirulito que devia ter ganhando de alguém.
– ora ora o cara de pedra voltou ao normal – disse Chieko. Ela ficara o tempo todo apenas observando e foi realmente estranho ver aquela criança que as vezes nem parecia humana, sucumbir e fragilizar como qualquer outra. Ele lhe lançou o mesmo olhar impassível de sempre embora meio cansado.
– ficou preocupada comigo, Chieko-dono?
Ela o encarou escandalizada, mas tanto que Sasuke até estranhou.
– parece que sim – riu Shizune, afagando sua cabeça – mas agora estará bem e sua okaa, só está um pouco cansada.
– humpf – bufou a shinobi.
– ah, ela acordou – disse Naruto se curvando para a rosada – está beeem Sakura-chan?! – foi repelido com um tapão e caiu no chão, enquanto ela se sentava e se livrava da mascara.
– idiota escandaloso.- resmungou.
– fique quieta, ainda tem veneno em você – Sasuke disse.
– felizmente é uma quantidade com a qual já posso lidar, onde está o meu bebê?
– depende de qual está falando – disse a sannin, bem humorada, ela inflou as bochechas corando levemente.
– ora, todos.
– olha aí, tá ótimo agora – Chieko resmungou quando Sesshoumaru arrancou a agulha de soro e desceu da cama correndo para a dela e usando o corpo do nanadaime como banco para subir e se jogar no colo da mãe.
– musuko, você está bem? Melhor? Não sente nada?
Ele apenas negou se encolhendo em seu colo e Sakura beijou sua cabeça apertando-o contra si.
– desculpe, a mamãe assustou você, obrigada, mestra.
– não me agradeça, seu outro bebê ali, cuidou das coisas a tempo – Sakura fitou o outro menino e suspirou aliviada ao ver seu sono leve.
– que bom.
– quando comentou que ele se interessava por medicina confesso que não levei muito a sério.
– confesso que nem eu, ele pediu pra ser meu aprendiz mas eu disse que teria que estudar muito ainda, então quando vi, ele estava mexendo até nas anotações do pai.
– e foram elas que ajudaram, que bom que ele tem memoria boa.
Sakura assentiu, suspirando com um sorriso cansado.
– principalmente sobre o pai...
Hiiro soltou um gemido dolorido e virou para o outro lado, sob a coberta, algo brilhava em sua perna.
– o que ela tem? – disse Ino se aproximando ao ver que a enfermeira parecia confusa.
– eu não sei, os monitores não apontam nada!
– mas o que...?
– o chakra dela está inconstante – Sasuke anunciou, vendo isto com o olho do rinnegan e só então reparando que ainda não o havia desativado.
– onde está Yato? – Sakura exigiu, olhando em volta tensa.
– deus! Agora que você falou, Sai saiu com ele e não voltou! – exclamou Shizune
– nem demos a injeção! – Tsunade esbravejou.
Sakura deixou o menino na cama e se levantou encarando-o.
– fique aqui, mamãe volta já, ela vai cuidar do seu onii-san, tudo bem?
– você não vai a lugar nenhum nesse estado – Sasuke disse – não está só em quarentena mas sob proteção.
– me desculpe Sasuke, mas eu ainda posso esmagar seu crânio então sai da minha frente.
Ela o contornou e ao abrir a porta deu com um Sai tão ofegante e suado que chegaram a achar que estava envenenado também.
– preciso da vacina, musa, não posso segura-lo muito mais tempo sem machuca-lo.
Sakura deu a volta pegando uma das injeções e o seguiu.
– vamos!
Sasuke rosnou seguindo-o e Naruto ainda lhe tirou uma com sua cara.
Porém chegaram ao terraço e aquilo que viram era tudo menos engraçado.
Yato estava no meio do terraço completamente ou quase, dominado pelas ferozes feras de tinta do ANBU.
Já havia tinta respingada pelo chão de concreto e até em alguns lençóis estendidos.
Mas o rosnado animalesco era emitido por ele, não pelas criaturas.
– ele está perdendo o controle, Sakura.
– o que está havendo? – indagou Ino.
– vá pra dentro,Touka – Sasuke ordenou, sem tirar os olhos da cena, a moça recuou espantada por ele a ter percebido quando parecia zangado demais com Sakura para tal.
– isso é o que você comentou comigo, Sakura? – Tsunade disse.
Yato rugiu de fúria e dor e com tantos bichos em cima só puderam ver seu punho se chocar contra o concreto criando uma rachadura.
– sim... ele está mudando...
– ele mentiu pra gente, Sakura, aposto que já vinha sentindo isso e não falou – Sai reclamou.
– mentiu sobre o que? – Naruto indagou.
– Yato devorou um Ghoul chamado Jason, e embora tenha sido o único, canibalismo afetou sua kagune, ele não a está conseguindo controlar, eu achei que sim, mas Sai tem razão, ele não chegaria a esse ponto se tivesse nos dito.
– e o que vai acontecer com ele?
– canibalismo estimula a fome por canibalismo, e isso afeta sua personalidade, ele não vai durar muito e vai perder totalmente o controle de suas ações, a fome é...
Ela parou quando as feras foram reduzidas a tinta espalhada por todo lado, Yato se contorceu no chão bradando de dor com aqueles tentáculos vermelhos e pulsantes saindo de suas costas.
Pareciam quatro caldas ou como as folhas daquela flor vermelha. Pulsavam como um coração e sua cor era fascinante.
Pareciam tão bonitas, mas se debatiam de uma forma dolorosa e perturbada. Mas ainda sim Touka só queria ficar olhando.
Será que o que presenciara a uns meses eram sintomas daquilo? Lembrava bem de Yato se alongando com uma expressão dolorida, mas sorrindo como se não fosse nada demais.
Quanto tempo ele ainda pretendia sorrir como se não doesse?
Quanto?
– o que você vai fazer? – disse Sai – a essa altura só a vacina não vai ajudar, a kakuhou está em colapso por causa do veneno e essa kagune...
– SAI DAQUI! – Yato berrou encarando-os com uma expressão furiosa um dos tentáculos veio na direção dele e Sai com sua agilidade, desenhou dois tigres que saltaram sobre ela pegando-a nas presas e saltando para prende-lo no chão, de novo. Ele desenhou mais tigres que caíram na briga contra aquelas serpentes enquanto o rapaz permanecia encolhido abraçado a si mesmo com a cabeça contra o chão.
– SAI DAQUI PORRA! OU EU JURO QUE VOU COMER VOCES!
– Shizune, me faça um favor – Sakura pediu — volte pra lá e chame Haru e Yabo, eles já estão bem.
– certo – ela disse correndo dali.
– NÃO! EU NÃO QUERO NINGUÉM AQUI! VÃO EMBORA! EU POSSO CONTROLAR! EU VOU CONTROLAR!
– Isso não é uma opção sua, Yaboku – Sakura rebateu, rígida.- quem você pensa que é? seu pai? Que pode tomar todo o peso do mundo nas costas?! Pois seu pai pode não ter aprendido que tem e deve contar com todos, mas você vai, garoto.
– MEU PAI ERA UM HERÓI! EU TERIA SORTE SE ME TORNA-SE METADE DO HOMEM QUE ELE FOI!
Ela suspirou pesadamente enquanto caminhava em sua direção.
– você se tornará muito mais que ele, Yato, eu já lhe disse isso, você será mais que nós, porque é nossa continuação, mas não vai conseguir se tornando um monstro.
Ele parou por um momento, mas então voltou a debater a kagune com ainda mais violência enquanto berrava de dor segurando a cabeça.
– que droga, Yato..- disse Yabo junto ao primo.
– você dois! Tomem posição quero que façam a melhor barreira que conseguirem, entenderam? – ela exigiu e eles assentiram surpresos e saltaram desviando da Kagune para lados opostos. Sakura parou num ponto e o ângulo deles formou um triangulo.
– prontos?!
– hai!
– agora... – ela estendeu os dois dedos da mão direita na direção do filho – barreira! – gritou junto aos garotos e cortou o ar com os dedos em luz. Três rasgos iluminados cortaram o ar na direção do jovem, e se abriram formando três paredes de cristal azul claro que cerraram Yato e a kagune dentro com uma grande torre.
A kagune se debateu lá dentro tomando choques sempre que enconstava na parede mas continuava violenta, e a parede rachou. Haru segurou o braço estendido com o outro enquanto tentava manter aquela cela de pé.
– é muito forte! Ele comeu mesmo só um ghoul?!
– morto de fome com é, deve ter comido até os sapatos do cara! – reclamou Yabo – senhora! Não dá pra segurar muito tempo!
– Sakura, tem certeza que vai fazer isso? – Sai disse.
– humpf.
– sério, sei que ele errou, mas por-lhe uma coleira dessas...
– não é como se eu fosse adestra-lo, Sai, mas uma coisa dessas eu não vou permitir nunca mais.
– tudo bem.
Sakura se voltou para lá e caminhou naquela direção com os dedos em riste. O triangulo apertou mais ao redor do rapaz e as rachaduras se foram.
– Haru, use seu elemento – ordenou.
– hai! – e então raios estouraram pela gaiola eletrocutando o rapaz até a kagune se dissipar.
– agora! – eles desfizeram as paredes de uma vez e só havia uma mancha escura no lugar de cada uma.
Os dois rapazes caíram sentados, exaustos mas ela continuou fazendo um selo de mão e na outra, mantendo a posição dos dedos.
– Você, que não tem controle de sua própria natureza primitiva e insaciável, eu lhe concedo a minha rédea de autoridade e minha sabedoria...
Touka cobriu a boca em choque, ela ia mesmo... com Yato?!
– não pode ser...
– Com este nome tornar-te-ei meu servo. Com este nome, uso minha força para torna-lo uma Regalia. Tu és meu! — Sakura se interrompeu parecendo pensativa.
– põe o nome de Yatogami – Sai brincou, mas a expressão altiva e séria dela não se desfez, encarou o filho agora atordoado mas ainda perdido e suspirou, continuando.
– Como Shinki:... Magatsukami. Como Servo: Yato. Venha! Magatsukami!
E aquele mesmo processo ocorreu, depois que ela escreveu aquilo no ar, os ideogramas avançaram sobre o rapaz e se unindo a ele, numa massa de luz que quase os cegou. Então apenas o a faxo que cortou o ar sem rumo pelo local até enfim vir para Sakura com violência.
Quando enfim se desfez ela se curvou quase caindo com o peso repentino que decaiu em seu braço direito.
– mas que...?
– cuidado, Sakura!
Ela firmou os pés no chão e encarou o braço, sua mão estava inteiramente tomada por uma luva de aço que tinha garras afiadas com pontas em cristal vermelho sangue, a luva parecia ter vida e se alongou engolindo o braço dela e adicionando mais peso ainda, ela se curvou com a mão topando no chão, e quando percebeu, a luva já chegava a seu ombro.
– Sakura! Desfaça isso! Acho que não pode controla-lo como Shinki! – disse Sai.
Ela afastou o rosto quando o metal misturado a cristal envolveu seu pescoço e subiu para o queixo enfim parando na altura de sua boca e formando uma mascara cujo centro da boca tinha cristais formando uma orbe de olho vermelho e negro.
– parou...? – indagou Naruto, apreensivo.
Sakura se aprumou, agora dando conta do peso, ergueu a mão mexendo os dedos e as garras fizeram um som afiado, o metal se entremeava com o cristal formando um contraste, um padrão bonito mas meio estranho, como se um centopeia se enrolasse em seu braço.
– você pode me ouvir, querido? – indagou, a voz saindo meio abafada pela mascara.
“mãe...?”
Sakura inspirou, aliviada.
– retorne, Yato – e a luva se desfez fazendo o rapaz surgir a sua frente e cair devagar. Sakura se abaixou puxando-o para si, inconciente, mas ainda respirando e cheio de manchas.- vai ficar tudo bem agora, querido – falou, enquanto injetava o antidoto em seu pescoço.
– essa foi pesada – disse Haru caindo sentado perto deles.
– Magatsukami...- Yabo leu o nome agora marcando nas costelas do primo em um tom de cinza – realmente... você só trás bagunça,Yato.
– ele vai ficar bem agora? – Touka disse, se abaixando perto dele. A respiração de Yato normalizava, mas ainda parecia no limite da exaustão.
– vai sim. – Sakura disse, docemente.
– você o transformou em Regalia... nossa.
– hum, não teve jeito, mais uma historia que se repete... vamos leva-lo pra dentro.
– vamos lá – disse Sai puxando o rapaz e Naruto ajudou a carrega-lo.
Eles seguiram de volta para dentro e Sakura deu um tapa no ombro do colega de time.
– agora vou descansar, satisfeito, capitão?- falou, alegremente, Sasuke encarou sua expressão ainda cansada.
– tsc, desde quando é tão problemática, huh?
– oh? Está falando igual Shikamaru! Argh.
Eles voltaram ao quarto e os dois homens deitaram Yato na maca.
– mãe?! você tá bem?! – Sakura sorriu e seguiu até o segundo filho,abraçando-o.
– claro que sim, querido, e graças a você.
– eu apenas tive sorte...- ele murmurou, fungando.
– você sabia porque era esforçado, claro que ainda não pode ser meu aprediz, mas acho que posso te dar mais aulas a partir de agora.
– eh?! A senhora é tão rígida! – ele choramingou.
– ah, que nada.
– você é pior que eu, criei um monstro – resmungou Tsunade.
– a Tsunade-baa-chan poderia me treinar! – Yukine pediu e ela revirou os olhos.
– nem pensar, sua mãe já me deu trabalho o bastante, além de que, estou aposentadaaaa- cantarolou – e já que estão todos bem, vou voltar pro meu jogo de bingo!
– apens diga que não está apostando – pediu Sakura, fazendo a velha enrubescer – mestra?!
– oh vá sentar esse traseiro e descansar, garota, humpf – e dito isso ela saiu.
– Kami, ela não aprende.
– vicio é vicio, mas será que esse bingo é bom? – Sai comentou.
– você fica longe de jogos ou esfrego sua cara no chão, idiota!
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– “Eu queria que alguém regasse o mar
Sobre a minha cabeça
Eu quero banhar com os peixes e o sol
Que estão afundando sobre mim
Uma brilhante e desconhecida
Magia que desaparece toda vez que viajamos
O céu se quebrou
Como se visto através de uma placa de amostras...
Yato se interrompeu, bocejando e levou uma olhada séria do irmão caçula, riu, efregando sua cabeça com a palma.
– não seja cruel, também estou cansado.
Sesshoumaru suspirou e voltou a deitar a cabeça no travesseiro ao seu lado, Yukine babava na maca ao lado e Hiiro dormia profundamente, ele se sentia inútil por não ter percebido antes, mesmo tendo sido atacado pelo veneno de uma hora pra outra.
Mas estava mais intrigado e irado, ansiando saber como tudo aquilo começou.
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Quando entrou nos escritório, Sasuke sabia o que encontraria, mas ainda ficou surpreso. Sakura estava na mesa, trabalhando mesmo quando devia estar em observação, e de pijama. Uma calça branca com listras rosas e uma blusa fina, confortável, cinza e de botões.
Ela se virou portando um enorme livro e quase o deixou cair, ao ve-lo.
– mas que... droga! Sasuke o que faz aqui?
Ele a fitou com olhar estreito e detectou rubor em suas maçãs, ela se sentou na cadeira de uma vez e ele entendeu que estava constrangida por ter sido pega trabalhando de pijama.
– eu que devia perguntar isso? Não devia estar de cama?
– ah não enche! Sou bem grandinha, sei me cuidar e estou ótima, tá? Apenas vim dar uma olhada no trabalho acumulado.
– não passa de uma fanáticapor trabalho, vamos vá pro quarto.
Ela revirou os olhos ignorando-o completamente.
– Sakura, vai pro quarto, ou te jogo nos ombros e dou uma volta com você pelo hospital inteiro, vão adoravar ver a diretora nesse modelo.
Sakura estreitou o olhar para ele, mas viu que falava sério, bufou, cansada e se levantou fechando as agendas e livros sobre a mesa, e contornou.
– idiota, eu não sou um bebê.
“mas seus peitos devem ser macios como a bunda de um”
A idiota estava sem sutiã, o caralho que ele a exibiria assim pelo edifício, mas que foi bom ela ter obedecido logo. Também lembrou que o traseiro dela era com certeza macio. Não sabia como era apalpar seus seios fartos, mas nunca esqueceria o traseiro firme.
– quer mamadeira?
– quer um chute na bunda?
A idiota não percebeu o duplo sentido? Isso era até bom, significava que ela não tinha mais pratica com flerte ou palavras mal intencionadas...
– você não tem que trabalhar não hein?
– manter sua bunda quieta e segura também é meu trabalho, de nada, então.
– humpf, manter sua bunda limpa é minha, espero que esteja pronto para o cheque-up da semana que vem.
Ele bufou em resposta.
– preciso mesmo?
– você pode ser capitão da ANBU mas ainda vai fazer exames como todo shinobi desta vila certo? Sem benefícios.
– humpf.
– ah, e soube da novidade? Vocês também farão exame de fertilidade, hahaha!
Sasuke parou, e fitou-a completamente perdido.
– huh?
Sakura riu dele como se estivesse num show de piadas.
– vai ser hiláriooooo! Uma fila enorme de homens com revistas de mulher pelada na mãos, e potinhos, esperando pra entrar na sala e de exames e... erm, bem, você sabe.
– sei... Nem fodendo, Sakura!
– oh, mais você não vai, hahahahahahahaha!
– eu não vou fazer isso, sem chance, aliás, praque diabos isso?
– controle de natalidade.
– e estamos fora da faixa de densidade?!
– não, mas voces são ninjas, vez ou outra vão entrar em missões de espionagem que exigem que mantenham aparências, e um estilo de vida sexual, parece bobo, mas Konoha que traçar as chances que você tem de trazerem filhos e fora pra cá, e também é um experimento parcial que vai traçar a fetilidade dos membros dos clãs, então, senhor Uchiha, o senhor não pode nem cogitar faltar, é o único representante masculino do clã Uchiha, vivo e em idade fértil, afinal, Itachi é um bebê ainda!
Ele revirou os olhos, mas achou graça, da parte sobre Itachi, claro, por que nem no inferno se submeteria àquilo.
– nem pensar.
– Sasuke, não é uma sugestão, e você, como capitão, tem que dar exemplo.
– Sakura, onde na sua cabeça que um homem vai se sentir inspirado a gozar num pote por causa de outro?
Sakura corou, até o pescoço e ele meneou a cabeça, indignado.
– mulheres...- resmungou, seguindo em frente – estou fora.
– Sasuke! Sério! Se você não for eu juro que te acho e faço você tirar essa amostra!
Ele se voltou para ela, quase não contendo o sorriso, por que adoraria ver como ela o “forçaria” a isso, e se fosse, seria o filho da puta mais teimoso deste mundo.
Porém quando ia falar, Ino dobrou no corredor e quase topou neles, e o fitou, já desconfiada.
– ah, ótimo! Ino dá um jeito em você, hehe, ela pode providenciar a amostra afinal ela também vai trabalhar na coleta – Sakura disse e rindo, bateu no ombro dele e seguiu em frente.
– eu? – Ino disse, fitando-o.
– já sabia dessa porcaria toda e não me disse?
– Sakura falou? Eu queria estar relaxada o bastante para rir muito da sua cara, mas quanto a te ajudar, tenho certeza que pode se dar bem sozinho.
Ela deu uma batidinha em seu ombro e seguiu caminho, rindo a toa.
Sasuke se perguntou desde quando as mulheres a sua volta se tornaram demônios, até sua princesinha se convertera numa namoradeira.
Exasperado, ele seguiu de volta passando para verificar se Sakura sossegara o traseiro de vez, e vendo-a brincar com os filhos amontoados numa das cama, enquanto Hiiro gargalhava com a cena.
Uma das definições que ele daria para Yumi: Baderneiros.
De volta ao sossego de seu escritório, ele encarou o ninja mascarado em frente sua mesa com seriedade e rigidez.
– então?
– já temos um suspeito, um culpado na verdade, ele confessou.
Seu sorriso se repuxou só com a perspectiva de cair tão facilmente nas graças de Sakura.
Ele teria um bom tempo no interrogatório, pouco importava se já haviam confessado.
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