Talvez - EM HIATUS
24 Capitulo 24.
Notas iniciais

Sai virou a cara para o lado tapando a boca para conter a risada, já Sakura não se conteve e gargalhou.
–não é pra rir caramba!- protestou Temari demonstrando constrangimento.
–de-desculpeee!- acabou-se a Haruno já usando o guardanapo para enxugar o principio de lágrimas de tanto riso, Sai se recostou na cadeira com a mãos no estomago que se contraia querendo obriga-lo a gargalhar. Ela deu-lhe um cotovelada após tomrar uma respirada.- não ria!
–então não ria também!
–idiota!
–louca! Sua mãe é louca Yukine!
–voces dois parecem loucos- disse o menino mais ocupado em escolher alguma gostosura do cardápio.
–ai que chato!- resmungou Sakura entre risos.
–não ponha nada entre ele e comida, Sakura – riu Sai – cara, eu adoro você Temari....
–huh?!
–ela é demais mesmo – concordou Sakura tomando água.
–mas que inferno vocês estão sempre colados! – a Haruno virou par ao lado quase cuspindo a água e os dois caíram noutra crise de riso aguda.
–tá tá chega se não me estomago atrofia e não vou conseguir comer, por favor – pediu Sai.
–apenas...me deixe respirar caramba...
E eles deixaram, os dois se acalmaram aos poucos e nem se encaravam pois se o faziam riam de novo.
–ah... bem melhor...
–caramba...
–bom, eu diria até que demorou – disse ele.
–hun, tem razão.
– e a resposta é? – disse Shikamaro.
–huh? Agora está interessado? – disse Temari.
–não me importa se esses dois estão juntos, mas se for pra você se sentar e calar a boca.
–seu grande ...
–obrigado pela parte que nos toca – riu Sakura.
–enfim, qual a resposta?
Ela e Sai se entreolharam e sorriram.
Foi quando Sasuke percebeu que não respirava.
E Ino também.
Os dois se aproximaram recostando os ombros e se voltaram para eles erguendo uma das mãos, Sai mostrou o polegar e Sakura os dois dedos, indicador e maior. Sorrindo faceiros e piscando.
–a resposta é...-ele começou.
–não!
–huh?!!
Os dois voltaram a rir e Sai beijou o rosto dela abraçando-a.
–sério, acharam mesmo isso?
Todos o fitaram como se fosse a pergunta mais idiota do mundo principalmente após aquela cena.
– e porque não acharíamos? Vocês andam colados desde que chegaram!
–é porque o tio é um porre e só okaa-san consegue atura-lo – disse Yukine.
–huh?
–hey, onde ouviu isso? – disse Sai.
–ora, ela diz isso desde que me conheço por gente.
–diz?!- Sai encarou a Haruno – você diz?
–ué, claro, mas você está ocupado demais enchendo o meu saco pra ouvir, o fato é, não estamos juntos, Temari, é só que só eu consigo passar mais de cinco minutos sem tentar mata-lo, ele não tem mais ninguém com esse controle.
–huh? Que diabos... até parece que também não tenho que te aturar né?
–haha, — ela riu e mexeu no cabelo de forma presunçosa –mas ao contrário de você tenho quem faça fila pra me aturar tá? – e como que pra confirmar se recostou na cadeira cruzando os braços e realçando o contorno dos seios. Ele foi o único que não tentou disfarçar a olhadela no decote e ainda concordou impressionado.
– verdade, mas se eu fosse tão bem equipado...
–vá se danar idiota, estão vendo? Nem no inferno eu casaria com esse tipo, ele é o terror das mulheres por favor né?
–nisso eu concordo!
–não foi um elogio, Sai.
–eu não ligo.
–ugh... estamos esclarecidos? – ela voltou-se para Temari que se sentou de uma vez suspirando.
–bom, não é como se eu tivesse de desconfiar da sua palavra, mas você tem que admitir que são suspeitos.
–ah tudo bem, não é a primeira vez, sempre pensam que somos um casal, nossa relação estreitou desde que Sai foi servir Yasuhiko, porque éramos os únicos da folha a morar no distrito Yumi, todos os outros que vieram estavam trabalhando na aldeia como suporte.
–entendo, mas isso não os incomoda?
–nem um pouco!- ele disse abraçando-a de novo – hey, olhe pra ela, que cara não estaria com a moral lá em cima se todos achassem que está com uma belezura dessa? Vai por mim sua moral cresse muito, as pessoas te vem pelo o que você faz, mostra e por quem você anda, andar com a belezinha aqui a tira-colo aumenta minha fama entre todos, principalmente mulheres! –piscou.
–huh? Como assim? Vai dizer que elas se aproximam pra concorrer com... tudo isso? – disse Akira.
–claro que não, mas elas ficam se roendo sabe? Elas pensam: “se Sakura Haruno está com um homem desses, é porque ele é bom, e até que saibam que não é bem assim...hah, já vou ter demonstrado que sou realmente bom, entende?” elas não resistem cara!
–oh, ce dá aulas?
–calado seu moleque!
Sakura suspirou e empurrou o braço dele.
–vá se catar idiota, claro que me incomoda, sou uma viúva, mas que se dane o que pensam, faço o quiser, mas se quer saber, esse idiota me usando não me agrada, não sou nenhum troféu para ser exibido.- declarou ela se levantando – vou no banheiro.
–oh, vou com você – disse Hinata.
–tudo bem, tire esse sorriso idiota do rosto!- falou dando um cascudo em Sai.
–hai hai...
–hunpf- Ela seguiu acompanhada de Hinata e ele apenas observou.
–olha só tudo aquilo, heh, aparece que é pra qualquer um? Sabe? Ela não viveu no distrito todo esse tempo por vontade própria.
–como assim? – disse Naruto.
–Yasuhiko tentou pesca-la assim que a viu, pelo menos pra mim foi assim, era como ver um tigre perseguindo uma corça, e sempre que ela o deixava chegar perto lhe dava um belo coice, então ele se mantinha longe e jogavam em armadilhas, a forçava a algo, a deixava se enfurecer e então, quando ela estava cansada de brigar conseguia pega-la, sempre assim, até que ela parou de correr, mas já antes disso tinha muito homem rondando ela, então ele a “prendeu” no distrito ela foi pra ficar perto de Yato, e como ele era Shinjukage todas as reuniões importantes em que ela deveria estar eram na cede do clã, pronto, ele só precisou disso, ela foi porque era louca pelo menino, e então ele só precisou adicionar a parte sobre trabalho.
– inteligente...
–aquele cara era um gênio, as pessoas o chamavam de demônio por sua astucia, ele fazia parecer que já sabia cada passo que seria dado, como se fosse um deus, mas a fama de demônio veio porque não é piedoso a toa...
– o demônio sem rosto – disse Yukine – é assim que a gente ouvia chamar ele lá no orfanato
–sem rosto? Porque ele usava mascara como seus tios?
–lie, ele nunca usou mascara, mas mesmo assim ninguém sabia o que ele pensava, é por isso.
–oh.
–aqui estamos nós – anunciou Sakura voltando a se sentar.
–Aliviada?- disse Sai.
–você é um grosso sabia? Você me usa pra conseguir essa tal “fama” mas desse jeito eu vou ficar é mau falada andando com um traste que nem você.- ele riu e beijou seu rosto.
–como é bom ser amado – brincou.
–traste!
O jantar correu tranquilamente e bem quando estavam indo embora, seja para prova RO que disseram ou por acaso, uma mulher apareceu.
Uma bela garota, que fez questão de levar Sai consigo para “cuidar” dele já que havia bebido um pouco demais.
Sakura não fez a mínima questão e apreciou o fato de não ter que cuidar do bêbado, o casalzinho se foi e ela foi embora com o filho.
E substituindo o alivio de saber que ela estava sozinha, veio o peso de saber que ela estava sozinha, criando uma criança sozinha, vivendo sozinha, sem ninguém para assumir de forma integral o papel de pai para Yukine e mesmo para Yato, estando ele longe ou não, ninguém sendo só seu.
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Não era como estudar na academia da Vila Diamante, ou mesmo na pequenina escolinha dos monges.
A academia da folha era grande, entupida de gente, e por um momento ele achou que poderia passar despercebido, ser um aluno qualquer, com amigos comuns, uma familia que para ele já era boa o bastante.
E quem sabe aquele lugar poderia mesmo ser seu lar.
Afinal, lar não é onde você vive ou nasce, mas onde seu coração permanece mesmo que parta de lá.
Era o que achava, mas parecia que haveria sempre alguém tentando impedi-lo de achar seu lugar. Na primeira vez, achou que o arrancariam do orfanato que até então era seu único lugar, na segunda, foi levado para o Diamante, e agora estava na folha.
Mas a folha era seu lugar agora. Não porque ela tinha seu coração, mas porque a pessoa que mais cuidava dele no mundo estava ali, e se teria de amar esta terra, não seria por intermédio de ninguém além dela.
Ele parou no corredor e encarou a tripla de garotos que estavam nas mesma série que ele, mas só dois eram de sala, o terceiro estava na mesma turma que ele, e só de encarar sua cara presunçosa soube que era tudo por intermédio dele.
–oe, você é o garoto novo não é? – disse o do centro, que pelos olhos ele logo soube que era do mesmo clã da bondosa senhora do Hokage, mas com certeza não tinha puxado isso dela no sangue que os unia.
–hun – respondeu enfiando as mãos nos bolsos.
–huh? Porque não responde direito? – disse o outro, ruivo.
–eu gaguejei? – O corredor pareceu ficar em silencio o que Yukine estranhou, pelo menos para ele não era como se tivesse dito grande coisa, mas como era novo, já devia esperar que estivessem todos com os olhos em cima dele. Suspirou emburrado e deu as costas se despedindo – ja n-...
O primeiro garoto, de sua turma avançou tentando puxa-lo mas só conseguiu agarrar sua corrente que se soltou de seu pescoço, Yukine girou com a mão no ar buscando-a, mas ele recuou mais.
–oh! Veja só o que peguei!
–sugoi! O que é isso? Um leão? Isso não é uma joia de verdade é?
–hah eu duvido!
–devolve – ordenou o Haruno.
–mas parece importante – disse o Hyuuga tomando o colar e sinal tocou e ele deu as costas indo embora e sorrindo enquanto o fitava de soslaio – vou ficar com isso, se quiser de volta, vem pegar depois da aula, novato.
Yukine bem que podia ir atrás dele e pegar, ou mesmo denunciar a algum professor, mas deu as costas e seguiu de volta sala ignorando a chacota do outro colega.
A verdade era que não queria lidar com isso ali, não com a fúria que crescendo em si só de imaginar perder aquela lembrança de vez.
Então por enquanto aqueles três estariam bem.
Por enquanto.
Sorriu.
De uma forma longe de ser dócil.
Sorriu como um leão feroz, era assim que seu pai o chamaria se o visse assim, era por isso que havia ganhado aquele pingente.
E porque mesmo não sendo sangue direto de Yasuhiko Yumi, fora criado como filho e herdeiro dele e de sua honorável e voraz segunda esposa.
O que significava que, não importava onde ele fosse e onde fosse seu lar, ele ainda era um Yumi, agora um Haruno.
Um tipo “difícil de lidar”.
Ele era como um leão, acostumado a tomar tudo, a reinar sobre tudo, e a dominar tudo e qualquer um que viesse atentar contra o que era seu, parecia que era mimado, mas isso ele aprendera bem com seu pai que nunca permitia que lhe fosse tirado nada, nada material, nem seus filhos, nem sua mulher.
Ele não era mimado, ele só cuidava do que é dele, e exigia o que merecia.
Só reinava.
Não era sua intenção, mas tinha gente que parecia pedir pra ser posto no próprio lugar.
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