Notas iniciais
Sobre a img: ME COMEEEEE! Ahem, vamos ao cap? ( ME COMEEEEE)

Um chute o fez se contorcer, e Yato se perguntou se estava em um daqueles sonhos em que batalhava intensamente.

Mas não havia nada que não fosse a escuridão de suas pálpebras fechadas, e, a dor em sua perna.

E veio outra, ele se sentou ainda atordoado, mas antes que ativasse todos os seus sentidos de ataque e violência deparou-se com a carranca do irmão do meio.

Yukine o encarava com um olhar feroz, de braços cruzados e de pé sobre a cama da mãe deles.

– Yuki...?

– o que pensa que está fazendo aqui? Huh? Seu oportunista...

– hã?

Yato arregalou os olhos, vendo também o irmão mais novo ao pé da cama, não havia toda aquela fúria em seus olhos, mas o verde deles ainda era acusatório.

Ele olhou para o lado e deparou-se com a linda face de sua adorável mãe dormindo, e lembrou do porque da revolta dos mais novos.

–etoh... olá? – cumprimentou.

– exterminiooooo!! – Yukine declarou saltando sobre ele pra uma luta corpo a corpo ali mesmo.

– calma! Yukine! Itaai!

– morte ao traidoooorr

– huh?! Ah é? Você vai ver!

Sakura despertou sentindo dedos unhas pontudas acarinhando-lhe o rosto, empurrando os fios da franja que caim-lhe na face, e claro, como a cama se movimentando como se estivesse possuída. Além de grunhindos que mais pareciam rosnados e ruigidos.

Se sentou empurrando a maré de fiosda frente franziu o cenho vendo os garotos em luta corporal, mas ainda estava sonolenta demais pra dar cascudos dele, com preguiça demais.

Olhou para o outro lado e encarou o mans novinho.

– oh? – Sesshoumaru, subiu na cama e foi abraçando-a e puxando-a para de deitarem –oh – Sakura não se importou, abraçando-o se aconchegou nele como se fosse o melhor ursinho do mundo.- hum, que delicia de sono...

– o que faz aqui seu bundão?!

– bundão?! A casa é minha também! E a mãe é minha, eu sou o primeiro!

– ninguém se importa!

– fedelho, segundos filhos deviam esperar suas vezes!

– e primeiros filhos já tiveram mimos demais!

Os dois pararam, vendo a cena. Percebendo que não tinham agora que disputar apenas entre si, mas tinham um novo concorrente, que contava com certas vantagens. E ela estava inteiramente disponível e aconhegada ao mais novo, que os fitou como se não se importasse de que continuassem, e esperasse isso.

– huh? – rosnou Yukine, indignado.

– mas que...?

– TRAIDOOOORRRR!! – Gritaram, indo ao ataque.

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– continua não fazendo sentido pra mim. – Sasuke falou, mais uma vez.

– ora, Sasuke, não é como se fosse ser estranho pra mim, apesar de que eu tendo como s se sente – Asana disse, mais uma vez em seu tom provocativo.

Ele tentou não revirar os olhos enquanto passavam pela rua, estavam em vestes normais e sabia que tinha que tomar cuidado para não deixa-la passar alguma impressão errada. Sasuke sabia que fingir que não, mas percebia que sempre que andava com alguma mulher diferente, alguém se demorava fitando sua interação com ela. Como s tentasse adivinhar se ela não era sua amante. No fim, parecia que sempre haveria alguém para lembrar daquilo.

E a kunuichi ao seu lado, adoraria passar qualquer impressão de intimidade, mas como sabe que ele seria rude o bastante para empurra-la de perto, não arriscaria passar tal vergonha. Ainda haviam algumas mulheres que se jogavam nele. Amantes antigas, de uma única noite e candidatas.

Alguma olhou para ele como se fosse um pedaço de carne e um bolso cheio de dinheiro e recebeu um olhar ferino da mulher.

– na verdade, eu achoq eu não tem as habilidades necessárias para essa missão – ele disse, e só isso bastou para que ela o fitasse com seriedade.

– como assim?

– vigiar uma criança? Você? Naruto deve ter compartilhado uma garrafa de saquê com a godaime...

– ora o que tem de difícil? Na verdade é tão fácil que estou ofendida, apenas vigiar um pirralho, tsc.

– não se trata só de vigiar, tem que assisti-lo, Sakura é ocupada, tem o hospital para gerenciar, pesquisas médicas para guiar, é a ponte entre duas aldeias e ainda duas criaças para educar.

– e eu tenho que virar babá?

– assista ao garoto, esteja sempre perto e não o perca de vista, além é claro, de que a segurança dele é sua prioridade.

– tá tá.

– é bom que comece a levar isto no sério, o garoto é um herdeiro, um clã inteiro o adora, se você o perde não vai ter só a cabeça rolando, Naruto quer demonstrar não só que pode cuidar do sobrinho, mas que Konoha pode oferecer uma boa segurança, então – ele parou e fitou-a, sorriu de maneira debochada quando viu resquícios de insegurança nos olhos da mulher – se você for incompetente, vai fazer de Konoha inteira, incompente, e então não só sua cabeça, mas sua carreira vão rolar para o abismo, Asana.

Ele seguiu em frente, não esperando uma resposta, mas sentindo tensão emanar dela como chakra. Logo estavam diante da porta, e era ele que estava tenso. Ao chgar aoa prédio fora avisado da presença do filho mais velho de Sakura e não fazia ideia do que o garoto ainda fazia ali. Claro que fora informado da prenseça do rapaz durante a noite, mas Yato era um chunnin, não lhe surpreenderia que ele viesse entregar ou buscar documentos, mas sua permanência era outra coisa.

Tocou a companhia, ouvindo um resmungo da mulher sobre ele estar ansioso demais. Mas era só pirraça. Embora, quando a porta tenha sido aberta, ele tenha perdido um pouco de ar.

– Sasuke?! – Sakura abriu um amplo sorriso, quase tão amplo quanto o decote que usava, uma busa de renda branca em forma de regata bem justa, um cinto dourado, largo, e uma saia longa e leve, mas com uma abertura na lateral.

Para seu total deleite ela tocou seu peito num cumprimento, e ele não perdeu a chance em envolver sua cintura e traze-la mais perto, coisa que ela não deu mínima atenção.

– você chegou cedo!

– eu? – Sakura franziu o cenho e olhou para o delicado relógio que levava no pulso.

– Kami-sama!

– perdeu a hora?

– ao que parece, minha cama estava bem agitada hoje! Adivinhe, fui dormir com um e acordei com três! – ela riu.

Que bom que ele estava com a boca seca de tanto encarar o decote discretamente, ou teria entalado.

você o que? – seu tom saiu feroz, mas ele não dava a mínima.

– whoah... – Asana comentou, e só então Sakura pareceu nota-la e sorriu em cumprimento.

– oh, bom dia, você é...?

– Asana Chieko, unidade ANBU e esquadrão Oinin.

– oh... vamos entrando certo? – ela seguiu em frente e Sasuke logo atrás, quase colado em duas costas e olhando tudo a volta, buscando qualquer indicio de presença masculina. – perdi a hora, nem acredito...

Ouviram gritos e pelo menos para Sasuke eram de homem. Seguiu quase voando para lá, enquanto Sakura seguia sorrindo, e Asana, também.

– me dá logo isso!

– nãããããoooo.

– Yukine?!

Yato estava quase sobre a mesa tentando tomar do garoto uma jarra de mel, que ele desviava de dar com um uma cara debochada.

– Yukine!

A mesa estava cheia de comida e noutro lugar, Sesshoumaru comia sua mistura de massa banhada em mel tranquilamente.

– voces dois! Dá pra pararem?! Kami-sama, vão virar esta mesa e eu viro voces do avesso! – A Haruno ordenou, e os dois travaram no lugar.

– mãe...- resmungaram.

– agora! – Yato se sentou, com uma cara emburrada e Yukine deu uma risadinha, sentando, mas deixando a jarra bem perto de si. Sakura rodeou a mesa e pegou-a dele, ignorando sua careta – me desculpem pelos meninos – falou sorrindo com gentileza, e então dando um tapa na nuca de cada um – não tem mais educação não?

– ah... ohayo, Uchiha-san.

– ohayo – Yukine choramingou.

– ohayo gozaimasu – Sesshoumaru cumprimentou, polidamente mesmo com a boca meio cheia. Sakura sorriu muito alegre e contornou a mesa até ele e beijou sua cabeça enquanto derramava com todo gosto, mais mel sobre o prato. Sasuke fixou o olhar nos outros garotos apenas para ver olhares enciumados.

Foi quando ele realmente os contou e percebeu que eram três, quis se chutar por ter achado algo tão sujo.

Ainda mais, sobre Sakura.

Mas por deus, o que poderia fazer? Ela deixara o luto e não parecia entristecida ou acuada com isso.

Parecia mais linda, radiante, e atraente, e ve-la assim o deixava mais dominante sobre ela e desejoso.

Com um suspiro, ele voltou a atenção para Yaboku.

– e você? Achei que estivesse em missão – indagou, o rapaz se ajeitou na cadeira ummpouco desconcertado.

– ah, é quase isso, vim passar um tempo aqui, coisas do clã.

– cuidar do seu irmão? – ele sorriu um pouco, para a mãe, de uma forma meio desafiadora.

– também, não? – Sakura fez um bico, e se dedidicou a limpar as bochechas do mais novo.

– as vezes queria que você fosse uma garotinha – comentou.

– huh? Por que eu? Porque não o Yukine?

– huh?!

– ora, é normal que o filho do meio seja menina, não?

– desde quando?! Que eu saiba tinha que ser o caçula! – os dois encararam Sesshoumaru, sob os mimos da mãe, provavelmente gostariam que fosse mesmo.

– não importa quem, já que todos são e serão homens de muito respeito, com toda certeza – ela disse, indo dar um beijo em cada um e acarinhar-lhe as cabeleiras – até porque, se não forem, faço com que visitem o papai de voces mais cedo! – disse com aquele tom gentil, mas que os fez se encolherem nas cadeiras.- agora terminem logo de comer, Yukine tem de ir pra academia, e nós temos de ir ao hospital, musuko.

– eu? – disse Yato.

– não, musuko, seu irmão.

– ah.

– Sakura, podemos conversar? – Sasuke indagou, ela assentiu de bom grado e o seguiu até o escritório dela, onde ela aproveitou e pegou o jaleco vermelho pendurado ao lado da porta, dobrando-o e pondo numa bolsa.

– sou toda ouvidos. – avisou.

– Sakura, Asana está aqui indicada para acompanhar Sesshoumaru por um tempo, já que por exigência do Conselho e principalmente do Diamante, ele não pode ficar sem vigia.

– oh...entendo, Yuzuru e sua super proteção, ainda mais com o clã todo em cima dele, mas me surpreende que tenham convencido ele de que não precisava mandar um ninja da confiança dele.

– bom, agora me pergunto se conseguimos mesmo, com Yato aqui..

– ah, não se preocupe, Yato ainda é Chunnin e irmão ou não, ele sabe que isto ainda está acima das capacitações dele, e não vai interferir em como você trabalha – ela disse agora fitando a morena, ela assentiu forçando um sorriso – Yato está aqui por outra coisa, ele veio treinar, como você já sabe, sou a única no clã com as... mesmas capacidades dele.

– ah – ele assentiu, lembrando que, Asana estava longe de ter confiança para saber sobre a técnica do Shinju que transformou Sakura em meio Ghoul.

Ou qualquer coisa sobre Ghouls.

– bom, na verdade, temos Verona, ela também é Rinkaku, mas resolvemos juntar mais utilidade ainda – ela suspirou.

– como?

– ele veio treinar Sesshoumaru.

– como? Treina-lo? Ele só tem sete anos, não me diga que...

– não, ele nem se tornou Shinki ainda, já sabemos que tem capacidade para liberar a força maior do clã, mas não despertou a kagune e provavelmente levará alguns anos, porém, ele é o segundo herdeiro, deve ser treinado como tal, além de que, preciso que ele comece a academia, não pode perder mais tempo, o dia da prova para medir em que série ele será melhor situado já está marcado.

Sasuke assentiu, pensativo, cruzou os braços.Tentou não soar depreciativo, ainda mais por que Sakura respeitava muito as capacidades dos filhos dele.

– não acha que ele terá dificuldade? Mesmo sendo para se entrar no primeiro ano e ver se tem talento para a vida shinobi as crianças são treinadas em casa, da forma como ele foi mantido, sem qualquer contato com isto pode dificultar ainda mais, não?

Sakura suspirou, sentando na beira da mesa.

– embora a prova seja para medir aptidões, os pais treinam seus filhos desde pequenos, se ele não teve isto...- Asana se meteu.

– Ah, eu entendo, sinceramente, uma parte de mim almeja que ele apenas cresça... em paz... mas outra parte sabe muito bem de quem ele é filho, não posso simplesmente subestima-lo e impedi-lo de tentar, ele está ansioso sim, quer tentar, e nada parece assusta-lo, e quanto ao treino, ele brincou com kunais de madeira, e quando viu as de verdade, ficou instigado, sei muito bem que pode ser apenas coisa de criança...

– sim, pode.

– por isso Yato quis vir, ele quer treina-lo e ser treinado, e desta vez nada o dissuadiu da ideia, mais dor de cabeça e apertos para o meu coração – Sakura suspirou – ele como irmão mais velho vai treina-lo no básico para que ao menos saiba o que fazer no teste, se ele passar, vai treina-lo de verdade, como seu otouto, e é isto que me deixa angustiada, aquele moleque vai pegar pesado com meu neném, do mesmo jeito que o bruto do pai dele fazia com ele, e com os irmãos...

Batidas apressadas ruíram na porta antes de Yukine entrar todo apressado com uma mochila nas costas e uma maçã na boca, ele correu até Sakura e a abraçou.

exsstou indu! – Sakrua fez uma careta e puxou a maçã de sua boca – estou indo! – sorriu ele, e ela revirou os olhos encravando a fruta em suas presas e beijando sua testa.

– até mais, e nada de atraso ou deixamos você para trás.

– ben pencharr! – ele disse saindo tão rápido quando entrou, mas muito mais radiante.

– ah ele está vibrando, nem se aguenta.

– alguma novidade?

– oh sim, tive de ceder aos apelos de uma família muito preocupada e um bando de meninos travessos, vou sair durante a tarde com eles e procurar uma casa. – ele concluiu, com uma leve careta.

– ah...

– humpf, estou bem aqui, mas...- Sesshoumaru entrou, vindo até ela – tem um senhor que precisa de mais espaço, para aprontar, é claro, está pronto, amor? Vamos lá, vovó Tsunade está louca pra por as mãos em você.

Pegou-o no colo e então a bolsa e seguiu para a porta.

vovó? – Sasuke indagou, incrédulo.

– oh sim, fique pasmo mesmo, ela só deixa ele.

– Naruto deve estar revoltado.

– ele não aprende.

– é cabeça oca – o pequeno lembrou, já parecia ver isso como um fato.

Não que não fosse...

– oh, sim...

– e Hokage.- ele acrescentou, erguendo as costas para encara-la de frente, indagou – como ele conseguiu?

Sakura sorriu de maneira nostálgica e beijou a ponta de seu nariz.

– com algo que você aprenderá a ter aos poucos...

– hiperatividade?

– nem pensar! Já tem de nascença!É algo chamado: Determinação, também coragem, força, muita vontade e um coração muito, muito afável.

– humpf, afável até demais...- Sasuke resmungou.

– está vendo este velho emburrado? Ele era um cara muito, muito mau, arrogante e cheio de si.

– tsc.

– ele ainda é arrogante né? Mas melhorou muito, foi seu tio Naruto que quebrou a cara dele, e até arrancou seu braço para faze-lo cair em si.

O menino fitou Sasuke obviamente dando conta da não falta de um braço.

– eu arranquei o dele também – Sasuke lembrou.

– detalhes, detalhes — ela provocou.

– qual é o de mentira? – o menino indagou, e meio emburrado, Sasuke cedeu à curiosidade inocente, erguendo o braço sempre enfaixado.

– o do seu tio é o enfaixado também.

– você fez um braço pra eles, okaa-sama?

– oh sim, um processo bem delicado e difícil que sua vóvó Tsunade criou, graças a um pedacinho do avô dela, o primeiro Hokage.

– o homem nas pedras?

– sim, o primeiro deles, ele tinha uma regeneração quase milagrosa, e por isso é considerado um ninja lendário.

– como o chichiue?

– humpf, seu pai não chega nem perto, amor, seu pai se apanhasse de uma kagune ficava todo acabado, se quer saber, mas ele era bem duro na queda, admito, foi o que sarou mais rápido de todos que eu já fiz questão de quebrar um braço.

– por que?

– por que o que?

– por que quebrou otou-sama?

– por que ele era um quatro olhos de uma figa...

– mas você gostava dele...

– mamãe as vezes gosta de quebrar aqueles que ela gosta...- ela sorriu, um pouco desconcertada – não vê como ela fez o velho emburrado e o seu tio ficarem com lindos galos?

– oh...

– agora, chega de falar de quem eu quebro ou vou lembrar que seu tio Sai está demorando e querer quebrar ele mais ainda.

– quando o ojii Sai volta? – Sakura o encarou estreitando olhar, mas até Sasuke sacou que o moleque parecia não se importar de encrencar o tio.

Ela suspirou e o pos no chão.

– vá curiar algo, seu filhote de quatro olhos de uma figa! – o menino deu as costas e saiu correndo na rua fazendo exatamente isto. – humpf.- ela empurrou o cabelo para trás.

– só soou maquiavélico para mim? – Asana disse.

– não mesmo – Sakura afirmou séria e a fitou – é como o pai, nada é realmente o que parece ser e quando não parece ser é exatamente o que é, entendeu?

– huh?

– olha, não tire os olhos dele e principalmente, não caia nos papinhos dele, em segundos ele te arranca uma informação e some das suas vistas.

– olha, eu sou treinada, uma criança não vai...

só não o subestime – Sakura cortou-a com um olhar afiado e de aviso – eu vou leva-lo para mais um check-up, pegar os resultados dos exames e então mando-o de volta com você para casa, Yato ainda estará lá e começará as atividades com ele, eu volto em torno da hora em que Yukine retorna da academia, entendido?

– sim...

– ótimo! – ela sorriu, muito satisfeita e deu as costas jogando as mechas para tras de forma charmosa, embora o Uchiha estivesse mais enfeitiçado pelo balançar dos quadris e da saia que quando o vento empurrava, revelava até mesmo um pouco das cochas firmes, esculpidas.

– humpf, quem ela pensa que é? – Asana bufou.

– a primeira que arrancará sua cabeça se o menino te escapar.

– é só um pirralho!

– apenas comece a segui-lo, Sakura está em todo direito de avaliar quem segue o filho dela, e sinceramente, não quero um ANBU de fora se metendo na minha alçada, então, Asana, leve isto a sério.

– você quer agrada-la, admita.

– agradar ela é agradar uma aliança importante para a vila, agora vamos, não quero perder as cochas...

– que?!

– a viajem – ele concertou, seguindo em frente.

Eles prosseguiram, Sakura estava pelas ruas do mercado, andando muito tranquila, enquanto sua pestinha corria por todo lugar, entrando em mercados, observando o trabalho, produtos, pessoas, sempre bem e atentamente com aqueles olhos felinos e afiados, algumas pessoas paravam o que faziam o encaravam de volta, completamente paralisadas, e então o menino as abandonava, não tinha interesse em ter atenção deles, queria observar suas tarefas e se paravam de faze-las, não havia sentido em estar mais lá.

Com esse nível de atenção, Sasuke não pode deixar de encarar a possibilidade do garoto pregredir rápido. Demonstrava inteligência, e era burrice não esperar isto dele com a mãe que tinha. E mesmo que lhe aferroassem o ciúme e o ego, sabia que por parte do pai, também não se esperava menos.

Um homem que parou uma guerra com palavras, pode transmitir muito mais que um homem que a para com punhos e sangue derramado.

Logo Asana se viu cedendo à pressão e seguia, ou tentava, seguir o garoto pelo mercado. Ele começou a cogitar que ela poderia não dar conta. O menino andava de um lado ao outro e Sakura o mataria se ele tentasse sugerir que devessem por mais rédea nele. Então o jeito era seguir seus caprichos.

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–oh! Aí estão voces! – Tsunade vibrou equanto vinha até Sakura e o menino, Sasuke a havia deixado em frente o hospital e a tal ANBU devia estar enfiada em algum lugar vigiando os passos dela e do menino.

Sinceramente, aquela pessoa parecia sequer ter tido contato com alguma criança na vida, muito menos vigiar a dela, que, Sakura admitia, não era comum nem de longe.

– ohayo, querida, olá meu benzinho – toda amorosa, a Senju pegou Sesshoumaru para si.

– ohayo gozaimasu, obaa-sama.

– ohayo, Tsunade-sama.

– vamos indo! Seus resultados já saíram Sesshoumaru, mas vamos primeiro fazer um examezinho físico, nada demais.

Seguiram até uma sala de exames. Onde as duas fizeram o garoto passar por algumas atividades para medir sua resistência e fôlego. Sakura queria ter certeza de que nenhum fator singular poderia afetar o desempenho dele na academia.

Nada como problemas respiratórios ou cardíacos foi detectado e enquanto as duas seguiram para o consultório para verem os demais exames, mandaram ele com uma enfermeira para a ala pediátrica do hospital, para que pudesse estudar suas capacidades cognitivas, criativas, produtivas e reprodutivas.

– os exames de sangue não apontam nada – Tsunade afirmou com uma cópia do exame e Sakura assentiu, focada na que tinha em mãos.

– sim, a glicemia está um pouco alta – a mais velha riu um pouco.

– isso porque a mamãe dele não resiste e o deixa entupir-se de doces – Sakura sorriu sem graça.

– culpada...

– ninguém está te julgando, querida, tem todo direito de querer mima-lo, só deve ter cuidado, nesta idade muito do seu eu está em formação.

– eu entendo, quero protege-lo de tudo, por numa caixinha, mas ele esteve tanto tempo preso numa, Tsunade... me faz sentir um monstro...

– a forma como ele foi cuidado e a forma como você quer cuidar são totalmente diferentes, Sakura, eu também teria posto você, numa caixinha se pudesse, mas tanto você quanto ele precisavam do mundo lá fora, você está indo muito bem, só temos de nos preocupar com a parte que não pudemos acompanhar, os primeiros anos são muito importantes na formação da mente dele e de como ela vai trabalhar, se ele é muito lógico, muito sensível, muito realista ou muito abstrato, já sabe ler, e tem um vocabulário de velho...

– Tsunade-sama!

– ora o que foi? Não disse que é ruim, é até charmoso, mas deve prejudicar um pouco sua interação com as outras crianças...

– oh quem dera ele ao menos procurasse.

– ele não gosta de outras crianças?

– não fica em sua companhia por muito tempo, as crianças do clã foram muito amorosas e calorosas com ele, mas o senti meio distante, porém com os mais velhos ele interage mais, enche-os de perguntas...

– hum...

– também se distrai muito, ou ao menos é o que parece, ele fica minutos calado, olhando o nada e quando penso que esqueceu o assunto, ele me vem com mais perguntas.

Tsunade girou um pouco na cadeira, a mão no queixo, pensativa, e Sakura se perguntou se ela via algo similar no que dissera, porém foram interrompidas pela entrada abrupta da enfermeira que deveria estar com o menino.

– senhoras! – Sakura praticamente pulou da cadeira e com a mais velha não foi diferente.

– o que houve?! Onde está meu menino?

– o que aconteceu, Aki?

– as senhoras tem que ver isso! – as duas a seguiram quase correndo e quando chegaram a sala de recreiação e também usada para avaliações psicológicas infantis encontraram as janelas de vidro completamente tomadas de enfermeiras, pacientes e visitantes curiosos.

– o que está havendo? – Sakura indagou ao ver a ANBU apenas parada encarando da porta.

– sinceramente... sei lá!

A Haruno passou perto de esmurrar um estranho como em anos não fazia, mas optou por entrar junto a mestra.

– e-eu só pedi que ele construísse algo ...- a enfermeira disse em tom de desculpas mas muito mais assombrada.

Sakura caminhou para a perto das janelas que davam para lá fora, devagar e muito atordoada.

A sala infantil era toda colorida e cheia de brinquedos que deveriam estimular as crianças. Como por exemplo, blocos coloridos de montar.

Seu pequeno menino poderia ser considerado muito velho pra tal já que só recomendavam para crianças de três anos. Mas em meio médico, os blocos ajudam o especialista a entender a mente de uma criança de acordo com o que ela podia construir, tal como também se usavam os desenhos.

Sesshoumaru andava de um lado para outro encaixando peça por peça e formando uma construção que tinha quase sua altura, uma perfeita maquete que ela custou a acreditar o que representava.

– isto é...? – Tsunade indagou muito espantada.

– okaa-san – Sesshoumaru a puxou para mais perto.

– querido... o que está fazendo?

– nosso distrito, é assim, não é?

– si-sim, é, mas como sabe? Kami, você fez a mansão... e todas as casas... até mesmo a entrada das catacumbas... Sesshoumaru, quem lhe mostrou o mapa do distrito?

– hum?

– quem lhe mostrou? Pegou no escritório do seu pai? – ela se abaixou fitando-o e vendo-o baixar a cabeça – foi seu tio quem te deu, foi isso? Aquele idiota...

– não...

– então quem? O mapa não pode ficar... exposto desta forma...

Ainda mais numa maquete gigantesca, haviam pontos ali que deveriam permanecer em segredo de qualquer visitante, e o menino sinalizara discretas entradas com blocos em cores diferentes das dominantes, inclusive a entrada das catacumbas, a que todos entravam sempre, e uma, secreta.

– eu... imaginei – ele murmurou e ela fitou-o atônita.

– querido, não precisa defender ninguém não estou brigando...

Ele pela primeira vez demonstrou-lhe algo como insegurança de verdade, além de magoa, mantendo a cabeça baixa, se desvencilhou dela e foi sentar numa das cadeiras do canto passando a apenas rabiscar uma folha com giz. Sakura se levantou ainda sem entender o que se passava, mas já de coração partido por perceber que o magoara.

– eu...

– Sakura — Tsunade tocou-lhe o ombro – venha – ela a seguiu até a janela onde a enfermeira esperava com a prancheta. – diga o que viu dele, Aki.

– ah...eu comecei com perguntas, perguntei-lhe quem lhe ensinou a ler e ele sempre diz que foi a mulher que lhe amamentou...- falou um tanto insegura, ante a careta de desgosto que Sakura não conseguia evitar. A ideia de que uma qualquer tomara dela algo tão importante que nunca tivera, como amamentar seu filho, ensinar-lhe os primeiros passos e palavras a deixava em pura ira.

– continue – pediu, tentando se conter e lembrar que aquilo não era importante agora.

– erm, ele disse que ela o ensinou a ler mas não se lembrava a idade, o que é curioso, ele tem sete anos, se aprendeu com cinco ou seis deveria ter ideia...

– sim, teria – Tsunade comentou – o que indica que aprendeu bem mais cedo que isso.

– eu também pensei o mesmo por isso pedi que me dissesse se gosta de dormir muito, e ele disse que não, que prefere brincar ou ler.

– é verdade, tento faze-lo dormir mais, mas ele ou dorme tarde pra acordar na hora, ou cedo e acorda mais cedo que o necessário, o encontro sempre perambulado pela manhã, e já me perguntando o significado de alguma coisa.

– ele explora seus livros de medicina? – Tsunade disse.

– com certeza, não é como se quisesse exercer, mas insiste em ler tudo mesmo assim, tal como fica tentando resolver o dever de Yukine.

– ele consegue?!

– oh, claro que não, e isso o instiga apenas mais e mais.

– ele também é bom com números, mas vi que prefere indagar sobre tudo a sua volta, ele praticamente me corta as perguntas para que eu responda as dele – Aki continuou – o que quero dizer é, é difícil chegar a um resultado seguro, não tendo algo concreto sobre o desenvolvimento dele até aqui, mas depois de ver aquilo...- ela olhou para a maquete. –acho que já tenho uma ideia...

– meu deus! Mas ideia de que?! Só pedi que avaliasse as capacidades dele mas parece que estão dando um diagnótico psicológico! Estão dizendo o que? Que meu menino é louco?!

– Sakura, por favor, claro que não – Tsunade pediu – mas o que ele demonstrou aqui vai bem mais além do que se podia esperar de uma criança de sete anos.

– é uma maquete, ele é bom com maquetes isso é crime? – ela proferiu impaciente, nervosa, assustada. Tsunade suspirou, mantendo a maior paciência.

– ele retratou algo ali que sei que mesmo que alguém quisesse mostrar o distrito não seria revelado a ele, e você sabe disso, vi como ficou perturbada.

– eu...

– Seshoumaru viu aquilo, pessoalmente, Sakura.

– o que? Não pode, ele viu um mapa...

– ele tem uma capacidade reprodutiva muito boa, mas parece mais focado em produzir, antes desta maquete ele fez um bocado de desenhos enquanto eu o entrevistava, veja – ela tirou algumas folhas da pracheta, Sakura pegou, ainda muito nervosa com tudo aquilo, e o que viu foram desenhos bastante infantis até, mas o que retratavam também a espantou – disse-me que era ele mesmo, mas estas...coisas nas costas...? perguntei o que era ele disse que...

– kagune...?

– é! Este nome! Ele não disse o que era, mas que um dia teria uma dentre essas quatro.

Ele desenhara a si mesmo quatro vezes, e com os quatro tipos de kagunes nas formas mais incomuns, ela quase não diferenciara Ukaku de Bikaku por causa das cores.

– e-eu eu não sei o que dizer...

– ele fez a maquete comentando que você acharia bonito ver o distrito de voces colorido, já que você gosta de cores e lá tudo é branco.

Sakura deixou os ombros caírem com o peito ainda mais apertado em ver seu pequeno agora com a cabeça deitada na mesa encarando a parede.

– eu...

– ele está amuado – Tsunade disse — significa que sua opinião vale muito pra ele.

– eu percebi...a de Yato e Yukine também, a dos tios... da avó, que lhe ensina tudo sobre a família e o clã...

– ele só disse a palavra errada, ele não imaginou, ele visualizou tudo aquilo, Sakura, ele tem uma visão bem ampla e sensível ao redor, ele deve ter explorado cada canto daquele distrito, e visto ele mesmo tudo, então reproduzir é fácil, tem boa memoria, talvez saiba que está bom, mas deseja sua aprovação.

– eu entendo.

– oh querida, acho que sei exatamente o que ele tem.

– não fale como se ele fosse doente.

– ele não é, ao contrario, ele tem um potencial enorme, ele superará você e Yasuhiko.

– o que quer dizer?

– que segundo todas as nossas observaçães... Sesshoumaru apresenta o perfil de uma criança superdotada.

– o que?! – as pernas dela cederam, e para sorte havia uma cadeirinha atrás dela, e foi onde a Haruno desabou encarando o vazio em choque com os desenhos ainda em mãos.

– e com isso ele vai precisar de um acompanhamento bem mais especifico...

Quando Sakura finalmente digeriu uma parte de tudo aquilo, ela seguiu até o menino, áquela altura a maquete estava praticamente desfeita pelas outras crianças e só a mansão estava totalmente inteira, lhe admirava que houvessem tanto blocos disponiveis para tal obra.

– erm, querido, me desculpe, você me deixou um pouco surpresa...

– você não gostou – foi uma acusação e ela quis chorar seu perdão.

Kami ele era como o pai, e como era com o Yasuhiko, Sakura nunca sabia como agir quando lhe mostrava seus reais sentimentos.

Ela não aprendera totalmente a amar um homem como ele.

Não tivera tempo.

– oh meu amor, claro que gostei, ficou lindo, e quem dera pudesse levar só pra mim, e você fez tão rápido, ficou perfeito, desculpe não ter acreditado em você antes, eu já devia saber que conhecia cada cantinho, está sempre se esgueirando por lá, mas acontece que, tem certos locais no distrito que não devemos deixar que pessoas de foram saibam, é um segredo de clã, para manter nossa família segura entende? – ele enfim a fitou apenas girando a cabeça e para o lado dela e mantendo-a deitada na mesa.

– um segredo?

– sim, segredissimo, estou espantada que você tenha percebido aquelas entradas, ninguém vai lá exceto em emergências...

– aniisama foi – Sakura franziu o cenho.

– que?

– Aniisama, foi...

– oh, eu mato seu irmão, que diabos ele iria querer lá?! Enfim, deixa pra lá, não fique magoado com a mamãe, musuko, ela adorou a surpresa, e ah, estes desenhos também – mostrou-lhe as folhas, ele se sentou.

– minhas kagunes.

– oh, você quer ter todas? Quanta ambição pra alguém tão pequeno, mas qual você gosta mais?

– Rinkaku tem força... e você e o otou-san tem ela, anii também.

– sim sim.

– Bikaku também é forte, mas parece uma cauda de macaco... – Sakura riu.

– não deixe seu irmão saber que pensa isso, e quanto a Koukaku? Vai poder se proteger muito bem.

– vovó disse que é pesada, e Ukaku lembra um pássaro, mas Yuzuru oji-san só teu uma, eu quero as duas.

– uh, ele vai ficar com ciúmes.

– resumindo...

– sim.

– quero todas.

– oh.

– assim vou me proteger, atacar, ser rápido e forte.

– seu pai era muito forte mesmo tendo só uma Rinkaku.

– otou-san era um Akuma.

– oh claro, por isso com ele era diferente?

– claro – ela revirou os olhos para tamanha adoração.

– mas se eu for forte como você, posse ser apenas Ukaku, assim vou poder lutar de longe e de perto.

– hum é uma bela estratégia.

– e se me curar mais rápido que o papa e rápido como você, não vou precisar de Koukako para me defender.

– faz sentido.

– e se for forte, e me curar rápido e ser rápido, não vou precisar da força do Bikaku...

– hum...

– então só vai restar a Rinkaku, e se eu tiver muitos braços e eles forem fortes, nem vou me precisar me preocupar em lutar, vou derrotar todos somente com ela como o otou-san – Sakura o fitou, com uma cara emburrada.

– e no fim deste raciocínio todo você ainda me termina querendo puxar ao seu pai?

– hum?

– fala sério, humpf, aquele quatro olhos....

– quer bater nele?

– oh sim, mas não tenho pressa em ir encontra-lo, ele que espere muuuuito, vou ter um longo tempo aqui, com você só pra mim – beijou-o no rosto e juntou as folhas todas – vou guardar pra mim por que sim, e você está na hora de ir pra casa, tenho de trabalhar e seu irmão está te esperando, e se ele judiar de você, me diga que vou enche-lo de cascudos.

– hai.

Ela riu sabendo que ele poderia falar até de proposito, idolatrava o irmão mas parecia gostar de ve-lo encrencado. Sesshoumaru tinha aquele jeitinho de caçula sacana com os irmãos.

O pai dele também, mesmo sendo o mais velho, vá entender...

Ela o levou até a saída onde o pos no chão, Chieko já esperava.

– esta moça bonita vai te levar pra casa, não desgrude dela nem desobedeça, ela está aqui pra te vigiar, certo, rapazinho?

– Aa.

– ela vai me contar se você aprontar algo, e seu tio também saberá, e você não quer o Shinju no seu pé, quando tem que treinar com seu irmãozão.

– hai. – ela beijou sua testa e o deixou seguir ao lado da mulher.

Muito inquieta e principalmente insegura, ela abraçou o próprio corpo, e percebeu que sentiria mais falta de Yasuhiko na criação de Sesshoumaru do que sentira com os outros filhos.

Mais falta do homem ao seu lado para dizer-lhe e fazer de tudo para assegurar que ficaria tudo bem.

“ Anata...”.

*********************************************************************

Asana se permitiu dar uma breve observada no menino que seguia ao seu lado, caminhando calmamente e encarando tudo ao redor com distinta atenção. Ela ainda estava muito encucada com o que havia se passado naquela sala. A entrevista fluiu aparentemente normal,vaté o garoto começar a derrubar os baldes cheios de blocos coloridos e comerçar a agrupa-los no chão, com rapidez e precisão ele praticamente não parou para ver o que fazia antes da mãe chegar.

Embora fosse mesmo algo surpreendente, ela percebeu que pertutbara a mãe dele mais que esperado.

Sakura Haruno estava angustiada e nervosa com seja o que for que sua mestre concluira, e em sua própria ânsia de descobrir o que poderia ser, Asana continou encarando a criança como se pudesse lê-la.

Era bela, um menino lindo, mas uma beleza perturbadora, quase surreal. Também era pequeno demais e velho demais para andar em colo, mas isso parecia esperado dado fato de ter sido criado em cativeiro. Ainda assim, ele não demonstrava qualquer tipo de trauma visível, seja físico ou emocional.

Ou talvez, a falta disto é que fosse um indicio. Aquela criança era um enigma.

Ele voltou seus olhos estranhos para ela e a mulher bufou virando a cara, porém, percebeu que ainda era encarada.

– o que é?

– você vai ser minha ama?

– que?

– você vai ser minha ama seca?

– ora, claro que não!

– okaa-san disse que você cuidaria de mim quando ela não estivesse perto, então achei que fosse ser minha ama, como a mulher que cuidou de mim, antes de eu voltar para okaa-san.

Asana o fitou de cenho enrugado.

– que mulher é esta?

– uma ama.

– ela te criou desde que você se lembra?

– Aa.

– e por que achou que ela fosse sua ama, e não sua mãe? ela que disse isso?

– não.

– ora...

– mas não tinha como alguém como ela ser minha mãe. — ele voltou o olhar para frente.

– por quê? Ela não se parecia com você?

– ela era muito fraca.

– huh?

– ela era fraca, não tinha como ser minha mãe.

– por que... A achava fraca?

– por que meu pai não escolheria ela para se casar.

– e você sempre soube quem era seu pai?

– sim, ela me mostrou, e disse que otou-san era um ninja muito forte, e então o homem que me levou, disse que era meu pai, quando eu disse que não, ele bateu na ama, a ama não fez nada, e disse que ele jamais seria meu pai, e ele disse que ela jamais seria minha mãe, por que minha mãe era muito melhor que ela.

– você concluiu tudo isto ao ouvir esta briga?

– Aa, mas como eu disse, não tinha como ela ser minha mãe, então passei a trata-la como ama, e o homem que queria ser meu pai, nunca mais foi me visitar.

– nunca mais?

– ia até o lugar em que eu estava, eu ouvia sua voz através da porta, mas ele não entrou mais para me ver.

– quando seu tio Sai invadiu para te buscar, ele... bateu na sua ama?

– eu não sei.

– não sabe?!

– não, eu não a vi... Eu não a vinha visto por um tempo, ela tinha ficado triste derepente, e zangada com o homem que me levou.

– por que?

– por que ele mandou roubar meu aniisama.

Asana entalou ante tantas informaçães, embora nem soubesse se ele havia contado a mais alguém.

– você disse isso para mais alguém?

– deveria?

– não perguntaram?

– mamãe queria saber o nome da ama, disse que ela não tinha sua permissão para cuidar de mim, mas eu não sei o nome dela.

– não ouviu dizerem em nenhum momento? Nem mesmo o homem que te levou?

– não, ela o chamava de senhor, mas acho que não gostava, e quando passei a chama-la de ama, ele também.

“Hum, isso para provocar a mulher...”

– entendi, agora vamos certo? – ele parou fitando-a –que? – o garoto estendeu os braços para ela, e Asana se viu indignada, ele pretendia fazer dela uma empregada?! Mas, percebeu que ele lhe fornecera informações importantes, e talvez pudesse usa-las com Sasuke. Sorriu, e embora muito emburrada, pegou-o no colo, ele era bem leve, e seu perfume caro e refinado.

– podemos comer sorvete?

– Você não abusa da sorte, tenho de te levar pro seu irmão.

– Aa.

Ao menos ela pode apressar mais o passo, e logo estavam no apartamento. Ao entrar, achou silencioso demais e seguiu com o garoto atrás de si.

Foi até o terraço ao perceber que o rapaz devia estar lá e o encontrou. Yaboku Yumi estava estático, sobre um único pé apoiado perfeitamente numa bola inflável daquelas de exercícios. A outra perna formando um quatro, o corpo perfeitamente ereto, os olhos semi escondidos pela franja sem o tapa olho, fechados e uma expressão de pura concentração.

Usava uma regata preta e calção branco, os braços em forma de selo de concentração.

Ele havia desenrolado um carpete no piso para que a bola em que estava não escorregasse facilmente, e havia outra ao lado rolando um pouco com a ação do vento.

Sesshoumaru saiu de trás dela e correu na direção dele.

Yato abriu os olhos, o que sempre matinha escondido brilhava tão forte que até lembrou a ela um sharingan, mas era muito mais selvagem que sombrio. Ele desfez o selo e saltou da bola fazendo-a rolar pra o lado e então se abaixou para pegar o irmão.

– até que enfim, hã?

– acho que deixe okaa-san zangada.

– huh? Você acha?

– ela não gostou do distrito que fiz pra ela.

– você fez um distrito? Estou boiando, mas, de todo jeito, tenho certeza que ela não está zangada de verdade, ela adora você.

– hn.

– não acredita? Pois bem, ela gritou com você?

– não.

– te deu um cascudo?

– não.

– então não está zangada ora, se fosse eu morreria de inveja por que ela sempre tenta afundar o punho na minha caixa cranial! Enfim, vá se trocar, nós vamos começar certo?

– vamos brincar de bola?

Yato riu, ao lembrar a pequena fixação que ele tinha por bolas.

– não, ainda não,e não são pra brincar, são para treinar seu equilíbrio, agora vá lá.

– Aa – ele correu para dentro e o rapaz se levantou, seguindo até ela.

– o que ele quis dizer com essa?

– ele fez uma maquete com blocos de montar que parece ter retrado seu distrito tão bem que perturbou sua mãe, é só o que entendi.

– o distrito Yumi? Sem ter um mapa ou um desenho?

– ele apenas começou a montar, foi esquisito.

– nossa, será que ele... Nah, não pode ser, aquele lugar é enorme, ele tinha de ter visto um mapa, mas eu não mostrei e duvido que alguém tenha, ah, talvez tenha fuçado no escritório do pai, eu também fazia isso.- ele deu de ombros e logo o menino retornou, usando uma calça e blusa kimono vermelho vinho, de seda maleável e leve.

– pronto?

– vai começar com o que? – ela indagou vendo-o abaixado e recolhendo o cabelo do garoto, Yato juntou todo, mediu até a metade e dobrou a ponta até a base amarrando ali com uma liga sem apertar muito, porque se quebrasse um fio sua mãe reclamaria, ela adorava pentear os fios do pequeno. E ele precisava deixa-lo livre.

– o básico, taijutso da família, depois armas e ninjutso básico.

– armas? Pra um menino? Ele só fará o teste de admissão, então aprenderar armas na academia.

– é de família, treinar com todo tipo de arma, certo, Sesshou? Agora vamos.

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– acho que vamos ter de cancelar o passeio por hoje – Yato disse, mas Asana não respondeu, só quando o menino tombou inconsciente na frente deles, ela entendeu.

Estava cansado demais para fazer qualquer outra coisa.

Dizer que o rapaz pegou pesado, era o mais correto. Ele começou ensinando movimentos básicos, e enquanto ela dera uma saída e voltara, ele estava recebendo ataques, desviando com facilidade e mandando o pequeno ao tatame sem dó.

Estava ainda mais surpresa com o tempo de resposta do garoto, ele já tinha bom equilíbrio e precisão em cada golpe, treinavam com bastões de madeiras, o que só deveria dexar o tampinha mais dolorido no outro dia.

Yato se abaixou em frente ele, apoiado no bastão.

– boa Sesshoumaru, mas ainda precisa de mais.

– você não está pegando pesado? Ele provavelmente nem tem resistência...

– vai aprender a ter, ele é muito insistente, ele sabe que não dá conta, mas você não o viu pedir para parar ou reclamar.

– hum... talvez queira impressionar você.

– oh, isso é legal, mas não vou pegar leve por isso. — ele recolheu o menino com um braço com se fosse um saco de batatas e seguiu para dentro. — agora vamos tomar um banho antes que a okaan-san chegue, o veja exausto e me de uma surra.

– é mais fácil bater do que apanhar hein?

– haha, com certeza! E com sorte, ele desperta quando ela chegar, assim eu escapo com mais facilidade.

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As bochechas dela ainda pareciam arder, isso só intensificava sua revolta.

Touka tropeçou mais uma vez numa pedra, e desta não relutou em chuta-la com toda fúria, parecia que todas as malditas pedras haviam resolvido entrar em seu caminho aquele dia.

– calma Touka, tadinha da pedra. – Akira disse, ela aproveitou e descontou nele também, chutando sua canela e sentando-se no banco da área livre da academia. Alguns pirralhos brincavam por ali ou eram trazidos pelos pais, os mais velhos praticavam e ela viu Yukine correndo pela quadra com uma bola de basquete, radiante e enérgico, ela se perguntou se Yato o havia ido buscar.

Como os Chunnin estavam sempre em missão, os dias de aula eram bem alternados.

Mas justo essa a semana tudo resolveu estar tranquilo e ameno e ela ficaria presa na academia todos os cinco dias enquanto seu interior parecia em furor.

Merda.

– ah a Touka está de mau humor é?

Merda ao quadrado. Touka voltou o olhar assassino para a dona daquela voz irritante de Kyoko Chieko e Suzuki, meio que recuaram um pouco percebendo que ela não estava de bom humor.

–não tem nada melhor pra fazer? Tipo lixar as unhas? – a Uchiha rebateu, acidamente. A Hyuuga deu de ombros, encarando as unhas longas e bem feitas.

– estão ótimas, obrigada, e as suas?

– podem cortar sua cara feia facilmente, mas não gosto desujeira sob elas – Touka sorriu, mordaz.

A outra enrubesceu de ira, e muito indignada deu as costas e marchou para longe.

– eita, a Touka nãotá perdoando hoje – comentou Inugami e até mesmo o cãozinho concordou assutado. Ela bufou e virou a cara, então o sinal bateu as todos começaram a adentrar o prédio.

Os quatro pegaram as mochilas, embora Akira nunca levasse uma e a de Mamoru sempre estivesse mais cheia de comida que de material de aula ou treino.

Os corredores logo foram esvaziando, mas ela foi uma das primeira a entrar, impaciente pela demora do andar dos garotos, a sala aindaestava meio vazia mas chamou-lhe a atenção o “Kyaaah” irritante de suas colegas e os cochichos dos outro colegas.

– hey Touka não sabe o que ouvimos – disse Akira atrás dela na porta e ela ia ignorar porque ele era baita fofoqueiro mas tanto ele quanto ela se calaram ao encarar os assentos das carteiras.

As mesas ficavam em níveis, uma fileira acima da outras em semicírculo e estavam desocupadas exceto pelo estranho de fios prateados como a lua.

– hoho, ele está aqui mesmo! – Akira passou para dentro e seguiu para lá, mas Touka ainda duvidava do que via. – como assim o cara vem e tira uma soneca nos meus domínios? – continou o Nara.

Yato cochilava na mesa, com os braços em volta da cabeça, ele se moveu um pouco e então abriu os olhos.

Murmurios tomaram a sala, e ela sentiu a espinha congelar. Por que de todos ali, o olho vermelho do Yumi repousara exatamente sobre ela mal se abrira.

Como se já soubesse que ela estava ali.

Como se já soubesse o que ela pensava, ou não pensava.

Como se visse cada ínfima coisa que fazia parte dela.

Ele estava ali.

Yato piscou sonolento e isso pareceu dispersar o ser oniciente que ele pareceu encarnar a pouco.

Se ajeitou no lugar e sorriu de forma gentil e preguiçosa ao cumprimentar Akira.

– são ótimo lugares, alias – devolveu a provocação.

– que cara de pau, o que faz aqui? Tapa-olho?

– engraçadinho – Ele cruzou os braços, a musculatura de seu antebraços se envidenciando com as mangas da camisa levatandas até os cotovelos. Usava aqueles típicos coletes que o faziam tão refinado e adulto. Seu olhar viajou para Touka quando ela começara a subir as escadas o fitando de maneira desconfiada, quase arisca. – Yo, Touka.

– yo...?

– liga pra ela não tá uma fera essa daí, e você, o que faz em meus domínios?

– se importa de dividir? – Yato sorriu um tanto travesso, ela quis xinga-lo bem alto por encara-la enquanto se dirigia a Akira.

Se é que se dirigia a ele mesmo.

– huh? – indagou o dorminhoco.

– por que eu vou passar um tempo aqui.

– HUH?!

– como assim?Um tempo?

“você disse que ia embora”

Ela disse com um olhar, e ele leu.

Com um suspiro Yato pegou o tapa-olho de couro que ganhara da mãe de dentro do bolso e o pos em seu lugar.

– vou passar um tempo em Konoha, treinando meu irmão mais novo, e a mim mesmo.

– você? Por que?

Ele mexeu um pouco o cabelo tendo certeza de que não ficara estranho ao por a peça e então os fitou de novo, sua expressão foi séria, dura.

Sombria.

– por que eu vou participar da prova Jounnin.

Notas finais
uuuuuuuuh! Sinto cheiro de rivalidade no ar!