Talvez - EM HIATUS
11 Capitulo 11
Notas iniciais

“O sol bateu contra seu rosto de uma forma que ele não sentia a anos, porém, o que de mais forte havia era a ...Nostalgia.
Abriu os olhos o máximo que se julgava capaz diante da claridade, desistindo, virou o rosto para o lado e ouviu uma risada baixa.
Piscou em confusão e olhou para o travesseiro ao lado. Seus olhos expandiram-se ao denotar fios curtos, amassados e rosados sobre a fronha, ele subiam até emoldurarem aquela face jovial e sorridente.
Linda.
– Sakura...?
Sakura alargou o sorriso, radiante como aquele sol nas costas dele.
–ohayo, Sasuke-kun.
–o que...? – Ela se sentou e puxou o lençol que os cobria para si, escondendo o colo, apenas as costas e pernas delgadas ficaram a vista e ele lentamente, se sentou também.
Estava nu.
Olhou em volta e localizou a ponta de uma kunai abaixo de seu travesseiro, baixou a mão e a arrastou devagar na direção dela. Enquanto buscava ouvir qualquer som que pudesse denunciar se algo havia acontecido a sua família, ao fitar o linho branco, notou que fora noutro, cor de musgo, em que dormira noite passada, ao lado de Ino. Correu a vista pelo quarto, e lembrou que as cores das paredes, brancas agora, eram antigas, ele havia pintado de cinza.
–então?! nós vamos não é?! – Sakura decaiu o corpo no ombro dele o fitando e ele levou a kunai para as suas costas sem que ela sequer percebesse – ao festival de outono?!- Sasuke parou a arma no ar antes de encrava-la naquela pele e encarou os olhos verdes cheios de euforia.
–outono? Mas é primavera. – Sakura o fitou em choque e então explodiu numa risada.
–de-desculpe...desculpe eu...gomen..sei que não gosta que riam mas...
Ele detestava mas...
–mas Sasuke-kun, é outono.- Ela falou tentando se recuperar ao máximo da crise de riso que deixara sua face corada, Sakura apontou para a janela e dando atenção a está ele viu as árvores do distrito naquele tom dourado e enferrujado e viu duas ou três folhas secas adentrarem o cômodo trazidas pelo vento frio. – vê?
–outono...
–você ainda deve estar dormindo, mas então? Nós vamos não é? Por favor?-
–o festival...?
–é, por favor?-
O festival...E olhando para o calendário na parede ele sabia que era um ao qual não havia ido, lembrava de toda aquela bajulação, lembrava que tinha preferido mante-la em casa e ido trabalhar, e lembrava o quanto ela ficara decepcionada com isso.
Ela só queria sair com ele, um pouco, se divertir, ver amigos, e partilhar isso com ele.
Sakura fungou em seu pescoço tentando ter sua atenção. Como sempre fazia.
E aquilo era bom, tanto que não entedia porque havia esquecido, talvez porque tenha forçado.
–Sasuke-kun?
Era um sonho ou uma lembrança, mas que ele podia manipular. Agarrou seu pulso e a jogou deitada de volta na cama acompanhando seu corpo levou a mão livre para acariciar e desnudar sua pele enquanto beijava com ânsia a carne sensível de seu pescoço e colo.
–Sasuke-kun!
–o festival? Não parece má ideia a afinal.
Sakura o parou, nunca lhe era difícil dada a sua força mas ainda assim, querendo ou não, ela perdia para ele, o encarou séria e surpresa, desconfiada.
Porque ele já vinha lhe negando muito, ainda naquela época.
–jura?
–hn.
–diga sim, isso ajuda as vezes- ela resmungou. Mas ele apenas encarou seus olhos e o brilho neles.
–Sim – Surpreendeu-a de novo.
E se aproveitou, seus sonhos com ela só eram bons quando estava bêbado. E em geral neles ela apenas voltava e se entregava, dizendo que não se importava com mais nada, desde que voltasse a ser dele.
Mas aquela lembrança a qual podia manipular era de outro nível, porque ele podia se deliciar com ela, agir como se nada tivesse acontecido, porque não aconteceu, o ambiente, o ar, ela era tudo com antigamente.
Antes de ele começar a errar.
A época propicia para ele voltar.
Para concertar tudo.
Era muito real, a pele, os beijos, o calor, os sons de seus gemidos. Se tudo aquilo era fonte de suas lembranças, ele estava realmente impressionado consigo já que até da textura dos lençóis que os envolviam era como antes.
Como ainda podia lembrar de tantos detalhes?
Ainda sabia diferenciar até os gemidos dela, quando era manhosa, quando queria mais, quando queria mais devagar, e quando estava na beira do clímax, e eram esses gemidos que sempre construíam o ápice dele.
Como agora.”
Mas era apenas um sonho.
Mas acordou com o ecoar do grunhido de prazer de ambos em seu ouvido, se sentou na cama ofegante e se deparou apenas com a escuridão do quarto de seu presente.
E, estava excitado.
Mas pelo menos sozinho.
Se levantou e abriu com grosseria as cortinas da janela encarou as árvores ao longo do distrito, verdes, com flores em outros tons.
Não haviam cerejeiras ali ao que se lembrava.
Seguiu resmungando de tal idiotice para o banheiro, e quando saiu notou que já era bem tarde, nunca acordava muito tarde, mas talvez Ino tenha decidido apenas deixa-lo em paz.
Ele bebera um pouco no outro dia e deveria a dor de cabeça e a alucinação a isso.
Culpa do Dobe, e sua também por ter competido com ele.
Uma competição que se desdobrou com Tsunade ganhando dos dois, ficando bêbada, batendo em Naruto, quase sufocando Itachi e Minato entre aqueles seios, e até Yato.
Não pareceu-lhe que os garotos ( principalmente os dois últimos) tenha, desgostado, ele notara um rubor no filho.
Ela chegara quase a noite porque a festa se estendeu ate lá, ela encheu Yukine de mimos assim que o viu o que o fez se perguntar se já não tinha bebido antes de chegar lá.
Mas ela só estava feliz, por Sakura.
E esta acabou demonstrando sua alegria em ter aquele menino consigo, também bebendo.
Bebeu, dançou e brincou, leve como uma criança, até que começou a dançar com uma garrafa de saque, e Sai decidiu que era hora de ela parar, junto a Yato levaram-na para um dos quartos de hospedes para dormir.
E então os Uchiha foram embora, até porque o resto dos Yumi chegaram junto ao Shinjukage e ele e Ino sabiam como se animavam, e como dançavam e não quiseram expor isso a Itachi, muito menos a Touka.
Uma moça.
Ele pegou uma aspirina e tomou seguiu para a cozinha e notou o bilhete na geladeira, e o cadê da manhã na mesa.
Ino fora visitar Hinata com as crianças e ajuda-la a limpar a bagunça da festa.
Ele então saiu de casa.
Se perguntando se Sakura daria as caras lá, mas acabou quase rindo e concluindo que ela não pisaria ali tão cedo, pelo menos não sóbria.
Tudo graças a pequena Kushina.
Como fora bom ver a fedelha se agarrar aqueles cabelos rosados e puxa-los com vontade.
A garotinha tinha acordado apenas já na hora do almoço e quando Sakura caiu da cadeira todos firam estupefatos ao verem e fedelhinha agarrando-lhe as madeixas e gritando. “ meu! Meu! É tããããããõoo lindooo! É meeeeeeuuuu!!”
Sim ela gostava de cabelos diferentes, Sakura deveria ser seu sonho realizado, a menina se esfregara nas madeixas lisas olhava e até beijava e tinha uma força e tanto pois Sakura mau conseguira se levantar da grama.
Foi cômico.
Hinata fez o possível para separa-las, Naruto rolava de rir tal como Kiba e Suigetsu, mas a pequena levou uma boa dose de madeixas fazendo a kunoichi gritar de dor e medo.
E ele quase interviu, não gostou de ver tantos fios rosados se perderem na grama graças as birras da fedelha, mas quando finalmente estava livres daqueles aterradores dedinhos rechonchudos Sakura se encolheu prendendo o cabelo desgrenhando nas mãos.
Hinata deu uma bela bronca na mocinha que ficou de bico o resto do almoço e teve que ser vigiada a maior parte do tempo porque volta e meia lá estava ela quase alcançando os fios rosados.
Parecia filme de terror, para Sakura que se manteve alertar até a criança ir dormir de novo, cansada de tanto aprontar.
Só então ela se soltou e bebeu.
E sorriu como naquele sonho.
Porém não para ele.
Não só para ele.
Caminhava sem rumo certo, com as mãos nos bolsos entrou num beco qualquer e ao perceber isso ergueu a cabeça para se localizar, e viu passar na esquina dele, uma revoada de fios brancos.
Seguiu apressado e chegou a feira lotada andou entre as pessoas e perdeu qualquer resquício dela.
Parou e suspirou e o cheiro que veio o fez puxar o primeiro braço que estava na direção do perfume, puxou com força e fez o corpo pequeno se chocar contra si, um chapéu de sol de abas moles caiu no chão e ele viu a cabeça cheia de fios rosados e longos,e as mãos pequenas de unhas pintadas de azul bebe empurraram seu peito.
– qual o seu ...-
Os olhos verdes o reconheceram e franziram em confusão.
–você?
–você.
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