Notas iniciais
YOOOOOOOOOOOOO! AI QUE SAUDADES DE VCS ;-; Minna desculpem pela demora, a fonte do pc queimou e net caiu aí voltou tudo e o pc tá LENTO PA CACETEEEEE! QUE ÓDIOOOOO!! DE qualquer forma deixei essa cape bem grandinho pra compensar espero que gostem :3 VALEU ELOOOOOOOO!!!! por colorir a imagem do cap pra mim

– Semana longa, não? – disse Azuma.

Sasuke concordou cansado e recolhendo o material. Se levantou e deu um olhar até o quadro onde Sakura agora apagava os cálculos gênicos que haviam feito, seu cabelo estava todo trançado agora usava uma saia lápis preta e camisa de seda branca folgada mas decotada o bastante para dar para ver o sutiã.

Como se suas pernas já não fossem o bastante pra tirar a concentração.

Ela deixou o apagador na mesa e recolheu as próprias coisas na bolsa, alguns livros levou no braço e seguiu para fora conversando sempre gentilmente com os alunos.

Ele saiu junto a Azuma em meio a glorificações por ser fim de semana e cochichos sobre a beleza da professora ele avistou Sai no lugar de sempre, recostado no poste a espera de Sakura.

Ele praticamente a buscava sempre, entre suas missões, a levava pra casa e as vezes tinha Yukine consigo, o menino tinha uma babá filha de uma das moradoras do prédio deles que por isso estava sempre disponível para vigia-lo quando a mãe tivesse de voltar tarde.

Faziam alguns meses desde aquela “tortura“ que passara na mão da ex naquele vestiário. E novamente seus encontros estavam resumidos as aulas e a fins de semana com churrascos e muita gente ao redor.

Mas ele não se importava.

Ele a tocava.

Toda maldita chance que tinha. Tocava seus ombros, a puxava pela mão até se oferecia fingindo mau humor a ajuda-la a ajustar uma sandália só para poder tocar seus pés e canelas.

Ele ficava satisfeito e ao mesmo tempo humilhado por desejar e se conformar em tocar até os pezinhos bem feitos dela, mesmo que quisesse tocar as belas cochas e passear pelo colo leitoso.

–yooo, Musa. – chamou Sai com um aceno e Sakura seguiu até ele, Sasuke notou que ele usava esse apelidinho com frequência.

–não devia estar trabalhando? – ela disse num resmungo.

–também senti saudades senti saudades – ele ironizou – já terminei meu relatório certo? Sem bronca, certo?

–hunpf.

Sai deu uma breve olhada ao redor e acabou cruzando seu olhar com o Uchiha mas para sua surpresa ele acenou como se visse um velho amigo e o chamou, até Sakura arqueou a sobrancelha e perguntou meio que para si mesma, se o branquelo não estava bêbado.

Sasuke seguiu até eles sem disfarçar o olhar desconfiado.

–yoo Sasuke, quer ir numa festa? – Sasuke arqueou a sobrancelha.

–com você?

Sakura tapou a boca e virou a cara disfarçando um rubor.

Sai revirou os olhos.

–pare de pensar besteira garota!

–na-não estou.

–Fujoshi!

–não sou! Idiota! Explique direito oras!

–pervertida!

–não sou! Idiota!

Sasuke respirou fundo.

–certo do que está falando? — não deixou de olhar Sakura feio por ela ter corado achando que ele realmente estava interessado em fazer o que as fujoshis gostam de ver homens fazendo.- você é louca – acusou.

–vá se danar!

Sai mexeu nos bolsos da jaqueta e tirou um bolo de panfletos, deu um a ele e o Uchiha se dedicou a analisar o papel em tons de vermelho vinho e negro, com letras elegantes e algumas imagens.

– Casa Das Tulipas? – perguntou ao ler.

–é um barsinho novo tá certo? Boa bebida, comida, musica ao vivo, vai inaugurar amanhã, se quiser conferir, já estou chamando todos.

–ora ora – disse Sakura pegando um panfleto também -virou garoto propaganda foi?

–ora meu bem quem mais bonito do que eu pra fazer propaganda? Alias, vamos indo? Quero ter um papinho com você tá? –

Sakura e Sasuke arquearam as sobrancelhas encarando-o, ele apenas riu e a puxou começando a conduzi-la com o braço ao redor de seus ombros.

–sobre o que?

–calma, calma musa, você vai ser muito legal, prometo.

–sei... já que é assim – ela empurrou os livros que levava para ele e seguiu em frente – estou cansada, porque não me paga um sorvete?

–ah, tudo bem, tudo o que quiser! – ele sorriu galante e passou a sua frente, Sakura não deixou de estreitar o olhar desconfiada, fitou Sasuke como se lembrasse dele e acenou brevemente.

–ja ne, Sasuke.

–hn, ja ne.

Ainda olhando o branquela com desconfiança ela o acompanhou.

–você não está feliz de mais?

–huh? E tem limite pra felicidade?

–hunpf.

Sasuke deu as costas guardando o bilhete e seguiu para casa. Ao entrar e como de costume largou tudo na mesa do escritório e caminhou pelo corredor abrindo aporta do quarto de Touka verificou que ressonava em paz, assim como quando olhou Itachi. Saindo seguiu para a cozinha onde já havia detectado a luz acesa e novamente, encontrou Ino sentada a mesa debruçada sobre um amontoado de livros de medicina e um livro de anotações.

Suspirou e tocou-lhe os ombros sacudindo-a delicadamente.

Ela vinha se matando nos estudos desde que se inscrevera para voltar ao hospital, assim como Sakura havia mencionado, e ele já sabia, Tsunade se aposentaria e com a dela muitas outras vagas se abririam, ele não pode negar que ficou contrariado por ela querer voltar para lá depois de tantos anos. Mas sabia que não podia tirar isso dela, ela não estava querendo se livrar dele ou da familia, mas enquanto as crianças cresciam e ele estava fora o que ela tinha? Ino não fora criada para ser uma dona de casa e não era por ter se tornado isso que estava completamente bem.

Ela fora um dia uma mulher independente, vaidosa e animada, uma grande ninja e uma grande médica também.

Não podia fazer com ela o que fizera com Sakura, enclausurando-a e impedindo que fizesse bem a si mesma e ainda, a tantas pessoas.

Ino queria voltar a viver ainda que fosse só um pequeno resquício da vida que tivera, e por que não? Ela era jovem e talentosa, e mesmo estando fora de forma estava se dedicando com afinco para passar nos exames escritos e práticos de seleção. Ela se candidatou a enfermeira de meio periodo, e como nesses casos as vagas eram poucas e bem concorridas ela estava indo com tudo, principalmente agora que só faltavam algumas semanas para os testes.

Ela sabia que teria que lidar com muito mais se passasse, obviamente não iria passar batido que ela voltasse a medicina na época em que Sakura voltara a Folha e agora que já trabalhava.

Ele avisou.

Lembrou-lhe sobre as crianças.

Mas ela estava dispostas e fazia tempo que vira uma loira determinada, e tudo o que ela pediu foi seu apoio, Touka é claro que estranhou a ideia, mas ver que a mãe parecia realmente determinada aceitou a ideia e Itachi compreendeu tudo como sempre querendo até mesmo ajuda-la.

–hunn?- ela murmurou despertando.

–pra cama, já esta tarde.

–huh? O que? Ah, espera seu vou só...

–está tarde, Ino, sabe que se ficar cansada vai preocupar os garotos, vá pra cama.- Ela suspirou e assentiu juntando os livros.

–como foi a aula?

–um porre.

–você não me convence, Sakura deu aula pra mim quando comecei, ela é boa, e imagino que agora prenda a atenção de todos.- resmungou sonolenta e saindo, ele deu de ombros enquanto tomava água.

Que a Haruno prendia a atenção não iria negar, mas daí que todos aprendessem era outra historia, a não ser que ela escrevesse a matéria nos seios e nas cochas.

–tsc- resmungou consigo e foi para o banho quando saiu, Ino já estava no sétimo sono e também cansado, tombou ao lado dela.

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–“Casa das Tulipas?” – disse Ino enquanto mexia na roupa suja – nee, Sasuke-kun? Nunca ouvi falar- Ele deu ombros enquanto tomava café.

–coisa do Sai, ou seja, não presta.

–Sai...? é um bar, Huh?

–ao que aprece, ele estava fazendo propaganda.

–entendo.

Ino levou a roupa para a lavanderia e ele se levantou da mesa pronto para ir ao serviço. Quando chegou pegou um recado do Hokage que lhe foi entregue pela oferecida secretária.

Entrou na sala e abriu. Naruto, com sua letra cagada de sempre lhe exigia que fosse com Ino para o tal bar que ia inaugurar, que todos os amigos estariam lá e claro, que se ele não fosse o puxaria pelos cabelos.

Sasuke passou o resto da manhã o xingando, e xingando Sai por te-lo convencido.

Mas quando voltou, encontrou Ino novamente naquela mesa estudando enquanto so garotos viam TV.

Suspirou e jogou sobre o livro dela as duas entradas que vieram junto ao recado do Dobe.

–vá se arrumar, vamos sair.

–huh?

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Sakura adentrou o lugar sem esconder o sorriso de satisfação no rosto, ah como gostava de sair, se divertir e estar entre amigos.

Não abria mão.

–senhora – um garçom cumprimentou e ela aquiesceu de bom grado se deixando ser conduzida para o bar que ficava a direita, as prateleiras eram iluminadas por luzes baixas, assim como todo o lugar, algumas mesas ficavam praticamente as escuras dependendo da localização, assim os clientes só precisavam ascender e regular a luz do abajur cilíndrico no centro, a lâmpada dele brilhava dentro um emaranhado de arabescos de cobre e os desenhos formavam sombras sobre quem se sentava.

Era um clima romântico, misterioso e elegante, melódico, ela adorou.

Sentou num dos bancos altos e se embolou no casaco que usava e se perguntou se não tinha chegado muito cedo. Logo ela que era sempre tão cuidadosa ao deixar Yukine em casa, a mocinha que ficava com ele tinha apenas dezoito anos, Sakura gostou dela, se dava bem com o garoto, atenciosa e prestativa, e principalmente responsável, Sakura sabia que Yukine era muito imperioso as vezes, mas a garota demonstrou saber lidar com sua imperatividade, bom, pelo menos por enquanto.

–algo pra beber? – perguntou o barman.

–um, temos um cardápio?- ele sorriu assentindo e lhe entregando o folheto de bebidas.

–com toda certeza.

–obrigada, ela pegou e se pos folhear.

Alguém sentou no banco ao seu lado mas estava bem entretida, até ser trazida de volta pela voz rouca, na medida certa em melodia masculina.

Uma bela voz masculina.

–me de um bom Martine amigo – Ela conteve a curiosidade mas ele não permitiu – muito seletiva huh?

Sakura ergueu o olhar e o encarou. Olhos dourado-escuros num rosto largo, queixo mais estreito lábios bem proporcionados e barba não muito espessa e dourado escuro como os olhos e cabelos lisos, presos num rabo de cavalo curto.

Usava um sobretudo preto e meio gasto com detalhes de couro nos ombros e na gola e assim como ela ficara, ele estava curioso sobre o que vestia sob o casaco de pele.

–frio? – ousou, e ela riu um pouco.

–por enquanto...- viu que tinha sido meio ousada quando o viu arquear as sobrancelhas em surpresa –ah...- Sakura girou no banco se voltando para frente e fitando o barman que já entregava a bebida do outro cara. – eu já escolhi!

–oh pode mandar.

–esse aqui, mas é leve não é? – indicou a fotografia na folha e ele assentiu enquanto enxugava algumas taças.

–pode crer, não vai querer pegar pesado logo no começo da noite não é?

–oh, não mesmo.

Ele deu as costas e ela suspirou.

–esperando alguém?

–amigos – respondeu.

–é, também.- Ele baixou a taça e ergueu a ao para ela – Ken,prazer.

–ah — Sakura pegou sua mão não ficando surpresa quando ele pode envolver a sua completamente – Sakura.- franziu o cenho quando ele não largou sua mão continuando a balança-la enquanto a fitava com o cenho franzido –o-o que foi?

–huh? Ah perdão, só estava pensando em algo pra dizer sobre seu nome sem que parecesse muito clichê, você entende? Quanto ao seu cabelo e...

–oh, tudo bem, já estou acostumada com as piadas, mas obrigado por se esforçar.

–por nada.- o rapaz trouxe a bebida e ela soltou a mão de Ken para pegar.

–obrigada.

–disponha.

–você é nova aqui? – disse o loiro.

–nascida e criada, na verdade.

–é? Prazer, Viajante – nomeou-se com uma leve reverencia sem se levantar e ela riu.

–prazer, Viajante-san.

– esse lugar esta inaugurando certo?

–sim, sim e conheço a dona.

–é você? nossa...

–não, sou uma amiga.

–sei...

–é serio!

–serio mesmo?

–mas claro, ora.

–ótimo, então posso cantar você sem o risco dos adoráveis brutamontes ali na porta me porem pra fora? – Ela arregalou os olhos e riu, sentindo-se um pouco encabulada mexeu numa mexa do cabelo empurrando para trás e fitou-o.

–bom... como eu disse... sou conhecida da dona. – deu de ombros e riu quando ele se recostou no balcão fazendo uma cara de derrota.

–sei, você é VIP huh? Que azar...

–oh, não se martirize, acontece.- brincou.

–nem me fale, então...- ele olhou em volta e então a fitou – posso te cantar? – Sakura franziu o cenho.

–ué, já não estava?

–quem? Eu? Aquilo foi só uma tentativa de reconhecimento, estava estudando o terreno.

–oh.

–você é solteira?

–viúva.

–recente? – ela deu de ombros suspirando e tomando mais um gole.

–sete anos.

–serio? Tão nova? – Sakura deu de ombros.

–filhos?

–dois, o primeiro é dele, o segundo é adotado, agora são apenas meus.

–entendo, quantos anos? – ela sorriu alegre como a pouco, e ele viu por onde tinha que seguir naquele terreno.

–o mais velho dezesseis, e o mais novo onze.

–uau!

–Pois é...

– eles deixam você sair?

–haha, não vai querer ver essa resposta respondida...

–Sakura?! – ela se virou e viu Temari Shikamaru e o casal mais atrasado da folha, Karin e Suigetsu. Acenou de volta.

–oh são eles, ou parte.

Ken se levantou deixando o dinheiro ao lado da taça vazia.

–esta é a minha deixa- comentou.

–huh? Já vai?

–lie, nos vemos logo, tenho que cantar você não?

–ah?

Ele deu as costas levando algo na mão que estava ao pé do banco em que sentara, ela acabou não dando atenção pois sentiu o toque no ombro e fitou Temari.

–yoo?!

–olá! – a abraçou e cumprimentou o resto. –vocês chegaram cedo! Noooossa!

–engraçadinha!- resmungou Karin

–ué mas ela tem razão.- disse Naruto vindo logo atrás e abraçando-a – Saaaakuraaa-chan!

–Naruto! Esta me amassando!

–hey não amasse minha garota – ordenou Sai.

–hunpf, aí está você, que demorar hein?

–quem eu? Estive aqui o tempo todo meu bem, só que nos bastidores.

–engraçadinho...

–TEMEEEE?! Parece que o meu recado deu certo huh?

–tsc, — desdenhou o Uchiha – que recado? Eu só vi duas entradas que não precisei pagar, não podia desperdiçar podia? – Naruto fechou a cara e bufou.

–mão de vaca.

–otário.

–que tal irmos pra uma mesa? – disse Hinata.

–ótima ideia – disse Sai puxando Sakura – vamos lá, musa.

–hunpf.- ela os acompanhou após pagar a bebida e os garçons uniram algumas mesas para que os casais sentassem, logo Chouji chegou com a esposa e Kiba também.

–oh parece que a musica já começou – disse Hinami.

–uau, musica ao vivo! – disse Temari.

–não é diferente de Karaoke, gente com voz horrível sangrando nossos ouvidos – disse o Nara entediado.

–ah mas não mesmo, só permitem profissionais – disse Sai –ou iniciantes mas tem que vir pras audições de manhã, a musica é só nos fins de semana.

–sei...

–falou o gerente – desdenhou Sakura e ele fez uma careta marrenta.

–tira o casaco.

–não quero – resmungou –e se me encher, vou embora, eu podia estar com o meu bebe sabe?

–seu bebe esta sendo vigiado por uma linda pombinha, ele não podia estar em melhores condições,querida.

–idiota.

O som rouco de um violino não pode ser ignorado por ela, não era um violino comum afinal era do tipo elétrico.

Ergueu a vista para o charmoso palco duplo, eram duas semi esferas lado a lado numa ficava a banda do bar e os instrumentos e na outra era vazia e ocultada por cortinas para apresentações solo ou sem instrumentos, ela fitou o rapaz que tocava violino era jovem e tinha o cabelo tingido de verde, um homem grande e forte na bateria, um cara de chapéu e óculos escuros no baixo e outro que parecia ser seu irmão gêmeo já de diferença só tinham os tons da camisa e dos chapéus. E sentado num banco mais a frente com uma guitarra negra e o microfone ela viu Ken.

“Foi algo que eu disse com os olhos fechados?

Algo que não deveria ter dito?

Era algo que eu precisava ouvir agora?

Veio daquele lugar na sua cabeça?

–oh que voz bonita, — disse Hinami. Sakura apoiou o queixo sobre o pulso e se dedicou a assistir, ele a viu sentada ali mas deu preferência a cantar apenas.

E ela deu preferência apreciar sua voz masculina, macia e rouca na medida mais perfeita que ouvira, nem lembrava da ultima vez que apreciou a voz de um estranho, pois só se considerava fã numero um do filho.

Mas aquela batida eletrônica quase frenética junto a aquela letra, que parecia dizer coisas...Suspeitas...?

O lugar de onde nada sai.

Os segredos que eu quero descobrir.

Você viria aqui e deixaria cair um fio de cabelo, garota?

Você viria aqui e me emprestaria seu livro?

Não é possível le-lo além de onde acaba

No lugar onde ninguém olhou.

O lugar onde nada sai

Os segredos que eu quero descobrir

–olha, se a noite avançar bem assim eu virei mais vezes – admitiu Sui. –os caras são contratados, senhor Gerente?

–não na primeira noite, só ganham se conseguirem chamar atenção o bastante, e não são obrigados a vire sempre, só ganham uma porcentagem mesmo, é mais para que venham se exibir, não pra ganhar dinheiro entende? – disse Sai.

–certo, agora calem a boca. –ordenou Temari.

Você quis parecer brava quando

Eu ouvi pensamentos que você deixou escapar?

Das sombras do tempo do tempo gasto, garota.

Estou em seus truques paranoicos.

O lugar de onde nada sai

Os segredos que eu quero descobrir

Você não pode esconder o que permanece em duvida

Os segredos que vou descobrir...”

(Secret Things – Ken Andrews)

As palmas soaram de maneira discreta, não por falta de animo mas o ambiente dava a entender que não era uma casa de shows, tudo ali funcionaria de maneira calma, serena e sofisticada. Um ponto a favor, Sasuke deu.

–ah eu queria mais uma,- resmungou Kaorin fazendo bico enquanto viam os músicos se levantarem dali e irem se sentar numa das mesas dos fundos como se fossem clientes, uma dupla de rapazes subiu ao palco e deu inicio a uma nova canção.

–devo perguntar se esta tudo bem aqui? – soou uma voz feminina e calma com um toque bem humorado — eles mudaram a vista para uma mulher, ela tinha pele pálida, curvas discretas e era alta, num vestido preto e formal, seu cabelo era negro e liso quase do mesmo tom do de Hinata e quase no mesmo cumprimento.

–Kasumi! – exclamou Sakura se levantando e indo até ela que apensar de ter um ar sério sorriu como se visse a melhor amiga e abraçou tão eufórica quanto ela mesmo que, segura-se no colo, um garotinho de cerca de um ano. Este tinha cabelos negros e face alva como a dela, só não seus olhos tão azuis, os da criança eram negros e distraídos com a interação entre as duas mulheres.

–Sakura! Você veio!

–mas claro que eu viria! Kami você está linda!

–eu linda? Estou acabada e você aí com tudo em cima! Kami! Está perfeita!- Sakura riu mas logo deu atenção aos amigos.

–geenteee, essa é a Kasumi a dona deste lugar, que só pra constar, é demais! Não é?- Kasumi corou um pouco mas logo passou, não era bem uma mulher que aparentava esse tipo de reação. Ela devia ter a idade de Sakura, mas um ar bem maduro também.

–prazer! – falou.

–uou! Prazer – Acenou Naruto e ela reverenciou como pode.

–é uma honra recebe-lo aqui Hokage-sama, e logo no dia da inauguração eu não poderia estar mais feliz!

–ora você merece! E olha quem está aqui! meu Kami como está lindo! – disse a Haruno segurando o rostinho do menino – olá? Lembra da madrinha? Huh? Meu lindo?

–Madrinha? – disse Hinata se levantando já que não resistia a uma criança. Sakura assentiu orgulhosa.

–mas claro, fiz o pré-natal, parto e tudo mais não é?

–com certeza! – disse Kasumi tocando a bochecha do bebe que parecia ter mesmo reconhecido Sakura e brincava com seu rosto e tentava alcançar a flor branca que adornava seus cabelos que estavam presos num coque de fios encaracolados e desfiados caindo sobre o rosto.

–que maravilha, onde se conheceram? – disse Hinami. E as duas pareceram perder toda alegria, Kasumi revirou os olhos e Sakura arqueou a sobrancelha como se lembrasse de algo não muito agradável e apenas balançou o menino no colo.

Ouviram uma risada egocêntrica e Kasumi bufou virando a cara. E Sakura foi quem revirou os olhos.

–ahem,isso se deve a mim – disse Sai ainda mais presunçoso e parando ao lado das duas pondo as ma~so sobre os ombros delas, Kasumicruzou os braços e olhou para longe.

–ah, você veio...- falou com descaso.

–ué, mas claro que eu viria, até te procurei, amor.

–não me chame assim!

–benzinho?

–seu...

–cale a maldita boca, Sai – disse Sakura, ele riu e então fitou o menino que só então perceberam ficava agora se jogando do colo da Haruno e estendendo os braços para ele.

–aí está ele! Vem cá garotão! – Sakura suspirou lhe entregou o menino – nossa mas que pesado, está enorme! E aí?

–etho... eu perdi alguma coisa? – disse Temari franzindo o cenho – porque...

Sai a fitou com um sorriso cínico mas não menos que orgulhoso.

–foi isso mesmo que percebeu, esse garotão aqui, é meu filhão! Dá oi pra tia dá — ele acenou incentivando o garoto que acenou também –ae! Não é bonitão? Puxou o pai!

–idiota – disseram as duas mulheres com braços cruzados.

– que?! – exclamou a mesa.

–com assim filho? Você tem um filho?! – disse Naruto.

–hehe, longa historia né Kasumi-chan? –ele provocou – mas todos sabem da parte principal não? – insistiu tocando o braço dela numa caricia e ela recuou irritada.

–cale essa boca seu otário! Argh, Sakura porque não o amarrou na coleira?!

–huh? E vira-lata lá tem coleira minha filha?

–hum, olhando por esse lado...

–oe oe, qual é? Vão ficar me humilhando em frente meu filho assim é?

–tem razão, é muito cedo para o Haru saber o tipo de pai que ele tem.

–hunpf por mim nem saberia- Kasumi deu de ombros.

–olha se vai discutir isso comigo é bom estar com uma lingerie bem sexy por baixo.

–seu grande...- Sakura de um safanão na nuca dele.

–pare de falar assim em lugares públicos, idiota! E na frente do menino!

Mas Haru agora ria inocente e alegremente do castigo que o pai havia levado

–awnt, você gostou? Você sabe né? Sabe que seu pai não vale nada né?

–ele é inteligente como a mãe – disse Kasumi batendo o cabelo.

–heh? Se fosse ele nem teria nascido não acha, amor?- ela ficou rubra de raiva e indignada tomou a criança dele.

–seu idiota! Idiota! Argh! – deu as costas e seguiu para uma escada que dava para o segundo andar levando o bebe que ainda ria em seus braços, Sai acenou para ele e a criança retribuiu até mesmo querendo seu colo, Kasumi bufou e logo sumiu enquanto subia, ele riu satisfeito e se sentou a mesa assim como Sakura voltou ao lugar com uma carranca.

–porque sempre a irrita? Você tem que ser tão chato? É noite dela poxa.

–eu sei, eu só quero fazer parte...- Sakura bateu em seu ombro –ai! Sakura poxa...

–seu baba! Insensível! Ugh, idiota!

Quando finalmente pararam deram de cara com a mesa a fita-los em total ânsia por respostas.

–eu não acredito, como você teve um filho e eu não soube?! – disse Naruto.

–ih, tá me estranhando? Sua mulher é essa aí pow

–seu idiota! Como isso foi acontecer?!

–ce tem dois filhos e ainda me pergunta? – Naruto quase pulou na jugular dele.

–Seu...

– na boa, Sai, o garotinho é mesmo seu filho, ou está so dando uma de padrasto? – disse Sui.

–é o que? Quer que eu traga o moleque? É a minha cara ué!

–poupe-me ele só tem seus olhos.- Resmungou Sakura com tédio.

–huh? E aquele cabelão preto hein?!

–e mãe dele também tem.

–e aquela pele branquinha e macia que nem bunda de bebe?- Sakura arqueou a sobrancelha.

–ele é um bebe, não?- Sai ergueu o indicador para contestar mas logo abaixou desistindo.

–que seja, o cria é minha, não?

–está falando igual um brutamontes.

–seu marido falava assim.

–E daí? Aquele quatro olhos...hunpf.

Sai revirou os olhos e se afundou na cadeira, cruzando os braços os fitou.

–ih, nem pensem em me olhar com essas caras.

–que caras?

–parece que acham que eu deflorei a Kasumi, aff, a mulher era muito bem resolvida quando nos conhecemos tá? E quer saber? Se alguém tem culpa, é ela!

Eles obviamente voltaram a atenção para Sakura esperando que ela negasse ou confirmasse e ela suspirou.

–por incrivel que apreça, ele tem razão.

–HUH?!

–Kasumi se envolveu com Sai com o objetivo único e exclusivo de ter uma criança.

–como assim? Um... golpe da barriga? – Karin murmurou

Sakura negou bufando.

–quem iria querer arrancar algo desse pé rapado? Esse idiota vive pendurado na casa dos outros...

–obrigado – disse ele irônico e ela ignorou.

–A única coisa que Kasumi queria dele era seu.. bem... seu... esperma-

–huh?

–Kasumi queria ser mãe solteira, entende? Sempre foi o sonho dela ter filhos, mas sem marido, ela é muito independente, veja, ela abriu esse lugar sozinha, com o suor dela, então antes disso ela saiu por ai procurando um cara solteiro e idiota pra algumas noites de... fertilização, esse babaca caiu na lábia dela e fez sexo sem proteção, e o resultado foi Haru.

mas– acrescentou ele – ela não contava que era menos idiota do que aparentava, eu descobri e exigi meus direitos.- deu de ombros.

–mas que... babado, espera, onde a conheceu se estava no Diamante cuidando de Sakura?

–eu sempre venho aqui em dois ou três meses passar meus relatórios para o Hokage, esqueceu Naruto? Então antes de ir aproveitava umas noitinhas sem a patroa aqui pra me encoleirar e me divertia, hehe.

–pois é, eu não te vigiei e no que deu?! Ele me aparece com a maior cara de cachorro pidão dizendo que engravidou uma mulher!

–eu só queria orientação, querida – ele amenizou.

–me poupe, você não fazia ideia de como lidar com Kasumi, está disposto e entrar em guerra com ela, babaca!

–o que queria que eu fizesse? Eu não ligo pro ideal de criação da Kasumi, não pedi pra entrar nesse plano e ela em usou, mas o garoto é meu, metade minha essa metade vai ser criada como eu quero!

Sakura suspirou e aquiesceu.

–tá, que seja, você tem razão, quando eu soube pedi que ele a trouxesse e claro que ela não veio, porém Kasumi passou por dificuldade, as obras aqui lhe custaram mais do que tinha previsto e ela teve complicação na gravidez, Sai a carregou pra o Diamante e lá cuidei dela até o bebe nascer, ela veio embora e o Mané ai entrou com recurso pra registrar o menino.

–a guarda é compartilhada?

–não, eu tinha direito de vê-lo nos dias que ela marcasse enquanto estivesse aqui – disse ele — mas, agora que eu estou de volt,a vou poder vê-lo nos fins de semana, como sou ninja não posso me dar ao luxo de ter aguarda totalmente dividida com a morena espertinha ali.

–mas que porra hein? Como você só conta isso agora? – disse Kiba.- e eu achando que era o único solteirão alem do Lee e da TenTen.

–ué continuou solteiro, essa daí que vive me empurrando pra Kasumi – ele indicou Sakura que deu de ombros.

–ué, sou a madrinha, é querer de mais que meu afilhado tenha uma familia normal?

–mas a mamãe ali não quer saber de ser encoleirada, e sinceramente, também não estou interessado.

–você está magoado com ela, sempre esteve, você gosta dela como amiga e ela te enganou...

–me poupe, isso é coisa da sua cabecinha de casamenteira, musa.

–hunpf.

–mas já que tocamos no assunto da reprodução do Sai...

–ah vá? Você não resiste né? Sabia!- Sakura deu-lhe outro safanão.

–seu vagabundo! Ugh só de lembrar me dá vontade de te matar!

–então não lembre...

–o que foi dessa vez?

–o que foi? O que foi? Diga a eles Sai, diga! Diga que Haru tem um irmãzinho diga seu galinha aproveitador!

–você parece bem mais afim...- ele disse ainda dolorido e tonto.

–um..irmão?

–não pode ser Kasumi engravidou de novo?!

–heh, quem dera, mas ela não me dá a chance de tentar tem um tempinho...- Sakura bateu nele de novo.

–mas você continua tentando né salafrário?!

–itai...

–maldito galinha dos infernos e não tente se defender a culpa desta vez é toda sua! E logo quando já tinha que ter aprendido a lição com Kasumi!

–foi um deslize!

–o que custou muito não?!

–ah...

–babaca!

–pelo amor de Kami, não nos diga que...

–isso mesmo esse bastardo está se espalhando! Haru mau completou um ano e tres meses, então nasce um irmãozinho! O bebe tem três meses agora não é? Senhor gostosão?!

–em minha defesa...

–não tem que se defender é culpado e pronto!

–quem é a mulher? – disse Hinata com a mão no rosto. – Kami...

–mulher? antes fosse não? Acham que eu exagero quando o chamo de terror das mocinhas?!

–ah não... Sai.. quantos anos ela tem?!

–calam aí não sou pedófilo tá?ela tem vinte e um anos...

–é uma criança! E passou por muita coisa por sua causa! Ela não é como Kasumi, que é sozinha e bem resolvida e nem precisa que você pague a pensão de Haru...

–mas eu pago, é meu dever e eu quero tá?

–hunpf, ela tinha familia e o pai e expulsou de casa quando viu que eles não se casariam, bom nessa parte não posso dizer muito...

–era o certo a se fazer não? – disse Sasuke pela primeira vez apesar de estar só refletindo, sentiu o desconforto de Ino e percebeu o peso das palavras, Sai bufou de braços cruzados numa risada anasalada e irônica.

–me casar com ela? Uma garota que mau tinha arranjado o primeiro emprego? Tá que eu ia prende-la num casamento apenas pela barriga, e alias, o ao contrario do que a musa diz, não sou nenhum pé rapado, eu só gosto de ficar na casa dela mas do que na minha..- levou um cascudo mas continuou esfregando a cabeça – eu ganho muito bem na ANBU e ainda com a minha arte, por isso não atraso nada para Haru e nem para Fubuki, o pai dela soube disso e ficou bem afim de nos amarrar, se fosse pela filha eu tinha porque dizer nada mas ele só queria garantir sustento por meio dela, como eu não quis a expulsou de casa, eu a levei para o Diamante também e a minha musa cuidou dela assim como cuidou de Kasumi.

–E agora sou madrinha das duas crianças, e ele é tão fofo!

–oh você o viu quando chegou?

– mas claro que madrinha eu seria? É um bebe novinho e a mãe esta se virando na casa de uma tia...

–não por muito tempo – ele disse tomando um gole da bebida, Sakura suspirou seriamente.

–já disse que não acho isso necessário, ela está bem com a familia...

–tudo a mesma raça – declarou ríspido – nem sei como ela viveu vinte anos sem se contagiar mas não vou deixar meu filho correr os mesmo riscos.

–Sai...

–o que está planejando?- disse o Nara.

–vou por ela numa casa, só dela, simples assim, a tia dela está com o mesmo olhar do pai dela sobre mim, me veem como uma carteira ambulante e não vai demorar até que mandem a garota me pedir dinheiro, ela é nova e boba e vai obedece-los então vou tira-la de lá e cuidar dela até que possa arranjar outro emprego e cuidar do bebe também, alias minha musa...

–ah nem vem, adoro meu afilhado, Sai, mas sabe que na tenho tempo pra um bebe, mesmo que como babá .

–are, are, eu só queria leva-los na sua casa, Ayaka adora você ela te tem num altar.

–exagerado.

– e eu também ela perguntou por você e prometi leva-la lá, ela lembra do Yukine perguntou dele.

–Oh claro, tudo bem então, só acho meio precipitado você querer tira-la da familia, podem ser um bando de víboras, mas ainda são a familia dela.

–eu não posso dizer nada se ela quiser voltar.- ele se levantou – mas meu filho não volta, certo?- declarou rígido e então se espreguiçou – vou procurar um amigo volto já.

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Seu ar parecia ter desaparecido dos pulmões, seu corpo tremia e ameaçava despencar no piso lustroso do banheiros.

Seus olhos queimavam e se segurou na beira da pia.

Tentando assimilar o máximo de oxigênio, e o máximo dos últimos minutos em que estivera naquela mesa.

Ela tentou, lutou uma verdadeira guerra contra seus sentimentos mas quando eles levaram aquela pancada, simplesmente perderam o equilíbrio e cambaleavam. Aos poucos e empurrando o peso que parecia obrigar sua cabeça a cair para frente, Ino se encarou.

Logo naquela noite, em que se sentia mais animada a sair, mesmo que não negasse que cada camada fina de maquiagem em seu rosto estivesse ali apenas com o intuito de ter a mínima atenção dele, aquele que não era seu marido.

Usava calça preta e uma blusa de seda vermelha de botões e mangas longas deixando um decote discreto mas atraente, o cabelo solto mas contido por duas mexas de cabelo trançadas até atrás da cabeça, um toque de menina, numa mulher, que esperava ter a atenção dele nem que fosse para o que ela fora um dia.

Ela só queria os olhos negros sobre si, mas não os olhos negros do marido.

E agora tinha que se livrar de qualquer indicio de seu choque e do buraco em que se sentira jogada e voltar para aquela mesa, sentar e fingir que nada daquilo a atingia, fingir que Sai ter se enroscado e a duas mulheres diferentes e aceitar aquela criança assim com outra que nem chegou a ver como provas definitivas de que ele não sentia ou considerava absolutamente nada sobre o que tivera com ela.

Nada sobre sua primeira namorada e quase noiva, nada sobre a mulher que fora a primeira com que se deitara. Nada sobre sequer uma amiga de adolescência.

Nada.

Era um nada, pior, era uma puta.

Nada mais.

Segurou qualquer lagrima até que a vontade passasse, respirou fundo ainda que se sentisse destruída a cada lufada de ar que lhe adentrava.

Era hora de cair na real. Sai a odiava, com todas as letras e intensidade, e fazia questão de que ela soubesse disso caso se aproximasse, e fazia questão, de mostrar que era feliz, vivendo exatamente o mesmo tipo de vida que ela o largou para viver.

Ele estava feliz realizado vivendo as aventuras que fizeram Ino abandona-lo, mas tinha que admitir, ele fora mais inteligente e claro, mais sortudo, mas isso porque era homem, afinal em casos como deles era sempre a mulher que pagava não? Ela até via que a segunda mãe devia ter passado pelo mesmo que ela, sendo expulsa de casa...

Não, estava se enganando!

E quis gritar por isso.

Sai engravidou uma mocinha de familia, mas ele era livre e desimpedido e ainda cuidava bem do filho que já tinha, ela não precisava ver cheques pra saber.

Amor fora o sentimento que vira naqueles olhos negros quando fitavam a criança.

E talvez tivesse sido o menino a lhe ensinar sobre ele, e talvez até mesmo aquela morena de olhos azuis tão vivazes.

Enquanto Ino engravidou de um homem casado com sua melhor amiga, com sua irmã.

Era muita ousadia tentar se comparar a qualquer uma das mulheres de Sai.

Tanto que ela sentia vontade de se estapear.

Refez e a leve maquiagem, estava ali a tempo demais.

Saiu do banheiro e seguiu pelo amplo salão se deixando admirar o bom gosto da decoração e as Tulipas feitas de vidro e ferro que embelezavam com descrição e por isso davam nome ao lugar.

Voltou ao lugar limpando a garganta quando viu aquela mulher bonita, bem vestida com ar de uma mulher bem sucedida que só intensificava enquanto falava com Sakura que ainda usava aquele sobretudo negro de gola de pele tão elegante e ao mesmo tem sensual.

–tudo bem? – disse Sasuke quando ela se sentou e ela assentiu, não querendo prolongar assunto agora nem nunca, ele podia até achar ou mesmo ter certeza de que ela não estava bem como o que descobriram aquela noite, mas ele não ousaria questiona-la o porque, ele não tinha o direito quanto ela não questionava quando passava tempo de mais olhando para ex, quando a tocava de forma furtiva o que vinha acontecendo com certa frequência, ou, quando gemia o nome dela enquanto transava com Ino mais bêbado que um mendigo.

Ela não questionava nada que fundamentasse algum interesse dele em Sakura, e não aceitaria questionamentos a respeito de Sai.

Ao longo daquele casamento os dois vieram suportando tudo juntos, tudo que envolvesse sua união e seus filhos, mas em se tratando de seus amores passados e destruídos, nenhum deles se metia com o outro, no fim, eles dividiam as consequências do que fizeram, mas nãos o arrependimento que cada um sentia por magoas as pessoas mais importantes, ela sabia que Sasuke ainda amava sua antiga amiga, ela sempre soube.

Do jeito errado dele, o jeito que destruiu a relação deles.

O jeito que Ino assim como tantas outras mulheres ajudaram a agravar, e ela que com melhorar amiga deveria ter ajudado e só atrapalhou, agora estava ali, sentada a mesa forçando um sorriso, vendo Sakura conversar com Kasumi de forma animada como se fosse grandes amigas e ela não duvidava que já eram, e Sai as observando com gosto se metendo na conversa com provocações só para irrita-las. Via o acolhimento que amorena tinha com todos os amigos também, e previu com desgosto que não demoraria para Kasumi estar inserida no circulo social dela.Esmagando-a ainda mais. Ela se perguntava se era tudo ideia de Sai.

Mas não o achava maquiavélico a esse ponto, ele chamou todos ali porque queria ajudar o negocio da mãe de seu filho, ela era orgulhosa pelo o que percebeu e se não queria nem um pai par ao filho não queria dinheiro dele também, então o ANBU deu o próprio jeito de ajuda-la. De uma forma que ela não poderia simplesmente rejeitar, afinal ele trouxe o próprio Hokage e ninjas importantes da vila já na noite de inauguração.

Ele estava fazendo o que podia por ela, e claramente pelo bebe que devia dormir em paz no andar de cima, pela estrutura tinha certeza de o cômodo em que estava não deixasse qualquer ruído adentrar o local.

Era uma criança tão linda.

Ela se perguntava com seria a outra e se teria os olhos do pai também. Se perguntava com seria a outra garota se como Kasumi, se mais bonita e mais confiante, já que era tão nova.

Ela nem dava mais atenção para a banda que tocava, mas de repente ficou mais silencioso.

–uhul, está na hora.- disse Sai.

–oh não.- Sakura gemeu.

–oh sim!

–idiota, Kasumi eu ainda mato o pai do seu filho.

–olha que eu te ajudo hein? – riu ela enquanto verificava uma folha presa a uma prancheta que levava sempre a mão.

–vocês sacam que tão planejando o assassinato de um ANBU na frente do capitão de lá e do Hokage né? – lembrou ele Sakura fitou tanto Naruto quanto Sasuke e deu de ombros. E Kasumi revirou os olhos dando mais atenção a folha.

–é Sakura é sua vez.

–oh kami...- Sakura suspirou se levantando –tudo bem, não tem jeito.

–manda ver minha musa! – incentivou ele.

–cale a boca.- resmungou.

–eh, Sakura o que vai fazer?- disse Hinata, Sakura os fitou de soslaio e sorriu um tanto constrangida encolhendo um pouco os ombros escorregando o casaco por eles.

–oh nem eu sei.

Do sobretudo, o verde cintilante surgiu envolvendo suas curvas com delicadeza sensual. As mangas eram bem caídas na altura da linha do colo destacando-o ainda onde não carregava nenhuma joia, nem nas orelhas, o vestido era longo mas sem cauda. Ela caminhou com calma rumo ao palco vazio e subiu, as luzes que vinham agora eram de faxos que saiam da parede de tecido escuro ao fundo. E de um holofote não muito forte que se ascendeu e iluminou sua figura a seda do vestido refletiu exaltando sua figura e as poucas vozes que soavam se calaram.

Ela sorriu timidamente e olhou de soslaio para banda. Que começou. Então olhou para frente e deu uma leve respirada, com um olhar sereno melancólico abriu os lábios e ressonou.

“Doce amor, doce amor,

presa em seu amor

Eu me abri, estou certa de que posso confiar

Meu coração e eu estávamos enterrados sob o pó

Liberte-me, liberte-nos...

–oh, meu Kami –soltou Temari.- eu não estou vendo isso...

–ora então ouça – riu Sai, e Kasumi o beliscou para que se calasse quando Sakura elevou a voz um tanto rouca, forte.

...Eu encontrei um homem em quem eu posso confiar

E cara, eu acredito em nós

Estou apavorada por amar pela primeira vez

Você não vê que eu estou presa em correntes?

Eu finalmente encontrei meu caminho

Estou presa a você

Estou presa a você...

Seus lábios tingidos de carmim pareciam ainda mais carnudos e voluptuosos. Sua face mais alva e radiante em um tom que lembrava a luz do luar, as bochechas com um corar leve mas a determinação em seus olhos verdes se sobrepondo ao principio de vergonhas quando todos os olhos estava nela.

...Tanta coisa, tão jovem, que eu já enfrentei sozinha

Paredes que construí se tornaram meu lar

Eu sou forte e tenho certeza de que há um fogo em nós

Doce amor e tão puro...

Quando as cantoras auxiliares juntavam suas vozes a dela naquele fio de frase, sentiu o ar faltar em seus pulmões.

Sakura levou a mão ao colo deixando escapar a emoção em cada letra amor, e dor. Uma suplica melodiosa.

...Eu recupero meu ar apenas com um batimento do coração

E eu me abraço

Por favor, não rompa essa ligação

Eu encontrei um homem em quem eu posso confiar

E cara, eu acredito em nós

Estou apavorada por amar pela primeira vez

Você não vê que eu estou presa em correntes?

Eu finalmente encontrei meu caminho

Estou presa a você

Estou presa a você...

Ela desceu os degraus mas não andou muito, elevando a voz e sua interpretação, gesticulou enérgica e então a soltou a voz num solo forte e quase desesperado e qualquer um podia jurar que seus olhos brilhavam de lágrimas.

...De repente, o momento está aqui

Eu abraço os meus medos

Tudo pelo que eu venho desenvolvendo todos esses anos

Eu arriscaria tudo?

Vir até aqui só pra cair?

CAIR...

Sai se levantou batendo palmas, mau ela havia completado o trecho Kasumi o puxou de volta para cadeira para que não atrapalhasse mais foi tarde ele repercutiu como uma onde que fez praticamente todo mundo se levantar e bater palmas assovios soaram mas Sakura estava fora dali por enquanto focada em sua declaração cheia de suplica.

...Eu tenho confiado cara, eu acredito em amor

Estou apavorada por amar pela primeira vez

Você não vê que eu estou presa em correntes?

Eu finalmente encontrei meu caminho

Estou presa a você

Estou presa a você

Eu estou,

Ooh, eu estou

Estou presa a você...

O holofote se apagou sobre ela e as luzes se trás baixaram deixando apenas sua silhueta a vista. Ela resfoguelou um pouco e subiu novamente, fechou as mãos e as baixou juntando-as na frente do corpo.As palmas que haviam cessado por breves instantes recomeçaram quando as luzes se ascenderam normalmente iluminando sua figura com um sorriso encabulado mas alegre. Raro de se ver no presente, tão comum no passado.

Ela fez uma reverencia e desceu voltando até eles. Ao vê-los mordeu os lábios corou mais e encolheu os ombros ainda mais encabulada e eufórica.

–você foi perfeita! Eu vou roubar você pra mim! – disse Kasumi abraçando-a.

–eu acho que vou vomitar!- riu ela nervosa. Sai logo a abraçou e ela suspirou.-oh Kami.

–eu não disse? É a minha musa ou não é?! Olha a cara desses manés aposto que acham que é uma impostora!

–eu quero um DNA agora! – disse Karin abraçando-a.

–ou eu posso quebrar algumas mesas e ossos não? – brincou a Haruno.

– Não aqui dentro não paguei as mesas ainda – riu Kasumi.

–então eu só quebro o Sai.

–ótima ideia!

–hey...

–olha aqui garota você para de me fazer essas surpresinhas viu meu coração não tá mais lá essas coisas não!- disse Temari zangada e em seguida derreteu com se fosse a mãe da Haruno – você estava tão linda! –choramingou e a puxou par ao abraço – preciso sabe se é verdadeira!

–desculpe querida mas eu vim aqui torcendo pra que não desse certo, sinceramente.

–mas você estava... tão... perfeita! – falou Kaorin.

–eu nem deveria estar lá ora! Não sou cantora, o que aprendi foi só um truque mas isso não vem ao caso a culpa é do Sai, hunpf, alias que fique claro que é a ultima vez que entro nas suas traquinarias seu branquelo!

–mas você adora cantar, principalmente depois que aprendeu, que bom que aprendeu por que né... –ela deu-lhe um cascudo fulminando-o com o olhar.

–idiota! Eu posso cantar milhares de vezes mas não pra você ganhar suas apostas!

–aposta?! – exclamaram e ela bufou cruzando os braços e ele coçou a cabeça. Naruto o agarrou pela gola.

–você a está usando nas suas trapaças?!

–bem...

–está sim- ela resmungou fazendo bico.

–mas dessa vez eu tinha direito, me dá um desconto pow...

–seu branquela... aposto que tem cavalos metidos nisso, cavalos de corrida! – Sai se encolheu um pouco constrangido.

–só um pouquinho vai...

–seu! Sakura porque entrou na dele?! Quer que ele fique viciado?!

–não o estou incentivando, mas ele tinha razão dessa vez...

–explica isso direito!

–tá tá, olha, você sabe que não resisto a uma apostinha de vez em quando, e Sakura até me regula! – defendeu-se

–continua!

–um cara me deu uma dica disse que era quente e eu acreditei nele e perdi uma grana, mas aí ele se fez de idiota e não quis me devolver a grana, então como ele é picareta e um verdadeiro viciado do tipo que aposta até em briga de criança eu apostei com ele que conhecia uma cantora ótima mas que não estava se apresentando e que podia traze-la até aqui, então...- Mesmo segurou por Naruto ele puxou cintura esbelta de Sakura e exibiu – TCHARÃ!

–seu grande...

–tudo bem Naruto, afinal eu já estou acostumada a ajudar esse idiota! E não é como se já não tivesse cantando antes só fiquei nervosa por que nunca vim aqui ainda é a inauguração! De todo modo parece que ele conseguiu — com a cabeça indicou o bar e viram um cara para quem Sai acenou, acenar de volta desanimado, parecia pouco sóbrio as roupas meio amassadas e barba por fazer.

–recuperei!- disse ele e então se soltou puxando Kasumi pela cintura com o braço livre plantou um beijo nas bochechas das duas – tudo graças as minhas deusas!

–aff- resmungaram elas.

–nem vem eu só concordei com isso, porque já vi Sakura cantar e sabia que iria alavancar a noite, to nem aí pra suas apostas e é bom parar ou Haru vai ter a sorte de não ver sua cara tão cedo.

–adoro quando me ameaça, fica tão sexy.

–aff- ela se desvencilhou dele e foi para o bar falar com os barmans e orienta-los sobre algo.

–Sai... tem certeza que fez um filho nessa mulher? ela parece te detestar.- disse Naruto

–heh, quer saber com eu faço pra ela ficar mansa?

–não – disse Hinata calmamente mesmo quando viu o marido mostrar curiosidade.

–tá né...

–é, deixa pra lá...- Sakura revirou os olhos e se sentou inspirando agora com mais calma mas logo foi bombardeada por mais perguntas.

A noite findou com ela desistindo de ir para casa na companhia de Sai, ele estava ocupado demais babando na criança e cercando Kasumi.

Ela ria só em lembrar das confusões daqueles dois, e Sai não a chamava de casamenteira a toa, ela ainda teimava em juntar aqueles dois. De ainda que de um jeito torto aqueles dois podiam se completar.

Parou e olhou para o céu, esfregando os braços com o frio que a lua iluminava.

–você canta melhor que eu – Sakura se virou e piscou surpresa diante da figura negra e pálida pela lua, o loiro mesmo sendo mais escuro reluzia. Assim como seus olhos, ele segurava apoiada no ombro uma maleta cujo formato não lhe era estranho.

–oh, olá- cumprimentou.

–não é meio tarde para ficar por aí? – Sakura riu um pouco se encolhendo no casaco.

–não é como se eu precisasse proteção.- Ele se aproximou e ela se perguntou qual era o verdadeiro sentido da primeira pergunta que fez.

Ele disse que iria corteja-la, mas cantou, ela também e claro que notou que era assistida até porque os amigos dele fizeram questão de cutuca-lo e força-lo a prestar atenção. E ele não precisou ser forçado.

–mesmo caminho? – perguntou quando a sombra dele a cobriu graças ao ângulo em que a lua estava.

–talvez? Talvez só queria sequestra-la.- Ela deu de ombros e seguiu em frente parou e o fitou de soslaio.

–boa sorte tentando.

Ele a observou por alguns momentos e acompanhou pondo a mão vaga no bolso.

Conversaram coisas superficiais no caminho já que ele não perguntou mais nada familiar, e ela apenas sobre os caminhos que ele tomava.

Porém quando chegou em casa, ela percebeu com certo espanto mas não com desagrado que, o veria novamente mesmo que sem intenção, que não se importava, e que estava até... ansiosa.

Notas finais
Ui só eu senti um "Frisson"? HUEHUEHUHEUEHEUHEU Sakura catando caso queiram ver >>> https://www.youtube.com/watch?v=7i2SupYmXpI