Notas iniciais
YOOOOOOOOO!

– ah...eu não sei.

Sakura quase se encolheu ante o combo de olhares que recebeu.

Já era a sexta casa que visitavam, a sexta vez que ela dizia: “Ah... eu não sei”.

– não brinca. – Yukine resmungou, emburrado, Yato suspirou, e Sesshoumaru dedicou-lhe um olhar neutro, mas exigente.

A pequena consultora de imóveis sorriu sem graça, já se sentindo cada vez mais nervosa com o nível de exigência da cliente, que já não bastava ser ilustre.

– mãe, é serio, o que tem de ruim nessa casa? – Yato suplicou, embora no começo estivesse super divertido, ele não contava que a mãe fosse fazer daquilo um processo semelhante ao de comprar roupas. Longo, exaustivo, e enlouquecedor pra quem assistia.

Ele sabia que por ela não estariam passando por essa. Mas ele achava realmente necessário dar um lugar para que Sesshoumaru se sentisse liberto.

Sakura queria mais que tudo agrada-lo, ainda mais estando muito abalada ainda com a recente descoberta do verdadeiro potencial do menino.Yato também se impressionava, e também se sentia cauteloso, grandes capacidades traziam grandes exigências.

A casa em que estavam tinha grande, grande mesmo área de terreno, era num ponto bastante estratégico, mesmo perto das muralhas, o caminho até o centro, academia, Hospital e demais localidades importantes.

Tinha todo um ar tradicional, mas buscando ligação com a natureza e deixando mais de lado, a ostentação, poder e imponência que uma mansão de clã ou de Kage exigiria.

Uma simplicidade natural, que, em sua opinião combinava com sua mãe, e com o mais novo.

O cheiro das arvores se infiltravam em todos os cômodos, bem sobreados, a casa era toda solar e se espalhava em extenção pelas colinas, entre uma delas passava um pequeno rio, um braço pequeno vindo de uma nascente que nem aparecia no mapa de Konoha, e uma parte da csa fora contruida acima dessa corrente, deixando-a passar em paz e dando a quem transpusesse a sensação de estar numa ponte, naquele comodo ficava uma sala de chá na parte que seguia para a direita, ficavam a sala de TV, de jantar, um escritório grande o bastante para também se converter em biblioteca, banheiro para visitas, e uma ampla sala de dojô. Na parte que seguia para esquerda ficavam os fundos, cozinha, sala de banhos, lavanderia, uma sauna pequena e os sete quartos que deviam ser o que fazia a decisão de sua mãe retroceder.

Eles eram no máximo três, Yato não ficaria lá por muito tempo, sabia que Sakura tinha aprendido com sua avó a ser extremamente receptiva e atenciosa. Mas aquela era uma casa realmente grande para tal.

Porem o que ela não contava era que da parte dos Yumi ela poderia estar sempre cheia, Sesshoumaru selou de vez a ligação do Diamante com a Folha, as visitas seriam muito mais frequentes. Sua avó ficara toda sensível e triste com a historia de que não podeia ver muito o neto por ter de estar em casa cuidando do clã e da família. Mas ele sabia que assim que a saudade batesse forte ela jogaria tudo para as sobrinhas (que ficariam desconsoladas) e, literalmente, voaria para Konoha.

E então suas tias iriam infernizar seus tios para arranjarem logo esposas para deixar a casa na mão delas, e ele também seria coagido a se casar e por logo uma senhora á frente da casa. Embora parecesse que vinha um monte de dor de cabeça e confusão, Yato apreciava mais ainda o quão forte sempre seria a ligação entre eles.

– okaa-san, por favor! Essa casa é demais! – Yukine fez suas parte, com manha.

– é muito grande...

– mas a ideia é essa não?!

– é grande demais, sete quartos? Quem vai morar neles? Fantasmas?

– bons espíritos são bem vindos – Yato brincou, e Yukine ficou receoso, ele tinha medo de fantasmas.

– engraçadinho, vai se candidatar e a cuidar de um gramado tão grande?

– a senhora me fez restaurar praticamente o distrito todo, varrer folhas secas é fichinha perto de blocos de pedra...

– significa que vai se tatuar de novo?

– essa não é a questão...

– humpf.

– por que não perguntamos ao Sesshou? Ele também precisa opinar.

– pra eu perder de três a um em vez de dois?

– haha...- os dois se voltaram para baixo procurando o menino, mas o local estava vazio.

– ora...

– acho que ele já tem sua opinião.- a moça disse, enquanto fitava a ampla janela que dava a visão do rio abaixo e dos cumes e pedras pelo terreno.

– ih ó só! – Yukine apontou para o ponto branco que subia e decia correndo, subia nas pedras e saltava de uma para outra.

Asana, se aproximou e se sentou numa das pedras se pondo a observa-lo com tédio.

– três contra um – Yato disse.

– oh Kami.

Sakura suspirou, seu pequeno parecia um passarinho solto, a natureza serena ao redor casava com sua personalidade reflexiva.

– entãããããoooo? – Yukine cantarolou e Yato riu.

Com outro suspiro, mais dramático, ela cedeu a coação.

– tudo bem.

– AEEEEEE!

– Moleques... enfim, quando podemos assinar tudo? – ela indagou a moça, sorridente e aliviada.

– estarão prontos ainda esta semana.

– oh já?

– esta propriedade está a venda a um bom tempo, a família que era dona disto tudo densanexo-a de seu distrito, resolveram que não precisavam de tanto terreno e venderam tode este lado do rio para Konoha, eles fizeram um campo de treinamento a uns três quilomentros daqui e esta parte que sobrou, a imobiliária comprou e reformou esta casa.

Sakura franziu o cenho pensativa, como haviam vindo da direção dos portões de saída da aldeia ela nem lembrara do caminho oposto que vinha da montranha dos Kages. Mas pensando agora, esta parte não lhe era estranha.

– que clã era dono daqui? – indagou intrigada. A mocinha se encolheu meio receosa, mas admitiu.

– o clã Uchiha...

– oh?

– queeee?! Eles eram donos daqui? Sugoi! – exclamou Yukine. Yato franziu o cenho, embora tenha visitado o distrito, ele veio da outra direção e não pela dos portões, fora primeiro comunicar sua presença ao Hokage e então ver Touka, e então seguir ao apartamento da mãe.

– o clã Uchiha tinha muitos integrantes... e posses... mas não achei que houvesse outra casa como esta além da principal, onde Sasuke está com a família.

– eu não sei muito, deve ter pertencido a alguém de alto cargo do clã – a jovem sugestionou.

– entendo... então quer dizer que...

– o clã Uchiha vai ser nosso vizinho! – Yukine anunciou empolgado – hehe, Minato vai ficar com inveja, vai dizer que posso batalhar com o Itachi toda hora.

– que batalhar o que – Sakura puxou sua orelha – tá vendo esse gramado? Ele está perfeito e vai continuar! Não quero cristal “decorando” isso aqui não!

– itaaaaii! Por que não? Temos que mostrar que é uma casa de Yumis!

– engraçadinho!

– onde exatamente ficam os limites? – Yato indagou a moça que sorriu com gentileza.

– pelo rio, se seguirem o braço que passar aqui em baixo não encontrar a corrente mais forte de onde ele vem e por sua vez, o distrito Uchiha do outro lado.

– entedi.

– não viram antes por que tem um bosque na frente assim como nos arredores.

– apenas isso delimita?

– oh sim....

– entendo...

– acho que alguém vai trabalhar de novo com blocos – Sakura cantarolou maldosa.

– que cruel, okaa-san.

– aqui dentro já tem muito espaço, vamos precisar nem que seja de uma cerca pra delimitar tudo ou enquanto seu irmão brinca na mata, pode ir parar fora de Konoha!

– podemos por uma coleira com uma corrente bem longa, assim saberemos quando ele se afasta pelo barulho – o do meio disse.

– porque não manda pôr guizos no pescoço dele também? – Yato reclamou, a jovem não conseguiu evitar de rir e Yukine sorriu, pensativo.

– ora. também serve!

– pentelho...

– deixamos só os guizos – disse Sakura sorrindo e ninguém acreditou que ela concordava, ela se aproximou de Yuki com um olhar arregalado e sorriso doentio – assim quando ouvirmos as correntes saberemos que são os fantasmas presos aqui, e não o Sesshoumaru!

– fan-fantasmas?!

– sim! Eles arrastam correntes pelos corredores, puxão seu pé a noite, e devoram sua almaaaaaa! – ela avançou nele mas nem pode toca-lo, segundos depois o garoto sumia pela casa.

– é bom ele não ter pesadelos – Yato disse, enquanto ela se contorcia de rir apoiada nele.

– que chato você! Antes era você quem o assombrava.

– e a senhora reclamava!

– isso por que ele era fofinho! Agora está se tornado um cavalinho, não tem mais graça!

– que cruel, agora é a vez do Sesshou, acho.

– humpf, quem dera, aquele lá não teme nada, ugh, tão sem graça...

– ele acredita em espíritos, só não que fazem mau ou arrastam correntes, também acredita em demônios, alias, tem que leva-lo ao templo, ele ai pedir.

– nem me lembre, falar em templo me lembra a fila de madrinhas que ele tem.

– haha.

– bom, vamos indo, a mocinha aqui já deve estar cansada de nos aturar, e ainda temos um longo dia...

– temos? – ele franziu o cenho enquanto os ter seguiam para fora.

– claro, agora que escolhemos a casam temos de escolher a mobília!

– ai não...

– obrigada, Haruka certo? Você foi um amorzinho, querida.

– por nada, fico feliz em ter satisfeito voces, e foi divertido até.

– somos uma família esquisita, não ligue. – ele comentou, sua mãe fez cara feia, mas ele sabia que ela concordava.

Eram esquisitos, barulhentos, comiam pra caramba, meio abusados, muito esquentados, e, sobretudo, unidos.

E esta união, nem muitas ou poucas dezenas de milhas, fronteiras, guerra ou politica, separariam.

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– Sesshoumaru Yumi, onde pensa que vai? – Sakura indagou, com a atenção ainda focada no livro que lia sentada na poltrona, ouviu os passos macios do garoto pararem jána porta, ele era sorrateiro sabia disso, e usava.

– no parquinho, Yato nii-sama deve estar chegando.

– então espere aqui em casa, não precisa ir recepciona-lo lá fora.

– Chieko-san vai estar comigo – ele argumentou.

– Chieko-san tem que ficar de olho em você, mas não significa que pode sair batendo perna á vontade, é abuso.

– vou sentar no banco e esperar.- e com esta conclusão, ele escapou rapidamente. Sakura tirou os óculos e suspirou pondo a mão na cabeça.

Embora ela soubesse que ele faria exatamente o que prometera, não mudava o fato de que entortara as palavras dela para seu próprio uso.

Sakura ergueu a vista e encarou o armário fúnebre, vendo-o aberto, se levantou seguindo até ele e puxando a portas enquanto encarava o rosto ali.

– satisfeito? Tenho certeza que sim – resmungou, e com um suspiro encarou-o seriamente – eu te amo, mas eu tenho uma vida, e vou vive-la, não só por mim, por eles também, você levou partes importantes de mim, sei que posso recuperar algumas mesmo que você não queira, sua possessão jamais permitiria, mas estou unida a ti, por toda a eternidade, e nada vai mudar isso, porque nossa união está sentada num banco esperando o irmão mais velho para treinar – sorriu – e vai continuar nos unindo, não importa se algum dia, outra a venha ter um lugar semelhante ao seu.

Ela inspirou profundamente antes de fechar o armário, no fim, não conseguiu evitar uma lagrima quando sentiu o cheiro das hingabanas nos vasinhos ao lado da foto, um cheiro que constituía parte do perfume dele.

E ainda era capaz de e a encher de saudades e ótimas lembranças, mas, felizmente, não trazia mais dor ou pesar.

Por que a união deles realmente existia, e Sakura não precisava mais provar o quanto o amou e sempre amaria, sendo fiel ou não, como mulher.

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– ah, quanta tarefa, acho que é por sua culpa, Yato-san, o sensei deve estar querendo impressionar – disse um colega. Yato suspirou e riu um pouco.

Aqueles dois moravam próximo a sua mãe e por isso o acompanharam.

– que cruel, não e culpem, já levei esporro o bastante pelo cochilo.

– nah, foi só pra impressionar, Akira dorme sempre! Só falta levar o cobertor!

– haha, bem a cara dele mesmo.

Olhando para frente ele localizou o parquinho quase em frente o prédio, logo viu também o caçula vir correndo, e soube que mau teria tempo de tocar no dever antes do jantar.

– nii-sama – Yato se curvou abraçando-o.

– yo, está com pressa hoje é?

– não.

– ah jura? Então foi só impressão minha?

– sugoi, Yato! Sua irmãzinha é muito fofa! – disse um dos caras e abaixando e fitando Sesshoumaru abobalhado o outro também.

– que gracinha! – disse o outro.

– huh?

Sesshumarou inclinou a cabeça, fitando-os.

– mas eu seu garoto.

Os dois travaram as mãos que pretendiam acarinhar as madeixas prateadas do menino.

– que..?

Yato cobriu a boca, mas não conseguiu evitar uma sonora gargalhada.

– fala sério!

– podia ter avisado, não?!

– eu? Voces que chegaram se engraçando!

– idiota!

– ele parece uma boneca!

– tipo as da minha irmã....

Yaboku revirou os olhos com tédio.

– idiotas, ele é um garoto sim, querer olhar as calças, uma das nossas vizinhas quis...

– não!

– tudo bem, vamos lá, Sesshoumaru.

Ele pegou a mão do menino e ainda rindo seguiu para o prédio, deixando os dois rapazes com caras de tacho.

– como foi a aula, meu bem? – Sakura cumprimentou, na cozinha.

– muito dever, já percebi o nível da folha...

– oh jura? Não achei que viria tanta diferença, embora o intercambio ainda seja raro entre Diamante e Folha, as grades curriculares são semelhantes, achou mais difícil do que na Areia?

– hn, talvez sim, lá eu não me enturmei muito, já aqui...

– ah entendi, achou difícil mas por que estava muito bom conversar não? Está na turma do Akira?

– Akira, Mamoru, Inu e Touka.

– oh, prevejo bagunça!

– não posso negar.

– seus tios comem seu fígado se souberem, mas quero que aprecie ao máximo esta experiência, certo? E extraia tanto em aprendizado quanto em amizades.

– Aa, vai se trocar Sesshou, vamos treinar – o menino obedeceu indo ao quarto, Yato se livrou do colete e do cinto, sem animo pra por algo confortável e pegou um copo com água.

Sakura suspirou meneando a cabeça.

– não abuse do entusiasmo dele. – pediu.

– não posso estar abaixo das expectativas, ele parece esperar tanto de mim...

– ele o admira, embora não demonstre com “como você é genial, onii-sama!”.

– haha, e quando vamos mudar?

– assim que os moveis novos chegarem, sua avó ligou, acho que teremos a visita dela mais cedo do que esperávamos, como se não bastassem os netinhos, ela quer dar seu voto sobre a casa.

– oh.

– Sesshoumarua falou com seu tio, ele os está dominando, acredita?

– tio Ren?

– não, Yuzuru?

– Yuzuru ojii?! Impossivel ele disse, que jamais mimaria o Sesshou por que ele é que nem o pai!

– acho que meus lindos olhos verdes fizeram muito efeito nele.

– sempre fazem... o que ele perdeu agora?

– seu irmão me surpreendeu, disse que queria um gato do Cristal, estranho não?

– ué? Tem diferença entre os bichanos da folha e os daqui?

– sei lá! Acho que ele só quer dominar o seu tio mesmo.

– aquele velho é uma vergonha...

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– quer dizer que a senhorita Haruno está de mudança e nem pretende dar uma festa? – Temari disse, Sakura riu enquanto lichava as unhas sentada próxima ao telefone.

– que vegonha,Temari, nesta idade e ainda viciada em baderna?

– engraçadinha, nem um almoço? sabe que de todo modo vamos invadir a casa nova, então por que não fornecer toda a comida?

– bando de interesseiros... claro que eu pretendo dar uma recepçãozinha, considerem seus estômagos cheios.

– ótimo! E como vão as crianças? Tato veio aqui com os rapazes fazer “dever” de casa, se é que me entende.

– garotos...

– exatamente, garotos, falando de meninas, de professores chatos, mangás, além de musica é claro.

– own, estou feliz, Yato não se enturmou tão bem assim na Areia ou na Pedra.

– ele foi para a Pedra também? Incrível! Shikamaru disse que só os com bom destaque fazem mais de um intercambio.

– hum, no caso de Yato o destaque dele foi o bom nome, não posso negar, todos tem espctativas nele como Shinjukage, Yuzuru queria que se relacionasse bem com outras aldeias desde cedo.

– oh entendo.

– na Areia ele pouco se enturmou, se não fosse a amizade de Gaara com o pai dele, e na Pedra ele chegou a ter um pouco de atrito com os colegas, era esquentado e alguns meninos o provocaram, porém nada grave, ainda bem, agora na Folha tudo parece ir de vento em popa.

– nee, vai mesmo permitir que ele faça a prova? Shikamaru está irredutível, acho que sta coisa de mãe está me deixando mole.

A Haruno riu meneando a cabeça.

– acha é?

– engraçadinha! Ele pode ter perdido a inocência cedo de mais e ser um projeto de galinha, mas ainda é meu pequeno.

– sei como é, eu não estou segura, nem um pouco, tanta coisa aconteceu neste ultimo ano, Temari, tantas alegrias mas também tantos sustos... eu não quero ver meu menino agonizando numa maca por conta de uma competição estúpida, para mim o sistema de recomendações é muito melhor, sem duvida.

– fato, mas acho que o ultimo ano também provou que temos de estar sempre preparados, Sakura, ainda tem muita gente querendo trazer fim a nossa paz.

– sim, tem razão, só gostaria de poder polpar nossas crianças destas lutas para sempre.

– idem, e Sesshoumaru como vai? A madrinha dele sente falta.

– oh sim? Qual das cinco hein?

– engraçadinha! Estou falando sério, Sakura quero ser madrinha dele!

– não entendo por que esta fixação! Nem acredito que até Karin entrou com tudo nesta, meu Kami!

– ela está sendo esperta! Dizem que ser madrinha de criança bonita dá boa sorte e filhos bonitos! Ela quer garantir que o dela não seja tão parecido com o pai!

– que? Voces não prestam! E isso é só crendice!

– ainda quero arriscar!

– talvez eu deva fazer uma competição, então, haha.

– depois diz que não gosta de ver o circo pegar fogo, está se achando por que tem aquela coisinha linda.

– e não tenho razão? – ela gargalhou, parou ao ouvir a campanhia – oh, alguém está na porta,volto já.

– não se preocupe, tenho uma pilha de roupas pra alvar, até mais.

– então até mais, querida – Sakura desligou e seguiu para a porta, ao abrir deparou-se com dois homens de macacão, trazendo uma caixa de madeira com furos.

– senhora Haruno?

– eu mesma.

– entrega para a senhora, do Diamante.

– oh? Já? Yuzuru não perde tempo, entrem por favor – os dois trouxeram a caixa com todo cuidado para a sala, deixando sobre a mesa de centro, Sakura assinou a prancheta oferecida, os acompanhou até a porta. Então voltou gritando.

– Sesshoumaru?! Sesshoumaru?! Venha querido! Seu presente chegou!

– presente?! – disseram Yato e Yukine surgindo logo ali, ela arqueou a sobrancelha.

– agora também são Sesshoumarus?

– ah...

O menino então veio, agarrado a um livro.

– venha querido, tio Yuzuru foi bem rápido.

– nossa que caixa grande – comentou Yukine.

– é pro bixo ficar confortável, é uma viajem longa...- argumentou Yato.

– tudo bem, vamos abrir, ele já deve estar entediado ali, Yukine vá lá no meu criado e pegue umas notas na minha carteira, vamos ter que comprar ração para o novo inquilino, e talvez leite.

– hai! – Yukine correu para dentro, Sakura esfregou as mãos animada.

– vamos lá, hora de se apresentar, companheiro...- ela levou as mãos a lateral da caixa, pronta para abri-la apenas com a força. Sesshoumaru aguardava muito focado.

Sakura puxou uma parte e os finos e pequenos pregos cederam facilmente, mas antes de puxar tudo um rosnado bastante rouco e uma batida que fez acaixa saltar no lugar espantou-a, ela caiu sentada no tapete e Yato puxou o irmão de perto da caixa.

– o que diabos...?

– o que foi isso?

Sakura trocou olhares com eles e voltou puxa do a tampa de uma vez e abrindo a caixa como uma casca, pedaços de feno voaram pelo ar. Uma criatura totalmente negra de pelo lustroso, pequeno, mas não o bastante, não para a idade que aparentava.

– mas que porra...? – Yato disse.

– olha a boca menino! – Sakura encarou o filhote e meneou a cabeça chocada – mas que porra...

– olhe a boca, mulher – Sesshoumaru, disse, então largou o livro no sofá e estendeu as mãos para apanhar o filhote.

– hey! Hey! – Yato o puxou erguendo-o – não pode pegar!

– mas não é meu?

– ah...mãe?

– Eu vou matar o seu tio! – ela vociferou, se levantando. – isso não é um gato... é um... eu vou matar ele!

O bichano se esfregou no feno rolando, encarando-os com seus dois olhos verdes em fendas, passando a língua vermelha nas presas pontiagudas e alvas.

– etoh... quanta ração exatamente ele vai precisar? – Yukine falou, muito impressionado.

– ração? Olha esses dentes, ele come carne! –Yato falou.

– como a gente? – disse Sesshoumaru.

– um pouco...

– então posso ficar com ele?

– Sesshou, isso não é um gato, é um jaguar! Não podemos ficar com ele, é um animal selvagem.

– por quê? Nós não viramos eles?

– mas mantemos nossas mentes, tampinha, esse bicho é um caçador nato, o lugar dele é na natureza.

– mas... é meu presente...

– ah...

Sakura bufou e marchou rumo ao telefone.

– eu vou matar seu tio! Mata-lo! Nem que seja por telefone!

– o-o que agente faz com ele?! – disse Yukine, o filhote saltou da mesinha e correu pela sala indo se esgueirar nas cortinas e puxa-las com as garras.

– minhas cortinas não! – Sakura gritou ainda enquanto discava.

O som de um rasgo preencheu a sala, e ela parou, respirando fundo, e apenas silencio e mais rasgos soaram.

– parece um gato pra mim...- Yato calou o irmão na mesma hora, ou o telefone não seria o único a sofrer nas mãos dela.

Sakura pos de volta no gancho e seguiu para o quarto pegou a bolsa e foi para a porta.

– volto logo – cantarolou.

– o-onde vai?!

– tentar falar com seu tio, sei muito bem quando estou sendo ignorada de propósito, mamãe volta já, e nada de encostarem no bixo!

– posso brincar com ele?

– nem brincar, nem tocar, beijar, abraçar, falar ou sequer manter contato visual.

– mas...

– nada, volto logo!

A porta bateu num estrondo.

– o nee,Yato? O que a gente dá pra ele? –Yukine indagou, com uma cara de tacho.

– sei lá, vai na geladeira veja se tem bife...- ele suspirou – vou tentar impedir que ele destrua a casa – Yato pos o mais novo no chão e no segundo seguinte pegou-o de novo vendo-o estender os braços para ir agarrar o filhote – Sesshou! Não! Pelo menos não enquanto a okaa-san arrancar a cabeça de alguém!

– só ia dar banho...

– ele me parece muito limpo, para de bancar esperto!

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– qual é, Sasuke, não sabia? Você é um péssimo fofoqueiro! – Naruro gargalhou, girando na cadeira, Shikamaru revirou os olhos ante atitude tão infantil. Sasuke grunhiu irritado.

– porque eu deveria me importar? Eu tenho cara de velha fuxiqueira? Isso é bem mais a sua cara.

– eu sou um ninja! Tenho que saber obter informação! E você não?!

– por apenas não explode?

– hahaha!

Sasuke se obrigou a virar a pagina do relatório que lia, puto da vida.

Não ele não sabia que Sakura havia se tornado sua vizinha. Nem se recordava daquela casa, a vendera na época em que trouxera Touka para a família, já pensando que apesar de ter ganho mais um membro o clã ainda levaria muitas gerações para encher aquele distrito, e aquela casa não tinha grande importância para ele. Pertencera a um dos anciões do clã e na época do extermínio o velho já havia morrido e ninguém havia ocupado ela.

O preço não foi tão alto quanto merecido, os poucos compradores que ele soube que chegaram a visita-la não apreciaram a vizinhança, a distancia e isolamento.

Ele nem se dera o trabalho de ver lugar desde a época não sabia como estava e por isso não tinha ideia do que poderia ter atraído Sakura para ela.

A vizinhançacom certeza não era uma das primeiras opções, só uma ponte vermelha antiga e muito requintadamente esculpida ligava os dois terrenos, e de onde sua casa ficava ele não via nada além de arvore na direção daquela residência, arvores e topo triangulado do teto.

Era uma casa grande e bem tradional, suspeitava que houvesse sido ampliada, daria uma mansão muito boa com tanto terreno, tinha o ar isolado e calmo que todo Uchiha apreciava.

Isso o estava matando.

– pare de tagarelar Naruto, quero sair aqui antes do jantar. – resmungou o conselheiro.

– chaaato, hoje está sendo bem tranquilo, é primavera, dia está muito fresco, Hinata vai fazer lamém de porco para o jantar, enfim, nada pode estragar meu hum-...

– NARUTO?! – As portas bateram se arregaçando e ele caiu da cadeira e foi para embaixo da mesa. – não se esconda de mim seu idiota! – Sakura bradou adentrando.

– Sakura?!O que houve?! – ela não se deu ao trabalho de responder o Nara, bufando e pisando como um touro seguiu contornado a mesa, largou a bolsa sobre ela e puxou Naruto pela gola que já implorava.

– eu não fiza nada, juro! Se fiz foi sem querer! Mas se eu não lembro eu não fiz!

– sai pra lá! – ela o jogou de lado e se sentou na cadeira pegando um dos telefones dele, o de discagem urgente cuja linha só era compartilhada entre Kages.

– Sa-Sakura-chan?! Não pode usar esse daí ,só serve pra ligar para os Kages!

– é um Kage mesmo que eu quero!

– huh? Tá pensando em casar de novo?! Num pode ser, se bem que acho que o Gaara...

– cala a boca! Que casar o que, sua anta! – ela rugiu enquanto torturava o telefone ao discar com um dedo pequeno mas perigoso – eu vou é matar aquele....

– Sakura, essa é uma linha...

– aaté que enfim huh?! Shijukage-sama?! – ela ironizou histericamente – claro que sou eu sua anta! Eu sei de que telefone estou falando! Eu pareço burra?! Pois parece! Oh não? Não se faça de inocente seu bastardo conheço seu sangue!

– o que diabos deu nela? – Naruto choramingou perto deles, Sasuke o empurrou, irritado e Sakura bateu na mesa, uma pequena rachadura se fez.

– NÃO SABE?! Seu fedelho, dê graças aos deuses e espiritos que protegem sua via por eu estar ocupada demais para ir aí te encher de tapas! Como diabos? Como diabos? COMO DIABOS você me manda aquela coisa pro meu filho hein?!

– devo mandar cortar a linha? Essa ligação não é oficial...- Disse Shikamaru.

– algo me diz que se o fizer vait ter que ouvi-la.- Naruto murmurou.

– ELE PEDIU UM GATO! UM GATO! VOCÊ NÃO SABE O QUE É UM GATO?! Não grita comigo! Meu menino te pede um gatinho...e você me manda uma cria de Jaguar?! Você é doente?! Não faz “Shhhiii” pra mim! Aquela coisa é carnívora e come pessoas sabia?! Eu sei que Yumis também comem, quer que eu coma você?!

– Sakura-chan não fale desse jeito, soa estranho...

– cale-se idiota! Não, não é com você! Idiota! Agora foi com você! Droga Yuzuru! Está ficando como seu irmão! Exagerando nesses benditos presentes! – ela resmungou feito criança, fazendo bico – não me venha com essa! Sim, ele gostou, adorou, nem se importa, droga Yuzuru, eu não posso tomar dele! Mas é um JAGUAR! Aquela coisa vai ficar enorme! O lugar dele não é como bichinho de estimação! Onde está a mãe dele? Naão pode arrancar um filhote de mãe! Oh... sim...? que pena... oh, uma pena...

– ela vai chorar? – Naruto se espantou, Sasuke acertou sua cabeça.- nani?

– cala a boca.

Sakura enxugou os cantos dos olhos e fungou.

– mas não muda o fato de que o lugar dele não é como bichinho de estimação! Claro que estou magoada! Devia ter me consultado, confiei em você! Agora não posso fazer o certo sem sair como vilã da historia! Não pode chegar tirando miha autoridade desta forma! Claro que está, poxa... o que tem Zankyou?! Ele é diferente! Foi seu irmão que o criou, é um animal de batalha! Não um brinquedo, e o meu menino só tem oito anos! Ugh, não tinha o direito, não me venha com essa de costumes do clã, e não me venha fazer sentir pena daquela bola de fofura carnívora! Não ria! E não! Meus filhos não são bolas fofas e carnívoras!

– discordo...- resmungou Shikamaru, ele virou a cara quando ela o fitou feio. Sakura fungou, emburrada.

– tenho que desligar! Não me venha com essa, estou magoada com você, tá, eu não faço mais, desde que não ignore quando tenho que falar com você, não me importa se é uma reunião importante! Ainda sou a senhora deste clã e dama desta aldeia! Falo quando quiser! Que ex primeira dama o que, você não casou! o cargo continua meu...- cantarolou ela toda pretenciosa e girando na cadeira com o telefone no colo. Os três homens reviraram os olhos.- tá, prometo, tchau, que beijinho o que, você me magoou! – ela desligou e se levantou. Sorrindo docemente e ponto o aparelho no lugar pegou a bolsa.

– obrigado, Naruto!

– que não se repita! – disseram os três, Sakura sorriu sapeca e junto as palmas numa promessa.

– Hai!

– engraçadinha, o que tinha de tão importante?

– humpf, aquele baka... Sesshoumaru pediu a ele um gato do Cristal, suspeito que só pra dominar ao tio, e o que Yuzuru fez? Mandou um filhote de Jaguar! Um jaguar!

– oh...

– agora estou ferrada o fedelho adorou aquela... coisinha negra, sapeca, fofa e...

– você gostou também?! – indignaram-se.

– mas é perigosa! Aquilo vai crescer e se tornar um matador!

– ué, não é tipo o Yato? – Naruto disse.

– não fale assim do meu bebê!

– Yumis viram aquelas coisas o que tem de mal? – Sasuke indagou.

– é um animal selvagem, não estamos mais na época em que ter peles ou exemplares é algo aceitável e invejável! Só aquele idiota acha isso, antigamente grande chefes Ghouls que tinham boa vida adoravam criar leões, tigres e afins para mostrar poder e também por causa da óbvia ligação entre os que se tornam shinkis com eles, mas isso foi a muito tempo, era mais um sinal de “realeza” hoje não! Não é companhia para um menino, sem falar que dois minutos fora da caixa foram o bastante para ele destruir minha cortina favorita!

– uh, aquela vermelha vinho? – O Uzumaki indagou, pensativo.

– sim!

– uh que pena, Hinata adora a versão azul que ela tem, morre de ciúmes!

– era tão lindaaaa! E cara! Não tenho como cuidar daquela coisa num apartamento!

– ora, mas você não vai se mudar? E não é um lugar com espaço? Vai ser perfeito para o Sesshoumaru e o bichinho!

– oh, não tinha me lembrando disto, na verdade não estou muuuito animada pela mudança, gosto do conforto de estar perto de tudo, mas as crianças estão radiantes...

– crianças gostam de espaço, e ter o que explorar, minha Shina enclouquece qundo fica muito em casa, e Minato é outro.

– seus filhos não deviam contar com base de exemplo...

– huh?

– mas enfim, já encomendei toda a mobília e decoração, vou tirar uma folguinha nem que seja durante a tarde pra arrumar toda a mudança.

– e o que vai fazer com o apartamento? – Shikamaru disse.

– não posso vende-lo, não é exatamente meu...

– Não?

– está no nome do Yasuhiko ele comprou, nunca entendi o porque ele nunca gostou de vir a Konoha...

– não com você...- Naruto riu, ela revirou os olhos e Sasuke estreitou o olhar par ao amigo, Naruto se apercebendo engoliu a gracinha e sorriu sem jeito. – acho que ele queria garantir uma boa morada para suas visitas aqui, Yuzuru e Ren sempre ficavam lá quando ele os mandava.

– continua sendo estranho, por ele os irmãos dormiam no galinheiro...

– quanta fraternidade....

– é sí implicância de muitos irmãos, não vê como aqueles dois vivem em guerra com Aleera e Verona? Um dia eu juro que caso os quatro e deixo que se matem na lua de mel... bom, vou indo! Tem umprojeto de assassino comedor de pessoas lá em casa...

– Yato anda irritado? – Sakura socou seu braço.

– idiota! Me refiro ao jaguar!

– ah tem razão, sem falar que Yato é um comedor já formado, então faltamYukine e Sesshoumaru...

– oh cale-se! Estou indo, até mais rapazes!

Ela saiu como se fosse mesmo dona dali, devia ainda estar muito habituada a mandar num gabinete pra agir assim no de Naruto.

– acho que podemos continuar a reunião.- anunciou Shikamaru.

– ah que tédio!

Os três voltaram para os lugares, e se já estava pouco interessado, agora estava menos ainda.

**********************************************************************

– aqui perto? Estranho...

Touka vincou a testa, sem entender.

– como assim? Estranho? – Ino parou de por roupas na maquina e encarou-a um tanto surpresa.

– oh, nada de mais, aquela casa nunca atraiu grande interesse tanto que nem me recordava dela, agora Sakura a quer...

– Yato disse que ela ficou em duvida tal como nas outras seis, achou muito grande, mas como os meninos adoraram, acabou cedendo.

– é grande? nunca reparei...bom, nem cheguei a ir lá.

– muitos quartos, foi reformada e ampliada.

– entendo, bom, não tem como julga-la ela quer agradar e dar o melhor ambiente ao menino, nós quisemos o mesmo com você – disse dando um lev toque no queixo da moça que corou sorrindo um pouco.

– e eu agradeço, muito.

– não precisa, é o que pais fazem, você não carrega parte de mim, mas ainda sim, pra mim, é como se fosse, por isso também entendo o amor de Sakura pelos meninos.

– arigato.

– bobinha, então, o que vamos fazer além de nos matar de lavar roupa? Seu pai e seu irmão sujam armários inteiros durante a semana e nós é que somos exageradas.

– verdade! Otou-san não sai em tantas missões mas quando vai, parece que mata a saudade da sujeira que elas causam...

– exagerada – Sasuke disse atrás dela, fazendo-a dar um pulo para o lado, Ino caiu na gargalhada e ele ficou a jovem com um sorriso pretencioso deu-lhe um peteleco na testa apenas para emburra-la mais. – e desatenciosa.

– otou-san!

– vá pro telefone, o pirralho do Akira está te chamando lá.

– huh? Aquela mala... aposto que quer estragar minha tarde.- ela seguiu para a fora e Sasuke se recostou nela e fitou a mulher que drobrava as roupas tiradas da secadora?

– o que foi? – ele deu de ombros.

– nada.

– ora então vá fazer nada em outro lugar, ficar me observando assim incomoda.

– por que? – Ino suspirou e o fitou com uma cara irritada.

– por que você tem um olhar perturbador.

Ele arqueou a sobramcelha negra, divertidamente.

– devo levar com um elogio?

– parece que quero te elogiar?

– está de mau humor?

– por que diabos Sakura veio pra perto afinal?! – Sasuke franziu a testa, e ela viu que não fora um de seus pensamentos, suas respostas que contivera em nome de se manter no ostracismo das relaçãoes sociais, e, conjulgais.

O olhar dele se tornou mais perturbador ainda, Sasuke entrou fechando a porta atrás de si e se recostou nela cruzando os braços sobre o peito largo.

– é isso que te irrita?

– talvez? Já você parece tranquilo.

– eu deveria me incomodar?

– oh tem razão, você deveria vibrar!

– não seja tola, não sei porque Sakura está tão perto, o que sei é que não tenho este tipo de poder sobre os pensamentos e vontades das pessoas.

Muito menos sobre os de Sakura, mas um pequeno fato recém descoberto não deixou de faze-lo ter tal esperança.

Ele não era tolo de achar que Sakura viria por ele, se tinha uma coisa que tinha aprendido com esta mulher era que sua auto estima, orgulho e amor próprio nunca a fariam a descer tal nível.

Mas estava contente em saber que, poderia ainda ter dominado Sakura por um bom tempo, depois de se separarem, o bastante para seu novo marido a querer longe de Konoha.

“ – Por que o Shinju não gostava de vir com Sakura para cá?

Naruto o encarou exatamente como ele ansiara, o acusando, um olhar que dizia que era óbvio, que ele era o motivo.

– Yasuhiko era um cara possessivo e controlador, talvez eu não o tenha entendido por que não nasci herdeiro do caminho e segurança de um clã inteiro, por isso quando soube que eles estavam juntos, temi tanto por Sakura quanto por ele, não queria que ela caísse em outro relaciomento que a calava e subjulgava, mas tampouco que ela tomasse um caminho de usar as pessoas ou machuca-las. Quando vi que a relação deles era tão bem balanceada e cheia de amor com aquelas crianças em volta, eu vi que ela tinha achado um bom lugar e que ele a protegeria de tudo muito mais do que pude, porém, reparei que ele não gostava da ideia de manda-lade volta, ele era um cara confiante, e confiava em Sakura, mas não em você, você era o problema, e continou sendo mesmo quando Sakura já não se importava, afinal, você estava aqui, no lar dela, entre os amigos dela, e ele sabia que estava pedindo muito em toma-la daqui, ele temia que você pudesse traze-la mesmo que pra ela, só estivesse vindo por que era o lar dela. Ah, mas que seja, nã aconteceu e agora está tudo bem! Todos estamos bem!”

Naruto as vezes eram muito ingenuou, não estava bem para Sasuke, por que ele não estaria bem se não tivesse Sakura de volta.

E, para seu espanto, parecia que para Ino também.

Sabia que para ela toda aquela aproximação desde o começo, era desconfortável, pertubardora, como andar numa corda bamba acima de lanças, mas não esperava uma atitude como aquela.Uma explosão, quase como se ela sentisse ciúmes.

Mas ele sabia que ela não sentia.

Ele não era o homem de seus ciúmes.

– o grande Uchiha Sasuke não pode entrar e manipular as pessoas, então que tipo de Uchiha você é?

– eu posso manipular pensamentos, não sentimentos, e mesmo que pudesse, o que a faz achar que entraria nos dela?

– não se faça de inocente, sei como olha pra ela, você a deseja!

Ele suspirou encarando um canto.

– sabia...- ela concluiu.

Sasuke ergueu os olhos e a encarou, se afastando da porta e indo em sua direção.

– e você deseja o Sai.

Ino recuou como se levasse um golpe, atordoada.

– b-e-besteira!

– deseja, monopoliza, sente ciúmes!

– pare de baboseira! Está tentando tirar o foco e sabe disso!

– sei, mas não significa que eu esteja mentindo, você o quer de volta, nem que seja sua atenção, tem ciúmes dele com outras mulheres e olha com inveja para as crianças dele com elas.

– são apenas crianças!

– tente convencer a si mesma não a mim, realmente, elas não tem culpa do que o pai faz e muito menos do que você faz, mas não estou te julgando, por que me sinto do mesmo modo – Ino o encarou em choque.

Ele não podia estranhar tal ato, em doze anos de relacionamento, ele nunca passara perto de ser tão... sincero, sobre si mesmo para com ela.

Aquele sentimento de exposição de fragilidade veio seguido do alivio. Ele estava tão acostumado a levar consigo o peso de suas escolhas e o silencio de suas explicações que havia esquecido, como era bom, estar nem que um pouco aberto pra alguém.

Deu as costas a ela e seguiu para a saída.

– pare de ser desagradável, não estou dizendo que vai, nem que não vai, mas se um dia tivermos de acabar, direi a você, não vou deixar atrás de suas costas, Ino, não vou errar duas vezes.

Quando ele bateu suavemente a porta, ela caiu no piso.

Simplesmente, não conseguindo digerir o que ouvira, ou não sabendo se digeriu corretamente.

Era um aviso?

Um ultimato?

Uma sugestão?

Uma simples reflexão?

O que sabia era que de agora em diante, os riscos estavam ainda maiores.

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Com um suspiro ele seguiu para a sala ouvindo Touka resmungar ao telefone.

Talvez tivesse sido muito exagerado, ou duro, de modo algum queria fazer Ino se sentir ameaçada com algo como um “seu tempo aqui está acabando”

Por que embora ele quisesse com todo seu ser ter Sakura consigo novamente, era maduro o bastante para saber que, quando chegasse a hora, quando ela soubesse, quando desse o ultimo golpe.

Ela poderia simplesmente dizer não, dar-lhe as costas e seguir em frente da forma que estava agora, ou mesmo com outro alguém.

Mas Ino percebera isso, seu desejo latente e ocultado sua ânsia de pecar novamente, ele poderia negar até a morte, chama-la de louca e até de invejosa, mas preferiu os pratos limpos.

Não diria a ela quando sairia, algo como um “Vou tentar reconsquistar Sakura, deseje-me boa sorte”. Continuaria a se mover na mesma velocidade e discrição.

Então, quando e caso, tudo indicasse que ele conseguiria, seria realmente o fim, e ela saberia.

– bando de manés! – Touka bateu o telefone no gancho e saltou do sofá, sorrindo um tanto empolgada, correu para as escadas.

– onde vai?

– Akira e os garotos foram pra casa nova, vão ajudar com a mudança.

– já chegou?

– já, agora querem estragar minha tarde me fazendo ir lá! – ela saltou os degraus desaparecendo e gritando o nome de Itachi Sasuke riu ao perceber que pra ela não seria nenhuma perda de tempo.

Já aceitara, Touka tinha uma amizade solidificada com aqueles moleques e estava se estendendo para Yato e Yukine, adorava Yuri e tinha apreço por Sakura.

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– como assim você não trouxe lanches?! – idignou-se Inugami.

– ora, por que eu deveria?! – Touka rebateu enquanto pegava um caixote.

– por que você é garota, por que mora mais perto, por que é garota, porque chegou por ultimo, porque é garota, porque sua mãe cozinha bem, por que é garota, porque nós estamos aqui a horas, e bem, por que é garota?

– vá se ferrar!

– e você faz ótimo sanduiches, nem parece! – completou Akira.

– huh? Sério? – Yato disse enquanto os dois carregavam uma poltrona.

– por incrível que pareça, Touka Uchiha sabe cozinhar bem.

– e por que pareço que não sei?!

– por que não faz comida sempre! E por que prefere nos deixar passar fome e ficar estudando! – reclamou Mamoru – estou com saudade dos seus onigiris de tomate!

– você é um morto de fome! E eu não sou obrigada a cozinhar só por ser garota, seus machistas! Além de! Você estão aqui não tem nem meira hora!

– sério? Me sinto como se fosse uma eternidade...- Akira resmungou amaciando as costas quando pousaram o móvel na sala, Yato inclinou a coluna para trás, apoiando as mãos na base dela, enquanto o preguiçoso saia, Touka pousou caixa no chão observando a expressão estranhamente dolorosa que o Yumi fazia.

– está tudo bem? – Yato a fitou se soslaio surpreso, mas logo sorriu.

– Claro! Por que não?

– hn, estava com uma cara estranha...

– que cruel! Vamos tem muita tralha pra trazer ainda, Yukine está enrolando dizendo que traria o Seshhou pra ajudar.

– tá.

Ele seguiu na frente ainda rindo, girou e a fitou com um sorriso maroto enquanto andava para trás.

– e aliás, está linda nessa roupa.

– huh?! – ela corou se apercebendo da camisa larga, azul marinho de mangas curtas e bermuda branca que usava, além das sandálias de dedo, eram confortáveis, mas tudo menos “bonitas” – ora seu!

– é serio!

– vai se catar! Tapa olho!

– isso foi cruel!

– idiota! – ela o perseguiu para fora e já em frente a casa o alcançou e puxou seu cabelo, mais macio que esperava, mas tentou ignorar – cabelo de velho!

– itaaai!

– oh que bom que estão se divertindo – disse Sakura, e Touka o soltou, constrangida, enquanto a Haruno os fitou sorridente, trazendo uma grande cesta de palha coberta por uma toalha vermelha que emanava um ótimo cheirava. Usava uma camisa larga branca e fina e uma bermuda escura, além de sandálias de dedo, rasteiras. Muito confortável e o longo cabelo preso num rabo de cavalo. – assim seus pais não poderam me acusar de escraviza-los, além de que...- ela puxou a toalha da cesta revelando as guloseimas variadas que trouxeram – trouxe lanches!

Dois segundos depos Akira, Mamoru e Inugmai estavam sobre ela atacando a cesta o que lhe arrancou gargalhadas.

– hey! Não comam tudo!- Yukine saltou a redor furioso.

Yato se aproximou beijando o rosto da mãe.

– está linda hoje, okaa-san.

– oh não diga bobabens vim pronta pra serviço pesado não pra um desfile de moda.

– por isso que está linda — ele comentou pegando uma maçã e pondo na boca enquanto ia apanhar uma grande caixa, Touka notou o rápido olhar faceiro sobre si e enrubesceu diante disto.

– não está com fome querida? – Sakura indagou.

– si-sim! Parem de comer tudo parecem animais!

– a Touka é muito cruel, tia, mora bem pertinho e não trouxe nem uma aguinha – Akira acusou. –sem falar que cozinha bem! Um desperdício de talento!

– oh sim? Bem que sua mãe comentou que tem o dom e não é chegada á cozinha.

– eh? Só acho meio chato...

– entendo, mas deixem ela meninos, um dia ela vai querer cozinha muito, podem crer.

– eh? Pra que?

– ora para o menino dos olhos dela!

– aaaahhhhh é isso mesmo Touka?!

– Tá guardando o talento pro maridão?!

– idiotas! Não tem nada haver isso, Sakura-san!

– isso só o futuro dirá, não? E aposto que no que depender de seu pai, vai demorar...

– eu não acho que ele ligue – Inugami deu de ombros.

– hah, conhecendo Sasuke Uchiha? Quando ele ver que chegou a hora, irá por a princesinha dele numa torre, e ser ele próprio o dragão!

Touka bufou, contrariada e preferiu nem se pronunciar mais, se sentou na grama comendo um onigiri e tomando chá. Então notou Sesshoumaru ao lado, comento quieto e diligentemente, seu cabelo longo também estava num rabo de cavalo e foi difícil não imaginar uma garotinha.

De bochechas tão fofas....

Quando ele a fitou indagando silenciomente, ela viu que já tinha cedido a tentação e apertava sua bochecha.

– oh, gomen.

– você é uma viciada, onee-sama – declarou Itachi passando por eles e indo para uma pedra.

– não diga besteiras!

Itachi se limitou a comer e ele quis arrancar as bochechas dele.

Quando o lanche terminou, Sakura guardou a louça usada na cesta e se levantou empurrando as mangas da blusa mais para os cotovelos.

– bom! Hora de voltar ao trampo!

– ahhhh- eles resmungaram.

– já? Nem uma soneca? – Akira pediu já deitado na grama se ajeitando para um bom cochilo, Touka chutou seu flanco sem pena.

– levanta, verme – mandou sombria, e logo ele estava de pé.

– sonecas são um pedaço do paraiso mesmo, mas gostaria ao menos por todas as caixas dentro da casa e por os moveis maiores no lugar antes que a noite chegue.

– tem razão, e sendo primavera, chuvas rápidas são comuns, vi que cai uma hoje a noite? Essa mudança não pode ficar ao ar livre.

– sem falar que não temos muros delimitando esse terreno...- Yato comentou. – temos que dar um jeito nisso..

– isso pode ficar para depois, querido agora vamos por a mão na massa?

– hai!

– yosh!

Touka notou que por os moveis maiores ficou muito mais fácil quando se tem uma pessoa com força de cem homens fazendo, foi divertido ver a cara de tacho dos garotos constrangidos com a força dela.

Yukine e Itachi fizeram uma boa dupla e Touka se viu eleita a carregar as caixas com coisas mais frágeis visto que os rapazes eram muito brutos.

Ela sentiu que antes, se sentiria ofendida e rebaixada, mas, talvez houvesse percebido que haviam coisas que uns podiam fazer melhor que outros. E se sentiu lisonjeada quando Sakura lhe deu com todo carinho e confiança, a caixa que levava suas peças de porcelana favoritas, eram pequenas e delicadas, ela nunca as usava, foram um presente de sua mãe, herdado de sua avó. Uma lembrança dos Haruno.

Sesshoumaru andava de um lado para outro e tinham até medo de tropeçarem nele, ele carregava o que podia, mas sempre tinha que ser chamado de volta ao serviço por que acabava indo fuçar em algum lugar ou apenas correr pela casa.

Minato não pode vir por que estava com o avô tal como Kushina e o chefe dos Hyuuga era muito rigoroso e nunca cedia seu dia com os netos.

Já estava ficando tardinha, e como ali havia muita cobertura vegetal começou a escurecer mais rápido ainda, a ficar mais frio e fresco com o rio passando abaixo do centro da casa. Que realmente era enorme, muito calma e evocava o passado, tempo de ouro dos Uchiha, de certo modo, mesmo ali não havendo qualquer símbolo deles.

– missão cumprida! – disse Akira e jogando no piso. Ao redor ainda estava cheio de caixas que nem foram desembaladas, mas não havia mais nada lá fora.

Eles seguiram seu exemplo tombando no chão e compartilhado da água que Sesshumaru trazia, esta era sua segunda tarefa.

Sakura se sentou no braço da poltrona e Yato no lugar aceitando a garrafa do irmão.

– arigato.

– oh meu bebê está cansado? – Sakura puxou o menino para os braços – ownt ele até suou! – disse manhosa e o resto revirou os olhos.

– oh ele deve ter suado muito mesmo, correndo pra lá e pra cá! – Yukine acusou.

– não seja ciumento – o menino rebateu indignando o mais velho.

– seu fedelho!

Eles gargalharam e então se interromperam ao ouvirem três batidas na porta.

– atrapalhando? – Sasuke disse.

– otou-san!

– se veio ajudar chegou tarde. – Sakura disse.

– não mesmo.

– por isso Naruto te chama de velho!

– devo lembrar que temos a mesma idade? E que é...

– o que veio fazer hein? Buscar seus filhotes?! Eu não ia sequestra-los tá?!

Sasuke revirou os olhos e ergueu o braço, até então escondido atrás das costas.

– vim devolver, na verdade, isto lhe pertence?

O filhote negro miou roucamente seguro pelo pelo das costas.

– sugoi! – exclamou Mamoru – que gato grande!

– é um jaguar, sua anta! – disse Akira.

Sesshoumaru se soltou da mãe e correu ate o Uchiha estendendo os braços querendo o filhote mas Sasuke o ergueu encarando Sakura em busca de permissão,afinal, ela estava histérica em deixar o menino ter contato com o bixo.

Mas ela assentiu com um suspiro emburrado e mesmo em duvida ele baixou o animal ao alcance do garoto que o pegou nos braços ignorando as garras pequenas mas já afiadas que assombraram Ino.

Ela estava estendo lençóis no varal dos fundos quando se virou e deu com a coisa esturrando sobre a mesa próxima e tentanto acerta-la com a pata.

Era um filhote e só procurava brincar com ela, mas ele bem sabia que para esse bichos a brincadeira era um treino para a caçada que garatia sua sobrevivência quando adultos.

Sesshoumaru voltou para a mãe com o bicho ronronando no colo.

– onde o achou?

– apareceu lá em casa e quase mata Ino de susto.

– huh?! Yato! Não o deixou na estufa?!

– claro que sim! – defendeu-se ele – mas aquela coisa era meio velha talvez ele tenha achado uma brecha!

– humpf , vai mesmo precisar de uma reforma... enfim, nós o trouxemos e deixamos lá, agora pra ele achar o caminho para o distrito...

– tem uma ponte ainda ligando os terrenos, ele deve ter ido por lá – Touka comentou.

– oh sim? Mas que traquinas! – Sakura afagou atrás das orelhas do bicho que logo tentou vir para seu colo, e ela o pegou – que rapaz encrenqueiro já querendo tentar a vida dos vizinhos é?

Sesshoumaru fitou os braços vazios, abandonados, e encarou o felino mordiscar e sugar os dedos da mãe se esfregando nela com um ronrono carinhoso.

– injusto...- concluiu.

– oh?

– não fique assim! Ele gosta da mamãe por que foi a primeira a dar mamadeira quando ele chegou! – Yato riu.

– oh não seja bobo, querido, ele é um filhote sente falta da mãe, qualquer um que passe essa sensação lhe parecerá mais seguro e confortável.- Sakura disse.

– onde está a mãe dele? – disse Itachi.

– a mãe dele foi morta por caçadores, querido, os irmãos dele também, ele sobrou por que não conseguiram tira-lo da toca e o local era uma reserva, tiveram de agir rápido, como não tinha mãe e haviam outros machos adultos ele provavelmente seria morto, além de que nenhuma femea em criatório o aceitou e Yuzuru o pegou para Sesshoumaru.

– talvez não seria melhor cria-lo até solta-lo na natureza?

– seria o melhor e o certo, mas o a reserva não tinha estrutura para trabalhar com reintegração de animais à natureza e os criatórios que não tinha uma mãe pra ele não tinham também recursos para aceitar mais um animal, esta coisinha vai crescer e comer muito.

– a senhora já cuida de três mortos de fome um a mais não fará tanta diferença né? – disse Akira.

– de certo modo!

– não tem graça! – resmungou Yukine.

– falou o leãozinho da mamãe! – provocou Inu bagunçando a cabeleira dele os outros também e Yato gargalhou.

– o jantar vai fica pronto logo, crianças melhore irem a visita desse cara deixou-a tão furiosa quanto um da espécie dele.- Sasuke comentou.

– oh, sério? Desculpe mesmo, ele fugiu e estávamos tão entretido na mudança...- Sakura se desculpou.- essas garrinhas e dentinhos afiados não a machucaram né?

– não, foi só um susto, e ela vai entender, mas atrasos para o jantar, não.

Touka e Itachi se entreolharam e levantaram num salto. Se sua mã estava irritada ao ponto de ate o pai avisar que ela estava irritada era melhor correrem.

Sasuke sabia que era por causa da conversa e não do bicho ela até o achara... “fofo”. Mas ainda estava de mau humor e ele achou que era uma boa desculpa para dar as crianças.

– até mais, vizinhos – disse Yukine.

– até — os três responderam em seu tom sério e em uníssono que arrancou risadinhas dos resto deles.

–tão Uchihas – comentou Akira.

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Sakura não dormira na casa, como ele suspeitava, visto que ainda havia tanta coisa a ser arrumada.

Ela fora embora junto com os garotos.

No entusiasmo dos garotos em falar da tarde que tiveram arrancou o mau humor de Ino e eles entenderam que, nunca tiveram algo como vizinhos, eram só eles e o silencioso distrito.

Nunca se perguntou se os garotos invejavam que Akira, Mamoru e Inugami tivessem a vivacidade de um viver entre seus respectivos clãs.

Se não invejavam ou pensavam nisso, não mudava que era uma novidade sem igual para eles.

Na manhã seguinte Ino se dedicou a limpar a casa inteira e após a saída dos meninos para a academia, ele ficou mais um pouco sala lendo o jornal.

Até que, para surpresa dos dois, a campanhia tocou.

Eles se entreolharam, e com a testa incada, Ino empurrou uma mecha loira da frente do rosto, ajeitou uma blusa antiga de Sasuke que sempre usava nas faxinas e seguiu para a porta.

– serão os vizinhos novos? – comentou, mais brincalhona sabendo que poderia ser Yukine vindo atrás da companhia de Itachi para irem a aula.

– talvez seu amigo novo – ele disse, ela bufou lembrando do exótico bichano que lhe dera um susto daqueles.

Mas nenhum susto era comparado ao que sentiu ao abrir a porta, nenhum medo foi tão palpável até então mesmo após ver Sakura pela primeira vez em tantos anos.

Talvez por que de cara vira que Sakura estava diferente de seu passado.

Comparada a mulher me sua frente que mesmo mais velha, era a encarnação do seu pior pesadelo, suas piores lembranças seus mais monstruosos medos.

Noriko* Yamanaka a encarou profundamente, o queixo erguido com dignidade mesmo ante aquela que considerou sua pior desgraça.

Os olhos castanhos saíram dela apena para encarar Sasuke que surgiu atrás de Ino ao ver seu rosto ficar lívido e ele sentiu o próprio ficar, uma vertente de emoções e lembranças que o puxaram para doze anos atrás e pisaram nele com o verdadeiro perigo que era para se presente e futuro, ter aquela mulher diante de sua porta.

Vendo que nem um dos dois diria algo, ela inspirou profudamente, mantendo sua postura régia e compenetrada, embora fosse claro que estava tão descofortavel em estar ali, encarando-os quanto eles a ela.

– gostaria de entrar, quero conversar.

Conversar.

Conversar.

Conversar.

Depois de doze anos, ela era quem aparecia e queria conversar.

Se isso era bom?

Não.

Era péssimo.

Notas finais
em outras palavras, eles TRANCARAM O CU em dar de cara com a veia. ****E sobre o nome, eu usei NORIKO por que não achei o nome da mãe da Ino, então estou usando o da dubladora japonesa dela :3 até mais! E o que acham que vai sair dessa conversa?!