Notas iniciais
ATÉ QUATRO DA MADRUGADA EU FIQUEI, TENTANDO POSTAR ESSE CAP E A NET NADA PASSEI O DIA TODO PRESA NO MUNDO SEM INTERNET AÍ CHEGOU SEIS HORA DA TARDE AÍ A ENERGIA FALTOU A PORRA DA ENERGIA FALTOU AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E agora eu to postando.

“— O Sr. aqui de novo?

Ele a encarou por cima do ombro, e voltou a fitar a paisagem tingida de vermelho pelas flores de higanbana que tomavam toda a paisagem em frente a mansão.

Sakura, apesar de ter decidido manter o mínimo de contato real com os habitantes da vila e do clã, começava a perceber a dificuldade que tinha de não ter contato com o Shinjukage.

Fazia tempo que ela não tinha qualquer proximidade sentimental com alguém, desde que deixou a folha. Ela se sentia uma casca dura preenchida apenas por uma massa de sentimentos ruins ansiando por se libertarem.

Era provavelmente o mais perto de Naruto que já se sentiu, porque era como ter uma besta guardada a sete chaves.

Mas, quando encarava as costas do Shinjukage, sentia não como se a besta dentro de si se aplacasse ou acalmasse, mas como se estivessem diante de uma fera ainda maior, e, agindo como qualquer outro predador menor faria, se afastando do mais forte para manter a própria vida.

A questão era, que tipo de fera um homem como aquele poderia guardar? E porque justamente sua calmaria e serenidade pareciam denotar isso?

— Srta. Haruno, que raro vê-la fora de seus aposentos quando não está trabalhando – Sakura sentiu que poderia haver um toque de ironia em seu tom, mas, decidiu que vinha sendo muito arisca com as intenções de todos que se aproximavam. Como se viessem com facas para atingir suas costas ante qualquer vacilo.

— Apenas dando uma volta, mas o senhor, parece gostar de estar aqui sempre, é usual vê-lo por aqui sempre que chego.

Ele mais uma vez parou sua contemplação a paisagem e a fitou.

— A Srta. reparou? – Sakura franziu a testa, não entendo porque ele haveria de se importar se ela reparava ou não em seus hábitos. Ou porque ela se importava de ele reparar ou não.

Apenas encolheu os ombros, displicentemente, e também encarou as flores, se aproximou ficando quase ao lado dele e fitando-a plantas.

— Não vejo muito em Konoha, exceto nos cemitérios...

— É uma planta venenosa, é de se esperar que não usem para adornos ou decoração. – Sakura se abaixou e tocou suavemente as pontas das pétalas longas e carmins.

— Sim, tem veneno em todas as partes da planta, deveras perigoso. – Comentou ela. — Mas ainda é muito bonita.

— Imagino que saiba que as folhas e flor dela, nunca aparecem ao mesmo tempo.

— Sim, sim.

— Os antigos diziam que ela simboliza um casal separado pelas circunstâncias.

— Manju e Saka – Ela interrompeu — Minha avó me contava muitas lendas. Como a folha e as flores nunca davam no mesmo tempo, os dois duendes, responsáveis por isso, nunca se viam. Manju guardava as flores e Saka, as folhas, assim, nunca se encontravam. Mas um dia, eles resolveram se encontrar e marcaram um encontro. Essa desobediência irritou os deuses, e eles foram castigados a nunca mais se encontrarem. – Ela concluiu — Por isso é usada nos cemitérios e associada a saudade...

— Errado — ele disse, e ela o fitou um tanto irritada, mas percebeu que estava sendo uma megera idiota se julgando mais sabedora do que ele. E porque ela deveria se importar com uma flor idiota?

— Elas não são associadas a morte no sentido pejorativo, mas no sentido de transição para uma nova vida.

— Hn, existem muitos significados, no fim das contas, são histórias que as pessoas inventam pra dar algum sentido à vida. – Ela se levantou e deu as costas. — Flores são apenas flores, não significam nada além disso.

Ele a observou se afastar e voltou a encarar o plantio.

— Talvez seja verdade... Ou talvez sejamos nós, a única coisa que não tem grande valor neste mundo, e que tentamos valorizar de todas as formas.

Ela não podia concordar mais.

— Mas, de uma forma ou outra, aprecio pensar que elas têm sua própria linguagem, eu aprecio um dos significados mais conhecidos delas.

Sakura parou, com um suspiro, se arrependendo amargamente de ter saído do quarto. Não estava nem um pouco interessada em se estender em qualquer conversa no momento, ainda mais sobre algo tão patético como aquelas flores ou tudo que elas pudessem significar. Ela deixou uma casa cheia de narcisos podres em Konoha, eles não resistiam muito mesmo que pusesse água, talvez fosse só o ambiente sombrio e morto da casa. Talvez eles fossem apenas plantas comuns, longe de serem algo fantasioso e romântico como seu significado sugeria.

Apenas flores podres.

— Que seria? — Incentivou com um tom enfadado, torcendo que ele percebesse logo que não estava interessada

— Acreditasse que se você for conhecer alguém que nunca mais verá na vida, essas plantas irão florescer em seu caminho. — Sakura o fitou procurando entender o porquê um significado tão mórbido haveria de ser importante.

Ele encarava o por do sol jogar aquelas cores quentes sobre as flores, e suspirou profundamente absorvido na imagem.

— Embora ela as tenha plantado para mim, a última vez que floresceram foi quando ela se foi.

— Ela...?

— E agora estão florescendo novamente, por todos os cantos – ele se voltou para a trás, encarando-a de soslaio, desta vez não havia reflexo na lente dos óculos impedindo a visão de seus olhos cinzentos — Logo quando conheci você.

Então ele se foi deixando aquele questionamento no ar.

Qual dos dois seria visto pelo outro uma única vez na vida?

Seis anos depois ela descobriu, e como se para lembrar disto sempre, as higanbanas conseguiam florescer até mesmo fora de sua época do ano.

Era ele que nunca mais seria visto novamente.”

Ou, foi o que ela achou.

Abriu os olhos e encarou o teto de uma tenda médica. Olhou para os lados e se sentou na maca, arrancando do ombro um curativo já vermelho de sangue, desceu da maca a passo duro, enquanto o corte regenerava instantaneamente e seus olhos escureciam com fendas vermelhas como as higanbanas.

***

— Pai... O que está acontecendo? – Sasuke voltou os olhos para a filha, estavam grandes a expressão assombrada como uma criança depois de ver muitos filmes de terror.

De certa forma, era como estar num em que os mortos reviviam. Independente de não ter conhecido o Shijukage em vida, ele não mantinha uma aparência muito saudável para de se apresentar pacificamente.

— Longa história. – Respondeu, e ela sacudiu a cabeça e o puxou pelo colete.

— Eu acho que tenho tempo.

— Não em meio uma guerra, até mesmo descansar é sua obrigação aqui, vá para uma tenda e faça isso.

— Mas pai...

Sasuke olhou em volta, localizando Kakashi em meio a multidão shinobi que cercava Yasuhiko, acabou sendo impossível ele não se revelar posto que não tirava as mãos de Sakura e ela precisava de ajuda médica.

Depois do pânico e assombro inicial, eles finalmente entenderam o que estavam lidando, e isso inflamou ira em todos. No entanto, finalmente ele pode ver porque o Shinjukage era considerado o homem que sabia lutar e vencer e apaziguar com palavras.

— Onde está Yato? – Indagou, Touka se calou, e ele a encarou, vendo-a com um olhar sombrio e tenso.

— Em choque.

— Entendo...

— As meninas estão com medo que ele surte outra vez... Como quando foi sequestrado.

Sasuke assentiu, e não duvidava. Yato parecia muito maduro e tranquilo desde que sofrera aquele ataque, mas considerando o que passou não havia como não ter sequelas. Não se tratava apenas de saúde física posto que não tinha total controle de sua kekkei genkai. Era mental, aquele garoto tinha uns bons parafusos a menos e não controlava bem a raiva.

Não apreciava muito a proximidade dele com Touka ou Itachi, pois temia que em algum rompante violento eles pudessem ser machucados, até mesmo Sakura.

E ela sabia disso.

E não ficaria nada feliz em saber que o garoto trincou de novo. E talvez, ela trincasse também...

Sua maior preocupação era ela e a segurança daquela barreira imposta pelo acampamento, se eles perdessem, de certo que perderiam o Diamante também, dali não podiam recuar, apenas avançar. E ele sentia mais como um rato acuado.

— Ele é mesmo o...? – Touka ciciou.

— É.

— Mas porquê?

— Porque não temos o controle de tudo. E quando temos, fazemos besteira. – Touka encolheu os ombros com um sorriso fraco.

— Isso me faz ansiosa pra ser adulta. – Sasuke afagou sua cabeça e deu as costas.

— Isso me faz ansioso pra me aposentar. Volte para a tenda e...- Sasuke parou sentindo um arrepio sinistro, não era dado a pressentimentos. Mas teve um, foi macabro, mas não sabia dizer se ruim, quando sentiu o chakra de Sakura.

Ele parecia aceso como uma fogueira recém ateada, aceso e furioso, aquela mistura de chakra que já conhecia com o do tipo terra que ela herdara dos Yumi sinteticamente.

— Eu tenho a impressão que algo vai... estourar – Touka ciciou, engolindo em seco.

— Você pode ter certeza.

Sasuke seguiu caminho entre as tendas até se aproximar da aglomeração de shinobi, olhou em volta e logo viu a cabeça rosada de Sakura cruzando o bolo de pessoas que ou eram empurradas ou simplesmente sentiam o perigo e se afastavam.

Yasuhiko estava no centro, encarando um mapa posto numa mesa e ouvindo calmamente os relatos de chefes de esquadrão junto de Yuzuru.

O Shinju atual voltou-se para trás e empalideceu logo.

— Yasuhiko... Yasuhiko... Tem certeza que nesta forma você não pode... morrer de novo?

— Eu fui invocado, como se invoca um animal para luta, não tem sangue em minhas veias – ele respondeu, voltado para ao grande mapa.

— Você não sangra? Vai sangrar...

Yasuhiko olhou para trás de uma vez, mas não viu nada além do grupo o encarando novamente assombrado de um caminho aberto entre eles, onde nada havia.

Uma sombra veio de cima e ele suspirou, ajeitando os óculos.

O choque abriu uma cratera em meio a eles, lançando os mais próximos para trás, os mapas voaram longe, a mesa se desfez.

Sasuke chegou o mais perto e viu uma crosta de cristal acima de Yasuhiko começar a rachar ante a pressão de um chute de Sakura. Ele não sabia se devia ficar aliviado, afinal, se aquilo fosse esmiuçado pela força dela haveria gente cega e aleijada pelos estilhaços. Mas aquilo aguentou um chute dela.

De Sakura Haruno.

Ela se afastou pousando no chão como uma gata, ainda no bonito vestido celeste que vestia na noite que foi levada. As cochas poderosas se flexionando e os olhos cintilando como afiadas pedras de jade. A crosta se desfez em praticamente pó caindo pelo chão destruído.

— E pensar que havia ficado orgulhoso que da última vez não havia conseguido quebrar minha barreira – Yasuhiko pronunciou, passando a mão num dos ombros onde o pó caíra. Voltou os olhos para ela e ajeitou a armação dos óculos que refletiram ela se pondo de pé — Azul... Para uma viúva?

Ela o encarou com um olhar intenso, uma mistura de sentimentos maçantes, e também analisando profundamente a visão dele como se buscasse algo. Ela não acreditava realmente que era ele, ou simplesmente não aprovava que ele naquela forma.

Seus ombros ainda estavam tensionados e os punhos fechados, a expressão dura e arisca.

Ela piscou como se assimilasse algo de repente, e o encarou com uma cara desentendida?

— Huh? Viúva? Quem diabos guarda luto por tanto tempo? Foram o quê? Seis anos? Muito tempo pra chorar algo tão natural. – Declarou com descaso.

— Entendo...

— Mas você largou o luto não tem nem um ano...- Yuzuru disse, confuso e ela o encaro feio, fazendo-o se encolher. Ela bufou e deu de ombros, pondo uma mão no quadril.

— Mera convenção, era mais vantajoso, e você sabe disso. – Foi mais uma ameaça que uma afirmação.

— Erm... é claro...

— Convenção, você diz – Yasuhiko comentou.

— Imagino que esse espetáculo grotesco a minha frente seja mais uma peripécia da Aogiri – Sakura cortou, caminhando até onde um mapa caíra, o pegou inclinou a cabeça, encarando os pontos marcados posto que o mapa estava torto.

— Sempre lisonjeira – Yasuhiko comentou, dando as costas e seguindo até uma mesa com outros mapas expostos e que conseguira ficar de pé.

— Hum, Edo Tensei— ela concluiu — Que pena, seria nostálgico te fazer sangrar como nos velhos tempos – enrolou o mapa e deu a um ninja.

— Se para você não falha a memória de oito anos atrás, para mim que não foi mais que uma noite, é que não falha, mas vou atribuir esse engano aos seus exageros femininos habituais.

— “Exageros femininos” é? O outro lado não te fez menos machista, o que esperar do paraíso? – Sakura ironizou, enquanto se aproximava agora com um sorriso — Viver está vida toda para chegar lá, já não parece tão vantajoso. – Ela parou diante dele e ergueu a mão, puxando os óculos de armações trincadas — A não ser, que você estivesse no inferno, o que eu não duvido, Yasuhiko – Concluiu, com voz um tanto mais suave. Sakura o encarou fixamente, cada risco na pele pálida que parecia uma estátua avariada, o íris cinzento dentro de orbes negros, agora com curiosidade e fascínio — É o lugar de um Akuma...- ressaltou.

— Inferno ou Paraíso, faz realmente diferença?

— Para você, não, nunca fez, ou não seria metade do que é – Admitiu ela. E ergueu novamente a mão e tocou um tanto incerta o queixo dele, a ponte entre os olhos, a franja prateada — É você mesmo...? – Ciciou.

— Um espectro talvez.

Ela suspirou e baixou a mão, então levantou os óculos e os pôs de volta.

— Como eu pensei. É como o caminho das Higanbanas predisse – E deu as costas seguindo de volta para as tendas. — Eu vou descansar – Anunciou, parecendo realmente cansada agora. E parou encarando o nada com apreensão — Onde...

— Ele cresceu muito – Yasuhiko comentou, ajeitando os óculos, e se voltando para os mapas — Uma benção e uma maldição, Sakura. – Concluiu.

O significado disso existia apenas entre eles, ficou claro quando ela seguiu em frente mais apressada e angustiada, com uma expressão de derrota.

— Yato? Yato? Yato, por favor. – Yuri insistiu, choramingando. Sakura adentrou a tenda, e ela e Hiiro se afastaram encarando-a com expressão desesperada.

— Senhora...

Ela se aproximou da maca e segurou o rosto transtornado do filho, sentado e perdido.

— Yaboku – chamou, suavemente. Ele piscou, e a fitou.

— Kaa-san...?

— Yaboku, você precisa voltar para nós, volte, Yato.

— Kaa-san...? O que... houve? Nós voltamos no tempo? O fomos para o inferno?

Sakura abraçou-o com um sorriso pequeno.

— Nem um, nem outro, é a realidade. E ala pode ser pior que qualquer outra coisa, mas, ainda temos o poder de muda-la um pouco. E iremos.

Por exemplo, apagando todos os espectros que assombravam suas vidas.

***

— Os túneis são a solução e o problema – Yuzuru concluiu. Yasuhiko deslizou o dedo pelo mapa, indo pelas linhas marcadas em amarelas que indicavam as formações rochosas e terrenos acima de uma rede de túneis esculpida naturalmente.

— Exatamente, eles tem acesso e elas, provavelmente se movem o tempo todo por lá, apenas um grupo pequeno vem por cima servindo de isca e para guiar seus avanços.

— Como formigas – Kakashi disse, pensativo.

— Ou ratos – Sasuke suspirou — Esse vale – ele apontou — O que tem nele? Se seguirmos esses caminhos, boa parte deles desemboca lá.

— É o Vale do Suicídio – disse Ren.

— Que diabo de nome, huh? – Kakashi comentou, perturbado.

— Ué, não tem um chamado Vale do Fim perto da casa de vocês? – Sasuke e Kakashi se entreolharam, o mais velho riu sob a máscara, e o outro revirou os olhos. O Hatake bateu em seu ombro.

— Eu diria que está mais para Recomeço, já tem um tempo, não?

— Vá ler seus livrinhos pervertidos, velho.

— O vale é uma pequena cachoeira, bem alta, com uma gruta por dentro...- Yasuhiko continuou, com os braços cruzados. — E dados os locais de onde eles foram avistados e os primeiros confrontos, é até bem longe de lá.

— Longe até demais... – Yuzuru disse.

— Filhos da puta – Sasuke resmungou quando entendeu a lógica.

— Preparem um esquadrão, sessenta homens, pra começar – Yuzuru avisou a um imediato.

— Dez, será mais que o bastante. – Yasuhiko cortou, e eles os encararam espantados, o imediato sem saber qual Shinju obedecer.

— Dez? Pra quê? Uma missão suicida?!

— Uma missão de infiltração, eles fizeram de tudo para manter esse posto no vale ocultado de nós, chamando nossa atenção para outro lugar.

— Exatamente, lá deve estar fervilhando de ghouls prontos pra luta!

— E que não esperam qualquer ataque – O Shinju anterior declarou.

— Mas...

—Vamos até lá, enquanto eles esperam que fiquemos aqui acuados como ratos tontos, cuidando de nossos feridos, averiguando a segurança da aldeia e preparando mais homens para conflitos inúteis.

— Sim... – Kakashi começou. — É o mais correto em nossa posição...

— Eu prefiro atacar, suicida ou não, melhor ir até a boca do tigre do que esperar que ele venha me pegar numa bandeja de ouro. – Sasuke declarou, rispidamente.

— E ir se entregar numa bandeja de prata!? – Yuzuru reclamou.

— Vamos em número menor, espionamos o que fazem lá, e poderemos bolar a melhor maneira de pôr tudo abaixo num único segundo. É muito melhor do que levarmos um esquadrão inteiro, sem discrição, durante o dia e deixarmos esse posto ainda mais desprotegido – Yasuhiko complementou.

Yuzuru meneou a cabeça, ainda não gostando dos riscos, mas aceitando a lógica.

— Mas dez... – resmungou — Eu posso me garantir, mas temos que por aquilo abaixo de uma vez! Pode haver centenas dos malditos!

— Dez é mais do que bastante, um de nós não morre...

— Engraçadinho!

Yasuhiko se voltou para trás e estendeu a mão, apontando.

— E um de nós, tem o poder de, sozinho, massacrar multidões inteiras.

O grupo mais atrás se abriu e Sakura cruzou-os se aproximando com um olhar afiado e vivaz. Vestia um traje de dourado escuro, as calças de sacerdotisa e o bustiê, na cintura, um par de Sai’s cruzadas atrás, no cinto, e na lateral do quadril uma máscara de ouro que imitava seu rosto decorada com pedras preciosas.

Em suas mãos lutas de metal dourado, mas que nos dorsos levavam símbolos diferentes, na direita o da folha, na esquerda o do diamante.

— Espero que não se importe de não cumprir sua função de médica nesta missão, minha senhora. Serão seus punhos fechados que precisaremos – Yasuhiko declarou.

Ela o fitou com o cenho arqueado, e então sorriu de canto, sombria e maldosa.

Oishi... É exatamente o que eu estava precisando de café da manhã, ossos para quebrar, carne para rasgar...

Yasuhiko se voltou para frente encarando a frente e tudo o que o resto deles fez foi segui-lo. Kakashi, Sasuke, Ren, Yuzuru, e mais três ninjas shinki.

— A refeição perfeita para Ghouls – ele completou, macabramente.

****

A bola vermelha quicou pelo gramado da frente da mansão Yumi. Sakurako suspirou profundamente encarando a construção, se perguntando se voltaria a encontra-la inteira.

Sesshoumaru correu passando por ela, seguindo a bola, ele parou no calçamento, e observou o agrupamento de pessoas do clã se dirigindo numa fila lenta e aglomerada rumo a saída do distrito.

Uma ordem havia chegado indicando que o distrito fosse evacuado e todo aquele lado da aldeia fosse abandonado, por estar mais próximo da direção em que a guerra se propagava. O inimigo parecia ter um plano perigoso.

Ele se abaixou pegando a bola entre as mãos e então o vento soprou fazendo-o manter a atenção no campo verde de higanbanas em frente a casa.

Mas não havia mais verde.

— Obaa-sama – chamou e Sakurako veio logo.

— Temos que ir, querido.

— Obaa-sama – Ele apontou — As Higanbanas floresceram.

Sakurako riu suavemente.

Musuko, elas não florescem nessa época do ano...- Mas seus olhos pairaram sobre o campo, e seu queixo caiu em choque, vendo o mar carmim que se estendia a frente, e vibrava com ação da brisa.

— As flores do otou-san – Sesshoumaru disse, tocando as flores mais próximas.

— As flores do seu pai... – Ela proferiu ainda atordoada — Fora do ano... Outra vez...

— Okaa-san ia gostar de ver – Ele refletiu — Em Konoha não tem muitas...

Sakurako puxou sua mão, e juntos cruzaram o mar de flores em vez de contornar pela calçada.

Sakura gostava das flores, mas quando aquele tipo de coisa acontecia, ela ficava angustiada, bem como aprendera a ficar com Sakurako.

Aquilo era uma bonita mas perigosa predição.

Quem será que eles nunca mais veriam outra vez?

Notas finais
FINALMENTE FDP AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH Me perdoem se tiver ficado pequeno, mas a gente faz o que pode e eu to me fodendo bastante, foi tipo uma daqueles dias em que um cara muito do poderoso apontou o dedo pra ti e disse: TU VAI SE FODER HOHE, HUEHEUEHUEHEUHEUHE Algo assim. E o que dizer sobre o cap huh? E pra quem esperou beijos, lambeijos, abraços e mordidas do casal Yumi deve ter ficado bem ???? Mas vocês ainda tem muito que entende da dinâmica desse casal hahahahahaha E SEGURA QUE NO PRÓXIMO NEGO VAI COMER NEGO (e to falando no sentido ghoul da palavra #MedoTOTAL) INTÉÉÉÉ E VAMO FAZER RODINHA DE ORAÇÃO PRO NOTE DA TIA KIN VOLTAAAAA MAAAAAAIS uma coisa, Quando eu comecei o flashback do começo do cap deu uma puta vontadde de escrever: ANTERIORMENTE NESSA PORRA Ai cara sou muito GITH MEEEEXMO. Mas espero que tenham percebido que essa lembrança ainda é de bem antes da Sakura e do Yasu se envolverem, de mais ou menos quando ela tinha acabado de chegar na vila do Diamante ^^ Ja ne!