TOUCH SPACE
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“Parabéns para você…”
Era a música que estava sendo cantada, elas estavam completando dezesseis anos e tudo que havíamos planejado estava indo por água a baixo. Elas deveriam viver juntas, mas seria um grande risco, elas eram experimentos do governo, e nós simplesmente as roubamos, e tomamos para nós.
—Faça um pedido e apague as velas querida.-disse me orgulhando de como ela se tornou uma criança incrível, saudável e fabulosa.
Ela fechou os olhos, soprou as velas, e sorriu.
Ela entrou em transe logo em seguida, quando abriu os olhos ela enviou o que queria ver, e lá estava eu, Jhon e Carol no laboratório a 17 anos atrás, estávamos projetando-a.
—Theo isso é arriscado, não sabemos se dará certo.-Carol estava falando, e parecia que havia vivido aquele dia a pouco tempo atrás.
—Precisamos tentar,-eu disse- Elas são as únicas chances que temos para reaproveitar esse DNA’s.
—Mas de quem vai ser o DNA masculino usado para a fecundação?- Pergunta Jhon confuso.
—Nossos DNA’s!-Respondi sem pestanejar.-O seu também Carol, seremos os pais e mães das crianças.
E assim ela me desligou.
Ela se sentou, olhou para mim e não disse nada.
Ela ficou ali sentada olhando para o nada por um tempo, até que isso a cansou, e ela então se pronunciou.
—Eu sou um experimento? Por isso sou diferente? Quem é minha mãe?
Ela me olhava como se não me reconhecesse mais, mas como falar pra uma adolescente que a mãe dela não existe mais de fato, o governo tentou mata-la e por isso ela jamais a conheceu? Era difícil ter que mentir para ela, para mim ela era como uma filha, e de fato era, mas não poderíamos correr o risco dessa informação vazar.
—Querida isso deve ter sido exaustivo, -Falei tentando fazer ela se acalmar, mas ela estava se agitando cada vez mais.-sua mãe é algo muito complexo pra você agora, prometo que quando você se tornar mais madura eu contarei absolutamente tudo.
Eu me virei, coloquei o presente dela em cima da mesa, e saí da casa.
Foi a última coisa que eu fiz.
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