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Gaia estava buzinando como uma desesperada em seu carro alugado, ela quem vai me levar para a casa nova, vou morar com ela até me formar.

—Vamos logo Zoe não temos o dia todo.- Ela berrou para que eu andasse logo.

Eu abracei forte minha avó e a Lorna, e dei um leve abraço em Kath, e me virei para entrar no carro antes que Gaia me arraste.

—Já estou aqui pare de berrar.- disse eu tentando ter um pouco de humor.

—Cala essa boca- ela explode em risada e me da um abraço.

Não nos víamos dês de o meu aniversário de 13 anos, e ela teve q sair para arrumar um apartamento maior por minha causa.

Ela estava mais magra, mas seu cabelo ondulado curtos e verdes/azul e seus olhos cor de âmbar eram os mesmos, ela continuava indestrutível como sempre. Ela estava fazendo medicina, e eu iria fazer arquitetura, as coisas estavam finalmente se ajeitando depois de alguns meses conturbados de dor. A dor de fato nunca passa, ela só diminui a um ponto suportável mas ainda doloroso.

—O que vamos fazer amanhã?- Perguntou ela enquanto dirigia até o aeroporto.

—Não sei, pensei em só ficar em casa.-falei desenrolando meus fones.

—A qual foi Zoe? Não vamos ficar em casa, eu vou te levar pra sair. Lorna me disse que você não saí a meses, acho isso um absurdo, você vai sair comigo sim Zoe e não me faça falar duas vezes.-Ela decidiu aquilo e não havia pessoa que a fizesse mudar de ideia.

Foram 8h e alguns minutos de voo até Ohio, pegamos um taxi e fomos para casa.

Era uma casa de dois andares azul clara quase como cor de gelo, janelas brancas e a porta também, contrastando com os detalhes dourados. Minha mudança havia chegado a uma semana atrás e estava no sotam, eu só precisaria organizar, mas dormiria no quarto de hospedes essa noite.

Havia uma foto de Gaia e os pais pendurada na parede, e eu me lembrei do que havia visto quando pequena. Aquilo me assombrara por anos. Eu estive lá, e peguei o colar, mas não faço ideia de como ou porque fiz aquilo, ou como fiz.

A viagem havia me deixado muito cansada, e eu estava cansada, e com fome.

Fui até a cozinha e preparei um sanduíche com geleia de blueberry, e um copo de leite.

Peguei um pijama meu surrado, e deixei a banheira encher.

Um banho de banheira pode ser relaxante ou sufocante, e no momento eu estava me sentindo sufocada por não compreender meu pai aquela noite, e logo em seguida ele morreu, e eu estava aqui como se nada estivesse acontecido.

Eu queria saber quem matou o meu pai, e foi quando entrei em transe.


Lá estava ela, cabelos curtos e loiros , rosto magro e olhos azuis, o crachá dizia que seu nome era Amber e em seguida, tudo ficou escuro, e ela não estava mais lá.