Notas iniciais
Tenho pressentimento de que vão gostar MUITO desse cap, ou de que vão ODIAR, muito, enfim, já venho percebendo a a um tempo, o quanto as opiniões estão divididas.....

Seis meses.

Longos seis meses.

Nunca achou que passaria tanto tempo, embora tivesse visto anos se arrastarem, aquela metade do ano passou languidamente.

As coisas se arrumaram devagar, algumas nem começaram. Ele detestava isso, mas reconhecia que o que sentia era o de menos comparado a outras pessoas. Sentado numa das cadeiras do bar de Kasumi, ele via como o clima parecia mais melancólico e escurecido, até mesmo a musica. Sakura tomava uma bebida sem pressa, sozinha no balcão, ninguém que a conhecia se aproximou ou fez mais que um breve cumprimento, e ninguém que não a conhecia fez mais do que apenas observar, retraido com sua aura aborrecida.

Ele não havia ficado muito a par da vida dela nesse periodo, havia feito uma viajem a KiriKagure pouco depois que os Yumi haviam partido outra vez, e quando voltou, tres meses depois, passou a se ocupar no direção da ANBU, das investigações, e ainda do treinamento de Touka, os exames Jounnin estavam chegando, e nem se ele quisesse ela desistiria. Ino estava completamente apreensiva com isso e Itachi estava se preparando para se graduar, ele seria um Gennin logo, e dizia que Minato já provocava o amigo Haruno por que ia se formar mais cedo que ele. Sorte dele ter puxado a inteligencia da mãe, porque se fosse depender do pai, estaria só começando a repetir os testes de graduação.

Embora Sakura estivesse tão claramente mergulhada em um estagio inicial de depressão, ela não deixava isso aparentar frente o filho, nem frente os Yumi. Na verdade, graças a um pequeno avanço tecnologico enfim conquistado pela aldeia do Diamante, ela estava muito mais feliz.

Eles finalmente conseguiram estabelecer suas linhas telefonicas pra fora da aldeia, mais importante, do país.

Era pequena, é verdade, mas seu avanço foi claramente prejudicado pelas guerras civis, enquanto aldeias como Konoha ou Areia, já usavam telefones, o Diamante só desfrutava dele na aldeia e nas poucas vilas rurais ao redor.

Mas agora era diferente, o telefone azul celeste que ele uma vez vira, quieto e silencioso na mesa de canto do corredor agora tocava o tempo todo, Sakura não gostava de receber ligações do Hospital em casa, mas tinha uma linha apenas para isso e para tratar com o Hokague em seu escritório, e o telefone celeste do corredor raramente era usado sendo que ela passava pouco tempo em casa e Yukine também, e só falava com os amigos. Agora soube que ela passava quase uma hora do dia, sempre que tinha tempo, pedurada ao lado dele, falando com a familia Yumi, as cartas e mensagens foram enfim dispensadas e ela estava extasiada em poder falar, e ouvir a voz de Yato e do resto da familia. Além de Yukine, esta se tornou uma de suas principais alegrias, amenizando só um pouco, a dor que ela sentia depois que aqueles fatos se revelaram.

E ela não poder fazer nada quanto a eles.

No começo ele não entendeu, e sinceramente ficou irritado, ficar parada, se remoendo e se detestando não era coisa da Sakura que ele realmente ama, era coisa da menininha fútil e assustada que ela fora um dia. A Sakura que ele amava, era aquela que derramava lágrimas, mas enquanto corria atrás de seus objetivos, mesmo naquela época ela devia se achar inutil, mas era naquela época que ela estava realmente se tornando importante. Pra ele.

Então, ele soube, era meio óbvio quando passou a olhar pelo lado dela, e principalmente, doloroso.

Ele nunca dava muita atenção aos Chek-ups, que a politica exigia, afinal tinha uma esposa médica, e quando casou com Ino, continuou do mesmo jeito, mas tinha que fazer, e naquele dia, ele viu uma motivação muito melhor.

Sakura o atenderia.

Não que houvesse qualquer intenção real sobre tentar uma aproximação com ela, não a via regularmente e já sabia que ela não andava com um humor alegre, mas faria de tudo para aproveitar cada toque profisional e a aproximação que o exame exigiria. Ele sempre teve ciúmes ao lembrar que ela tinha de faze-lo em outros ninjas, e sabia muito bem, que mesmo ele sendo o unico que a fazia sentir as pernas banbas, ela ficava totalmente alheia a tudo quando trabalhava, nunca notaria um olhar malicioso, nunca levaria palavras de segunda intenção para esse lado, ela jamais perceberia um abuso se não fosse completamente explicito, e sabia disso, e fora um dos motivos que o levaram a tira-la do hospital, porque queria suas mãos cuidando apenas de si e dos filhos deles.

"- pode sentar ali — ela dissera, de costas, enquanto parecia organizar documentos dentro de uma gaveta, ela deveria estar em sua sala, na administração, mas ele como Chefe da ANBU, e Naruto como Hokague eram avaliados exclusivamente por ela.
Sasuke se moveu até a maca, sentando nela e tirando o colete, para estar mais confortavel e porque teria de se livrar da camisa logo. Enquanto esperava, observou sua silhueta, meio curioso, o jaleco vermelho, vinha o intrigando a um tempo, Sakura não era o tipo que criava modas para ser reconhecida por elas, e ela já tinha muitos nomes, dados na Guerra, dados pelos admiradores de sua beleza.

Então chutava que fosse uma mensão honrosa ao próprio nome e simbolo, o circulo vermelho se destacava nele.

A peça ficava bem encaixada nela, colando ao torax, deixando a cintura destacada, ela usava saltos e um vestido formal, longo até o meio das canelas na cor vinho, e o cabelo estava preso num coque por uma caneta.
–algo a relatar? — ela disse, ele sabia, era praxe, perguntava se ele tinha algum sintoma a reclamar.
–não.
– o braço? -Sasuke deu uma breve olhada no braço quase sempre enfaichado, a protese feita de celulas do primeiro Hokague já estava completamente, adaptada a ele, ou ele a ela, assim como era com Naruto. Geralmente, com o passar dos anos, só quem vez ou outra perguntava sobre se havia algo estranho no braço,se alguma funcionalidade, ou senbilidade havia sido perdida, era Tsunade, ela e Sakura obviamente queriam ter certeza de que as proteses tinham "validade", se eles teriam os braços até o fim da vida, sem problemas, eles eram meio que cobaias, mas a causa era nobre, se o estudo concluisse que as proteses podiam substituir qualquer membro perdido, curaria milhares de pessoas de invalidez, mas ainda era apenas um estudo, elas ainda tinham dificuldades em reproduzir celulas tão singulares, havia o perigo de isso ser ameaçado por alguém, e claro, tinham que ter certeza que o implamte seria um sucesso até o fim da vida ou o máximo de tempo possivel, por meio, deles, as cobaias.
– está perfeito.
–e o fluxo de chakra?
–também.

Quando ela viria examiná-lo?Estava ansioso por seu toque, era humilhante, mas estava.

Sakura, enfim fechou a gaveta e pegou o estetoscópio pondo em volta do pescoço, voltou-se para ele e veio com um sorriso pequeno, meio fragil, débil.
–bom dia — disse enfim.
–percebeu agora?
–não seja dramático, é voce que costuma ignorar tudo.

Sakura tirou uma pequena lanterna no bolso do jaleco e parou na frente dele, quase perto o bastante para estar entre suas pernas, ele ergueu o queixo a sua altura, para que ela apontasse a irritante luz em seu olho, um por um.
–Sharingan — Sakura evocou, ele deixou os olhos lendários, tomarem a íris, para que também fossem examinados com minucia — Rinnegan, por favor — ele não pode conter um sorriso pretencioso ao deixar o olho que continha a herança se revelar desta vez. — metido — claro que ela havia percebido. No começo ele não tinha o menor controle, e o olhar roxo tomava sua orbe direita o tempo todo, muitos anos de pratica o ajudaram a reduzi-la e poder agir e ser normal.

Sakura afastou a lanterna e pegou o esfigmamonometro que estava ao lado dele na maca, passou a faixa ao redor de seu braço esquerdo e passou bobear ar para dentro dela, os olhos atentos ao contador.
–como vão as crianças? -

Sasuke nunca se adaptaria a essa pergunta, era tão...impessoal, considerando o que eles foram um dia, e tão... pessoal, agora para o que eram, como se fossem apenas amigos cujos filhos mau se largavam. Mas ela adorava seus filhos, não como dela, mas como uma tia, Touka já devia considera-la assim, mas era muito timida e orgulhosa pra admitir, já Itachi não escondia a admiração que tinha por ela, ele sempre teve uma curiosidade palpavel a respeito da integrante feminina do Time 7, e dela extraia o maximo de historias sobre os tempo deles juntos, e separados, mesmo que já tivesse ouvido tais versões de Naruto, ou mesmo de Sasuke, ele queria a dela.
–treinando, exames Gennin e Jounnin a vista.
–vai permitir que Touka o faça? — Sakura não soou depreciativa ou descrente, e ele apreciou seu respeito pelo talento de Touka, e sobretudo, o respeito pela decisão dele, de permitir que sua primogenita participasse de uma prova tão cruel quanto a Chunnin.
–nem se não deixasse, quando põe uma coisa na cabeça...
– teve a quem puxar — ela deu de ombros tirando a faixa dele, e anotando algo numa prancheta — sua pressão está meio alta, Sasuke.

""Culpa sua?"" ele pensou. Embora estivessem conversando, ele não estava apagado, estava ciente de cada toque de seus dedos, da respirção baixa dela tocando seu peito, e sua visão era privilegiada para seu decote, o jaleco estava fechado apenas por dois botões na altura do ventre, então não escondia a abertura em V do vestido, e os seios se contrastando com o tom forte.
–muito sal? — ela perguntou.
–hn,talvez.
–sabe que está chegando aos quarenta não é? Certas coisas vão mudar daqui em diante.
–voce sabe que também não é?
–eu não vou nem comentar, ou sua pressão vai cair.

Ele deu de ombros e sorriu um pouco, Sakura meneou a cabeça, bufando e resmungando algo sobre ele estar passando tempo demais com Naruto. Dando as costas foi pegar um tubo de vidro e um contonete, voltou e ele foi quem bufou por ter de abrir a boca e deixa-la coletar sua saliva.
–isso é um saco, Sakura — detestava o gosto do algodão hospitalar na boca, Sakura havia dado as costas outra vez e o quando se virou, o fitou segurando uma seringa vazia mas com uma bela e ameaçadora agulha na ponta.
–voce dizia?
–teste de sangue?!
– voce não faz Chek-ups a meses, não me culpe, idiota, estou apenas seguindo a norma.

Puxou o braço dele e limpou um pedaço de pele com algodão embebido em alcool, então o espetou, ele realmente não dava a minima para agulhas, mas nem por isso gostava de ter alguém tomando seu sangue. Se tivesse sido mais cuidadoso, Touka não teria sido criada, não se arrependia da existencia dela, era um de seus tesouros, mas tinha conciencia do que ela podia ter se tornado, e principalmente do que podia ter sofrido.

Um vez pensou consigo, muito tempo atrás, que era melhor matar uma criança no berço, do que deixa-la ter um futuro sem esperanças. Se viesse apenas para sofrer, Touka não precisaria ter nascido.
Ainda achava isso, por isso, dedicava cada dia, mesmo que não fosse um pai exemplar em materia de carinho, a dar a ela tudo o que estava ao seu alcance, e ensina-la a ter força para perseguir seus sonhos ou objetivos, a ela, e a Itachi.

Sakura limpou o pequeno ferimento e foi guardar a amostra, voltou e pediu que tirasse a camira para usar o estetoscópio, contra seu peito, ouvindo seus batimentos.
–respire fundo.- Ele iria odiar essa parte, respirar fundo e se afogar no perfume dela. E ainda mais, numa duvida que tomava sua mente e a dos amigos deles, mas a qual ninguém tivera coragem de fazer. Tinha plena consciencia de que faze-la poderia prejudicar ainda mais a relação que estava construindo com ela, mas de todas as pessoas, mesmo tendo sido a que mais o fez, ele detestava ve-la magoada.

Talvez porque dessa vez não fosse sua culpa, ( ou fosse, indiretamente) ele não conseguisse se conter.

Sentia saudade de sua risada cristalina, mesmo que de longe, mesmo que para outros, mas não podia suportar seu silencio, sabendo que doia, e ainda não compreendendo o porque. Afinal, por que ela não ia? Ninguém jamais poderia julga-la, ela tinha esse direito, entao porque?
–Solte o ar.

Ele o fez, e em seguida soltou também:
–por que não vai? — Sakura ainda tinha o aparelho recostado ao seu torax, quando baixou a mão, ela chegou a arrasta-lo alguns centimetros pelo peito dele, um arrepio o fez lembrar que a desejava como um doente, e que estavam sozinhos naquele consultorio, sem uma alma viva nem mesmo nos corredores.

Não foi intencional, e ele tinha que dar atenção a outra coisa, a ela se afastando e se abstendo de responde-lo. Agarrou seu braço e a puxou de volta, mantendo-a no lugar, e inquirindo com mais exigencia.
–Por que não vai, Sakura? Algo te prende? Acha que vão critica-la? Deveria saber que...
– não há... pra onde ir...- ela declarou, meio seca, e tentou puxar o braço de volta, ele a puxou com mais força e dessa vez a prendeu entre as pernas e segurou seus ombros. Juntou a testa dela, mas seu olhar estava baixo, caido, perdido.
–do que está falando? — Sasuke insistiu, perdendo-se gradativamente no perfume dela, e em sua pele, ergueu a cabeça e pode sentir sua testa com os lábios.
– não posso... simplesmente ir atrás de... incertezas.- Sakura admitiu pesarosa. Ele se afastou para encara-la estupefato, enfim entendendo, sua amargura.

Mesmo que não houvesse um bebe morto na cripta Yumi, mesmo que não houvesse dado a luz a uma criança sem vida. O que garantia, que agora, este bebe não estivesse morto? Ele pode não ter sido vitimado pela Aogiri logo quando fora sequestrado, mas quase oito anos se passaram, ele poderia ter morrido em qualquer momento desse periodo. Se não estava, onde encontra-lo? A melhor esperança que o Clã Yumi tivera foi ao explorar o complexo onde Yato havia sido mantido durante o sequestro, mas nada, nada além de corpos foi encontrado, e nenhum registro, eles não tinham qualquer outra pista sobre o paradeiro de qualquer membro do grupo, então pra onde ela poderia recorrer?

Sair pelo mundo, sem rumo? Procurando um rosto infantil quem nem fora capaz de conhecer? Abandonar tudo e todos? Ela não era uma menininha, e ela tinha pessoas que dependiam dela, dentro e fora do hospital, seus pacientes, o povo todo, seus filhos, Yukine que se adaptava ao lar, e só tinha ela como membro mais próximo de seu sangue, Yato que devia estar passando por adaptações também.

Ela. Mesmo ansiando isso com todo seu ser, tinha plena consciencia de que não poderia ir embora atrás de um possivel fantasma.
Alimentando, querendo ou não a esperança de encontra-lo, ele sabia, todos sabiam, ela não suportaria outro golpe como aquele, saber que seu bebe poderia ter crescido até certa idade e ter sido torturado, usado, multilado.

Ele se sentira um lixo ao saber tudo o que Touka passou e o sacrificio que a mãe dela fizera, nas mãos da Aogiri o filho de Sakura não teria ninguém por ele. E para ela isso era mil vezes pior, dilacerante, porque ela era mãe.

Ela não poderia se dar ao luxo de se quer sentir, almejar, presumir, que ele estivesse vivo, não sem provas ou indicios concretos, além de um testemunho que soara completamente como uma provocação.

Iki Hyori afirmara que o bebe estava vivo, mas que logo seria sacrificado, provavelmente assim que resgatassem Yato. Se fosse verdade, teria feito Sakura trocar a vida de um filho por outro.

Isso iria destroça-la.

A mãe de Sasuke preferiu morrer pelas mãos do próprio filho, a ve-lo machucar o outro, a ve-lo se matar ou não seguir seu propósito de vida, mesmo que não batesse com os dela. Mikoto Uchiha fora uma grande mãe, e se sacrificou para ter certeza que seus dois filhos seguiriam em frente, mesmo que o caminho deles guardasse sofrimento.

Sakura faria o mesmo, se ao menos tivesse tido a chance.

Quando se deu conta, estava se saciando seu desejo reprimido, era podre. Sabia disso, mas ela não perceberia, ele a abraçou e a teve o mais perto possivel, alisou suas costas e desceu a cabeça para sentir seu perfume na curva do pescoço. Talvez ela achasse que estava apenas tentando, desajeitadamemte, consola-la, e ele queria isso também. Mas não podia reprimir muito mais, queria beija-la e fazer amor com ela até que esquecesse um pouco essa angustia, e ele, se saciasse.

Beijou a curva macia da carne e apreciou, reprimindo com custo, um gemido, a sensação de seus seios macios contra seu peito nu, o fez querer rasgar aquele decote. A caneta caiu fazendo um estalado seco, e Sakura despertou, não o afastou com repudio, e ele quis se aproveitar um pouco mais, mas já era o bastante, era tudo o que podia fazer, tinha que se confomar em relembrar e amaldiçoar-se por sua sujeira novamente o tomar e o fazer tentar toma-la numa situação delicada como aquela. Frágil.

Aproveitador de merda, era isso que ele era."

E tinha conciencia disso.

Sakura se levantou, provavelmente decidida a dar fim aquela noite, deixou os trocados sobre o balcão e um breve aceno ao garçom.

Foi até Kasumi e se despediu dela, esta, era outra que tinha uma face perturbada.

Com o pai do filho simplesmente desaparecido, Sai sumiu, sem deixar rastro, o que parecia bom e ruim, ele pelo menos não deu mostras de estar trabalhando para o crime. E deixara duas mães com seus filhos, com Kasumi tudo estava estabilizado, ela não dependia mesmo da pensão que ele dava o filho deles, acabava se tornado um fundo a ser investido no futuro dele.

Mas com a outra mãe, as coisas eram de diferentes, o filho era mais novo, e dependente, a pensão era sim, necessária, e se não fosse o próprio Naruto, com as mãos nas conta de Sai, mandando o dinheiro para a conta do menino, aquela moça estaria em pessimos lençóis.

diria que foi algo totalmente irresponsavel, mas, Naruto não tinha em mãos o controle da conta de Sai apenas por que era um subordinado, próprio havia lhe dado esse poder por meio de uma declaração assinada, as duas mulheres não tinham seu sobrenome, mas os crianças sim, se algo acontecesse com ele os dos meninos teriam sustento, isso, no caso de doença ou morte em missão.

Sai era um desertor, Nukenin, e já taxado de perigo para a aldeia por ser um ninja de alto escalão.

Tecnicamente, nada, seria dado aos filhos dele, que ainda seriam socialmente taxados de filhos de um traidor, assim como Touka e Itachi vez ou outra tinha de suportar, e se Sasuke não fosse agora um pilar da vila e um heroi de guerra, seria bem pior. Aos filhos de Sai não haveriam poucos dedos para apontar, por que o pai não retornou para qualquer explicação ou para pagar seu debito.

Mas a declaração que ele assinou e fez Naruto assinar cobriria os meninos independentemente das circunstacias. Naruto se comprometeu quase como um parente. Kasumi rejeitava o dinheiro desde então, mas a outra moça não podia faze-lo.

Era uma situação delicada e complicada, porque também não mencionavam o nome dele perto das duas mulheres, Sakura agia como se ele nem existisse, e mesmo gostando disso em parte, Sasuke reconhecia que não era bom, Sai fora, era, um grande apoio, um pilar, um amigo importante e um familiar, mas parece um não dar valor a isso, e sumiu quando ela mais precisava.
Se ele o pegasse, iria descontar muitas frustrações nele.
–vamos embora? Não estou com clima hoje — Ino pediu, ele suspirou e se levantou.
–também não, vamos.
–as crianças ainda devem estar acordadas, que tal levarmos um filme e ver com elas?
–hn, parece boa ideia, melhor do que ser arrastado pra um campo de treinamento a essa hora.- sua esposa riu e segurou seu braço enquanto seguiam para fora.
–Sasuke Uchiha rejeitando treinamento? Será a idade?

Ele franziu o cenho, agora sentindo-se meio perturbado, era a segunda vez, na mesma semana que sua idade era posta em pauta.
–o que tem a minha idade?
–voce fará trinta e seis daqui uns meses!
–e? — ela revirou os olhos enquanto saiam na rua fria, a neve encobria tudo agora, mas logo ela partiria, o inverno estava no fim, embora não parecesse ainda.
–está se tornando um homem mais maduro.
–e?
–que chato, voce não se incomoda?
–voce sim?
–sou uma mulher ora, não faço mais questão de aniversário — bufou.
–nem eu, por que não acho grande coisa.
–hum- ela deu ombros e seguiram para alugar um filme, a sessão foi de terror e de comédia, e como sempre, eles passaram a metade dos dois filmes alugados sem ver porque Touka e Itachi ficavam discutindo, Ino tinha medo do filme e toda hora inventavam um lanche no meio das cenas. Ele poderia alugar uma locadora inteira, mas nunca conseguiria assistir qualquer filme inteiro. Não com as crianças saltando pela sala e Ino gritando da cozinha.

Era chato, porque as vezes ele realmente se interessava, mas estava acostumado, era sua familia.

Dormiram todos no sofá, e Sasuke despertou com o telefone tocando, se desvencilhou o mais delicadamente possivel de Ino e

Touka e seguiu para o aparelho para atender, enquanto ouvia o recado da enjoada secretária, a mulher e as crianças despertaram e se espreguiçaram.
–o que? — Deixou escapar, meio alto e duro, chamando a atenção deles, esfregou o rosto sonolento e já irritado e respirou fundo, Ino se aproximou dele curiosa e preocupada com sua reação, enquanto os meninos se mantiveram sentados, esperando, porque sabiam que não deviam estar a par de tudo sobre o trabalho do pai. Sasuke bateu o telefone, com rudeza e meneou a cabeça.
–só me faltava...
–o que foi? É algo grave?

Era? Talvez, provavelmente, ou ele só estava com ciumes e temor.

De ela ir e não querer voltar mais.

De novo.
– Diamante...- começou, a tensão dominou até seus filhos. — pedem Sakura de volta.
–co-como?
–Ela é senhora do Clã Yumi, e esposa do antigo Shinjukage, a aldeia estará tendo uma festa essa semana, aniversário da fundação da Aldeia, querem ela lá, como representante do Clã, vai se acompanhada pelos Hasegawa e chefes de outros clãs de lá, já mandaram o pedido a Naruto, então só estou sendo avisado.
–voce acha que ela vai?
–obviamente, se for só uma semana, Naruto não lhe negaria isso, seria a segunda vez que ela deixaria seu posto, em quase um ano de trabalho, esta vez pode não ser por causa familiar, mas Konoha não pode negar a importacia dela para o Diamante, eles mesmos a mandaram para lá, ela é o laço mais forte entre nós e eles, ela vai sim.

Tinha certeza.

Infelizmente, tinha.
– ela vai hoje? — Touka disse.
– talvez, mas eu e Naruto temos que organizar a missão para sua escolta, Yuzuru com certeza mandou ninjas de auto nivel para busca-la, mas temos que fazer o mesmo, a prova Jounnin está chegando, vai ter ninja querendo esta missão pra se exibir um pouco, aos montes.
–Eu quero — Touka disse.
– nossa, voce nem disfarça, Nee-san? — Itachi disse, meio decepcionado, e ela bufou virando a cara.
–isso é com o Hokage, se ele realmente achar que chunnins servem.
–hn.
Ino foi fazer o café, e ele foi ter com Naruto sobre isso. Como ainda era fim de semana, havia ainda um bendito coquetel num dos hoteis da aldeia, comemorando o aniversário do influente dono, todo mundo deu pra aniversáriar agora?

Não era algo oficial, ou requintado, por isso, Sakura estava lá, com Yukine, usando um vestido que brincava com tons de azul, do escuro ao mais claro e lembrava ondas do mar, a noite, chegando a praia. O decote era bem cavado e aberto, mas o resto, comportado e fluido, seu cabelo estava todo penteado para trás, mesmo a franja, deixando sua testa nua e o selo Yin aparente nela, as mãos mergulhadas nos bolsos da vestimenta aumentavam seu ar distante e altivo, e ao seu lado, praticamente imune ao ar da mãe, Yukine parecia radiante, usava roupas escuras, apenas a camisa por cima era vermelha com o adorado simbolo da mãe, e logo ele se juntou a Minato e Itachi para tagarelarem e pescar quitutes aqui e ali.
–ah aí está voce, vai hoje mesmo? — Temari disse quando enfim se reuniram, Sakura deu de ombros calmamente.
– assim que a equipe que Yuzuru mandou chegar, é praxe para eles, sempre viajando e a noite, e presumo que já vão estar preparados, certo, Sasuke?
–hn, sim.
– quantos vai mandar? — ela perguntou, em seus olhos não havia acusação do que houve no consultorio, ele já sabia, mas ainda sim, acabava com seu ego. Ela estava totalmente esteril novamente, imune ao toque dos homens.
– decidi me livrar dele e manda-lo também — Naruto disse risonho, e Sasuke revirou os olhos, mesmo não tendo reclamado quase nada da ideia, era uma das poucas vezes que adorava receber ordens do Nanadaime. — vou mandar Shikamaru, e Kiba e como Chunnins, Touka e Mamoru, vão ser mais que o bastante, mas acha que devo incluir mais um ninja médico?
–seu sou mais que o bastante — ela deu de ombros, então voltou o olhar e um sorriso gentil a Touka. — espero que goste de conhecer o Diamante, é uma missão mas dentro do distrito, Yuri não vai dexa-la em paz, ela sempre me pergunta como vai voce.
–eh...? — a moça não sabia como responder a isso, embora gostasse muito da baixinha Yumi, não achou que esta lhe gostasse tanto, não estava acostumada a amizade de outras garotas de sua idade, estava plenamente focada na missão e não deixando, querendo permitir qualquer ansiedade aflorar, por que sabia que estava sendo avaliada desde já, por Shikamaru um dos instrutores da Prova Jounnin, e principalmente por seu pai, ela tivera pouquissimas oportunidades de estar ao lado dele numa missão, e não queria deixar essa oportunidade passar.

Primeiro, tinha perspectiva de ganhar a confiança dele, em segundo, conhecer o tão falado distrito e a aldeia, e agora acrescente descobrir que poderia estreitar um laço de amizade, pela primeira vez, com uma garota tão gentil e vivaz como Yuri. Ela sabia que Sakura jamais iria tentar deixa-la nervosa, mas acabou fazendo-o. Sem falar que ainda havia... ele.
–voce fala muito com eles? — disse Kaorin.
–Yato não consegue falar comigo a sós — Sakura riu, toda vez ouço gritos ao fundo e brigas por quem fala mais no telefone, é maravilhoso.
–mata muito a saudade né? — riu Temari.
–oh sim, sim, a conta do telefone vai vir maior do que qualquer outra de agora em diante — ela olhou em volta buscando Yukine e segredou. — e não sou só eu, ele tenta falar com o irmão quase o tempo todo, Hahaue disse que ficou meio magoada por ele só falar as pressas com ela e querer Yato logo, e um dia desses o ouvi perguntando a Yato se sabia alguma tecnica nova pra usar contra mim, no treinamento, ele não quer admitir que está sentindo a pressão, quer acompanhar e competir com o irmão, mas não consegue evitar recorrer a ele por ensinamentos.
–voce o está treinando? o Jutso da familia?
–como Shinki e como Ghoul, ele despertou a Kagune de forma bem natural durante o treino, tem potecial como usuário de Bikaku, mas muito a aprender sobre o controle dela, e estou pensando em manda-lo para o Diamante assim que ficar de férias, para treinar como nosso melhor Bikaku uns tempinhos, mas disso ele não sabe, se for possivel farei com que seja uma surpresa.
– ele vai adorar estar ao lado de Yato!
–fato.
–voces geralmente os treinam com usuários semelhantes então?- Shikamaru procnunciou pensantivo — voce é uma Rinkaku, por isso não o vai treinar?
– Bikaku tem naturalmente maior vantagem contra Rinkaku, pois é uma kagune que ganha em força e velocidade duradouras, uma Rinkaku é geralmente a mais forte, porém mais quebradiça por conta de como as celulas Rc se unem, o Bikaku tem força bruta mais duradoura, equilibrada e pode quebrar um Rinkaku, porém, isso também é relativo, a Bikaku de Yukine jamais daria conta da minha Rinkaku, pelo simples fato de ser muito jovem, inexperiente e não ter tanto chakra para jogar na kagune, eu o domino facilmente, por isso ele deve aprender suas habilidades e limitações com um bom usuário desse tipo, outro Bikaku vai ajuda-lo a saber como quebrar um Rinkaku e, principalmente, a lutar contra um Ukaku, essa kagune tem vantagem natural contra Bikakus, os Ghouls que a utilizam tem muita velocidade e leveza, Bikaku é forte e rapida em perfeito equilibrio, pode quebrar uma Rinkaku que tem força de sobra, mas perde em velocidade para uma Ukaku que é especialista em ataques de longa distancia e batalhas de curto periodo, é assim, uma kagune tem vantagem sobre outra, e desvantagem sobre uma outra, mas depende da capacidade e experciencia do usuário, mesmo sendo o melhor usuario de Rinkaku já conhecido, Yasuhiko detestava lutar contra Bikakus, o irritavam, assim como os Ukakus.
–irritavam é? — brincou Kiba.
–hah, até borda, mesmo ele, não tinha um controle de chakra perfeito o bastante pra manter os tentaculos resistentes o bastante para aguentar a força do Bikaku, e Ukakus o irritavam por serem tão rapidos, acho que é por que fugiam da péssima vista dele, facilmente — ela desdenhou olhando as unhas.
–que cruel, Sakura-chan — Naruto disse encabulado, ela deu de ombros com o nariz empinado.
–deixe-me ver se entendi, Bikakus perdem pra Ukakus e vencem Rinkakus certo? — disse Chouji.
–sim, E Rinkakus perdem pra Bikakus e ganham contra Koukakus que ganham contra Ukakus e perdem contra Rinkakus e perdem contra Bikakus, entenderam?
–não! — exclamaram, irritados.

Ela riu um pouco.
–é o tipo de coisa que só se entende na prática, pra um Ghoul é ainda mais chato ter que aprender, Yukine adorou o fato de ser Bikaku, sabe da vantagem natural sobre o irmão, mas sabe que não vai dar conta sem muito treino, quando for para lá Yuzuru que é Ukaku vai adorar judiar do pobrezinho.
–parece que a genetica tende a ser bem aleatória nesses casos certo, Sakura? Yuzuru, Ren e seu marido tem Kagunes diferentes mesmo sendo irmãos, e Yato puxou a Kagune do pai.
–é aleatório, os pais biologicos de Yukine eram Ukakus, os dois.
–aaaaaahhhh meu cérebro vai explodir! -protestou Naruto.
–então não tem exatamente uma kagune superior...- Touka comentou e todos se voltaram para ela, — certo? — Sakura pegou uma taça de vinho oferecida por um garçom e supirou olhando em volta.
–Não, mas além de treino tem outras formas, mais... drasticas, eu diria.
–tipo?
Sakura a fitou, a sobrancelha arqueda desafiava sua curiosidade, e eles ouviram também as portas do saguão se abrindo.
– se tornando um Kakuja, um devorador de Ghouls.

A jovem não soube se foi seu tom, seu olhar sombrio, ou vento forte que se abateu em suas costas e também assustou a todos, exclamações espantadas se estenderam para a entrada e ela se virou assim como o resto pra observar o que se passava.

As portas do saguão escancaradas deixaram o vento e a nevasca invadirem o local, dois garçons se apressaram para fechar mas de repente recuaram como que assustados, quando quatros sombras começaram a subir os degraus, olhos cintilavam na meia escuridão, e o primeiro tinha apenas um olho vermelho dentro de uma poça negra a vista.

Ele subiu os degraus sem muita pressa, enquanto causalmente ajeitava os botões da camisa social sob um colete negro e elegante, seu cabelo branco tão vivido quanto o tom da neve sacudia com o vento e seu rosto estava parcialmente encoberto por uma horripilante mascara negra, que tapava seu olho esquerdo deixando apenas o direito a mostra, cobria boca e nariz, e no lugar da boca tinha um sorriso de gengivas a mostra e dentes brancos cerrados por um ziper, cobria tambem o pescoço e parecia passar uma faixa ao redor da cabeça entre os fios pra se manter bem fixa.

Atrás dele, vinha um homem alto, tambem de camisa alva, mas colete roxo do tom de seu cabelo impecavelmente penteado de lado, ombros largos e postura totalmente elegante, usando uma mascara que parecia uma meia lua cobrindo uma metade do rosto inteira e outra não, ao lado dele vinha uma garota baixinha com mascara de gato, e do outro um cara grande, usando uma camisa e regata simples e casaco, de tronco forte e mascara que cobria a parte baixa do rosto, queixo e boca.

Ao adentrarem eles pararam em meio ao salão, e o primeiro, se curvou em reverencia ao dono to Hotel.
–obrigado por sua hospitalidade.
–po-por nada... — o homem responde quase assombrado.
–Sakura...? — Hinata murmurou.
–Aa — ela disse, deixando a taça com ela, e seguindo adiante — Eles chegaram, e agora sei porque Yukine estava animado o dia inteiro, somente ele sabia, que era Yato que vinha me buscar.
–Sakura-samaaaaa!! — gritou a mocinha mascarada acenando para ela e não houve mais duvidas, aquelas definitivamente era Yuri, e Yato, embora não fizessem ideia de quem fossem os dois homens.
–espero não estar atrasado — Ele disse, sua voz serena soando abafada sob a mascara.
–tire está coisa pra falar com sua mãe, garoto — ela disse rispida enquando parava a sua frente e punha as mãos na cintura. Ele piscou surpreso, mas então riu anasaladamente e levou as mãos para a mascara, puxando-a sacudiu o cabelo e a fitou com o olho direito agora apenas com a iris rubra e sorriu, gentilmente.
–okaa-san — Sakura não se demorou para abraça-lo e beijar seu rosto.
–minha criança...
– e é voce mesmo! — disse Temari — Yato!
–olá, Nara-sama.
–olá querido! voce está incrivel! nunca esperariamos que voce viria!

Yato suspirou e sorriu brevemente, então fitou a mãe enquanto guardava a mascara no bolso.
–eu poderia estar fazendo uma missão muito mais importante que esta, mas...

Um silencio perturbador se fez ante uma declaração tão... fria. Sakura suspirou e envolveu seu rosto com as mãos.
–uma missão tem de ter um propósito, voce ao menos tem um?
–não sei, é verdade, mas eu queria estar descobrindo...
–não é o único, não está sozinho, não nisso.
–eu sei, me perdoe.
–tampouco é sua culpa, e me paga por nao ter avisado, moleque...
–huh? mas eu... disse a Yukine pra avisar.
–haha! peguei voces! — gritou Yukine saltando para o lado deles — Nii-sama! — abraçou quase o desequilibrando.
–só podia ter sido voce mesmo.
–é o minimo oras, eu queria voltar pra aldeia também!
–Já conversamos sobre isso, voce tem teste finais da academia, espertinho. — Sakura disse dando um leve cascudo em sua cabeça, pelo menos, mais leve do que os que dava em Naruto. Ainda assim o garoto choramingou.
– voce também veio, Yuri!
–yooo! claro, o Yato não é nada sem minha ajuda!
–verdade!
–obrigado mesmo, voces dois — Yato suspirou.
–Tsukiyama? — Sakura disse dando a volta e parando em frente o homem de cabelo roxo, ele sorriu de forma galante, tirando a mascara e mostrando um rosto belissimo, se curvou e pegou a mão dela, beijando-a.
–Oohime-sama, é uma honra estar em sua presença outra vez.
Sakura não parecu convencida ou encantada com o charme que ele exalava a distancia, assim como um perfume caro.
–quem diria, cansou de viajar e resolveu lembrar que tem um clã?
–sempre serei o mais leal sudito de Yasuhiko-sama, da senhora, e consequentemente, de Yaboku-ouhi.
–sei — ela se soltou e se voltou para acarinhar a face descoberta de Yuri — olá meu bem, está linda, e olá Banjou?

O outro homem pareceu envergonhado mesmo sendo grande, rustico, e tendo uma barba singularmente esculpida no queixo, que dava-lhe um ar de homem mau e delinquente.

Se curvou meio atrapalhado.
–Sakura-sama.
–é bom ve-lo também.
–estamos esperando sua ordem para partir, Oohime — Yato disse. — e claro, o grupo da folha se preparar.
– em meia hora poderemos sair — Sasuke disse.
–Mas tem duas — Sakura falou e ele a encarou — vamos sair a meia-noite em ponto.
–parece bom — Shikamaru deu de ombros — nos reunimos no portão em duas horas então.
–e voce vai poder ir pra sua casa com seu irmão, um pouco — disse Hinami animada.
–tudo bem, mas também tenho que discutir uma formação, tudo bem senhor Nara? — Yato disse.O Nara reagiu meio surpreso com o pedido, e acabou concordando, o olhar agora totalmente cinzento do rapaz transmitia calma e seriedade, foco.

Sakura riu um pouco e puxou Yukine para si enquanto se dirigia para a saida.
–vamos pra casa, Yuki.
–hu-huh?! Mas eu quero...
–seu irmão tem detalhes da missão para discutir agora, e voce tem que pegar suas coisas pra ir pra casa do Minato, ele vai vir te ver antes de ir, acredite.
–hai...- o menino assentiu amuado.

***************************************************************

Cinco minutos para meia noite.

Sasuke ajustou o protetor de braço e se voltou para ver Kiba, Akamaru e Shikamaru discutindo brevemente, Touka e Mamoru estavam sentados no chão terminando de se arrumar, bem, ela estava, Mamuro comia um lanche.
–ah, está frio — Kiba resmungou batendo a neve que se acumulara em seu ombro, Akamaru se sacudiu, e Sasuke voltou atenção para a filha, vendo-a por capa, e guardou para si a pergunta que iria fazer sobre isso, quase achou que ela tivesse esquecido de por uma proteção para o frio durante a viajem, se ela pegasse nem que fosse um espirro, Ino o degolaria, até porque ele quase esquecera própria capa antes de ir, e Itachi teve que persegui-lo para entrega-la a mando da mãe.

Quatro sombras pousaram em frente eles, mas a quarta era Sakura, ela ainda usava o mesmo vestido e apenas uma bolsa de lado.
–onde está Yato? — disse Mamoru.
–Yukine deve te-lo segurado um pouco mais, mas ele virá.

Dois minutos de espera e então Yato enfim surgiu, já mascarado e usando um sobretudo negro, em sua cocha aparecia a porta kunais e o outros estojo preso ao cinto sumia atrás do casaco.

Sasuke lembrou o comentário de Hinami, os ultimos seis meses pareciam ter feito bem a ele, quando saiu da folha estava num quadro bem desagradavel, se recuperando mas totalmente indefeso e fragil, ele chegara a passar mau durante a viajem o que deixou as tias histéricas.

Histéricas era um bom nome para aquela formosa dupla.

Mas agora, além de saudavel ele estava forte, marecia ter ganhado altura, ou apenas ficado mais forte, o peito mais amplo, a musculatura do braço mais aparente sob as mangas da camisa, e o ar, definitivamente mais maduro, simples, calmo.
–perdão, Yukine falou atéo ultimo segundo, quase nãoo fiz dormir.
–mas ele dormiu, certo? — Sakura disse.
–hai, ele enfim perdeu o folego, ele sempre teve muito folego, ele achou que eu duvidaria mas eu sei que ele venceu aquela corrida bem facil.
–oh sim, podemos ir agora.
–Aa — ele tomou a frente indo para fora, seu olhar focado no caminho prateado pela mia lua no ceu, parou com as mãos nos bolso. — como eu discuti com o senhor Nara, acho uma boa opção seguir com uma formação que manterá Tsukiyama, Banjou e eu a frente, podemos ver bem no escuro, Yuri voce segue junto a Oohime ao lado dos Uchiha que deixaram Oohime entre eles, o senhor Nara e Inuzuka fecharam o circulo pela retaguarda, quando amanhecer, podemos revezar como acharem melhor.
–pra mim parece bom, mas, sendo que podem ver bem no escuro, pode detectar chakra? — Sasuke disse.
–éssa é uma boa habilidade do Tsukiyama, e ele tem uma Kokaku resitente pode servir como um escudo em caso de ataque direto a nosssa frente, sei que o senhor Touka vão prever movimentos próximos a Oohime e como Shinki, Yuri será uma arma de defeza eficiente para ela.
–Akamaru tem ótimo faro e eu também, desse jeito nós temos uma boa equipe para rastreamento e identificação, está perfeito — Disse Kiba já montando no grande cão.
–a noite minha cobertura é totalmente incalculável — Shikamaru reforçou. — sim estamos numa boa, sente-se segura Sakura?
–hum, talvez, — Ironizou ela.
–não fica satisfeita facilmente — Yato suspirou.
– voce me conhece tão bem...
–na verdade só sabia por que otou-san dizia, mas agora estou tirando a prova — ele brincou, o que ela não relevou, bufando e seguindo adiante sozinha.
–vamos lá! -disse Yuri saltando para o ombro de Sakura em forma de gatinha, Yato, Banjou e Tsukiyama saltaram para frente dela, Sasuke e Touka se puseram de cada lado e os outros dois seguiram por trás. Justamente quando ia perguntar porque diabos ela não troucou de roupas Sasuke a viu abrir o cinto do vestido e a vestimenta toda se abrir como um casaco fluido e quase tropeçou achando que veria seu corpo nu, mas não, ela usava uma maldita blusa sem alças e de bojo que avantajava ainda mais seus seios e um shorts curto de cintura bem alta quase topando na blusa, os aparatos ninjas presos as pernas grossas e sapatos ninja pretos, assim, livre, ela seguiu com velocidade. E Yuri ronronando de saudades da tia, em seu ombro.
–presta a atenção, Yuri — Yato alertou e ela silvou pra ele.
–tá vendo tia? eu disse, ele é tão chatooo!
–comportem-se, bebes — Touka resmungou, parecendo muito aborrecida.

Era o começo de uma semana que poderia ser tanto conturbada, quanto pacifica

Notas finais
Águas vão rolar durante essa semana, maaaaaasssss, quero saber o quea charam dessa pequena casquinha que o Sasuke tirou! KKKKKKKKKKKKK POBRE HOMEM, tá com as calças ardendo a milhares de caps!!! AH tmb espero que tenham gostado as adaptações que inclui no universo da fic, deixando mais próxima do fim e pós fim do mangá ^^