Tales
23 XIX - Frio
Notas iniciais
Gray parou de ter pesadelos novamente a partir daquele dia. Mais três meses se passaram normalmente. Estavam agora no mês de novembro, eles estavam no inverno e como estava frio em Magnólia, tão frio que nevava e Juvia não conseguia sair de casa sem ter colocado ao menos duas blusas por baixo de um casaco pesado e duas calças além de uma bota. Nesse dia teriam um evento de um dono de loja de bebidas para ir. O dia correu normalmente até a hora do evento.
Gray e Juvia entraram em casa, Gray tomou logo seu banho enquanto a mulher decidia o que vestir, quando ele saiu Juvia entrou logo e ele foi se vestir. Saiu e passou a “assistir” televisão, na verdade ele olhava para a porta do banheiro.
Juvia saiu do banheiro soltando os cabelos do coque que havia feito para tomar banho, soltou-os de uma maneira bastante sensual, a toalha deu uma leve escorregada no corpo mulheril mostrando alguma parte dos seios da mulher, ela logo puxou a toalha pra cima e Gray parou de encarar a cena antes que ela percebesse que ele estava olhando-a.
Juvia se vestiu com uma calça longa e quente, porém elegante, duas regatas e uma camisa social de botão um pouco aberta formando um decote. Gray vestiu um terno qualquer e foram para o evento, nenhum dos dois estava muito a fim daquele evento, mas estavam atrás daquele contrato como loucos, a conta da empresa de bebidas seria milionária.
Dançaram um pouco e beberam um ou dois copos de bebidas alcoólicas, nenhum dos dois estava bêbado, aquilo não era o bastante para afetar, nem à Juvia e muito menos Gray. Sentaram em uma mesa e conversaram, procuraram o futuro cliente e conversaram animadamente com ele, buscando seduzi-lo a aceitar fazer negócio com a Tales, o decote que Juvia fez questão de acentuar pareceu ajudar um pouco nesse quesito.
O futuro cliente parecia interessado demais no decote de Juvia, tanto que já a estava deixando constrangida, mesmo que ela já estivesse de volta à mesa acompanhada apenas por Gray. Juvia resolveu tomar alguma atitude para que ele parasse de olha-la.
Juvia chamou Gray e ele olhou para ela, que estava sentada ao seu lado, Juvia encostou seus lábios aos de Gray devagar, Gray se assustou, não moveu-se tentando não ser mal interpretado ele resistiu a vontade de beijar-lhe até que ela perdesse o fôlego. Juvia percebeu que ele não teve reação alguma além de fechar os olhos por isso foi até sua orelha e murmurou “Colabora comigo...” de forma bem sensual.
Gray não pôde mais se controlar quando ela beijou-lhe novamente, muito menos quando ela lambeu levemente seu lábio inferior pedindo espaço para suas línguas dançarem juntas. Gray agarrou Juvia pela cintura e eles se beijaram apaixonadamente.
— Vamos para casa, Gray-sama? — Juvia sugeriu em voz alta.
Os dois andaram até o carro e saíram do evento direto para casa. Ainda no carro eles começaram a conversar sobre assuntos aleatórios até que chegaram em casa, Juvia colocou uma blusa de banda qualquer e uma calça de moletom e foi conversar com Gray no quarto do rapaz, ele estava sentado na cama vestindo uma calça de moletom e ainda sem blusa quando ela entrou.
— Depois sou eu que brinco com você! — Ele usou um tom falsamente indignado para falar a frase quando a viu entrar.
— Eu nem comecei a brincar... — Juvia o provocou, brincando um pouco.
— Olha esse tom mocinha... Vou acabar achando que você quer mesmo “brincar”! —Ele fez as aspas.
— E se eu quiser? — Ela sorriu de forma sugestiva. Ele suspirou levantando a cabeça para encara-la.
— Porque você iria querer? — Ele perguntou chegando mais perto dela.
— Você sabe que gosto de você... Poderia querer “brincar” por isso? Você não acha? Além disso, hoje está frio... Você não quer me esquentar com seu corpo? — Ela disse a última frase em um gemido manhoso.
— É mesmo? Então eu vou te falar apenas uma coisa, é melhor você parar de me provocar, porque eu vou agarrar você e deitar nessa cama se você continuar... — Falou tendo a certeza de que ela pararia o que estava fazendo naquele segundo.
— É mesmo? Quero ver! — E em poucos segundos ela havia tirado a blusa e a calça que estava vestindo.
Gray endireitou as costas ainda sentado na cama, próximo a mulher já seminua. Ficou admirando as curvas da mulher de pele pálida, como ela era linda, tê-la ali tão próxima a ele provocando-o daquele jeito, ah! Ele não resistiria por muito mais tempo.
Juvia não sabia porque estava fazendo aquilo, não ela não estava bêbada, mas estava gostando tanto das reações de Gray que quis continuar aquilo. O quanto era inapropriado ficar seminua na frente do chefe? Ela não quis pensar muito nesse tipo de questionamento, talvez a bebida tivesse deixado ela um pouco sem vergonha, não devia ter tomado tequila, sempre ficava assim quando tomava aquilo.
— Viu! Você não fez absolutamente na — Ele não deixou que ela continuasse a frase, puxou-a pela cintura e calou-a com um beijo.
Não demorou nem dois segundos para que ele pedisse passagem para a língua e começasse a explorar desejoso a boca de Juvia. Ela só conseguiu retribuir ao beijo do chefe, Gray mordeu o lábio de Juvia puxando-o para frente e soltando-o, Juvia não resistiu a morder novamente o lábio por causa do tesão que sentiu.
O beijo foi interrompido por alguns segundos. Gray parecia olhar dentro dela mesma, os olhos enevoados de concupiscência encaravam os seus, tão sedutores... Tão perigosos... Juvia não conseguiu evitar entreabrir a boca enquanto encarava-o curiosa com qual seria seu próximo movimento. Gray tomou-lhe os lábios vorazmente, Juvia não sabia se estava sendo atacada ou se estava sendo beijada, qualquer uma das opções parecia boa o suficiente naquele momento.
Eles pararam novamente, Gray era quem estava curioso dessa vez, “porque ela estava deixando-o ir tão longe?”. O torpor em que Juvia o deixou estava tão forte que ele só tinha uma certeza, aproveitaria até onde ela o deixasse ir e se arrependeria depois. Dessa vez ela que havia aproximado as bocas, um beijo lento, primeiro ela brincou com ele, como ele havia feito com ela tempos atrás, apesar de não tê-lo agarrado pelos cabelos.
Ela roçava os lábios vermelhos nos seus devagar passando um nariz no outro em algum tipo de movimento sensual que parecia um beijo de esquimó. Ela passou as pernas para trás dele, laçando sua cintura com força, foi só aí que Gray pareceu perceber que havia feito Juvia se sentar em seu colo em algum momento daquela preliminar.
Mais e mais beijos quentes, o quadril avantajado da mulher rebolando em cima de sua excitação, a vontade de tirar gemidos daqueles lábios, as mãos macias da mulher arranhando suas costas com as unhas e todos aqueles desejos reprimidos de tê-la... Tudo que a parte racional de Gray conseguiu pensar é que ele estava ficando louco.
Quando um, dos tantos beijos que já haviam dado naquela noite, parou ele sorriu para ela com luxúria, agarrou suas madeixas tendo cuidado para que o contato fosse prazeroso e não doloroso e puxou sua mão para baixo deixando o pescoço da mulher livre. Ele lambeu o caminho desde o inicio de seu pescoço até sua orelha parando ali ele mordeu e lambeu o local e aproveitou para sussurrar com a voz grave e cheia de luxúria: “Eu não vou parar... Você quer desistir agora, ou quer ir até o final comigo?”.
Juvia não estava muito diferente de Gray. Sentia a excitação de Gray em baixo de si e já não sabia se estava rebolando para provocá-lo ou por pura vontade de senti-lo mais próximo. A língua de Gray subindo e descendo em seu pescoço ou o chupão que ele lhe deu não a ajudaram a pensar direito, sua cabeça se moveu de forma afirmativa e ela se viu respondendo “Quero tudo com você por hoje...” num gemido meio abafado.
Depois disso ficou mais do que óbvio que Gray não poderia se segurar, o mundo desapareceu naquele instante. Ele tomou seus lábios e começou a explorar o interior da doce boca da mulher, suas mãos vieram subindo pelas curvas dela, desde seus quadris até a parte de trás de suas costas. Ele parou o beijo, abraçou-a com força espremendo-a em si e desabotoou seu sutiã, retirando calmamente as alças do ombro dela, continuou abraçando-a com força, impedindo que a peça caísse enquanto trocava a posição.
Juvia foi deitada com cuidado em cima da cama, suas pernas ainda enlaçavam Gray, o tronco de Gray saiu de cima do seu vagarosamente. Gray segurou os pulsos de Juvia para cima prendendo-a e forçando seus pulsos contra o colchão com certa força, juntou-os e passou a segurá-los com apenas uma das mãos. Gray beijou Juvia ferozmente mais algumas vezes, lambeu seu pescoço recebendo um gemidinho abafado em resposta, também deu-lhe um chupão e ouviu um suspiro vindo da mulher.
Juvia viu um brilho luxurioso se acender nos olhos de Gray e o sorriso de lado que ele abriu antes de usar a outra mão para se livrar do sutiã e jogá-lo em algum lugar revelando os grandes seios da mulher. Juvia ficou com vergonha do olhar de Gray que contemplava o corpo dela insistentemente, mexeu as mãos em busca de cobrir seus seios, porém Gray apenas apertou mais seus pulsos contra o colchão.
— Você não vai se esconder de mim... Não depois de ter falado que quer ir até o fim comigo hoje... — Ele sussurrou em seu ouvido.
Gray desceu o caminho da orelha da mulher até o vale entre seus seios com beijos, chegando lá lambeu e deslizou o nariz fazendo questão de soltar o ar devagar para lhe causar um arrepio, a mulher gemeu baixinho. Começou a puxar o mamilo esquerdo e soltá-lo devagar enquanto lambia o outro olhando diretamente para a mulher. Juvia por sua vez tentava segurar os gemidos mordendo o lábio inferior, o que só pareceu provocá-lo mais e o fez começar a sugar o mamilo que antes apenas lambia, Juvia não conseguiu mais controlar os gemidos, nem a regularidade e muito menos o volume.
Gray não se demorou muito nos seios da mulher, pouco mais de três minutos depois ele estava descendo a mão pelo abdômen da mulher e achando seu clitóris, não demorou para que ele começasse a massageá-lo e Juvia fosse soltando o aperto de suas pernas até que elas estivessem abertas esperando por ele. Gray soltou seus pulsos, foi dando beijos e descendo até chegar à sua calcinha, ele a retirou e jogou em algum lugar para então começar a provocá-la com a língua, atiçando seu libido. Ele notou quanto ela estava molhada, sua vontade de tê-la apenas aumentava a cada segundo em que a lambia. Juvia emaranhou seus dedos entre os fios do cabelo negro de Gray forçando-o um pouco para baixo em meio aos gemidos, evidenciando o quanto estava excitada.
— G-gray-sama! — Ela gemeu o nome dele.
Gray ouviu seu nome ser pronunciado num gemido sexy pela mulher com deleite. Ele precisava fazê-la dele naquele momento, não havia porque esperar mais, ela já estava mais do que excitada e Gray já não aguentava mais esperar para sentir como ela era por dentro. Continuou o oral por mais algum tempo até parar.
— Eu já volto... — Ele falou com pouco fôlego e foi para dentro do banheiro.
Juvia se sentou na cama com as costas encostadas no escoro e as pernas retas para frente sem entender o que ele fora fazer no banheiro até que ele voltou, puxou-a pelos tornozelos deitando-a e subiu em cima da mulher. Começou a beija-la apaixonadamente, Juvia e ele se olharam profundamente, Juvia entendeu o que ele queria e assentiu com a cabeça, descobrindo, pouco depois, que na verdade ele havia ido no banheiro colocar a camisinha para aquele momento.
Gray sorriu, beijou Juvia um pouco mais e posicionou seu membro na entrada da mulher penetrando-a em uma estocada só. Juvia gemeu alto, fazia algum tempo que não era adentrada por um homem, ela apertou o lençol, Gray abriu a boca levemente e fechou os olhos com o prazer que sentiu, ela era quente e insanamente apertada para uma mulher que não era virgem.
— Delícia! — Gray gemeu começando a se mexer dentro da mulher.
Juvia gemeu sentindo-se nas nuvens, nunca havia sido tão bom para ela, e olha que eles tinham acabado de começar! Gray ia rápido, metia na mulher com muita vontade enquanto lambia seu pescoço e ela o arranhava desajeitadamente gemendo próximo ao seu ouvido.
Quando ficou um pouco cansado de investir tão rápido Gray abraçou a mulher com força e colocou-a para cima.
Juvia não parecia saber o que fazer naquela posição, ela estava com uma perna de cada lado de Gray sentada em cima de sua virilha, rebolou por algum tempo, sentindo-o dentro de si e se acostumando com a nova posição.
— Pula... — Ele mandou deitado com Juvia sentada ainda sendo penetrada por si.
— C-certo — Ela assentiu envergonhada e começou a subir e descer, sentindo o deslizar do membro rijo do rapaz dentro de si.
Ela começou a ir mais rápido, espalmou suas mãos no peitoral de Gray e pulava gemendo alto, a cama rangia com os movimentos bruscos. Gray observava a mulher pular, olhava para os seios dela balançando livremente para cima e para baixo, colocou as mãos nos glúteos da mulher apertando-os com certa força e fazendo-a ir cada vez mais rápido até sentir vontade de ficar no controle de novo.
Gray se retirou de dentro da mulher ouvindo um muxoxo de irritação, mas logo voltou a escutar os tão agradáveis gemidos de Juvia, quando colocou-a de quatro sobre a cama e se pôs atrás dela penetrando-a novamente. Juvia gemia cada vez mais alto, ela estava atingindo o ápice e Gray queria vê-la se contorcer.
Gray aproveitou a posição para mexer com uma as mãos em um de seus seios e a outra em seu clitóris, Juvia gemia descontroladamente excitando-o ainda mais. Gray começou a ir mais rápido e mais rápido até ouvir Juvia dar um gemido bastante agudo e sentir a musculatura de sua vagina aperta-lo mais, as costas da mulher foram se curvando lentamente até ela estar com a bunda empinada, porém com o tronco reclinado sobre o colchão enquanto apertava o lençol com tremenda força. Gray só conseguiu meter cada vez mais rápido e soltar suspiros enquanto via Juvia se contorcer com o prazer e apertar cada vez mais o lençol. Gray sentiu que estava chegando ao seu próprio ápice também.
— Ah... Juvia, eu vou... — Gray se retirou de dentro de Juvia, sabia que estava de camisinha, mas não gostava de correr esse tipo de risco.
Ele iria sair dali, mas Juvia o derrubou sentando-o na cama e retirou a camisinha, colocou a boca no membro pulsante de Gray e chupou-o uma ou duas vezes surpreendendo-o. O abdômen de Gray se contraiu e ele não aguentou segurar mais, deixou-se esvaziar dentro da boca da mulher Juvia ouvi-o soltar um suspiro e sentiu sua boca ser invadida pelo líquido quente e azedo.
—Ah! — Gray olhava par ela, interessado na reação que teria. Ela engoliu. — Você me deixa louco desse jeito! — Gray abraçou a mulher e se jogou na cama deixando um do lado do outro.
Não demorou para Juvia deitar com a cabeça no peitoral de Gray e começar a fazer desenhos abstratos com a ponta do dedo no mesmo, Gray tinha a mão esquerda descansando na cintura da mulher e com a mão direita fazia carinho nos cabelos de Juvia calmamente. E assim dormiram.
O dia seguinte tem duas versões: a de Juvia e a de Gray.
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