Talvez - EM HIATUS
17 Capitulo. 17
Notas iniciais

–Não seja teimoso Yato-kun, é bobagem lutar contra o fato de que, você e eu estamos mais do que predestinados, até papai já decidiu – argumentou ela.
–mas eu não!
–seu tio disse que iria...
–pensar! Mas ele não pensa por mim! Foda-se essa merda! Eu me recuso e pronto!
–oh por favor Yaboku, vamos voltar para reunião, nem sei o que você veio fazer aqui.
–Yato-sama, por favor volte conosco, ou temos permissão para usar a força- disse uma kunoichi abaixada e com o rosto escondido pelo capuz da capa vermelha.
–mas nem...
–ordens?- Disse Sakura agora em frente a moça – de quem? Acho que nem entendi.
–está surda? Senhora, são ordens do meu pai, agora de licença ou permitirei o uso de força. – disse princesa petulante.
–e você é?- Disse Sakura, a garota jogou o cabelo castanho e sedoso pra trás num gesto arrogante.
–ora quem eu sou, sou Ariane-hime, herdeira do chá, e, noiva dele- indicou Yato.
–oh serio? Estou chocada! Quer dizer, como que de uma hora pra outra, eu ganhei uma nora?!- riu a Haruno. Ariane estacou por um momento.
–nora....
–é, é você? Prazer, sou, ou você acha que sou, sua sogra, Sakura.
A moça deu uma respirada e então voltou a sorri depois do choque inicial.
–ah, é você, eu esperava mais, de qualquer forma, não parece grande coisa, para uma puta particular do antigo Shinjukage..
O tempo pareceu parar e o oxigênio sumir quando Sakura cravou os olhos enormes de tão incrédulos na garota, Yato rosnou e fez menção de ataca-la mas Sai entrou na frente.
–nem pensar, garoto.
–o que?!
–agora já era, o assunto já não é mais seu, é com sua mãe.
–ah poupe-me! Essa plebeia não tem que dizer na-...
Um tapa de Sakura e ela estava no chão, a fitando com os olhos caramelos arregalados.
–cala a boca- Ordenou a Haruno.
–ora sua...- Outro tapa e ela permaneceu no chão.
–cala a boca, você fala quando eu mandar, agora levanta esse traseiro daí vá para sala, vou falar com você lá.
Seja pelo choque, por medo mesmo, a moça se levantou atordoada e foi guiada pelo kunoichi para dentro da casa.
–Yukine – chamou Sakura.
–ha-hai...
–não saia daqui, com as outras crianças, se algum ninja tentar algo me chame, se não, quero que permaneçam aqui, mamãe volta já, Yato, venha.
Ela seguiu para dentro, enquanto caminhava inclinou o pescoço para o lado e um estralo alto se ouviu. Sai seguiu logo atrás com Naruto e Hinata no encalço, todos os adulto acabaram indo.
Ao chegarem a sala, Ariane já esperava e do jeito que estava rubra de raiva, mais besteira e veneno sairia de sua boca. Ele se recostaram pelas paredes perto do corredor enquanto a Haruno parou no centro da sala de frente com a garota e Sai ficou mais atrás como se a resguarda-se igualmente kunoichi com a Hime.
A moça não perdeu tempo.
–olha aqui sua velha se você pensa que pode me...
Outro tapa.
–repete — Ordenou Sakura, Ariane se voltou para imóvel kunoichi indignada.
–você não vai fazer nada?!- E Sakura a estapeou de novo.
–ela está exatamente onde tem de estar se quiser manter sua vida e você se não quiser sair daqui sem um único fio de cabelo na cabeça, vai olhar pra mim e dizer exatamente a mesma merda que me falou a pouco.
–eu disse pra calar a...-O outro tapa e a face da moça já estava mais do que vermelha e ela não pode evitar gemer com tantas agressões seguidas naquele mesmo ponto .
–com as mesmas palavras.- Silencio e Sakura caminhou ao redor dela as mãos na cintura enquanto analisava cada pedaço do corpo dela. – que roupas são essas? Não era uma reunião de negócios? Mais parece que ia dançar num poste, que tipo de princesa feudal se veste assim?huh?
–o que você sabe sobre ser uma senhora feudal?!
–o que eu sei? O que eu sei é que você invadiu minha casa e incomodou meus convidados, perseguiu meu filho com se fosse um fugitivo e que eu mandei você repetir exatamente a mesmas coisa que disse antes, e é bom repetir logo ou vou te bater tanto que esse lado do rosto vai cair!!
–não tem esse direito...- Outro tapa e ela foi ao chão.
–não tenho esse direito?! Você por acaso é surda?! Você ouviu metade do que eu disse?! É retardada? Você sabe quem eu sou!? Nesta aldeia?! Você acha que eu sou o que? Uma kunoichi simplória com esta atrás de você! uma ninja medica qualquer como as que estão no hospital?! não! você não sabe! Porque se você sonha-se com isso estaria lambendo o chão em que eu piso e baixando esse nariz arrebitado pra mim garota!
–e quem é você?!
–EU SOU SAKURA OUHI!!-A voz dela ecoou pela casa inteira tão forte que parecia tentar machucar os ouvidos de todos – SOU A SENHORA YUMI! SUA A SEGUNDA ESPOSA DO HONORAVEL TERCEIRO SHINJUKAGE E MÃE DESSE MENINO A QUEM VOCÊ SEATREVE A CHAMAR DE NOIVO SEM A MINHA PERMISSÃO!!
–v-você...não pode falar nada.- Sakura gargalhou mais do medonha e assombrosamente, se recompôs de um segundo pra o outro e agarrou o queixo dela e a encarou séria.
–repete.
–vo-você...não pode falar nada...
–oh ela aprendeu rapido não é pessoal? – a soltou e deu outro tapa pondo-a ao chão.
–Sakura! – Naruto tentou intervir, o tempo todo ele ficara tão chocado que só conseguira trocar olhares aturdidos com Sasuke, nenhum dos dois conseguia se mexer. Yato ergueu o braço a frente dele, permanecendo com a cabeça abaixada.
–não.
–o que?
–isso não tem nada haver com vocês, da folha, gomen, mas, é assunto a ser resolvido pela senhora Yumi.
–AGORA LEVANTE ESSE RABO SECO DAÍ, ERGA ESSE QUEIXO DE FORMA DIGNA E REPITA A MESMA MERDA QUE ME FALOU QUANDO CHEGOU!!
Sasuke observou a jovem se levantar, as pernas magras e bonitas ainda tremulas, ela era um tipo alto e esbelto, mas alta que Sakura, o tipo que as mocinhas invejam nas revistas de moda, ela ergueu o queixo não muito alto, e encarou o olhar verde e feroz da mulher. Ele nunca havia visto ela assim, tão assassina se não naquela noite, mas nunca absolutamente nunca, tão controlada mesmo gritando. E sabia que Ino devia ter percebido o mesmo. E que Saia apenas observava a cena atentamente e de braços cruzados, algo em seu olhar dizia que essa cena não era algo anormal, não para ele.
–estou esperando – disse ela.
Ariane respirou fundo o canto da boca sangrando seus lábios carnudos tremeram quando começou.
–aha...é....voce, esperava mais...- engoliu em seco –de qualquer forma...não parece grande coisa... para ... para uma puta particular do antigo Shinjukage- Sakura assentiu após cada palavra com se contasse cada palavra do roteiro, então deu outro tapa que ecoou pela sala e a moça gritou de dor.
–eu falei! caramba!!
– agora eu vou falar, coisinha, eu não sei o que na sua cabeça ou na o seu pai ou mesmo na do Yuzuru, pra acharem que haveria a minima chance de um casamento entre vocês dois, meu filho não é obrigado a casar com ninguém! Ele é uma criança! Voce é uma criança! E do pior tipo! Se acham que vão amarrar a você ao meu menino pois fiquem sabendo que não! Nem pelo desejo de um lã nem por mercadorias baratas!EU NÃO ACEITO!- Berrou- OLHA PRA MINHA CARA GAROTA! VE SE EU DEDIQUEI MAIS DE UMA DECADA DA MINHA VIDA PRA CRIAR ESSA CRIANÇA, DEI TODO O MEU AMOR E DEPOSITEI MINHA ALEGRIA PARA VE-LO CASAR COM DEZESSEIS ANOS E FICAR AMARRADO A UMA FEDELHA INSOLENTE COMO SE FOSSE UM CACHORRO- Sakura tomou fôlego e continuou no mesmo tom – ESSA CRIANÇA É MINHA!
–VOCÊ NÃO PARIU ELE!
–EU NÃO LHE DEI A VIDA MAS DARIA A MINHA POR DELE!!!- Ariane se calou ofegante e Sakura levou a mão a seu ventre liso e exposto cutucando-a com a unha fazendo questão de arranha-la. – EU NÃO VOU PERMITIR DE NENHUMA MANEIRA QUE SEJA VOCÊ A PARIR UM FILHO DELE! VOCÊ NÃO TEM CALIBRE PRA PARIR UM YUMI NEM MORAL PRA EDUCA-LO! EU ME RECUSO A TER UM NETO SEQUER BASTARDO VINDO DE VOCÊ!
–NÃO É SUA ESCOLHA É DE YATO!
Tapa, e ela foi ao chão de novo, Sakura a encarou ofegante já corada de fúria.
–se você acha-se isso, não estaria fazendo esse teatro todo estaria? ESTARIA?!VOCE NÃO ACHA ISSO! VOCÊ ACHA QUE PODE MANDAR NELE! MAS TENHO UMA NOTICIA PRA VOCÊ QUERIDA! EU MANDO NELÇE! EU!- Bateu no peito –EEEUU!!! MANDO NESSE MENINO! EU SOU A ÚNICA MULHER NA FACE DA TERRA QUE VAI MANDAR NELE! ELE PODE DESOBEDECER PAI, TIOS, AVO, KAGES E A PROPRIA LEI MAS EU! SABE POQUE? SABE PORQUE? PORQUE EU SOU A MÃE DELE! EU E A OUTRA QUE JÁ SE FOI, E COMO ELA NÃO ESTA AQUI QUEM MANDA NO MOLEQUE SOU EU! QUE MANDA NA PORRA TODA AQUI SOU EU! EU SOU A LEGITIMA SENHORA YUMI! EU SOU A PRIMEIRA DAMA DO DIAMANTE, SOU ATÉ MESMO A PUTINHA DO SHINJUKAGE SE VOCÊ QUISER, MAS É BEM PIOR PRA VOCÊ SABE PORQUE? POR QUE PUTA COMO EU VOCÊ NUNCA VAI ENCONTRAR! VOCÊ NUNCA VAI CHEGAR AOS PÉS MINHA FILHA! MUITO MENOS NOIVA, ESPOSA E MULHER LEGITIMA DO MEU FILHO! SE SOU PUTA PODE DESISTIR PORQUE DE COISINHAS INSIGNIFICANTES COMO VOCÊ O BORDEL DA ESQUINA TÁ CHEIO! MEU FILHO VAI SER UM HOMEM QUE SABERÁ ESCOLHER O QUE É MELHOR PRA ELE! ELE VAI TER HONRA! E VAI ESCOLHER UMA MULHER HONRADA PARA LEVAR NO VENTRE O SANGUE DO AMADO CLÃ DELE! E SE ELE QUISER UMA PUTA VAI TER UMA PUTA DE QUALIDADE! QUALIDADE QUE VOCÊ ESTÁ LONGE DE ALCANÇAR! ESTAMOS ENTENDIDAS?-
Como não houve resposta ela bateu de novo.
–QUANDO EU PERGUNTO EU QUERO UMA RESPOSTA –Rugiu.
–SIM!
–ótimo, — Sakura agarrou o queixo dela e o virou na direção da kunoichi – tá vendo isso? Leve isso ao seu senhor, nem pense em cura-la antes de ele ver isso ou eu arranco sua cabeça, leve-a até ele e diga que fui eu quem fez e se ele não gostou! Que venha aqui apanhar no lugar da filha dele, entendido?
–sim.
–ótimo, e diga também, que eu, a senhora Yumi recuso, irrevogavelmente, qualquer proposta de casamento vinda dele e da filhinha dele, Yumis e Nanases não vão se misturar, não enquanto eu estiver viva, e pode tentar quem quiser reverter isso, vou estar esperando, entendido?
–sim.
–ótimo, leve essa criatura daqui, antes que eu resolva joga-la pela sacada.
Ela soltou Ariane e a moça se levantou disparando para porta saiu e deu de cara com Yuzuru, ele a encarou vendo o hematoma roxo assim com Ren e os dois entraram com as faces furiosas;
–OQUE DIABO VOCÊ FEZ?!- Berrou o mais velho, e Sakura foi peita-lo.
–NÃO VENHA GRITAR NA MINHA CASA! EU QUEM FAÇO AS PERGUNTAS NESSA PORRA! ENTÃO O QUE DIABOS VOCÊ FEZ COM MEU MENINO?!
–ENSINANDO ELE A SER HOMEM PORRA!- Berrou Ren possesso sua altura se curvou para encara-lo com uma fera pronta pra pular no pescoço dela, os dois estava e mesmo baixinha ela ergueu o nariz e peitou de novo já rubra de fúria e até suada, encarou Ren.
–CALE ESSA BOCA! ESTOU FALANDO COM O IDIOTA MAIOR! VOCÊ FALA QUANDO EU MANDAR!
–EU VOU TE MOSTRAR O IDIOTA!!- Ele disse empurrando-a e ela retribuiu mas Yato entrou na frente peitando o tio com olhar feroz.
–SE TOCAR NUM FIO DELA EU TE MATO!!
–VOCÊ NÃO MATA NEM SUA FOME FEDELHO ! EU TE DOU UMA SURRA DE CINTO QUE VOCÊ...
–VOCÊ NÃO TOCA NO MEU FILHO!-gritou ela novamente entre os dois.
–ELE NÃO É SEU!
–NEM SEU!!
–O TOMO NA HORA QUE EU QUISER! SUA HISTERICA!
–EU TE MATO A HORA QUE EU QUISER! BABACA!
Yuzuru os empurrou afastando-os já que estavam tão próximos que poderiam ser morder e Sakura bateu em sua mãe.
–NÃO ME TOCA! –Isso atiçou ainda mais a fúria do Kage e foi ele a tentar avançar nela.
–OLHA COMO FALA COMIGO!
–FALO COMO EU QUISER!
O som de um sino fúnebre ecoou pela sala e todos se voltaram para o armário preto, onde se guardavam homenagens aos falecidos, onde agora a senhora Yumi fazia uma breve oração, ela os fitou serenamente e ascendeu o incenso.
–por favor não se incomodem, mas se vão se matar deixem Yasuhiko assistir – ela abriu mais os armário, e Sasuke percebe que ali deveria haver uma foto do falecido, assim como uma dos pais de Sakura.
Os três se entreolharam ofegantes. E Yuzuru se voltou para o garoto
– deu um show e tanto sabia?
–que eu saiba quem estava dando show era você – disse Sakura
–no inferno!- gritou Ren- esse moleque se levantou e começou a berrar no meio da reunião então fugiu feito uma criança! – Yato que havia se sentado e escondido o rosto entre as mãos após as palavras da avó, se levantou e foi até ele agarrando seu colarinho.,
–e você?! O que você fez?! Porra!- Ren puxou seu pulso torcendo-o e jogando-o no chão o rapaz gritou de dor e Sakura berrou mais do que histérica avançando nele mas Yuzuru a segurou pelos pulsos.
–DESGRAÇADO!
–CALADA!
–O QUE VOCÊ FEZ?! VOCÊ FICOU SENTADO TOMANDO SAQUE ENQUANTO AQUELA HISTERICA MONTAVA EM MIM FEITO UM CACHORRO DEMENTE! – Gritou o rapaz do chão, a vos embargada de dor física e emocional – FAZ IDEIA DO QUANTO FIQUEI CONSTRANGIDO?! ENQUANTO VOCE RIA E TOMAVA SAQUE?!
–EU VOU ARRANCAR A SUA CABEÇAAAA!!- Rugiu Sakura sua mãos se entortaram as unhas bem feitas parecia laminas querendo cortar tudo.
–FIQUE QUIETA!
–DESGRAÇADO!! É ISSO QUE VOCÊ CHAMA DE ENSINA-LO A SER UM HOMEM?!
–ELE TINHA QUE SABE LIDAR COM AQUILO SOZINHO, SE NÃO QUERIA GAROTA DEIXA-SE CLARO, GRITAR SAIR FUGIDO TAMBÉM NÃO É UMA ATITUDE ADULTA! E QUE DIABOS VOCÊ PENSA QUE ESTAVA FAZENDO QUANDO AGREDIU A GAROTA?!
–ESTAVA ENSINADO-A SER UMA MULHER!- Desdenhou ela.
–E QUE VOCÊ SABE SOBRE ISSO?- Disse Ren ela conseguiu soltar uma das mãos de Yuzuru e estapea-lo.
– SEI QUE VOCÊ NÃO É O PAI DELE! VOCÊ NÃO TREPOU COM A MÃE DELE E VOCÊ DEFINITVAMENTE NÃO TREPOU COMIGO!! ENTÃO BAIXE A CABEÇA PRA FALAR COM A SUA SENHORA OU EU MESMA TE EXPULSO DO CLÃ!!
–SAKURA!- a avó levantou a voz, Sakura se desvencilhou de Yuzuru e empurrou o cabelo para trás, que já se grudava a sua testa.
–Eu vou pra quarto, eu vou falar com vocês lá, Yaboku vai ficar aqui, depois eu falo com ele.
–nós é que temos de falar com ele Sakura.
–VOCÊ FALA QUANDO EU QUISER! O FILHO É MEU E PRONTO!AGORA MOVA ESSE TRASEIRO ATÉ LÁ OU TE PUXO PELOS CABELOS!! – Decretando isso ela deu as costas e seguiu para o quarto, Yuzuru rosnou seus olhos mais acesos do que nunca mas agora com estranhas riscas vermelhas escapando para redor dos olhos e ele a seguiu e Ren também rosnando baixo.
–ainda mato essa mulher...
–não mata nem sua fome – disse ela claramente, então entrou o mais velho também e Ren bateu a porta.
Yato se levantou segurando o pulso machucado e fez menção de ir até lá.
–você fica sentado, Yaboku.- disse a mulher.
–mas...
–sentado, esperando, quando tiver de ser chamado será, por sua mãe, e por seus tios, criança.
Relutante ele se sentou no sofá.
Sai então voltou para o publico ainda chocado.
–show acabou pessoal.
–VÁ PRO INFERNO EU FALO E AJO COM EU QUISER PORRA! Berrou Sakura do quarto.
–ME RESPEITE PORRA! SOU SEU IRMÃO– Rugiu Yuzuru de volta e a casa parecia tremer com os dois.
–ENTÃO ME RESPEITE TAMBÉM CARALHO!
Sai suspirou, e ante de fala algo som de vidro se chocando contra uma parede fez Naruto e Sasuke seguirem para porta, mas ele entrou na frente.
–melhor irmos todos pra fora essa reunião é particular, de família.
–eles vão é se matar! – disse Naruto indignado.
–quem é você pra nos impedir? – disse Sasuke.
– vocês não tem nada haver com isso.
–e você?
–mais do que você, colega.
–gente, ele tem razão, vamos deixa-lo se resolverem tá na cara que a Sakura sabe lidar com isso- Disse Temari.
–porque acha isso? – disseram os dois.
–vocês ouviram aquele vozeirão? Se temem uma morte podem ficar tranquilos porque dessa rixa de lobos é a Sakura que via sair inteira, podem crer.
–Ela tem razão, e isso é um assunto de família, da família dela, vocês não tem nada haver com isso, certo amigos?- ressaltou Sai encarando o Uchiha.
–tsc – Sasuke deus as costas e seguiu pelo corredor dando de cara com a garotada inteira espiando tudo, menos Yukine.
–vocês não ouviram? Isso não é pra crianças- Disse Temari em reprovação.
–foi impossível não ouvir – Disse Touka.
–e porque não obedeceu? – disse seu pai seguindo para a cobertura. Todos seguiram para lá, só podiam ouvir os berros da discussão que vinha do quarto.
Hinata resolveu fazer algo, começou tirando a louça a e indo arrumar a cozinha, as outras mulheres foram ajudar, Sai chegou e se sentou a mesa pondo uma mini caixa de cervejas sobre ela em frente Naruto.
–bom, já que não podemos assistir ao show...
–você está achando graça disso? – Disse Kiba aceitando uma latinha.
–graça, não, mas aprendi a ficar na minha quando acontece, vai por mim não quer ficar entre aquele três quando começam.
–isso é rotineiro?-
–claro que não, brigam como qualquer outra família, a diferença é que são assim, exagerados, quando era Yasuhiko ... cara aquela mansão tremia! E depois com a Sakura, a tradição continuou! – riu. Então voltou-se para trás e estendeu a mão.-Yukine, vem aqui. – Garoto se levantou abandonando um jogo de bolinhas de gude e foi até ele que envolveu a mão em seu cabelo rebelde.- tudo bem?
–hun...- ele assentiu cabisbaixo.
–tudo bem, não é sua culpa, não precisa ficar assim, que tal esperarmos sua mãe arrancar o couro do seu tio, e depois que eles forem lamber as feridas a gente dá uma saída lá fora e vai jogar na quadra?
–eu não sei...
–vamos lá, é cedo ainda, mau anoiteceu, olha é até uma boa hora pra contar historias de terror.
–historias? ainda está anoitecendo, que eu saiba se contam historias assim, mais tarde- disse Temari.
–“É um belo céu carmesim...
A voz de Yato chegou até eles, o rapaz estava sentado no telhado da casinha, o colete desabotoado e segurando o pulso enfaixado enquanto pressionava uma bolsa de gelo, ele olhou para o por do sol, seus olhos felinos refletindo a luz de forma sombria e um tanto melancólica, suspirou.
–O crepúsculo é a fronteira entre o dia e a noite.
Aqueles deste mundo temem a escuridão e se escondem dela...
Enquanto os do outro mundo se mesclam nela, e se tornam selvagens...
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–se é assim, tudo bem, eu errei, Yato errou, e você tem razão em nos culpar, mas Sakura, vai ter que conversar com ele, e você sabe de que conversa estamos falando, você sabe que já a adiou muito.
–eu sei, não precisa me lembrar, Yuzuru.
–faça isso logo, se vai doer de todo jeito, então por que adiar?
–eu sei.
–tudo bem, desculpe, estamos indo, mas nós voltamos, vamos leva-lo, os negócios não acabaram.
–boa noite Yuzuru. – ele suspirou e seguiu para porta.
–boa noite, vamos, Ren.
Ren a seguiu a parou na porta.
–sua aparência, cuide disso antes de sair...
–não é como seu eu tivesse de me envergonhar, Ren, boa noite.
Ele segurou uma objeção e saiu.
Sakura não perdeu tempo respirando fundo, olhou para janela e saiu.
–O por do sol ofusca tudo com uma matiz avermelhada...
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–Enquanto as sombras do anoitecer ficam cada vez maiores e profundas.
Agora é a hora quando aqueles na divisa, conseguem com maior facilidade, cruzar a fronteira.
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–Um povo uma vez disse que, está é a hora do dia em que os monstros saem de suas tocas.
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–está agora é...
A Hora do Diabo.”
–“A Hora do Diabo.”
Yato ergueu a cabeça e assim com todos fitaram a mulher na porta.
Ino deixou a xícara de chá cair e o som ecoou sem chamar a atenção de ninguém, todos focados nos olhos vermelhos dentro de globos oculares negros, de onde saiam riscar vermelhas que invadiam a pele ao redor dos olhos. Os cabelos roxos a tornaram quase irreconhecível tal como aqueles olhos.
Sakura ou o quer que ela tenha se tornado se voltou para encarar o rapaz.
–é a sua vez, Yaboku – declarou, e em seguida deu as costas voltando para dentro, Yato se recuperou do choque inicial e baixou a cabeça com uma expressão angustiada desceu e a seguiu.
–o que... diabos era aquilo?- murmurou Touka.
–heh – riu Sai e todos o encararam ele tomou um bom gole de cerveja e voltou a afagar a cabeleira de Yukine sorrindo com confiança e cinismo.
–a mulher do Diabo.
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Sakura adentrou o quarto de Yukine, fechou a porta e se virou, a matiz púrpura que tomara suas madeixas se desfez ela piscou um pouco incomodada com a visão mas pode ver muito bem o rapaz sentado na cama debaixo da beliche, seguiu até ele se abaixando a sua frente segurou seu rosto e fitou o olhos azuis que mais amava na vida.
–você faz ideia, do quanto eu te amo?
Yato deixou a boca se entreabrir surpreso, mas logo baixou o olhar percebendo qual assunto entraria em pauta, e que não havia como escapar dele.
O assunto da vinda dela pra casa, sua decisão.
A qual ele nunca questionara, mesmo querendo.
Ele evitara saber.
Limpou a garganta e se encolheu um pouco buscando uma resposta.
–eu...
–eu o amo tanto, tanto, que só pensar em me separar de você está abrindo um buraco na minha alma – a forma dura com ela falara também o atingiu – mas Yato...eu não posso mais, não posso estar com você pra sempre, você e Yukine são as coisas mais importantes do mundo pra mim, entraria na frente de vocês para receber qualquer coisa, assim como fiz hoje, mas Yato, eu não posso te proteger pra sempre, eu não vou mais te defender, ou tomar decisões sobre a sua vida, você vai caminhar seu próprio caminho a partir de agora, você entende?
–sim...
–eu te amo! Como eu te amo! Deus... se eu pudesse por você numa caixinha e te proteger pra sempre eu faria! Você não faz ideia do medo que eu tenho de te perder, por isso, por isso Yato, por isso não posso ficar perto de você, por isso não posso estar com você em casa.
–é minha culpa? –ele fungou e ela negou frenética enxugando suas lagrimas e ignorando as próprias.
–nunca, nunca! Você é meu filho querido, meu primeiro filho, minha criança adorada, minha, mas não podes er só meu, voce deve ir para o mundo, para o clã, para o povo, você é a criança amada deles também, dos seus tios, sua avó, seu avo, de todos, você é uma criança tão amada, não tenho direito de te ter só pra mim, Yato....Yato...-
Sakura deixou a cabeça cair apoiando no colo dele soluçou, deixou caírem as lágrimas e gemidos de dor, que não deixara escapar em sete anos inteiros.
– eu sinto tanta falta do seu pai... tanta, eu não aguentei, juro que tentei eu até consegui, consegui guarda-lo no me coração e não toca-lo enquanto via vocês dois crescendo, mas eu percebi que você estava crescendo, e que logo, mesmo estando lá, eu não poderia mais estar sempre ao seu lado, e então... o que me sobraria? Ainda não estou pronta pra te ver de longe, aquelas paredes, aquelas fotos, nossa casa, a cama, tudo, tudo me lembra seu pai, não me peça para ficar ali, ou vou enlouquecer, eu tenho que aprender a te deixar crescer, eu tenho que crescer também, ainda tenho que crescer...
–eu também sinto falta dele! E se você for...vou sentir a sua também....
–eu sei! Mas Yato, você tem que entender que é assim, você deve seguir em frente, em algum ponto eu tenho de ficar para trás, eu te segui e acompanhei até agora, segurei sua mão, as duas, por seu pai, eu amparei seus passo, e suas quedas, mas você tem que aprender a cair em espinhos e em plumas, não posso ser sua voz para sempre, ou seu escudo, como hoje, mesmo estando errado, você sabe que estava errado não é?
–eu...
–você tem que admitir- Ela ergueu a cabeça e segurou seu rosto – você é um homem, admita seus erros, pague por eles, curve sua cabeça quando tiver de curva e erga quando tiver de erguer, você é um nobre, tem um sangue valioso, seus pais são dignos e você deve honra-los, e você pode Yato, você pode, você é melhor criança que eu poderia pedir, não me faz falta você não ter vindo de mim, você está em mim, pra sempre, como Yukine, como seu pai, mas eu preciso guarda-lo no me coração, ou nunca vou ter sossego, Yato você é muito novo, e eu rezo pra que encontre sua metade, rezo pra que ela o mereça e você a ela, e rezo pra que possam ficar juntos até fim de suas vidas, por que Yato... não sabe o quanto dois ter que se separar de alguém que você ama, não sabe o quanto dói, ser deixado para trás...- o rapaz a interrompeu segurando seu rosto.
–mas eu não quero deixar você!
–mas você não vai! Eu que vou, não vê o quanto me machuca? Eu o estou deixando, não para trás, estou fazendo-o seguir seus passos a minha frente. Como deve ser, você deve viver, além de mim, você deve me continuar, continuar Issa-sama, continuar seu pai, você é nossa continuidade, meu filho, a nossa herança, é você, só você, eu quero que viva, tudo o que tem de viver e por favor, não morra, nunca, não antes de mim, uma mãe não merece enterrar um filho, os filhos é que enterram seus pais Yato, independentemente de eles irem mais ou menos cedo de sua vida, eles é quem devem partir primeiro, entenda isso, eu não posso perder você, não para morte, sempre vou te amar, não importam suas decisões, ainda que eu não as aprove, sempre vou te amar, sempre, e se eu perder você, ou Yukine, eu morro, de verdade, então por favor, viva, cresça, torne-se o homem que sei que vai se tornar, eu acredito nisso, acredito no filho de Issa, acredito no filho de Yasuhiko, e realmente acredito, no meu filho.
Ela o abraçou, sentiu seu cheiro, seus cabelos, seu calor e soluçou ainda mais quando ele a apertou de volta não contendo mais os próprios soluços.
–tudo bem tudo bem, você pode chorar, pra mim, você pode, você pode ser um homem, mas pra mim pode ser uma criança, minha criança, minha adorável criança.
–eu não que fique aqui... perto dessa gente que pode te machucar...
–eu não vim aqui atrás do passado aqui deixando, eu vim atrás do futuro, um futuro que nem eu nem você poderíamos ver no Diamante, um futuro que a partir de hoje nós iremos descobrir juntos, não importa a distancia que estivermos, tudo bem?
Ele assentiu, Sakura sorriu um pouco e enxugou suas lagrimas o que ele retribuiu.
–seus tios vêm te buscar amanhã de novo, e você vai, entendido?
Yato limpou a garganta e assentiu cabisbaixo.
– eu sei que essa tarde foi horrível pra você, eu queria tanto poder apagar essa lembrança da sua mente, mas até as lembranças ruins são lições, da próxima vez, se algo o estiver desagradando ou mesmo o denegrindo como hoje, você já saberá que fugir não é a resposta, você vai encarar de frente, sei que odiou o que aquela garota fez, mas você devia te-la posto em seu lugar falando sério, e se não desse certo você devia sim gritar, Yato, seu pai era um homem elegante, tinha um vocabulário estupendo e uma voz encantadora, mas quando coisas fúteis o irritavam, ele te fazia aprender muitos palavrões novos, ele te fazia tremer, ele se tornava uma besta insana, e isso o fazia ser respeitado, el tinha controle, mas não admitia que abusassem dele e nem você deve, sua imagem é a do imagem do clã, você será líder, tudo o que fará daqui em diante refletirá nele, assim com as ações dos indivíduos dele refletiram em você, deve saber assisti-los, guia-los, ouvi-los, e ser ouvido por eles, entende?
–sim.
–que bom, — Sakura se levantou suspirando e ele também, ela o fitou e o abraçou, beijando sua testa. – agora vá tomar um banho certo? Está cansado não é? Vou preparar uma coisa pra você comer.
–arigato.
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–Kami, que demora- Disse Hinata.
–e que silencio, acho que preferia quando estavam gritando.- Disse Temari mais tensa.
–vou preparar um chá.- Disse Kaorin, mas parou quando Sakura apareceu, esfregando o nariz, sorriu um pouco indo até elas.
–oi...
–tudo bem? vocês conversaram? Tudo bem mesmo? – disse Hinata segurando suas mãos.
–vai deixa-la nervosa! você está bem?! –interveio Temari, a Haruno riu um pouco e assentiu.
–está, não é como se fosse um julgamento, apenas tive que conversar com ele sobre mais do que o que houve hoje.
–onde ele está? – disse Naruto.
–tomando um banho, está exausto.
–e você também não?
–oh, sim, nossa, tem tanta louça pra lavar está tudo um caos não é?
–não se preocupe! Cuidamos de tudo, você nos acolheu tão bem! lavamos alouca, limpamos a cozinha, o vidro da porta e os rapazes deram um jeito na sua porta, céus o seu menino tem força hein?
–hun, culpada!- brincou ela erguendo a mão e fungando – obrigado, de verdade, ainda mais depois desse show de horrores, eu peço desculpas, eu fui muito explosiva,- Dito isso ela se curvou em reverencia.
–besteira! Vou rir daquela menina por uma semana! Está brincando? Se ela me chama-se de velha também iria estapea-la até tirar o couro! Sem falar que uma Sakura Haruno não quebrando tudo de vez em quando não seria a nossa Sakura, estava te achando meio fria mas agora tenho certeza, nossa Sakura voltooouuu!!-
–oh, obrigado, acho, você é tão sincera...
–obrigado!- Sakura suspirou e sorriu um pouco. Cansada seus olhos estavam avermelhados tal como nariz.
Temari não estava sendo completamente sincera, aquela era sim uma Sakura explosiva mas não a que eles conheciam.
Não fazia ideia de quem ela era, ou do que tomara sua aparência naquela hora. Sasuke não sabia mais nada sobre ela.
Ela olhou em volta procurando.
–onde está Yukine? Kami deve estar tão atordoado, nunca deixamos que visse nossa brigas.
–se refere a Yato?
–não claro que não, aos tios deles, nossos gênios quando estão quentes dão péssima mistura, melhor eu falar com ele, acalma-lo...
–ele está dormindo- Disse Sai vindo da porta ele parou a poucos metros com as mãos nos bolsos – estava cansado, e acabei de verificar o Yato, ele despencou na cama assim que saiu do ban-...-
Sakura avançou nele, se jogando o abraçou e apertou a cabeça em seu peito chorando.
–eu falei com ele! Falei com ele! Sai... eu falei aquilo com ele...! – Sai tal como todos a fitou aturdido, mas como se entendesse, ele suspirou e abraçou de volta, beijou sua cabeça sorrindo carinhosamente e afagou suas costas enquanto ela soluçava.
–bom, já não era sem tempo...- Sakura chorou mais alto – tudo bem, vai ficar tudo bem agora, eu estou cuidado de você, sempre.
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