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19 Extra II – O dia D - Estrelando: Natsu Dragneel


Notas iniciais
Esse capítulo extra é IMPORTANTE também, se vocês quiserem pegar o desenvolvimento dos outros casais dessa história nesse caso kkkkk Eu dedico esse cap especialmente a minha amiga Elza Scarlet e a todos os meus leitores que gostam de nalu! Boa leitura ^^

— Gray! Ao menos me escute! — Natsu brigou com o atual presidente da empresa de seu pai.

— O que você quer Natsu?! — Gray quase gritou, bravo com a insistência do rapaz de cabelos rosa.

— Eu estou com raiva!

— Do que está com raiva? — Gray continuava olhando os papeis a sua frente sem prestar atenção ao homem com quem conversava.

— De você!

— Do que diabos você está falando? — Olhou para Natsu.

— O que diabos você fez com a Lucy?! Ela tem muito medo de locais cheios de água!

— Ela ainda tem isso? Eu só joguei ela na piscina uma vez, não foi nada demais!

— Ela quase me matou na lua de mel!

— Você jogou ela na piscina também por acaso? — Gray ponderava se continuava prestando atenção no colega ou voltava aos seus papéis, decidiu por fim que os papéis eram mais importantes.

— Não! — Natsu ficou vermelho, ele coçava levemente o rosto com seu indicador — Pensei em transar na banheira... — Gray voltou a olhar para Natsu.

— Ela tem problemas com banheiras também? — Gray parecia surpreso.

— Qualquer lugar cheio de água assusta ela... Acho que se ela pudesse entrar em um balde ela se assustaria com ele! Como você conseguiu fazer isso?!

— Eu não sei... Desculpe se acabei tornando a sua lua de mel um fiasco! Agora eu quero trabalhar, você também devia estar trabalhando! — Gray levantou-se e foi arrastando Natsu pra fora da sala.

— Não foi um fiasco! — Natsu falou enquanto deixava-se levar para fora da sala.

Natsu sabia que ia terminar sendo expulso da sala do “senhor presidente”, mas queria conversar com seu amigo, infelizmente o seu amigo, Gray Fullbuster, estava distante demais para ser alcançado. Natsu suspirou alto, estava cansado da indiferença do amigo, queria fazer alguma coisa para Gray voltar a ser como era antes, porém aquilo parecia fora de alcance. Talvez um psicólogo pudesse ajudar, mas não tinha como convencer Gray a visitar um. Resolveu parar de pensar naquilo e voltar a trabalhar.

Quando era aproximadamente oito horas da manhã sentou-se na cadeira e olhou para os papéis a assinar em cima da mesa, ia começar a mexer neles quando Cana, sua secretária, avisou que Gajeel queria vê-lo.

— Manda ele entrar... — Natsu falou sem saber porque o amigo da contabilidade queria vê-lo.

— Oi Natsu — Gajeel entrou se sentando em uma das duas cadeiras na frente da mesa do vise presidente.

— Olá, o que quer Gajeel? Algum problema na contabilidade da empresa?

— Não, na verdade vim lhe pedir um favor... — O rapaz fez uma pausa.

— Que é? — Natsu o incentivou a continuar

— Natsu! – Levy entrou pela porta sem cerimônias e continuou a fala sentando-se na cadeira de frente a mesa dele. — Não aguento mais ficar contratando e despedindo essas pessoas, não dá... Qual é o problema do Gray?!

— Poxa Levy, se nem você está conseguindo achar alguém... Essa situação está realmente estranha... Acho que é por que o Gray não sabe muito bem lidar com o assédio das mulheres, você sabe?... – Natsu riu, mas vendo a carranca séria de Levy parou e continuou – Sei lá Levy ele é meio difícil de lidar... Ele é meio depressivo e ríspido, não sabe como ter relações pessoais com as pessoas...

— Natsu, sinceramente, você está dizendo pra mim que ele precisa de uma psicóloga e não de uma secretária! – Levy estava para arrancar os cabelos de Natsu, foi aí que percebeu Gajeel e se endireitou ruborizando um pouco pela vergonha que acabara de passar.

— Sabe que isso é engraçado, Natsu! – Gajeel riu levemente e depois continuou – O assunto que vim tratar com você antes da nanica interromper era pra você arrumar um cargo pra minha amiga do ensino fundamental, ela acabou de se mudar pra cá e está desempregada!

— E você acha que a Juvia pode aturar o Gray? – Levy perguntou esperançosa.

— Bem é que ela era psicóloga, só que ela teve de deixar a profissão e por isso que ela se mudou. Talvez ela possa aguentar ele o que acham?

— Porque ela deixou a profissão? – Levy perguntou curiosa.

— Ela estava se envolvendo muito com os pacientes... — Esse não era o motivo real, mas Gajeel mentiu — Ela se coloca muito no lugar dos outros sabe e todas aquelas coisas, aqueles problemas das pessoas que se tratavam com ela se tornavam dela também, no final do ano passado ela teve uma síncope de tanto stress, foi parar no hospital... O médico disse pra ela parar de exercer essa profissão se ela não quiser acabar muitas outras vezes no hospital então ela fechou a clínica e se mudou pra cá onde ela pode ficar perto do melhor amigo, ou seja eu! – Gajeel falava como um metido.

— Se você achar que ela vai aguentar o batente pode chamá-la agora mesmo, por mim não há problema! – Levy falou feliz.

— Se ela for fazer bem a ele, isso seria ótimo... – Natsu pensou alto e pediu para Gajeel fazer como Levy pedira.

Os dois saíram de sua sala e Natsu ficou ali sozinho.

— Uma psicóloga?... Tomara que ela dê um jeito nele... — Natsu continuou pensando alto enquanto começava a assinar os papéis.

Uma hora depois ouviu batidas em sua porta e permitiu que a pessoa entrasse.

— Olá, meu nome é Juvia Loxar, serei a nova secretária do presidente, me falaram que você queria falar comigo...

— Sim... Bem é que... Eu gosto daquele cara, por mais que ele não leve mais a sério nossa amizade, eu realmente gosto de pensar que somos amigos, então eu queria pedir pra você ter paciência com ele... Ele tem os traumas dele e conhecendo o Gray do jeito que eu conheço... Bem acho que você vai perceber com o tempo que ele...

— Ele tem um quadro de "quase depressão", é instável e pode ser muito impulsivo para assuntos comuns em que as pessoas se segurariam, ou seja, ele é sincero demais. Eu já percebi, Natsu-san, sou uma profissional! — Natsu sorriu e agradeceu com a cabeça.

— Isso torna tudo muito mais fácil, eu acho... Tomara que um dia eu possa ter meu velho amigo de novo... – Natsu pensava alto novamente. — Você gostaria que eu te contasse o que aconteceu com ele?

— Não, eventualmente eu irei descobrir, tenho esperanças de que ele me conte de acordo com o quanto ele for confiando em mim, vejo que você é um amigo sincero, espero poder recuperar seu amigo dessa "depressão" -Fez as aspas com as mãos — eu vou trabalhar duro nisso!

— Muito obrigado! Qualquer coisa que precisar eu estarei aqui então não hesite, ok? – Natsu sorriu e Juvia saiu da sala indo para a de Levy.

Continuou a trabalhar até perto da hora do almoço quando ouviu baterem na porta e pediu que a pessoa entrasse, era Juvia.

— Natsu-san, normalmente o Gray-sama come na hora do almoço?

— Na verdade... Acho que nunca vi ele sair do escritório... –Natsu falou surpreso com o que saía de sua boca, como não percebera que Gray não almoçava fazia um mês? — Você pode cuidar disso, Juvia-chan? Eu preciso ir almoçar com minha esposa, se eu não for comer em casa ela me mata.

—Antes de você ir pode me dizer qual é a comida favorita dele?

— Bem, o que eu me lembro que ele gostava era sorvete, ele sempre gostou, mas isso não é adequado para o almoço, né? —Natsu riu e Juvia o acompanhou. — Ah! Uma vez eu me lembro dele ter falado que gostava muito de carne, isso é tudo o que eu sei, desculpe não poder ajudar mais que isso, cuide bem dele viu, tenho que ir — Terminou a frase pegando o casaco e a pasta e conduzindo-a para fora da sala.

— Você já ajudou o bastante, Natsu-san! —Juvia sorriu e seguiu para a sala do chefe.

Depois disso Natsu voltou para casa e teve seu almoço com Lucy, depois voltou para a empresa e foi para a reunião que participaria junto com o presidente e Arthur Goile, Arthur cortou ligações com a empresa e Natsu brigou com Gray depois se esgueirou, as duas da tarde, pra fora da empresa o mais rápido possível, sem avisar ninguém, não queria contar que estava indo hoje com a Lucy no orfanato nem mesmo para Levy.

Na mansão Dragneel...

Lucy não estava acostumada a ficar sozinha com os empregados, normalmente Natsu ou Igneel estariam ali, dessa vez Natsu estava trabalhando e Igneel estava curtindo a vida na casa de Praia. Lucy resolveu sair, tomou seu café da manhã, que lhe fora servido por Virgo, e saiu.

Lucy visitou Erza e Jellal na loja de roupas dos dois, depois almoçou sozinha no restaurante de Mirajane, a mulher de cabelos platinados não estava lá, Lucy voltou para casa e recomeçou a escrever seu livro. Depois Natsu voltou e comeram o almoço juntos. Ela não conseguiu escrever muito, estava um pouco nervosa, na tarde daquele dia ela e Natsu iriam até o orfanato da cidade, queriam adotar uma criança.

A verdade é que o médico havia dito a Lucy alguns anos atrás que suas chances de engravidar eram muito baixas devido a endometriose que ela nem sabia que tinha.

Lucy lembrou-se do dia que teve sua endometriose diagnosticada. Lembrava-se de ter chorado muito e de Natsu a ter amparado. O médico disse que ela já tinha a doença a muito tempo e que mesmo com a cirurgia talvez a doença voltasse porque Lucy tinha uma predisposição genética a tal doença. Lucy chorou mais, passou aquela noite toda chorando em um bar com seu noivo. Mesmo depois de descobrir que ela não tinha muitas chances de engravidar Natsu ainda quis prosseguir com o casamento.

— Você tem certeza? Eu não posso ser mãe Natsu, eu entendo se você não quiser continuar comigo, você sempre quis uma família...

— Luce! Eu me apaixonei por você, não pela sua capacidade de ser mãe! Você tem razão sobre eu querer uma família, mas porque eu te deixaria por isso? Podemos ter uma família juntos, podemos adotar! Não faria sentido nenhum ter uma família se não fosse com você, a mulher que eu amo!

— Mesmo? — Lucy soluçou.

— Claro, Luce! — Natsu enxugou as lágrimas da mulher e a abraçou com força — Vamos ser ótimos pais adotivos!

Lucy sorriu abraçando o noivo enquanto ainda chorava.

Lucy sorriu, Natsu era muito compreensivo, Lucy o amava do fundo do coração, esperava encontrar uma criança para adotarem naquele dia. Happy, o gato de Natsu, veio se aconchegar no colo de Lucy. Ela estava deitada na cama, seu notebook de tampo rosa desligado ao lado enquanto fazia carinho na barriga de Happy que ronronava, passado algum tempo Lucy dormiu.

Algo tocou o lábio de Lucy levemente. A mulher abriu os olhos.

— Natsu! — Ela sorriu para o marido enquanto coçava os olhos.

— Bom dia, bela adormecida! Como foi o dia?

— Nada demais e o seu?

— “Normal” também... Quer ir para o orfanato agora? A visita que agendamos começa daqui a uma hora, mas podemos ficar olhando as crianças de longe! — Natsu riu.

— Eu vou só tomar uma ducha e colocar uma roupa, depois podemos ir!

— Sim, senhora! — Natsu deu um beijinho rápido na mulher e se recostou na cama.

Enquanto Lucy tomava uma ducha Natsu ficou recostado brincando com o gato e vendo televisão, Lucy saiu do banheiro correndo, tinha esquecido as roupas, e já estava correndo de volta para o banheiro quando ouviu Natsu gargalhar.

— O que foi?! — Lucy falou inflando as bochechas um pouco irritada.

— Luce, você sabe que somos casados e que você pode se trocar na minha frente né? — Natsu olhava para mulher em divertimento.

— Eh? — Lucy emitiu — É até verdade né — Lucy riu um pouco corada. — N-Não fique me olhando!

Lucy virou-se de costas e deixou a toalha cair, pegou um creme na cômoda e começou a passar o creme com cheiro de lavanda, Natsu ficou olhando a mulher sentada na ponta da cama esfregar o corpo com o creme, talvez não fosse uma boa ideia Lucy se trocar na frente dele.

— Luce... — Natsu sussurrou no ouvido da mulher fazendo-a se perguntar quando ele tinha chegado ali.

— O-O que você quer? — Lucy falou tentando controlar a vergonha, Natsu estava sentado trás dela com uma perna de cada lado da mulher.

— Deixa eu passar esse creme em você? — Ele pediu — Aposto que você vai gostar! — Ele ainda falava em seu ouvido.

— N-Natsu! — Lucy brigou com ele quando viu os braços do rapaz lhe abraçarem e tomarem o creme das suas mãos. — N-Natsu! — Ela voltou a chamar o nome do rapaz quando ele começou a passar o líquido pastoso em seu corpo.

Natsu começou passando o creme pela cintura da mulher, depois tirou com cuidado o cabelo da mulher de suas costas colocando-o para frente para subir as mãos pelas costas da mulher, depositou um beijo carinhoso no ombro de Lucy. Depois Natsu continuou, passou creme onde tinha beijado e pelo braço da mulher, Natsu tomou cuidado para que cada movimento de suas mão no corpo da esposa causasse um arrepio, Lucy estava gostando bastante.

O homem chegou aos seios da mulher ficando ali por um tempo, apertava levemente e massageava, Lucy soltou alguns suspiros.

— Para Natsu! — Lucy segurou as mãos de Natsu. Tirando-as de si — Temos que sair daqui a pouco! Preciso me vestir!

— Podemos remarcar...

— Não Natsu! — Ela exclamou baixo.

— Ta bom, mais tarde continuamos então... Vou comer alguma coisa na cozinha — E dizendo Isso Natsu saiu do quarto.

Talvez a melhor coisa que Natsu pudesse fazer naquela hora fosse tomar um banho gelado, mas foi para a cozinha e procurou por sorvete, ele não era o maior fã de sorvete, mas era uma boa hora para tomar algo bem gelado! Lucy terminou de se arrumar e foi até a cozinha procurar o marido se surpreendendo ao vê-lo comendo sorvete.

— Vai me dar um pouco ou vai comer o pote sozinho? — Ela riu.

— Acho que vou comer sozinho! — Natsu riu estendendo uma tigela de sobremesa onde havia colocado sorvete para a mulher.

— Hum! Obrigada — Lucy falou pegando o potinho e sentando-se ao lado do marido — É tão estranho estar indo escolher uma criança...

— Não é estranho, Lucy!

— Sei lá sabe... — Lucy encostou a cabeça no ombro do marido — Será que não vamos ficar em dúvida ou dar esperança para uma criança e depois levar outra? Eu não quero decepcionar nenhuma delas sabe... Isso de adotar é um pouco complicado, não acha?

— Não é complicado e você não vai decepcionar ninguém Lucy... Nós vamos conversar com a psicóloga e a assistente social ainda, só depois vamos conversar com as crianças, vai dar tudo certo!

— Você está com a razão... Acho que eu só estou com medo...

— Você é estranha minha Luce! Primeiro tem vergonha do marido agora tem medo de um bando de criancinhas? — Natsu riu alto.

— Para de ser idiota! — Lucy disse se fazendo de brava.

Na verdade Lucy gostava de como Natsu brincava com suas inseguranças, fazia com que ela se soltasse e deixasse de se sentir nervosa por bobagens. Lucy deu um beijinho na bochecha de Natsu que sorriu para ela.

— Posso lavar a louça, senhores? — Virgo perguntou.

— Pode sim, obrigada pelo bom trabalho Virgo! — Lucy agradeceu a empregada.

— Vamos Lucy? — Natsu levantou e estendeu a mão para a mulher.

— Vamos sim — Ela aceitou a mão e foram para o carro.

Durante a viagem Lucy ficou um pouco nervosa novamente. Quando chegaram finalmente no orfanato da cidade ficaram do lado de fora, ao longe algumas crianças brincavam no parquinho de areia. Havia uma linda menina de seus 14 anos ali, tinha longos cabelos pretos com um brilho que fazia com que parecessem azuis escuros eles estavam presos em uma Maria Chiquinha, a pele era branca e os olhos de um marrom tão chocolate quanto os de Lucy.

Os dois sentaram num banco enquanto assistiam as crianças brincarem de longe. Uma menininha menor que estava brincando na gangorra caiu no chão num estrondo alto, Natsu e Lucy se levantaram apressados, queriam ajudar, mas a menina das marias chiquinhas foi mais rápida, correu até a pequena menina de cinco anos e a abraçou carinhosamente logo saindo e voltando com gelo para por no joelho da menor que voltou a sorrir enquanto agradecia a menina mais velha.

Lucy e Natsu voltaram a sentar-se e esperar até que a assistente social veio conversar com os candidatos a pais adotivos e levou-os para dentro. Eles conversaram juntamente com a psicóloga do orfanato por um longo tempo, parecia que adotar era mais difícil do que eles pensavam.

Duas horas depois eles se encontraram com as crianças, um monte delas correndo e brincando e puxando as roupas dos dois para que eles brincassem com elas, Natsu e Lucy sorriam e brincavam, ao longe a menina das marias chiquinhas apenas observava sentada numa cadeira com um olhar triste. Quando deu a hora do fim da visita a psicóloga do orfanato levou os dois para fora enquanto eles ainda ouviam as crianças se despedindo alegres.

— Senhora Agnes — Lucy chamou a atenção da psicóloga para si — Quem era aquela garota com Maria chiquinhas? Ela era mais velha que todas as outras crianças, ela é filha de algum voluntário? Ou ela é voluntária?

— Não, ela também é órfã... A Wendy é uma ótima criança, mas foi muito altruísta — A psicóloga riu — Sempre que candidatos a pais vinham ver as crianças ela colocava as amigas na frente, se escondia... Não é que ela não quisesse ser adotada, mas ela sempre quis ver a felicidade das outras primeiro, por causa disso todas as amigas dela eram adotadas e ela foi ficando, com o tempo ela foi ficando mais velha e agora já tem 14 anos, é quase impossível que alguém queira adota-la agora, infelizmente, ela estava triste por isso, porque sabe que não importa quantos candidatos venham e vão ela provavelmente não vai sair daqui até os dezoito anos — A senhora terminou a frase com pesar.

Natsu olhou para Lucy, ela também o olhava com aqueles grandes olhos castanhos.

— Você quer adotá-la? — Natsu perguntou sorrindo, já sabia a resposta.

— Sim! — Lucy respondeu

— Vocês sabem que não podem adotar uma criança por dó né? — A psicóloga ralhou com eles.

— Não sinto dó dela! Ela é tão bonitinha e nós nunca quisemos adotar um bebê também... — Natsu falou.

— Ela é tão cuidadosa... Eu a admiro! — Lucy falou.

— Isso é ótimo! A Wendy vai ficar tão feliz por ser adotada! — A psicóloga aprovou — E o processo de adoção não vai demorar!

— Será que podemos ir lá falar para ela que queremos adotá-la? — Lucy perguntou.

— Podem! — Agnes respondeu feliz — Vou chamá-la na sala onde conversamos e vocês conversam com ela!

Natsu sorriu, no momento que batera o olho na menina pensou que queria uma filha daquele jeito, estava feliz por Lucy também ter gostado da garota. Lucy também parecia bastante feliz quando chegaram na sala e se sentaram nas cadeiras esperando pacientemente pra encontrar a menina.

— Acha que ela vai gostar da gente, Natsu? — Lucy falou um pouco ansiosa.

— Espero que ela goste da gente! — Natsu disse estalando os dedos nervosamente.

A porta foi aberta pela senhora de cabelos grisalhos e a menina entrou se surpreendendo ao ver os dois ali sentados sorrindo e olhando para ela como dois bobos. Agnes saiu encostando a porta levemente.

— O-O que querem comigo? — Wendy perguntou enquanto sentava na cadeira a frente dos dois.

— Queremos adotar você! — Natsu falou animado. A menina ficou estática.

— Não é assim que você diz uma coisa dessas, Natsu! — Lucy falou brava e deu um tapinha na cabeça do marido — Agora você a assustou!

— Vocês querem me adotar? Porque? Tem tantas crianças mais novas aqui, tenho certeza que vocês podem escolher uma criança que seja mais adequada — Wendy riu sem graça e já ia se levantar quando a mulher loira segurou sua mão levemente.

— Eu entendo se você não quiser ser adotar porque não gostou da gente, mas a gente realmente quer adotar você! Nós ficamos observando o tempo todo e realmente gostamos de você, não importa a sua idade! — Lucy sorriu para ela — Se você estiver disposta a nos adotar como pais nós gostaríamos que fosse nossa filha!

Wendy olhou pro chão, não sabia para onde olhar. Ela nunca pensou que um dia alguém realmente se interessaria em adotá-la. A mão macia da mulher loira ainda estava segurando seu braço,Wendy olhou para o casal a sua frente, eles sorriam, mas estavam visualmente ansiosos.

— Querem me adotar? — Ela perguntou novamente dando uma ênfase exagerada ao “me”, seus olhos estavam marejados.

— Sim! — O rapaz de cabelos rosa confirmou com um grande sorriso.

Wendy começou a chorar, ela sempre quis ter uma família, mas estava tão preocupada com a felicidade dos outros que fazia de tudo para garantir que os colegas fossem adotados, quando aos 12 anos percebeu que os casais que iam até ali nem ao menos a cogitavam viu que ficaria ali até a maioridade, mas agora, aos seus 14 anos, lá estava ela, naquela sala, com um casal sorridente pedindo para adotá-la. Wendy colocou as mãos no rosto para esconder as lágrimas.

Natsu e Lucy se entreolharam preocupados e se levantaram indo com pressa, cada um de um lado da mesa, até a menina e a abraçando, Wendy soluçou ao ser abraçada pelos dois. A menina se sentiu acolhida nos braços da loira e do moço de cabelos rosa, fora a primeira vez na vida em que se sentira assim.

— E-Eu quero! — Wendy falou em meio ao choro.

Natsu e Lucy a soltaram. Lucy moveu o cabelo que cobria os olhos da pequena com cuidado para o lado e enxugou as lágrimas do rosto da menina sorrindo. Ao lado da mulher Natsu quase explodia de felicidade.

— Quer dizer que aceita ser nossa filha? — Natsu perguntou feliz.

— Sim! — Wendy sorriu para os dois.

Lucy sorriu de orelha a orelha quase chorando, Natsu abraçou a menina e a rodou no ar feliz logo a descendo e deixando que Lucy se juntasse ao abraço, o primeiro abraço daquela família. Infelizmente Lucy e Natsu logo tiveram que ir, o casal ainda tinham algumas coisas para fazer antes de poder adotar Wendy, mas agora já tinham uma filha e Wendy já tinha pais.

Ao chegarem em casa o celular de Natsu tocou, Lucy ouviu um monte de gritos de uma baixinha bastante conhecida e Natsu fez uma cara de desgosto

— Vai ter que voltar para a empresa? — Ela perguntou.

— Sim, mais tarde eu volto meu amor — Natsu deu um beijo na mulher antes de voltar para a empresa.

Pouco tempo depois o horário de sair finalmente chegou, Natsu deu uma passada rápida na sala de Gray, tentou chamá-lo para beberem juntos num bar, mas Gray o ignorou, qualquer coisa que Natsu falava que não tinha relação com a empresa tinha aquele mesmo destino, suas palavras eram ignoradas pelo melhor amigo fazia anos. Natsu suspirou desistindo e saindo da sala do presidente e indo para casa.

— Oi meu amor! — Lucy o cumprimentou vendo-o entrar pela porta.

A mulher estava esparramada no sofá da sala de estar lendo um livro vestia shorts de pijama e uma blusa vermelha um pouco decotada. Natsu reparou na capa do livro onde lia-se “A Rainha Margot” e logo abaixo o nome do autor “Alexandre Dumas”.

— Oi meu bem! — Ele a cumprimentou de volta.

— Como foi o seu dia? — Lucy fechou o livro e se levantou seguindo o marido até o quarto enquanto ele ia tirando a gravata.

— Foi normal, contrataram uma secretária nova pro Gray hoje... — Natsu falou sem muita vontade.

— Está triste porque o Gray ainda te ignora? — Ela adivinhou.

— Sim... — Natsu olhou pra ela rapidamente voltando a atenção para o armário para onde foi pegar algumas roupas enquanto Lucy o olhava sentada na cama.

— Não fica assim não meu bem — Lucy tentou animar o marido enquanto ele pegava uma toalha para ir tomar um banho.

Natsu olhou para a mulher, ela estava agora deitada e tinha recomeçado a ler seu livro, decidiu que ia tomar banho dali a alguns minutos, queria conversar com a mulher um pouco.

— Eu quase consegui manter uma conversa com ele hoje! — Natsu falou e a mulher colocou o livro de lado novamente para prestar atenção no marido.

— É mesmo? — Ela perguntou feliz pelo marido, começando a mexer no cabelo dele.

— Uhum! — Natsu sorriu com o carinho da esposa em sua cabeça.

— Sobre o que você estava falando com ele?

— Sobre nossa lua de mel!

— Nossa lua de mel? — Lucy corou — O que você disse pra ele?!

— Só perguntei porque você tinha tanto medo de locais cheios de água, sabe por causa da banheira...

— Ah... — Lucy suspirou aliviada, ter medo de locais cheios de água era vergonhoso, mas não era nada demais ao contrário de outras coisas que Natsu poderia ter falado...

— Vou tomar um banho, Luce! — Natsu deu um beijinho na testa da mulher e saiu da cama se direcionando ao banheiro.

Lucy olhou o marido indo enquanto pensava na noite de núpcias dos dois:

Eles chegaram no hotel já de noite, iriam ficar no quarto mais luxuoso do melhor hotel da ilha onde passariam três dias. Quando entraram no quarto haviam pétalas de rosas pelo chão e pela enorme cama, um balde de gelo com uma garrafa de champanhe em cima de uma mesinha de centro, na mesma mesinha também havia alguns pequenos pedaços de pão para os dois comerem o fondue de queijo quente ao lado do balde.

— Gostou do quarto? — Natsu perguntou quando ele e Lucy entraram no quarto.

— É tão lindo! — Lucy sorriu para o marido — Nem acredito que nos casamos, Natsu! — Lucy o beijou com carinho.

Natsu riu para ela depois do beijo e foi colocando as malas dos dois para dentro enquanto a mulher entrou e sentou no pequeno sofá em frente a mesinha de centro. Natsu não demorou a se juntar a mulher, os dois tomaram um copo de champanhe, bem... Na verdade Natsu tomou um e metade do de Lucy, ela ficava bêbada muito rápido e Natsu não queria embebeda-la. Natsu molhou um pedacinho de pão no queijo morno e estendeu para Lucy comê-lo, ela aceitou, mas um pouco de queijo caiu no queixo da mulher e escorreu um pouco pelo maxilar dela, Lucy já ia limpar quando Natsu resolveu fazer de seu próprio jeito, ele lambeu o queijo que estava na mulher e Lucy corou.

O marido olhava profundamente para os olhos dela observando seu rosto corado e seus lábios entreabertos, ela era linda, como era! Natsu ficava imaginando como seria tocá-la, Lucy era muito recatada, apesar das roupas que usava serem curtas na maioria das vezes, fizera Natsu esperar até o casamento antes de poder toca-la de forma mais íntima... Agora estavam casados, então ele podia tocá-la, certo?

Natsu beijou a esposa de forma doce, porém logo estava movendo os braços para puxa-la para si possessivamente pela cintura. Lucy se surpreendeu um pouco, claro que as coisas já haviam “esquentado” entre os dois antes, namoraram por anos antes de casarem, mas Natsu sempre tentava se controlar e pedia desculpas, provavelmente porque achava que ela não queria aquilo, mas agora que ele havia conseguido a “liberação” não iria mais parar, ela sabia e estava gostando disso.

As línguas dos dois exploravam a boca um do outro desejosas, o beijo era quente e molhado. Os dois estavam deitados no sofá, Natsu havia deixado Lucy por cima para poder mover as mãos livremente e naquele momento foi descendo as mãos até as nádegas da mulher, segurou ali firmemente para depois sentar-se e fazer a mulher enlaçar as pernas em si enquanto a levava para a cama.

Lucy olhou para Natsu desejosa, queria continuar as carícias. Natsu tirou as roupas, ficou apenas de cuecas e foi até a mulher, beijou a boca doce de sua Lucy com voracidade, Lucy passava as mãos nas costas de Natsu trazendo-o mais para perto enquanto o acariciava. Estavam os dois de joelhos na cama beijando-se desejosos quando Natsu parou o beijo para falar.

— Vou tirar seu vestido, Luce... — Lucy fez que sim com a cabeça enquanto mordia os lábios.

Natsu tirou do vestido com alguma dificuldade, os dois agora estavam semi nus. Lucy tomou as rédeas e começou mais uma sessão de beijos quentes e lascivos. As mãos de Natsu passearam pelas costas de Lucy até acharem o feixe do sutiã que ele abriu, a peça de roupa caiu e foi logo jogada para longe por Natsu, Lucy tentou esconder os seios com as mãos.

— O que você está fazendo? — Natsu riu — É muito grande pra você esconder Luce!

— M-Mas...

— Deixa de vergonha! — Natsu falou e ela tirou as mãos de cima dos seios devagar.

Natsu ficou observando a loira por alguns instantes, a pele branca e macia cheirava a rosas, seu rosto corado e o jeito com que mordia o lábio esperando sua reação, ele, por sua vez, estava mudo, louco, inebriado pela beleza da mulher. O marido colocou a mão direita em sua face carinhosamente e a beijou de forma furiosa e necessitada, Lucy tentou se segurar, mas emitiu um pequeno som durante o beijo, não sabia se era por estar surpresa ou por ter gostado tanto daquilo.

Lucy sentiu as mãos de Natsu passarem firmes pela sua perna e irem subindo pela sua cintura até chegarem aos seus seios que massageou devagar, Lucy gostou daquilo. Pouco depois ele levou a boca para sua mama esquerda onde começou uma sucção muito prazerosa, Lucy gemeu. Natsu quase não aguentou, queria ouvir mais daquele barulinho que lhe dera tanto tesão.

Natsu foi descendo com beijos pela barriga de Lucy até a calcinha da mulher, ele puxou a peça de uma vez, tirando-a e jogando-a em algum lugar qualquer. Lucy mordeu o lábio quando sentiu o hálito quente de Natsu se aproximar de seu sexo. Natsu lambeu a intimidade de Lucy e ouviu um gemido alto, ela tinha gostado muito daquilo! Natsu continuou a estimular a mulher com a língua em sua intimidade enquanto Lucy tentava se controlar, mas seu corpo se contorcia com o prazer, por fim agarrou o cabelo de Natsu forçando um pouco para baixo enquanto gemia alto.

— D-Deixa eu fazer para você também! —Lucy pediu entre os gemidos. Natsu parou e olhou para ela.

— Quer mesmo?

— Quero! — Ela falou levantando e jogando ele para deitar onde ela estava antes.

Foi a vez dela de arrancar a última peça de roupa de Natsu, jogou a cueca em qualquer lugar e depois percebeu que havia se metido em uma encrenca. “Aquilo” não entraria todo na sua boca e ela duvidava que pudesse entrar em seu sexo! Lucy olhou para o rosto de Natsu, ele estava olhando para ela e se perguntando porque ela estava parada por tanto tempo, Lucy corou e resolveu tentar.

Natsu apenas observava, viu Lucy, ainda tímida, lamber sua excitação e depois ir tentando coloca-lo na boca aos poucos, Natsu soltou um suspiro quando ela começou a mexer a cabeça, era quente e molhado, os lábios de Lucy eram macios, aquilo era muito bom. Natsu não deixou Lucy continuar por muito tempo.

— Luce... — Ele praticamente gemeu o nome dela. Lucy ergueu a cabeça e olhou pra ele. — Quero... — Natsu não teve que terminar a frase, ela sabia o que ele queria, ela também queria.

Lucy beijou Natsu, os dois já estavam excitados demais.

— V-Vá devagar ta bom? — Lucy pediu deitando no colchão.

— Não vou te machucar, se estiver doendo pode pedir para parar...

— Ta bom... — Lucy relaxou.

Natsu voltou a beijar a mulher enquanto posicionava seu membro pulsante na entrada dela, Natsu entrelaçou os dedos das mão dele com os dela e penetrou-a devagar, era insanamente prazeroso para ele, Lucy apertou sua mão, seu rosto expressava dor.

— Dói? Quer parar?

— Não! — Ela quase bateu no homem — S-Só deixe eu me acostumar... — A mulher falou enquanto rebolava um pouco em baixo de Natsu.

Natsu esperou, esperar nunca fora tão gostoso, a sensação da mulher movendo o quadril com ele dentro era muito boa, mas não tão boa quanto a sensação que teve quando a mulher finalmente pediu que ele se movesse, aquilo era indescritível. Lucy gemia e pedia para ele aumentar a velocidade, não sentia mais desconforto durante as estocadas ritmadas do marido.

— Natsu! Mais... — Lucy gemeu mordendo os lábios logo depois

O homem gostou de ouvir sua Luce gemer seu nome. A força das estocadas foi aumentando aos poucos também, Lucy estava gostando. Natsu segurou a mulher pela cintura com força, as pernas de Lucy o laçaram e ele se levantou sem se retirar da mulher, Lucy ficou olhando para ele, os dois suados, Natsu teve a ideia de leva-la para a banheira quente, um banho relaxante estava preparado para aquele momento.

— Não! — Lucy gritou quando viu a banheira e o apertou com força — Não quero entrar aí Natsu! — Ela disse manhosa apertando as pernas ao redor de Natsu e mexendo o quadril sem perceber. Natsu percebeu.

— Que delícia! — Ele falou agarrando as nádegas de Lucy com força o que a fez gemer.

Natsu encostou Lucy na parede gelada do banheiro, o que fez a mulher forçar os seios contra si para tentar fugir do frio, Natsu gostou daquilo. Pouco depois Natsu estava lambendo o pescoço da mulher e ela sentia novamente os movimentos maravilhosos dentro de si. Os dois gemiam muito, Lucy sentiu um prazer muito forte e sua perna ficou bamba enquanto ela gemia alto o bastante para ouvirem a três quartos de distância. Natsu estava quase atingindo seu ápice também, não conseguia parar.

— Luce... Eu vou...

— Pode... — Ela gemeu em resposta e beijou a boca dele sentindo seu interior ser invadido por um líquido quente.

Natsu soltou alguns suspirou e então se retirou de dentro da mulher e levou-a para cama, estava tarde, Natsu estava cansado e suado a mulher também, logo que se cobriram dormiram, um de frente para o outro.

Quando Lucy parou de pensar naquilo Natsu já havia voltado do banho, estava na sua frente de costas com uma calça de moletom vermelha e sem blusa enquanto secava o cabelo com a toalha.

— Natsu — Lucy o chamou.

— Sim? — Ele virou para ela.

— Acho que quero fazer aquilo de novo...

— Aquilo o que? — Natsu perguntou.

— O que fizemos na nossa noite de núpcias — Lucy corou

Natsu sorriu sacana para a mulher e foi até ela já começando a beijá-la, parece que as coisas iam “pegar fogo” no quarto dos Dragneel casados naquela noite.

Notas finais
*Dia D: é uma referência à segunda guerra mundial, usada apenas para falar que é um dia importante nesse caso kkkkkk, O título do capítulo ia ser: "O dia em que a nova secretária foi contratada (segundo Natsu Dragneel)", mas ia ficar imenso e como o capítulo foca muito mais no Natsu e na Lucy, nem faria tanto sentido kkkkk Espero que tenham gostado do capítulo meus lindos! Comentem aí viu?! *---*