TOUCH SPACE
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Eu estava brava até ouvir os 3 disparos ao lado de fora da minha antiga casa. Eu corri até a porta em vão, ele já estava ao chão estirado com 3 tiros no peito. Ele apenas me olhou nos olhos e me entregou uma especie de pen drive, e partiu.
Na manhã seguinte o enterramos e fomos para a antiga casa dele em Portland, onde sabíamos que era seguro.
Era uma casa grande, com entrada feita de pedras e a cor da casa era bege. Grandes janelas, pouca vizinhança, ampla e clara. Para quem morava em uma casinha com dois quartos, sala, cozinha e banheiro, era bem luxuoso aquilo.
Ele havia projetado meu quarto, e iria me levar em breve para morar com ele.
Quando estava arrumando minhas coisas, achei um livro, era de Alice no país das maravilhas, estava no sotam, com alguns dos meus antigos brinquedos. Eu o guardei ali, mas não me lembrava o porque havia o guardado lá.
—Você deve ser a Zoe,-uma mulher morena veio em minha direção.- eu sou a Lorna, a esposa do seu pai.
Meu pai tinha uma esposa e uma filha menor, a Katherin, ela tinha olhos de cores diferentes e o cabelo curto, e tinha o sorriso igual ao dele, e estava fantasiada de bruxa quando a vi pela primeira vez brincando no jardim.
—Ela acha que ele um dia vai voltar, ela ainda não entende que ele não vai voltar.-Lorna me apenas falou enquanto eu observava katherin brincado no jardim sozinha.
A perda do meu pai estava sendo difícil de lidar, eu estava com raiva dele quando ele saiu da minha casa aquela noite, mas não era motivo para que ele morresse, eu me sentia culpada.
Eu guardava o colar que ele me deu de aniversario, e o pen drive que estava em sua mão quando morreu. Eu ainda não havia tido coragem o suficiente para abrir o conteúdo que estava ali dentro, mas eu estava com medo do que poderia ser.
Durante meses eu me perguntava por que mataram meu pai? O que ele de fato fez de tão grave? Eu tinha medo da resposta e me recusava a entrar em transe para descobrir. Meu pai era um homem bom, ele queria que eu passasse para as melhores faculdades do país, queria que eu tivesse uma vida normal, mas era difícil para ele aceitar que eu não era normal e nunca seria.
Na manhã seguinte eu estava na mesa do café da manhã, quando Lorna me entregou os envelopes.
Boston, Brown, Wisconsin, Stanford, Colorado, Ohio, Columbia, Duke, e Minessota, todas estavam me dando uma chance, mas eu acabara de perder meu pai, e não estava com cabeça para pensar na faculdade, eu apenas queria fazer com que a dor parasse.
No fim do dia Loren esteve no meu quarto, e me contou que meu pai planejava me encaminhar a Ohio para que eu pudesse fazer meu curso de arquitetura. Meus olhos enxeram d'Água, era o sonho dele me ver entrando em uma universidade e ele não poderia ver isso pois estava morto.
Eu iria fazer a vontade dele, eu iria para Ohio.
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