Tales
8 Extra I - A infância de cada um
Notas iniciais
Gray
Gray ficou órfão e foi adotado pouco depois, de início era uma criança arredia e teimosa, mas Ur, sua mãe adotiva, nunca desistiria dele. Com o tempo Gray se tornou uma criança feliz e brincalhona como qualquer outra. Ele tinha um Irmão, Lyon, um ano mais velho e uma irmã, única filha biológica de Ur, dois anos mais velha que ele.
Ur era uma grande amiga de Hilda Dragneel, esposa de Igneel Dragneel, um homem muito rico dono de uma das maiores empresas de publicidade do país, a grande empresa Tales. Apesar da grande fortuna a família era muito amigável e nada preconceituosa. Logo Natsu, o filho do casal Dragneel, e Gray se tornaram amigos.
Quando tinham 10 ou 11 anos os pais de Natsu se separaram e Gray foi quem apoiara o amigo em seus planos infalíveis (que sempre falhavam) de tentar juntar os dois de volta, perderam as contas de quantas cartas fingindo ser um dos Dragneel escreveram, quantas vezes tentaram fazê-los admitir que ainda amavam um ao outro, porém nada disso deu resultado.
Algum tempo depois da separação a mãe de Natsu falou com ele, disse ao menino que não podia suportar os ciúmes ao que era submetida pela vida social de Igneel e que aquilo estava fazendo mal a ela, por isso resolveu se separar. Natsu teve de entender, infelizmente pouco depois de Natsu aceitar a situação sua mãe morreu e um acidente de carro e novamente Gray o apoiou.
A amizade de Natsu e Gray era muito grande. Iam a mesma escola e tinham os mesmos amigos Erza, Levy, Cana, Lucy, Mirajane, Laxus entre outros, estavam sempre juntos, mas eles também viviam brigando. Natsu brigava com Gray por que ele comia seus picolés, Gray brigava com Natsu por queimar seus desenhos (que não eram lá grande coisa), então entravam em uma briga de punhos e Erza era a única que podia para-los, isso é só um exemplo das brigas ridículas que tinham um com o outro o tempo todo.
Natsu e Gray sempre foram populares na escola, No final do ensino fundamental Gray era o garoto favorito das meninas, estava sempre ficando com alguém, Natsu por outro lado era bastante quieto nesse quesito, rejeitava todas as meninas que se confessavam para ele, na verdade ele já sabia quem era a dona de seu coração, Lucy, porém não era corajoso o suficiente para contar a ela que a amava.
No final do nono ano Natsu, Gray, Lucy e Levy foram até perto da estação de trem com os tais balões do destino (uma espécie de mandinga popular que estava virando um febre entre os adolecentes, era um balão parecido com os balões das festas de são João, porém pequeno. Era dito que se você soltasse o balão a primeira pessoa em eu ele tocasse era o seu verdadeiro amor) nenhum deles acreditava no balão, mas os soltaram.
Lucy escreveu seu nome e telefone no balão, todos fizeram o mesmo, mas Gray escreveu outra coisa em seu balão. Soltaram... O balão de Lucy esbarrou de raspão em Natsu, mas ninguém percebeu o toque, natsu riu e zuou a amiga falando que ela nunca teria ninguém. O balão de Natsu estava estragado, por isso ele não pôde soltá-lo, não iria comprar outro daqueles!
O balão de Levy voou alto, todos seguiram ele por um tempo e quando viram ele pousou nas mãos de um rapaz alto de cabelos longos e cheio de pircings no rosto, parecia um roqueiro mal humorado, nada a ver com Levy, ele perguntou quem era Levy e ela se apresentou, o rapaz comentou que passaria a estudar na escola deles e eles o deram as boas vindas, depois o rapaz foi embora e Levy corou.
Gray foi o ultimo a lançar seu balão, o dito cujo voou ainda mais alto que o balão de Levy, entrou dentro da estação, Natsu e Gray correram atrás dele, pularam o muro da estação e tentaram continuar para ver o que aconteceria com o balão, mas os policiais correram atrás deles por terem pulado o muro e tiveram de fugir, sem saber o que acontecera com o balão.
Juvia
Juvia era muito feliz aos seus cinco anos, vivia na mansão de seu avô junto com seu pai e sua mãe. Seu pai era o sucessor da grande empresa Lockser, uma empresa que começou com pequenos cadeados e agora era a maior empresa do ramo de segurança e domótica do país e sua mãe era uma violoncelista da orquestra local.
Seu avô nunca apoiara o casamento do filho com uma artista, queria que se casasse com alguém que o ajudasse na empresa e quando o primeiro bebê do casal foi uma menina o velho faltou enfartar. Queria um neto homem, para ele uma garotinha nunca seria o bastante, nunca tocaria sua empresa para frente, ele precisava manter sua fortuna, seu legado, queria ter sucessores, apostou que a garotinha seria outra artista, assim como a mãe e nunca quis saber muito da menina.
Quando tinha cinco anos brincava na sala sozinha, seus pais tinham ido em uma viajem de negócios e voltariam naquele dia. Era um dia chuvoso e por causa de tamanha chuva houve um acidente, seus pais morreram no acidente de avião. A menina passou a ser chorosa e isolada, uma garotinha muito carente. Se isolava na escola e seus coleguinhas perguntava se ela tinha perdido os pais, ela apenas chorava.
Naquele mesmo ano conheceu Albert-san. Na verdade não sabia seu nome real. Em uma noite chuvosa, uma semana depois do acidente aéreo que matou seus pais, a porta fez um barulho estranho, a garota que vivia perto do local esperando que talvez seus pais entrassem por aquela porta abriu-a de supetão e um homem ensanguentado caiu na sala.
Uma das empregadas antipáticas de seu avô veio até ela e ajudou o homem, chamaram o médico da família que cuidou do homem e duas semanas depois o homem estranho finalmente acordou. Juvia estava ao lado da cabeceira da cama, para ela ele era o único que não a irritava naquela casa, o único que não a olhava atravessado desejando que ela não existisse, talvez porque estivesse dormindo por tanto tempo e não pudesse falar, mas resolveu ficar ao lado do homem mesmo assim.
Quando acordou não se lembrava de nada, havia uma grande cicatriz em seu rosto por tê-lo batido, e uma grande dor em seu peito, não sabia por que mais doía muito. Viu a garotinha do seu lado e a chamou, ela dormia. A menina acordou assustada e chamou pelo avô, mesmo que este não gostasse dela.
Seu avô veio e conversou com o rapaz, por ter cuidado dele de graça por tanto tempo ele teria de retribuir trabalhando na casa como empregado por pelo menos um ano. Ele passou a cuidar de Juvia e ela o deu um nome, já que não se lembrava de seu nome verdadeiro. Agora seu nome era Albert e ele seria o mordomo da garota.
Albert resolveu passar a ser para sempre o mordomo da menina, amava-a como se fosse sua própria filha e Juvia o adotou como seu pai, mesmo que nunca tenha dito isso a ele. Era a única pessoa que amava naquela casa e constantemente conversava com o avô da menina.
Aos seis anos conheceu Gajeel, um menino que nunca tivera mãe, fora abandonado com o pai desde seu nascimento, ele a animou e passou a ser seu único amigo na escola, mesmo assim Juvia continuava triste e para tentar diminuir a tristeza a garotinha comia.
Com o tempo Juvia se tornou uma adolescente obesa, Gajeel e Albert-san tentavam ajudá-la, mas nada dava certo e apesar de todo carinho vindo dos dois ela ainda se sentia frágil e carente. Tudo piorou quando ao final de seu nono ano Gajeel avisou que teria de ir embora da cidade para viver na cidade vizinha, Magnólia.
Ela foi com o amigo e Albert-san até a estação da cidade e os três viajaram juntos, porém ao chegarem em Magnólia apenas Gajeel saiu da estação depois de muita despedida. Juvia e Albert-san esperavam o próximo trem para Crocus, onde moravam, de repente um balão azul parecido com balões de festa de são João pousou na cabeça de Juvia, ela tirou e leu o papel onde estava escrito “Ei, será que dá certo mesmo? Queria realmente te encontrar...”, não entendeu nada e o guardou.
Depois do episódio voltaram para casa e ela começou seu ensino médio sem Gajeel e foi aí que as coisas começaram a dar errado...
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