–Sa-Sakura-chan? – disse Naruto.

–vão ficar aí me olhando com essas caras retardadas? O que estão fazendo aí? Querem assustar as pessoas?

–ah... porra Sasuke me solta!

–soltar? Você vai voltar pra aquele escritório e terminar o que começou!

–ih tá me entranhando?! Até a Sakura vai nos interpretar mal desse jeito!- Sasuke voltou o olhar para a mulher vendo-a com a cara virada disfarçando um rubor suspeito. Ele rosnou e largou o Hokage como se fosse um saco de lixo saltou e pousou agachado diante da mulher se levantando e contando cada gota que havia nela dos pés a cabeça. Quando chegou ao rosto viu que o rubor já havia passado e ela estava com uma carranca encarando Naruto.

–desce daí Baka!

–tá, tá – Naruto também desceu e como sempre coçou a cabeça encabulado.

– que porra estão fazendo aqui?

–podemos te perguntar o mesmo? – disse o Uchiha, muito afim de acrescentar “vestindo isso?”

Sakura o fitou novamente como se ele fosse um anencéfalo.

–talvez o mesmo que todo mundo veio fazer? está bêbado Sasuke? vocês dois hein? Olha, suas mulheres tão ali e as crianças brincando, e você me devolve isso – tomou a latinha de Naruto e a outra de Sasuke fazendo um muxoxo deu as costas – manés.

–are que mau humor- resmungou Naruto – e esse maio num tá muito revelador?

Salve o Hokage.

Sakura continuou desfilando com aquelas pernas espetaculares que faziam mexer aquele traseiro que devia ser algum castigo dos deuses, elas os fitou de soslaio em claro desdém.

–vá vigiar sua mulher, idiota. –

Sasuke ficou se perguntando pra quem ela se dirigia, já que não podia mais se dar ao luxo de achar que ela não lhe dirigiria um “idiota”.

–impertinente. — Ele se voltou para Naruto e não o vendo mais ali soube que o Dobe soube que ele havia caído na provocação da Haruno e correra para vigiar e cercar a mulher como um cão, talvez até urina-se ao redor dela. Mas não podia dizer muito. Urinar ao redor de Sakura parecia uma ideia bem viável se isso parasse os olhares gulosos sobre ela.

–otou-san – ouviu logo sentindo ao braço molhado de Itachi na cintura, pousou a mão em seu cabelo encharcado.- veio nadar? A missão já acabou?

–hn, seu tio fugiu do trabalho, e ainda atrapalha o meu.

–-nee, otou-san porque não vem nadar? – disse Touka também o abraçando e como ela era maior e com mais roupas (ainda bem) o molhou mais ainda, e ele soube que era uma pequena armadilha aquela. Suspirou.

–oh você caiu – disse Ino vindo.

Só podia ser ideia sua, mas não vim aqui preparado pra folgar.

–bobagem, aqui eles vendem calções, compre um qualquer e vá se trocar no vestiário, que tal?

–hn

–é por pouco tempo nós já vamos embora né okaa-san? – insistiu Touka e ele quis dizer que era exatamente por isso que não queria entrar numa piscina com um bando de gente barulhenta, só queria torcer o pescoço de Naruto e ir pra casa relaxar num banho.

Mas mesmo que as caras de implorar de Ino praticamente nunca fizessem efeito nele, ela soube ensinar aos garotos e com eles Sasuke , tinha mais empates do que vitórias. Suspirou de novo e eles pareciam reconhecer até quando desistia, isso era até perturbador, ter alguém que o conhecia tanto, mas mesmo que tivesse recebido isso por tanto tempo em sua vida, ele só foi reconhecer que era confortável ter gente que o conhecia tão bem por perto, quando as crianças viera.

Não precisou dizer um “tudo bem” apenas se deixou ser conduzido pela monossilábica euforia dos filhos e seus sorrisos discretos até uma banca aos arredores da piscina Ino o seguiu e escolheu ela mesma um calção de banho preto e o mandou até os vestiários indicando-lhe o lugar para ser arrastada por Itachi e Touka para alguma barraca de guloseimas.

Para até Touka estar se entregando as porcarias que vendiam nesse lugares, deviam ter gastado muita energia.

A placa que indicava que o vestiário era unissex não lhe passou despercebida mas tampouco deu atenção.

Adentrou o recinto, era grande, tinha uma fileira de pias e um espelho na parede e então os pequenos camarotes de madeira. Sentou-se num bando no canto e começou a desfazer-se das sandálias ninja.

–oh alguém vai esfriar o couro. — ergueu a cabeça e xingou mentalmente quando a viu entrar pela porta que bateu num ruído suave, como se não quisesse chamar a atenção. Sakura trazia agora uma bolsa e uma revista.- meio tarde huh?

Em que sentido? Ele se perguntava.

Ela seguiu para uma das pias e pos a bolsa lá, enfiando a revista dentro e tirando uma escova de cabelo creme e uma loção de banho.

–meio que fui obrigado – ele respondeu fitando-a pelo reflexo. – e você...

–ah, estou indo, Yukine tem aula amanhã e se eu deixa-lo se cansar muito ele dorme na aula, é como um gato, dorme em qualquer lugar.

Isso era o que chamavam de um amigável conversa entre ex amantes? Ele obviamente não sabia, não conhecia ninguém em sua situação e isso fazia lembrar que dentre os Onze de Konoha até amigos de fora, ele e Sakura foram quem não deram certo exceto por Lee e TenTen que não tiveram interesses em formar uma familia.

Eles não deram certo.

Ele não fez questão que desse, e a levou ao limite, a explodiu e a fez desistir deles.

Sakura se virou e por um momento ele achou que ela traria sua formosura para ele, mas ela desviou indo para um dos chuveiros ali, e ligou um metendo-se debaixo dele e suas madeixas se grudaram a suas costas enquanto ela começou a se ensaboar.

Infelizmente ela estaca atrás dele, então se virar e continuar olhando não era uma opção inteligente, voltou-se para a tarefa de se livrar das botas e percebeu que poderia usar o reflexo do espelho e encara-la a vontade já que ela tinha a face voltada para a parede do chuveiro.

– Touka mencionou que você daria aula a ela é verdade?

–ah, nem vem, ela me perguntou sobre isso, e não, nunca me procuraram sobre esse assunto e nem quero.

–porque? – ela não fez questão de se virar e se curvou ensaboando as pernas e ele limpou a garganta e sentindo o conhecido formigamento na calça aflorar aos poucos com a espuma descendo e acariciando a carne firme.

–está brincando? Dar aula a adolescentes? Porque não me mandam pra prisão antes disso? Nem pensar, dá trabalho educar um jovem, eu sei e você sabe, mas lidar com os filhos dos outros é muito diferente de lidar com os nossos.

Ele queria que aquele “nossos” fosse mesmo deles. Juntos. Suspirou e se levantou para tirar os acessórios ninja presos as pernas da calça.

–tem razão.

–eu sei.

–não tem que se gabar.

–mas eu gosto ora, hehe.- o chuveiro cessou e ela se dirigiu a pia onde começou a passar o creme de cabelo nas madeixas e pentea-las, uma tarefa que ele achou difícil já que eram tão longas, mas percebeu sua pericia nisso.

–por que os deixou crescer? – arriscou, pois sabia que aquilo poderia ser um indicio de que ela não queria lembrar de como era quando estavam juntos.

–tradição – Sakura disse.

–tradição?

–dos Yumi, eu me... acostumei.- deu de ombros.

Sasuke seguiu até um dos camarotes para enfim se trocar.

Não se apressou porque de todo modo sair junto dela num lugar daqueles podia fazer as linguas más soltarem seus venenos, até agradeceu por não aparecer ninguém, muitos podiam nem reconhecê-los de cara mas alguns já iriam pensar ou inventar bobagens.

Porém quando saiu já com o calção e com as roupas dobradas se deparou com uma Sakura de costas para o espelho tentando escorregar o corpo entre as tiras das costas da peça.

–mas que...hey não fica olhando!

–o que está fazendo?

–tentando tirar isso!

–tem que ir para o camarote...

–eu sei! Obvio que não vou ficar nua aqui né? Mas não consigo sair disso.

– e como entrou? – Sakura o fitou com a veia temporal latejando, mas ele sabia que estava certo e ela logo percebeu isso e suspirou derrotada.

–é mais fácil vestir quando se esta seco certo? Por incrivel que pareça esta prendendo, ficou muito ajustado...

Muito, e bem ajustado ele concordou.

–argh... vai ficar só olhando? Me ajuda!

Ele demorou um pouco para processar mas ainda sim se aproximou, Sakura deu-lhe as costas empurrando o cabelo recém penteado para o lado e o pensamento que ocorreu nele foi beijar a pele de sua nuca e descer pelo meio das costas até o traseiro.

–tem algo preso aí?- ela pergunto com a face encoberta pela franja.

Ele salivou e se dedicou a analisar a situação os fios que união ao pouco tecido de suas costas estavam embolados engrossando e marcando a pele dela.

Levou as mãos tocando com as pontas dos dedos o fio e a pele dela começando a separa-los mesmo que sabendo que devia evitar, sendo incapaz de não roçar a pele alva dela, ela não havia pego sol algum, sua carne branca parecia tão suculenta ainda úmida. Ela se contorceu e por um segundo ele se perguntou se havia expressado aquele desejo.

–argh, anda você sabe que eu tenho cócegas!- Sakura reclamou se contorcendo sob seus dedos,como sempre fazia quando a tocava delicadamente naqueles pontos.

Ele sabia, ela tinha cócegas e arrepios.

Mas não se arrepiou, não havia arrepio de desejo.

Limpou a garganta e a fitou pelo reflexo se certificando de que não era flagrado. Ela já havia desatado a linha que passava ao redor do pescoço, então restava ajuda-la a puxar o maio até um altura em que pudesse o puxa-lo sozinha e sair dele.

E ficar nua.

Mas ele não estaria presente nessa parte.

Puxou o bastante deslizando pela curva das costas que se afunilava nos quadris desejando puxa-la com força por eles e toma-la de encontro a a pia como o anima sedento por sua carne branca que sentia-se ser agora.

Seu ar faltou ao reparar que ela já havia soltado a fronte do maior que caiu para os quadril e agora segurava a toalha contra o colo.

Ele perdeu uma possível chance de ver aquele par de seios e sentiu-se frustrado como um adolescente por não ver a calcinha de uma garota.

Não que ele tivesse tentado ver a dela quando eram mais novos, mas já percebia que aquela Kunoichi irritante tinha pernas mais bonitas de se ver do que as das outras garotas da academia.

Puxou até o quadril mesmo agora meio irritado o fez com certa rudeza.

–ai! Não sou uma boneca sabia?!

Sasuke a soltou e deu de ombros virando as costas para o espelho escondendo a luxuria que se manifestava em seu baixo ventre e que o calção não disfarçava.

A piscina lhe pareceu ótima agora.

E talvez Ino pudesse ajuda-lo com aquilo mais tarde.

Porém seu asco de si mesmo o atacou de forma violenta quando percebe que já pensava em ter de Ino o que Sakura não lhe dera mais uma vez.

Seja um filho ou seja apenas prazer, ele não podia se odiar menos quando pensava em usar a esposa na presença da ex.

Mesmo que agora houvesse confirmado com desgosto que seu toque não afetava Sakura de imediato como era antigamente,e que isso talvez provasse que nem seu toque de desejo a afetasse de qualquer forma, pensar noutra quando fervia por ela era desprezível, não só com ela, mas com a mulher que lhe deu um filho também e que carregava o peso de seu sobrenome.

Mesmo que Ino insistisse que era para aliviar as tensões dos dois, ele ainda buscava e alimentava o desejo de que os olhos dela ficassem verdes enquanto tinha prazer e que assim quem sabe, esse prazer aquecesse sua alma e não só seu corpo.

E que ele se sentisse satisfeito e limpo.

Que fazia o certo sem magoar alguém.

Sakura resmungou mais alguma coisa e envolve-se mais na toalha puxando uma muda de roupas foi para o trocador.

–obrigada- resmungou de má vontade.

–de nada.- ele desdenhou, não dela, mas de si mesmo, até porque, quando foi que fizera algo por ela para merecer seu agradecimento?

Mas ela merecia todos os seus agradecimentos e pedidos de perdão.

Mas ela não tinha interesse neles.

Ela podia agora sentir tanta falta daquele homem que estivesse insensível ao toque de Sasuke.

Ele odiava isso, mas mesmo agora, sentido-se furioso, enciumado e asqueroso, ele ainda era um bom estrategista. Um ninja que sabia a tirar vantagem das situações mesmo as contrárias, par ao próprio proveito.

Sakura podia não sentir falta de seu toque, e ele nunca estaria satisfeito só com aquele primeiro contato que tiveram em anos e que o ascendera tanto.

Se ela não sentia mais na carne e na alma seu toque, ele se aproveitaria dessa “dormência” e a tocaria sempre que pudesse, saciando furtivamente sua fome dela, com toques simples, corriqueiros.

Assim, mesmo que um dia ela perdesse essa “dormência” causada pelo falecido, já acharia natural Sasuke toca-la.

E talvez se a essa altura forem algo mais próximo de amigos, ele quem sabe tivesse coragem para encara-la e encarar aquele lixo do passado no qual ela o abandonara e os dois, os três, pudesse enfim limpá-lo.

Ele só torceria para que nem ela nem ninguem sentisse o mau cheiro vindo dele quando a tocasse.

Que ninguém percebesse que queria traze-la para perto do lixo para limparem ou mesmo para cair nele de novo.

A verdade era que ainda estava atordoado com a sensação de sua pele ainda em seus dedos que só queria uma oportunidade que viesse a curto ou longo prazo de ter Sakura consigo de novo.

Ainda que só uma vez?

Talvez cair na cama com ela só mais uma vez, uma despedida o satisfaria?

Isso o faria enfim desistir dessa obsessão de possui-la e manter sua familia como estava de novo?

Se Sakura quisesse ser sua amante ele aceitaria?

Ele a queria e se contorcia de ciúmes por ela, mas queria manter sua familia longe disso, queria se ocultar sobre os lençóis negros da traição outra vez, mas desta vez com ela, não por vingança, não por seu desejo egoísta e sua pressa, ele queria se ocultar e fazer amor com ela, sua única amante de verdade.

Ele queria Sakura e tudo que o construira sobre sua traição a ela ao mesmo tempo.

Ele não cansaria agora, depois de toca-la, de buscar forma de ter isso, a tocaria eventualmente pra se saciar e quem sabe preparar o terreno caso uma brecha para toma-la de vez viesse, uma armadilha que não fosse abalar sua estrutura familiar mesmo que Sakura com sua força monstruosa e determinação ainda maior pudessem fazer ruir.

Mas domar essa mulher de novo seria uma tarefa árdua.

Sabia disso.

Mas não conseguia desistir dela, dessa obsessão.

De querer ter controle sobre ela e a familia exatamente como era agora.

Sem se livrar de uma única peça.

Uma esposa, uma amante e filhos.

Talvez só quisesse acertar o erro que tentou no passado, os papeis se inverteram entre Sakura e Ino.

Talvez fosse mais simples agora? Talvez fosse ficar fácil se domasse Sakura?Poderia deixa-la tão apaixonada para aceitar isso?

Só o tempo diria.

Só poderia tentar.

Sakura saiu do trocador usando um gracioso vestido azul, não pareceu se importar com o fato de ele ainda estar ali.

Ele sentiu a pontada de raiva por ser ignorado.Mas continuou.

Apenas se aproveite da oportunidade.

Ela enfiou o maio que estava dentro de uma sacola plástica na bolsa e também o resto das coisas. Tirou um delicado relógio de pulso e olhou.

–oh, está tarde e tenho que preparar o jantar, e procurar o menino e o idiota.- Sasuke a seguiu até a saída e ali fez o primeiro teste de sua teoria.

Pousou a mão sobre o ombro desnudo dela com um aperto leve chamando a atenção dela e tento isso, não um olhar desgostoso ou de asco, nem desconfiado, ela só queria saber por que a chamava, e ele se sentiu vibrar por dentro.

–sabe me dizer quando vão começar os check ups no hospital? Estou com um atrasado.- Sakura arqueou as sobrancelhas, mas em sinal de que refletia. Levou a mão ao queixo e ele admirou sua face tão delicada, imaginado que a carne de sua face já não deveria ser tão macia quanto era no passado, mas já mais tenra, ainda firme, madura.

–vamos fazer uma seleção nos próximos meses para preencher a grade de funcionários, Tsunade-sama vai sair e junto com ela alguns vão se aposentar também, de modo que até lá, não haverão chekp ups só quando o novo diretor assumir e a rotina se normalizar, mas se está com o seu atrasado por solicitar uma consulta normal e pedir ao médico que o atender para te dar o atestado.

–entendo.

–ótimo, já ne, Sasuke.

–hn.- Sakura seguiu em sua formosa e descontraída caminhada ao redor da piscina ele respirou fundo. E mesmo satisfeito repensou mais sobre se deveria continua com aquele pecado, querendo faze-la pecar com ele o que havia pecado contra ela, mas na verdade sabia que não conseguiria deixar de toca-la vez ou outra e desejar dormir abraçado a ela sobre o véu da traição.

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–Estou com fomeeeee! – resmungou o garoto manhoso ao lado da mulher com quem ele logo cruzaria.

Ele geralmente ignorava mulheres com crianças já que estas não eram seu publico alvo.

Mas o vento soprou em sua direção forte e arrebatador num prenuncio de tempestade.

E viu um chapéu branco voar em sua direção e um grito feminino de surpresa como o objeto vinha em sua direção ergueu a mão para apanha-lo, mas não alcançou um garoto saltou quase a sua frente e ele parou vendo apanhar o chapéu e pousar no chão como um gato sua cabeleira laranja chamava atenção, seus olhos da mesma cor quando o fitaram também ele sorriu sapeca sabendo que havia tirado sua oportunidade de ser um cidadão educado, o que pelo tipo de roupa dele, as pessoas julgavam ser impossível.

O menino sorriu e deu as costas correndo de sua cabeleira corriam gotas de água e ele correu até a mulher com quem em breve deveria cruzar caminho.

–oh obrigado, amor –

Não foi com ele, mas quando olhou para a mulher, percebeu que deveria ao menos uma vez na vida ter se esforçado com mais afinco para ser um cidadão educado, pois quem sabe, concluiu quando passava por ela seguindo caminho oposto ao seu.

Vendo seu sorriso e sua beleza, estonteante que com o vento a fazia parecer uma flor de verdade com aquele tom de cabelo.

Quem sabe ela o chamaria de amor, não?

Gentileza não gerava gentileza? Quão gentil a boneca ali poderia ser com um forasteiro?

Mas ele passou por ela, até olhou para trás para ter certeza de que era bem feita naquele ângulo também, e era. E mãe também.

Mas suas lindas mãos não levavam aliança.

–olha pra frente amigo, — disse seu colega – ou vai escorregar na própria baba.

–sabe? você tem toda a razão.

–hehe.

–toda a razão.

Uma pena que não cruzaria com ela de novo num lugar tão grande como aquele.Ela não er ao tipo de flor que se abria para aceitar a escuridão da noite.

E era tudo que poderia oferecer a alguém como ela ou qualquer outra mulher.

Noite, escuridão.

Mas tudo muito quente, pelo menos disso podia se orgulhar.

E lamentar que nem ela, nem ele, desfrutariam desse calor aquela noite.

–você encontra uma melhor, e disponível — o outro colega consolou.

–nem sempre o melhor é que é bom, as vezes só o que é único.

Notas finais
'O' OOOOOOOOOOOHHHHH! Quem será o cara quente que gosta de um escurinho?!