Notas iniciais
Yoooooooo de novoooo :3

Sakura-sama? Sakura-sama?

–estou aqui – Disse ela, sem tirar os olhos da paisagem, já entardecia, o céu tomava a matiz alaranjada que tanto gostava, uma pena não poder subir para o terraço e apreciar.

Mas percebeu, ou talvez fosse só impressão, que, o laranja no céu, parecia muito... Selvagem.

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Um beco entre o prédio da academia e outro, ele não estava surpreso, mas esperava que depois do pequeno alvoroço no corredor haveria alguma plateia, mas não, só ele e aqueles três.

Muito mais fácil assim.

–oh ele veio, quem diria, esta mesmo afim de recuperar aquela bijuteria huh?

Yukine se limitou a parar diante deles e os fitar com desinteresse.

–devolve – disse apenas.

O Hyuuga repuxou a boca irritado e agarrou seu sobretudo encarando-o.

–seu arrogante, você sabe quem eu sou?

–e você sabe quem eu sou?

–heh, claro que sim, ouvi de você no clã, é um adotado, te tiraram de um orfanato no fim do mundo, o que diabo quer aqui? Porque não volta pra lá?

–você não acha que vai se dar bem aqui acha? – disse o outro.

–huh? Então esse é o seu problema? Eu seu adotado? Ou quem sabe... eu seu mais amado que você?

–tsc...—Hyuuga o empurrou para o chão e avançou para cima, Yukine jogou o corpo para trás rolando e ficando sobre os pés segurou seu chute e o empurrou para trás desequilibrando-o e jogando para cima dos outros.

–esse cara...-

A coisa ficou séria, ele concluiu, quando viu o Hyuuga tomar posição de luta típica de seu clã, e os outros dois se afastarem receosos.

–Natsu...

–melhor não, vamos nos encrencar.

–não enche!não mandei ninguém ficar, você seu postiço, vou te mostrar porque não deve se meter com os Hyuugas.

–huh? Foi você que me encheu primeiro, baka- resmungou entediado.

–seu..- Num giro rápido ele acertou seu peito com a palma e Yukine recuou com a falta de ar repentino, mas mais irritado com aquele sorriso arrogante.

–devolve o meu pingente – ordenou de novo.

–e se eu disser que eu vendi?

–você vai ter um trabalhão Natsu – ouviram e olharam para trás para entrada do beco, vendo Itachi e Minato a observa-los com braços cruzados, o loiro concluiu – porque vai ter que dar um jeito de devolver.

–Minato... o que foi novato precisa de ajuda do filho do Hokage e dos Uchiha pra se virar?

–huh? Eu não chamei eles aqui.

–ah claro.

–isso não importa agora, devolva o pingente dele e vamos embora antes que algum sensei nos pegue – disse Itachi.

–tsc, Uchihas sempre mandando onde quer que chegam, eu não vou nem responder, minha mãe me disse pra não me misturar com o tipo da sua familia, que tem um queda e tanto por ser “traíras”

–seu! – irritou-se Minato.- retire o que disse!

–Me obrigue! Você se acha porque é filho do Hokage e da herdeira do nosso clã, mas na verdade não passa de uma mistura tão mau feita que não serve pra nenhumas das linhagens, foi o que meu pai disse.

–seu...

–você ouve muito o que seus pais dizem – cortou Yukine — eles também te ensinaram a ser um ladrão?

Natsu rosnou mas não tanto quanto ele, e avançaram um no outro entrando em combate físico.

Minato fez menção de ir mas Itachi o conteve, não viu porque ajudar se os outros dois não pretendiam se intrometer também, além do mais. Yukine estava indo bem contra um membro da segunda ramificação dos Hyuuga.

Quando estiveram brincando na casa dos Hokage ele notara que o outro tinha bom fôlego, e muita elasticidade desviando de kunais de madeira era rápido, mas como ficou assustado quando usaram ninjutsu talvez esse fosse seu ponto mais frágil. Ali, contra Natsu, ele recebia golpes mas nada que o fizesse recuar ou cansar, e muito menos deixar de acerta-lo, tinha uma série rápida e saltava bastante, chutes rápidos e flexíveis.

Uma ferocidade intensa.

O próximo golpe pelo menos a seu ver iria por os dois a nocaute, direcionado os punhos na direção um do outro. Yukine soltou algo parecido com um rugido, seu punho porém, não acertou o oponente, nem ele também o tocou, duas mãos grandes e fortes continham os pulsos de cada um. Olharam para sombra que os cobria e fitaram o sensei.

–A-Ayato-nii? – disse o outro colega se afastando.

–yooo, garotos, podem me dizer o que está havendo? Isso não me pareceu um treino.- ele disse bem humorado e soltando os garotos. Encarou Yukine vendo a ferocidade e fúria fazerem seus olhos tomarem até mesmo luz própria.

–não ouse me olhar assim seu...- reclamou Natsu ativando o olhar que herdou.

–olho do jeito que quiser acha que me dá medo? Huh? Se toca.

Natsu o empurrou e ele de volta já iam avançar mas Ayato os separou de novo.

–muito bem chega, já vi que não é nada amigável huh?

–ele começou!

–eu? Quem é o ladrão aqui?!

–vá se danar!

–vá na frente otário!

–chega! Os seis! Me sigam, pra diretoria agora.

–huh? Mas é o Natsu que estava brigando.

–huh? – indignou-se Natsu.

–heh, grandes amigos, antes só que mau acompanhado já diz a minha mãe.

–e você sabe quem é sua mãe?! – Yukine rosnou e avançou nele mas Ayato interveio de novo.

–vocês dois se respeitem! Vamos agora! – os empurrou puxando pelas roupas e arrastando, os outros quatro os seguiram.

–estamos encrencados – disse Minato.

–basta explicarmos e tudo vai se resolver...-

–vamos chamar seus pais – disse o diretor mau havia ouvido o sensei.

–ferrou!

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–Sasuke-sama?

–hn?

–chegou uma mensagem, da academia, seu filho Itachi foi pego brigando depois da aula.- Itachi baixou o relatório e encarou a secretária, ela devia esta desesperada por atenção pra usar algo tão ridículo, mas viu que ela o fitava sério e pela porta entreaberta reconheceu um dos senseis da academia.

Se levantou e pegou o colete.

–avise a minha esposa.

–ela já sabe e esta a caminho.

–hn.

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–eu não posso entender, Natsu sempre foi comportado, porque nos chamar assim? Não podiam resolver? Somos ocupados.

“até para o filho?”. Ino mordeu língua como de costume para não dizer o que pensava, além do mais podia dizer só de olhar que o garoto era bom de encrenca, ele tinha aquela postura arrogante igual a que o falecido Neji tinha quando eram gennins.

–seu filho foi pego brigando com o Yukine Haruno num beco, o professor Ayato presenciou e os trouxe para reportar – disse o diretor.

–quem? – disse a mulher e ele suspirou indicando o menino, Ino reparou nele, com os bolsos afundados nos bolsos do sobretudo vermelho, a cara abaixada e emburrada.- Haruno? Ah, então era de você que estavam falando?

Yukine ergueu a vista encarando a carranca de desprezo nos olhos da Hyuuga, abriu a boca e suas presas um tanto afiadas puderam ser vistas.

–e se for?

A mulher se espantou um pouco com ele mas logo riu desdenhosa, nesse meio tempo Sasuke enfim chegou observando a risada dela, a carranca do maridos dos outros pais dos garotos, nem Naruto nem Hinata haviam chegado, ou Sakura.

–hah, agora tenho certeza meu menino não é problema aqui afinal!

Yukine virou a cara soltando um “tsc” de desprezo.

–o que está havendo? – Sasuke perguntou e ela murmurou.

–Yukine brigou com o Hyuuga.

–e Itachi?

–ele e Minato garantem que tentaram apartar mas os dois começaram e não se meteram, como o professor chegou...

–tsc.

–ah senhor Uchiha – cumprimentou o direto Fujisaki.

–pelo o que entendi só esses dois estavam brigando, sendo assim vou levar o meu garoto.

–ainda estamos apurando o que aconteceu, Uchiha, e nem todos os pais chegaram ainda- disse o marido da Hyuuga.

–se é que vai chegar, diga pequeno, sua mãe ao menos sabe que está aqui? – disse a mulher com a mão na cintura e encarando o garoto, ele não recuou e a encarou com aquele perturbador olhar laranja e felino.

– e se não? Com medo?

–huh? Porque eu teria?

–porque se encarar meu menino desse jeito de novo, a conversa não vai ficar bonita – disse Sakura batendo a porta, a Hyuuga.

Ela parecia uma beldade, não como na noite passada, mas como algo puro e intocado, sue pele leitosa casando a perfeição com o vestido em tom de creme de camadas de tecido leve justapostas e emaranhadas, alças finas e uma gargantilha delicada, ela longo mas não topava no chão, nem justo por isso se moveu com rapidez cruzando a sala, seu cabelo estava preso num coque descontraído e usava brincos grandes e pesados. Tudo nela estava delicado, menos o rosto onde se encontrava uma expressão longe de ser dócil.

–porra Sakura, quase quebra meu nariz – disse Sai adentrando a sala estava a rigor para uma missão mas levava uma câmera polaroide nas mãos. Ele a ergueu e tirou uma foto.-começando o registro!

–cale a boca idiota, nem devia estar aqui – ela rebateu irritada e se voltando para o diretor.- então? Sou toda ouvidos.-cruzou os braços

–oh, senhora Haruno, agora só faltam os pais de Minato.

–ah que isso, não precisa, o tio e a tia estão aqui, eles podem passar o relatório pra minha mãe depois – disse Minato se bandeando pra o lado de Ino.

–não precisa, querido – disse Hinata da porta, e o menino se encolheu, a herdeira Hyuuga enrolou a echarpe que usava no braço e com expressão séria seguiu até a mesa do diretor.- podemos começar?

–claro.

–Hinata-sama, que bom que veio, acho que em nome do clã esse assunto não tem a mínima importância, e já ficou claro quem começou a briga.- começou a mãe de Natsu.

–você viu? – cortou Sakura.

–como?

–você viu o que aconteceu? Contaram isso a você? pra mim não, de modo que, isso não esta terminado, não há vitimas ou culpados, e, o que diabo o clã Hyuuga tem haver com isso?

–ora...

–nada – disse Hinata com um suspiro e o casal Hyuuga fitou escandalizado – estamos todos aqui como pais, não é uma reunião de clãs, somos todos pais aqui.

–foi o que eu pensei – disse Sakura ríspida- agora quem viu? Alias, alguém viu?

Ayato que estava sentado sobre uma mesa no canto ergueu a mão sorrindo gentilmente se levantou e se aproximou delas.

–Sou Ayato Aburai, sou instrutor do Yukine e do Ishida, prazer.

–prazer Ayato-san – cumprimentou Hinata ele fitou Sakura que o avaliou arqueando a sobrancelha rosada. Por um momento Sasuke se perguntou se ela via algo de interessante nele, era bem apessoado, cabelo castanho ruivo, olhos azuis e sorriso fácil que agradava as mulheres, ar juvenil e descontraído, nem parecia ter a idade deles, talvez houvesse alguma diferença.

Ela logo virou a cara e acenou um cumprimento baixo, ela estava arisca e irritada.

–o que você viu? –pediu Hinata mais docilmente.

–ah bem – ele coçou o cabelo ondulado que parecia não ver pente – Natsu e Yukine estava prontos para iniciar uma guerra ninja, Ishida e Nishiki incentivavam, e esses dois observaram como se fosse um exame chunnin, fim.- sorriu galante.

Sakura baixou o olhar para Yukine.

–você confirma isso?

–vai por em duvida a palavra de um professor? – cortou a Hyuuga.

–você nem quis ouvi-lo para culpar meu filho, o que acha que pode falar de mim?

–ora...o que eu posso falar é que esta criança desequilibrada não esta minimamente pronta para conviver com outras crianças.

–ah este é o seu veredicto?

–é!

–e com base em que você afirma isso? Esses dois meninos mau se viram, Yukine começou ontem e não são da mesma turma, você não conhece minha criança, e estar chamando-a de desequilibrada por causa de uma briguinha?

–não foi uma briguinha – cortou Yukine irritado.

–você, calado garoto, sua vez ainda está guardada.

–porque eu tenho que ser castigado?!

–oh vejam só, ele a responde entre adultos! Isso pode validar meu veredicto? – grasnou a mulher risonhamente. Sakura ergueu a mão e apontou o dedo para o garoto.

–você baixe essa juba comigo garoto, que diabos! Mau começou o segundo dia e já esta assim? O que eu disse sobre brigar?

–ele começou!

–e ninguém mandou você terminar!

–ugh...

–rosne pra mim de novo e arranco essas presas – ela ameaçou pondo a mão na cintura e ele se encolheu com as bochechas infladas de ira.- garoto...

– você não tem o mínimo controle sobre ele, mas o que mais poderia se esperar? Acaba de adota-lo não é?- o olhar da Haruno virou para ela, o mesmo olhar que ela deu a Touka quando a desafiou, pior, o mesmo olhar que ela deu a tola Ariane quando a desafiou. Fora esse silencio só haviam os clicks irritantes que Sai fazia com a câmera ao redor deles.

–hoho, escondam-se vai feder – disse ele baixinho focando a lente no rosto da Haruno. –gracinha...

–ah, então é esse o problema? Ele ser adotado? – ela disse se aproximando da mulher que com muito custo se manteve no lugar, tentando manter o olhar no dela.

–não percebeu ainda? – resmungou o garoto.

–me diga, em que o fato de ele não ter nascido de mim faz dele pior do que o que você pariu?

–e-eu não disse isso...

–vai arregar? Tsc – irritou-se Yukine, e Sasuke se pegou tentando reconhecer de onde viera aquela impertinência toda. Era o mesmo garoto.

–o que eu quis dizer foi que ele não está adaptado para estar entre as crianças daqui, ele não respeita nem você!

–como eu cuido do fedelho eu que decido, querida, eu não pari ele mas cuido desde que tinha quatro anos, eu e o pai dele cuidamos muito bem e garanto que apesar de parecer selvagem ele é totalmente civilizado, claro que esta passado por uma fase delicada em se adaptar aqui, mas o que eu percebi foi, que isso tudo não tem nada haver com a adaptação dele.

–o-oque?

–tem haver com fato da sua adorada criança estar com o pingente que o pai do Yukine deu pra ele antes de morrer, alias – ela voltou olhar para o menino –poderia devolver? Não é um brinquedo.

–esta chamando meu filho de ladrão?! Hinata-sama! Vai permitir que falem isso do clã?!

–quem falou em clã aqui minha filha?! Eu estou mandando ele devolver o bendito pingente porque eu duvido que ele possa ir de igual pra igual comigo.

–é o que?! – mulher avançou para encara-la Sakura cruzou os braços e a fitou.

–eu gaguejei? – O marido puxou a mulher de perto dela.

–senhoras, senhoras, por favor – pediu o diretor – essas são acusações graves senhora Haruno.

–e daí? Basta provar o contrario, esvazie os bolsos querido, não tenha medo de provar sua inocência, não terei de retirar a acusação.

Todos voltaram os olhares para Natsu vendo-o se encolher.

–Natsu, ande logo.-disse o pai.

–mas...

–ande logo Natsu.- menino suspirou e enfiou as mãos nos bolsos lentamente, e lentamente as puxou e numa delas cintilou uma corrente dourada.

–Natsu!

–pego com a mão na massa- disse Sai tirando fotos.

O diretor suspirou pegando o pingente da mão do garoto. Antes de entregar a Sakura parou no ar e a fitou.

–como a senhora percebeu?- ela sorriu de canto ainda zangada.

–ele pode não ter saído de mim mas sei de cada coisa que o deixa irritado, e o conheço, este leão não é enfeite, seu pai achava que tinha a alma de um, parece tranquilo sempre calmo, mas se provocado... eu notei que a corrente não estava em seu pescoço e se ele a tivesse perdido estaria chorando e não pronto pra arrancar uma jugular.

Ele assentiu entregando-lhe a corrente que ela deu ao garoto.

–cuidado – avisou ríspida, e ainda emburrado ele a pegou, parecendo mais leve após te-la de volta no pescoço.

–isso é ridículo! Quem garante que ele mesmo não pos para se livrar de culpa?!

–ah – resmungou Sakura levantando as mãos no ar – agora estou muito irritada – ela fez menção de ir nela mas Sai a puxou.

–calma bebe, assim não.

–você pode provar isso?! Eu provei que foi seu filho! Pode provar algo sobre o meu? E esses dois aí?! não viram nada?!- rugiu ela encarando os outros dois garotos que se encolheram atras das mães.

–f-o-foi o Natsu e o Ishida!

–eu eu tomei dele só pra provocar! Foi o Natsu que não quis devolver e o chamou para o beco!

–ah agora sim as coisas estão claras!

–como claras?! Eles estão confessando por medo!

–estou pouco me lixando se ainda fazem xixi na cama, não estou torturando ninguém aqui, eu nem deveria me preocupar com eles se os pais deles soubessem interpreta-los bem o bastante para saber o que se passa com eles!

–está dizendo que não sou boa mãe?!- a Hyuuga avançou furiosa mas o marido segurou sua cintura.

–a carapuça lhe serve?!- avançou a Haruno e Sai largou a câmera dando-a a Yukine.

– se eu morrer tire a melhor foto pra lapide que puder.

–huh?

–e pra você mesmo também! Calma Sakura.

–me solte idiota! Eu não vou ficar ouvindo desaforo de uma domestica que se acha uma grande mãe porque tem uma aliança no dedo!

–domestica?! Pelo menos meu filho tem um pai!

– e quem disse que os meus não tem?! Olha aqui minha filha sou esposa do terceiro Shinjukage! Criei um herdeiro feudal e herdeiro de um clã! E estou criando outro digno de ser também, não tenho que ficar ouvindo baboseira de uma coitada que precisa se agarrar as saias do clã até para saber criar o próprio filho!

–ui! – vermelha de raiva mulher chutou o ar tentando alcança-la, já Sakura sossegou no lugar e se limitou a fita-la com o nariz empinado.

–calma senhoras isso também não exemplo que se de as crianças certo? – pediu o Aburai,- ainda temos duas testemunhas a ouvir talvez possam acrescentar algo?- voltou-se para Minato e Itachi.

– a gente já estava indo embora...-começou o Uchiha.

–então vimos eles brigando, Itachi falou para o Natsu devolver o colar, mas eles fez que questão de dizer que Uchihas eram “traíras” demais, e que eu era uma mistura mau feita de Hyuugas e Uzumakis.

–é o que? –disse Sasuke se desencostando da parede Natsu se encolheu mais no lugar diante de seu tom.

–uma mistura mau feita? – disse Hinata o mais séria o possível.

–é mãe, tipo, que eu não sou bom o bastante pra nenhuma linhagem sabe? Ele disse que foram os pais dele que falaram isso – o garoto comentou fingindo descaso enquanto soprava as unhas.

Hinata nada disse, nem mesmo fitou o casal.

–isso não era necessário, Minato – disse Itachi – até porque não dei a mínima pra opinião do Natsu.

–bom nem eu, afinal ele pisa todo mundo tirando quem está no ultimo grau como nós, mas o sensei disse que éramos testemunhas então achei que deveria dizer tudo o que vi.

–já disse o bastante, garoto, o que mais aconteceu? –cortou sua mãe e ele se encolheu um pouco.

–etho... Yukine provocou de volta e os dois cairam na briga-

Sakura voltou o olhar para o garoto que virou a cara.

–mas claro não é?

–então o sensei chegou.-concluiu Itachi.

–claro que ele iria provocar de volta não é? – desdenhou a mulher. A Haruno a fitou.

–é ele ia, e quer saber? Ainda bem que o fez ou eu lhe daria uns cascudos, estou criando um homem, homem que rebate a altura, deixa no chão, e se tivessem brigado mais seria bom ele ter ganhado ou quando chegasse em casa teria um bela sessão de treinamento comigo, porque estou criando um ninja e não é do tipo que perde em briguinhas de beco.

–bela educação.

–a minha não o faz furtar nada dos outros para provocar brigas, olhe pro seu rabo antes de olha pro meu querida!

–sua! – ela avançou de novo e a Haruno se impôs apenas esperando que encostasse em si o que não ocorreu por causa do marido.

–já chega! – ordenou ele já cansando e frustrando, devia estar vindo de alguma missão por parecer tão cansando, o cabelo castanho longo estava tão desgrenhado quando o da esposa que ainda se debatia em seus braços sacudindo as anáguas do vestido longo largo e puritano.

–acho que já estamos bem esclarecidos não? – interveio Ino – o diretor tem todo o direito de aplicar alguma disciplina neles, mesmo quem estava assistindo deveria era ter comunicado a um sensei.

–nisso eu concordo – disse o pai de Ishida – quanto a disciplina em casa, isso é conosco não?

– se os senhores e senhoras concordam, eles vão ficar o resto da semana sem aula pratica, e fazendo redações e meditações.

–huh?! Meditação não! – implorou Minato.

–pra mim está ótimo – cortou Hinata.

–okaa-saaan...

–você fica calado, Minato.

–pra mim também alguém vai meditar o resto da semana alias.- disse Sakura.

–huh?

–faz “huh” pra mim de novo e te ponho em coma moleque, diabos é tão pior que o seu irmão!

–não me compare com aquele baka okaa-san!-Sakura o agarrou pela orelha e seguiu para porta.

–o baka do seu irmão está treinado duro e você deveria fazer o mesmo pra controlar esse demônio que leva dentro de si! Estou indo Fujisaki-san, deixe que em casa eu dobre o esse moleque.

–sim, senhora, ah aviso também que só vão sair acompanhado de um responsável tudo bem?- ela parou na porta agora pensativa mas não deixando de torturar a orelha do garoto.

–bem, vou estar trabalhando...

–eu busco ele, sou o tio – disse Sai após tirar umas cinco fotos da cara de dor de Yukine –rapaz acho que vai cair hein?

–não enche seu idiota!

–olha a boca, só quem o chama de idiota sou eu! – brigou ela puxando mais a sua orelha e o fazendo andar nas pontas dos pés.-vamos logo idiota.

–hey, não precisa chamar – reclamou Sai.

–itaaaaaiiii!

–calados os dois!

–vamos Minato – disse Hinata já saindo e o garoto passou como um raio pela porta já temendo levar um puxão também. Logo saíram todos avistaram Sakura continuando com a bronca no meio do corredor vazio.

–quantas vezes tenho que dizer? Controle-se você sempre reclamava do seu onii-san acha que ele ficaria orgulhoso? Sei que é difícil Yukine, não digo pra você avançar neles, mas tem outras formas de derrubar uma pessoa entendeu? E também nem por isso deve levar a sério qualquer provocação, eu não quero isso se repetindo tão, mas tão cedo certo?

–hai...

–certo?

–hai.-ele respondeu mais alto.

–ótimo, vá tomar água, se está com sede- ele assentiu e seguiu para outro corredor, Sakura mau o viu desaparecer e começou a andar pra lá e pra nervosa.-Kami...

–fique calma – pediu Sai enquanto analisava as fotos que havia tirado.

–calma? Como diabo quer que fique calma? Você viu aquilo? Viu aquilo? Ele estava possesso Sai! Ele olhava aquele garoto como se fosse comer os orgãos dele!

–bom, ele pode querer isso eventualmente, você quase comeu a mãe dele...

–poupe-me! Numa coisa ela estava certa o estou criando sozinha, estava atolada de trabalho sabia?! Trabalho demais pra ter que aturar aquela palhaçada dela!

–perdoe a Hanatsu, ela é muito explosiva – disse Hinata e só então os dois os notaram, Sakura meneou a cabeça.

–não, tudo bem não é isso que me preocupa, é Yukine e este sangue de Yumi que ele carrega! Kami o garoto parecia o próprio diabo!

–eu nunca o vi desta forma, ele estava irado.-

–ah isso estava, ele é pior que Yato, muito pior.

–ele puxou a você! –riu Sai.

–tá! Eu sei que é culpa minha juntar meu temperamento com o sangue do Yasuhiko foi tipo...tipo...

–armar uma bomba relógio?!

–é! Mas...mas Yato não é assim! – Ela disse agoniada – você viu aquilo? Ele estava pronto pra dar uma surra naquela maluca!

–eu daria, Yato tem espírito gentil, puxou da mãe biológica, e ele aprendeu a soltar suas frustrações de uma vez por isso nunca acumula nada, ao contrario do monstrinho ali que vai guardando, guardando, guardando...e quando você vê ele tem te cortado a jugular!

–não o chame assim caramba!

–pareceu exatamente isso – comentou Sasuke.

–Yukine é um digno filho do clã Yumi, tem sangue forte e quente, personalidade aberta as vezes e as vezes muito difícil de lidar – comentou ela – Yasuhiko sabia disso, que ele tinha esse sangue forte e que seria difícil de lidar.

–e o que ele fez? – disse Hinata, Sakura revirou os olhos.

–o desgraçado o incentivou! Aquele quatro olhos... Ele gostava disso porque Yato não era assim, ele gostava de gente com personalidade, adorava ver Yukine perdendo a paciência e...

–você também.

–hunpf.

– mas você vai castiga-lo não é? Você sabe que está na folha agora, esse tipo de comportamento trás consequências e ele tem que aprender isso. –cortou Sasuke.

Ela o fitou arqueando a sobrancelha.

–o que você tem haver com se eu vou ou não castiga-lo hein?

–o que eu tenho haver? Por culpa dele meu filho foi parar na diretoria, coisas que nunca aconteceu.

–está querendo dizer que o meu menino é má influencia?

–e se for?

–Sasuke!- chamou Ino nervosa. mas ele continuou encarando a Haruno mais de perto se aproveitando para ver seus olhos verdes por mais tempo, então Yasuhiko Yumi gostava de provoca-la? Seria porque ela ficava mais encantadora com a tez corada e os olhos brilhantes.

–o garoto é tão impertinente quanto você se tornou.- alfinetou.

Ela recuou rindo irritada com as mãos no ar como que em forma de defesa.

–ah não...

–Sakura – chamou Sai agora sério ele se aproximou e ela começou a tirar os brincos.

–ah você me acha impertinente? eu vou te mostrar impertinência, segura meus brincos! –empurrou as peças para Sai e foi avançar no Uchiha. — eu vou te mostrar impertinência seu..

–hey hey hey!- Sai a segurou pela cintura e ergueu um pouco do chão afastando-a de Sasuke que por um momento quis xinga-lo para ele solta-lo, mas lembrou que aquele era o pior lugar pra mexer com a explosiva ex mulher, se continuasse Itachi e Touka ficariam um bom tempo sem aulas por conta de reformas, isso se sobrasse algo para reformar.

–pare de provoca-la, Uchiha.

–e você com isso?

–por mais que eu fosse adorar ver ela quebrar suas bolas e ainda poder registrar isso, ela esta muito estressada com o trabalho no hospital tá certo? Deixe-a em paz caramba.

–me solta! –reclamou ela – eu vou quebrar a fuça desse babaca! Olha aqui eu não mando no que você fala ou age com seus filhos e não dou a mínima, e não admito que venha opinar em como educo os meus — Ela se soltou e viram Yukine chegar observando-os com atenção. Sakura bufou e o puxou pela cabeça dando as costas e indo embora fitou Sasuke de soslaio e pela primeira vez em anos foi que ele pode ver, seu olhar de desprezo e revolta.

você não é o pai deles.- disse por fim – e eles não precisam de um além do que já tiveram, vamos pra casa Yukine.

–ainda estou de castigo?

–se está de castigo? Garoto eu vou te fazer meditar tanto mas tanto que quando terminar vai ter se tornado uma criança santa! Um monge! sua pestinha!

Sai suspirou e deu as costas seguindo.

Sasuke observou as costas dela enquanto seguia para porta, eretas e delicadas em seu tom de porcelana.

Sentiu um olhar pesar sobre si e não era o de Sai, ao fitar Yukine, descobriu que ganhou uma inimizade.

Aqueles olhos laranjas o fitavam com ferocidade contida, nada mansos.

Uma ameaça velada.

Ele era mesmo tão impertinente quanto a mãe, muito mais rancoroso, e com ótima memória.

Notas finais
Ah Sasuke, voce arranjou um INIMIGO e tanto, não faz ideia.