Tale as old as time
4 Eu não queria mesmo...
Por Carter
— AI MEU DEUS! ESSE LUGAR É TOTALMENTE INCRÍVEL!!! – Comentei (um pouco alto demais, acho) com as meninas enquanto caminhávamos pelos arredores da AUSLTT.
— Carter, acho que você tomou muito café- disse Daniela com um ar sádico. Não sei como ela conseguia ficar tão calma e controlada, HELLO? Estávamos na Itália!
— Concordo com a Dani, Carter. Acho que devemos tirar o açúcar do seu cardápio por um tempo...- disse Annia, enquanto folheava distraída um guia que havia nos sido entregado ao chegarmos na universidade.
— Aff! Vocês duas são muito sem graça. Olha só essas paredes! — Disse enquanto passava meus dedos por aquela estrutura incrivelmente macia... – São as paredes mais legais que o mundo já viu! – Levantei as mãos para o alto.
Dani me lançou um olhar frustrado e ao mesmo tempo indagador, mas percebi que ela continha um sorriso.
— Pode deixar que eu entro em sua defesa, Carter. Concordo que aqui é incrível.
— Carter, pequena, olhe quantos caras lindos temos aqui nesse campus... e você está mais preocupada com as paredes?
Dani é aquele tipo de garota que não tem medo de ousar, e eu meio que também queria ser assim... Quer dizer, por todo lugar que passamos os garotos chegam a babar com sua aparência. E apesar de toda sua beleza exterior, ela não deixa de ser inteligente e amigável.
— Aqui diz que temos que virar logo ali para chegarmos ao nosso dormitório. – esclareceu Annia enquanto apontava para um corredor e olhava atenta ao mapa.
Logo depois que chegamos à universidade, fomos até a secretária para nos informar sobre a divisão dos quartos e todo o resto. A Daniela chegou logo falando nome e sobrenome.
— Eu sinto muito, você tem carteiras de acesso, mas não encontro-a na lista de dormitórios.
—Tente Annia Kiara Bowotovsky Lutteru.- Disse Annia sem muita fé.
— Como se escreve o Bo-lo...?
Não adiantou a Annia soletrar, além de demorar bastante, aquela senhora não achou nada.
— Onde podemos encontrar o seu superior, responsável por esta organização?- Perguntou Sofia, um pouco alterada.
— Fica calma, Sofia. O seu deve estar normal. Qualquer coisa nos apertamos juntas por lá. Com quantas você dividirá quarto?- Falei para acalmá-la.
— Tudo bem. Mesma assim resolveremos isso tudo rápido. Tente Lilian Sofia Wilfy Lowbhart.
Sofia seguiu o mesmo método de soletrar. Felizmente a secretária sabia inglês.
— Sinto muito, senhorita. Nenhuma de vocês está cadastrada.
Fomos encaminhadas para o superior, uns 20 minutos de escada, mas eu aposto que em algum lugar tinha um elevador escondido.
Quando entramos em sua sala, passei a ter certeza do elevador, era um senhor de muita idade, um boa postura, mas decerto, mais idade.
— Senhor, gostaríamos de resolver um problema com nossos dormitórios.- Disse Annia, bem calma.
— Vocês devem ser as garotos que o Jarbas enviou.- Nós assentimos- Eu sinto muito, fomos avisados recentemente e a funcionária dos dormitórios não pode alocar adequadamente vocês. Pedirei para meu assistente chama-la aqui para que resolvamos o imprevisto.
Ele pegou um telefone a seu lado na mesa e fez o pedido. Confesso que ri um pouco, ele nem levantava de sua cadeira, que dirá subir tudo que subimos. Aposto que as escadas são um teste para que só chegue gente com problemas bem graves.
— Senhor, eu sinto muito, mas eu não estou com elas, passei na prova para entrar e também estou sem suíte, o que é um absurdo!- É, a Sofia odiava quando as coisas já começavam dando errado.
— Espere a madame Lawysky chegar e tudo será resolvido, garota. Enquanto isso, acho melhor esperarem na sala de espera, tenho muito o que fazer. E... Espero que falem com meu assistente antes de entrarem numa próxima vez.
—Eu espero que não tenhamos um próxima vez.- Disse Meryda.
Esperamos cerca de uma hora até que tudo fosse resolvido. Madame Lawysky nos chamou à sala.
— Senhoritas, vocês 4 ficarão em em uma quarto duplo, um pouco pequeno, eu admito, não estava em nossos planos alocar alguém por lá. Ele foi elaborado para 2 irmãs a pedido da família, mas estas já nos deixaram. São aposentos confortáveis. Basta entregarem este papel à secretária e pedirem a chave do 4-D dormitório Vino Rosso.
— E eu, senhora?- Perguntou Sofia.
— Qual o seu nome?- A senhora olhou para Sofia como se dissesse: Será? Pelo menos eu entendi assim, não sei se estou ficando maluca, mas foi estranho.
— Lilian Sofia Wilfy Lowbhart- A mulher pareceu se assustar quando ela respondeu. Escondeu sua expressão de espanto e folheou bem rápido seus papéis. Eu diria que ela só fingiu os folhear.
— Foi um erro, Sofia. Sinto muito. Seu quarto não entrou nos arquivos pois não está entre os da lista. Sua prova... Sua prova... Bem, ela foi interessante. Nós dividimos as pessoas conforme suas provas.- Gaguejava.
— Dividímos? Oh, Madame, fazes isto tão bem que nem me preocupei em saber os novos métodos.- A Senhora olhou-o e, como por mágica, o diretor mudou sua expressão para uma de surpresa.
— Deixem que eu as acompanhe.
Optamos por visitar primeiro o nosso quarto e deixar o da Sofia por último, acho que os problemas e aquele clima no escritório a deixaram sem vontade de conhecer o quarto. Eu fiquei diferente, estou doida para conhecer os 2!
— Aqui está garotas. Cuidei da reforma dele pessoalmente para deixa-lo pronto para vocês.
Não era bem o que eu queria, mas era a cara do lugar. Paredes rosa claro, não sei o nome exato daquela cor, teto branco. Camas com a parte que fica grudada na parede em dourado e lençóis avermelhados, uma bela janela e uma longa escrivaninha. Não era pequeno. Assim era a 1° porta. Tinham mais 2, uma era a do banheiro, que parecia de hotel, a outra era com um quarto bem parecido, no entanto com parede azul claro, uma janela menor e lençóis azul marinho. Acho que prefiro o 2°.
Joguei minhas coisas no quarto e partimos para o da Sofia.
—Nossa, quero ver suas pernas não incharem com tanta escada, Sofia.- Disse a Daniela enquanto subíamos vários andares de escada.
— Acho que vou ficar com vocês, meninas.- Disse a Sofia tentando brincar.
—É proibido! Quando o sino apitar para se recolherem, terão 30min para que cada uma vá para o seu quarto e comprove sua presença com sua digital na porta. Normalmente os quartos são trancados as 21h e podem ser reabertos a partir das 5h do dia posterior. Quem não respeitar as regras será severamente punido.
Todas nos assustamos com a reação da Senhora Lã, aquilo nos parecia um tanto exagerado, principalmente para a Daniela que já estava pulando ao olhar para os garotos do local.
Quando finalmente chegamos ao quarto da Sofia, ficamos boquiabertas.
Ela estava com a superfície da torre, metade do quarto era de janelas de vidro. Uma cortina enorme e dourada se encolhia para mostrar a paisagem.
Uma cama de casal com seda dourada bordada com símbolos bem estranhos.
O guarda-roupas era fixado na parede e tinha uma coisa de madeira perto, disseram que era para a Sofia se trocar.
Tinha até banheira.
A Sofia pode até ter fingido não estar impressionada, mas eu percebi que ela, tão apegada a contos de fadas, estava pulando por dentro.
—Mas... Eu não esperava...- Gaguejava a pequena.
— Bem, eu escolhi o que achei que seria melhor para você. Uma torre. Pelo seu teste percebi que precisava se exercitar mais e de tranquilidade. Por acaso, está torre tem também uma decoração magnífica que está aqui desde antes de comprarmos a o local.
Depois que aquela mulher nos deixou, a Sofia até tentou fazer as malas, mas eu comecei a pular naquela cama enorme e, é claro, elas me acompanharam.
Um tempo depois me bateu uma fome terrível e as convenci a descer novamente aquela escadaria para comer algo.
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