Talvez - EM HIATUS
12 Capitulo 12.
Notas iniciais

–Sasuke...?
Seu nome em seus lábios soou-lhe como uma caricia, porém um tanto fria, ele queria o mesmo calor do passado.
O daquele sonho.
Sakura piscou ainda surpresa e olhou para o chão onde seu chapéu jazia a abandonado.
–oh, meu favorito.- Sasuke enfim despertou e se xingando mentalmente, a liberou, ela se abaixou pegando a peça branca com detalhes amarelos que combinava m com o vestido amarelo claro que usava, simples rodado apenas abaixo do quadril e justo acima.
–o que faz por aqui tão cedo? Não esta ressacado de tanto ter bebido ontem?
Ela havia seguido em frente isso deu-lhe a entender que podia segui-la, e ele o fez agora mantendo as mãos afundadas nos bolsos.
–eu poderia dizer o mesmo de você, dançou com uma garrafa.
–ugh... Não quero ser lembrada, Sai já me azucrinou o bastante, todo mundo aliás.
–Sai... huh?
–hun- ela assentiu o olhar o tempo todo viajando entre as barracas. – você não deve te-lo visto muito esses anos, ele estava no Diamante também, ele serviu como troca de mensagens diretas entre Naruto e Yasuhiko, e claro — resmungou meio irritada – para me proteger.
Então por isso ele parecia saber tanto sobre ela e aquela família, e parecia se gabar disso.
–na verdade tem muitos ninjas que serviram lá na guerra e lutaram.
–Naruto nunca comentou os números exatos.
–claro, segurança, não podiam dar a entender que Konoha se desprotegeu ou que Diamante necessitava muita ajuda, mas a maioria dos enviados foram do Kazekage, por motivos de localização, claro.
–você lutou?
–é claro, eu era uma ninja, antes mesmo de ser uma médica, mas mau pude estar na linhas de frente, ele não deixou.
Sakura parou e então seguiu para dentro de uma loja de dangos ele ia segui-la talvez comprar alguns para Itachi, mas ela apenas olhou lá dentro e voltou suspirando para continuarem o caminho.
Que o garoto o perdoasse.
–eu soube sobre a mocinha – Ela disse e ele a fitou, porém Sakura olhava distraída para um grupo de crianças que brincavam numa maquina de jogos. – nunca imaginei que ele seria capaz disso, mas de certa forma, pareceu até natural, vindo dele, no fim , sempre o subestimamos.
Sasuke olhou para o alto e suspirou, algo que ela captou, mas não atrapalhou.
Orochimaru havia ido longe daquela vez, muito, mas bem com ela disse, aquilo deveria ser esperando dele.
Claro que ele tentaria se precaver, e fez isso cedo, quando para Sasuke, a ideia de ter uma criança estava para fora de alma negra e vingativa.
Ele tomou seu sangue e usou em algum processo para inseminar mulheres, muitas morreram e só uma levou a gestação a diante, só uma.
A que deu-lhe Touka.
E não importava quantas vezes ele ouvisse sobre o maldito processo, era estranho demais ter uma filha de dezesseis anos, e ainda com uma mulher que ele nunca viu.
Mas a quem só devia agradecimentos, porque era uma mulher nobre, uma mulher corajosa, e uma verdadeira mãe.
Ela fugiu com Touka assim que a guerra eclodiu, foi perseguida para longe, cuidou da menina, mas mesmo quando a guerra acabou ela passou anos em fuga. E quando a noticia da existência das duas chegou a ele, não importava o quanto tivesse corrido ou para quão longe tivesse ido atrás delas.
Ele não pode salvar aquela mulher. Tudo o que pode foi trazer Touka consigo, foi dar-lhe o lar, o nome, a vida que a que tinha direito depois de uma infância tão atribulada, se é que se podia dizer que teve uma.
Mas apesar disso, ela era forte.
E ele se viu amando aquele pedaço de si ao qual não pudera ver nascer, aprender a andar e a falar mas que ainda assim o reconheceu mal o vira.
E o chamou de pai.
Porque aquela grande mulher, sabia que cuidava de um herdeiro, e criou-o dando-lhe a ideia e a esperança de que um dia poderia encontrar seu lugar, ela não permitira que a criança o odiasse por ser tão tolo, por chegar tão tarde.
Touka não o culpava, mas ele culpava e culparia a si mesmo.Era o mínimo que podia fazer pela mulher.
– ele sempre foi um monstro, mas isso já não importa, é uma moça muito bonita.
Ele a fitou e a viu encara-lo um sorriso gentil.
–se parece com você.
Isso nem ele podia negar, mas o que ao atormentava agora era, se Sakura, no lugar de Ino, no lugar que era seu.Iria aceitar a menina.
Mas se viu tolo por desconfiar disso só porque não poderia comprovar.
É claro que ela aceitaria, ela era bondosa, ela reconhecia os inocentes.
Ela seria uma boa mãe.
–e Itachi com o tio, quando o vi, achei que fosse a tonteira da viajem, achei que só eu o via.- Ela riu – muito estranho, mas, é um bom garoto, bem obediente, o que é atípico vindo de um Uchiha.
–ele é, acredite – Desdenhou ele meio emburrado, Sakura apenas seguiu em frente a brisa soprou seu cabelo fazendo-o roçar o braço dele. E o perfume dançou no ar, suave.
–eu acredito – Ela comentou enquanto ajeitava uma mecha para trás da orelha, ele encarou suas costas enquanto ela olhava algumas revistas numa banca.
Mas se surpreendeu ao vê-la tirar um par de óculos de armação vermelho escuro, os colocar e começar a folhear revista.
–desde quando usa óculos?
–huh? Ah, velhice ao que parece.
–você mal chegou aos...
–você não esta falando a minha idade em publico, está? – Sasuke a encarou e encontrou seu olhar duro, poderia ver até mesmo a aura de Tsunade cobrindo-a. Ela o encarou duro, e desafio, e ele sabia que aquela parte do bairro iria pelos ares se a desafia-se.
Mulheres, e ela continuava pavio curto huh?
– de toda forma – Ele disse – o que é?
– como eu disse, velhice, adquiri presbiopia.
–“olhos cansados”? -
–sim, devo ter lido demais minha vida toda, meus olhos envelheceram primeiro que eu! – brincou.
–okaa-sama!!
Os dois se viraram e ela foi abraçada na cintura quase deixando cair a revista.
–mas não para isso – Ela disse baixinho e sorrindo enquanto afagava a cabeleira dourada do garoto que ergueu a cabeça e a fitou sorridente. –Yukine-kun, onde estava? Estive te procurando.
–gomen, tem muita gente aqui!
–por isso disse para não se distanciar, te procurei até embaixo de pedras.
–gomen! – riu ele verdadeiramente animado, então notou Sasuke e se curvou num cumprimento – ohayo!
–hn.
–nee, okaa-san eu vi uma lanchonete tão legal ali na frente tem milk-shake!
–é? Quem diria, faz tempo que não tomamos, vamos lá, que tal um antes de ir pra casa?
–hai! Antes do Yato vir encher o saco! – Sakura riu.
–claro, mas não comente ele vai ficar com ciúmes.
–eu sei! E eu vou contar! Hehe- Sorrindo travesso ele já correu na frente, Sakura deixou a revista na banca e seguiu em frente parou e fitou o ex marido.
–bom, eu já vou indo, antes que o perca de novo, até mais Sasuke.
Mas ele apenas seguia com o olhar a cabeça do menino e os sorrisos encantados que dava para tudo ao seu redor. De certa forma era uma crianças que havia acabado de chegar ao mundo, naquele mundo.
–é um bom garoto – Comentou, e Sakura o fitou confusa, ele quis rir de si mesmo, mas a encarou e sorriu como de costume – ele é um bom garoto.
“A fará feliz.”
Mas dizer isso estava além de sua capacidade, isso e tantas outras coisas que ele passou anos achando que seriam as primeiras a saírem de sua boca assim que estivesse ante ela.
Mas ele era incapaz, pelo menos por enquanto.
De tentar abalar a felicidade de Sakura.
Se perguntava quanto tempo ainda iria levar para fazer isso, estava ansioso, mas queria se matar.
Por ser tão ruim pra ela.
E por querer tanto atingi-la.
Por não aceitar que ela saísse do lixo, que ele criara.
Ela tinha razão, ele não gostara de ser jogado fora, talvez se ela tivesse permitido que ele a dispensasse, ela estaria livre dele agora.
Ou talvez ele a mantesse naquela imundície para sempre.
Sakura sorriu verdadeira mente alegre, e assentiu em concordância.
–sim, nos vemos por aí- ela gentilmente acenou e seguiu adiante logo encontrou Yukine que já voltava para busca-la e agora puxava pela mão indicando algo que o encantara.
– sim, nos veremos.
Quando ele se tornara tão perverso?
Talvez sempre fora.
Se tratando de Sakura, ele nunca era bom o suficiente.
E sempre soube machuca-la mais que o suficiente.
Ele estava mais do que acostumado a isso.
E sentia que aqueles longos doze anos não faziam a mínima diferença nesse aspecto.
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