Tales

25 XXI - Tudo normal


Notas iniciais
Olá lindos! Estou aqui postando pra vocês no maior sono novamente kkkkkkkk Sinto muito a falta de resposta dos cometários do último cap, vou tentar responder até o fim de semana viu lindos! Boa leitura!

Dois meses se passaram, tudo normal na vida de Gray e de Juvia... Bem não completamente normal, mas a rotina era a mesma, o trabalho era o mesmo, os eventos eram sempre mais do mesmo, o relacionamento parecia igual, mas não o era, tanto para Juvia como para Gray.

Gray não conseguia parar de pensar em Juvia. O corpo da mulher o deixava louco para tê-la novamente toda vez que a via, o jeitinho inocente de virgem inexperiente que ela demonstrara naquela noite o fazia ter vontade de dar algumas “aulas particulares” à mulher. Além disso, ele não sabia o que era aquele sentimento no peito... Sentia-se perdido, mas não é como se ele quisesse se achar, ele queria continuar perdido se era isso que significava estar perdido.

O homem de cabelos negros sentia agora cem por cento de certeza que amava a mulher, não era um amor apenas carnal, não foi apenas pelo que teve dela naquela noite.

Ele a queria para sempre, não conseguia nem imaginar perdê-la para outro, sem ela ele seria um caco humano. Fora Juvia quem trouxera cor para seus dias, quem trouxera seus amigos de volta, amigos que viviam em seu apartamento agora, diga-se de passagem, fora ela quem o fizera ter uma vida “normal” novamente, mas isso faz soar como gratidão.

Seu amor por Juvia era mais profundo que isso. Amava-a de uma forma louca, nunca pensou que poderia amar o sorriso de alguém, ou o seu cheiro, seu cabelo, ou a forma que ela enrola um cachinho de cabelo no dedo quando pensa, a forma que senta, que anda, que solta gargalhadas, a voz enquanto ela canta um música durante uma viagem de carro, como ela é esforçada ou as feições e seus mínimos movimentos faciais que formavam expressões... Porém amava. Amava cada uma das coisas que eram dela, seus defeitos, suas inseguranças, suas manias, sua rotina, suas qualidades... Ele a amava pelo conjunto da obra, uma obra prima em sua concepção.

Juvia não estava diferente. Ela sempre soubera que amava Gray, desde sempre, mas as coisas andavam estranhas. Além de terem tido relações sexuais naquela noite Gray frequentemente olhava de forma muito intensa para si, o que a deixava feliz, porque sentia-se desejada, mas a deixava desconfortável, pois se lembrava da maldita cartinha com o XD de meses atrás e de como aquela noite havia sido tratada com um “estávamos bêbados”, desculpa bastante esfarrapada. Isso a deixava pensativa, será que ele a queria ou seria apenas um desejo sexual? As duas respostas pareciam cabíveis.

Deixando um pouco de lado o casal... O aniversário da Clothes and stuffs estava chegando, o evento de Jellal estava prometendo e seria na semana que vem. Teriam repórteres da cidade e das cidades vizinhas, gente famosa, comida, bebida, um desfile de moda com direito a tapete vermelho e muito mais. Os convites haviam chegado havia duas semanas. No de Juvia havia um aviso: “Ir mais cedo, pois você foi escolhida como uma das modelos de tendências...”

— O que será que isso significa, Gray-sama? — Juvia perguntou.

Os dois estavam sozinhos na sala, Juvia havia entrado para pegar alguns papéis e Gray aproveitou para entregar o convite dela que Jellal tinha acabado de deixar com ele depois da reunião sobre a nova campanha publicitária de sua empresa.

— Deixa eu ver... — Ele pegou o papel da mão da mulher e o leu. — Ah... Ele deve querer que você desfile pra ele, todo ano ele convida as amigas mais próximas! — Gray sorriu e voltou a olhar para a tela do computador e trabalhar.

— Eu? Mas... Eu sou só uma secretária, não devia sair por aí desfilando, ainda mais de uma marca tão incrível como a Clothes and stuffs!

— Ah para, Juvia! Você é linda, vai arrasar na passarela... Além disso, no convite ele não te pediu, apenas disse para chegar mais cedo, seria mal educado com o Jellal não aceitar... — Ele falava tudo isso sem muita atenção, sem parar de trabalhar.

Talvez pelo fato dele ter falado aquilo com tanta confiança e de forma tão natural e espontânea ela sorriu com o que ele disse, seu sorriso não foi visto pelo homem, ele estava ocupado trabalhando, mas foi um belo sorriso.

— Obrigada, Gray-sama! — Ela falou feliz e saiu da sala.

Natsu entrou pouco depois para conversar sobre trabalho com Gray.

— Como está sendo o dia, campeão? — Natsu falou ao entrar.

— Vai se ferrar, Natsu! Não sou seu filho! — olhou raivoso para Natsu por causa do jeito que o chamara de "campeão".

— Gray-sama! — Juvia entrou na sala. — Ah, desculpe eu não sabia que o Natsu-san estava aqui... Só queria entregar o convite do evento de hoje — deixou o papel em cima da mesa e saiu da sala sendo observada pelo chefe.

Natsu esperou um minuto depois dela sair para que ela não ouvisse.

— Não é meu filho, mas parece até um adolescente apaixonado olhando as nádegas redondinhas da primeira namorada — Natsu riu alto.

— Cala boca, Natsu! — Ele estava corado, apenas tacou uma revista na cara do amigo e riu de volta, mais contido que o rapaz de cabelos exóticos.

— Vamos voltar ao trabalho, senhor adolescente!

E voltaram a trabalhar. Conversaram por algum tempo sobre as novas contas que tinham conseguido e sobre os projetos que estavam sendo levados a diante e logo depois Natsu deixou Gray sozinho na sala novamente. Horas depois Gray recostou a cabeça na cadeira giratória onde estava sentado, girou ficando de costas para a porta, fechou os olhos e suspirou fundo.

Ouviu batidas na porta, não percebeu quando havia dito “entre”, mas sabia que a palavra havia saído de sua boca, estava cansado. Virou a cadeira lentamente, porque seria mal educado não atender a pessoa que havia entrado e viu Juvia.

— Vamos para o evento, Gray-sama?

— Claro... — bocejou.

— Você está bem cansado hoje. Prefere faltar esse evento? O cliente já assinou com a Lamia Scale mesmo, se quiser ir para casa...

— Então vamos para casa. Estou morrendo de dor de cabeça... Você quer dirigir hoje?

— Eu? — Ela perguntou surpresa.

— O que? Não tem carteira, não sabe dirigir, é isso?

— Na verdade tenho...

— Então, dirija hoje, por favor... — Ele entregou a chave para a mulher — Estou descendo atrás de você. — Com isso a despachou.

Demorou-se um pouco na dúvida de deixar ou não a cadeira tão confortável para ter de andar até o carro, mas por fim decidiu que sua cama, que teria quando chegasse em casa, pagava a pena de ter de se mexer, saiu e andou pelo corredor, desceu e entrou no carro, no banco do passageiro, Juvia estava já de cinto esperando por ele com o som ligado num volume baixo o bastante para não lhe causar maior dor de cabeça.

Gray já ouvira falar que as pessoas mudam em três ocasiões: Quando bebem, quando estão na cama e quando dirigem, mas nunca tinha visto algo tão brusco. Juvia fazia as ultrapassagens mais absurdas e corria como uma louca no transito, parecia gostar da velocidade do carro.

Chegaram rápido ao destino. Gray foi logo se deitar, apagou as luzes e ficou em silêncio de olhos fechados. Podia escutar Juvia andando pelo apartamento, pegando o telefone e discando para o dono do evento daquela noite, falou algo sobre ela mesma ter passado mal e não poderem ir, ela era engraçada, pensou consigo. Ela andou mais um pouco pelo apartamento, devia estar trocando de roupa.

Depois ela veio até o quarto dele ver como ele estava, pelo menos era o que ele achava, Gray continuava de olhos fechados. Juvia sentou-se na cama e começou a fazer uma massagem com os dedos em sua cabeça. Ele abriu os olhos se deparando com os felinos olhos da mulher que não vacilaram com o contato como os dele. Ela sorriu e continuou a massagem, até que Gray percebeu que sua dor de cabeça não estava mais ali.

— Obrigado. Funcionou.

— De nada — Ela sorriu e ia sair do quarto dele, quando ele a segurou por um de seus pulsos e a puxou encostando seus lábios nos dela.

Ele sabia porque havia beijado a mulher? Teve vontade, essa era a resposta. Apenas teve vontade e o fez sem medir consequências, estas que nem existiram, ele apenas lhe deu um beijo rápido e deitou-se novamente com a cabeça no travesseiro e dormiu calmamente. Ela ficou quieta com a mão nos lábios por alguns instantes, tudo havia sido tão rápido e espontâneo, como se fossem casados e ela apenas estivesse ajudando o marido cansado, se repreendeu por pensar isso e resolveu esquecer o que acabara de acontecer. Saiu do quarto e foi para o seu dormir.

Na manhã seguinte tudo estava normal, foram trabalhar como de costume e depois foram para um daqueles eventos chatos, tudo absolutamente normal.

Notas finais
norvamente desculpem a demora para responder. Não deixem de comentar viu minhas ameixas e ameixos kkkk até mais! o/ *---*