Tales
9 VII - A Mudança
Notas iniciais
Foi pela hora do jantar que Juvia chegou à conclusão que ia sim morar com Gray, talvez com a convivência ela deixasse de amá-lo, ela precisava sair da casa de Gajeel de qualquer jeito, não podia ficar atrapalhando por tanto tempo. Por esse motivo começou a conversa quando estavam os três sentados a mesa.
— Gente, acho que vou me mudar... — Gajeel e Levy olharam para Juvia um pouco surpresos.
— Pra onde você vai, Juvia? — Gajeel falou um pouco preocupado. — Você sabe que pode ficar por aqui o tempo que precisar, você não está nos incomodando!
— Eu vou morar com o Gray-sama... Ele pediu pra eu ir morar com ele porque eu estava chegando atrasada para aqueles eventos... — Mentiu, em parte.
— Ah! Entendo... — Gajeel falou e foi para o quarto.
— Pode falar a verdade, Ju-chan, porque está se mudando? — Levy perguntou ao chegar perto de Juvia.
— Estava tendo problemas pra dormir... — Juvia riu — E o que eu disse não é mentira também...
— Acho que o Gajeel está se sentindo como se nossa filha estivesse saindo de casa... Vamos lá falar com ele, aposto que ele está até meio mal! — Levy riu da possível situação de Gajeel.
Quando chegaram Gajeel estava sentado na cama, quieto, parecia muito triste. Levy tocou o braço de Gajeel devagar antes de falar:
— Você está bem, Gajeel?
— Como você quer que eu esteja bem? A Juvia... Nossa Juvia está indo embora, Levy! Ela está deixando o ninho pra se juntar com um cara! Pega minha espingarda, Levy a gente tem que fazer uma “visitinha” pro Gray!
— Você não tem uma espingarda, Gajeel! — Levy comentou.
— Então compre uma, mulher! — Gajeel brincou.
— Juvia está muito agradecida com a estadia, mas a Juvia tem que te deixar, Gajeel... A Juvia tem que criar a própria família, me desculpe papai! — A mulher entrou na brincadeira.
— Eu vou matar aquele rapaz antes que ele me tire minha filha! Mulher! Vamos mulher! — Gajeel continuou a brincar.
— Porque você foi dar corda, Juvia? — Levy bateu no rosto. — Chega de palhaçada, Gajeel! A Juvia vai se mudar e você vai ficar quietinho... — quando os outros dois pensaram que ela havia terminado sua fala ela continuou — Nada de sair matando os amigos por aí! — E todos riram.
— Mas é sério isso Juvia? Você vai mesmo se mudar pra casa do Gray?
— Vou sim... Obrigada pela estadia aqui! Eu gostei muito de passar esses meses com vocês, Levy-chan, Gajeel-kun!
Eles deram um abraço em grupo e sorriram uns pros outros até Levy lembra-los que o jantar estava esfriando e todos descerem correndo para comer.
No dia seguinte, um domingo, Juvia acordou preguiçosa, mas levantou-se logo, tinha que se mudar naquele dia. Saiu da cama, tirou a blusa de banda com que dormira naquela noite e se trocou, fez sua higiene matinal, provavelmente Levy e Gajeel ainda estavam dormindo, fez o café da manhã para os três, voltou para o quarto e agradeceu a Deus por nunca ter tirado suas roupas da mala. Tudo que precisou fazer foi catar algumas coisas que estavam fora da mala e depois foi acordar os pombinhos.
Juvia bateu na porta do quarto de Gajeel até que ele abriu, estava de regata e uma calça, Levy levantou também, ela usava shorts e uma blusa de alça, ambos de seda. Juvia convidou os dois para tomar café com ela e eles tomaram café juntos, depois do café o casal foi fazer a higiene matinal enquanto Juvia ligava para o chefe, para avisar que iria aceitar o convite do mesmo.
O celular tocou de repente o acordando de um sono de 7 minutos... Dessa vez Natsu ia morrer, ô se ia! Estava realmente bravo enquanto procurava o celular com as mãos ouvindo-o tocar “All messed up”do Gary Moore sem parar.
— Natsu seu maldito porque liga pras pessoas à essa hora?! — Gray gritaria se não estivesse com tanto sono.
— Desculpe, Gray-sama... Juvia não queria te acordar... — Gray sentou-se na cama de supetão — Eu! Eu não queria te acordar... Só te liguei pra avisar que eu vou morar com você, na verdade minhas malas já estão prontas, só queria saber que horas você prefere que eu chegue aí...
— Me desculpe por ter sido grosso, Juvia... É que normalmente só o Natsu me liga aos fins de semana... Não se preocupe com isso eu estou indo te buscar, não vou deixar você trazer malas num ônibus!
— Obrigada, Gray-sama!
— Você me passa o endereço daí, Juvia? — E ela passou o endereço que ele anotou na caderneta que ficava ao lado da cama. — Só me espere aí, só vou me trocar e estou indo! — E ele desligou.
Gray se levantou, tomou um banho de 5 minutos e vestiu uma blusa cinza e calças jeans, um all star que costumava usar no ensino médio que ainda servia e comeu um pão, depois escovou os dentes, não demorou nem 20 minutos pra fazer tudo isso e seguir para o carro indo até a casa de Gajeel, onde Juvia estava. Chegou lá em 20 minutos de carro e bateu na porta.
— Oi, Gray-sama! — Juvia cumprimentou o homem.
— Mas esse moleque já chegou pra raptar minha filha! Mulher, a espingarda, mulher!
— Gajeel, eu pensei que tínhamos resolvido essa palhaçada ontem! — Levy comentou puxando a orelha do namorado.
Gray riu alto da palhaçada do amigo e Juvia resolveu entrar na brincadeira como fizera ontem.
— Me desculpe, papai, sei que não era isso que você sonhava pra mim, mas eu amo o Gray-sama!
— Vou levar sua filha, Gajeel, espero que não se importe! — Gray entrou na brincadeira e pegou Juvia no colo como uma princesa e levou a garota para o banco ao lado do motorista no carro.
Gajeel o seguiu levando a grande e única mala de Juvia para o banco de passageiro e falando coisas como “Não minha filha” ou “Porque?”, Levy fingia chorar da porta, entrando também na brincadeira e todos riram, quando Gray deu a partida Levy e Gajeel acenaram para os dois e se despediram de Juvia.
— O Gajeel é mesmo uma figura! — Gray continuava a rir em divertimento enquanto a mulher de cabelos azuis ainda estava surpresa por Gray ter entrado na brincadeira — Como é mesmo aquela risada engraçada que ele tem?
— Gehe...? — Juvia falou.
— Sim, sim essa mesmo! No ensino médio, quando eu fui amigo do Gajeel, ele sempre me fazia gargalhar quando ria assim!
— O Gajeel é muito engraçado mesmo! Lembro-me da época em que ele me chamava de torneirinha, no fundamental, até hoje!
— Vocês sempre foram amigos, hein?!
— Na verdade não, eu era supersolitária naquela época, o Gajeel também era... Acabamos gostando um do outro porque ambos gostávamos de rock e viramos amigos!
— Você gosta de rock? Que tipo, pop rock?
— Também, mas eu não gosto só de pop rock!
— Me fala as bandas que você gosta? Talvez eu tenha um CD aí... — Gray olhava fixamente para frente enquanto dirigia, mas mesmo que não demonstrasse estava interessado na resposta.
— São tantas, Gray-sama... Deixa eu ver... Green Day, Led Zeppelin, Yngwie Malmsteen, ZZ Top, Aerosmith, Bon Jovi, Whitesnake, Deep purple, Helloween, Kiss, Queen, Pink Floyd... Só lembro esses agora de cabeça... — O carro estava parado no sinal, por esse motivo Gray olhou pra mulher um pouco surpreso.
— Eu tenho um CD do Pink aí... Acho que tenho um do Led também! — Ele sorriu e apontou para o porta luvas.
Juvia abriu o porta luvas e tirou um CD sem olhar a capa, era o “The dark side of the moon” do Pink Floyd. Juvia sorriu, amava aquele CD, colocou o CD 1 no som do carro de Gray e apertou o botão do aleatório e esperou a parte instrumental passar para poder cantar “Time”, sendo acompanhada por Gray logo que começou a voz.
Não demorou muito para Gray entrar na garagem e estacionar o carro, Juvia e ele esperaram o primeiro CD acabar enquanto cantavam as músicas animadamente antes de descer do carro, Gray carregava a mala de Juvia com um braço só e ao passar pela portaria o porteiro, o senhor Felipe, Falou:
— Uai?! Bem que eu achei que vocês dois estavam muito suspeitos pra serem só amigos! Quer dizer que já casaram é?! — Deixou o jornal que lia de lado pra dizer.
— Só nos juntamos por enquanto! — Juvia respondeu rindo enquanto Gray pedia o elevador.
— Oxi? Esses jovens de hoje... Nem casaram e já estão morando juntos!... Ainda bem que o apartamento tem vedação acústica, né não seu Gray?! — O senhor Felipe brincou.
— É verdade, porque hoje à noite tem! — Gray brincou entrando no elevador e ouvindo Felipe rir enquanto o elevador fechava com ele, Juvia e a mala dentro.
— Você está tão feliz hoje, Gray-sama!
— É porque você... — Ia deixar escapar a frase “É porque você veio me fazer companhia em casa!”, mas conseguiu controlar a boca. — Vai poder cozinhar pra mim quando estiver morando lá! Isso se você souber cozinhar, claro! — Não pensou em nada melhor pra dizer, mas se arrependeu, e se ela pensasse que ele queria que ela agisse como uma empregada?
— Vou mesmo! — Afirmou depois de rir um pouco. — Vou poder garantir que você vai comer direitinho! — Juvia apertou a bochecha de Gray.
— Só está faltando aquelas pelancas de baixo do braço pra você virar uma daquelas tias chatas que falam a piada do “pavê ou pá comê” no natal! — Gray brincou.
Juvia riu um pouco sem graça, na verdade ela riu apenas por educação, não gostava de piadas com gente gorda... Ela achava pessoalmente humilhante. Gray percebeu que ela não tinha gostado da brincadeira, ficou calado até chegarem à porta de sua casa.
— Bem, sinta-se em casa! — Disse à mulher enquanto abria a porta.
Juvia entrou e foi seguida pelo homem que carregava a mala da mulher. Gray seguiu por um corredor e Juvia foi atrás dele, quando chegou à frente de uma porta de madeira branca abriu-a e entrou, colocou a mala de Juvia no chão.
— Esse será seu quarto! — Introduziu enquanto a mulher admirava o quarto onde estava.
As paredes eram num tom de azul bebê, o teto era branco em gesso e tinha uma cobertura em forma de meio círculo por cima da luz, um guarda roupa bege com três portas de correr, uma mesa pequena também bege com uma cadeira giratória, um pote para roupas sujas e, claro, a cama, uma cama grande de casal com pano de cama vermelho sangue de seda.
— Nossa! — Juvia estava surpresa. — Isso não é demais não, Gray-sama?
— Você acha? Eu sempre achei que esse era o quarto mais simples da casa...
— Gray-sama... Posso ver seu quarto?... Só por curiosidade
— Pode uai... Ele fica logo ali — Apontou a porta de mogno marrom — Na porta em frente.
Juvia foi à frente sendo seguida por Gray, que estava curioso com porquê ela queria ver seu quarto. As paredes eram decoradas num papel de parede azul bem escuro, a cama era pelo menos um terço maior que a do quarto de hóspedes, o pano de cama era cinza e também de seda, com quatro travesseiros, era obviamente para um casal, mas só um lado evidenciava ser usado, mesmo que a cama estivesse superarrumada.
Assim como no quarto de hóspedes o teto era em gesso branco, com um vidro fumê branco de forma semicircular, o armário era maior e branco, a mesa também maior, branca e havia uma luminária, parecida com a dos filmes da Pixar em que a luminária pula na letra “I”.
— Nossa! Gray-sama, você comprou o apartamento já decorado?
— Não... Eu sempre ganhei muito dinheiro e não tenho com o que gastar... Fui comprando móveis caros aos poucos e montei a casa inteira assim... As únicas coisas que não fui eu que escolhi antes de comprar foram os panos de cama e de mesa... Natsu disse que panos de cama de seda eram melhores, eu não sei muito bem do porquê e os panos de mesa foram escolhidos pela Erza, é por isso que tem sempre morangos neles! — Juvia riu, já sabia que bolo de morango era a comida preferida da ruiva citada. — Você vai se instalar hoje?
— Vou sim... Vou arrumar minhas coisas no armário, mais tarde eu faço um lanche pra você, sei que deve estar louco pra comer descentemente! — Juvia riu e voltou para seu quarto.
Juvia tirou suas roupas da mala e foi pendurando-as nos cabides que estavam já dentro do armário. Arrumou suas maquiagens, acessórios e sapatos na porta do meio, começou pelos sapatos, depois foi a vez das maquiagens e quando estava quase acabando de arrumar os acessórios viu um deles que não queria ver nunca mais... Porque ela ainda estava guardando aquilo?
— Maldito anel!
Juvia jogou o anel pela porta sem pensar e ele acabou girando na vertical no chão até o quarto de Gray onde ele assistia televisão e ao ver alguma movimentação no chão se preparou para pegar o “bicho”. Gray segurou e ao ver que era um anel se surpreendeu, mas Juvia, que vinha atrás do anel correndo, tirou-o da mão de Gray bruscamente antes que ele pudesse ver como era o anel que fechara na mão.
— Desculpe Gray-sama, esse danadinho saiu rolando por aí! — Riu sem vontade e voltou para onde estava, Gray percebeu que seus olhos estavam marejados, mas resolveu não perguntar sobre aquilo e continuou trocando os canais da televisão freneticamente.
Depois de pouco mais de duas horas a mulher de cabelos azuis tinha terminado de arrumar suas poucas coisas no quarto que agora era dela. Seguiu para a cozinha e inspecionou os armários, achou uma massa de bolo que estava para vencer dali a uma semana e resolveu fazê-la, mas não encontrou os outros ingredientes, por isso foi até o quarto de Gray e se encostou ao portal e esperou até que ele percebesse que ela estava ali, o que só aconteceu quando ele virou-se, evidenciando que não estava dando a mínima importância para o que quer que fosse que estivesse passando na TV.
— Você... Estava me observando? — Gray perguntou meio sem entender colocando de volta a camisa que tinha tirado sem nem perceber.
— Não... Estava só esperando pra ver quanto tempo você demora pra perceber a presença de outra pessoa. — “Na verdade eu estava apenas te admirando um pouco” pensou a verdadeira resposta para aquela pergunta. — Gray-sama eu quero ir ao mercado, você me diz onde é? — Emendou um assunto no outro.
— Eu te levo lá. É bem pertinho na verdade... — Gray levantou da cama e desligou a TV.
Juvia seguiu Gray e antes de descerem do elevador na portaria enfiou seu braço no dele, como se eles estivessem andando dando os braços desde sempre, Gray se surpreendeu um pouco com a ação da mulher, mas não reclamou, sabia que ela estava fazendo aquilo pelo bem do relacionamento falso dos dois, para que todos achassem que eles estavam juntos, até mesmo o porteiro. Eles foram andando daquela forma até o mercado que era duas ruas à frente da rua do prédio.
— É aqui, Juvia — Ele apontou com a mão que não estava usando para sustentar o braço da garota.
— Obrigada por me trazer até aqui, Gray-sama, se quiser pode ir pra casa, daqui a pouco eu chego lá!
— Eu te acompanho, não tenho nada mais interessante para fazer mesmo...
— Obrigada... Gray-sama, você tem uma batedeira em casa?
— Não... não tenho.
— Tudo bem...
Juvia foi guiando Gray enquanto eles davam as mãos, passou pelas prateleiras e pegou uma caixa de ovos, um pote de margarina, farinha de trigo entre outras coisas. Dessa vez quando chegaram ao caixa quem pagou fora Juvia. Não demoraram pra chegar à casa de Gray que carregava as sacolas e por isso foi ela quem pediu o elevador e abriu a porta. Gray colocou as compras no balcão logo que chegaram.
— Você quer ajuda, Juvia? — Gray ofereceu, mais por educação do que por vontade de ajudar.
— Quero sim, Gray-sama. — Juvia confirmou já abrindo as sacolas.
Gray ajudou-a a bater primeiro a clara em neve e depois de misturar tudo bateu também a massa do bolo, resumindo Juvia apenas untou a fôrma e colocou a massa na mesma e a introduziu no forno, além de ter colocado um timer (em forma de galinha que ela achou na cozinha) para contar o tempo.Enquanto esperavam o bolo ficar pronto Gray começou a lavar as louças.
— Deixe isso aí, Gray-sama. Eu lavo depois!
— Não, você fez a comida eu lavo a louça!
— Mas foi você que fez o trabalho duro, foi você que bateu a massa, eu praticamente só untei a fôrma!
— Mas eu nunca ia saber fazer isso sem você!
— Mas as instruções vem escritas atrás da caixinha, Gray-sama, claro que você ia conseguir fazer!
— Mas atrás da caixinha não vem escrito o que é clara em neve, muito menos que existe a opção de seu bolo ficar mais macio se você fizer clara em neve antes... A caixinha também não põem os ingredientes, que eu nem sei quais são, no pote pra mim enquanto eu bato a massa, não unta a fôrma e não acerta timer! Eu é que só bati a massa, qualquer um faz isso! — Juvia riu da discussão que estavam tendo, era realmente ridículo estarem brigando por que queriam lavar a louça.
Juvia levantou da cadeira em frente ao balcão onde estava sentada e foi até a pia, lá ela pegou a palha de aço e começou a lavar as panelas, Gray iria protestar, mas quando se virou para fazê-lo a mulher pôs a língua pra fora fazendo careta, o rapaz foi pego de surpresa e acabou rindo. Dessa forma ficaram os dois lavando louça, com poucos minutos lavando a louça juntos eles acabaram, sem falar um com o outro, arrumando um jeito de otimizar o serviço, Juvia ensaboava e Gray enxaguava e punha no escorredor de pratos. Antes que eles percebessem já tinham terminado de lavar a louça.
O bolo ficou pronto pouco tempo depois, Juvia desenformou o bolo, cortou um pedaço para cada um e colocou nos pratos depois guardou o bolo na geladeira. Gray e Juvia estavam sentados lado a lado, nas cadeiras que ficavam em frente ao balcão e comeram sem falar um com o outro até o final.
— Estava muito bom, realmente fica diferente com esse negócio de clara em neve! — Quem quebrou o silêncio foi Gray.
— Pois é... — Juvia estava um pouco triste.
— Porque está assim? — Estava interessado na resposta.
— Eu não sei — Juvia virou o rosto e Gray pôde ver uma pequena sujeira de bolo no canto da boca da mulher.
Gray colocou uma das mãos no rosto da senhorita apoiando as pontas dos dedos perto da orelha da mulher enquanto o dedo polegar estava no lábio inferior de forma carinhosa. Juvia podia sentir o coração batendo rápido, o deslizar do dedo de Gray em seu lábio era muito bom de alguma forma, o rosto dele estava chegando mais perto, “Será que ele vai me beijar?... Assim do nada?!”, estava quase fechando os olhos para sentir os lábios se tocando quando o deslizar acabou tão repentinamente quanto começou e ouviu Gray falar:
— Saiu! — E mostrou o dedo onde havia um pequeno pedaço de bolo.
Juvia teria caído com a cara no chão se não tivesse que manter a compostura na frente do chefe, ele havia feito tudo aquilo só para tirar uma sujeira de bolo do rosto dela?! Ele podia só ter avisado que ela mesma teria tirado!
— Juvia? — Gray chamou a mulher que devaneava.
O interfone tocou e Gray se levantou para atender ao porteiro.
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